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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Compensação, que investiga uma suposta organização que cometia crimes contra o INSS no Distrito Federal e que pode ter gerado um prejuízo de R$ 37 milhões nas contas da Previdência. Ao todo, são sete mandados judiciais expedidos pela 12ª Vara da Justiça Federal no DF. "O modus operandi consistia na utilização de empresas ativas e inativas para o envio de GFIP's (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social) extemporâneas, com dados inautênticos acerca de supostos prestadores de serviço autônomos, a chamada categoria 13", afirma a PF em nota. Segundo as investigações, eram inseridas nas guias de recolhimento do FGTS informações referente compensações de valores de créditos tributários devidos. Com isso, ocorria o "zeramento" – a ausência de tributos a recolher aos cofres públicos. De acordo com a PF, a organização criminosa investigada era composta por empresários, um servidor público do INSS e um escritório de contabilidade. Os envolvidos podem ser indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário, falsidade ideológica e organização criminosa.
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O relator do Orçamento Geral da União de 2017 na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), senador Eduardo Braga (PMDB-AM), apresentou nesta terça-feira (22) à imprensa o relatório preliminar que prevê R$ 9,9 bilhões a mais em recursos para a saúde e R$ 1,2 bilhão para a educação, totalizando R$ 11,1 bilhões. No caso da saúde, o parlamentar explicou que houve alocação maior de verbas para cumprir a destinação de 15% da receita corrente líquida, conforme determinado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos. Segundo a Agência Brasil, as novas despesas com saúde e educação serão compensadas pelo aumento de R$ 9 bilhões no teto das receitas de 2017, informado pelo Ministério do Planejamento, e pelo corte de R$ 6 bilhões em subvenções econômicas. O relatório preliminar poderá ser alterado por sugestões dos integrantes da Comissão de Orçamento. O prazo para apresentação de emendas está aberto, com expectativa de votação para a próxima quinta (24).
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Um caso curioso tem chamado a atenção no Rio de Janeiro. Desde o final de semana, os banhistas e pescadores estão têm encontrado notas de dinheiro boiando no mar da Urca. O montante iniciou uma verdadeira caça ao tesouro no local. Dezenas de pessoas já caíram na água para pegar as notas de R$ 50 e R$ 100 que apareceram misteriosamente. O mergulhador Roberto Pereira conta que já conseguiu recolher R$ 45 mil das águas. "Eram quatro pacotes de R$ 10 mil. Tinha muita nota rasgada boiando também", contou Roberto ao Extra. "Encontrei R$ 1.250. Vou comprar tudo em ração de primeira pro Crom (pitbull que é o xodó dos pescadores)", disse Anderson Aquino, outro pescador que conseguiu recolher o dinheiro. Para garantir o dinheiro, os pescadores correm para depositar os valores no banco. O mergulhador André Guimarães conta que conseguiu reunir pouco mais de R$ 10 mil durante um mergulho a quatro metros de profundidade. "Eu faço caça submarina, fui para lá com o equipamento e encontrei o pacote amarrado com elástico", conta. A 'caçada' tem atraído o interesse de pessoas de fora da capital carioca. O funcionário público Gilberto Alves deixou Xerém para se aventurar em busca das notas. É meu primeiro dia na caça. Procurei por 1h30m e não encontrei nada”, explicou o fiscal.
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Executivos da empreiteira Odebrecht começaram a assinar nesta quarta-feira (23) acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato. A TV Globo apurou que 78 executivos da empresa devem assinar, individualmente, os acordos. Após a assinatura dos acordos, os executivos passarão a prestar depoimentos ao MPF para confirmar as informações e os documentos que foram repassados nos termos de confidencialidade – espécie de pré-delação que antecede a assinatura do acordo de delação premiada. Por envolverem dezenas de executivos, os depoimentos devem levar mais de um mês, uma vez que cada um deve ser ouvido individualmente. A previsão é que os acordos só sejam enviados para homologação do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano que vem. A delação da Odebrecht é tida, no meio político, como a de maior potencial para provocar enorme impacto nas investigações. Isso porque os executivos citaram mais de 200 nomes de políticos de diversos partidos. Dentre os nomes citados estão o de políticos que concorreram à Presidência da República, governadores, senadores e deputados, além de politicos locais, com força em sua região.
Planilha
Em março deste ano, a Polícia Federal encontrou planilhas que mostram doações feitas pela Odebrecht a mais de 200 políticos de 24 partidos. Os documentos foram apreendidos na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Junior, que foi preso temporariamente na 23ª fase da Operação Lava Jato e liberado posteriormente pela Justiça.De acordo com as tabelas, os repasses foram feitos pela empreiteira para as campanhas municipais de 2012 e para as eleições de 2010 e de 2014.À época, não era possível afirmar que se tratavam de doações legais de campanha ou feitas por meio de caixa 2, já que os documentos não detalham se os valores, de fato, foram repassados e se foram pagos em forma de doação oficial. Nas tabelas que relacionam o nome de políticos, os valores repassados ultrapassariam os R$ 55 milhões. Gravação divulgada em maio mostrou o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) afirmando que eventuais delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht eram "uma metralhadora de [calibre] ponto 100".
Setor de propina
Ao longo das investigações, o MPF descobriu a existência do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – departamento cuja finalidade era pagamento de propina, de acordo com investigadores. Após a descoberta do "setor de propinas", a PF elaborou um relatório apontando que a Odebrecht pagou vantagens indevidas em diversas obras, como as do metrô de Ipanema, no Rio, da Linha 4 do metrô de São Paulo, em construções de presídios, penitenciárias e casas de custódia no Rio, em obras do Porto de Laguna (SC), do Aeroporto Santos Dumont, do autódromo de Jacarepaguá e das piscinas olímpicas do Pan-Americano de 2007, no Rio. No relatório, também foram listados codinomes de possíveis beneficiários, sem ligá-los a obras. Investigadores não disseram a quem se referem os codinomes.
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Apesar da recessão, o Brasil ganhou 10 mil novos milionários na passagem de 2015 para 2016, segundo relatório sobre riqueza divulgado nesta terça-feira (22) pelo banco Credit Suisse. De acordo com o levantamento, o número de milionários brasileiros subiu de 162 mil para 172 mil. Pela metodologia do estudo, são considerados milionários os indivíduos com ativos avaliados em mais de US$ 1 milhão, excluindo a residência principal. Segundo o relatório, o Japão foi o país que mais ganhou novos milionários em 2016 (acréscimo de 738 mil), seguido dos Estados Unidos (283 mil), Alemanha (44 mil). Já os países que mais perderam milionários, pela ordem, foram: Reino Unido (-406 mil), Suíça (-58 mil) e China (-43 mil). No mundo, o número de milinários cresceu 2%, ou 596 mil, passando de 32,3 milhões de pessoas para 32,9 milhões. O EUA concentra o maior número de super-ricos (13,5 milhões)
Desigualdade no Brasil
O relatório não aborda especificamente a crise econômica no Brasil, mas destaca que o país entra "enfrenta claramente dificuldades sérias", apontando que a riqueza média do brasileiro medida em dólar caiu em um terço desde 2011. Entre 200 e 2011, a riqueza média por adulto no país triplicou, passando US$ 8 mil para US$ 27,1 mil, mas caiu para US$ 18,06 mil em 2016. O Credit Suisse cita ainda que a desigualdade no Brasil é gritante. O relatório destaca que o Brasil tem 245 mil pessoas dentro do 1% mais rico do mundo e 24 milhões de pessoas com renda abaixo de US$ 249 anuais.
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O Ministério Público da Espanha solicitou dois anos de prisão para o atacante Neymar, por suspeita de corrupção em relação a sua transação para o Barcelona. Segundo informações do jornal El País, o pedido foi solicitado pelo procurador José Perals, que também recomendou uma pena de cinco anos para o ex-presidente do clube blaugrana, Sandro Rosell, considerado o responsável pelo contrato com o jogador brasileiro. A Justiça da Espanha decidiu processar Neymar no mês passado, reabrindo o caso que havia sido arquivado anteriormente. As investigações revelaram que o valor real pago pelo atleta foi superior ao revelado na oportunidade, com 40 milhões de euros ido a Neymar por meio de “contratos simulados”.
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Governo federal e estados anunciaram nesta terça-feira (22) um "pacto nacional" pelo equilíbrio das contas públicas, que deve ser concluído até o início da próxima semana. O anúncio foi feito após reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, que contou com a participação do presidente Michel Temer, ministros da área econômica e governadores e que foi marcada para discutir a crise financeira nos estados. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pelo pacto o governo federal aceita dar aos estados uma fatia maior dos recursos arrecadados com a chamada "repatriação". Em contrapartida, os governadores se comprometem a fazer um forte ajuste em suas contas, semelhante ao proposto pelo próprio governo Temer, incluindo aumento da contribuição previdenciária paga por servidores públicos. O governo arrecadou R$ 46,8 bilhões com a cobrança de Imposto de Renda e multas dos contribuintes que aderiram à "repatriação", programa que deu incentivos para que brasileiros regularizassem bens mantidos no exterior e que não haviam sido declarados à Receita Federal.
A princípio, os estados ficariam com R$ 4 bilhões desse total - parte da arrecadação apenas com o IR. Governadores, porém, exigiam também uma parcela das multas. Diante da resistência do governo federal, entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF). No começo de novembro, a ministra do Supremo, Rosa Weber, determinou que o governo fizesse o depósito judicial de uma parte da arrecadação com a "repatriação", até que o pedido dos estados fosse julgado. Com a concordância do governo Temer em repartir a multa, os estados receberão mais R$ 5 bilhões. Segundo Meirelles, a ideia é que os valores sejam pagos ainda neste ano, mas isso ainda não está confirmado. O ministro informou ainda que os municípios, que também ficaram com parte do IR arrecadado, não vão entrar na partilha da multa. "No momento não há acordo. Prevalece a não distribuição [dos recursos] por enquanto", declarou. O pacto também prevê que os governadores vão retirar do STF as ações em que requerem parte da multa arrecadada com a "repatriação."
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Um levantamento da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça mostra que aumentaram as denúncias de abuso financeiro contra os mais velhos. E geralmente quem comete os abusos é gente da família. Neto, filho, genro, nora... Gente que se aproveita de alguma relação pessoal para pegar a aposentadoria, usar o crédito consignado oferecido ao idoso, o dinheiro do aluguel. Só este ano, foram quase 9 mil denúncias.
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante audiência em comissão na Câmara (Foto: Bernardo Caram/G1)
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta terça-feira (22) que os militares brasileiros ficarão de fora do projeto de reforma da Previdência Social, com regras mais duras, que o governo vai apresentar ao Congresso em dezembro. Segundo o ministro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) proporá mudanças apenas aos civis. A alteração de regras para as aposentadorias de militares viria em um segundo momento, sem prazo definido, através de um projeto de lei separado, informou Jungmann. “Nós da Defesa apoiamos a reforma da Previdência. Sendo chamados, daremos a nossa contribuição, mas, no momento, estamos aguardando a finalização do primeiro processo”, disse. Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro disse que a Constituição define que os militares são diferentes, o que poderia inclusive gerar insegurança jurídica, caso eles fossem incluídos na PEC. “Não é justo tratar igualmente quem é desigual”, disse o ministro. Durante a reunião na Câmara, o comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, se posicionou contra a inclusão dos militares na reforma. Para ele, a natureza da função dos militares exige um tratamento diferenciado. “Se os militares são jogados no regime comum, passamos a ter as outras prerrogativas de limite de horas de trabalho, hora extra, periculosidade? Inviabiliza as três forças”, argumentou.
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Em um ano de eSocial, aumentou o número de trabalhadores domésticos com carteira assinada. Mesmo assim, o sistema ainda precisa melhorar. Dá muito problema para emitir as guias e acaba tomando bastante tempo dos patrões. Nesse site, o empregador coloca as informações e calcula o pagamento de tributos dos empregados domésticos. Depois de fazer todo o processo e receber aquela mensagem de que deu tudo certo, a página dá erro. Toda vez que a professora universitária Márcia Molina abre a página do eSocial no computador, tem um problema. “E acabo de ver aqui que, embora eu tenha feito, emitido e pago a guia de novembro, que foi uma guia dificílima de ser emitida, porque o sistema não carregava, a guia está aqui, emitida e paga pelo banco. Consta aqui na página que ela está 'em edição', ou seja, ela não está encerrada, embora esteja”, contou. O documento foi pago há quase duas semanas: mais de R$ 300 de INSS e Fundo de Garantia da Ivonete, que trabalha na casa da Márcia há oito anos. Só que é uma luta para emitir a guia pela internet, no site criado só para isso. O eSocial começou a funcionar dois anos depois da PEC das domésticas, a proposta de emenda constitucional aprovada em 2013 pelo Congresso. A maior conquista para os empregados domésticos foi a jornada de trabalho de oito horas. Na regulamentação da PEC, vieram adicionais noturno e de viagem, direito a salário-família, seguro-desemprego e fundo de garantia.
Em um ano, o número de registros de trabalhadores domésticos subiu de 1,1 milhão para 1,3 milhão, mas, segundo o Instituto Doméstica Legal, esse número poderia ser bem maior, se o governo estivesse disposto a mudanças O Instituto defende que o governo reabra o programa de refinanciamento de dívidas para os patrões que quiserem acertar as contas com o INSS, com as mesmas regras de renegociação das dívidas das empresas. “Porque talvez hoje, desse 1,3 milhão domésticas formalizadas, poderíamos talvez ter 2,5 milhões”, afirmou o presidente do Instituto Doméstica Legal, Mario Avelino. Mario Avelino acredita que a PEC foi um avanço e o eSocial também, só falta funcionar direito. “O eSocial como conceito é perfeito. O problema é o sistema que ainda está com problemas”, disse. Mas a Ivonete, que nasceu em Maceió, sabe de um outro problema: as desigualdades do Brasil. Ivonete: Todo mundo que eu conheço aqui, em São Paulo, tem registro. Bom Dia Brasil: E na sua cidade? Ivonete: Não. Não tem, que eu conheça não. A Receita Federal e o Serpro, Serviço Federal de Processamento de Dados, admitiram que o sistema do eSocial ficou instável, mas só no último dia do pagamento, 7 de novembro, e no dia seguinte. Por causa desse problema, o prazo para pagamento sem multa foi prorrogado, inclusive, para o dia 21 de novembro, nesta segunda-feira.
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O Ministério Público da cidade de Canindé, em Sergipe, denunciou o secretário de Turismo da cidade, José Dimas dos Santos Roque, pela morte do ator Domingos Montagner, em 15 de setembro deste ano. Montagner morreu afogado após ser arrastado pela correnteza do Rio São Francisco. O promotor Emerson Oliveira Andrade acusa o secretário por conduta delituosa exposta devido à retirada de placas que informavam à população que a área não era adequada ao banho e oferecia perigo em razão da correnteza. Segundo informações do portal G1, o secretário disse que ainda não foi intimado.
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O presidente Michel Temer decidiu que o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política do governo, permanecará no cargo. Nesta segunda-feira (21), a maioria dos integrantes da Comissão de Ética Pública da Presidência votou favoravelmente à abertura de um processo para investigar a conduta do ministro no episódio que levou à demissão de Marcelo Calero do Ministério da Cultura. No entanto, um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) de um dos integrantes da comissão adiou a abertura oficial do procedimento investigatório. Após pedir demissão, Marcelo Calero disse que o motivo principal de sua saída foi a suposta pressão que sofreu de Geddel para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão subordinado ao Ministério da Cultura, liberasse um empreendimento imobiliário de alto luxo no centro histórico de Salvador. Geddel comprou um apartamento nesse empreendimento. Na avaliação de Temer, ainda que Geddel tenha tratado de assunto pessoal, a decisão do Iphan é técnica e é a que prevalece. Para o presidente, a Comissão de Ética Pública da Presidência avaliará se o ministro agiu sem adotar um critério de impessoalidade.
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A perícia preliminar feita no helicóptero da Polícia Militar (PM) que caiu no sábado na comunidade da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro, não encontrou perfurações por arma de fogo. Segundo informações da Agência Brasil, a informação foi confirmada pelo secretário estadual de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, após o velório de três dos quatro policiais mortos no acidente. “O laudo de necropsia dos quatro policiais que estavam no helicóptero já saiu, a perícia foi muito rápida e muito eficiente, não há perfuração por arma de fogo nos corpos. A perícia está sendo feita pela Delegacia de Homicídio e pela Aeronáutica. Na aeronave, até o momento, não se encontrou nenhum tipo de perfuração, mas é muito cedo ainda para qualquer conclusão.
A perícia vai levar mais tempo, para ser uma perícia conclusiva. Então, não se descarta nada até o presente momento”, detalhou. O helicóptero, um Esquilo AS 350 B3, sobrevoava a comunidade como apoio a uma operação, a uma altura de cerca de 2 mil pés. O secretário afirmou que a PM garantiu que a manutenção da aeronave estava em atualizada. Durante a cerimônia, o secretário se emocionou e falou sobre o número de mortes de policiais no Rio e sobre a necessidade de um debate nacional sobre as penas para criminosos violentos. “Nesse sábado, eu lamentava a morte desses cinco policiais militares e hoje eu começo lamentando a morte de nossos 124 policiais militares este ano, são 33 em serviço. É inaceitável o número de mortes de policiais no Brasil. Mas também é inaceitável o número de mortes violentas por causa externa de todas as pessoas. Eu sempre falei, mas infelizmente essa fala não encontra eco. A gente vive, no Brasil, uma crise de segurança pública e a gente tem que rever, tem que ter um novo pacto. A polícia sangra, temos verdadeiros heróis morrendo de forma anônima todos os dias. E ontem tivemos mais cinco”.
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Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros
Um corpo ainda não identificado foi encontrado dentro de um poste na noite deste domingo (20), em Goiânia (GO). Moradores do Setor Jardim Europa sentiram um forte odor e acionaram os bombeiros, que encontraram o cadáver em avançado estado de decomposição. "O poste estava deitado no canteiro central. Agora, como a pessoa entrou lá dentro eu ainda não sei", disse ao G1 o delegado Francisco Costa Júnior. A suspeita é que a pessoa tenha morrido há cerca de 15 dias. A vizinhança já tinha acionado o Corpo de Bombeiros há alguns dias em razão do cheiro forte, mas como o odor piorou, a corporação foi novamente chamada. Peritos estiveram no local para recolher os restos mrotais e levá-los ao Instituto Médico Legal (IML).
O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, em entrevista à Rede Bahia neste sábado (Foto: Reprodução/Rede Bahia)
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República vai analisar nesta segunda-feira (21) se abre ou não processo para investigar a conduta do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, no episódio que culminou na demissão de Marcelo Calero do comando do Ministério da Cultura. O colegiado se reunirá a partir das 8h30 no Palácio do Planalto, mas só deve divulgar a decisão sobre o caso Geddel no início da noite. Calero disse em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" e confirmou posteriormente em um evento com artistas no Rio de Janeiro que o motivo principal de sua saída da Esplanada dos Ministérios foi a pressão que sofreu do titular da Secretaria de Governo para liberar um empreendimento imobiliário de alto luxo em Salvador no qual Geddel tinha comprado um apartamento. Ele pediu demissão do Ministério da Cultura na última sexta-feira (18) e será substituído pelo deputado Roberto Freire (PPS-SP). Órgão vinculado à Presidência, a Comissão de Ética Pública fiscaliza a aplicação do Código de Conduta da Alta Administração Federal e eventuais conflitos de interesse envolvendo integrantes do governo. O colegiado não tem poder para punir nenhum servidor público, no entanto, como é um órgão consultivo do presidente da República, pode recomendar ao chefe do Executivo sanções a integrantes do governo, entre as quais demissão.
As acusações de Calero contra Geddel também podem ser investigadas no Congresso Nacional. A oposição já está se movimentando para fechar o cerco em torno do ministro da Secretaria de Governo. No sábado, o deputado Jorge Solla (PT-BA) afirmou, por meio de nota, que iria apresentar nesta segunda à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara um requerimento para convocar o ex-ministro da Cultura a prestar esclarecimentos sobre o episódio. Geddel foi um dos principais articuladores políticos do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "É uma expressa acusação de crime de prevaricação [...]. Se Calero acusou outro ministro ao sair, é um caso muito grave e precisa comprovar o que diz para que o caso tenha a consequência devida", diz trecho da nota divulgada pelo deputado do PT. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), divulgou no sábado uma nota pedindo a demissão imediata de Geddel do primeiro escalão e informando que vai apresentar um requerimento de convite para que Calero vá ao Senado explicar a denúncia. Além disso, o líder petista afirmou que irá solicitar que o Ministério Público Federal apure o caso. "É escandaloso que um ministro extremamente poderoso dentro do governo, que trabalha na antessala de Temer, use do próprio cargo para coagir e ameaçar colegas em favor de interesses pessoais", destacou o senador do PT.À Rede Bahia, afiliada da TV Globo, Geddel admitiu no sábado ter conversado com o agora ex-ministro da Cultura sobre o embargo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a uma obra da iniciativa privada na capital baiana, mas negou que tenha feito pressão. Na entrevista publicada na edição deste sábado (19) da "Folha", Marcelo Calero relatou que passou a ser pressionado pelo colega de ministério logo depois de assumir o comando da Cultura, em maio. Um dos ministros mais próximos ao presidente Michel Temer, Geddel é presidente do PMDB na Bahia e é um dos políticos mais influentes do estado. No Palácio do Planalto, ele é responsável pela articulação política do governo federal com o Congresso Nacional. O empreendimento imobiliário, segundo Calero, foi embargado pela direção nacional do Iphan em razão de estar localizado em uma área tombada como patrimônio cultural da União, sujeita a regramento especial. Os construtores, afirmou o ex-ministro à publicação, pretendem erguer um prédio com 31 andares, mas o Iphan autorizou a construção de, no máximo, 13 pavimentos. Com vista privilegiada para a Baía de Todos-os-Santos, o condomívio La Vue começou a ser construído em outubro de 2015. O metro quadrado dos apartamentos – um por andar – custa em torno de R$ 10 mil. O edifício tem apartamentos com quatro suítes de 259m² e uma cobertura chamada "Top House" de 450 m². Os imóveis no La Vue variam de R$ 2,6 milhões a R$ 4,5 milhões. No sábado, o instituto informou que a obra foi embargada após estudos técnicos apontarem impacto do empreendimento em cinco imóveis tombados da vizinhança do condomínio: o forte e farol de Santo Antônio, o forte de Santa Maria, o conjunto arquitetônico do Outeiro de Santo Antônio (que inclui o forte de São Diogo), além da própria Igreja de Santo Antônio.Embora a sede nacional do Iphan tenha barrado a construção do empreendimento, relatou Calero, a superintendência regional do órgão na Bahia elaborou um parecer técnico liberando a obra. O ex-ministro ressaltou ao jornal que tinha informações de que a direção da superintendência baiana do Iphan foi indicada por Geddel. "Ele [Geddel] pede minha interferência para que isso acontecesse [liberar a construção da obra], não só por conta da segurança jurídica, mas também porque ele tem um apartamento naquele empreendimento. Ele disse: "E aí, como é que eu fico nessa história?", contou Calero ao jornal, relatando conversa que teria tido com o ministro da Secretaria de Governo no período em que comandou a pasta da Cultura.
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