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- Tribuna da Bahia
- 18 Abr 2017
- 15:47h
(Foto: Reprodução)
A ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STF), Eliana Calmon, disse nesta terça-feira, 18, que não se surpreendeu com os nomes citados nas delações dos executivos da Odebrecht, presos na Operação Lava Jato. Em entrevista à Rádio Metrópole, Calmon comentou o depoimento que deu ao jornal Folha de S. Paulo, onde falou que a Lava Jato também irá afetar o Poder Judiciário. “A empresa Odebrecht passou mais de 30 anos fazendo esses absurdos todos que estão aí, será que nada disso passou pelo Judiciário? O Judiciário teve uma participação muito forte em tudo isso que está acontecendo. Conforme a Constituição de 1988 não se pode fazer nada sem a deliberação do poder judiciário.
Os “Sérgios Moros” da vida surgem de mentirinha. Tudo passou pelo Judiciário, então, muita coisa virá a tona dessa conivência de mais um poder que se alia a esse lixo que está exposto. As empresas foram sendo comparadas pela Odebrecht, quem fazia oposição foi sendo quebrada e isso foi passando pelo judiciário de uma forma incólume, sem ninguém ter visto”, disse. Eliana Calmon destacou, ainda, que depois que foi candidata ao Senado viu ‘o amago da política e vi que pelas regras do jogo é impossível fazer política sem haver corrupção, as campanhas são milionárias e o mercado está viciado, todo mundo quer dinheiro e muito dinheiro. É natural saber que o político não vai fazer doação de campanha em vão. Depois que eu estava em campanha eu fui descobrindo que existe o caixa 2 e faz com que os políticos apliquem na campanha e parte em sua conta pessoal. Tanto que quase todo político é rico. Aliás, uma coisa que eu falei, eu era a candidata mais rica para senado, meu patrimônio era maior que os companheiros que disputaram comigo, que são políticos há muito tempo. De onde vem esse dinheiro? Vem do caixa 2 das empresas. Como é que pode 300 milhões numa campanha para a presidente Dilma? Será possível que essa quantia seja retirada de empresas assim, de uma hora para outra? Isso tinha conivência das autoridades”, completou Eliana.
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A idosa de 78 anos foi espancada por enfermeiro dentro de UTI de hospital de São Paulo, na madrugada de domingo (16) (Foto: Reprodução/TV Globo)
Uma idosa de 78 anos, a Thereza Aparecida, foi agredida dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo por um enfermeiro que trabalhava no local, na madrugada de domingo (16). O funcionário suspeito do crime já foi afastado, segundo informou o hospital. A agressão correu durante o período de recuperação pós cirúrgico da senhora de idade, que, na semana anterior, havia sido submetida à uma cirurgia vascular. De acordo com informações do "G1", o enfermeiro trabalha no hospital há 27 anos e, segundo a direção do hospital, nunca havia ocorrido qualquer reclamação a seu respeito. A senhora foi encontrada pelos filhos com rosto, olho e queixo cobertos de hematomas roxos. "Ele me xingou de tudo quanto foi nome e foi me batendo, e bateu até cansar", disse Thereza Aparecida em um vídeo gravado por um dos filhos.
"Minha mãe realmente foi espancada. Ver minha mãe com olho roxo, o rosto roxo, o queixo roxo, impossibilitada de se defender, uma senhora de 78 anos, é inadmissível isso", disse Hedilaine Aparecida Garcia, filha da vítima. "Foram puxões de cabelo, tapa na cara", completou Hedilaine conforme relatos da mãe. Quando ouvido, o superintendente do Hospital do Servidor Público Municipal, Antonio Célio Camargo Moreno, descreveu o crime como uma "agressão desagradável". "Ele entrou e começou a ter alguma eventual discussão, alguma coisa, e acabou tendo uma agressão desagradável", disse ele. "Aparentemente foi algum tapa no rosto pelo que a gente está vendo na foto", completou o superintendente. Segundo a família da idosa, no entanto, não foi apenas um tapa, mas várias agressões durante a madrugada. O nome do funcionário não foi divulgado, mas, segundo afirmou o superintendente, ele já está afastado, e uma sindicância para apurar a agressão foi aberta. O enfermeiro ainda será ouvido De acordo com o "G1", a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde informou em nota que "na manhã deste domingo, após a troca do plantão, o médico constatou um hematoma no rosto da paciente Thereza de Jesus Garcia, internada na UTI da unidade". "Questionada, a própria paciente relatou que foi agredida por um dos enfermeiros do plantão noturno. Diante da situação a unidade identificou e afastou imediatamente o funcionário", completa a nota divulgada, que acrescenta que, em seguida, comunicou a família da paciente e então abriu a sindicância administrativa para apurar o fato. "Caso comprovada a agressão, serão tomadas as medidas cabíveis, como advertência, suspensão ou até mesmo exoneração do funcionário. Por fim, informamos também que a unidade está elaborando um relatório para notificar o Conselho Regional de Enfermagem (Coren SP) sobre o ocorrido". Antes de ser liberada para ir para casa, Thereza precisa se recuperar da cirurgia e, agora, das agressões. Mas os filhos da vítima temem deixá-la sozinha no local. "Ela ficou com medo do dormir à noite, achando que ele (o agressor) ia voltar para matar", disse Hedilaine. A idosa ainda não tem previsão de receber alta médica.
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(Foto: Reprodução)
Os ministros do governo Michel Temer citados nas delações da Odebrecht não sinalizaram interesse em deixar seus cargos. Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), Bruno Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Marcos Pereira (Indústria e Comércio), Blairo Maggi (Agricultura) e Helder Barbalho (Integração) foram alvos da lista de inquérito do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, por conta das delações. De acordo com o blog do Camarotti, no G1, os ministros não têm interesse em sair do governo e Temer não deverá demitir nenhum auxiliar. A avaliação é que se algum deles for retirado do cargo, o gesto abrirá procedentes para os demais. A situação é encarada como um problema para o governo, que teria que lidar com as trocas de ministros em um momento de trabalho para aprovação de reformas no Congresso.
- Correio 24h
- 18 Abr 2017
- 11:54h
(Foto: Reprodução)
Mais de quatro meses após a apresentação da proposta de reforma da Previdência pelo governo federal, o relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), deve apresentar nesta terça-feira (18) seu texto com mudanças que o tornam bem distante da versão original. As alterações mais recentes foram a redução da idade mínima para a aposentadoria das mulheres, a inclusão de uma regra de transição para políticos e a exigência de uma idade mínima para que servidores públicos que ingressaram até 2003 tenham direito ao benefício integral. O maior impasse gira em torno da idade mínima para aposentadoria das mulheres. A bancada feminina na Câmara insistiu em reduzir de 65 anos para 62 anos ou 63 anos. Elas não aceitaram a ideia do presidente Michel Temer de reduzir o tempo mínimo de contribuição de 25 anos para 23 anos. Oliveira Maia resolveu ceder e consentiu em reduzir a idade mínima delas no texto final. A expectativa do relator é sair do café da manhã marcado para esta terça com o presidente Michel Temer e deputados da base no Palácio do Alvorada com a definição entre 62 anos ou 63 anos. "Acho que é muito grande a chance de mudar a idade da mulher".
Outras alterações já estão claras. A transição para as novas regras de aposentadoria será escalonada; serão mudadas as regras para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado aos mais pobres, e para a aposentadoria rural; as pensões também terão regras diferentes das do projeto original, assim como as aposentadorias especiais para policiais e professores. O relator também deve mudar a regra de cálculo do benefício, reduzindo de 49 anos para 40 anos o tempo necessário para se obter o valor integral. Nos últimos dias, as movimentações de parlamentares para flexibilizar ainda mais o projeto foram intensas, enquanto a equipe econômica tentava barrar ideias que desidratassem demais a proposta. Mesmo assim, mudanças de última hora não podem ser descartadas. Há até mesmo a possibilidade de adiamento do relatório, pelas dificuldades de Maia em fechar o texto do parecer. A mais significativa das mudanças é a da regra de transição, que passou a prever pedágio menor, de 30%, sobre o tempo que falta de contribuição e a exigência de uma idade mínima. Essa idade mínima sobe ao longo da transição e tem escalas diferentes para trabalhadores vinculados ao INSS, servidores públicos e categorias especiais (professores e policiais). O relator ainda decidiu incluir os políticos com mandato atual na regra de transição. A ideia é seguir os mesmos moldes da transição para os servidores públicos, com pedágio de 30% sobre o tempo restante de contribuição e a previsão de uma idade mínima, que passará dos atuais 60 anos para os 65 anos ao longo de uma década. Segundo interlocutores, o relator quer mostrar que os políticos atuais não estarão livres de seguir regras mais duras. Na proposta original do governo, a definição da transição para a classe foi delegada a eles próprios, e não havia prazo determinado para que a formulação do modelo fosse concluída - até lá, continuariam seguindo as regras atuais de aposentadoria: idade mínima de 60 anos e tempo de contribuição de 35 anos. Esse ponto, no entanto, passou a ser muito criticado por economistas, que viram omissão do governo Temer na hora de apertar as regras para políticos, como mostrou o Estado. O governo também apertou as regras de aposentadorias dos servidores públicos federais. A integralidade da aposentadoria e a paridade (garantia de reajuste igual ao dos servidores da ativa) para servidores que ingressaram no funcionalismo antes de 2003 só devem valer para quem esperar a idade mínima de 65 anos. No caso de policiais, a idade cai para 60 anos. Pelas regras atuais, todos os servidores que entraram antes de 2003 têm direito à integralidade e paridade.
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(Foto: Reprodução)
Cada vez mais rejeitado pela população, Michel Temer (PMDB) chegou a um dígito de popularidade, com apenas 9% de ótimo ou bom na última pesquisa do Ibope. Essa pesquisa, divulgada pelo Estado de S. Paulo, foi fechada antes da divulgação das delações da Odebrecht, em que Temer e oito de seus ministros foram citados. Embora defensores do peemedebista ressaltem que a desaprovação é geral, contra todos os políticos, com o presidente a situação parece ser mais grave. A pesquisa mostrou que a média de ótimo e bom dos governadores é de 22%. A dos novos prefeitos é mais de quatro vezes superior, em 37%. Em uma análise temporal, o quadro segue crítico. Se comparado com os resultados da pesquisa de 2015 – quando o Ibope avaliou as três esferas do governo ao mesmo tempo pela última vez –, Temer é o único que sai em baixa. No âmbito nacional, o ótimo e bom dos governadores cresceu três pontos. Já o dos prefeitos saltou 13 pontos porque os recém-eleitos foram empossados há 100 dias.
(Foto: Reprodução)
A atualização do Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, mostra que o número de parlamentares contrários à proposta continua em 275, enquanto o dos que são a favor, foi mantido em 101. Na manhã desta segunda-feira (17) havia 35 indecisos; 64 não quiseram responder; 36 não foram encontrados, e um disse que deve se abster. O levantamento também mostrou que 71 deputados são a favor, mas com alteração da idade mínima para mulheres e 55 apoiam as mudanças mas com alteração da idade mínima para homens. Além disso, 76 são favoráveis, mas com criação de uma regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, e 78 defendem a retirada da exigência de 49 anos de contribuição para ter o direito de benefício integral.
Deputado Rogério Marinho, relator do projeto de lei sobre a reforma trabalhista (Foto: Marta Cavallini/G1)
O Relator do projeto de lei sobre a reforma trabalhista, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), prevê que as alterações na legislação da CLT entrem em vigor em meados de junho, antes do recesso parlamentar. Em evento na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), em São Paulo, Marinho defendeu a reforma alegando que a CLT perdeu sua condição de atender às necessidades atuais do mercado de trabalho. "A ideia foi modernizar a lei para adequá-la ao espírito do tempo", afirmou.Entre os principais pontos do projeto estão a prevalência da negociação entre empresas e trabalhadores sobre a lei para pontos como flexibilização da jornada, fragmentação de férias, trabalho por produtividade e mudanças na representatividade dos trabalhadores dentro das empresas, sem necessidade de o escolhido ser sindicalizado. Além disso, o projeto de lei prevê regulamentação nas modalidades de trabalho por home office (trabalho em casa) e intermitente, no qual os trabalhadores são pagos por período trabalhado. Segundo ele, nem as mobilizações marcadas para esta terça-feira (18) e dia 28, com possibilidade de paralisações pelo país, afetarão a tramitação do projeto. "As mobilizações são perfeitamente naturais e fazem parte do processo contrário ao que estamos fazendo", disse.
De acordo com Marinho, a ideia é que o projeto seja votado em comissão da Câmara entre esta quarta e quinta-feira. Como se trata de lei ordinária, só precisa de maioria simples para passar pela Câmara, segundo ele. "No final de abril estaria exaurido no âmbito da Câmara e iria para o Senado. E no final do mês de maio e começo de junho já estaria sendo aprovado nas duas Casas", disse. Segundo ele, não haverá perdas de direitos por parte do trabalhador, mesmo suprimindo ou modificando 117 dos quase 1.000 artigos da CLT. "Não estamos mexendo no artigo 7º da Constituição, que garante os direitos do trabalhador", garantiu.
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- Tribuna da Bahia
- 17 Abr 2017
- 12:26h
O executivo Hilberto Mascarenhas, chefão do Departamento de Propinas da Odebrecht, disse aos procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal que ‘Chocolate’ era a senha para políticos e gestores públicos pegarem valores ilícitos. “Chegava no local e dava a senha ‘chocolate’. Vim pegar meu ‘chocolate, é cem (mil)’. Dizia senha e dizia o valor.” Hilberto contou que o doleiro Álvaro Galliez Novis – suposto repassador de dinheiro ilícito do esquema do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB/RJ) – foi assaltado certa vez no Jockey Club do Rio. Os ladrões levaram entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões que estavam sob a guarda de Novis. O delator foi ouvido pelos procuradores da Lava Jato no dia 14 de dezembro, na sede da Procuradoria da República em Ribeirão Preto (SP).
Segundo ele, o esquema ‘Chocolate’ migrava de endereço frequentemente. “No início existia um local que a área de operações estruturadas (setor de propinas da empreiteira) passava para o diretor de obras e este passava para o interessado final (para resgate da propina).” Depois, o lugar de entrega foi mudando. “Porque se fizer negócio desse no mesmo local você é assaltado todo dia. Funcionava principalmente em São Paulo e no Rio.” Hilberto disse que o esquema começou a dar problemas. “Uma pessoa, às vezes, não ia (pegar a propina) e aí sobrava o dinheiro lá. Aí tinha que passar gente lá, passava segurança guardando o dinheiro.” Sobre o episódio do doleiro Novis, o executivo contou. “Teve o assalto, ele perdeu 7, 8 milhões, teve que pagar, era meu tava na mão dele, tinha que dar conta. Ele disse que o dinheiro estava no Jockey Club do Rio, mas que não podia fazer nada porque estava sofrendo pressão. Se fizesse qualquer coisa de polícia, a filha deve estava correndo risco. Ia bancar. Cobrei dele metade de todas as comissões dele até conseguir pagar, levou dois ou três anos.” Depois que foi assaltado, Novis contratou uma transportadora de valores para manter sob guarda tanto dinheiro de propina. “Prá guardar o dinheiro que sobrava na mão dele. Gato escaldado”, disse o delator.
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(Foto; Reprodução)
O presidente Michel Temer afirmou neste sábado (15) que compartilha da indignação da população com o conteúdo das delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Em entrevista à TV Band, ele admitiu que já esperava uma lista "robusta" de pessoas citadas nos depoimentos. “A indignação é verdadeira, e eu compartilho essa indignação. Eu não faço uma crítica à indignação que a população sente, é mais que razoável. É legítima porque é quase, digamos assim, assustador”, declarou o presidente. "As pessoas leem aquilo e dizem ‘meu Deus, como é que o Brasil está sendo governado?’", completou. Temer voltou a negar que tenha negociado o pagamento de propina para o PMDB em uma reunião com um representante da Odebrecht em 2010 e disse que os encontros com empresários eram rotineiros. "Não tratamos de nenhuma questão de valores, nada disso. O objetivo central era me cumprimentar. Não se falou de nenhum tema escuso", relatou. O presidente comentou a sua baixa popularidade e reconheceu que depende do Congresso Nacional para dar sequência à sua gestão. "Sei que meu índice de popularidade é pequeno, a imprensa também não me dá grande apoio. O grande apoio que eu tenho é pelo Congresso Nacional. Consegui aprovar coisas que estavam paradas lá há muito tempo", avaliou. Uma pesquisa divulgada pelo Ibope no final de março indica que Temer é aprovado por 10% e reprovado por 55% dos brasileiros.
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Mesmo com a disposição do governo para flexibilizar pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que trata da reforma da Previdência, o tema continua sensível, inclusive para partidos da base aliada do presidente Michel Temer. Os principais questionamentos são a idade mínima unificada de 65 anos (para homens e mulheres) e os 49 anos de contribuição para ter acesso ao benefício integral. O relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) fará no próximo dia 18 a leitura de seu relatório na comissão especial de análise da PEC 287. Espera-se que o texto modifique cinco pontos polêmicos da reforma, conforme autorizado por Temer na última semana. São eles: regra de transição para quem está na ativa, aposentadoria do trabalhador rural, aposentadoria especial para professores e policiais, pensão por morte e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a deficientes físicos e idosos sem condições de sustento. Segundo a Agência Brasil, os temas são citados recorrentemente nas 130 emendas apresentadas por parlamentares ao texto. Mesmo com as mudanças, o governo ainda tem discordâncias a contornar. O deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), cujo partido integra a base de Temer, acredita que as alterações ainda não são suficientes para garantir a aprovação da reforma.
O governo recuou em pontos que não considero que resolveram o problema. Acho que o principal problema da reforma é a idade mínima e a transição. Hoje não existe idade mínima. Então, se você sai de zero para 65 anos, não tem nenhuma possibilidade de ter acordo. É muita coisa”, afirma o deputado, que preside a central Força Sindical, contrária à reforma. Paulo Pereira da Silva é autor de uma emenda à reforma que reduz a idade mínima única de 65 anos a 58 anos para mulheres e 60 anos para homens. Outra alteração é que, pela emenda, o cálculo do valor da aposentadoria começaria com 60% da média das contribuições e não com os 50% previstos na proposta do governo. Assim, com o acréscimo de 1 ponto percentual por ano trabalhado, o tempo para acesso ao benefício integral cai de 49 para 40 anos. A emenda muda ainda a regra de transição. O Palácio do Planalto, entretanto, está otimista com a aprovação do relatório do deputado Arthur Maia na comissão especial da reforma da Previdência. Na avaliação do governo, a flexibilização de cinco pontos da proposta ajudou a conseguir mais votos favoráveis. Neste domingo, o presidente Michel Temer vai reunir líderes da base aliada na Câmara, o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia, o presidente da comissão criada para debater o tema, Carlos Marun (PMDB-MS), e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em um jantar para tratar do tema. Além das discordâncias na base o governo terá de encarar os partidos de oposição, os maiores críticos da reforma. O deputado Pedro Uczai (PT-SC), autor de emendas que suprimem os trechos na PEC 287 relacionados ao trabalhador rural e à aposentadoria especial para professores, acredita que a proposta será aprovada na comissão especial mas enfrentará dificuldades no plenário da Casa.
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O presidente Michel Temer decidiu manter os oito ministros citados nas delações da Odebrecht e contra os quais foram abertos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros são Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), Bruno de Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Marcos Pereira (Indústria e Comércio Exterior), Blairo Maggi (Agricultura) e Helder Barbalho (Integração). Todos negam envolvimento com irregularidades. De acordo com o blog do Gerson Camarotti, no G1, a avaliação do Palácio do Planalto é que uma saída em massa prejudicaria o governo no momento em que a ordem é tentar aprovar a agenda de reformas no Congresso. Em fevereiro, o presidente chegou a dizer que afastaria temporariamente os ministros que fossem denunciados e em definitivo se virasse réus.
A técnica em enfermagem Maria Kamylla Santana da Silva, de 28 anos, morreu após receber uma descarga elétrica de uma chapinha de cabelo com o fio desencapado. O acidente aconteceu na última quinta-feira (13), no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda, Região Metropolitana do Recife (RMR). Ela estava se arrumando para uma festa em família quando recebeu o choque. A jovem foi sepultada nesta sexta-feira (14). Maria Kamylla estava sozinha em casa quando o acidente aconteceu. Enquanto se preparava para o aniversário do irmão, ela não percebeu que sua chapinha estava com um fio exposto. Ao tocar nele, a jovem levou um forte choque. A técnica em enfermagem foi encontrada ainda com vida pela mãe, que chamou socorro. A vítima foi socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas chegou ao local sem vida. Maria Kamylla era casada e deixa dois filhos de 10 e 14 anos. De acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), 590 pessoas morreram no Brasil em decorrência de choque elétrico em 2015.
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O ex-presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, narrou durante seu acordo de delação premiada como a prática de caixa 2 foi “naturalizada” durante as campanhas eleitorais. Segundo o executivo, não existiu nenhuma campanha nos últimos anos que não tenha recebido valores não declarados, mesmo que os candidatos beneficiados não soubessem disso. Odebrecht explicou que as verbas não oficiais eram uma forma de garantir o apoio a um candidato com quem tivessem uma relação mais forte sem que os concorrentes tivessem noção disso. "Não tem como você dar um montante diferenciado sem ser de caixa 2. Porque o limite que a gente definia internamente para um candidato a governador era R$ 200 mil. Então todo lugar em que a gente tinha uma relação forte, por mais que usasse o comitê estadual ou nacional, tinha um limite. Em algum momento, se tinha uma relação diferenciada, tinha caixa 2", garantiu. Marcelo explicou que os postulantes sabiam que todos recebiam valores não declarados, “mas não conseguiam precisar quem tinha recebido mais dinheiro”. "Eu não conheço nenhum político no Brasil que tenha conseguido fazer qualquer eleição sem caixa 2. Caixa 2 era três quartos do que eles tinham.
O cara pode até dizer que não sabia, mas o dinheiro que recebia do partido era caixa 2. Era um círculo vicioso que se criou. Tanto é que quando se começou a escrutinizar aumentou a verba partidária, as campanhas de agora [2016] ficaram mais baratas. Não tem como, não existe. O político que disser que não recebeu está mentindo. Esse crime eleitoral todo mundo praticou", frisou. Com a naturalização da prática, o caixa 2 praticamente deixou de ser considerado como crime pelos partidos. Odebrecht narra, por exemplo, como auxiliou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) durante a campanha de 2014 à Presidência da República. Em vídeo com a delação premiada que foi disponibilizado nesta quarta-feira (12) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele conta que sua relação com o tucano começou no início dos anos 2000, quando ele ainda era deputado federal, e que durante sua tentativa de chegar ao governo de Minas Gerais o partido recebeu “contribuições relevantes” da empreiteira. Ele não soube precisar quanto das contribuições foram para o Aécio ou outros parlamentares, quanto foi caixa 2 e quanto foi doação oficial. "Eu sei que foi um montante relevante. A gente está falando de pelo menos na ordem de R$ 50 milhões. Eu sei que foi mais ou menos isso porque a gente comentou [sobre isso] na época e eu até estimulei ele. Porque eu disse: 'Veja bem, é o único ponto que a gente tem hoje de relevância com o PSDB, Aécio é uma pessoa que eu acho que vai ser importante. Eu acho que vale a pena você assumir essas contribuições'", lembrou. Foi nesse período que sua relação com Aécio cresceu, até que houve um pedido do senador feito diretamente a Marcelo para ajuda em 2014. "A partir daí, Aécio se tornou candidato. Naquela nossa lógica empresarial, campanha presidencial era comigo. Então a primeira conversa que eu tive para definir questão de valores com Aécio foi ainda pré-campanha, em que o PSDB e ele precisavam ter gastos e eu acertei com ele um valor - que depois a gente tentou recuperar, mas não se lembra - que aparentemente pode ter sido até por doação oficial ao PSDB ou por caixa 2, mas foram gastos pré-campanha que a gente ficou por dez meses", detalhou, ao citar que também foram destinados cerca de R$ 5 milhões oficiais à campanha eleitoral e outros R$ 3 milhões ao comitê do PSDB: “Aí teve, na véspera do primeiro turno, Aécio teve aquela subida, tava naquela discussão se Dilma ganhava ou não no primeiro turno, mas ele precisava de fôlego. E ele pediu um encontro comigo. 'Olha Marcelo, eu sei que você já doou para a pré-campanha, sei que já doou os R$ 5 milhões, o valor pro comitê, só que eu preciso'. E eu disse pra Aécio naquele momento, a gente já tinha aquela limitação de caixa 2, e eu falei: 'Aécio, é complicado. Porque eu não posso aparecer na véspera pra você mais do que pra Dilma'. E aí a gente combinou, porque ele também assumiu o compromisso de apoiar determinadas pessoas, e coincidiu de serem pessoas que a gente tinha relação. E a gente falou alguns nomes. Eu lembro de Agripino. Era um candidato que não tinha nenhum problema. Aí a gente apoia e diz que o dinheiro veio por recomendação sua". Mesmo assim, Marcelo garantiu que Aécio nunca vinculou qualquer pedido de dinheiro a ajuda no Congresso.
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O governo federal cancelou quase 85 mil auxílios-doença que vinham sendo pagos indevidamente, o que trouxe uma economia de R$ 1,6 bilhão aos cofres da União. O pente-fino nesses benefícios começou em julho do ano passado, após o governo identificar 1,7 milhão de pessoas que estavam recebendo o benefício por determinação judicial sem que tivessem passado por avaliação médica nos últimos dois anos. Até agora, foram realizadas 87.517 perícias, o que resultou no cancelamento de 73.352 benefícios, 84% do total. O índice é bastante superior ao anunciado inicialmente pelo governo, que disse trabalhar com uma expectativa de reversão de 30% dos benefícios.
Essa previsão, no entanto, poderia ser "facilmente seria superada" segundo os técnicos. Além disso, foram cancelados outros 11.502 auxílios-doença devido à ausência dos convocados. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) constatou que 1,7 milhão de pessoas estavam recebendo o benefício sem a devida avaliação médica. Na primeira etapa, foram chamados 530 mil beneficiários - praticamente metade já recebeu carta de convocação. Os dados do MDSA mostram ainda que cerca de 9 mil benefícios foram convertidos em aposentadoria por invalidez, 1.141 em auxílio-acidente, 415 em aposentadoria por invalidez com acréscimo de 25% no valor do benefício e 3.614 pessoas foram encaminhadas para reabilitação profissional. A estimativa do governo federal é que a revisão de todos os benefícios concedidos por incapacidade gere uma economia anual de R$ 8 bilhões aos cofres da União. Depois do pente-fino nos auxílios-doença, a segunda etapa será a realização de perícias em aposentados por invalidez com menos de 60 anos e que estão há mais de dois anos sem avaliação médica. "O objetivo é colocar no devido lugar o gasto público. Há pessoas que deveriam ficar três meses com o auxílio, mas recebem há dois, três anos. Falta dinheiro para quem realmente precisa, sobrecarregando o sistema", explicou o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra. "Há casos curiosos sendo descobertos, como de mulheres que passaram a receber o benefício de auxílio-doença por causa de uma gestação de risco, mas que continuaram como beneficiárias por anos após o nascimento do bebê. Quem recebe o auxílio-doença indevidamente está lesando a poupança dos trabalhadores que pagam os benefícios", avaliou o secretário-executivo do MDSA, Alberto Beltrame. Para dar conta da força-tarefa, o governo instituiu um bônus aos médicos peritos do INSS de R$ 60,00 por perícia realizada dentro do pente-fino. Para fazer jus ao valor, as avaliações devem ser realizadas além do horário dedicados às perícias periódicas do INSS.
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Os inquéritos autorizados pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin autorizam investigações a respeito de movimentações suspeitas entre políticos com foro privilegiado e a empreiteira Odebrecht envolvendo um montante de no mínimo R$ 470 milhões em propina. O valor, porém, deve ser maior do que isso, já que alguns dos 74 inquéritos que tiveram o sigilo quebrado não apresentavam a quantia envolvida nas transações. Além disso, outros dois processos ainda foram mantidos sob segredo de Justiça. Ao todo, foram envolvidos nas delações políticos de 16 partidos e outras pessoas fora de agremiações, como tesoureiros, marqueteiros e ex-dirigentes de órgãos públicos.
A lista de Fachin implica oito ministros do governo Michel Temer, 24 senadores e 39 deputados e três governadores. Todos negaram terem cometido irregularidades Neste levantamento, foram computados os governadores Renan Filho (PMDB-AL), Robinson Faria (PSD-RN) e Tião Viana (PT-AC). Os três tiveram inquérito mantidos no STF. Em outros casos, como os que envolvem nove governadores e ex-presidentes da República, o relator da Lava Jato remeteu os pedidos de abertura de inquérito para instâncias inferiores --por isso esses valores delatados pelos ex-executivos da Odebrecht não estão computados neste levantamento. Os delatores da Odebrecht dizem ter repassado R$ 224,6 milhões por obras e contratos nos governos federal, estaduais e municipais e R$ 170 milhões por medidas provisórias, emendas parlamentares e resoluções legislativas que atendiam aos interesses da empreiteira.
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