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- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 18 Ago 2025
- 18:30h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse neste domingo (17) que governadores de direita agem como ratos e oportunistas enquanto tentam herdar o espólio político de seu pai, que está inelegível e cumpre prisão domiciliar.
A publicação, feita na rede social X (antigo Twitter), foi compartilhada por outro filho do ex-presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos —de onde tem insuflado as sanções aplicadas ao Brasil pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"A verdade é dura: todos vocês se comportam como ratos, sacrificam o povo pelo poder e não são em nada diferentes dos petistas que dizem combater. Limitam-se a gritar 'fora PT', mas não entregam liderança, não representam o coração do povo. Querem apenas herdar o espólio de Bolsonaro, se encostando nele de forma vergonhosa e patética", disse Carlos.
A postagem foi feita um dia depois de o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançar sua pré-candidatura à Presidência da República.
Apoiador de Bolsonaro nas eleições de 2022, Zema é um dos que tentam preencher o espaço deixado pela inelegibilidade do ex-presidente, que é réu no processo sobre uma trama golpista engendrada no fim de seu governo.
Também tentam se credenciar como potencial sucessor de Bolsonaro como liderança da direita no Brasil os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
Carlos afirmou que, enquanto seu pai está preso e doente e muitos de seus apoiadores estão presos ou são alvos da Justiça, os governadores —a quem ele se refere como "tais 'direitistas"— silenciam.
"Estão preocupados apenas com seus projetos pessoais e com o que o mercado manda", afirmou o vereador.
"Isso é desumano, sujo, oportunista e canalha. Não existe outra forma de qualificar tais atitudes. Fingem que vão resolver algo, falam em indulto para os perseguidos da falsa 'trama golpista', mas depois se escondem atrás da 'prudência e sofisticação técnica', lavam as mãos e seguem seus governos como se nada tivesse acontecido. Alegam ter feito sua parte, mas não passam de cúmplices covardes", acrescentou.
Carlos ainda disse que as ações dos governadores demonstram "uma falta de caráter indescritível".
No evento de lançamento de sua pré-candidatura, Zema não descartou a possibilidade de compor com outros partidos se Bolsonaro pedir.
"Eu já participei de duas campanhas, em 2018 e em 2022, e sempre falo que, no decorrer da campanha, ajustes feitos pelos partidos políticos sempre são possíveis", declarou ao ser questionado se abriria mão de sair à Presidência caso Bolsonaro pedisse. "Vejo com naturalidade essas mudanças na política. Vai depender muito das conversas entre os partidos."
O governador mineiro ainda elogiou Tarcísio, visto por muitos na política como o favorito a ser o presidenciável apoiado por Bolsonaro, e afirmou que eventual candidatura do titular do Palácio dos Bandeirantes não seria obstáculo à sua permanência na disputa.
- Por Folhapress
- 18 Ago 2025
- 14:20h
Foto: Bob Paulino/Globo
Lázaro Ramos, 46, foi confirmado como o vilão de "A Nobreza do Amor" (título provisório), próxima novela das 18h, da Globo, escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr. Será a primeira vez que o ator interpretará um antagonista em trama da emissora.
Inicialmente escalado para "Coração Acelerado", na faixa das 19h, Ramos acabou trocando de produção. O papel que seria dele, o do empresário Roney Soares, ficará com Thomás Aquino. O ator assinou recentemente um contrato de longa duração com a Globo, após não renovar o vínculo de exclusividade desde 2021com a Amazon.
A trama terá início em um reino fictício da África dos anos 1920, marcado por intensa instabilidade política. Após ser deposta, a rainha fugirá com a filha para o Brasil e se estabelecerá no interior de Pernambuco, onde a jovem princesa viverá um romance com um trabalhador rural.
A protagonista será uma atriz negra, ainda em fase de escolha. De acordo com o jornal O Globo, as gravações estão previstas para novembro, com estreia programada para 2026. Há também a expectativa de que um diretor africano se junte à equipe de Gustavo Fernández, responsável pela direção artística.
- Por Rogério Gentile | Folhapress
- 18 Ago 2025
- 10:16h
Foto: Reprodução / In
Ameaças de demissão, promessas de folga e até mesmo distribuição de pernil. Levantamento feito pela Folha na Justiça do Trabalho mostra que empresas de vários estados brasileiros já foram condenadas por ajudar Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022, tentando influenciar e manipular o voto de seus funcionários e colaboradores.
Com raízes no voto de cabresto imposto pelos coronéis na República Velha (1889-1930), o chamado assédio eleitoral motivou, na última eleição presidencial, uma série de ações judiciais. A reportagem teve acesso a 30 julgamentos recentes, em primeira ou segunda instância, nos quais empresas foram consideradas culpadas por condutas que alternam promessas de benefícios com pressão, intimidação e coação.
Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030 e atualmente em prisão domiciliar, Bolsonaro ainda será julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de tentativa de golpe de Estado no final de seu governo para tentar evitar a posse do presidente Lula (PT).
Em Minas Gerais, a Agronelli Ltda. foi punida por ter, de acordo com o desembargador Marcelo Pertence, buscado "influenciar e manipular o direito de escolha política dos empregados".
Segundo o processo, a empresa colou adesivos com o nome de Bolsonaro nas mesas e computadores dos funcionários e promoveu palestras sobre o então presidente. Um diretor ainda falou que, se o PT vencesse a eleição, a empresa seria prejudicada e os funcionários, demitidos.
Condenada a pagar R$ 10 mil a uma ex-funcionária, a Agronelli recorreu. Declarou à Justiça que "nunca coagiu, intimidou ou influenciou o voto dos seus colaboradores" e que jamais obrigou seus funcionários a colocarem adesivos de Bolsonaro em seus veículos ou locais de trabalho.
Na Radiodoc (SP), um representante da empresa, de acordo com a ação judicial, disse que os funcionários "sofreriam as consequências" se não votassem em Bolsonaro.
A empresa chegou a prometer uma folga para quem participasse de evento da campanha de Bolsonaro. Condenada em duas instâncias, a empresa negou "veementemente" os fatos relatados à Justiça.
Na Sada Bioenergia e Agricultura (MG), um motorista com 12 anos de empresa foi demitido aos 64 anos por ter se recusado a usar um adesivo de Bolsonaro. Ele afirmou ao encarregado que distribuía o material de campanha que era eleitor de Lula.
"O respeito à formação de convicção política de forma autônoma e livre é condição essencial à democracia", afirmou o desembargador Marco Aurélio de Carvalho ao condenar a Sada. Ela disse à Justiça que a dispensa já estava prevista para ocorrer e que não houve assédio.
No Paraná, a Transben Transportes foi condenada por, de acordo com a juíza Camila de Almeida, ter encaminhado um vídeo aos funcionários pedindo, de forma expressa, para que votassem em Bolsonaro.
"Se o Lula ganhar vai ter desemprego. A nossa empresa vai sofrer bastante", afirmou o representante. Na gravação, ele disse ainda que o motorista que fosse votar em Bolsonaro receberia um "auxílio" para poder retornar para suas cidades no dia da eleição. Na defesa apresentada à Justiça, a empresa disse que "sempre respeitou a preferência política dos seus empregados".
Já no Espírito Santo, a Febracis foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil por tentar coagir uma auxiliar administrativa a votar em Bolsonaro. A pressão, de acordo com o processo, foi aumentando com a aproximação do segundo turno. A empresa dizia que a eleição era uma "guerra espiritual". Bolsonaro seria o enviado de Deus e Lula, o Diabo.
"O comportamento habitual da superiora hierárquica não pode ser considerado tolerável em um ambiente corporativo", afirmou na decisão o desembargador Soares Heringer. A empresa disse à Justiça que "jamais exerceu qualquer tipo de perseguição política e ideológica em face de seus empregados".
O Frigorífico Serradão, de Betim (MG), segundo uma ação aberta por um magarefe (profissional que faz o abate de animais), distribuiu camisetas amarelas para os trabalhadores com menção ao slogan de Bolsonaro e prometeu conceder uma peça de pernil a quem comprovasse ter votado no então presidente.
"Os vídeos [anexados ao processo] demonstram claramente a realização da reunião nas dependências da empresa, e a uniformização amarela dos empregados, todos vestidos em nítido apoio a um determinado candidato imposto pela empresa", afirmou o juiz Augusto Alvarenga na sentença.
O Serradão, ao se defender, disse que não obrigou nenhum trabalhador a usar a camiseta amarela e que jamais ofereceu qualquer vantagem para quem votasse em Bolsonaro.
Eneida Desiree Salgado, professora de direito constitucional e eleitoral da Universidade Federal do Paraná, que tem trabalhos sobre a questão do assédio eleitoral, diz que, em cidades pequenas, para cargos como vereador e deputado, é comum que as empresas verifiquem o mapa de votação para saber se, na zona eleitoral do seu funcionário, houve voto no candidato indicado.
"Assim como o voto de cabresto no contexto do fenômeno do coronelismo da Primeira República, o que está em jogo não é apenas a liberdade de um voto. Com a existência do assédio eleitoral, toda a lisura do sistema é posta em risco", afirma.
Um relatório do Ministério Público do Trabalho apontou o recebimento de 3.145 denúncias de assédio eleitoral na disputa de 2022, número que representa apenas a ponta de um iceberg, uma vez que, diante do medo de perder seus empregos, muitos assediados preferem manter o silêncio.
Uma pesquisa feita pelo Datafolha em 2022 registrou que 4% dos eleitores disseram já ter sofrido assédio eleitoral.
O MPT assinou à época da eleição 560 termos de ajuste de conduta com empresas e abriu 105 ações civis públicas. Uma delas foi movida contra a SLC Agrícola S.A, do Piauí, que foi condenada em segunda instância a pagar R$ 100 mil em danos morais coletivos por ter imposto uma escala atípica para dificultar o voto dos trabalhadores no segundo turno. Lula havia obtido mais de 74% dos votos no estado no primeiro turno.
De acordo com a sentença, 34 funcionários foram chamados para trabalhar em uma fazenda, distante dos locais de votação, contra apenas dois nos domingos anteriores. Além disso, a empresa não ofereceu transporte para que eles pudessem se deslocar a tempo de votar. O desembargador Marco Caminha disse na decisão que a empresa "obstou o exercício do voto por parte dos empregados".
A SLC disse à Justiça que não cometeu qualquer ato ilícito e que não tentou cercear o direito de voto. "A escala de trabalho no dia da eleição decorreu da necessidade operacional gerada pelo início do plantio da soja", afirmou.
O mesmo argumento de que "jamais violou a liberdade de seus trabalhadores" foi dado pela empresa Fomentas (MT) em ação na qual foi condenada a pagar uma indenização de R$ 50 mil.
No processo há uma fotografia na qual funcionários seguram uma faixa com a frase: "Fomentas apoia Bolsonaro", bem como mensagens de WhatsApp em que o líder de uma das equipes disse que reuniu funcionários e exibiu vídeos de Lula "falando sobre aborto e sobre defender bandidos e drogas".
A empresa disse à Justiça que, na citada reunião, "não houve pedido de voto". Já a fotografia foi feita por "livre e espontânea vontade", afirmou.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 18 Ago 2025
- 08:03h
Foto: Divulgação
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), formalizou o segundo termo aditivo ao contrato para as obras de requalificação do Complexo do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, com a empresa Sian Engenharia Ltda.
Segundo o resumo publicado no último sábado (16), o ajuste altera a meta física do contrato original, com acréscimos qualitativos de 9,70% e supressões de 4,72%, de acordo com os cálculos anexados em um processo administrativo.
O termo estabelece um aporte adicional de R$ 7,4 milhões ao valor global do contrato.
RELEMBRE O CASO
A Sala Principal do TCA está fechada desde janeiro de 2023, quando um incêndio atingiu o local. O caso assustou as pessoas que passavam pela região do Campo Grande, em Salvador, e as chamas foram vistas na cobertura do teatro.
Com aporte de R$ 260 milhões, a previsão de conclusão das obras é para o primeiro semestre de 2026. Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) em maio, o TCA está com 25% das obras de requalificação concluídas e com previsão de chegar a 70% até o final de 2025.
Além da Sala Principal e do Foyer, as intervenções têm o objetivo de modernizar o Jardim Suspenso, ampliar as estruturas do Centro Técnico e melhorar as dependências dos corpos artísticos residentes, que são a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e o Balé Teatro Castro Alves (BTCA).
- Por Raphael Di Cunto e João Gabriel | Folhapress
- 17 Ago 2025
- 12:13h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez exames neste sábado (16) no hospital DF Star, em Brasília, para analisar um agravamento do quadro de refluxo e soluços constantes, problemas com os quais ele convive desde que recebeu uma facada na eleição presidencial de 2018.
Segundo boletim médico divulgado durante a tarde, ele entrou no hospital por volta de 9h e foi liberado às 13h58, para e realizou exames de imagem e laboratoriais para investigar um "quadro recente de febre, tosse, persistência de episódios de refluxo gastro esofágico e soluços".
"Os exames evidenciaram imagem residual de duas infecções pulmonares recentes possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração. A endoscopia mostrou persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo", diz o documento.
Agora de volta em casa, ele seguirá com tratamento para a hipertensão arterial, o quadro de refluxo e tomará medidas preventivas de broncoaspiração.
O atendimento ocorre com autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, já que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após o magistrado entender que ele desrespeitou medidas cautelares impostas pelo tribunal.
Os médicos de Bolsonaro solicitaram a realização de nove exames, como coleta de sangue, endoscopia, ultrassonografia e tomografias, para avaliação do quadro clínico e dos possíveis tratamentos.
"A solicitação decorre do seguimento de tratamento medicamentoso em curso, da necessidade de reavaliação dos sintomas de refluxo e soluços refratários, bem como da verificação das condições atuais de saúde", alegaram os médicos no pedido.
Ele cumpre medidas restritivas, como não poder usar celular, não usar redes sociais e só sair de casa com aval do STF. Também só pode ser visitado por pessoas autorizadas pelo tribunal.
O ministro determinou que o ex-presidente apresente, em até 48 horas após os diagnósticos, um atestado de comparecimento ao hospital que contenha a data e os horários do atendimento.
Bolsonaro foi internado pela última vez em 21 de junho, após se sentir mal durante um evento político em Goiás. O ex-presidente tinha os mesmos sintomas: refluxo e soluço.
Na época, o médico Claudio Birolini disse que os exames indicavam um possível quadro de pneumonia viral. Orientou ao ex-presidente tomar antibiótico e repousar por alguns dias. Bolsonaro, porém, retomou suas agendas antes do prazo sugerido pela equipe médica.
- Por Nicola Pamplona | Folhapress
- 17 Ago 2025
- 10:09h
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou neste sábado (16) que os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à nova lei do licenciamento são um recado claro de que povos indígenas terão voz no debate sobre a exploração mineral em seus territórios.
"O veto foi exatamente para permitir que, desde o primeiro laudo que é feito pela Funai [Fundação Nacional do Índio], o que é feito pela Fundação Palmares, os indígenas tenham o direito de se posicionar", disse ela, ao ser perguntada sobre a presença de terras raras, minerais da transição energética, em terras indígenas.
A preocupação com o tema foi levantada por ambientalistas em treinamento de lideranças climáticas promovido no Rio de Janeiro pela Climate Reality Project, fundação do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore.
"Grande parte das terras raras brasileiras está em terras indígenas", destacou a ex-vice-presidente do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), Thelma Krug, defendendo "governança inclusiva" com a participação de povos indígenas e comunidades tradicionais no debate.
Terras raras são fundamentais para o crescimento das energias renováveis no mundo e, segundo mineradoras brasileiras, atraem interesse do governo dos Estados Unidos sobre o Brasil, um dos países com maior potencial de produção.
Os vetos de Lula no início do mês incluíam artigo que limitava a consulta a povos indígenas, comunidades tradicionais e gestores de unidades de conservação impactados por empreendimentos em licenciamento.
Marina lembrou que a Convenção Internacional do Trabalho prevê consentimento prévio a populações atingidas.
"Qualquer solução técnica não pode ser desprovida do cuidado ético com aqueles que têm um estilo de vida diferente, que ajudam a proteger os recursos naturais e a equilibrar o planeta, e que em função dos nossos padrões de produção e consumo, eles tenham que ver seus modos de vida, sua cosmovisão sendo destruídas", disse a ministra neste sábado.
Marina repetiu esperar que a COP30, em Belém, traga resultados concretos para a redução da queima de combustíveis fósseis e a transição para energias renováveis, com uma espécie de mapa para a implementação das medidas.
"Assumimos no Azerbaijão, que era US$ 1.3 trilhão [o investimento anual necessário em renováveis], assumimos em Dubai que iríamos triplicar renovável, duplicar eficiência energética, nos afastar para longe de combustível fóssil, de desmatamento, viabilizar os recursos de perdas e danos. Tudo isso já foi decidido", afirmou.
"Agora temos que nos planejar para implementar e criar uma nova dinâmica para os próximos dez anos. Se o acordo de Paris nos levou para o caminho das regras e da negociação, agora tem que nos levar para o mapa do caminho da implementação."
Marina comentou que o mundo entrou em um "caos civilizatório", mas ainda assim precisa avançar no combate no enfrentamento à crise climática.
"Quando você vê a maior, aquela que se colocou sempre como a maior democracia do mundo, fazendo um debate, uma manifestação sobre retirar o voto das mulheres, realmente o mundo entrou em um caos civilizatório", disse.
"Então, não tem para onde fugir. Eu acho que a ciência tem que reiterar o que precisa ser feito, A gente precisa estabelecer uma espécie de mapa do caminho para de forma justa e planejada, podemos fazer esse percurso porque não é um passo de mágica."
- Por Folhapress via BahiaNotícias
- 17 Ago 2025
- 08:05h
Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
Um único senador controla, por meio de emendas parlamentares, um valor maior do que o orçamento de 44% dos municípios brasileiros. Cada deputado, por sua vez, tem verbas superiores a 14% das cidades, aponta levantamento feito pela Folha com os orçamentos projetados para 2025.
Os números ilustram o nível de poder e influência que os congressistas podem concentrar no âmbito local, após a disparada do volume das emendas promovida pelo Legislativo na última década.
Cada um dos 81 senadores tem neste ano R$ 68,5 milhões para indicar onde o governo federal deve gastar (valor superior ao de 2.291 cidades), e cada um dos 513 deputados, ao menos R$ 37,1 milhões (acima de 712 cidades). A execução dessas verbas pelo Executivo é obrigatória, e ao menos metade precisa ir para a saúde.
No caso dos deputados, esse valor deve ser ainda maior. Em julho, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu distribuir mais R$ 11 milhões "por cabeça" em emendas de comissão, que em tese deveriam ser decididas em grupo, para tentar reforçar sua base na Casa.
Somando essa quantia, cada deputado poderá ter nas mãos neste ano R$ 48,1 milhões, mais do que o orçamento de 27% dos municípios —essa última modalidade, no entanto, é de pagamento opcional pelo governo.
A conta não inclui ainda as emendas de bancada, que também continuam sendo "rachadas" individualmente entre os congressistas, descumprindo uma determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).
As emendas são uma forma de parlamentares direcionarem recursos para investimentos e custeios em suas bases eleitorais, o que pode render votos tanto para quem os envia quanto para quem os recebe. A Folha mostrou, por exemplo, que 98% dos prefeitos mais turbinados com verbas se reelegeram em 2024.
"É, de certo modo, como se cada parlamentar tivesse um feudo fiscal para chamar de seu", afirma Élida Graziane, professora de administração da FGV e procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo. Para ela, os legisladores assumiram funções do Executivo em todos os níveis de governo.
"Congressistas se tornaram ordenadores de despesas mais poderosos do que muitos ministros, governadores e prefeitos. Eles gozam do melhor dos mundos: têm os bônus de poderem liberar despesas em meio a tantas restrições fiscais sem serem obrigados aos ônus de prestar contas ou licitar", diz.
A análise por estado indica que o valor disponível para cada senador é maior, por exemplo, que o orçamento de 80% dos municípios do Tocantins e na casa dos 60% no Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Piauí. Os deputados também controlam mais dinheiro que 22% das cidades de Santa Catarina e 33% das do Amapá.
São, naturalmente, municípios pequenos. Quase todos eles têm menos que 20 mil habitantes, exceto Piraí do Sul (PR), Marialva (PR) e Pirenópolis (GO), que estão na faixa de 20 mil a 50 mil moradores.
A disparada das emendas aconteceu de forma rápida. Até 2022, os valores ficavam na casa dos R$ 15 milhões a R$ 17 milhões por parlamentar. Naquele ano, porém, o Congresso decidiu ampliar o limite das emendas individuais no Orçamento e acabar com a divisão igualitária entre as duas Casas.
O dinheiro em poder de um único senador, então, triplicou no ano seguinte (para R$ 59 milhões), enquanto o dos deputados duplicou (para R$ 32 milhões), até chegarem às cifras atuais. Repentinamente, os gabinetes legislativos foram inundados com verbas, invertendo a lógica dos acordos políticos.
Se antes eram os parlamentares que batiam na porta do Executivo para liberar os recursos, nos últimos anos os ministérios é que passaram a ir até o Congresso e distribuir cartilhas —uma espécie de cardápio com os programas que precisam de emendas— aos deputados e senadores.
A disparada dos valores não se traduziu em maiores critérios para a sua distribuição. Em 2023, a Folha identificou apenas 16 congressistas (3% de um total de 594), que adotaram algum tipo de regra pública, como editais ou consultas populares, o que, segundo assessores parlamentares, continua sendo exceção.
"Sou uma grande defensora das emendas individuais como elo de representação entre o parlamentar e o eleitor, mas o montante atual e o poder que o Congresso está se dando desde 2014 tem que ser regulado", diz a pesquisadora Beatriz Any, que estuda o fortalecimento do Legislativo em pós-doutorado na USP.
Ela defende acabar com as emendas coletivas, limitar valores e rever a obrigatoriedade do pagamento, tema em análise no STF. Também lamenta que o controle tenha ficado a cargo do Judiciário, lembrando que o Congresso já se autorregulou no passado, como no escândalo dos anões do Orçamento, esquema de desvio de emendas revelado em 1993.
A reportagem procurou o relator do Orçamento de 2025, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mas eles não responderam.
A análise da Folha usou os orçamentos aprovados pelas Leis Orçamentárias Anuais de 5.245 municípios (94% do total), com dados enviados ao Tesouro Nacional no primeiro bimestre de 2025, por meio dos "relatórios resumidos de execução orçamentária".
O orçamento é o valor máximo que cada cidade está autorizada a gastar ao longo deste ano. Na prática, portanto, eles podem gastar menos, o que aumentaria ainda mais, proporcionalmente, o peso das emendas.
- Por RAphael Di Cunto / Folhapress
- 16 Ago 2025
- 12:23h
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, rebateu neste sábado (16) críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o país "não tem parceiro melhor do que o Brasil".
De acordo com Alckmin, 74% do que os Estados Unidos vendem para o Brasil não tem imposto, sendo que a média tarifária é de 2,7%. "Das 20 maiores economias do mundo, só com três países os Estados Unidos têm superávit [na balança comercial]. Só três: Austrália, Reino Unido e Brasil", afirmou.
Trump disse na quinta-feira (14) que o Brasil é um parceiro comercial ruim, tem leis ruins e promove uma execução política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"O Brasil tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas. Como você sabe, eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que cobrávamos deles. Na verdade, praticamente não cobramos nada", afirmou Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.
O Brasil, no entanto, registra déficit na relação comercial com os EUA há 17 anos —ou seja, os americanos mais vendem que compram.
As tarifas foram articuladas nos Estados Unidos pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, como uma forma de anistiar seu pai e sancionar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
O vice-presidente voltou a criticar o parlamentar, ao responder sobre o cancelamento de uma reunião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que ocorreria na quarta-feira (13). No dia, o secretário se encontrou com Eduardo. "Primeiro lamentar, né, que maus brasileiros trabalhem contra o interesse do país e, aliás, de maneira injusta", disse.
Alckmin declarou à imprensa que o governo brasileiro continuará a insistir no diálogo e a continuar a negociação para tentar reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos a parte dos produtos brasileiros, taxados com um adicional de 50%.
Paralelamente, o governo enviou ao Congresso uma medida provisória e um projeto de lei complementar com um pacote de ações para ajudar as empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço. Alckmin destacou que a MP já está em vigor, e que a expectativa é que o projeto de lei seja votado rapidamente "porque um é vinculado ao outro".
Entre as medidas está o fortalecimento de um fundo de apoio a exportações e aumentar o prazo para que os exportadores consigam vender os produtos para não pagarem imposto.
Alckmin visitou neste sábado uma concessionária de veículos em Brasília, que afirma ter registrado aumento de 108% nas vendas em julho, comparado à média mensal de vendas do primeiro semestre do ano, após o governo zerar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de carros compactos e mais econômicos produzidos no Brasil.
O vice-presidente destacou que o programa ampliou as vendas desses modelos em 16,7% em comparação com julho do ano passado. "Esse programa do carro sustentável, ele tem importância social, porque é o carro de entrada, é o carro mais barato", disse.
- Bahia Notícias
- 15 Ago 2025
- 18:20h
Foto: Câmara dos Deputados
O deputado federal Otto Alencar Filho (PSD-BA) apresentou, nesta quinta-feira (14), duas proposições complementares que visam ampliar a transparência, a eficiência e a participação social na gestão pública. As medidas têm como base proposta desenvolvida pela Fundação Paulo Cavalcanti.
A primeira iniciativa é o Projeto de Lei nº 3995/2025, que institui o Sistema Nacional de Participação e Eficiência na Gestão Pública (SINAPE). O sistema será organizado em regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios e prevê a criação dos Observatórios de Eficiência Pública (OEPs). Esses órgãos, com composição técnica e independente, terão participação de representantes da sociedade civil, do setor produtivo, da academia e de usuários de serviços públicos, com a função de monitorar, avaliar e propor melhorias na gestão com base em dados e indicadores.
A segunda medida é a Indicação nº 2090/2025 ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, sugerindo que os OEPs sejam instituídos de forma imediata por ato do Poder Executivo. De acordo com o parlamentar, essa via permite implementação mais ágil, sem riscos formais.
Segundo Otto Alencar Filho, as duas proposições formam um conjunto integrado, no qual o projeto de lei estabelece um marco legal detalhado e a indicação busca viabilizar a aplicação prática em curto prazo. O deputado afirma que a proposta pretende “conectar o cidadão ao ciclo da gestão pública de forma construtiva e qualificada”, indo além da simples divulgação de gastos e abordando também a eficiência e os resultados entregues à população.
As iniciativas derivam do Estatuto da Consciência Cidadã Nacional, idealizado por Paulo Cavalcanti, que propõe instrumentos permanentes de controle social, como comissões mistas, observatórios e indicadores nacionais de eficiência. Cavalcanti destaca que a proposta se alinha a ferramentas como o Impostômetro e o Gasto Brasil, que apresentam dados sobre arrecadação e aplicação de recursos públicos. Os OEPs, segundo ele, completariam o ciclo, avaliando a eficiência e o impacto real dos gastos.
A proposta se apoia em marcos legais já existentes, como a Lei de Acesso à Informação, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Participação do Usuário, mas busca transformar o grande volume de dados disponíveis em acompanhamento contínuo e efetivo da gestão pública. Para Otto Alencar Filho, o objetivo é consolidar uma cultura de resultados que alinhe governantes e cidadãos em torno do compromisso de garantir retorno em serviços de qualidade para a população.
- Bahia Notícias
- 15 Ago 2025
- 16:48h
Foto: Instagram
Gilberto Gil e Flora Gil enviaram uma notificação extrajudicial à Diocese de Campina Grande, na Paraíba, exigindo retratação pública e punição ao padre Danilo César, que ironizou a fé de Preta Gil em uma homilia transmitida no fim de julho.
De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal 'O Globo', na notificação, a família afirma que além de ferir a liberdade religiosa, as declarações do religioso atingiram de forma cruel a memória da artista, transformando um momento de dor em cenário de intolerância.
“Passados mais de 15 dias do fato, não houve manifestação pública ou qualquer comunicado feito à família com intuito de retratação das graves ofensas. Com todo respeito, ? omissão de Vossa Excelência Reverendíssima e de Vossa Reverência contribui para perpetuar o estado de desrespeito à família, à memória da Sra. Preta Gil e às religiões de matrizes africanas.”
Na ocasião, o sacerdote chamou religiões afro-brasileiras de “forças ocultas” e chegou a insinuar que os orixás não teriam “ressuscitado” a cantora. Até o momento, nem a diocese nem o padre se pronunciaram publicamente sobre o caso.
Na época, Bela Gil, irmã da cantora, se pronunciou sobre a situação e criticou o posicionamento do religioso. "É cada absurdo que a gente precisa ouvir… seu padre desrespeitoso".
O perfil do padre Danilo César foi desativado após a repercussão negativa do vídeo e o registro também foi removido do canal da paróquia no YouTube.
- Bahia Notícias
- 15 Ago 2025
- 14:43h
Foto: Instagram
A Justiça da Paraíba autorizou novas buscas e apreensões em três endereços ligados a Hytalo Santos em João Pessoa, que foi preso nesta sexta-feira (15), em São Paulo.
O influenciador digital é investigado por exploração e exposição de menores. Na nova decisão, assinada pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino, o marido de Hytalo, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, passa a ser investigado e alvo das buscas.
De acordo com o g1 Paraíba, as buscas foram autorizadas em três locais, todos em João Pessoa:
- Na casa de Hytalo, em um condomínio de luxo no bairro Portal do Sol;
- Em prédio empresarial no bairro Expedicionários;
- E em um prédio empresarial no bairro dos Estados.
A busca tem como propósito apreender documentos como contratos, acordos, ofícios, agendas e anotações de Hytalo, além de comprovantes de transferências, dispositivos eletrônicos e HDs, sistemas de registros de câmeras de segurança e valores em espécie superiores a R$ 10 mil ou US$ 2 mil.
Na primeira busca realizada em um imóvel de Hytalo foi encontrado apenas uma máquina de lavar ligada e bicicletas de criança.
O influenciador já teve o acesso às redes sociais bloqueado, e foi proibido, também, de manter contato com os menores de idade citados no processo de exploração.
- Bahia Notícias
- 14 Ago 2025
- 14:18h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a suposta trama golpista é “absurda” e mistura fatos distintos para buscar uma condenação sem provas. Nas alegações finais apresentadas nesta quarta-feira (13), último dia do prazo, os advogados afirmam que não há documentos ou evidências que sustentem a acusação.
Segundo a equipe comandada por Celso Vilardi, a Polícia Federal não encontrou as chamadas “minutas golpistas” mesmo após a apreensão de centenas de celulares e computadores. O texto diz que a narrativa sobre um decreto de prisão de autoridades “existiu apenas na palavra não corroborada” do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
A defesa sustenta que Bolsonaro determinou a transição de governo, “evitou o caos com os caminhoneiros” e nunca tratou com comandantes militares de reverter o resultado das eleições, limitando-se a discutir uma possível GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para conter bloqueios de estradas. Também afirma que, ainda que existissem, minutas com medidas antidemocráticas seriam apenas “atos preparatórios” e, portanto, não puníveis.
A PGR, por outro lado, sustenta que a denúncia detalha “com precisão” o papel de Bolsonaro como “principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos” para romper o Estado Democrático de Direito. O procurador-geral Paulo Gonet afirma que o plano começou em julho de 2021, quando o então presidente fez uma live no Palácio da Alvorada contra as urnas eletrônicas, envolvendo as Forças Armadas como “última instância” para garantir a “vontade popular”.
Bolsonaro e outros 33 réus respondem por golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado. As penas máximas somadas superam 40 anos de prisão. O julgamento deve ocorrer em setembro.
- Bahia Notícias
- 14 Ago 2025
- 12:14h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A defesa do influenciador digital Hytalo Santos anunciou que está deixando o caso do blogueiro, acusado de exposição e exploração de crianças.
Toda situação aconteceu após a Polícia Militar da Paraíba cumprir um mandado de busca e apreensão na casa do blogueiro e encontrar o imóvel vazio.
Em entrevista à TV Cabo Branco, na quarta-feira (13), um ex-funcionário do condomínio relatou que a relação do influenciador com os outros condôminos era conturbada e durante a estadia dele no local, foram encontradas 'drogas, bebidas e preservativos no chão'.
“Eles andavam nos corredores fazendo bagunça, barulho, reclamando, gritando ou algumas vezes com palavras de baixo calão, esculhambando, o que prejudicava os condôminos que moravam lá e todo o procedimento dentro do condomínio”, contou.
As festas promovidas por ele no imóvel também eram denunciadas e foi em 2024, após denúncias sobre esses episódios, que o MP começou as investigações contra Hytalo.
No início da semana, a Justiça determinou que as plataformas digitais suspendessem os perfis dele e apagassem todos os conteúdos em que apareçam crianças ou adolescentes, além de proibir o acesso de Hytalo aos perfis.
Ao Jornal Nacional, o Google, que é dono do YouTube, declarou que ainda não foi intimado, mas está removendo vídeos e desmonetizando o canal do influenciador.
O caso envolvendo Hytalo Santos, que já foi denunciado por outros influenciadores por conteúdos adultizando adolescentes, ganhou repercussão na última semana após a denúncia feita pelo youtuber Felca.
De acordo com o portal LeoDias, o influenciador digital enfrenta uma série de processos trabalhistas movidos por pessoas que trabalharam com ele entre 2023 e 2025.
Ao menos 13 seguranças alegam dívidas trabalhistas, danos morais, jornada excessiva e falta de comprovação de vínculo empregatício.
Duas assistentes registraram ações e relataram terem sido obrigadas a assinar termos de confidencialidade, conhecidos como “lei da mordaça”, que impedem que falem publicamente sobre o influenciador sob risco de multa.
- Por Carolina Linhares | Folhapress
- 13 Ago 2025
- 18:48h
Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Na esteira da repercussão do vídeo do influenciador Felca sobre adultização, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (13), um relatório favorável ao aumento da pena para o aliciamento de crianças e adolescentes quando o crime for cometido por meio de aplicativos de internet.
O aumento de pena, porém, ainda precisa ser aprovado no plenário da Câmara.
O tema uniu deputados da esquerda e da direita, embora bolsonaristas ressaltem ser contrários à regulação de redes sociais -tema que envolve a discussão sobre proteção de crianças e adolescentes na internet.
O relatório aprovado na comissão determina aumento de um terço da pena prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que é de um a três anos de prisão e multa para quem "aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso".
O projeto de lei foi proposto em 2019 e aprovado na então Comissão de Seguridade Social e Família em 2022. Somente nesta terça-feira (12), após o vídeo de Felca viralizar, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi determinada como relatora do caso na Comissão de Justiça e apresentou seu parecer nesta quarta.
No texto, a deputada afirma que a análise se deu "em boa hora, considerando o grave e importante relato trazido pelo youtuber Felca sobre a adultização de crianças, oportunidade na qual apresentou casos sérios de exploração e sexualização de menores nas redes sociais, com amplo material audiovisual".
Laura Carneiro ressalta que Felca expôs como pais buscam obter engajamento e lucro nas redes "colocando crianças em situações inadequadas para sua faixa etária".
Nesta terça, a Câmara dos Deputados definiu a criação de um grupo de trabalho e a realização de uma comissão geral para discutir a sexualização e a exploração das crianças nas redes sociais.
A ideia é que, em 30 dias, o grupo de trabalho, com especialistas e parlamentares, discuta projetos de proteção aos jovens no ambiente online -há cerca de 60 textos protocolados na Casa nesse sentido. A partir dessa discussão, um texto conjunto será construído.
Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o grupo de trabalho será criado ainda nesta semana. Além disso, na próxima quarta-feira (20), haverá uma comissão geral no plenário para debater o tema com todos os interessados.
Após a repercussão do vídeo de Felca, foram apresentados 32 projetos de lei na Câmara dos Deputados para prevenir e combater a exposição indevida, adultização, exploração sexual e outros crimes contra crianças e adolescentes na internet.
ADULTIZAÇÃO
No vídeo publicado na última semana, Felca citou diversos casos em que crianças têm sua imagem explorada, tanto por pais quanto por outros adultos, que lucram com os vídeos publicados. Em alguns deles, as crianças aparecem em contextos sexualizados ou frequentando ambientes com adultos, como baladas, o que é chamado de adultização.
Entre os casos, ele citou o do influenciador Hytalo Santos. Felca criticou os conteúdos promovidos por ele nas redes sociais, que incluem dinâmicas em que adolescentes se beijam, frequentam festas com consumo de bebidas alcoólicas e aparecem em danças sensuais, e o acusa de lucrar com a sexualização juvenil.
Ele é investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde 2024 sob suspeita de exploração de crianças e adolescentes e por trabalho infantil. Além disso, uma força-tarefa entrou com uma ação civil pública em que à Justiça que o influenciador não tenha mais acesso às redes sociais e que os jovens que estejam sob sua tutela retornem para suas famílias.
Hytalo foi procurado por email pela reportagem, mas não respondeu. Ele usou as redes sociais para se defender e afirmou que ele e os jovens formam uma família não tradicional. Também disse que colabora com a investigação do Ministério Público.
- Bahia Notícias
- 13 Ago 2025
- 16:40h
Foto: Fellipe Sampaio/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) elegeu, nesta quarta-feira (13), Edson Fachin como presidente da Corte e Alexandre de Moraes como vice-presidente. Os dois exercerão a função pelos próximos dois anos e a posse de ambos está marcada para 29 de setembro.
Os dois foram eleitos de forma simbólica, cada um com 10 votos para sua devida função. Historicamente, pela tradição, um ministro não vota em si.
A sucessão é feita pela ordem da antiguidade, ou seja, é ocupada pelo ministro mais antigo que ainda não ocupou o cargo. Por isso, Fachin, o antigo vice-presidente, ocupará o cargo de Barroso, como presidente da corte. Enquanto isso, Moraes ocupará a vice-presidência.