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O delegado da Polícia Federal (PF) Maurício Moscardi Grillo afirmou que os partidos PP e PMDB eram beneficiados com propina envolvendo o esquema ilegal de vendas de carnes."Dentro da investigação ficava bem claro que uma parte do dinheiro da propina era sim revertida para partido político. Caracteristicamente já foi falado ao longo da investigação dois partidos que ficaram claros: que é o PP e o PMDB", disse durante a coletiva de imprensa realizada em Curitiba na manhã desta sexta-feira (17), dia em que a Operação Carne Fraca foi deflagrada pela PF.A operação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.Segundo a polícia, a Carne Fraca é, em números, a maior operação já realizada pela PF no país. Pela manhã, funcionários do ministério foram detidos. Em seis estados do Brasil e no Distrito Federal, 309 mandados judiciais são cumpridos, sendo 27 de prisão preventiva – que é por tempo indeterminado – e 11 de prisão temporária."O período da investigação é o período que eu posso dizer, ao longo de dois anos de investigação isso era mais claro para a gente. Não sei se eventualmente um esquema ligado a partidos ocorria há mais tempo e também não ficava caracterizado para a gente para qual político especificamente ia todo esse dinheiro", relatou Maurício Moscardi Grillo.A PF informou que ainda não foi detectado o motivo pelo qual o dinheiro era destinado aos partidos.
O delegado disse que o valor é alto, mas, até o momento, não se sabe quanto.O PMDB informou que desconhece o teor da investigação, mas não autoriza ninguém a falar em nome do partido. O G1 entrou em contato com o PP e aguarda uma resposta.Durante a coletiva, o delegado também disse que os frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca usavam produtos químicos para "maquiar" carne vencida. As empresas injetavam água para aumentar o peso dos produtos e, em alguns casos, foi constatada ainda falta de proteína na carne."Eles usavam ácidos e outros produtos químicos para poder maquiar o aspecto físico do alimento. Usam determinados produtos cancerígenos em alguns casos para poder maquiar as características físicas do produto estragado, o cheiro", afirmou Maurício Moscardi Grillo.- Agentes do governo teriam recebido propina para liberar licenças de frigoríficos- Maiores empresas do setor são investigadas no esquema- Ministro foi gravado em conversas com um dos líderes do esquema- Frigoríficos vendiam carne vencida no mercado interno e no exterior- 1,1 mil policiais cumprem mandados: 27 são prisão preventiva e 11 de prisão temporáriaA operação envolve grandes empresas do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas, mas também frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.Em contato com o G1, a JBS afirmou que não tem informação de que algum executivo seu foi preso e informou que não há operação da PF na empresa. A reportagem tenta contato com os demais citados pela Polícia Federal.
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A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (17) 311 mandados judiciais em sete estados, pela operação Carne Fraca, apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária, Abastecimento (Mapa) em esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Segundo informações da Polícia Federal, algumas das maiores empresas do país são alvos da apuração. A investigação aponta que os fiscais pediam propina para empresários; estes cediam, mas em contrapartida, chegavam a obter a prerrogativa de indicar quem faria a fiscalização nas empresas. Os mandados serão em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Ao todo, 1,1 mil policiais participam da ação. Do total de mandados, 26 são de prisão preventiva, 11 de prisão temporária e 79 de conduções coercitivas, além de 195 mandados são de busca e apreensão. Também há ordem judicial para o bloqueio determinou o bloqueio de bens de todos os investigados no caso, somando R$ 1 bilhão. A nome da operação, Carne Fraca, faz menção à expressão popular, como uma forma de indicar a má qualidade dos alimentos vendidos por essas empresas.
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O leilão dos aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) garantiu ao governo uma arrecadação de R$ 3,72 bilhões em todo o período da concessão, cerca de 23% acima do valor esperado pelo governo de R$ 3,014 bilhões. O ágio está bem abaixo dos valores praticados nas primeiras rodadas de concessão de aeroportos.Os lances mínimos foram fixados com base em 25% do valor da outorga e esses valores terão que ser pagos no momento da assinatura do contrato. O governo garantiu uma arrecadação para esta etapa no valor de R$ 1,46 bilhão, o que representa um ágio de quase 100% sobre o mínimo estabelecido pelo edital (R$ 753 milhões).Três grupos estrangeiros - a francesa Vinci, a alemã Fraport e a suíça Zurich - levaram as concessões dos quatro aeroportos. Ao contrário dos leilões anteriores, eles entraram na disputa sem sócios no Brasil. Nenhum grupo brasileiro apresentou proposta pelos quatro aeroportos.
O pregão viva-voz foi marcado por disputas entre os grupos interessados. O consórcio alemão liderado pela Fraport foi o grande vencedor do leilão ao levar os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.A concorrência, no entanto, foi menor do que nas rodadas anteriores de privatização. No leilão dos aeroportos de Galeão e Confins, 5 consórcios participaram da disputa. Já no leilão de Guarulhos, Brasília e Campinas, foram 11 concorrentes.O governo comemorou o resultado. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, destacou que os vencedores são empresas qualificadas e reconhecidas internacionalmente. "O objetivo não é fazer obras nos aeroportos. É um contrato de prestação de serviços", disseJá o ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, disse que o interesse de grupos estrangeiros pelos 4 aeroportos "significa que o Brasil retomou a credibilidade no mercado internacional".O leilão foi tratado pelo mercado como primeiro grande teste de atratividade do programa de concessões na área de infraestrutura do governo Michel Temer. A estimativa é que os quatro aeroportos juntos gerem R$ 6,613 bilhões em investimentos ao longo do período de concessão.Para tornar as concessões mais atrativas, o governo decidiu tirar a exigência da participação da Infraero nos consórcios (a estatal é sócia em 5 aeroportos concedidos com 49% de participação) e de pagamento de outorga nos 5 primeiros anos de concessão.O investimento mínimo projetado para os quatro aeroportos juntos é de R$ 6,61 bilhões durante o prazo de concessão, que será de 30 anos (prorrogável por mais 5) , com exceção do aeroporto de Porto Alegre, cujo prazo é de 25 anos (prorrogável por mais 5).Entre os principais investimentos que deverão ser realizados pelos futuros operadores estão a ampliação dos terminais de passageiros, dos pátios de aeronaves e das pistas de pouso e decolagem. Também estão previstos o aumento do número de pontes de embarque, ampliação dos estacionamentos de veículos.Os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza respondem atualmente por cerca de 12% do total de passageiros transportados no país.
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O brasil tem 396 casos confirmados de febre amarela, de acordo com boletim do Ministério da Saúde. Eles são parte das 1.538 notificações recebidas pelos órgãos de saúde dos estados, sendo que 958 suspeitas ainda estão sob investigação e outras 184 já foram descartadas.Os estados mais afetados pela doença são Minas Gerais, com 303 casos confirmados, Espírito Santo, com 89, e São Paulo, com 4. Até o momento, 134 mortes estão relacionadas à doença no país, com comprovação laboratorial sobre a presença do vírus - outras 112 estão em investigação.Cercado pelos estados mais afetados, o estado o Rio de Janeiro confirmou sua primeira morte pela doença nesta quarta-feira (15). O caso foi registrado em Casmirio de Abreu, no interior.Watila Santos, de 38 anos, estava internado no Hospital Municipal Angela Maria Simões Menezes e morreu no sábado (11). O vizinho dele, de 37 anos, que também teve o caso confirmado pela secretaria segue internado no Hospital dos Servidores no Rio de Janeiro.De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Rio, foi possível identificar resultados positivos para o vírus por meio de exames nos dois homens, moradores da área rural do município e que não possuem histórico de viagem para áreas onde há comprovação da circulação da doença.O vírus da febre amarela que causa o atual surto no Brasil circula nas áreas rurais, silvestres e de mata, transmitido pelos mosquidos Haemagogus e Sabethes. Pessoas que morem nestas regiões ou que devem viajar nos próximos meses devem receber uma dose da vacina 10 dias antes de chegar ao local.
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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou nesta terça-feira (14) metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. O Brasil assumiu como compromisso atingir três metas: deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.
. "Nosso desafio é incentivar as pessoas a adotarem uma alimentação correta: descascar mais e desembalar menos. E é preciso ensinar desde cedo a manipular os alimentos. As crianças hoje, não tem oportunidade de acompanhar a preparação dos alimentos e aprender a cozinha-los. Além disso, o sedentarismo é alto e tem muito haver com a obesidade. Precisamos mudar os hábitos do dia a dia para enfrentar o desafio da obesidade", afirmou o ministro nesta terça-feira (14), durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, em Brasília. Segundo a pasta, é possível notar que a população brasileira tem reduzido o consumo de alimentos básicos ao mesmo tempo em que aumenta o consumo de processados. A Pesquisa Nacional de Saúde (2013) apontou que mais da metade dos brasileiros está com excesso de peso. A incidência é maior em mulheres (59,8%) do que em homens (57,3%). A obesidade também segue o mesmo padrão. 25,2% das mulheres adultas do país estão obesas contra 17,5% dos homens. O índice mantém a mesma proporção na América Latina. Segundo dados do relatório Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional da OMS (2016) 58% da população da América Latina está com sobrepeso e 23% está obesa.
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Sindicatos e servidores públicos fazem protestos e paralisações nesta quarta-feira (15) contra as reformas trabalhista e da Previdência. Os transportes públicos pararam em várias capitais, e vias foram bloqueadas. Em alguns estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte, professores da rede pública decretaram greve por tempo indeterminado. Acre Capital: O terminal urbano de Rio Branco ficou fechado por 20 minutos em protestos de sindicalistas contra as reformas trabalhista e da Previdência. O ato começou em frente ao Palácio de Rio Branco e deixou o trânsito na região central lento. O protestos terminou às 11h.Interior: ao menos 70 escolas da rede de ensino estadual de Cruzeiro do Sul, além da agência de Correios, estão fechadas. Houve um protesto que reuniu 500 pessoas, segundo organizadores. A Polícia Militar não acompanhou o ato dos rodoviários e servidores públicos de diversas categorias paralisaram as atividades. Os ônibus que têm como trajeto o Centro não circularam na região até as 12h desta quarta. Manifestantes se reuniram no centro de Maceió e o ato terminou por volta das 13h15. A estimativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) é que 10 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar fala em 5 mil Interior: manifestantes do Movimento dos Sem-Terra bloquearam trechos da BR-101 nos municípios de Novo Lino, Flexeiras e Junqueiro. O assessor do MST informa que também há bloqueios em União dos Palmares, Maragogi e Piranhas, mas que a interdição acontece em apenas uma faixa da via, para panfletagens contra as medidas do governo federal. Também foram registrados protestos em Redenção, Paragominas, Parauapebas e Altamira.
- Correio 24h
- 15 Mar 2017
- 12:08h
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O atacante Neymar será julgado nesta quarta-feira (15) pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O jogador questiona a multa recebida de quase R$ 200 milhões. Em audiências anteriores, foi pedida a revisão dos dados do processo, adiando a decisão.A Receita Federal atuou Neymar e sua família por terem deixado de pagar R$ 63,6 milhões entre 2011 e 2013. Com multas e correções, o valor se aproxima dos R$ 200 milhões. A Receita alega que houve omissão de rendimentos de fontes do exterior com publicidade e “omissão de rendimentos oriundos de vínculo empregatício pagos pelo Barcelona”.A defesa de Neymar diz que os valores se devem a apenas direitos de imagem. Caso a multa seja aplicada, é provável que o Barcelona ajude Neymar no pagamento. A medida estaria prevista no novo contrato dele com o clube, segundo o UOL.
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Escolas da rede pública não têm atividades nesta quarta-feira (15), em Salvador. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-BA), a decisão faz parte do "Dia Nacional de Luta Contra A Reforma da Previdência".Além da mobilização desta quarta-feira, conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, os professores iniciam neste dia 15 de março uma greve que vai durar até o dia 24 deste mês. A greve também é contra a reforma na presidência, e pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional.Por volta das 7h desta quarta-feira, o G1 esteve no Colégio Estadual Evaristo da Veiga, no bairro de Ondina, na capital baiana, e encontrou a unidade com portões fechados,.O Colégio Estadual Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, e o Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, no Canela, são outros que não abriram os portões nesta quarta-feira.
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Os juízes federais querem ter direito a se filiar a partidos políticos e a se candidatar a cargos eletivos. Atualmente, a possibilidade é proibida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Os juízes só podem exercer atividade extra como professores. A União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf) quer derrubar essa imposição. A entidade entrou com ação coletiva na Zona Eleitoral de Formosa, em Goiás, pedindo o reconhecimento do direito de os juízes se filiarem e se candidatarem nas eleições. A instituição diz que nomes como o do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro aposentado Joaquim Barbosa, a atual presidente da Corte, Cármen Lúcia e o juiz Sérgio Moro, tem intenção de voto da população para conduzir o país. A ação pede a “integral aplicação da Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de forma a que seja garantindo ao povo brasileiro, nos termos do seu artigo 23, item 1.b, segundo o qual todos os cidadãos devem gozar dos direitos e oportunidades de votar e ser eleitos em eleições periódicas autênticas”. A entidade diz que o pacto permite ao cidadão o direito de votar em quem quiser, em especial, “candidatos oriundos da magistratura nacional que, atualmente, estão proibidos de concorrem aos cargos eletivos no Brasil’. A Unajuf afirma que os juízes federais observam que “o pleno exercício da cidadania é inerente a todos os cidadãos, podendo haver limitação apenas e tão somente às hipóteses exclusivas relativas à idade, o que é muito natural pois diz respeito ao próprio discernimento, à nacionalidade (intrínseco portanto à condição de naturalidade), de residência (em outras palavras, de representação), idioma (o domínio da língua pátria é inerente aos valores de um povo), ao grau de instrução (fator de compreensão mínima de normas), à capacidade civil ou mental (é dizer, estar no gozo pleno da vida) e não haver condenação (o segregado não é um ser político por natureza pela ausência de liberdade”.
- Tr.dabahia
- 14 Mar 2017
- 12:09h
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As agências bancárias de todo o estado vão paralisar as atividades nesta quarta-feira, 15, até às 12h.A decisão, tomada em assembleia realizada ontem, ocorre em adesão ao Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência e as medidas tomadas pelo governo Michel Temer. No mesmo dia, à tarde, a categoria integra passeata com saída do Campo Grande a partir das 15h.
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Após contribuir por 29 anos, ele foi até agência da Caixa, em Campinas.Direito ao benefício foi comemorado; amigo ajudou com novo documento.A emissão de uma nova carteira de identidade devolveu ao pedreiro "Genaro", como é chamado por amigos, o direito de ser efetivamente Pedro Eduardo Pantaroti. Com documento em mãos, ele foi até uma agência da Caixa, em Campinas (SP), onde descobriu que possui recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de contas inativas, e que poderá se aposentar.Contribuinte por 29 anos, ele está atualmente desempregado e, às vezes, dorme em um colchão velho deixado na área dos fundos de um comércio. O pedreiro conseguiu nova versão do RG com a ajuda de um amigo e, na sexta-feira (10), recebeu R$ 55 na unidade bancária. O valor total que ele terá direito não foi divulgado."Não esperava [que havia dinheiro para receber].
Mas, agradeço", contou emocionado à EPTV, afiliada da TV Globo. O amigo Sérgio de Lima, que trabalha como metalúrgico, recebeu a notícia com brincadeiras. "Ele já trabalhou muito tempo registrado, nem sabia da existência do inativo. [...] Está contente, falando que vai comprar celular, um relógio, vai fazer churrasco de picanha."Na tarde de segunda-feira, o pedreiro voltou à agência da Caixa, no Centro, para entregar novos documentos. Ele ficou entusiasmado ao descobrir que havia outra conta inativa com recursos.A resposta foi recebida com alegria pelo pedreiro, que comemorou com distribuição de sorrisos e abraços pela agência. "Não esperava [...] Estou muito feliz", ressaltou ao lado do amigo.
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- Correio 24h
- 14 Mar 2017
- 10:07h
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Apesar da decisão da Justiça Federal em São Paulo, que concedeu liminar ontem (13) contra a norma que autoriza as companhias aéreas a cobrar pelo despacho de bagagens, as demais regras para o transporte aéreo de passageiros previstas para entrar em vigor hoje (14) continuam valendo. Isso porque a decisão apenas suspendeu a vigência de dois artigos da resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que tem 45 artigos no total.Com as novas regras, o consumidor terá 24 horas para desistir da compra da passagem sem ônus, no caso de bilhetes adquiridos mais de sete dias antes da data do voo. Outra mudança é que as empresas não poderão mais cancelar automaticamente o trecho de retorno quando o passageiro avisar que não fará uso do trecho de ida. Ou seja, se o passageiro perder o voo de ida, ele pode usar o trecho de volta, desde que avise à companhia aérea.Se houver extravio de bagagens, o prazo de restituição passa de 30 dias para sete dias, no caso de voos domésticos. Para voos internacionais, o prazo permanece em 21 dias. A empresa deverá ressarcir os passageiros que estiverem fora de seu domicílio pelas despesas em função do extravio de bagagem, como compra de roupas e outros itens necessários.
.As mudanças de horário, itinerário ou conexão no voo pela companhia devem ser avisadas com antecedência mínima de 72 horas ao passageiro. Se a alteração for superior a 30 minutos, o passageiro tem direito a desistir do voo. A indenização para os casos em que a empresa deixar de embarcar o passageiro, por overbooking, por exemplo, será de cerca de R$ 1 mil para voos domésticos e R$ 2 mil para internacionais.Nos anúncios de venda, as empresas deverão informar o valor total a ser pago pelo consumidor, já incluídas as taxas aeroportuárias e tarifas de embarque. Além disso, no caso da venda pela internet, produtos e serviços adicionais não podem estar pré-selecionados, para que o consumidor não acabe comprando algo sem querer.
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nistério do Trabalho recebeu 239 denúncias de problemas com o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) desde que o governo anunciou a liberação do saque das contas inativas. Segundo a Lei 8.036/1990, todos os empregadores são obrigados a depositar, em conta bancária vinculada, o correspondente a 8% da remuneração do trabalhador no mês anterior. Nesse percentual devem ser incluídos cálculos referentes a comissões, gorjetas e gratificações.Se o trabalhador constatar que não teve o fundo de garantia depositado corretamente, pode formalizar denúncia contra a empresa.Os depósitos do FGTS devem ocorrer mensalmente até o dia 7. Quando a data não cair em dia útil, o recolhimento deverá ser antecipado.
Além disso, as empresas são obrigadas a comunicar mensalmente os empregados sobre os valores recolhidos. O chefe da Divisão de Fiscalização do FGTS no Ministério do Trabalho, Joel Darcie, lembra que qualquer trabalhador pode checar se os depósitos estão sendo feitos corretamente.“Basta tirar um extrato atualizado da conta vinculada do Fundo de Garantia. O documento pode ser obtido em qualquer agência da Caixa Econômica Federal, de posse do Cartão do Trabalhador, ou da Carteira de Trabalho e o cartão ou número do PIS. Também é possível fazer isso baixando o aplicativo do FGTS no smartphone”, explica.A Caixa só tem as informações a partir de maio de 1992. Caso o trabalhador tenha sido admitido na empresa antes dessa data, ele deve verificar na Carteira de Trabalho, na parte FGTS, qual era o banco anterior e solicitar o extrato. Com o extrato em mãos, é possível verificar se todos os meses trabalhados tiveram depósito em conta.Joel Darcie diz que a denúncia fica registrada como anônima, evitando possíveis prejuízos ao emprego. “Ele pode procurar o sindicato representante da categoria profissional ao qual ele pertence ou uma superintendência, agência ou gerência do Ministério do Trabalho na cidade dele”, explica.A rede de atendimento do Ministério do Trabalho está disponível no site http://trabalho.gov.br/rede-de-atendimento. Não existe prazo para fazer a reclamação. Os documentos necessários são a carteira de trabalho e o extrato da conta vinculada do FGTS.O trabalhador também tem a opção de oferecer denúncia ao Ministério Público do Trabalho ou ingressar com reclamação na Justiça do Trabalho. Nos casos em que a empresa não exista mais, o trabalhador pode ingressar com uma ação trabalhista na Justiça do Trabalho e requerer o pagamento do FGTS devido.
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A justiça brasileira contabiliza pelo menos 31.610 processos com réus que serão julgados ou foram condenados por um júri popular, mas que ainda aguardam, em prisão provisória, o julgamento de seus recursos. É o caso do goleiro Bruno Fernandes. Condenado por um júri popular, ele aguardava o julgamento de seu recurso em prisão provisória havia mais de seis anos e foi solto após ser beneficiado por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), por excesso de prazo em sua prisão.Bruno foi condenado em 2013 pelo Tribunal de Júri de Contagem (MG) pela morte de Elisa Samudio, mas sua prisão era provisória desde as investigações, ou seja, ele ainda não estava cumprindo a pena. Para o ministro Marco Aurélio Mello, que concedeu a liminar, nada justifica a espera pelo recurso de apelação (leia a íntegra da decisão). Agora, o goleiro vai poder responder ao restante do processo em liberdade.
Se o recurso contra o júri for negado, ele pode ser preso novamente.Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que essa é a situação de 13% dos processos envolvendo presos provisórios do país. No total, o país possui 244.653 processos envolvendo presos provisórios, ou seja, que ainda aguardam o julgamento de recursos atrás das grades.Os outros 213.043 não foram condenados pelo júri, que só julga crimes contra a vida, mas por um juiz. É o caso dos crimes de tráfico, roubo, furto, entre outros. Mas eles também poderiam pedir habeas corpus se houver vícios na prisão, como excesso de prazo, falta de fundamentação, entre outros, e, assim como o goleiro, obter liberdade provisória.O número difere do total de pessoas presas porque um mesmo preso pode responder a mais de um processo. E porque num único processo pode haver mais de um réu.
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Diante do envelhecimento da população e de distorções nas regras atuais da Previdência, uma reforma se faz urgente. A avaliação é de Rogério Nagamine, coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, a população idosa vai aumentar em 1 milhão por ano até 2060. Nagamine participou do Fórum Estadão sobre Reforma da Previdência, em São Paulo, nesta quinta-feira (9/3). Segundo ele, as regra atuais tiram espaço de outros gastos, como educação e saúde. Também deixa poucos recursos para os investimentos, o que gera efeitos negativos sobre o crescimento e sobre a infraestrutura do País. “No ano passado, 53,7% das despesas primárias da União foram com Previdência, isso considerando o regime geral, servidores e o BPC/Loas”, relatou. Ele alertou ainda que o envelhecimento dos brasileiros vai tornar essa fatura ainda mais pesada. A tendência é de que se tenha cada vez mais beneficiários e menos contribuintes. “Claramente é uma situação insustentável”, observou. O especialista calculou que sem a reforma, seria necessário um aumento da carga tributária, que já é elevada. Nagamine explicou que o Brasil é um “ponto fora da curva” no cenário global de Previdência, já que é um País jovem, mas com gastos de benefícios e aposentadorias semelhante ao de países com população mais velha. “Temos despesa de 12% ou 13% do PIB com Previdência, na União Europeia, esse gasto é de 11%”, afirmou.