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Policiais e militares brasileiros poderão a usar armas apreendidas com criminosos

  • 23 Dez 2016
  • 14:32h

Foto: Divulgação / Polícia Militar

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou, nesta sexta-feira (22), que o armamento apreendido com criminosos poderá ser doado aos órgãos de segurança pública. Antes, armas como fuzis e metralhadoras encontradas com os bandidos eram destruídas. De acordo com o Decreto 8.938, publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22), “as armas apreendidas serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército, no prazo máximo de 48 horas, para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas”. Para Moraes, a medida representará economia aos cofres públicos. “Pelo preço do dólar, US$ 8,5 mil dólares cada fuzil, mais os custos de importação, são R$ 30 milhões que as forças de segurança do país acabam economizando só dos apreendidos esse ano”, disse o ministro, lembrando que em 2016 as polícias estaduais, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal apreenderam 873 fuzis.  “A partir de agora cada polícia que apreendeu tem prioridade no recebimento. No final do ano [de 2016] e em janeiro [de 2015], nós vamos iniciar essa distribuição [dos armamentos]”, disse ele.

Saiba como consultar o saldo do FGTS

  • 23 Dez 2016
  • 11:36h

(Foto: Reprodução)

O anúncio de que os trabalhadores poderão retirar os recursos das contas inativas do FGTS provocou ontem uma corrida ao site do fundo na internet. A procura foi tanta que a página ficou instável. Porém, há outras possibilidades para o trabalhador saber se tem conta inativa e qual é o saldo desta conta. Uma delas é por e-mail, que deve ser cadastrado no site da Caixa. O banco vai enviar o saldo de suas  contas do FGTS.  Apesar do NIS do trabalhador ser único, cada empregador abre uma conta diferente em seu nome. Outra possibilidade é pelo aplicativo FGTS Fácil para celulares e tablets. Para acessá-lo é preciso ter o número do NIS, que pode ser localizado nos extratos do FGTS, cartão do PIS, carteira de trabalho, cartão do cidadão ou com o empregador.  Com o número do NIS, o trabalhador precisa fazer um cadastro que exige número do CPF, identidade e do título de eleitor. O aplicativo permite o acompanhamento da regularidade dos depósitos pela empresa do FGTS. Há, ainda, a maneira mais tradicional, que é  a visita presencial a uma agência física da Caixa. Neste caso também é preciso levar o número do NIS.

Especialistas sugerem usar recursos para pagar dívidas
O FGTS foi criado para garantir ao trabalhador uma reserva para ser usada no momento em que for enfrentar o desemprego, garantindo um meio de sustento neste período. Por isso, o acesso aos depósitos sempre foi restrito e há dúvidas agora sobre o que é melhor: manter o dinheiro no fundo ou retirá-lo.  Para o especialista em finanças e colunista do CORREIO Edísio Freire, do ponto de vista financeiro, o saque é recomendado por conta do baixo rendimento (3% mais TR). “Sem dúvida é mais vantajoso”. Porém, ele observa: “A questão é que a função do FGTS não é essa. É garantir o equilíbrio financeiro do trabalhador em caso de demissão sem justa causa”.  A recomendação de especialistas como Edísio é que o recurso seja usado para pagar dívidas ou investido em aplicações que rendam mais. Outra orientação é evitar o uso deste recurso para dar entrada em um bem e criar uma nova pendência financeira.  Freire, a pedido do CORREIO, fez uma simulação para ajudar o trabalhador a entender o valor que poderá sacar com a medida anunciada (veja à esquerda). 

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Critérios para indulto de Natal serão mais rígidos para crimes violentos, diz ministro

  • 23 Dez 2016
  • 09:31h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que o indulto de Natal será publicado nesta sexta-feira (23) com uma lógica diferente do que vinha sendo publicado ano a ano. "Pela primeira vez, nós separamos: de um lado, os crimes sem violência ou grave ameaça, e, de outro lado, crimes com violência ou com grave ameaça à pessoa. Quando todos os indultos anteriores, pouco importava isso. Na verdade, era o tamanho da pena só [que importava], sem fazer essa divisão", disse em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. De acordo com o ministro, o decreto de indulto é uma opção de política criminal. 

"Se é uma opção de política criminal, é uma sinalização, seja para a criminalidade, para quem está preso, seja para a sociedade, do que realmente se pretende combater de forma mais dura, do que se pretende como prioridade na questão da criminalidade". Moraes explicou, segundo a Agência Brasil, que os requisitos para a concessão do indulto serão mais duros em relação aos crimes praticados com violência, grave ameaça, roubo, roubo qualificado, homicídio. Tradicionalmente, vinha sendo aplicado um requisito geral de pena de até seis anos, independentemente do crime cometido. "Crimes mais graves, até quatro anos, [terão] os requisitos mais pesados; de quatro a oito, mais [pesados] ainda; e crime grave com pena superior a oito anos não terá indulto, porque são crimes graves e a pessoa deve cumprir a sua pena", completou. Segundo Moraes, essa divisão foi feita para que os requisitos para concessão do indulto de crimes menores não se iguale àqueles dos crimes mais graves. "Essa alteração [é] importante porque na questão dos crimes sem violência ou grave ameaça, presentes obviamente requisitos temporais e de comportamento, mas há um limite de quem foi condenado até 12 anos. Quando o limite anterior eram 20 anos", disse.

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Temer diz que baixa popularidade 'abala' mas que será reconhecido 'lá na frente'

  • 23 Dez 2016
  • 07:04h

(Foto: Reprodução)

O Presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (22) que o baixo índice de aprovação da sua gestão "abala" mas não o incomoda para governar. Durante café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada, o presidente disse que "lá na frente haverá reconhecimento" das medidas adotadas pelo governo. Na última sexta (16), pesquisa Ibope revelou que 13% dos entrevistados avaliaram o governo Temer como ótimo ou bom. Por outro lado, 46% disseram que o governo é ruim ou péssimo. Em outubro, a aprovação do governo era de 14% contra 39% que desaprovavam a gestão. "Não abro mão da popularidade. Abala, mas não me incomoda para governar. Lá na frente haverá reconhecimento", afirmou o presidente. "Estou aproveitando essa suposta baixa popularidade para tomar medidas que caso contrário não tomaríamos", concluiu Temer, sem citar quais medidas são essas. Em setembro do ano passado, durante debate com empresários em São Paulo, Temer, então vice-presidente da República, afirmou que seria "difícil" que a então presidente Dilma Rousseff se mantivesse no cargo com baixos índices de popularidade. À época, pesquisa do instituto Datafolha apontava que, na ocasião, 8% dos entrevistados aprovavam o governo da petista e 71% reprovavam – 20% consideravam o governo "regular". 

Na última semana, o G1 havia questionado a assessoria de Temer sobre a fala do ano passado, mas o Planalto disse que não iria comentar. Durante o café da manhã com jornalistas, Temer foi questionado sobre se, diante do processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral e que pede a cassação da chapa Dilma-Temer e da citação de seu nome na delação do ex-vice-presidente da Odebrecht, "temia" deixar o cargo antes do fim do mandato. Em resposta, ele disse: "Havendo uma decisão [do TSE por cassar a chapa], haverá recursos e mais recursos, não só no TSE como no STF. [...] Renunciar? Honestamente, não tenho pensado nisso", afirmou, acrescentando que será "obediente" à decisão final do Judiciário. "No Brasil se formou a seguinte convicção: se um delator mencionou o nome de alguém, ele está definitivamente condenado", continuou o presidente.

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Governo quer baixar juros do cartão de crédito no 1º trimestre de 2017

  • 22 Dez 2016
  • 16:46h

(Foto: Reprodução)

O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (22) que o governo quer baixar os juros do cartão de crédito no primeiro trimestre de 2017. "Anunciamos que haveria uma redução dos juros do cartão de crédito. E, de fato, os últimos estudos revelam que no primeiro trimestre deste ano haverá uma redução de mais da metade dos juros cobrados do cartão de crédito", afirmou o presidente durante eventono qual anunciou também a liberação do saque do FTGS para contas inativas até dezembro de 2015. Após acompanhar o anúncio de Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participou de um almoço na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e, após o encontro, explicou que o governo prevê que serão necessários cerca de 90 dias para as medidas começarem a ser implementadas, "para já estarem totalmente em vigor no final do primeiro trimestre". (leia detalhes sobre o almoço mais abaixo) Para baixar os juros do cartão de crédito , segundo o presidente, a ideia é limitar o prazo para o pagamento do rotativo (que é quando é feito o pagamento do valor mínimo da dívida, com o parcelamento do restante) para até 30 dias. 

Hoje, esse prazo é mais longo, segundo o Ministério da Fazenda. Com isso, o governo espera que os juros do parcelamento caiam pela metade já nos primeiros meses do ano que vem. Além disso, o governo pretende também que os juros para o restante da dívida, após o pagamento do rotativo, sejam menores que a metade do que se pratica atualmente. Em novembro, os juros do cartão de crédito rotativo foram de 475,8% ao ano. "A hipótese do juro do cartão, que é aquela coisa dos 30 dias, que é o chamado rotativo, onde haverá esta redução de mais da metade do que hoje se cobra. Em segundo lugar, 30 dias após, haverá um parcelamento daqueles que não pagaram, e esse parcelamento ainda receberá juros inferiores, menos da metade, digamos, do chamado rotativo", afirmou o presidente. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que estava ao lado de Temer no anúncio das medidas, afirmou que a queda nos juros do cartão faz parte de uma reforma microeconômica para reaquecer a economia. "Faz parte de toda a série de reformas microeconômicas. É um quadro em que temos de enfrentar a macroeconomia, que está sendo feito, e ao mesmo tempo fazer reformas microeconômicas que elevem a taxa de crescimento", disse o ministro.

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Temer anuncia liberação para saque de contas inativas do FGTS

  • 22 Dez 2016
  • 15:05h

(Foto: Reprodução)

O presidente Michel Temer anunciou nesta quinta-feira (22) que o governo vai liberar o saque de contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) inativas até dezembro de 2015. Temer fez o anúncio em pronunciamento antes de participar de um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. A medida faz parte de uma tentativa do governo de reaquecer a economia. O presidente explicou que não haverá limite para o saque. O trabalhador, se quiser, poderá sacar todo o valor que tem na conta inativa. Temer não detalhou a partir de quando o saque será liberado. "Nós estamos flexibilizando essas exigências [para o saque do FGTS], porque o momento que vivemos na economia demanda a adoção de medidas que permitam, ainda que de forma parcial, uma recomposição da renda do trabalhador. Portanto, estamos permitindo que os trabalhadores detentores dessas contas até 31 de dezembro de 2015 possam dispor de recursos que em condições normais não estariam ao seu alcance", afirmou o presidente.

 

Temer disse, que pelos cálculos do governo, os saques podem chegar a R$ 30 bilhões, o que equivale, nas contas de equipe econômica, a 0,5% do PIB. Segundo ele, cerca de 10, 2 milhões de trabalhadores podem sacar o dinheiro. A maior parte das contas inativas, de acordo com o governo, tem saldo de menos de um salário mínimo. O presidente argumentou que os saques das contas inativas do FGTS não vão prejudicar projetos que dependem da verba do fundo, como o financiamento de moradias do Minha Casa Minha Vida. "É um injeção de recursos que vai mobilizar, movimentar a economia e equivale, também pelos cálculos do Planejamento, a cerca de 0,5% do PIB e sem pôr em risco a própria solidez do FGTS, porque vocês sabem que os valores do FGTS se destinam à habitação popular, saneamento, mobilidade. Então, não põem em risco o fundo de garantia, as verbas para aplicação nesses setores que estou mencionando", afirmou Temer. São consideradas contas inativas aquelas que não recebem nenhum tipo de movimentação de depósitos há mais de três anos. Via de regra, a conta vinculada ao FGTS fica inativa após ficar três anos ininterruptos sem o depósito do FGTS, em razão da rescisão do contrato de trabalho

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Proposta de reforma trabalhista prevê jornada diária máxima de 12 horas

  • 22 Dez 2016
  • 14:23h

(Foto: Reprodução)

O governo anunciou nesta quinta-feira (22) uma proposta de reforma da legislação trabalhista que autoriza a formalização de uma jornada de até 220 horas por mês (nos casos de meses com cinco semanas). O texto será encaminhado ao Legislativo por meio de projeto de lei, com urgência. A proposta do governo mantém a jornada padrão de trabalho de 44 horas semanais com mais quatro horas extras, podendo chegar a até 48 horas por semana. Em um único dia, um trabalhador não poderá trabalhar mais do que 12 horas (oito horas mais quatro horas extras) desde que o limite na semana seja 48 (incluindo as horas extras). Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o limite de até 12 horas diárias já é previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para algumas categorias, como profissionais de segurança pública e da área de saúde. "A jornada padrão, sem acordo coletivo, é de 8 horas diárias e 44 semanais. Com acordo coletivo, poderá se estender a 12 horas e folgar 36 horas. Estamos regulamentando aquilo que já é previsto na CLT", disse Nogueira.

Os pontos da reforma

Veja os pontos da proposta de reforma trabalhista apresentada pelo governo:

Jornada de trabalho
A proposta do governo manterá a jornada padrão de trabalho de 44 horas semanais com mais quatro horas extras, podendo chegar a até 48 horas por semana. Em um único dia, um trabalhador não poderá trabalhar mais do que 12 horas (oito mais quatro horas extras) desde que o limite na semana seja 48 horas.

Negociado prevalece sobre o legislado
Outra proposta do governo é que passe a prevalecer o negociado pelos trabalhdores, por meio das centrais sindicais, sobre o legislado. Com isso, acordos fechados pelas categorias terão peso legal. "Algo que deve ser buscado com afinco é justamente a negociação coletiva. Isso evita a judicialização desnecessária e temerária e dá segurança jurídica ao trabalhador e empregador. Nossa proposta prevê que a negociação coletiva terá força de lei. Assim, como ressalva que normas de segurança do trabalho, não poderão ser objeto de acordo", disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. O ministro Padilha anunciou que os seguintes pontos poderão ser negociados em convenção coletiva e, se acordados, passarão a ter força de lei. São os seguintes:

 

  1. Parcelamento das férias em até três vezes, com pelo menos duas semanas consecutivas de trabalho entre uma dessas parcelas.
  2. Pactuação do limite de 220 horas na jornada mensal.
  3. O direito, se acordado, à participação no lucros e resultados da empresa.
  4. A formação de um banco de horas sendo garantida a conversão da hora que exceder a jornada normal com um acréscimo mínimo de 50%.
  5. O tempo gasto no percurso para se chegar ao local de trabalho e no retorno para casa.
  6. O estabelecimento de um intervalo durante a jornada de trabalho com no mínimo de 30 minutos.
  7. Estabelecimento de um plano de cargos e salários.
  8. O trabalho remoto deverá ser remunerado por produtividade.
  9. Dispor sobre a ultratividade da norma ou instrumento coletivo de trabalho da categoria.
  10. Ingresso no programa de seguro-emprego.
  11. Registro da jornada de trabalho.

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Remédios poderão sofrer reajuste ‘excepcional’

  • 22 Dez 2016
  • 07:00h

(Foto: Reprodução)

O presidente Michel Temer publicou nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União uma medida provisória que permite reajustar ou diminuir os preços dos medicamentos "excepcionalmente". A decisão será tomada pelo conselho de ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que o objetivo da MP é manter no mercado medicamentos de baixíssimo custo que são comprovadamente eficazes, mas não há mais interesse econômico na produção. Ele citou como exemplo a penicilina, que está em falta. "Estamos com uma epidemia de sífilis e não conseguimos resolver o problema porque não há interesse econômico na produção da penicilina nem pelos laboratórios públicos. Vamos ajustar o preço de custo para que se tenha uma margem para quem produz, seja laboratório público ou privado, e dessa forma poderemos abastecer o mercado e evitar essa epidemia", afirmou o ministro. De acordo com o Ministério da Saúde, além da penicilina, outros medicamentos que podem ter preços ajustados são os de tratamento de câncer, como Benzonidazol, L-asparaginase, Dactinomicina e componentes usados, por exemplo, como contraste em exames de radiografia. Todos eles apresentaram produção instável nos últimos anos e a fabricação está sendo acompanhada pelo ministério. 

Em nota divulgada nesta terça-feira, o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) disse que a medida "preocupa a indústria, pois rompe com a norma de regulação econômica para o setor farmacêutico, causando um clima de indefinição e incerteza". "A instabilidade criada pela MP tem o potencial de congelar os investimentos já programados pela indústria farmacêutica, podendo até mesmo afetar o mercado de trabalho setorial, que hoje emprega 600 mil profissionais diretos e indiretos", informa a nota. Atualmente, os medicamentos com preços controlados têm reajuste autorizado no fim do mês de março com base em índices máximos definidos pelo governo. De acordo com o ministro, haverá uma regulamentação da MP sobre a aplicação para não criar instabilidade no mercado. "Não queremos nenhuma oscilação nesse crescimento que está havendo na indústria farmacêutica", afirmou Barros. O ministro também disse que o governo não vai permitir desabastecimento de medicamentos por causa da regra. Para haver mudança no preço, deverá ter parecer unânime dos ministros que fazem parte da Cmed. São eles Saúde, Fazenda, Justiça, Casa Civil e Indústria e Comércio Exterior. Neste ano, o governo federal autorizou reajuste de até 12,5% nos preços de medicamentos, dependendo da categoria do produto. O porcentual ficou acima do autorizado em 2015 e também da inflação no ano - o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 10,67%. 

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Carteira Nacional de Habilitação muda visual para inibir falsificação

  • 21 Dez 2016
  • 20:04h

Carteira Nacional de Habilitação terá novo visual e itens de segurança a partir de janeiro de 2017 (Foto: Divulgação/Detran-SP)

A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) emitida a partir do próximo dia 2 janeiro terá novas cores e itens de segurança. As mudanças são válidas para todo o país e foram determinadas em umaresolução divulgada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em maio último. Quem tem carteira dentro da validade não precisará trocá-la pela nova antecipadamente. Os procedimentos para obter ou renovar a habilitação também permanecem os mesmos. Uma das principais alterações para as novas CNHs será a troca da tinta azul esverdeada da tarja que fica no topo do documento atual, acima da foto de identificação do cidadão, para a cor preta. A impressão continua em alto relevo e a tarja passa a ter o mapa do estado responsável pela emissão da habilitação, do lado direito. A nova CNH também terá dois números de identificação nacional – Registro Nacional e Número do Espelho da CNH – e um número de identificação estadual, que é o número do formulário Renach (Registro Nacional de Condutores Habilitados).

Tinta especial
No alto do lado esquerdo, sob o brasão da República, a imagem do mapa do Brasil passa a ser impressa com tinta especial de segurança, que também dificulta a falsificação. Todo o fundo do documento vai ficar mais amarelado e alguns elementos gráficos, como números, poderão ser conferidos com o uso de luz ultravioleta. O documento ganhará brasões da República impressos que só serão vistos com o uso de luz negra. Na parte de baixo, haverá uma holografia com a sigla CNH impressa repetidas vezes. Além disso, aparecem novos fios de microletras que também servem para dificultar falsificações. Os itens de controle de segurança incluem mais elementos em relevo e em microimpressão. O documento ganhará um código numérico de validação composto pelos dados individuais de cada CNH. Esse código vai permitir aos agentes de trânsito validar a habilitação por meio de um aplicativo que deve ser disponibilizado pelo Denatran.

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MEC lança programa de ensino técnico para estudantes do ensino médio

  • 21 Dez 2016
  • 19:03h

(Foto: Reprodução)

O ministro da Educação, Mendonça Filho, ao lado do presidente Michel Temer, anunciou hoje (20) o Médiotec. Trata-se de um braço do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) destinado a ofertar formação técnica e profissional a estudantes do ensino médio. Ao todo, serão ofertadas 82 mil vagas. O Mediotec antecipa as mudanças estabelecidas na Medida Provisória 746/2016, que reforma a etapa de ensino. A formação é direcionada ao jovem do ensino médio e faz parte do Pronatec, mas traz a dupla certificação: o estudante conclui tanto o nível médio como o nível técnico. “O programa dá mais autonomia para que os jovens possam definir o seu futuro do ponto de vista educacional das escolas de formação do nosso país”, diz Mendonça Filho. Destacou ainda que, no Brasil, 8,4% das matrículas do ensino médio estão articuladas a cursos de formação técnica. A porcentagem está aquém de países europeus, onde cerca de 40% das matrículas recebem essa formação. 

“Temos que mudar essa realidade quando o jovem não tem acesso à formação técnica, mesmo que sonhe com o ensino superior, a rigor está comprometendo a sua perspectiva de futuro”, disse. Segundo o ministro da Educação, R$ 700 milhões serão liberados ainda este ano para os estados. Em janeiro, haverá um novo repasse para as instituições privadas, Sistema S e institutos federais. Os recursos deste ano serão destinados a 18 estados e ao Distrito Federal, que possuem oferta de ensino técnico. As vagas serão disponibilizadas já em 2017. Entre as alterações feitas no ensino médio pela medida provisória figura a possibilidade de o estudante escolher uma trajetória de formação, que pode ser: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas, além da formação técnica e profissional. O programa vem fortalecer esse quinto eixo de formação. Com o programa, o MEC retoma o crescimento da oferta de ensino técnico concomitante ao ensino médio. Em 2015, foram ofertadas 44 mil bolsas para estudantes do ensino médio. Em 2016, esse número caiu para 9,1 mil, segundo o ministério. “Vamos dobrar a oferta em relação a 2015 e aumentar em quase dez vezes o que foi ofertado em 2016”, diz Mendonça Filho.

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Segurado saberá seu tempo de contribuição na internet

  • 21 Dez 2016
  • 17:05h

(Foto: Reprodução)

O segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) interessado em planejar sua aposentadoria poderá saber, de forma mais simples, quanto tempo de contribuição falta para conseguir se aposentar. Essa consulta será liberada pela internet, na página que será batizada de “Meu INSS” e, segundo a promessa do instituto, começará em março. Essa central de serviços é a mesma em que os segurados já conseguem liberar a consulta ao Cnis (Cadastro Nacional do Seguro Social) sem precisar ir a uma agência do INSS para se cadastrar. O diretor de benefícios do INSS, Robinson Nemeth, afirma que o extrato de contribuições, como o Cnis é chamado, passará a mostrar a soma dos períodos lançados no documento. “Hoje o extrato não simula o tempo. Apresenta as empresas nas quais trabalhou, as datas e os repasses que a empresa fez.” Para o presidente do INSS, Leonardo Gadelha, será uma forma de o segurado ter mais controle em relação às contribuições. “É uma lógica de controle social interessante. Você vai verificar online se a empresa onde trabalhou fez recolhimento.”

 

 

Governo faz pressão para que bancos públicos reduzam taxas de juros

  • 21 Dez 2016
  • 14:24h

(Foto: Reprodução)

A equipe econômica e o Palácio do Planalto começam a pressionar os bancos públicos a iniciar um processo de redução das taxas de juros e fomentar a concorrência com os concorrentes privados. A avaliação é que esse movimento será respaldado pela queda dos juros básicos da economia, principalmente a partir de 2017, quando o Banco Central aumentar o ritmo dos cortes. Além disso, o governo acredita que os bancos terão os custos reduzidos com ações que serão divulgadas nesta terça-feira, 20, pelo BC, como a desburocratização na obrigatoriedade de cumprimento do depósito compulsório – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no BC remunerado à taxa Selic. O uso de bancos públicos para ajudar na política econômica recebeu muitas críticas nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, quando Banco do Brasil e Caixa financiaram o aumento do consumo e capitanearam uma queda forçada nas taxas de juros. Uma das consequências dessa estratégia foi o aumento da inadimplência dessas instituições, principalmente na Caixa. Mas, segundo fontes da área econômica, a redução das taxas de juros que será feita pelos bancos oficiais se diferenciará da que ocorreu em 2012, no governo Dilma, porque desta vez o governo não adotará medidas intervencionistas, como obrigar as instituições a tocar programas que a própria área técnica condenava, a exemplo do “Minha Casa Melhor” – linha destinada a financiar móveis para os mutuários do Minha Casa Minha Vida. 

Também está descartada a criação de um programa específico como o “Bom Para Todos”, do Banco do Brasil, que promoveu redução de juros em várias linhas para pessoas físicas no sentido de aumentar o consumo das famílias. Para um integrante da equipe econômica, os bancos oficiais precisam resolver a equação entre proteger os balanços – ainda mais neste momento em que o Tesouro Nacional não tem como aportar recursos – e evitar que a “seletividade” em ofertar crédito e as altas taxas cobradas prejudiquem ainda mais a retomada da economia e, consequentemente, o próprio setor. Para o governo, a pressão é importante para obrigar esse movimento e os bancos públicos não podem se furtar a esse papel. “É bom os bancos privados ficarem espertos porque vamos para o jogo”, disse uma fonte do governo.

Balanço

Mas, segundo Roberto Troster, sócio da Troster & Associados, esse tipo de pressão no passado recente aumentou a inadimplência dos bancos oficiais e obrigou as instituições a adotar medidas para limpar o balanço, como a venda de carteiras de crédito podre. “No curto prazo, você dá um gás, mas a conta vem lá na frente”, afirma. “A rentabilidade do sistema está caindo e a margem dos (bancos) estatais está baixa.” O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, diz que a taxa Selic caiu um pouco, mas o spread cobrado pelos bancos aumentou. “Isso mostra que os bancos não estão querendo emprestar. Nem para reestruturar dívida”, diz. A Caixa já repassou o corte de 0,25 ponto porcentual da Selic para as taxas dos financiamentos à casa própria e deve acelerar o movimento acompanhando o BC. O Banco do Brasil é mais resistente. O presidente do BB, Paulo Caffarelli, disse, na sua primeira entrevista, ao jornal “O Estado de S. Paulo”, que procura aumentar a rentabilidade do banco para patamar semelhante ao dos privados. De acordo com dados do BC, os bancos públicos não têm as taxas mais baratas em algumas linhas. O Santander, por exemplo, tem os juros mais baixos no financiamento de veículos (1,85%) e crédito pessoal sem desconto na folha de pagamento (4,25%), segundo informações do dia 29/11 a 5/12. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Verão começa hoje e deve ser menos quente do que no ano passado

  • 21 Dez 2016
  • 12:19h

(Foto: Reprodução)

O verão começou nesta quarta-feira (21), às 7h44 (8h44 no horário de verão) no Hemisfério Sul e termina no dia 20 de março de 2017. A previsão é de que as temperaturas sejam mais amenas do que as registradas no verão passado, quando o fenômeno El Niño provocou um aumento nas temperaturas e nas chuvas em algumas regiões. “No ano passado, tivemos um dos fenômenos El Niño mais fortes da história. Então, se formos comparar o ano passado e este ano, provavelmente este ano o verão não vai ser tão quente como no ano passado, porque o El Niño tem como característica aumentar a temperatura no Brasil”, explica a climatologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Renata Tedeschi. Segundo ela, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a temperatura deve ficar dentro da média histórica. Nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas devem ficar dentro da média acima desse valor.

Chuvas
O verão deste ano deve ser de chuvas abaixo da média histórica na Região Nordeste, principalmente no semi-árido nordestino, segundo a climatologista. Isso por causa do aquecimento das águas do Atlântico Tropical Norte, que afetam a precipitação do Nordeste, ocasionando menos chuvas na região. “Se o Atlântico Tropical Norte continuar aquecido, o próximo trimestre provavelmente vai ser caracterizado por chuvas abaixo da média histórica na Região Nordeste”, diz Tedeschi. Na Região Norte, a previsão é de que a precipitação seja dentro da média histórica, com leve tendência a ter uma estiagem. Para a Região Sul, a previsão é de que a chuva seja de normal a levemente acima do normal. “Em grande parte, a chuva ficará dentro da média histórica”, avalia. Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, o CPTEC ainda não tem uma previsão sobre as precipitações no verão. “Porém, janeiro fevereiro e março fazem parte da estação chuvosa nessas duas regiões. Consequentemente, espera-se chuva, mas não sabemos prever se ela estará acima ou abaixo da média histórica”, diz Tedeschi. O dia do início da estação é chamado de solstício de verão, que é quando o máximo de radiação solar chega à região e ocorre o dia mais longo do ano. A data é conhecida como solstício de verão para quem está abaixo da Linha do Equador e solstício de inverno para quem vive no Hemisfério Norte, quando a partir deste dia será inverno.

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Polícia faz operação para combater quadrilha do tráfico em quatro estados

  • 21 Dez 2016
  • 08:12h

Polícia cumpre mandados em Palmas (Foto: Ana Paula Reibehn/TV Anhanguera)

A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (21) a operação Horus para combater o tráfico de drogas. Ao todo, 59 mandados são cumpridos no Tocantins e em mais três estados: Goiás,Sergipe e Bahia. Os suspeitos que são alvo da operação pertencem a uma das maiores quadrilhas de narcotráfico da região, segundo a polícia. Ao todo, 90 policiais participam da operação, que é realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Narcotráfico e pelo Ministério Público Estadual. Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, 19 de prisão temporária e 19 de busca e apreensão. No Tocantins, a operação é realizada em PalmasCristalândiaAraguaínaGurupi e Porto Nacional. Na capital, os policiais precisaram usar explosivos e barras de ferros para entrar em duas casas. Foram apreendidos dinheiro e armas de uso restrito. Segundo a polícia, os suspeitos estão sendo investigados há um ano. O grupo é organizado e seria dividido, com funções de cobrador e até matador. Segundo a PC, os bens de uma pessoa apontada como líder da quadrilha foram bloqueados.

Câmara reduz exigências e aprova renegociação das dívidas estaduais

  • 20 Dez 2016
  • 16:19h

(Foto: Reprodução)

Em votação que representou uma derrota para a equipe econômica do governo, a Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta terça-feira (20), por 296 votos a 12 e três abstenções, o projeto que renegocia dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. A proposta aprovada, que agora vai à sanção presidencial, aumenta em até 20 anos o prazo para o pagamento de dívidas de estados e do Distrito Federal com a União. Aos estados que enfrentam crises financeiras mais graves, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, o texto permite que o pagamento das dívidas seja suspenso por até três anos . A aprovação do projeto passou por um acordo, costurado na manhã desta terça pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pelo qual foram retiradas do projeto as contrapartidas defendidas pelo governo federal que deveriam ser cumpridas pelos governos estaduais para participar da renegociação de débitos, entre as quais aumento da contribuição previdenciária de servidores estaduais, reajustes salariais de servidores e proibição da criação de novos cargos. O texto já havia sido aprovado pela Câmara em uma primeira votação, mas, ao passar pelo Senado, foi alterado para acrescentar as contrapartidas, acertadas entre o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Como foi alterado pelos senadores, o projeto precisava passar por nova votação na Câmara.