Agora é oficial. Depois de atletas do Atlético Nacional solicitarem que o título da Copa Sul-Americana seja entregue à Chapecoense, foi a vez do próprio clube colombiano se manifestar oficialmente sobre o caso. “Além de estarmos preocupados com a parte humana, pensamos no aspecto competitivo e queremos publicar este comunicado onde o Atlético Nacional pede para a Conmebol que o título da Sul-Americana seja entregue à Chapecoense por conta de sua perda e homenagens às vítimas do fatal acidente que enluta nosso esporte. De nossa parte, e para sempre, Chapecoense Campeã da Copa Sul-Americana”.
O acidente que vitimou passageiros do voo que levava o time da Chapecoense para a Colômbia, na madrugada desta terça-feira (29), pode ter sido prevista pelo vidente Carlinhos. Em um programa de televisão em março deste ano, o vidente disse que um time inteiro de futebol morreria neste ano. "Um time de futebol vai morrer num avião. Um time inteiro", disse ele, estimando de um ano a um ano e meio o acidente. Questionado pela apresentadora se isso aconteceria no Brasil, o vidente não deu certeza. "Não deu pra levantar ainda. Quero levantar com certeza se é no Brasil ou se é fora", acrescentou. Veja a declaração no vídeo abaixo, a partir do minuto 15m58.
O plenário do Senado começará a votará nesta terça-feira (29), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. Enviada pelo governo do presidente Michel Temer ao Congresso Nacional no primeiro semestre, a proposta já foi aprovada na Câmara, mas precisa ser aprovada em dois turnos pelo Senado para ser promulgada e virar lei. Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisa do apoio de pelo menos três quintos dos senadores (49 dos 81), nos dois turnos. Se for aprovada nesta terça, a PEC deverá ser analisada em segundo turno em 13 de dezembro.Embora sejam necessários, ao menos, 49 votos, a base de apoio de Michel Temer acredita que a PEC deverá ter apoio de até 65 senadores, segundo estimou nesta segunda (28), o líder do governo no Congresso Nacional, Romero Jucá (PMDB-RR), após reunião com o presidente da República, ministros e senadores aliados. "Está tudo pronto para a votação da PEC do teto. Cumprimos o acordo com a oposição, o cronograma de debates. [...] Minha conta é de 62 a 65 votos [favoráveis], dependendo, é claro, da presença dos senadores. Mas entendo que todos farão um esforço para estar presentes", disse Jucá na ocasião.
Uma tragédia ocorrida nessa madrugada entristeceu o esporte nacional como um todo, o avião que transportava a delegação da chapecoense caiu próximo a cidade de Medellín na Colômbia, matando 76 ocupantes da aeronave. As informações ainda são esparsas, entretanto, os noticiários nacionais dão conta que até o momento há somente cinco sobreviventes da tragédia. O time da cidade de Chapecó faria a primeira partida da final da copa sul americana na Colômbia, e, seria a primeira vez que um time do Estado de Santa Catarina chegara a final de uma competição internacional.
O PSOL protocolou na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (28), o pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB) por supostamente pressionar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a interferir em parecer do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre um prédio de Salvador. O caso do residencial La Vue, na Ladeira da Barra, levou à renúncia do então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que fez uma promessa de compra de um apartamento no 23º andar. Geddel teria pressionado Calero a suspender um parecer do Iphan que proibia a construção de um prédio de 30 andares, limitando a 13, por estar em uma região tombada. No pedido protocolado nesta segunda, o documento assinado por Raimundo Luiz Silva Araújo, presidente nacional do PSOL, acusa Temer de crime de responsabilidade por tentar interferir na questão, em favor de Geddel. Para a sigla, Temer praticou o crime de tráfico de influência. Entre as testemunhas sugeridas no documento estão Calero, Geddel, o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, o ministro da Educação Mendonça Filho, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, e dois parentes de Geddel: Jayme Vieira Lima Filho, seu primo, e Afrísio Vieira Lima Neto, seu sobrinho, filho do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB). Além do impeachment, o PSOL pede ainda a inabilitação do presidente por oito anos para o exercício de funções públicas.
Um fato trágico marcou a comemoração do título brasileiro do Palmeiras, conquistado no último domingo (28) após triunfo do Verdão sobre a Chapecoense no Allianz Parque. Um torcedor sofreu uma queda durante a comemoração, nas ruas de São Paulo, e morreu vítima de traumatismo craniano. Leonardo Guimarães Medeiros Passos, de 25 anos, estavam em cima de um guincho na região da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, e caiu do veículo. Mesmo socorrido e encaminhado ao hospital, não resistiu aos ferimentos. Câmeras de segurança do local devem ajudar nas investigações para apurar o que teria provocado à queda.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (28) a Operação Reis do Gado, que tem como alvo uma organização criminosa que atuava no Tocantins, praticando crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, usando dissimulação e ocultação de lucros ilícitos no patrimônio de membros da família do governador do estado, Marcelo Miranda, que foi um dos alvos de condução coercitiva. O governador foi conduzido coercitivamente. . São cumpridos 108 mandados judiciais expedidos pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), sendo 8 de prisção temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão na capital, Palmas e na cidade de Araguaína (TO), além de Goiânia (GO), Brasília (DF), Caraguatatuba (SP), Canãa dos Carajás, Redenção, Santa Maria, São Felix do Xingu e Sapucaia, todos na Pará. Entre os mandados, estão sendo cumpridos condução coercitiva e busca e apreensão no apartamento do pai do governador, Brito Miranda, e e de prisão temporária do secretário de Infraestrutura, Sérgio Leão. De acordo com a apuração, havia um esquema de fraudes em contratos de licitações com empresas de familiares e de pessoas de confiança do governador, que teria movimentado no mínimo um montante de mais de R$ 200 milhões efetivamente lavados. Para ocultar o dinheiro, eram feitas de transações imobiliárias fraudulentas, contratos de gaveta e manobras fiscais ilegais, o que incluía a compra de fazendas e de grandes quantidades de gado.
Parte do valor foi destinada à formação de caixa dois para campanhas realizadas no Estado. Algumas das transações financeiras chamaram a atenção dos policiais, por causa da desproporcionalidade, que indicam a intenção de disfarçar as grandes movimentações ilícitas do grupo. Em um dos casos, identificou-se um contrato de compra de gado cujo volume não caberia dentro da propriedade onde supostamente deveria ser abrigado o rebanho. A técnica foi apelidada pelos investigadores como “Gados de Papel”. Outro caso envolve contrato de prestação de serviços entre o governo e uma empresa de transportes aéreos, cujos valores são tão elevados que, dimensionadas em horas de voo, fariam os aviões a serem abastecidos no ar, para que se pudesse cumprir o valor integral do contrato. Os investigados responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva, fraudes à licitação e organização criminosa. O nome da operação “Reis do gado” se deve aos principais investigados serem grandes pecuaristas no Estado do Pará, e a utilização do gado para lavagem de dinheiro desviado. Mais detalhes serão divulgados em entrevista coletiva às 10h na sede da PF em Palmas/TO. É a terceira vez que um governador é alvo de mandado no Tocantins: o ex-governador Sandoval Cardoso (SD), antecessor de Miranda, foi preso em outubro durante a operação Ápia, quando o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) foi conduzido coercitivamente. A operação Reis do Gado tem conexões com a Ápia: os empreiteiros Luiz Pires e Rossine Aires são novamente alvo de mandado.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá mudanças significativas. O exame não servirá mais para tirar certificação do ensino médio, não aceitará “treineiros” (estudantes que fazem a prova para conhecer antes de prestar “para valer”) e, também, oferecerá o benefício da isenção de taxa somente por três vezes para um mesmo candidato. As decisões vêm sendo tomadas pelo Ministério da Educação (MEC) com a finalidade de baratear os custos da prova, que chegaram a R$ 650 milhões este ano. O anúncio oficial do novo Enem será feito após a segunda aplicação do exame, que será nos dias 3 e 4 de dezembro. A prova passará a servir apenas como método de acesso ao ensino superior. Para tirar a certificação do ensino médio, o MEC reativará o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que havia sido substituído pelo Enem há três anos. Das 990 mil pessoas inscritas para esta finalidade no Enem 2016, apenas 7% conseguiu atingir os níveis mínimos para aprovação. Além disso, o Enem não terá mais a possibilidade de prestar como “treineiro” – normalmente estudantes do 1º ou 2º anos do ensino médio que desejem testar seus conhecimentos e o formato da prova antes de prestar “para valer”. Foram 1 milhão de inscritos nesta categoria no último exame, todos incluídos nos gastos. A secretária executiva do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou que serão aplicados simulados específicos para os treineiros com base no modelo do Enem. Outra medida que as alterações buscam atingir é a redução da taxa de abstenção do exame, que este ano atingiu 30% – número mais alto dos últimos anos.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada nesta sexta-feira (25) pelo IBGE aponta que a proporção de domicílios com coleta de esgoto no Brasil passou de 63,5%, em 2014, para 65,3%, em 2015. Isso equivale a um aumento de de 1,9 milhão domicílios que passaram a ter o serviço, totalizando 44,5 milhões em todo o país. As regiões que tiveram os maiores aumentos na proporção de domicílios com esgoto em um ano foram a Centro-Oeste, com crescimento de 6,8 pontos percentuais, e a Sul, com 3,2 pontos percentuais. As demais registraram aumentos de 1,7 (Nordeste), 1,4 (Norte) e 0,9 ponto percentual (Sudeste). As Regiões Norte (22,6%), Nordeste (42,9%), Centro-Oeste (53,2%) e Sul (65,1%), seguem com percentuais de domicílios com acesso a coleta de esgoto inferiores à média nacional. A Região Sudeste, por sua vez, continua sendo a de maior cobertura desse serviço, com 88,6% dos lares atendidos.
Água tratada
Também segundo a Pnad, em 2015, foi registrado um aumento de 876 mil domicílios atendidos pela rede de abastecimento de água em relação a 2014, representando um aumento de 1,5%. Esse serviço contempla 58,1 milhões de domicílios, ou 85,4% dos lares do país. A Região Norte, onde 60,2% dos domicílios são atendidos, registrou o maior aumento nesse total (3,0%). Nas demais regiões, as proporções de atendimento pela rede geral foram: Nordeste (79,7%); Sudeste (92,2%); Sul (88,3%); e Centro-Oeste (85,7%). Todas elas tiveram aumento.
Coleta de lixo
Ainda em relação a 2015, o IBGE concluiu que o número de domicílios atendidos por coleta de lixo é de 61,1 milhões, o que representa um aumento, em termos relativos, de 1,5% em comparação com 2014. Atendendo a 89,8% do total de unidades domiciliares do país, a cobertura desse serviço em 2015 é equivalente à observada em 2014. A Região Sudeste registrou a maior proporção de domicílios com lixo coletado (96,4%), e a Região Norte, a menor (78,6%), seguida pela Região Nordeste (79,1%).
Iluminação elétrica
O número de domicílios serviço de iluminação elétrica cresceu 1,6% de 2014 para 2015, atingindo um total de 67,8 milhões, ou 99,7% do total do país. O IBGE contabiliza as casas com luz elétrica independente de a energia ser proveniente de uma rede geral ou obtida de outra forma, como gerador, por exemplo. Em 2015, a Região Norte possuía a menor proporção de unidades domiciliares com iluminação elétrica (98,2%), ainda que tenha obtido o maior crescimento em relação a 2014 (3,3%). Nas demais regiões, as proporções de atendimento foram superiores a 99%, chegando a 100% dos domicílios na Sudeste.
Dados do Conselho Nacional de Justiça obtidos pelo G1 mostram que há hoje 189 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas no país, a grande maioria em liberdade – o dobro do registrado um ano atrás (96 mil). Os números constam do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei. O CNJ deve disponibilizar ainda neste ano uma ferramenta online – similar à do Cadastro Nacional de Adoção – para o público acessar os dados de todo o Brasil. Os adolescentes hoje no cadastro respondem por 222 mil atos infracionais – isso porque um mesmo jovem pode ser responsabilizado por mais de um delito. São 49.717 por tráfico de drogas (22,4% do total). Logo atrás aparecem os que respondem por roubo qualificado (21,1%). Os dados mostram ainda que há 225 mil medidas socioeducativas aplicadas – neste caso, o número também é maior que o de adolescentes, pois um juiz pode aplicar mais de uma medida ao mesmo tempo. De acordo com o cadastro, 36,5% das medidas se referem à liberdade assistida e outras 35,7% à prestação de serviços à comunidade. Do total de medidas aplicadas, 29.794 são de internação sem atividades externas (o que representa 13,2%). Isso tem feito com que unidades fiquem superlotadas, como no Rio. Para o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana-SP, os dados podem ser explicados, em parte, pelo aumento de programas de liberdade assistida e de serviços à comunidade em municípios que até então não contavam com essas medidas. Isso se deu principalmente com a implantação de Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), responsáveis por supervisionar os programas. Alves diz, no entanto, que a discussão da redução da maioridade, aprovada na Câmara e em voga na campanha eleitoral, e um aumento de notícias de crimes envolvendo menores também ajudaram a alavancar apreensões e medidas aplicadas. "Existe uma pressão sobre o Poder Judiciário para aplicar medidas, especialmente de privação de liberdade", afirma. A juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Sandra Aparecida Torres tem a mesma opinião. “Houve um aumento indiscutível da violência como um todo. E isso tem feito com que a sociedade tenha um anseio por mais rigor, por mais punição. Há todo um movimento que permeia o Senado e a Câmara pela redução da maioridade penal. Isso parece ter mobilizado a todos”, afirma.
Tanto Sandra quanto Alves ressaltam, no entanto, que não acreditam que a redução da maioridade possa reverter a tendência de aumento da criminalidade infanto-juvenil. Sandra diz que em países onde houve a redução da maioridade não houve diminuição. “A exclusão social, ou a falta de políticas públicas, é que reflete diretamente no aumento da criminalidade”, afirma a juíza. “No Brasil, preconiza-se em relação ao adolescente privado de liberdade uma medida com caráter de socioeducação, porque se entende que ele ainda está em formação. Mas, na prática, isso não acontece. Os estabelecimentos prisionais pouco se diferem daqueles onde há o cumprimento de medidas para menores.” Ariel de Castro Alves afirma ainda que, em momentos de crise econômica como o vivido no momento, a expectativa é que haja, de fato, um aumento na criminalidade, especialmente entre os mais jovens. "Ninguém nasce bandido. Os adolescentes são fruto do meio em que vivem. E com a falta de emprego e a concorrência desleal do tráfico, que oferece uma rápida ascenção econômica, fica difícil", diz. Segundo ele, é preciso repensar o sistema e criar mecanismos que criem oportunidades aos adolescentes, como programas de aprendiz.
Foi assinado nesta sexta-feira (25) um acordo de cooperação para criar a Comissão Interinstitucional no Rio de Janeiro sobre Aprendizagem (Cierja), que reúne órgãos do Poder Judiciário estadual e da Justiça do Trabalho com o objetivo de integrar as varas da infância e promover a inserção dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no mercado de trabalho, por meio da Lei da Aprendizagem (10.097/2000). Pela lei, empresas que tenham a partir de sete empregados têm a obrigação de ter entre 5% e 15% do número de trabalhadores na modalidade. Segundo a juíza Raquel Chrispino, responsável pela Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso (Cevij), do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a aproximação entre o Judiciário Estadual e a Justiça do Trabalho começou no ano passado, quando o TJRJ assinou o protocolo pela erradicação do trabalho infantil. “Durante 10 meses tivemos reuniões com esse grupo e resolvemos trabalhar num projeto para aproximar as varas de infância do Rio de Janeiro. São os juízes da infância se aproximando desse grupo da Justiça do Trabalho para a gente unir a nossa necessidade de vaga com a oferta de vagas que eles tem para dar para gente”.
A assinatura do acordo ocorreu durante o seminário A Lei do Aprendiz e a inserção de adolescentes em conflito com a lei no mercado de trabalho, organizado pela Cevij. A comissão já conta com o TJRJ, o Tribunal Regional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho da região, a Superintendência Regional do Trabalho do Rio de Janeiro e a Associação dos Magistrados do Trabalho. De acordo com Raquel, o Ministério Público e a Defensoria estaduais também demostraram interesse em aderir, bem como as entidades do Sistema S. No seminário, foi colocado que 43% dos adolescentes em conflito com a lei respondem por ato infracional análogo ao tráfico de drogas e que a evasão escolar nessa parcela dos jovens chega a 70%. “A gente tem uma esperança de que isso seja o início de uma política que daqui a dois ou três anos possa modificar bastante o cenário e a expectativa dos juízes, que estão vivendo um problema muito grave e sem opções. Então eles acabam tendo que aplicar medidas de interação e socioeducativas inefetivas. A liberdade assistida não é efetiva, na semiliberdade e na internação falta perspectiva para esses jovens. Então, quando eles são liberados, saem e voltam a fazer o que estava errado. A aplicação da Lei da Aprendizagem é uma chance nesse contexto”. Atualmente o Rio de Janeiro tem 900 adolescentes internados e 4 mil em semiliberdade que, de acordo com Raquel, poderiam ingressar no programa de aprendizagem. A procuradora do Ministério Público do Trabalho Dulce Martini Torzecki explica que o estado possui 90 mil vagas para a aprendizagem e menos da metade estão ocupadas. “Ainda temos um déficit muito grande de cumprimento da cota aqui no Rio de Janeiro. Nacionalmente também, mas aqui a situação ainda precisa de um olhar dos órgãos públicos, as empresas alegam que não têm onde acomodar os aprendizes. Teve uma modificação legislativa, que prevê a possibilidade dele fazer um curso de aprendizagem sem estar dentro da empresa, que é a cota social ou cumprimento alternativo da cota. Quem cumprir essa cota poderá ter uma elasticidade maior para cumprir a obrigação”. A Lei da Aprendizagem prevê multa para a empresa que não cumprir a cota. O juiz do trabalho André Gustavo Bittencourt Villela destaca que, apesar de ser uma alternativa, a contratação de adolescentes deve ser vista como uma exceção, conforme prevê a Constituição Federal. “A ideia do aprendiz é que ele seja preparado, é um aprimoramento da educação. Mas eu não posso pensar em um menor na condição de aprendiz como empregado. Existe uma cota a ser cumprida pelas empresas, mas a gente não deve naturalizar o trabalho do menor de 18 anos como sendo uma questão que vai resolver os problemas. Os problemas vão ser resolvidos por políticas públicas do Estado. E quando o Estado não atua, a gente vai ter que substituir isso por ações da sociedade civil. Essa comissão é o Poder Judiciário colando-se a esse processo para oferecer uma alternativa”.
Duas cidades banhadas pelo mar tão sedutoras e naturalmente planejadas para uma vida saudável. Florianópolis, a capital de Santa Catarina, é a segunda mais dinâmica do Brasil, depois de Brasília, no mapa do Ministério da Saúde. Já o Rio de Janeiro, no mapa, nem aparece tão bem colocado assim, mas na cidade todos os caminhos nos levam para infinitas possibilidades de aventuras e transformações. O Paulo Rodrigues Costa Neto descobriu o melhor remédio para se livrar da depressão e vestiu a camisa de atleta. O professor de história passou dois anos sem sair de casa. Perdeu o emprego e ganhou 90 quilos. A mãe do Paulo surgiu com a solução que mudou radicalmente a vida dele: “Ela achou que a solução dos meus problemas seria uma bicicleta! Como ela mesma diz, pedalando os problemas ficam para trás e me fez acompanhá-la nos eventos de pedal que ela pratica”, conta. Paulo não conseguiu acompanhar a mãe. O excesso de peso era um obstáculo quase insuperável. Não para ele! Foram muitas tentativas. O primeiro desafio do Paulo foi tentar dar uma volta em uma pracinha, que fica em frente à casa dele. Mas o Paulo não conseguiu. Faltou fôlego, mas ele foi persistente. Continuou treinando, ganhou resistência. E hoje o Paulo consegue pedalar cento e 170 quilômetros em apenas um dia! Pedalando, o Paulo emagreceu 30 quilos. Passou de 190 para 157 kg. “ Eu acredito que todo aquele que tenha essa vontade vá conseguir porque eu com esse corpo consigo. E esse é o objetivo do grupo”, conta Paulo.
O percentual da população que se autodeclara parda no país quase se igualou à de brancos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, divulgada nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, a população residente era composta por 45,2% de pessoas de cor branca, 45,1% de pardos e 8,9% de pretos. Segundo a Pnad, não houve alteração significativa dessa distribuição quando comparada à do ano anterior, mas, desde 2004, houve redução da população branca e aumento das demais. A partir de 2006, a participação da população branca passou a ser inferior à das populações parda e preta em conjunto. “Em 2015, a participação da população parda praticamente se igualou à da branca”, diz o estudo. Em números absolutos, eram 92,636 milhões de brancos, 92,310 milhões de pardos e 18,153 milhões de pretos que se autodeclararam assim, em 2015.
Conforme a Pnad, 76,7% da população da região Sul declarou-se de cor branca. Essa proporção foi de 21,2% na Norte e de 26,4% na Nordeste. Nestas regiões, a maioria se declarou parda, com 70,2% e 62,0%, respectivamente. Em todas as regiões, o percentual de mulheres que se declararam brancas foi superior ao de homens brancos. No Brasil, 46,4% das mulheres e 44,0% dos homens se declararam brancos.
População
Segundo os dados da Pnad, a população residente no Brasil foi estimada em 204,9 milhões de pessoas em 2015, um crescimento de 0,8% em comparação com o ano anterior, ou 1,7 milhão de pessoas a mais. Os maiores aumentos ocorreram nas regiões Norte (1,4%) e Centro-Oeste (1,5%). O Sudeste possui a maior população, de 85,9 milhões de pessoas (41,9% do total). A Pnad também constatou o envelhecimento da população, com a redução nas faixas até 24 anos de idade. A partir do grupo de 25 a 39 anos de idade, houve crescimento, em especial da população de 60 anos ou mais de idade, que, em 2004, era de 9,7% e, em 2015, atingiu 14,3%. Sudeste e Sul registraram os maiores percentuais de idosos (15,7% e 16%, respectivamente), e o Norte, o menor (10,1%). Em 2015, as mulheres representavam 51,5% (105,5 milhões), enquanto os homens, 48,5% (99,4 milhões). A única região em que os homens alcançaram uma proporção maior que a das mulheres foi a Norte (49,6% para as mulheres e 50,4% para os homens). As mulheres são maioria nos grupos de idade mais altas, e os homens, nas mais baixas. Até o grupo de 20 a 24 anos de idade, os homens eram 19% do total da população residente (23,4% em 2004), e as mulheres, 18,2% (22,9% em 2004). A partir dos 25 anos de idade, a situação se inverte. Em 2015, as mulheres de 60 anos ou mais de idade correspondiam a 8% da população total (5,4% em 2004), enquanto os homens representavam 6,3% (4,3% em 2004).
E/RJ informou na noite desta sexta-feira (25) que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho já pagou a fiança de R$ 88 mil, estabelecida pelo TSE como condição para a revogação de sua prisão domiciliar. O tribunal regional relatou, em nota, que recebeu nesta sexta o comunicado com o voto da ministra Luciana Lóssio, anulando a decisão inicial de prisão. Ainda segundo o TRE, após a notificação, o juízo da 100ª Zona Eleitoral (Campos dos Goytacazes) determinou que fosse aberta uma conta depósito para o pagamento da fiança e comunicou o advogado de Anthony Garotinho. "A fiança, no valor de R$ 88 mil, já foi paga", acrescentou o tribunal, em nota. Ainda de acordo com o TRE, o Juízo da 100ª ZE já entrou em contato com o Juízo da 3ª Zona Eleitoral (Flamengo - Capital), que abrange o domicílio do ex-governador, para que seja feita a verificação de antecedentes de Garotinho. Depois do procedimento, o oficial de justiça deve cumprir a decisão que revogou a prisão e, além disso, pegar a assinatura de Garotinho no documento em que ele se compromete a cumprir todas as medidas cautelares impostas no despacho judicial.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia revogado o mandado de prisão contra Garotinho, decretado nesta quinta (24). A determinação da Justiça havia sido decretada antes da operação Chequinho, da Polícia Federal, que prendeu suspeitos de envolvimento com um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Na mesma decisão que anulava a prisão, o TSE estabeleceu uma série de restrições. Os ministros proibiram Garotinho de ter contato com testemunhas do processo e determinaram que ele não poderá mudar de endereço e se ausentar da residência por mais de três dias sem avisar o juiz do caso.Garotinho também não poderá retornar, até o final do processo, a Campos de Goytacazes, município do Rio administrado pela mulher dele, Rosinha Garotinho, no qual ele exercia o cargo de secretário de Governo. Segundo as investigações, o ex-governador comandava um esquema de compra de votos na cidade. Garotinho foi preso no dia 16 acusado de, como secretário municipal, ter ampliado o programa social Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário, para corromper eleitores. A defesa do ex-governador afirma que ele passou mal após ser preso na semana passada. Na ocasião, Garotinho foi levado para o Hospital Souza Aguiar, da rede pública. De lá, foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.
O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu nesta sexta-feira (25) manter o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) preso em Curitiba. O ministro rejeitou um pedido de medida liminar da defesa do peemedebista, que tenta conseguir no STJ a soltura de Cunha. Segundo informou o STJ em sua conta oficial no Twitter, a decisão de Fischer "considerou suficiente a fundamentação da ordem de prisão, que fala em risco de reiteração e persistência na pratica delitiva". A íntegra da decisão de Fischer não havia sido divulgada até a publicação deste texto. Cunha foi cassado em 12 de setembro pelo plenário da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Sem mandato, o peemedebista perdeu o benefício do foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista foi preso no dia 19 de outubro em Brasília por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Àépoca, a defesa do ex-deputado considerou a decisão "surpreendente" e "absurda". Os procuradores da República em Curitiba sustentaram que a liberdade do ex-parlamentar "representava risco à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade", já que Cunha tem cidadania italiana.