No último domingo, dia 18, o que deveria ser um mais um tranquilo passeio de família terminou de forma trágica para o serralheiro Fabio Ezequiel Morais, de 35 anos. Assista:“Ele era apaixonado por esportes radicais e sempre praticava, já até pulou de paraquedas”, disse Michele. Ela afirmou que hoje parte da família viajou de Valinhos (85 km de SP), onde moram, para a cidade vizinha de Mairinque para assistir ao salto de Morais. “Estava eu, meu cunhado e a noiva dele, além do nosso filho de seis anos”, contou. Morais havia até brincado com a possibilidade de pular com o filho, mas ela não permitiu. “Nós fomos só para assistir, porque o restante da família tem medo. Só ele que tinha coragem de praticar esportes radicais.” Michele e os familiares estavam filmando o salto de Fábio. // GCN-NET.
O Brasil registra uma média de quatro mortes por dia de mulheres que buscam socorro nos hospitais por complicações do aborto. Até setembro, foram 1.215 casos. Os registros de 2015 têm padrão semelhante: de janeiro a dezembro, houve 1.664 relatos de mulheres que morreram depois de dar entrada em hospitais por complicações relacionadas à interrupção da gravidez. Os números do Ministério da Saúde obtidos pelo Estado apontam que o impacto da proibição do aborto para saúde das brasileiras vai muito além do que está no Sistema de Notificação de Mortalidade (SIM). O banco de dados, usado como fonte oficial, indica 54 mortes comprovadas de mulheres em decorrência da interrupção da gravidez em 2014 - último ano com estatísticas divulgadas.
Pelas informações do SIM, o aborto teria sido responsável por 3,3% das mortes ligadas ao período da gravidez ou ao parto. Bem menos do que hipertensão, hemorragias ou infecções. Os dados obtidos consideram mortes de pacientes nos hospitais com complicações do aborto. Mas o ministério alerta não ser possível afirmar que todos os óbitos podem ser atribuídos ao procedimento provocado, feito na maioria das vezes de forma clandestina. Técnicos justificam que as mortes poderiam ter sido causadas, por exemplo, por outros problemas que não tinham relação com a interrupção da gravidez. Ou até mesmo que o aborto tenha sido resultado de problema de saúde apresentado pela paciente. "A morte por aborto é sempre subestimada em países que proíbem a prática. Seja pela clandestinidade, seja por falhas apresentadas no registro", afirmou o médico Cristião Rosa, integrante da associação Grupo Médico pelo Direito de Decidir (Global Doctors for Choice). Há ainda os números envolvendo apenas as internações por complicações de aborto. Entre 2010 e 2014, os registros se aproximavam de uma média de 200 mil por ano. Os números preliminares de 2016 chegam a 123.312. Pelas até então estatísticas oficiais, haveria uma morte de mulher por aborto a cada dois dias. Bem menos do que os números obtidos pelo Estado. "Um caso a cada dois dias já é uma matança. Uma tragédia que poderia ser perfeitamente evitável", diz Rosa. Ele afirma que a interrupção da gravidez quando feita com a assistência adequada é um procedimento seguro. Em casos raríssimos leva à morte. "As taxas de morte são menores, por exemplo, do que as do parto normal." O médico afirma ocorrer 0,5 morte a cada 100 mil abortos legais e seguros. O indicador chega a quase zero quando a interrupção é feita até a 10.ª semana de gravidez. Conforme dados obtidos pela reportagem, foram autorizados 768 abortos no País de janeiro a junho deste ano - no mesmo período do ano passado, houve 738. Para o médico, esse dado, por si só, já seria razão suficiente para mudar as regras brasileiras e liberar a interrupção da gravidez no País. "Quantas vidas poderiam ter sido poupadas?", questiona. "Porque uma coisa é certa: criminalizar o aborto não diminui a prática. Aborto existe desde que a humanidade existe. E vai continuar existindo." Rosa avalia que, além de não resolver o problema dos altos índices de aborto, a criminalização traz outro problema."Você joga a mulher na clandestinidade. Nessa situação, ela se coloca em risco reprodutivo e de vida." Grupos contrários à mudança dizem temer que, com a liberação, as estatísticas de aborto aumentem de forma expressiva. Rosa reconhece haver um aumento, normalmente nos primeiros anos seguintes à mudança da regra. Mas ele atribui o fenômeno à melhor informação, não a um aumento real. "As estatísticas aumentam porque o procedimento sai da clandestinidade e mais casos chegam aos serviços de saúde. "Com a liberação, os países, a sociedade, os sistemas de saúde adquirem outro nível de responsabilidade com a saúde reprodutiva As estratégias para lidar com a gravidez indesejada são intensificadas", avalia.
A segurança Edvânia Nayara Ferreira Rezende, de 23 anos, agredida quando tentava conter a violência de um homem contra a esposa, neste sábado (17), em Três Corações, em Minas Gerais, falou sobre o caso que ela vai demorar para esquecer. Ela estava de serviço em clube quando o suspeito, identificado como o comerciante Luiz Felipe Neder Silva, a agrediu com um soco e um chute. "Ele não merece perdão", disse ao G1. Quando ele veio para cima de mim, eu fiquei com medo. Tanto que eu encostei no carro e foi por isso que ele conseguiu me acertar. Eu não tinha para onde fugir. Mas quando eu caí no chão, eu queria voar nele. Eu só não parti para cima dele porque não deixaram", relembra. "Não importa se ele estava bêbado. Não tem como justificar o que ele fez", afirma. As imagens da agressão foram divulgadas nas redes sociais e chamaram a atenção do internautas. Após cair no chão com a força do soco, a segurança tem o cabelo puxado e recebe um chute no rosto. O agressor foi detido pela polícia."O carro dele passou por mim", relembra Edvânia, que estava em uma área próxima à piscina do clube. Nisso, ele parou mais à frente. Eu não sei se ela pulou do carro, mas ele desceu atrás dela e começou a puxá-la pelo cabelo para que ela entrasse no carro. Aí eu saí atrás e disse que iria chamar a polícia. Foi então que ela jogou a chave do carro para mim. Eu me livrei da chave e ele veio me dizer que estava com vergonha dela, que queria levá-la para casa, mas, como eu neguei entregar a chave, ele me bateu", lembra.
Em pelo menos um depoimento a Odebrecht delatou a doação de R$ 30 milhões, para caixa 2, à chapa Dilma Rousseff-Michel Temer na campanha de 2014. O valor representa cerca de 10% do total arrecadado oficialmente pela camapanha. De acordo com o Estadão, outra delação em negociação deverá citar caixa 2 para a chapa eleita, desta vez a do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que deve relatar o pagamento de recursos não contabilizados em 2014 envolvendo a Odebrecht. O relato da empreiteira deverá repecurtir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde é investigado abuso de poder político e econômico na campanha. Uma das partes ou o Ministério Público pode pedir compartilhamento do material da Lava Jato ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, depois que as delações sejam homologadas. A defesa de Temer no processo, Gustavo Guedes, disse desconhecer "absolutamente" o assunto e só vai se manifestar quando as delações forem homologadas. P advogado de Dilma, Flávio Caetano, disse que quem responde pelas doações da campanha de 2014 é o ex-tesoureiro Edinho Silva. P ex-ministro não comentou o caso. A Odebrecht disse que não comenta as delações.
A Documentação dos acordos de delação premiada de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (19), último dia de trabalho antes do recesso no Judiciário. Os acordos, firmados no início deste mês, foram assinados por cada um dos 77 executivos. Elesforam ouvidos individualmente nos últimos dias, e, por isso, os procuradores encaminharão mais de 800 depoimentos ao Supremo. O material será encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF. Somente o ministro, assessores e juízes da equipe dele terão acesso ao conteúdo, que ficará trancado em uma sala no terceiro andar do Supremo. Como o material será levado no último dia antes do receddo do Judiciário, o ministro Teori tentará o possível para, ainda na segunda-feira, viabilizar um esquema que permita a ele ter condições de analisar tudo na volta do recesso, em fevereiro, para que possa decidir nos primeiros dias sehomologa ou não os acordos.
Dada a exiguidade de tempo, o ministro quer que juízes auxiliares, durante o mês de janeiro, analisem e cataloguem tudo e, principalmente, ouçam os 77 ex-executivos da Odebrecht, na presença dos advogados, e sem a participação dos procuradores, para que eles confirmem se falaram por livre e espontânea vontade. Os novos depoimentos são uma exigência da lei que instituiu a delação premiada e que o ministro tem seguido em todas as homologações. A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, deve ajudá-lo na composição da equipe que vai trabalhar durante o recesso. Nesta fase, o ministro Teori Zavascki, como manda a lei, não analisa o conteúdo dos depoimentos, mas verifica os aspectos formais dos acordos: se foi respeitado o direito de defesa, se a redução de pena prometida está conforme a lei e se não houve coação de nenhum tipo para que os delatores aceitassem falar. Se achar que em algum dos 77 acordos falta alguma informação ou se algo contraria a lei, o ministro pode devolver o acordo para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Durante toda a Lava Jato, o ministro só recusou um acordo de delação, pedindo mais informações. Só depois que os acordos forem homologados é que o procurador-geral da República vai decidir o que e quais pessoas devem ser investigados. A delação da Odebrecht é tida, no meio político, como a de maior potencial para provocar impacto nas investigações, isso porque os executivos citaram mais de 200 nomes de políticos de diversos partidos.
O governo anuncia, na próxima semana, mais medidas de estímulo à economia. Desta vez, o foco é o mercado de trabalho, especialmente nos setores de comércio e serviços. A ideia é criar por Medida Provisória (MP) a modalidade de contratação por hora trabalhada, com jornada móvel (intermitente). Neste caso, o empregador pode acionar o funcionário a qualquer momento e dia da semana, sem ter de cumprir o chamado horário comercial (das 8h às 12h e das 14h às 18h). O trabalhador, por sua vez, poderá dar um expediente flexível e ter mais de um patrão, com direitos trabalhistas assegurados, de forma proporcional. O governo também vai aumentar o prazo do contrato de trabalho temporário, de 90 dias para 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 45 dias. A orientação do governo nesses contratos temporários é dar prioridade a pessoas com mais de 40 anos ou portadores de deficiência.
As medidas visam à abertura de vagas ainda em dezembro, janeiro e fevereiro até o carnaval. Elas serão incorporadas à MP que vai transformar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) — criado na gestão petista e que permite que trabalhadores e patrões negociem redução de jornada e de salário, com contrapartida da União — numa ação permanente. O nome vai mudar para Programa Seguro e Emprego (PSE), que deve receber R$ 1,3 bilhão nos próximos três anos. O prazo para novas adesões acabaria este mês. O programa ficará mais flexível, permitindo a suspensão temporária da adesão da empresa para atender a demandas específicas. Nesse período, serão permitidas a contratação de empregados e a ação de horas extras — o que é vedado atualmente.Medida beneficiará comércio e serviços
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, a jornada intermitente vai ajudar os setores de comércio e serviços. Ele lembrou que já existe o contrato de tempo parcial (com jornada de cinco diárias), mas com horário determinado. Por isso, esse modelo é mais adequado ao setor. "A jornada intermitente existe no mundo todo. Aqui no Brasil, os setores do comércio e de serviços estão travados em competitividade e na qualidade da prestação do serviço", disse Solmucci, acrescentando que a medida vai ajudar a abrir vagas, principalmente nas atividades que fogem aos horários convencionais, como bares, restaurantes, eventos e shows. De acordo com projeções da entidade, a regulamentação da jornada intermitente abre potencial para a geração de dois milhões de empregos num prazo de cinco anos, principalmente de jovens, que buscam conciliar estudo e trabalho. A tendência é que os trabalhadores que forem enquadrados na nova modalidade combinem com os patrões a forma de pagamento, que poderá ser diária, semanal ou mensal. Os ajustes no contrato de trabalho temporário atendem também a um pleito antigo dos empresários. Este é um modelo de contratação entre empresas para substituir mão de obra (férias, licença dos funcionários do quadro) ou em casos de demanda extraordinária, não previsível. Segundo os empresários, a norma vigente acaba trazendo insegurança jurídica ao comércio nas contratações para o Natal, por exemplo. Há entendimentos do Ministério Público e da Justiça trabalhista de que o evento é previsível e, portanto, não pode ser usado por lojistas. Essa questão deve ser tratada na MP. Segundo Erminio Lima Neto, da Central Brasileira de Serviços (Cebrasse), a ampliação do prazo para 180 dias dará mais previsibilidade aos empregadores. Os empresários tentaram aprovar a medida num projeto que trata da terceirização na Câmara dos Deputados na semana passada, mas não tiveram êxito. A proposta já passou pelo Senado: "O prazo maior ajuda a empresa a investir, apostar num produto novo. Hoje, os investidores ficam receosos de contratar porque não sabem o que vai acontecer com a economia". No almoço com a bancada do PSDB na última a quarta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teria se comprometido com a reforma trabalhista, com a prevalência dos acordos sobre a legislação e a regulamentação da terceirização, iniciativas que ficarão para o início de 2017. Segundo o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Meirelles defende essas medidas para melhorar o ambiente de negócios no país: "Ele deixou claro que vai enfrentar essa questão".
Um copo de refrigerante ou de suco artificial é mais prejudicial à saúde que um cupcake, ao ponto de merecer ser alvo de mais impostos na luta contra a obesidade? Para a população de algumas cidades americanas, a resposta é sim. Em referendos na última eleição, eles aprovaram a criação de um imposto sobre bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos artificiais. Isso porque, diferentemente de bolinhos de chocolate vistosos, essas bebidas não são automaticamente vistas como uma ameaça à saúde. Ou seja, quando uma pessoa come bolo ou bombons, ela costuma ter a consciência de que está ingerindo algo que pode ser prejudicial, o que geralmente não ocorre com uma caixinha de suco de pêssego ou uma bebida à base de café com caramelo ou outras misturas açucaradas. Em San Francisco, Oakland, Albany (Califórnia) e Boulder (Colorado), haverá um aumento de até 20% no preço de diversos tipos dessas bebidas doces - apontadas como um dos principais vilões para os altos índices de obesidade, especialmente em crianças e jovens. A criação do imposto está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem promovido uma verdadeira cruzada contra essas bebidas e recomendou, no mês passado, que os países criem impostos sobre elas.
Segundo a organização, um aumento de 20% no preço já resulta em reduções no consumo desses produtos e, consequentemente, de problemas como sobrepeso, obesidade, diabetes tipo 2 e cáries. No entanto, para a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-alcoólicas (Abir), que reúne as principais marcas de refrigerante e sucos artificiais no país, esse tipo de imposto não traz resultados reais e fere a liberdade individual do consumidor.
Resistência no Brasil
Essa taxação já foi aprovada ou está em vigor em países como Reino Unido, México, Dinamarca e Hungria. No Brasil, porém, a discussão sobre essa taxa em refrigerantes e outras bebidas açucaradas inexiste no governo e enfrenta a resistência das associações do setor. A agência de saúde da ONU afirmou à reportagem que vem trabalhando com o governo brasileiro. "Temos compartilhado com o Brasil algumas experiências bem-sucedidas de outros países, para que juntos possamos ver quais se adequam melhor à realidade local", disse a coordenadora da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida da OPAS/OMS no país, Haydee Padilla. Questionado pela BBC Brasil, o Ministério da Saúde disse entender que "o consumo excessivo de açúcar é fator de risco ao desenvolvimento da obesidade", mas não detalhou nenhuma discussão sobre taxas em bebidas, como recomenda a OMS, afirmando apenas que "a criação de novos impostos é de responsabilidade da área econômica do governo, mais especificamente do Ministério da Fazenda". Procurados, Ministério da Fazenda e Receita Federal informaram que a iniciativa de se criar impostos não parte deles.
Epidemia
Após a divulgação da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do governo federal, o peso dos brasileiros passou a ser uma das principais preocupações da área de saúde. Isso porque o problema está diretamente ligado ao surgimento de doenças que estão entre as principais causas de morte no país, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e alguns tipos de câncer, como o de intestino grosso, mama, endométrio (camada interna útero), rim e esôfago. Segundo o levantamento, 52,5% da população adulta no país está acima do peso e, dessa parcela, 17,9% estão obesos. No geral, o número de brasileiros acima do peso subiu 10% em oito anos. E ao se olhar os índices entre crianças e adolescentes, o cenário segue desolador. Tanto que, nos Estados Unidos, essa geração morrerá mais cedo que a de seus pais - algo que nunca aconteceu antes. E o principal motivo são os problemas decorrentes da obesidade. No Brasil, segundo o IBGE, uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso. Comparado com pesquisas anteriores, o excesso de peso entre as crianças mais do que triplicou desde 1974: passou de 9,7% para 33,5% atualmente. Se continuarmos nessa marcha, o Brasil pode se tornar o país mais obeso do mundo em 15 anos. Esse aumento do peso, assim como observado em todo o mundo, está relacionado principalmente aos hábitos decorrentes da vida moderna: má alimentação e sedentarismo.
Vilões?
Para a nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Paula Bortoletto, não é possível apontar para um único alimento responsável pela epidemia de obesidade. Mas ela afirma que já está comprovado cientificamente que as bebidas açucaradas são, sim, vilãs da saúde. "Primeiro porque elas têm calorias vazias (sem nenhum outro nutriente importante, como vitaminas, minerais e fibras). Muitas também têm um altíssimo índice de açúcar." Uma lata de refrigerante de cola tem o equivalente a 7 colheres (chá) de açúcar e, segundo o Idec, um copo de néctar artificial de uva tem 5. Achocolatados e bebidas lácteas (daquelas que não precisam de refrigeração) e suco em pó também estão entre os principais vilões, segundo a nutricionista. Outro produto polêmico são as bebidas à base de cafeína. Na Inglaterra, a ONG Action on Sugar fez um levantamento que revelou que algumas bebidas vendidas em redes de cafés têm quantidades de açúcar iguais ou superiores a uma lata de refrigerante. Um dos campeões no açúcar entre as mais de 130 bebidas analisadas é o mocha de chococolate branco com chantilly do Starbucks. O copo maior contém 18 colheres (chá) de açúcar, segundo a organização britânica. Outra crítica dirigida às cafeterias é o fato de muitas não divulgarem a lista de ingredientes das bebidas ou a quantidade específica de açúcar - apenas os carboidratos totais. Procurado pela BBC Brasil, o Starbucks no país não quis se pronunciar. Na Inglaterra e em outros países onde o imposto está entrando em vigor, organizações de promoção de saúde criticam o fato de essas bebidas com café não entrarem na lista de produtos taxados.
'Perplexidade'
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-alcoólicas (Abir), Alexandre Jobim, disse ter reagido "com perplexidade" à recomendação da agência da ONU. "Com todo respeito à OMS, mas é preciso mudar a educação alimentar e não taxar produtos", afirmou Jobim à BBC Brasil. "Essa medida interfere na liberdade de escolha do indivíduo e penaliza a escolha do consumidor, pesando contra os mais pobres. Alguns ingerem bebidas açucaradas como parte de uma dieta necessária para eles, é de onde tiram as calorias que precisam consumir." Para a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto, a afirmação não se justifica, já que "no Brasil ainda é mais barato comprar alimentos saudáveis e in natura (hortaliças, frutas...) do que ultraprocessados, como bebidas lácteas". O presidente da Abir reiterou afirmações no site da associação que dizem que "o único consenso existente no meio acadêmico-científico é que o crescimento das doenças associadas à obesidade não é decorrente do consumo responsável em si de produtos considerados de baixo teor nutricional. [...] Em verdade, o que é condenável é o mau consumo de qualquer produto". Jobim ressalta ainda que "o importante é não jogar a culpa integralmente no açúcar, mas, se isso acontecer, a culpa não é do refrigerante, é do conjunto de hábitos" e afirma que apenas 4% da dieta do brasileiro é composta pelo produto. No entanto, uma pesquisa de 2015 do Ministério da Saúde apontou que, apesar da queda no consumo dos refrigerantes nos últimos anos, 21% dos entrevistados disseram beber o produto cinco vezes por semana. Uma outra pesquisa do governo, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, revelou que 56% dos jovens consomem bebidas açucaradas, sendo 45%, refrigerante. A bebida aparece entre os seis itens mais presentes na dieta dessa faixa etária, à frente de hortaliças, por exemplo. Frutas nem aparecem no ranking de 20 alimentos e bebidas. "Até o momento, nenhum país foi capaz de reverter os índices de obesidade. Se não mexermos no ambiente como um todo, inclusive no preço, não vamos reverter esse números", afirma Bortoletto, do Idec.
Os auditores fiscais do país definiram que farão paralisação por três dias na próxima semana. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, a categoria não vai trabalhar nos dias 20, 21 e 22 de dezembro. A suspensão vai afetar todas as unidades da Receita Federal do Brasil. A iniciativa, de acordo com o grupo, é contra o risco de perda de autonomia da Receita. Nos dias de paralisação, não ocorrerá o desembaraço aduaneiro nas zonas primárias – portos e aeroportos. Serão liberadas apenas cargas vivas, cargas perigosas, medicamentos, alimentos perecíveis, urnas funerárias, fornecimento de bordo e bagagens acompanhadas. Os auditores alegam que o relatório do projeto de Lei 5864/2016, tramitando na Câmara dos deputados, coloca em risco o acordo firmado com os auditores fiscais e representa grave ameaça à autonomia do cargo e da própria Receita Federal do Brasil. “Queremos que as nossas atribuições e prerrogativas sejam preservadas. Estamos buscando, demonstrar à sociedade a necessidade de resguardar a autonomia do auditor-fiscal. Esperamos que o governo atue de forma contundente, pois tem força no Congresso, para que a Receita não saia enfraquecida com essa proposta legislativa”, afirma Cláudio Lessa, diretor de comunicação da Delegacia Sindical de Salvador.
O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou mais um pedido para suspender a prisão preventiva do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Cunha foi cassado em 12 de setembro pelo plenário da Câmara por quebra de decoro parlamentar. Sem mandato, o peemedebista perdeu o benefício do foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista foi preso no dia 19 de outubro em Brasília por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Àépoca, a defesa do ex-deputado considerou a decisão "surpreendente" e "absurda". "Em relação à alegada 'falta de previsão legal para a prisão preventiva com a finalidade de dissipação patrimonial', verifica-se, da análise da respectiva decisão, que em verdade o fundamento para o decreto prisional, quanto a este aspecto, foi para garantir a aplicação da lei penal, eis que o produto do crime (dinheiro desviado) não foi inteiramente recuperado, exigindo-se sequestro e confisco de tais valores, sendo que a soltura do paciente põe em risco a dissipação de tal quantia", escreveu Fischer em sua decisão, datada da última terça-feira (13). No que diz respeito aos demais requisitos para a decretação da prisão preventiva - a preservação da ordem pública e a aplicação da lei penal -, o ministro destacou que o juiz federal "fundamentou concretamente o decreto de prisão, e o egrégio Tribunal Regional Federal entendeu que a fundamentação foi adequada".
Quase 40 cidades brasileiras respondem por metade da banda larga fixa do Brasil em 2016, segundo levantamento realizado pelo G1 com base nos dados da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel). O governo federal promove a maior mudança nas telecomunicações em 20 anos, que pretende desconcentrar a internet brasileira ao transferir os esforços da universalização da telefonia fixa para a expansão da banda larga. Segundo representantes do governo ouvidos pela reportagem, o quadro de conexão pouco distribuída é gerado pelo interesse comercial, que foca em regiões ricas e mais populosas. A situação também é agravada pelas dificuldades para ampliação da infraestrutura de redes. Para a Anatel, apesar concentração, houve avanços nos últimos anos, como o aumento da quantidade de pequenos provedores de conexão, responsáveis por levar a banda larga para o interior do país.
Alan Ruschel saiu do hospital acompanhado de familiares (Foto: Marcelo Siqueira/RBS TV)
O lateral Alan Ruschel recebeu alta na tarde desta sexta-feira (16) em Chapecó. Ele é o primeiro dos quatro sobreviventes brasileiros a ter alta, 17 dias após o acidente aéreo com o avião da Chapecoense, que deixou 71 mortos e seis feridos. Eram 16h20 quando Alan saiu de cadeiras de rodas. Ele se levantou para entrar no carro. Ele acenou para amigos e fãs e abraçou familiares e amigos, entre eles o jogador Hyoran, da Chapecoense, que não viajou com o time para a Colômbia porque estava machucado. Pelo boletim médico, emitido pelo hospital Unimed de Chapecó nesta sexta, Alan "apresenta força e sensibilidades normais nos membros inferiores, caminhando durante os exercícios de fisioterapia". Ainda de acordo com o hospital, por volta das 14h Alan realizou os últimos exames necessários para receber alta. Ele estava acompanhado da mãe, da irmã e da noiva. Na manhã deste sábado (17), está prevista uma coletiva de imprensa com o jogador na Arena Condá. Segundo o Globoesporte.com, uma das prioridades de Alan é ir ao dentista para tratar dos dentes quebrados no acidente.
O pastor Silas Malafaia, alvo de condução coercitiva na Operação Teófilo (veja aqui), usou seu perfil no Twitter para se defender. O líder da Assembleia de Deus se disse "indignado" com o mandado e que a condução coercitiva "é uma afronta". Segundo o pastor, ele recebeu uma oferta de R$ 100 mil de um advogado amigo do pastor Michael Abud, que quis fazer uma doação pessoal à igreja, e depositou o cheque na conta conjunta que possui com sua esposa. O montante, de acordo com Malafaia, foi declarado à Receita Federal. "Por causa disso sou ladrão? Sou corrupto? Recebo ofertas de inúmeras pessoas e declaro no imposto de renda tudo o que recebo. Quer dizer que se alguém for bandido e me der uma oferta, sem eu saber a origem, sou bandido? É tentativa para me desmoralizar na opinião pública", escreveu Malafaia, questionando se não poderia "ter sido convidado para depor".
O evangélico ainda publicou um vídeo no YouTube para reforçar sua indignação com o mandado judicial e repetir o mesmo argumento escrito no Twitter. "É necessário isso? Por que não recebi intimação pra prestar depoimento? Estou aqui indignado. Isso é uma afronta. Que democracia é essa? Que estado de direito é esse?", questionou. Malafaia é suspeito de participação em lavagem de dinheiro e de ter emprestado contas da instituição religiosa para ajudar a ocultar recursos (veja aqui).
A popularidade do governo de Michel Temer está em baixa, conforme levantamento feito pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta sexta-feira (16). Apenas 13% das 2.002 pessoas ouvidas consideram o governo ótimo ou bom, ante 46% que avaliam a gestão do peemedebista como ruim ou péssima; outros 35% consideram o governo regular, enquanto 6% não responderam. Quanto à maneira de governar, 64% dos ouvidos desaprovam o modo como Temer tem guiado o país, enquanto 26% aprovam. Dez porcento não souberaam ou preferiram não responder. A sequência negativa se reflete no nível de confiança no presidente, em que 72% afirmam não acreditar em Temer. Apenas 23% dizem confiar no peemedebista e 5% não souberam ou não responderam. Esta é a segunda pesquisa de avaliação popular da gestão que sucedeu Dilma Rousseff (PT).
A primeira, feita em outubro, mostrava Temer aprovado por 14% dos entrevistados, com reprovação de 39% - outros 34% consideravam a gestão regular e outros 12% não souberam responder. Na mesma pesquisa, 55% desaprovavam a maneira de governar, 28% aprovavam o modo de gerir o país e 17% não souberam responder. O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (16) é de 95% e tem margem de erro de dois pontos percentuais. As 2.002 pessoas foram ouvidas entre os dias 1º e 4 de dezembro, em 141 municípios. O levantamento ainda fez uma comparação entre o governo Temer e o Dilma, e 38% dos entrevistados consideram ambos iguais. Vinte e um porcento avaliam o governo do peemedebista melhor e 34%, pior; 3% não souberam responder. Quanto às perspectivas em relação ao "restante do governo", 43% avaliam como ruim ou péssimo, 32% como regular e 18% como ótimo ou bom; 7% não souberam ou não responderam. As notícias divulgadas envolvendo o presidente também foram questões feitas ao público, que considerou o noticiário mais desfavorável a Temer (47%). "Nem favoráveis, nem desfavoráveis" foi a opção escolhida por 25% do público, enquanto 13% das pessoas avaliam como mais favoráveis. Quinze porcento não souberam responder. As notícias sobre Temer mais lembradas pelos entrevistados foram a PEC do teto dos gastos (7%), manifestações contra a corrupção (5%), protestos contra a PEC 241 (5%), manifestações pelo Brasil (4%) e manifestações contra o governo Temer (4%).
Uma operação para desarticular um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral em 11 estados e no Distrito Federal foi deflagrada nesta sexta-feira (16). De acordo com o jornal Estadão, a Polícia Federal investiga a participação do Pastor Silas Malafaia e de um diretor do diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Policiais federais estão cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 29 conduções coercitivas, 4 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária e sequestro de três imóveis. Além disso, também foi determinado o bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar R$ 70 milhões. Ao todo, 300 policiais estão participando da operação na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
A operação, batizada de Timóteo, tem como objetivo investigar um esquema de corrupção que no repasse dos royalties da exploração mineral, que representam 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e tem como destino os municípios. Segundo a Polícia Federal, as provas recolhidas pelas equipes policiais devem detalhar como funcionava um esquema em que um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral, detentor de informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties, oferecia os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM junto a empresas de exploração mineral. Por causa disso, o juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de realizar quaisquer atos de contratação ou pagamento aos três escritórios de advocacia e consultoria sob investigação. De acordo com a investigação, a organização criminosa se dividia em pelo menos quatro grandes núcleos: o núcleo captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o núcleo político, formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema; e o núcleo colaborador, que se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro. Ainda segundo a Polícia Federal, uns dos investigados por apoiar a lavagem do dinheiro é o Pastor Silas Malafaia, que recebeu valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. A suspeita é que Malafaia pode ter emprestado contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores. Ele foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento na sede da Polícia Federal A Operação Timóteo começou em 2015, quando a Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas esta autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões. O nome da operação faz referência ao trecho da Bíblia.
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (16), em 11 estados e no Distrito Federal, uma operação para desarticular esquema de corrupção nas cobranças de royalties da exploração mineral. A operação foi batizada de Timóteo em referência a um dos livros da Bíblia. Um dos alvos das investigações, informou a PF, é um líder religioso suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. Além do DF, as ações da Polícia Federal ocorreram em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. A suposta organização criminosa, de acordo com a PF, agia junto a prefeituras para obter parte dos 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) repassada aos municípios. Em 2015, o CFEM acumulou quase R$ 1,6 bilhão. Ainda conforme os investigadores, munidos das informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços. As investigações tiveram início no ano passado, no momento em que a Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A autarquia federal, ligada ao Ministério de Minas e Energia, é responsável pela fiscalização da exploração mineral no país.