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A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira (9) que derrubou na Justiça a liminar que suspendeu a nomeação de Wellington Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Segundo informações do portal G1, a liminar foi emitida nesta quinta-feira (9) pelo juiz Eduardo Rocha Penteado, da Justiça Federal do Distrito Federal, no âmbito de uma ação movida por três cidadãos na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, que apontavam “desvio de finalidade” e “ofensa à moralidade” com a nomeação do ministro. Eles argumentam que Moreira Franco foi nomeado após a homologação da delação premiada da Odebrecht, na qual é citado, para ganhar o chamado “foro privilegiado”, e com isso ser investigado somente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A AGU, no entanto, recorreu da decisão ao presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª região, sediado em Brasília.
- Agência Brasil
- 09 Fev 2017
- 09:25h
(Foto: Reprodução)
Os valores repassados pela União a estados e municípios para a complementação da merenda escolar terão agora seu primeiro reajuste após sete anos. O aumento está sendo anunciado neste momento pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, em cerimônia no Palácio do Planalto. Os R$ 465 milhões a mais, a serem liberados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em 2017, beneficiarão 41 milhões de estudantes. O reajuste será de 20% para alunos dos ensinos fundamental e médio, público que representa 71% dos atendidos pelo programa. Os demais terão aumento médio de 7%. Esses percentuais referem-se ao reajuste per capita/refeição a ser aplicado. O orçamento do Pnae para 2017 é de R$ 4,15 bilhões. Desse total, R$ 1,24 bilhão têm como destino a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares. “O acesso à alimentação de qualidade, à merenda, é uma condição indispensável para um bom aprendizado.
Desde 2010 o valor da merenda não tinha qualquer reajuste repassado para os governos estaduais e municipais”, disse o ministro, ao abrir a cerimônia. Segundo o Ministério da Educação, os repasses aos municípios serão corrigidos acima de 10%. Para os destinados a municípios com até 20 mil habitantes, os repasses terão aumento de 15%. “Eles passarão a receber R$ 231 mil, enquanto os municípios com até 50 mil habitantes receberão R$ 429 mil [12% de reajuste]”, informou o ministro Mendonça Filho. Esses valores têm como referência 200 dias letivos por ano e serão repassados a cada 20 dias letivos. Municípios com até 100 mil habitantes receberão R$ 993,4 mil; e os com até 500 mil habitantes, R$ 2,83 milhões, o que corresponde a reajustes de 12% e 13% respectivamente. O Pnae transfere recursos suplementares a estados e municípios, ao Distrito Federal e a escolas federais, com o objetivo de suprir as necessidades nutricionais dos alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e comunitárias conveniadas.
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(Foto: Divulgação/PM)
Uma adolescente de 14 anos matou o pai com um tiro de espingarda e afirmou que agiu porque foi abusada sexualmente por dois anos, em Tarauacá, no interior do Acre. A morte aconteceu na noite de terça-feira (7) na zona rural da cidade, mas a polícia só foi ao local hoje. A informação é do G1. A Polícia Civil informou que a jovem passou por exame que comprovou o estupro. Foi considerado que ela agiu em legítima defesa e ela não ficou apreendida, mas o caso será encaminhado para a Justiça. Já a Polícia Militar informou que uma guarnição foi ao local e encontrou a adolescente com a mãe. Ela confessou o crime e contou que era abusada desde os 12 anos. A menina relatou à polícia que sofria constantes ameaças do pai, assim como a mãe e os irmãos. Na noite do crime, o pai estava bebendo, segundo depoimentos. A mãe foi dormir por volta das 23h, quando então o pai pegou uma faca, foi até a adolescente e a obrigou a manter relações sexuais. Segundo a menor, ele ainda disse que se ela contasse o fato iria matar toda a família. Mesmo assim, a jovem contou que resistiu. A mãe acordou para ir ao banheiro e viu a cena. O pai então afirmou que iria matar todos, para não haver testemunha do fato. Os pais da garota começaram uma briga corporal. A jovem então pegou uma espingarda e baleou o pai. Vizinhos chegaram a tentar socorrê-lo, mas ele já chegou sem vida à zona urbana da cidade.
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A reforma do ensino médio foi aprovada nesta quarta-feira (8) pelo Senado. O texto, que segue para sanção do presidente Michel Temer, foi inicialmente colocado em vigor como Medida Provisória (MP). O texto final manteve todos os eixos do texto original. Abaixo, veja os principais pontos: O que é a reforma? É um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio implementadas via Medida Provisória apresentadas pelo governo federal em 22 de setembro de 2016. Por se tratar de uma medida provisória, o texto teve força de lei desde a publicação no "Diário Oficial". Para não perder a validade, precisava ser aprovado em até 120 dias (4 meses) pelo Congresso Nacional.
Quem elaborou a MP?
A MP foi elaborada pelo Ministério da Educação e defendida pelo ministro Mendonça Filho, que assumiu a pasta, após a posse de Michel Temer, em 1º de setembro de 2016. Antes da MP, estava em tramitação na Câmara o Projeto de Lei nº 6840/2013, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Entidades como o Movimento Nacional pelo Ensino Médio defendiam a continuidade da tramitação e das discussões sobre o PL. Governo e congressistas dizem que o conteúdo da MP considera discussões da Comissão Especial que resultou no PL.
O que ficou definido na reforma?
A reforma flexibiliza o conteúdo que será ensinado aos alunos, muda a distribuição do conteúdo das 13 disciplinas tradicionais ao longo dos três anos do ciclo, dá novo peso ao ensino técnico e incentiva a ampliação de escolas de tempo integral.
O currículo do ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em elaboração. Mas a nova lei já determina como a carga horária do ensino médio será dividida. Tudo o que será lecionado vai estar dentro de uma das seguintes áreas, que são chamadas de "itinerários formativos":
- linguagens e suas tecnologias
- matemática e suas tecnologias
- ciências da natureza e suas tecnologias
- ciências humanas e sociais aplicadas
- formação técnica e profissional
As escolas, pela reforma, não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas deverão oferecer ao menos um dos itinerários formativos.
O texto determina que 60% da carga horária seja ocupada obrigatoriamente por conteúdos comuns da BNCC, enquanto os demais 40% serão optativos, conforme a oferta da escola e interesse do aluno, mas também seguindo o que for determinado pela Base Nacional. No conteúdo optativo, o aluno poderá, caso haja a oferta, se concentrar em uma das cinco áreas mencionadas acima.
A língua inglesa passará a ser a disciplina obrigatória no ensino de língua estrangeira, a partir do sexto ano do ensino fundamental. Isso quer dizer que Congresso manteve a proposta do governo federal. Antes da reforma, as escolas podiam escolher se a língua estrangeira ensinada aos alunos seria o inglês ou o espanhol. Agora, se a escola só oferece uma língua estrangeira, essa língua deve ser obrigatoriamente o inglês. Se ela oferece mais de uma língua estrangeira, a segunda língua, preferencialmente, deve ser o espanhol, mas isso não é obrigatório.
- Mais escolas em tempo integral
Outro objetivo da reforma é incentivar o aumento da carga horária para cumprir a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê que, até 2024, 50% das escolas e 25% das matrículas na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio) estejam no ensino de tempo integral. No ensino médio, a carga deve agora ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800 horas por ano, de acordo com o MEC. No texto final, os senadores incluíram uma meta intermediária: no prazo máximo de 5 anos, todas as escolas de ensino médio do Brasil devem ter carga horária anual de pelo menos mil horas. Não há previsão de sanções para gestores que não cumprirem a meta.
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A indicação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Alexandre de Moraes, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal dividiu a opinião de senadores nesta quarta-feira, 8, durante uma visita que o indicado fez ao Senado apresentar suas credenciais ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Moraes se licenciou do ministério depois que foi indicado, na segunda-feira (6), pelo presidente Michel Temer para substituir o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no litoral fluminense em janeiro. Depois de receber a visita de Moraes, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), voltou a elogiar a indicação e disse que a série de visitas aos senadores é “absolutamente protocolar e usual”. Disse também que não vê nenhum "demérito" no fato de um indicado ao Supremo sair dos quadros do governo. “Se nós formos fazer uma análise histórica hoje, mais de 30% dos ministros do Supremo Tribunal Federal dos últimos 20 anos tinham filiação partidária ou serviram a governos antes de ir ao Supremo, o que não é demérito algum. Significa que eles participaram da vida democrática do seu país, em partidos políticos ou servindo a governos”, defendeu o senador.
Oposição
Enquanto o ministro Alexandre de Moraes era recebido por lideranças da bancada governista, os senadores da oposição voltaram a criticar sua indicação ao STF. Para o bloco da Minoria do Senado, a indicação foi eminentemente política. “O que a gente levanta é que há uma grande contradição nisso tudo porque, de acordo com a própria tese do indicado, hoje ele jamais poderia ser indicado – ele disse que não é ético, que não é correto, alguém que ocupa cargo de confiança ser indicado para uma posição como essa do Supremo Tribunal Federal. Então, não pode alguém entrar para o Supremo com essa dúvida, o que [Moraes] escreve vale para os outros, mas não vale para si próprio” afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) Para o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), o presidente Michel Temer perdeu uma oportunidade de fazer a indicação de um nome que fosse mais elogiado e que pudesse marcar a história. “O presidente Temer é do mundo jurídico. Eu creio que ele perdeu a chance de indicar um nome que fosse aplaudido por todo o Brasil. Ao contrário, ele indicou um nome que está sendo criticado por muita gente. Eu acho que o presidente Temer perdeu a grande chance de marcar o seu mandato com o nome que ficasse na história do Supremo pela recepção positiva que recebesse.” Os oposicionistas voltaram a se manifestar sobre o assunto em sessão plenária e disseram que o bloco da Minoria do Senado ainda não tem deliberação coletiva sobre a sabatina e os votos em plenário da indicação de Moraes.
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O juiz federal Sergio Moro, da Operação Lava Jato, em Curitiba, negou nesta quarta-feira (8) pedido de suspensão do processo contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados do petista protocolaram petição, em que solicitaram o adiamento das audiências de testemunhas de defesa, em decorrência da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia, na sexta-feira (3). "Apesar de trágico e lamentável acontecimento, há diversas audiências já designadas, com dezenas de testemunhas, e para as quais foram realizadas dezenas de diligências por este Juízo e pelos diversos Juízos deprecados para a sua viabilização", escreveu Moro, em despacho desta quarta, 8. "Assim, indefiro o requerido." Lula é réu nesse processo pelo recebimento de R$ 3,8 milhões em propinas da OAS, em forma de reforma e ampliação do tríplex no Edifício Solaris, no Guarujá (SP) - que a Lava Jato diz ser do ex-presidente, e ele nega - e no custeio do armazenamento de bens, em empresa especializada.
"Pleiteia a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva a redesignação das audiências marcadas para as próximas duas semanas 'tendo em vista motivos pessoas relevantes que prejudicam o contato do peticionário com sua defesa técnica e, por conseguinte, impede que esta última possa se preparar adequadamente para tais audiências", explica o juiz da Lava Jato. Marisa era ré no processo, mas com sua morte a acusação contra ela fica extinta. Moro lembra no despacho que "o ex-presidente foi dispensado de comparecer nas audiências de oitiva de testemunhas e, de fato, não tem comparecido". O juiz destacou que as testemunhas, com depoimentos agendados para as próximas semanas, foram arroladas pelos advogados do ex-presidente no dia 10 de outubro de 2016, quando foi apresentada defesa preliminar de Lula no processo. O pedido da defesa de Lula foi entregue à Justiça Federal na terça-feira, 7. Nele, os criminalistas José Roberto Batochio, Juarez Cirino dos Santos, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira alegam "motivos pessoais relevantes que prejudicam o contato do Peticionário com sua defesa técnica e, por conseguinte, impede que esta última possa se preparar adequadamente para tais audiências". "É de se concluir que a Defesa já teve tempo suficiente para se preparar previamente para as inquirições em questão", registra Moro. "Falta, por fim, amparo legal para o pleito de suspensão do processo."
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Ângelo Cavalcanti, de Suzano, foi aprovado em nove universidades de medicina. Ele também gabaritou em química e biologia na Fuvest (Foto: Angelo Cavalcanti/ Arquivo Pessoal)
Ângelo Thomaz Duarte Cavalcante, de 20 anos, ficou ‘desaparecido’ do ambiente digital no último ano. Desativou suas contas nas redes sociais e restringiu as saídas de fim de semana com os amigos. Cortou até o celular. Tudo isso por um objetivo: ser aprovado em medicina na Universidade de São Paulo (USP). E o esforço valeu a pena. Além da USP, Angelo foi aprovado em outras oito universidades de medicina, sendo quatro públicas e gabaritou nas disciplinas de biologia e química na Fuvest. O morador de Suzano é o primeiro da família a estudar em uma universidade pública e a cursar medicina. O segredo, segundo ele, foi tomar uma atitude dolorida, mas bem simples: sair das redes sociais e cortar o celular. “Eu resolvi ficar bem focado nos estudos. Não foi fácil, porque eu só estudava. Cortei celular, desativei minhas contas nas redes sociais e quase parei de sair de casa. A rotina era de 14 horas de estudo ou mais, mas valeu a pena”, contou.
O morador de Suzano fez o ensino médio na Etec Presidente Vargas, em Mogi das Cruzes, que apesar de pública, seleciona seus alunos por meio de um exame. Quando terminou, há dois anos, já engatou no cursinho. “Eu já sabia que queria fazer medicina desde os 16. Eu tinha outras opções, mas conforme fui crescendo, fui tendo certeza de que não me vejo fazendo outra coisa. Meus pais me deram condições para que eu só estudasse. Em casa tem um ambiente legal para o estudo, então tudo favorece”, detalhou. A rotina era pesada: cursinho a partir das 7h20 até as 13h30, pausa para voltar para casa, almoçar e descansar, e cara nos livros a partir das 15h30 até 23h30 em alguns dias. “Peguei um ritmo legal de estudos. Então fazia essa rotina de segunda a sábado e descansava aos domingos. Nos domingos que eu precisava estudar, fazia isso em um horário reduzido”, disse. A lista de aprovação contempla nove universidades, sendo: USP, Unifesp, Unicamp, Federal de Goiânia, Unicid, PUC Sorocaba, PUC Campinas, Anhembi Morumbi e Santa Casa. Na PUC Sorocaba, foi aprovado em 1° lugar e ganhou uma bolsa de 50%. Na unidade, o aluno também gabaritou em matemática. Na Fuvest, prova que lhe deu acesso à USP, Ângelo gabaritou em Biologia e Química na 2° fase. Na Unicamp, gabaritou em Física. “Estudei com mais afinco essas matérias porque são as três disciplinas obrigatórias e mais exigidas no currículo pra medicina: biologia, química e física. Dei atenção para as demais matérias também, mas foi bom acertar todas as questões nessas com mais peso pra carreira”, disse. Na Unicid, além de ter ficado em 3° lugar, tirou 9,2 em redação. Angelo ainda aguarda detalhes sobre alguns vestibulares, mas já escolheu onde vai estudar e, por enquanto, qual carreira dentro da medicina seguir. “Vou pra USP que é o meu sonho. O resultado saiu dia 2 (de fevereiro), mas a ficha nem caiu ainda. Penso em ser cirurgião, mas pode ser que a convivência na área me faça mudar de ideia”, disse.
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Thainara Faria (PT) durante fala na tribuna (Foto: Assessoria de Imprensa Câmara Municipal de Araraquara)
Uma vereadora de Araraquara, a quase 300 km da capital paulista, causou polêmica na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal ao se recusar a ler trechos da Bíblia antes do início das sessões. O artigo 148 do regimento interno da Casa determina que o presidente deverá abrir a sessão sempre com a frase "sob a proteção de Deus, iniciamos os trabalhos" e, posteriormente, um vereador deverá prosseguir com leitura de um trecho do livro sagrado para os cristãos. "O trecho a ser lido deverá ter aproximadamente seis versículos", diz o parágrafo quarto do regimento. O documento ainda estabelece que seja feito um rodízio de vereadores para a leitura, obedecendo a ordem alfabética. A Câmara Municipal de Araraquara possui 18 vereadores. Em discurso feito na sessão que abriu a nova legislatura, Thainara Farias (PT), 22, afirmou que mesmo sendo católica e frequentar a igreja ela não leria trechos da Bíblia no plenário da casa, em respeito ao princípio de laicidade do Estado brasileiro.
"Eu fiz a opção de não ler o trecho da Bíblia aqui neste plenário, sendo católica, batizada, e frequentadora da Igreja Católica", Thainara Farias, vereadora pelo PT. "O Brasil é um Estado laico, e um Estado laico significa que o país ou nação tem uma posição neutra no campo religioso", disse Thainara, que foi eleita no ano passado para o seu primeiro mandato como vereadora, sendo a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal da Araraquara, no interior de São Paulo. "Então, se não deveríamos permitir a interferência religiosa no Estado como parlamentares, deveríamos fazer nossas orações em particular, porque senão em vez de chamar o vereador aqui para ler um trecho da bíblia poderíamos chamar um vereador para vir aqui encarnar um caboclo e falar a palavra também de outras religiões", concluiu. Em entrevista ao UOL, Thainara Farias contou que a fala feita na primeira sessão ordinária da Câmara gerou muita polêmica, inclusive nas redes sociais da vereadora. "Muita gente elogiou a minha postura, mas teve muita gente me chamando de herege, dizendo que era mentira que eu era católica, que frequentava a igreja", contou. Thainara contou que sua fala causou desconforto também dentro da Casa. "Os vereadores me olharam torto, fizeram cara feia, mas todos me respeitaram. O presidente chegou a dizer que eu poderia ter me recusado a ler e não ter falado nada sobre isso na tribuna", disse. O regimento interno diz que caso algum dos vereadores não pretenda fazer a leitura deve retirar o nome da "lista elaborada para esse fim". "Mas eu achei importante expressar isso na tribuna para que as outras religiões se sintam acolhidas. Tem que haver a representação de outros segmentos porque aqui é a casa do povo", afirmou. A vereadora conta ainda que desde que se recusou a ler a Bíblia na Câmara, os demais vereadores --quatro deles reconhecidamente religiosos -- tem enfatizado falas de cunho religioso. "Todos tentaram falar de Deus para me atacar", acredita. Ela contou ainda que está conversado com líderes religiosos para propor um projeto de lei sobre o tema. "Tem que conversar, conseguir adeptos, apoio, porque 17 dos 18 vereadores certamente votariam contra um projeto que propusesse retirar essa parte do regimento", disse.
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- Tribuna da Bahia
- 08 Fev 2017
- 15:56h
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A Câmara dos Deputados analisa proposta que permite a mulher se afastar do trabalho por até três dias ao mês durante o período menstrual. Nesses casos, poderá ser exigida a compensação das horas não trabalhadas, para que não haja prejuízo para a empresa. A medida está prevista no Projeto de Lei 6784/16, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que acrescenta um artigo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43), na parte que trata do trabalho da mulher. Para elaborar o projeto, Carlos Bezerra se inspirou em notícia veiculada na imprensa sobre uma empresa britânica que adotou esse tipo de licença.
“O afastamento do trabalho durante a menstruação tem respaldo científico e é defendido por médicos, levando-se em conta as alterações sofridas pelo corpo feminino durante esse período”, explica Bezerra. “Cerca de 70% das mulheres têm queda da produtividade do trabalho durante a menstruação, causada pelas cólicas e por outros sintomas associados a elas, como cansaço maior que o habitual, inchaço nas pernas, enjoo, cefaleia, diarreia, dores em outras regiões e vômito”, lista o parlamentar citando estudo sobre o assunto elaborado pela empresa MedInsight. Carlos Bezerra acredita que a proposta trará vantagens para as mulheres trabalhadoras e para as empresas, que contarão com a força de trabalho feminina nos momentos de maior produtividade. O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Em meio à onda de violência e de crimes registrados no Espírito Santo, imagens de uma pessoa em específico cometendo um saque deu o que falar nas redes sociais. As fotos mostram a ex-candidata a vereadora Marcela Ranocchia, que é filiada ao PSDB, saindo de uma loja que foi invadida pelos bandidos, em Cachoeiro de Itapemirim, o quinto município mais populoso do Espírito Santo. Nas imagens, Marcela aparece com duas sacolas cheias de produtos nas mãos, enquanto sai da loja. A reportagem do iG tentou entrar em contato com a ex-candidata, mas não obteve sucesso. Por meio de nota divulgada à imprensa, o presidente do PSDB de Cachoeiro de Itapemirim, Cícero José de Souza Moura, lamentou o ocorrido e anunciou que irá instaurar processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina. Leia a íntegra da nota do partido:
O PSDB Cachoeiro vem a público dizer que tomou conhecimento, através das redes sociais, de que uma candidata ao pleito de vereadora no ano de 2016 pelo partido participou dos saques ocorridos em Cachoeiro de Itapemirim, no dia 06/02/17. As medidas cabíveis para a verificação e punição pelo partido já estão sendo adotadas, inclusive com a instauração de processo disciplinar no Conselho de Ética e Disciplina. Confirmado o fato, após a garantia da ampla defesa e do contraditório, será expulsa. O PSDB Cachoeiro repudia veementemente qualquer ato de vandalismo ou de ação criminosa perpetrado por qualquer pessoa, ao mesmo tempo em que afirma que a conduta de um de seus membros não se assemelha aos dos demais participantes da sigla.
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- Tribuna da Bahia
- 08 Fev 2017
- 14:27h
(Foto: Reprodução)
A Justiça Federal em Taubaté, no interior de São Paulo, condenou a dois anos e quatro meses de reclusão um internauta denunciado pelo Ministério Público Federal em São Paulo por incitar a discriminação contra habitantes da cidade do Rio e das regiões Norte e Nordeste do Brasil. O fato ocorreu em outubro de 2014, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, quando o réu publicou em seu perfil do Facebook ‘duas manifestações carregadas de preconceito quanto à procedência nacional’. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, durante uma hora por dia de condenação, e pagamento de multa de dois salários mínimos. As informações foram divulgadas no site do Ministério Público Federal (processo 0000149-82.2016.4.03.6121, para consultar a tramitação acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/) Em uma postagem, o internauta afirmou: “Parabéns especial para o povo nordestino, nortistas e para os cariocas também!!!! Mais uma vez vcs acabaram de f**** com o Brasil seus b*****!!!!!! Na hora de pedir comida, teto, saúde e o caramba a quatro, veem para SP pedir nossa ajuda. Meus parabéns povinho de m****!!!!” (sic). Horas depois, o acusado ainda publicou uma segunda manifestação, contendo as mesmas provocações e hostilidades.
O segundo texto: “Não tenho dúvida alguma, por esse motivo sou a favor da criação do imposto sobre jegue e o burro. Imaginem a receita que teríamos principalmente no norte e nordeste do Brasil! !!!” (sic). Em depoimento, o réu assumiu a autoria das postagens, alegando que foram motivadas pelo grande número de votos que a presidente reeleita recebeu nas regiões Norte e Nordeste, bem como na cidade do Rio. Segundo ele, sua conduta ‘não passou de um desabafo, motivado pela indignação com a situação política, sem a intenção de depreciar os cidadãos daquelas localidades’. O internauta afirmou ainda que não tem nenhum tipo de preconceito contra tais habitantes, ‘possuindo, inclusive, amigos e familiares da esposa no Estado da Bahia’. Para a Justiça, contudo, ‘o contexto político da época apenas serviu de pano de fundo para o desenrolar dos fatos, ocorrendo inequívoco abuso do direito de liberdade de expressão por parte do réu.” A sentença ressalta que ‘as declarações transbordaram a seara do legítimo debate político ao externar opiniões preconceituosas e discriminatórias capazes de atingir a honra objetiva das pessoas vinculadas às regiões supracitadas’.
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O empresário Eike Batista e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foram indiciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, conforme anunciado pela Polícia Federal nesta quarta-feira (8). Eike foi preso no último dia 30, após retornar de Nova York, em cumprimento de mandado da operação Eficiência. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, as investigações apontam que Eike pagou propina de US$ 16,5 milhões para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) por meio da conta Golden Rock, no TAG Bank, o Panamá. A Operação Eficiência apura crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de aproximadamente US$ 100 milhões no exterior. Segundo a Polícia Federal, boa parte desses valores já foi repatriada.
Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016 (Foto: Giuliano Gomes/ PR PRESS)
Os advogados que defendem o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) protocolaram um documento no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná, na noite de terça-feira (7), solicitando a liberdade do cliente. A defesa argumentou que a instrução do processo já terminou e que, portanto, não haveria mais riscos à investigação. Até a manhã desta quarta-feira (8), o juiz não tinha se manifestado sobre o pedido. "Nessa fase processual, após cinco meses de prisão cautelar, com a instrução das duas ações penais próximas ao fim e com a intenção manifestada por ambos os acusados de esclarecer os fatos, reputo não mais absolutamente necessária a manutenção da prisão preventiva, sendo viável substitui-la por medidas cautelares alternativas", disse a defesa.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai reforçar a segurança de acesso ao sistema do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em entrevista ao G1, Camilo Mussi, diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais do Inep, afirmou que a área ainda estuda detalhes sobre o redesenho do sistema, mas que já foi definido que ele terá uma camada extra de segurança. "Com certeza não será esse sistema que está hoje", afirmou Mussi. O sistema atual de acesso individual às páginas de cada candidato do Enem tem um mecanismo de recuperação de senha apontado como falho por especialistas em segurança digital. Para que alguém consiga redefinir a senha e, por consequência, ter acesso ao perfil pessoal do candidato no site do Enem, do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni), basta que ele tenha acesso a alguns dados pessoais do candidato, como seu CPF, o nome da mãe e a data de nascimento.
A brecha foi supostamente explorada por internautas em um fórum anônimo, que disseminaram dicas para "furtar" a senha de candidatos do Sisu que se destacaram no Enem 2016. "Nós estamos estudando várias opções, uma delas é colocar o sistema de enviar o e-mail a senha, provisória ou definitiva, estamos pensando. Ou de enviar por SMS também. Estamos estudando, ainda não definimos definitivamente. Ou vai ter e-mail, ou vai ter por SMS cadastrado", afirmou Mussi ao G1. Segundo ele, as definições de segurança poderão ser atualizadas até maio, quando o sistema for ao ar para as inscrições da edição 2017 do Enem. "Para 2017 nós seguiremos as melhores práticas de segurança da informação." Segundo ele, o novo sistema de segurança também não deve ser o mesmo da edição 2015 do Enem. Mussi diz que, embora o sistema da edição 2015 tivesse a função de encaminhar uma nova senha por e-mail, ele também apresenhatava uma brecha, já que o usuário podia escolher um e-mail de destino diferente do que foi cadastrado no ato da inscrição. No Enem 2016, o diretor de Tecnologia do Inep diz que o sistema de recuperação de senha perdeu essa função quando as inscrições foram abertas, em 9 de maio. A gestão atual do Inep só tomou posse no fim de maio, quando as inscrições já haviam sido encerradas. Para não provocar confusão nos candidatos, Mussi diz que o Inep decidiu manter o mesmo sistema de segurança até o fim da edição do exame. "É um sistema muito grande, que envolve muita gente, 8 milhões de participantes, pessoas de todos os níveis culturais, todos os níveis de formação intelectual, formal ou não."
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Soldados do Exército atuam em protesto em Vitória nesta terça-feira (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Os protestos que impedem o policiamento no Espírito Santo chegam ao 5º dia, e o estado já registrou 87 mortes violentas, segundo Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) ainda não tem um balanço. Nesta quarta-feira (8), os ônibus não circulam na Grande Vitória. Escolas e faculdades estão fechadas, postos de saúde e prefeituras não terão atendimento. Alguns bancos e shoppings também não estão funcionando. Famílias de PMs fazem manifestações bloqueando as portas de batalhões. Elas pedem reajuste salarial para a categoria, que é proibida de fazer greve. Sem todo o efetivo da PM nas ruas, o estado vive uma onda de violência com mortes, saques e assaltos.