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- Bahia Notícias
- 27 Ago 2025
- 08:01h
Foto: Andressa Anholete / STF
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu pelo arquivamento de um pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O procedimento foi instaurado para apurar supostos crimes de prevaricação e advocacia administrativa relacionados à atuação do ministro como relator de uma ação sobre a disputa de comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A decisão de arquivamento foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. O representante da PGR é considerado braço direito do procurador-geral, Paulo Gonet.
O pedido de investigação havia sido apresentado pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR). Em sua representação, ele acusou o ministro de proferir decisões em benefício da antiga cúpula da CBF mesmo em “situação de suspeição”. A alegação de conflito de interesse citava um contrato da entidade futebolística com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição à qual Gilmar Mendes está ligado.
Gonet e Gilmar fundaram o IDP em 1998. Em 2017, Gonet vendeu suas cotas para Francisco Mendes, filho de Gilmar, por R$ 12 milhões, conforme revelou o BuzzFeed News Brasil.
Já a CBF e o IDP firmaram em 2023 um acordo para ofertar cursos de pós-graduação na área de gestão e negócios de futebol, como direito esportivo e empreendedorismo.
Gilmar chegou a negar em entrevista que houvesse conflito de interesse, alegando que o IDP é uma “instituição extremamente conceituada” que estava “cedendo seu bom prestígio à CBF, e não o contrário”.
Meses depois, em janeiro de 2024, Gilmar suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que havia determinado não só o afastamento do cartola baiano Ednaldo Rodrigues do comando da CBF, mas também a designação de um interventor para administrar a entidade.
Em maio deste ano, Gilmar negou mais dois pedidos para afastar Ednaldo do cargo. O caso sofreu uma nova reviravolta semanas depois, quando o TJ do Rio suspendeu outra vez Ednaldo do cargo, e o cartola desistiu de reassumir a presidência da entidade sob o argumento de “restaurar a paz no futebol brasileiro”.
Para a Assessoria Jurídica Criminal da Procuradoria-Geral da República, os únicos elementos apresentados pelo vereador de Curitiba contra Gilmar Mendes – a decisão liminar do ministro e o contrato firmado entre o IDP e a CBF – “são insuficientes para comprovar, minimamente sequer, que o ministro agiu para beneficiar ilicitamente Ednaldo Rodrigues e sua gestão na CBF”.
As informações são do O Globo.
- Por Ana Pompeu | Folhapress
- 26 Ago 2025
- 18:40h
Foto: Divulgação
A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito policial para apurar uma suposta ação de bolsonaristas nas redes sociais contra o Banco do Brasil, citando um possível disparo massivo de publicações para aterrorizar a população. A notícia-crime foi enviada nesta segunda-feira (25) ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Segundo o ofício, desde a última terça (19) diversos perfis em redes sociais teriam vinculado notícias falsas envolvendo agentes do sistema financeiro nacional, em especial o BB, em torno das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.
"Propagando desinformação, no interesse de pressionar agentes financeiros e gerar caos no Sistema Financeiro Nacional, perfis em redes sociais passaram a divulgar mensagens sugerindo a necessidade urgente de retirada de dinheiro dos correntistas do bancos", diz a AGU.
De acordo com a notícia-crime, a ação teria sido articulada para "aterrorizar a sociedade com a perspectiva iminente de um colapso no sistema financeiro nacional".
"Tais condutas têm o potencial de fomentar uma verdadeira corrida bancária para retirada de valores dos bancos, o que pode causar prejuízo à economia do país", afirma o órgão no documento.
A AGU também cita um possível interesse em incitar a população contra integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).
"Soma-se a isso uma intenção política no sentido de, relacionando tal colapso às atividades dos membros do Supremo Tribunal Federal, colocar a opinião pública contra o órgão judicial e constranger o Poder Judiciário em sua atuação típica."
Na última sexta, o Banco do Brasil identificou a ação contra a instituição e a presidente Tarciana Medeiros passou a ser pressionada, por integrantes do Judiciário e por bancos, a tomar providências e acionar a PF.
Em ofício enviado à AGU em que pede a adoção de medidas jurídicas cabíveis, o BB ressaltou que o movimento de desinformação mira comprometer o Estado de direito e a segurança jurídica. Procurado, o banco não quis comentar o documento.
O advogado Jeffrey Chiquini, numa fala para um canal bolsonarista no Youtube, recomenda abertamente que as pessoas tirem imediatamente o dinheiro do banco. Uma publicação dele no X é mencionada na notícia-crime da AGU à PF.
Chiquini diz que o BB, um banco com controle estatal, acabará sendo punido pelos Estados Unidos por desrespeitar a Lei Magnitsky e atender o ministro do STF Flávio Dino -que, nesta semana, explicitou em despacho que leis de outros países não têm validade no Brasil.
"O Banco do Brasil é 51% estatal, o Banco do Brasil vai cumprir a decisão do Flávio Dino e o Banco do Brasil vai ser sancionado pela Lei Magnitsky e vai ser desligado do sistema Swift global. Tirem imediatamente seu dinheiro do Banco do Brasil porque ele será sancionado, isso é uma certeza", disse ele no canal.
A medida foi definida pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, da AGU.
A Lei Magnitsky dos Estados Unidos foi aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. A norma impõe sanções financeiras, como congelamento de bens e proibição de negócios com cidadãos e empresas americanas, a estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Como revelou a Folha de S.Paulo, o cartão de crédito internacional de Moraes foi bloqueado.
- Por Folhapress
- 26 Ago 2025
- 16:37h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Lula (PT) reúne auxiliares nesta terça-feira (26) para uma reunião ministerial sob a expectativa de um alinhamento do discurso do governo e orientações sobre as prioridades no Congresso Nacional neste ano.
Segundo um auxiliar do petista, a ideia é que essa seja uma reunião para reforçar a necessidade de ações concretas e não para a apresentação de balanços.
Ele lembra que a última reunião ministerial ocorreu em janeiro e, desde então, as diretrizes do governo foram alteradas por fatos como o tarifaço de Donald Trump, a crise com o Congresso após derrubada de decreto sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o escândalo de descontos ilegais no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Outro integrante do Planalto diz que o encontro servirá para discutir a conjuntura política nacional e internacional, sobretudo com foco nos efeitos do tarifaço, além de estabelecer uma linha de discurso única do governo.
Um ministro afirma também que considera a reunião importante para que sejam traçadas estratégias para consolidar a tendência de melhora da popularidade do presidente, registrada em levantamentos recentes.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (20) mostrou que a gestão petista alcançou 31% de avaliação positiva, contra 39% de negativa -em rodada anterior da pesquisa, em julho, Lula tinha 28% de avaliação positiva e 40% de negativa.
Esse aliado do presidente diz que é preciso aproveitar um momento que seria de divisão na direita, às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal), para reforçar temas dos quais o governo tem tratado recentemente e tem encontrado respaldo na sociedade --como a defesa da soberania nacional e a justiça tributária, com a retórica adotada por integrantes do governo de que é preciso cobrar dos ricos em favor dos pobres.
A expectativa é que os ministros Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda) façam pequenas falas no encontro nesta terça, além do próprio Lula. A previsão é de início às 9h.
O presidente deverá reforçar a cobrança a seus ministros por entregas de políticas públicas e inauguração de obras, voltando a dizer que este ano é o "ano da colheita" de seu governo.
Rui Costa, por exemplo, deverá apresentar um panorama geral das ações do governo, incluindo o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Sidônio deve reforçar a ideia de um alinhamento da comunicação entre as pastas, para evitar crises e ruídos, enquanto Gleisi deverá listar a prioridade do Executivo no Congresso Nacional neste semestre.
Após o governo ter sofrido grande derrota com a reviravolta na CPMI do INSS, que levou a oposição a ocupar os principais postos do colegiado, a ideia é que Gleisi possa orientar os demais ministros a atuar pela defesa de matérias consideradas prioritárias até o fim do ano.
Entre as prioridades do Executivo estão a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, o projeto que isenta o pagamento de IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 e as propostas que tratam da regulação das big techs -a ideia é que as diretrizes gerais desses textos possam ser apresentadas no encontro.
A reunião desta terça também ocorre em meio a uma série de encontros entre o presidente e lideranças de partidos da base aliada, numa tentativa de diálogo do petista com essas siglas.
Lula esteve recentemente com as cúpulas do PSD, MDB, União Brasil e Republicanos -todas legendas que, apesar de terem representantes na Esplanada, indicaram que devem apoiar candidaturas da centro-direita em 2026.
O encontro é o segundo realizado pelo governo federal com todos os integrantes da Esplanada neste ano.
Na primeira reunião, que durou sete horas, o presidente disse que a campanha eleitoral de 2026 já tinha começado e que ele não queria entregar o país "de volta ao neonazismo", em referência à gestão de seu antecessor. O petista também deu bronca em Haddad, após a crise do Pix, e sinalizou que queria aumentar o controle sobre atos dos ministérios.
No encontro de janeiro, havia expectativas de trocas no comando de várias pastas e era aventada a possibilidade de uma grande reforma ministerial -o que não acabou se concretizando. De lá para cá, o governo já substituiu Cida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, Juscelino Filho, das Comunicações, Nísia Trindade, da Saúde, e Carlos Lupi, da Previdência.
De acordo com relatos, deverão ocorrer novas reuniões (ainda sem datas marcadas) daqui para frente entre o petista e ministros, divididos por áreas temáticas, para apresentar resultados e propostas de cada pasta com mais detalhamento.
- Bahia Notícias
- 26 Ago 2025
- 14:34h
Foto: Reprodução / X
O fundador da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia, confirmou ter recebido um investimento milionário do empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik do Bitcoin” e condenado a 56 anos de prisão por operar um esquema de pirâmide financeira com criptomoedas.
De acordo com Malafaia, o aporte ocorreu para auxiliar a editora Central Gospel, que entrou em recuperação judicial em 2019, mas a parceria terminou antes de Francisley ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). “Ele botou dinheiro na minha editora para comprar material, para me ajudar no momento mais difícil da minha recuperação”, disse o líder religioso ao Metrópoles.
A revelação foi feita em depoimento de uma testemunha-chave do processo, divulgado nesta segunda-feira (25). O empresário Davi Zocal relatou à Polícia Federal, em agosto de 2022, que o investimento do “Sheik do Bitcoin” foi de aproximadamente R$ 30 milhões.
“Só que eles combinaram o quê? Eu estava do lado. O Silas falou assim pra ele: ‘Cara, vamos fazer uma empresa com outro nome para não ferrar para nós, né?’ Então abriram a Alvox, mas o foco do Malafaia… O Francis foi sócio direto dele na principal empresa, mas foi só para dar uma esquivada, né?”, afirmou no depoimento.
Silas Malafaia e Francisley foram sócios na Alvox Gospel Livros Marketing Direto, uma loja digital voltada para o público evangélico. A empresa foi registrada em maio de 2021 e encerrada em julho de 2022.
O pastor reforçou que não tem relação com o esquema de pirâmide financeira pelo qual Francisley foi condenado. “O que que eu tenho com os crimes de bitcoin, de moeda, de criptomoeda dele?”, declarou.
- Bahia Notícias
- 26 Ago 2025
- 08:24h
Foto: Lula Marques/Agência Brasilv
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta segunda-feira (25) parecer ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual se manifesta a favor do reforço de policiamento no entorno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
O posicionamento foi encaminhado após Moraes receber cópia do pedido inicial feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O parlamentar defendeu que a medida é necessária para assegurar a “aplicação da lei penal”.
No documento, a PGR recomendou que a Polícia Federal mantenha equipes de prontidão em tempo integral. “Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança”, destacou o parecer.
O julgamento de Bolsonaro e mais sete aliados, réus do núcleo 1 da chamada “trama golpista”, está marcado para a próxima terça-feira (2), na Primeira Turma do STF.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o início de agosto, monitorado por tornozeleira eletrônica, após decisão de Moraes que apontou descumprimento das medidas cautelares impostas, entre elas a proibição de realizar postagens em redes sociais por meio de perfis de terceiros.
Na semana passada, em outro inquérito, a PF revelou ter localizado no celular de Bolsonaro um documento de solicitação de asilo político destinado ao presidente da Argentina, Javier Milei. O arquivo, datado de 2024, foi descrito pela defesa como um “rascunho”, negando que tenha havido qualquer tentativa concreta de fuga do país.
- Por Bruno Ribeiro / Juliana Arreguy | Folhapress
- 25 Ago 2025
- 18:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, voltou a dizer que a saúde de Jair Bolsonaro (PL) preocupa, mas afirmou que o ex-presidente sararia imediatamente caso não estivesse em prisão domiciliar.
"[Ele está] muito abatido", disse. "Mas, se estivesse livre, ele sarava na hora. O estado moral dele é por causa disso", afirmou. "Ele não merece estar onde está. Como você se sentiria no lugar dele? [Isto] acaba com a pessoa. E ver o prestígio que ele tem? 'E eu não vou poder ser candidato?' [Alguém] que transfere quase 40% dos votos [para alguém apoiado por ele]."
Valdemar participou de um seminário do grupo Esfera Brasil, que reuniu presidentes de partidos de centro-direita, governadores e empresários em um hotel de luxo próximo ao parque Burle Marx, na zona sul de São Paulo.
No painel em que participou, ao lado de Gilberto Kassab (PSD), Antônio Rueda (União Brasil), Renata Abreu (Podemos) e Baleia Rossi (MDB), Valdemar havia defendido o papel que Bolsonaro tem de transferir votos para um eventual adversário de Lula (PT).
"O Bolsonaro tem grande chance de ser candidato. Por quê? Porque tem. Eu não vejo, não tem como condená-lo. Eles vão ter que discutir o golpe, que eles chamam de golpe. Que eram 20 pés de chinelo quebrando as coisas", disse Valdemar, em referência aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Os partidos de centro-direita tentam articular uma candidatura única para as próximas eleições, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Bolsonaro, é cotado como principal nome do grupo.
"O Bolsonaro, se não puder ser candidato, vai escolher um candidato a presidente, a vice. Nós vamos ter pelo PL", disse Valdemar, enquanto o posto de vice também é disputado por partidos como PP e União Brasil.
Valdemar voltou a dizer que Tarcísio irá para o PL caso eventualmente concorra à Presidência, informação que o governador não confirma, e afirmou que o governador tratou do assunto na semana passada, em Brasília, em um jantar que reuniu o grupo na casa do presidente do União Brasil.
"Tarcísio já declarou, tive um jantar com ele há um ano e meio atrás. Ele falou: 'se eu for candidato, vou para o PL'. No jantar com os governadores, falou na frente de cinco governadores: 'sou candidato a governador, mas, se eu for candidato a presidente, eu vou para o PL'", disse Valdemar.
Na entrevista, o presidente do PL disse também não haver crimes na trama golpista denunciada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal).
"Você, no Brasil, pode tramar um golpe, um assassinato, desde que você não faça nada, não é crime. Por exemplo: queriam matar o Alexandre, mas não fizeram nada, não é crime."
Valdemar disse ainda que tentará reverter a inelegibilidade de Bolsonaro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no ano que vem e citou que o presidente da corte em 2026 será o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro.
"O presidente, no ano que vem, vai ser o Kassio Nunes [Marques]. Nós vamos entrar com requerimento para que seja revista essa decisão", disse.
O TSE declarou Bolsonaro inelegível em dois processos, sob acusação de abuso de poderes político e econômico. Uma das ações foi decorrente da reunião que Bolsonaro convocou com representantes diplomáticos estrangeiros para descredibilizar as urnas eletrônicas, em 2022, e outra foi pelo uso eleitoral do desfile do 7 de Setembro daquele ano, custeado com recursos públicos.
Na entrevista, Valdemar ainda defendeu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos, apoia o tarifaço contra o Brasil e tem feito articulações com o governo Donald Trump.
"Tenho certeza que ele [Eduardo] não é autor do tarifaço. Isso é do Trump. Tenho certeza que ele não se envolveu num assunto desses. Nem passou pela cabeça dele", disse.
Ele afirmou também que Trump adotou as retaliações contra o Brasil porque não quer, nas palavras de Valdemar, "que faça a injustiça que estão fazendo com o Bolsonaro".
- Por Igor Gielow | Folhapress
- 25 Ago 2025
- 16:18h
Foto: Shealah Craighead / Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda (25) que deverá mudar o nome do Departamento de Defesa de seu país para Departamento da Guerra, retomando a nomenclatura do órgão até 1947.
"Por que nós defendemos? Antes era chamado de Departamento da Guerra e soava mais forte. Se vocês quiserem mudar de volta para o que era quando estávamos acostumados a ganhar guerras o tempo todo, está OK para mim", disse, anunciando depois que a mudança deverá ocorrer em uma semana.
"Eu não quero que seja só de defesa, mas também de ataque", afirmou a repórteres em mais uma de suas tentativas de mudar o foco do noticiário, desta vez na sensível área da defesa do país mais poderoso militarmente da história.
Trump está sob pressão devido à sua tentativa de promover um cessar-fogo na Guerra da Ucrânia, que o levou a receber tanto Vladimir Putin quanto Volodimir Zelenski e aliados nos EUA, sem avanço perceptível ainda.
Além disso, após militarizar a capital Washington, Trump ensaia decretar intervenção federal em cidades importantes governadas por rivais democratas, como Chicago e Nova York, o que tem levado a críticas acerca de suas reais intenções.
O mais surpreendente da decisão anunciada, caso seja levada a adiante, é que ela ocorre no momento em que Trump busca se vender como o que chamou de "o presidente da paz".
Ele repete insistentemente ter solucionado seis ou sete conflitos nos seus seis primeiros meses no cargo, uma declaração que combina exagero, fantasia e uma dose de verdade em dois casos —os tratados de paz assinados sob auspícios da Casa Branca entre Azerbaijão e Armênia e entre Ruanda e a República Democrática do Congo.
Como disse na semana passada à Folha de S.Paulo o jornalista David A. Graham, autor de um best-seller sobre o arcabouço ideológico de extrema direita infiltrado no governo Trump, o republicano tem "uma obsessão pelo Nobel da Paz" que talvez remeta ao fato de que seu antecessor e rival Barack Obama tenha ganhado a láurea em 2009, no seu primeiro ano de governo, mesmo sem méritos específicos.
O Departamento de Defesa coordena a maior máquina militar do planeta, com 2,9 milhões de servidores, sendo 1,3 milhão integrantes de forças da ativa. Há na composição geral também civis e os 780 mil integrantes da Guarda Nacional, que vem sendo empregada nas ações de Trump.
Seu orçamento é o maior do mundo também, respondendo sozinho em 2024 por 39,4% de todo o gasto militar do planeta.
O departamento começou como sendo da Guerra, em 1789, na aurora da história norte-americana. Em 1798, foi criada uma pasta irmã, a da Marinha, separando os serviços navais e terrestre, o que perdurou até a Segunda Guerra Mundial —ali, havia braços aéreos dos dois ramos bélicos.
Em 1947, foi feita uma unificação dos serviços sob um secretário de Defesa, sob o nome de Estabelecimento Militar Nacional, incluindo a recém-criada Força Aérea e outros órgãos. Dois anos depois, foi adotado o nome Departamento de Defesa.
No cargo, Trump tem apreço especial pela ritualística militar. Coalhou o Salão Oval de bandeiras de serviços armados, promoveu o primeiro desfile bélico em Washington desde os anos 1990 para coincidir com seu aniversário neste ano, recebeu Putin no Alasca com um sobrevoo de bombardeiro de ataque nuclear e caças avançados na pista.
Tudo isso contrasta com sua retórica desde o primeiro mandato, de que quer tirar dos EUA o papel de polícia do mundo e remover suas forças do que chamava de "guerras inúteis". Até aqui, parece que a prática vai no sentido contrário, seja ao atacar o Irã, ameaçar a Venezuela ou promovendo mudanças cosméticas no governo.
- Bahia Notícias
- 25 Ago 2025
- 14:21h
Foto: Seduc Ceará
O Ministério da Educação (MEC) inicia nesta segunda-feira (25) o pagamento da sexta parcela do programa Pé-de-Meia de 2025, destinado a estudantes do ensino médio matriculados na rede pública regular e na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Segundo a Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão dos recursos, cerca de 3,4 milhões de estudantes devem receber o benefício até a próxima segunda-feira (1º). O pagamento é feito em forma de incentivo-frequência, no valor de R$ 200, destinado aos alunos que registrarem presença mínima de 80% nas aulas.
O calendário de depósitos segue a ordem de nascimento dos estudantes. Para os concluintes da EJA, aprovados no semestre, a parcela é única e será paga no mesmo período, no valor de R$ 1 mil.
Os alunos podem movimentar o benefício através de conta poupança aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal. Estudantes maiores de 18 anos podem sacar ou transferir os valores pelo aplicativo Caixa Tem, enquanto menores de idade precisam da autorização de um responsável, que pode ser feita no aplicativo ou em agência da Caixa.
O programa Pé-de-Meia permite ainda o acompanhamento do status dos pagamentos e demais informações escolares pelo aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, além do acesso aos dados pelo Caixa Tem e pelo aplicativo Benefícios Sociais.
- Por Aline Gama /Bahia Notícias
- 25 Ago 2025
- 12:22h
Foto: Rosinei Coutinho / STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão acerca das regras de transparência e rastreabilidade na execução das emendas parlamentares, neste domingo (24). O documento, publicado nesta segunda-feira (25), reúne manifestações do Executivo, Legislativo, Tribunal de Contas da União (TCU), partidos políticos e entidades de controle social, além de determinar medidas de investigação.
Entenda os impactos da decisão do STF sobre as emendas parlamentares:
EMENDAS DE COMISSÃO PARALELAS E SUPOSTO NOVO ORÇAMENTO SECRETO
A Associação Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional relataram a existência de emendas de comissão paralelas e um “novo orçamento secreto” no Ministério da Saúde.
Flávio Dino, após ouvir AGU e Congresso Nacional, decidiu não incluir esses casos na ADPF 854, por envolverem rubricas próprias do Executivo (RP1, RP2 e RP3). Eventuais irregularidades deverão ser investigadas em ações autônomas.
O ministro alertou, porém, para que o Ministério da Saúde respeite o limite constitucional das emendas de relator (RP9), autorizadas apenas para correção de erros e omissões
NOTAS TÉCNICAS DO TCU
O TCU informou que, entre 2020 e 2024, permanecem 964 planos de trabalho de “emendas Pix” (RP6) sem registro no sistema oficial, somando R$ 694,6 milhões.
O número representa um avanço, já que em fevereiro de 2025 havia 8.263 planos sem cadastro, mas ainda configura descumprimento de decisão do STF de 2022.
O ministro Flávio Dino oficiou o Ministro-Presidente do TCU para que, no prazo de 10 dias úteis, apresente a identificação dessas emendas por estado. O objetivo é subsidiar a abertura de inquéritos pela Polícia Federal em todas as superintendências do país.
POLÍCIA FEDERAL
Cada superintendência da PF deverá instaurar inquérito policial sobre os casos apontados, apurando possíveis irregularidades no uso das verbas.
A medida tem caráter preventivo e de responsabilização, reforçando que a omissão no registro das emendas compromete a transparência e a rastreabilidade dos recursos públicos.
EMENDAS PARLAMENTARES E SAÚDE
O Congresso aprovou em 2025 norma permitindo o uso de emendas de bancada (RP7) e de comissão (RP8) para pagamento de pessoal da saúde.
O TCU, entretanto, já havia determinado ao Ministério da Saúde que vedasse essa prática, por entender que emendas são transferências temporárias e não podem custear folha salarial.
A questão permanece judicializada, já que a decisão do TCU foi suspensa por recurso das Casas Legislativas.
ASSOCIAÇÃO MORIÁ
Segundo a decisão, uma reportagem publicada pela Metrópoles, apontou R$ 53 milhões em emendas para a entidade, ligada a suspeitas de irregularidades.
O STF citou auditorias da CGU e a Operação Korban, deflagrada pela PF em 2025, que já investigava desvios em contratos da associação.
Dino determinou que eventuais ilegalidades sejam apuradas pelas autoridades competentes em procedimentos próprios.
REPASSES PARA ONG's
A decisão determina a adoção de normas que restringem o envio de emendas a entidades sem sede comprovada, sem corpo técnico ou sem histórico de atuação.
Entre as medidas, estão: exigência de prestação de contas, publicação de convênios no sistema Transferegov com dados acessíveis à população.
BANCOS
Obrigou Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste a criar contas específicas para cada emenda, proibindo transferências para contas de passagem ou saques em espécie;
O STF determinou a criação de contas específicas por objeto financiado, bloqueio de transferências indevidas e implantação da Ordem de Pagamento de Parcerias (OPP) no Transferegov, prevista para 2026.
Dino ressaltou que a execução das emendas deve respeitar limites constitucionais e que desvios de finalidade podem configurar crime.
- Por Thiago Tolentino/Bahia Notícias
- 25 Ago 2025
- 10:26h
Foto: Reprodução/CBF TV
A Seleção Brasileira conheceu nesta segunda-feira (25) a primeira lista de convocados com "a cara de Carlo Ancelotti". Em evento realizado na sede da CBF, na Barra da Tijuca, o treinador anunciou os 25 nomes que enfrentarão Chile e Bolívia nas últimas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
Entre as novidades, está a primeira convocação de Kaio Jorge, do Cruzeiro, e a volta de Lucas Paquetá, do West Ham. Neymar, lesionado com um edema na posterior da coxa, segue fora da lista, sem vestir a Amarelinha desde 17 de outubro de 2023, quando sofreu uma lesão de ligamento cruzado anterior diante do Uruguai. Na ocasião, Fernando Diniz era o treinador.
Esta foi a segunda convocação de Ancelotti desde que assumiu a Seleção, num ciclo de quatro listas que antecedem a definição final para o Mundial, que será disputado no Canadá, México e Estados Unidos. Embora já tenha garantido matematicamente a vaga, o Brasil ainda busca a vice-liderança da tabela — ocupa atualmente a terceira posição, com 25 pontos, atrás da Argentina e do Equador, respectivamente. Nos últimos cinco jogos, a equipe somou duas vitórias, dois empates e uma derrota.
Confira a lista de convocados da Seleção Brasileira:
GOLEIROS
Alisson (Liverpool)
Bento (Al-Nassr)
Hugo Souza (Corinthians)
DEFENSORES
Alexsandro Ribeiro (Lille)
Alex Sandro (Flamengo)
Caio Henrique (Monaco)
Douglas Santos (Zenit)
Fabrício Bruno (Cruzeiro)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Marquinhos (PSG)
Vanderson (Monaco)
Wesley (Roma)
MEIO-CAMPISTAS
Andrey Santos (Chelsea)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Casemiro (Manchester United)
Joelinton (Newcastle)
Lucas Paquetá (West Ham)
ATACANTES
Estêvão (Chelsea)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
João Pedro (Chelsea)
Kaio Jorge (Cruzeiro)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Raphinha (Barcelona)
Richarlison (Tottenham)
Após os dois compromissos oficiais, a Seleção terá três novas datas Fifa para amistosos (outubro, novembro e março), o que totalizará 10 partidas até a estreia na Copa do Mundo.
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- Por Laiane Apresentação/Bahia Notícias
- 24 Ago 2025
- 14:26h
Foto: Reprodução / CazéTV
O conjunto brasileiro de Ginástica Rítmica conquistou a medalha de prata no conjunto geral no Campeonato Mundial disputado no Rio de Janeiro, na noite deste sábado (23). Essa é a primeira vez que o país conquista o pódio na competição e a primeira vez que a disputa ocorre na América do Sul.
A equipe comandada pela técnica Camila Ferezin foi desbancada pelo Japão durante as últimas apresentações do dia. Em terceiro lugar está a Espanha. Com nota total de 55.250, o país assumiu a liderança de seu grupo, à frente da atual campeã olímpica, China.
A apresentação da equipe na série mista, com o uso de três bolas e dois arcos, foi acompanhada de um remix com a música "Evidência", de Chitãozinho e Xororó e o hino nacional brasileiro. Na série simples, com o uso de fitas, a equipe foi acompanhada das canções "O Que É o Que É?", "Aquarela do Brasil", "Come to Brazil" e "Samba do Brasil".
Outros países também tiveram suas apresentações embaladas por músicas que representaram o Brasil, como a Austrália e a Bélgica. O Mundial, considerada a competição mais importante do esporte atrás apenas das Olimpíadas, segue no próximo domingo (24), com as finais do conjunto - arco e bola e fitas - e individual de arco e bola.
- Por Luísa Monte | Folhapress
- 24 Ago 2025
- 12:24h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Paola Carosella se pronunciou nas redes sociais neste sábado (23) sobre a repercussão da sua entrevista no último programa De Frente com Blogueirinha, na qual a apresentadora fez insinuações sobre a filha da chef, de 13 anos. Ela diz que os comentários feitos nas redes sociais sobre a jovem são criminosos.
"O que eu nunca ia imaginar era que uma fala minha sobre os gostos musicais da minha filha (criança) teria os desdobramentos que teve. Não por uma pessoa, mas por milhares de adultos, que nem por um segundo pensaram quais poderiam ser as consequências disso. Pior ainda, muitos nem sabem que isso é crime", escreveu.
Sobre ter apagado os posts relacionados à entrevista de suas redes sociais, Paola disse que o humor precisa de limites: "Limite não é censura. Liberdade não é libertinagem".
Na entrevista, exibida na última segunda-feira (18), Blogueirinha perguntou sobre os gostos da filha de Paola. A chef respondeu que a jovem é fã das cantoras Billie Eilish e Chappell Roan. A apresentadora reagiu e disse que a menina "vai ser insuportável" e, mais tarde, disse nas redes sociais que chegou a "pegar leve" no comentário.
Internautas repercutiram a participação e a fala de Blogueirinha, insinuando sobre a sexualidade da jovem.
Após a repercussão, Paola apagou os vídeos de sua participação de suas redes sociais. Questionada, ela respondeu alguns comentários. "Você tem filhos?" disse em um deles.
A chef também fez referência ao caso de "adultização" e exploração de menores denunciado pelo influenciador Felca em outro comentário: "Acho que temos muitos fãs de Hytalo Santos por aqui".
Blogueirinha disse que suas falas foram mal-interpretadas: "Os stories que fiz nas minhas redes foram levados para outro lugar, sendo interpretados de maneira totalmente equivocada, gerando especulações e repercussões gravíssimas ao meu respeito".
- Por Renata Galf e José Marques | Folhapress
- 22 Ago 2025
- 18:37h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Jair Bolsonaro (PL) recebeu cerca de R$ 44,3 milhões em suas contas bancárias de março de 2023 a junho de 2025, apontam os dados da análise da Polícia Federal juntada ao inquérito sobre as suspeitas de obstrução do julgamento da trama golpista, que levaram ao indiciamento do ex-presidente e do seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A análise se baseia em informações levantadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A maior parte desse valor se concentra em apenas um ano, de março de 2023 a fevereiro de 2024, quando o ex-presidente recebeu pouco mais de R$ 30 milhões. Já o segundo maior montante recebido foi de 20 de dezembro de 2024 a 5 de junho deste ano, quando Bolsonaro recebeu R$ 11,1 milhões.
Ao todo, no período dos quase dois anos, R$ 20,7 milhões recebidos foram provenientes de transações em Pix -sendo que cerca de R$ 19,3 milhões foram enviados de março de 2023 a fevereiro de 2024. Enquanto o montante recebido do PL em todo o período, segundo esses dados, foi de R$ 1,1 milhão.
Em meados de 2023, aliados fizeram uma campanha para arrecadar dinheiro para Bolsonaro pagar multas e advogados, o que gerou uma onda de doações por Pix. O relatório da PF só relata os recebimentos mas não cita a campanha.
O órgão diz que há suspeitas de indícios de lavagem de dinheiro e de outros ilícitos penais por parte do ex-presidente e de Eduardo.
Procurada pela reportagem, a defesa de Bolsonaro não se manifestou sobre a análise da PF. Eduardo Bolsonaro não foi localizado para comentar.
Em relação ao indiciamento, a defesa do ex-presidente afirmou na manhã desta quinta-feira (21) que recebeu a notícia com surpresa e que "jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta" pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Já Eduardo chamou, em nota na noite de quarta-feira (20), de "crime absolutamente delirante" os apontamentos que resultaram no indiciamento.
MOVIMENTAÇÕES EM CONTA
Segundo a análise da PF, Bolsonaro foi identificado como parte envolvida em comunicações reportadas por unidades de inteligência financeira ao Coaf. Ainda de acordo com a investigação, as operações financeiras com suspeitas de "lavagem de dinheiro e outros ilícitos" nas contas de Bolsonaro ocorreram entre 1º de março de 2023 e 5 de junho de 2025.
Apenas de 1º de março de 2023 a 7 de fevereiro de 2024, teriam sido movimentados R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos nessas contas, aponta a análise.
O documento registra nesse período o recebimento, via Pix, de R$ 19,3 milhões em 1.214.254 lançamentos. Já o PL, partido de Bolsonaro, que aparece como o principal pagador nesse período de um ano, transferiu o montante de R$ 291,7 mil a Bolsonaro. Os maiores gastos, por sua vez, foram feitos aos advogados do ex-presidente, no valor de R$ 6,8 milhões.
A PF afirma que foram analisadas 50 comunicações de operações financeiras que envolvem pessoas relacionadas às investigações da trama golpista. Dessas comunicações, quatro tratam de suspeitas relacionadas a Bolsonaro, e quatro, a Eduardo Bolsonaro.
Foram analisadas ainda outras transações feitas pelo ex-presidente e por seu filho. Parte delas é citada no relatório da PF que embasou o indiciamento dos dois, divulgado na quarta-feira (20).
O documento cita, por exemplo, que Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões a Eduardo em 13 de maio de 2025, como foi informado pelo próprio presidente em depoimento. No entanto, também afirma que foram remetidos R$ 30 mil em março e R$ 40 mil em abril, quando Eduardo já estava nos EUA -de acordo com o texto, ele chegou ao país em 27 de fevereiro.
Em relação ao Bolsonaro, a PF diz que "chama atenção o volume de operações de câmbio realizadas ao longo do período analisado, que totalizaram R$ 105.905,54, especialmente considerando que o ex-presidente está com o passaporte retido e proibido de deixar o país".
A análise policial ainda ressalta a transferência de R$ 2 milhões de Bolsonaro à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em 4 de junho deste ano, um dia antes de ele prestar depoimento na investigação. A PF entende que ele fez a transferência para a conta de sua esposa para evitar bloqueios de recursos.
O relatório da PF que embasou o indiciamento diz que também Eduardo usou conta de sua esposa para evitar bloqueios de recursos.
Segundo a investigação, o deputado fez dois repasses para Heloísa Bolsonaro "como forma de escamotear" os valores antes encaminhados a ele pelo pai.
Para a PF, a análise das transações aponta que Bolsonaro e Eduardo utilizaram "diversos artifícios para dissimular a origem e o destino de recursos financeiros, com o intuito de financiamento e suporte das atividades de natureza ilícita do parlamentar" no exterior.
Em depoimento à polícia, Bolsonaro já disse que as transferências a Eduardo foram abastecidas por campanhas de doação feitas por apoiadores do ex-presidente.
A investigação também afirma que Bolsonaro realizou 40 transações de janeiro a julho de 2025, entre saques em caixas eletrônicos e atendimento presencial em guichê bancário.
"No total, foram contabilizados R$ 130.800,00. Não se ignora a eventual necessidade do ex-presidente em realizar despesas de pequeno vulto, sobretudo durante deslocamentos e viagens realizadas ao longo de agendas públicas. Entretanto, o grande volume de transações em dinheiro físico é indício relevante no contexto probatório, considerando os riscos associados à falta de rastreabilidade e a possibilidade de financiamento de ações de caráter ilícito", disse a PF.
- Bahia Notícias
- 22 Ago 2025
- 14:25h
Fotos: Divulgação/Bahia Notícias
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltou atrás e retificou, na noite da última quinta-feira (21), um comunicado publicado inicialmente sobre os episódios brutais e violentos que interromperam a partida entre Independiente e Universidad de Chile. O episódio ocorreu no Estádio Libertadores da América, em Avellaneda, no confronto que foi válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
De acordo com a entidade, a primeira nota foi divulgada sem a autorização do presidente Samir Xaud, que já mantinha conversas diretas com a Conmebol e com a Associação do Futebol Argentino (AFA) a respeito do episódio.
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informa que a nota publicada nesta manhã em seu site e em seus canais digitais sobre os episódios de violência no estádio de Avellaneda foi divulgada sem a anuência do presidente da entidade, que já mantinha diálogo direto com a Conmebol e com a Associação do Futebol Argentino (AFA) sobre o ocorrido", destacou o novo comunicado.
A retificação também reforçou a relação de parceria da CBF com outras entidades do continente e buscou minimizar o desgaste causado pela primeira publicação, que irritou principalmente a AFA. O texto ainda ressaltou o vínculo histórico de respeito com a federação argentina.
"A CBF lamenta a forma como se deu a publicação, pede desculpas por eventuais mal-entendidos e reafirma sua confiança nas medidas que vêm sendo discutidas conjuntamente entre as entidades, no sentido de prevenir a repetição de incidentes semelhantes", acrescentou.
"Em particular, a relação entre a CBF e a AFA sempre foi guiada pelo respeito, admiração mútua e compromisso compartilhado de fortalecer o futebol em nossa região."
Na nota inicial, divulgada pela manhã, a entidade brasileira havia classificado os acontecimentos em Avellaneda como "barbárie" e cobrado da Conmebol "rigor total na apuração dos fatos ocorridos, com investigação célere e transparente, e que os responsáveis sejam identificados e punidos com severidade".
Enquanto a polêmica em torno dos comunicados se desenrolava, a Conmebol segue apurando os incidentes no estádio. Segundo informações da Universidad de Chile, 12 torcedores precisaram de atendimento hospitalar, sendo um deles encaminhado para a UTI. Oito já receberam alta. A partida estava empatada em 1 a 1 quando foi suspensa.
Também na quinta, um suposto comunicado oficial da Conmebol apontava a exclusão das duas equipes da competição. O Bahia Notícias entrou em contato com a assessoria da entidade, que revelou que o documento era falso.
- Por Felipe Gutierrez | Folahpress
- 22 Ago 2025
- 10:30h
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O aumento de arrecadação com as medidas que o governo anunciou nos últimos meses, como o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e do imposto sobre as bets, será menor do que o Ministério da Fazenda espera, afirma a IFI (Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado) em seu relatório de acompanhamento de agosto.
A IFI diz que o Brasil já enfrentava déficits primários recorrentes e a perspectiva de um aumento da relação entre a dívida pública e o PIB quando o governo americano impôs uma "agressiva política comercial".
A consequência do tarifaço serão "efeitos recessivos na economia global e brasileira, com repercussão no nível de crescimento econômico e, consequentemente, das receitas orçamentárias".
A estratégia do governo, diz a instituição, tem sido aumentar as receitas e alterar alguns critérios para definir quais gastos entram na conta da meta do arcabouço fiscal.
Segundo a Receita Federal, estima-se que as mudanças no IOF, anunciadas em meados de maio, aumentem a receita em R$ 8,4 bilhões em 2025 e quase R$ 28 bilhões no ano que vem.
Em julho, o impacto foi de uma alta de R$ 756 milhões na comparação com o mesmo mês do ano passado (em valores corrigidos pela inflação).
A IFI, no entanto, considera que o comportamento dos contribuintes pode mudar para evitar pagar impostos, o que fará com que a receita não aumente da forma como o governo projeta.
No pior dos cenários para a arrecadação, a alta do IOF teria apenas 47% do impacto que o governo projeta em 2027.
Além de alterar o IOF, o governo também baixou a MP (Medida Provisória) 1.303, com cinco regras que alteram os impostos.
As medidas são tributar investimentos de renda fixa que hoje são isentos, aperfeiçoar as regras sobre compensações tributárias e aumento de alíquotas para três impostos diferentes: CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de fintechs, imposto na distribuição de juros sobre capital próprio e o imposto sobre as bets.
Assim como no caso do IOF, as projeções da instituição não batem com as do governo.
Por fim, a IFI também afirmou que as mudanças que foram introduzidas a respeito de precatórios e requisições de pequeno valor no cálculo das metas do arcabouço fiscal não vão mudar "a vida real". O instituto afirma que o resultado primário efetivo e a dinâmica da dívida pública serão os mesmos.
"A formação das expectativas dos agentes econômicos relevantes e a sua ancoragem se dão com base nos resultados efetivos e não nas excepcionalidades legais eventuais", diz o texto.