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- Bahia Notícias
- 30 Ago 2025
- 13:13h
Foto: YouTube
O humorista Léo Lins se tornou alvo de uma nova ação judicial. De acordo com informações da colunista Fábia Oliveira, do site Metrópoles, o comediante foi acionado este mês em uma “execução fiscal” por não pagar uma multa aplicada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
A cobrança tem origem em um processo administrativo na Secretaria de Justiça, onde o TCE-SP aplicou uma multa contra o comediante por uma denúncia de discriminação por orientação sexual e/ou identidade de gênero.
Segundo a publicação, o valor, que seria de cerca de R$ 34 mil, não foi pago por Leo Lins, o que levou à nova ação judicial. Caso Lins não quite a dívida, os bens do humorista podem ser penhorados.
- Por Folhapress
- 30 Ago 2025
- 11:14h
Foto: TV Globo
O presidente Lula lamentou a morte de Luis Fernando Verissimo. O escritor morreu neste sábado (30) aos 88 anos em Porto Alegre.
Lula disse que Verissimo foi "um dos maiores nomes da literatura". "Luis Fernando Veríssimo, um dos maiores nomes de nossa literatura e nosso jornalismo, nos deixou neste sábado (30) aos 88 anos de idade. Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort."
E que escritor defendeu a democracia. "Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com a Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura e o autoritarismo; e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo - e a todos os seus familiares."
Verissimo morreu em decorrência de complicações de uma pneumonia. Segundo a assessoria do Hospital Moinhos de Vento, onde o escritor estava internado, Verissimo morreu às 0h40 deste sábado (30). O velório será realizado neste sábado (30), às 12h, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.
- Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
- 29 Ago 2025
- 16:25h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou um o requerimento que prevê a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência (FPDPD). Conforme antecipado pelo Bahia Notícias, a presidência ficou com a deputada estadual Claudia Oliveira (PSD), a qual foi a autora do requerimento. A medida com a criação da Frente foi publicada no Diário Oficial do Legislativo desta quinta-feira (28).
A fundação do grupo foi realizado no dia 7 de maio e aguardava o aval da Mesa Diretora de Casa para de fato iniciar oficialmente as suas atividades. Segundo a ata de fundação, o objetivo da FPDPD é “acompanhar, discutir, pesquisar, sensibilizar e implementar projetos que visem o exercício da cidadania plena da Pessoa com Deficiência, dentre outras atividades relacionadas”.
Entre as diretrizes da Frente, estão a promoção da cidadania e dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência, o incentivo à inclusão em todas as esferas sociais, a fiscalização das condições de acessibilidade em espaços públicos e a articulação com órgãos estaduais e federais para garantir a efetividade das normas já existentes.
A justificativa do requerimento ressalta o contexto de exclusão social enfrentado por pessoas com deficiência (PCD). Com base nos dados do Censo 2021 do IBGE, a Bahia é o quarto estado com maior proporção de PCDs no país. Ainda segundo a justificativa, em 2019 a taxa de desemprego entre PCDs a 15%, acima da média nacional.
Outro destaque do texto é a constatação de que as políticas públicas voltadas ao segmento ainda são insuficientes e, muitas vezes, mal fiscalizadas. Nesse sentido, a Frente pretende também monitorar a execução orçamentária de programas voltados às PCDs, atuando para que os recursos sejam efetivamente aplicados.
A Frente Parlamentar será integrada por todos os deputados que subscreveram o requerimento e o estatuto. Dentre os membros, estão: Diego Castro (PL), Alex da Piatã (PSD), Eduardo Salles (PP), Antonio Henrique Jr. (PP), Matheus Ferreira (MDB), José de Arimateia (Republicanos), Ludmilla Fiscina (PV), Kátia Oliveira (União), Maria del Carmen (PT), Ivana Bastos (PSD), Fátima Nunes (PT), Laerte do Vando (Podemos), Soane Galvão (PSB), Eduardo Alencar (PSD), Vitor Azevedo (PL), Rogério Andrade (MDB), Hassan (PP), Emerson Penalva (PDT) e Ricardo Rodrigues (PSD).
- Bahia Notícias
- 29 Ago 2025
- 14:23h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (28) para rejeitar um novo recurso da defesa e manter preso o ex-jogador Robinho, condenado na Itália a 9 anos de prisão por estupro coletivo. O crime ocorreu em 2013, em uma boate de Milão, quando o atleta atuava no Milan.
Os ministros analisam, no plenário virtual, um segundo pedido apresentado pelos advogados. O prazo para inclusão de votos vai até sexta-feira (29). A defesa questiona decisão anterior do próprio STF que confirmou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de validar a sentença italiana e determinar o cumprimento da pena no Brasil.
Robinho está preso desde março de 2024, em Tremembé (SP). A Justiça italiana confirmou a condenação em última instância em 2022. Como o ex-atleta é brasileiro nato, não pode ser extraditado, razão pela qual a pena foi homologada pelo STJ.
A defesa sustenta que a prisão é ilegal porque a Lei de Migração, de 2017, só passou a prever a execução no Brasil de penas impostas por tribunais estrangeiros após o crime pelo qual Robinho foi condenado. Os advogados alegam que a norma estaria sendo aplicada de forma retroativa.
O relator Luiz Fux rejeitou o argumento, afirmando que a lei não tem natureza penal, mas apenas define o local de cumprimento da sanção. “O que se verifica é mera tentativa de rediscussão de matérias já apreciadas por esta Corte”, escreveu. O voto foi seguido por Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Cristiano Zanin.
O ministro Gilmar Mendes abriu divergência e votou pela libertação de Robinho. Para ele, o artigo 100 da Lei de Migração não poderia ser aplicado retroativamente e a prisão deveria aguardar o esgotamento de todos os recursos.
- Bahia Notícias
- 29 Ago 2025
- 12:22h
Foto: Vitor Vasconcelos/ Secom PR
A Bahia registrou a abertura de 9.436 empregos com carteira assinada em julho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (27), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, entre janeiro e julho de 2025, a Bahia acumula 77.331 novos empregos formais.
Em julho, o estado apresentou desempenho positivo em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 3.314 novos postos. Na sequência aparecem Indústria (2.533), Construção (2.309), Comércio (651) e Agropecuária (629).
Salvador foi o município baiano com melhor saldo em julho, com 1.718 novos postos. A cidade tem hoje 690,3 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no estado aparecem Luís Eduardo Magalhães (1.002), Lauro de Freitas (737) e Feira de Santana (615).
- Bahia Notícias
- 29 Ago 2025
- 10:18h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O estrategista político norte-americano Jason Miller, conhecido por ser um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou, na última quarta-feira (27), uma foto com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na postagem, o estrategista publicou foto com o ex-presidente e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e uma bandeira do Brasil. Ele escreveu na legenda da postagem um pedido de liberdade pelo ex-presidente.
Além disso, Miller já havia postado que não desistiria de Bolsonaro até que ele estivesse "livre". Em abril, ele havia falado que Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), era "a maior ameaça à democracia no hemisfério Ocidental".
Jason Miller, embora não tenha um cargo oficial, participou das campanhas presidenciais de Trump desde 2016 e acaba por influenciar como consultor político e de comunicação.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 29 Ago 2025
- 08:14h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O atraso na votação da nova PEC (proposta de emenda à Constituição) dos precatórios deixou o Poder Executivo sem um espaço extra de R$ 13,4 bilhões no envio do PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026.
Segundo dois técnicos da equipe econômica, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai encaminhar a proposta de Orçamento sem acrescentar esse valor ao limite de despesas do ano que vem.
O espaço ainda poderá ser incorporado pelos parlamentares durante a tramitação do projeto no Congresso. Para interlocutores do mercado financeiro, no entanto, esse arranjo ampliará o poder de barganha do Legislativo nas negociações, num momento em que o governo já vive uma situação de instabilidade em sua base aliada.
A inclusão dos R$ 13,4 bilhões no envio da proposta orçamentária permitiria ao Executivo propor desde já a destinação dos recursos, embora a aprovação final ainda dependesse do Congresso. Agora, com o adiamento, os parlamentares ficarão mais livres para definir a aplicação da verba.
A nova PEC dos precatórios flexibiliza as condições de pagamento de sentenças judiciais devidas por estados e municípios. O texto ainda retira os precatórios da União do limite de gastos do arcabouço e prevê uma transição de dez anos até que essas despesas voltem a ser integralmente contabilizadas na meta de resultado primário (diferença entre receitas e despesas, descontado o serviço da dívida).
Há também um dispositivo que abre o espaço extra no Orçamento de 2026. Trata-se de uma autorização para incorporar na base de cálculo do limite do arcabouço um crédito de R$ 12,4 bilhões aberto em 2025 em decorrência da inflação maior na reta final de 2024.
Esse crédito está previsto na lei do arcabouço fiscal, cujo teto de gastos é corrigido anualmente pela variação da inflação em 12 meses até junho do ano anterior, mais uma variação real de até 2,5%.
Seu objetivo é permitir ao governo acomodar as pressões vindas de reajustes maiores de benefícios previdenciários e assistenciais, caso haja uma aceleração dos preços entre julho e dezembro do ano anterior. Sem o crédito, o desalinhamento entre os índices de correção poderia levar a uma situação em que os benefícios crescem muito mais do que o limite, achatando outras despesas.
A lei do arcabouço diz que esse crédito não deve ser mantido na base de cálculo do limite do ano seguinte, pois a correção pela regra habitual já vai contemplar o período em que a inflação ficou maior. A PEC, porém, abre uma exceção e autoriza a incorporação do valor.
Ao manter os R$ 12,4 bilhões deste ano na base de cálculo do teto de 2026, o governo terá, na prática, um espaço extra de R$ 13,4 bilhões, pois o valor será igualmente corrigido pela inflação (5,35%, segundo o resultado acumulado em 12 meses até junho deste ano) mais a variação real de 2,5%.
A PEC dos precatórios já teve o aval da Câmara dos Deputados. No Senado, o texto foi aprovado em primeiro turno no mês de julho, mas o segundo turno ficou pendente. Na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adiou a votação sob a justificativa de afastamento do relator, senador Jaques Wagner (PT-BA), que também é o líder do governo na Casa. Ainda não há previsão de nova data para a votação.
Segundo um dos técnicos ouvidos pela reportagem, a equipe econômica analisou propostas orçamentárias enviadas no passado para identificar como foi o tratamento de temas abordados em PECs ainda em tramitação. A conclusão foi a de que o espaço extra não deveria ser considerado, em linha com o que se praticou em anos anteriores.
Outro técnico explicou que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) autoriza incorporar impactos de medidas ainda em tramitação no Congresso, mas o dispositivo é mais usado para contabilizar novas fontes de receita. Nas discussões internas, os técnicos julgaram mais prudente deixar o espaço extra de R$ 13,4 bilhões fora do PLOA de 2026.
Durante a tramitação do Orçamento, o Executivo pode enviar uma mensagem modificativa para incorporar o valor adicional, desde que isso seja feito até a aprovação do relatório preliminar na CMO (Comissão Mista de Orçamento). Depois disso, os ajustes dependerão exclusivamente de negociações com os parlamentares. O relator do PLOA 2026 será o líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL).
Na avaliação de um técnico do governo, o arranjo não deve aumentar muito o poder de barganha dos congressistas, sobretudo porque a legislação limita a ampliação das emendas parlamentares, verbas carimbadas pelos congressistas e usadas para irrigar seus redutos eleitorais.
No entanto, os deputados e senadores ainda podem destinar os recursos extras para despesas livres de sua preferência, desde que em âmbito nacional, sem vinculação expressa com uma região ou localidade. A execução dessas verbas fica sujeita a cobranças por direcionamento feitas nos bastidores.
Ainda assim, integrantes do governo consideram ter instrumentos suficientes para administrar o Orçamento sob essas condições. O Executivo pode remanejar parte das dotações sem necessidade de aval prévio do Congresso, ou pode fazer bloqueios em caso de aumento das despesas obrigatórias.
A equipe econômica tem tratado o espaço adicional no limite de gastos como uma forma de compensar o Executivo após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) flexibilizar o acesso de trabalhadoras autônomas ao salário-maternidade, pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Estimativas iniciais apontavam um impacto de cerca de R$ 12 bilhões em 2026. Projeções mais recentes mostram um efeito menor, embora ainda significativo, de R$ 8,5 bilhões.
Na prática, porém, esses valores já estarão na proposta orçamentária. Por isso, a incorporação futura dos R$ 13,4 bilhões extras deve ajudar a acomodar as emendas de comissão, que devem ser indicadas pelos congressistas durante a tramitação da proposta orçamentária.
Diferentemente das emendas individuais e de bancada, que são impositivas e possuem reserva própria no PLOA, as emendas de comissão estão limitadas a R$ 11,5 bilhões, mais a variação da inflação, mas não são obrigatórias. Por isso, não há reserva prévia de valores -o Congresso precisa cortar de outras políticas para carimbar os recursos, o que gera desgastes. A perspectiva de limite extra deve reduzir os atritos em torno dessas indicações.
- Por Bruno Ribeiro | Folhapress
- 28 Ago 2025
- 14:17h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Em meio à crise diplomática entre os governos Lula (PT) e Binyamin Netanyahu, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prepara o envio de seu principal auxiliar, o secretário da Casa Civil, Arthur Lima, a uma missão em Israel. A iniciativa é vista como um contraponto às posições do governo federal em relação ao país.
A viagem é articulada pela Frente Parlamentar em Defesa da União entre Brasil e Israel, instalada na Alesp (Assembleia Legislativa) no fim do ano passado por deputados bolsonaristas aliados de Tarcísio.
"Vamos levar a manifestação de que a maioria da população de São Paulo e do Brasil está ao lado de Israel", disse o deputado estadual Danilo Campetti (Republicanos), coordenador da frente. Segundo ele, a missão servirá como resposta às "manifestações desastrosas e equivocadas do presidente Lula" sobre o país.
O convite partiu do Consulado de Israel em São Paulo e prevê agendas em Tel Aviv e Jerusalém, além de visitas a locais atingidos pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
O governo paulista enviará dois técnicos além de Lima: o subsecretário de Assuntos Diplomáticos, Samo Sérgio Gonçalves Tosatti, servidor de carreira do Itamaraty cedido ao estado, e seu auxiliar Bruno Berkiensztat.
No caso da Alesp, serão sete deputados, dos quais seis são bolsonaristas, de acordo com o coordenador da frente: Gil Diniz (PL), Tenente Coimbra (PL), Lucas Bove (PL), Paulo Mansur (PL), Dani Alonso (PL) e Capitão Telhada (PP), além do próprio Campetti. O não bolsonarista é Oseias de Madureira (PSD), pastor evangélico. A comitiva também terá o deputado federal Capitão Augusto (PL-SP), marido de Dani Alonso.
Lima é considerado um dos auxiliares mais leais de Tarcísio e assumiu a articulação internacional do governo desde que a Secretaria de Relações Internacionais foi extinta, em maio de 2024. Ele e o governador se conhecem desde 1992, quando ingressaram juntos na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas, e se formaram na mesma turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras). Lima trabalhou no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) entre 2008 e 2011, durante o governo Lula.
Tarcísio tem feito críticas à política externa do governo Lula, em especial em relação às respostas ao tarifaço imposto por Donald Trump --de quem ele se declarou apoiador-- ao Brasil.
A movimentação ocorre no momento de maior tensão entre Brasília e Tel Aviv. Lula classifica como genocídio os ataques israelenses à Faixa de Gaza, que já resultaram em mais de 60 mil mortes, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas e considerados confiáveis pela ONU.
Nesta terça-feira (26), o governo israelense retirou a indicação de Gali Dagan para o cargo de embaixador em Brasília, rebaixando as relações entre os dois países, após meses de espera por uma aprovação brasileira ao diplomata.
No mesmo dia, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, chamou Lula de "antissemita declarado" e publicou nas redes sociais uma imagem feita por inteligência artificial que retrata o presidente como marionete do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Em resposta, o Itamaraty publicou nota chamando a mensagem de "grosserias inaceitáveis contra o Brasil e o presidente Lula".
Em nota, a Casa Civil paulista informou que "Arthur Lima foi convidado pelo Consulado-Geral de Israel em São Paulo a integrar a delegação de membros e apoiadores da Frente Parlamentar em Defesa da União Brasil e Israel, da Alesp".
A pasta afirmou ainda que "o objetivo da missão é fortalecer as relações institucionais e promover o intercâmbio de experiências e boas práticas entre as autoridades israelenses e brasileiras" e que todas as despesas serão custeadas pelo Estado de Israel.
O Itamaraty foi procurado, mas não se manifestou até a publicação deste texto.
- Por Leonardo Vieceli | Folhapress
- 28 Ago 2025
- 12:08h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Precisar recorrer a algum trabalho extra para complementar a renda é uma realidade para 56% da população consultada por uma pesquisa em dez capitais brasileiras.
As atividades mais citadas foram bicos de serviços gerais, o que inclui faxina, manutenção, reformas, jardinagem e "marido de aluguel" (17%).
Vender roupas e outros artigos usados (12%), produzir alimentos em casa para venda (9%), revender cosméticos ou produtos de beleza (8%), atuar como motorista ou realizar entregas por aplicativo (7%) e outras tarefas também aparecem na lista.
As informações integram a pesquisa Viver nas Cidades: Desigualdades, com lançamento nesta quinta-feira (28). Trata-se de uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com a Ipsos-Ipec e a Fundação Volkswagen.
Segundo os responsáveis, o levantamento foi realizado de maneira online a partir de uma amostra com pessoas de 16 anos ou mais, que moram nas capitais investigadas há pelo menos dois anos e que pertencem às classes A, B, C, D e E.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos no caso do universo total. Para os resultados desagregados por capital, a margem pode variar de 4 a 6 pontos percentuais.
A pesquisa afirma que 37% dos entrevistados não precisaram recorrer a atividades extras para complementar a renda nos últimos 12 meses –as entrevistas foram aplicadas no período de 1º a 20 de julho de 2025. Os outros 7% não souberam responder.
Conforme a publicação, os entrevistados que recorreram a trabalhos extras nos últimos 12 meses se sobressaem entre os grupos com rendimento mensal familiar de até dois salários mínimos (68%), que possuem ou convivem com pessoas com deficiência (68%) e das classes D e E (65%).
Também são mais significativos entre pretos e pardos (63%), evangélicos e protestantes (63%) e a camada com ensino médio (62%).
Belém (70%), Manaus (69%) e Fortaleza (65%) foram as capitais com as maiores proporções de pessoas que precisaram recorrer a atividades extras.
Porto Alegre, por outro lado, teve o menor percentual: 47%. Foi a única capital com menos de 50%. Em São Paulo, 53% fizeram trabalhos para complementar o rendimento.
RENDA FICA ESTÁVEL OU AVANÇA PARA 57%
Uma parcela de 40% do total de entrevistados disse que sua renda pessoal ficou estável nos últimos 12 meses, aponta a pesquisa. Outros 17% indicaram aumento no mesmo período. As duas fatias somaram 57% –quase 6 em cada 10. Por outro lado, 34% relataram diminuição nos ganhos.
"A notícia de que a renda aumentou ou ficou estável para 6 em cada 10 pessoas é positiva, porque mostra uma certa estabilização", afirma Jorge Abrahão, coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis.
"Agora, temos um problema no país que é a renda não ser suficiente para boa parte das pessoas conseguir manter um padrão de vida digno", acrescenta ele, em uma referência ao contingente que faz bicos.
Ao levar em conta a situação financeira, uma parcela de 41% dos entrevistados disse que diminuiu o consumo de carnes nos últimos 12 meses, o equivalente a 4 em cada 10 pessoas. Por outro lado, 29% aumentaram a compra de ovos –ou 3 em cada 10.
A inflação dos alimentos pressionou o bolso dos consumidores brasileiros no início de 2025, sob impacto de problemas climáticos e da alta do dólar. A situação chegou a ser apontada como responsável por parte da perda de popularidade do presidente Lula (PT) à época.
No segundo semestre, os dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicaram um alívio no quadro inflacionário, com redução de preços de alimentos a partir de melhores condições de safra e trégua do câmbio.
A pesquisa divulgada pelo Instituto Cidades Sustentáveis também perguntou sobre a percepção dos entrevistados a respeito do problema da fome e da pobreza em suas capitais. Dois terços (66%) afirmaram que a situação aumentou muito (39%) ou pouco (27%) nos últimos 12 meses.
O resultado marca um contraste em relação a dados recentes sobre o assunto. Informações da ONU (Organização das Nações Unidas) publicadas em julho indicaram que o Brasil saiu do Mapa da Fome.
Abrahão afirma que isso deve ser celebrado pelo país, mas diz que a pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis foca grandes capitais, onde o problema é mais visível, impactando a opinião das pessoas.
"Se você andar pelo centro dessas cidades, vai ter um contato muito forte com a pobreza e a fome, com moradores em situação de rua. Portanto, a percepção é de aumento [do problema], mesmo que o país esteja em outra direção", avalia.
O levantamento lançado nesta quinta consultou entrevistados das seguintes capitais: Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
A pesquisa inclui ainda informações sobre mobilidade social. Esse tópico foi investigado no período de 2 a 27 de dezembro de 2024.
Sete em cada dez entrevistados (72%) disseram que alcançaram um grau de escolaridade maior que o de seus pais.
Quase metade (47%) declarou ter conquistado uma condição de moradia melhor que a dos pais quando eles tinham a mesma idade. Por fim, 45% indicaram que a sua renda atual é maior que a dos pais na mesma faixa etária.
- Bahia Notícias
- 28 Ago 2025
- 10:02h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
Em meio as dores de cabeça da família, entre elas o depoimento de Raquel Brito, que está sendo investigada por suposta propaganda enganosa, o ex-BBB Davi Brito decidiu colocar a mão na massa de forma literal.
O ex-motorista por aplicativo trocou de função e se tornou pedreiro para agilizar as obras do seu novo imóvel, uma fazenda na Bahia.
No Instagram, Davi compartilhou o momento com os seguidores e afirmou não fugir de trabalho: "Podem falar o que quiser de mim, mas quando o assunto é trabalho é comigo mesmo".
Batizada de 'Fazenda do Davi', o imóvel, localizado em Feira de Santana, foi descrito pelo ex-BBB como um criatório de galinhas, cavalos e bois, com piscinas, rios e pescaria e peixes frescos.
A ideia de Davi é abrir o espaço quando todas as obras estiverem concluídas para atividades, entre elas, a de pescaria.
O ex-BBB já compartilhou fotos dos gados da fazenda, e das coisas que já colheu por lá, como aipim e coco. "Direto do pé, meu patrão", escreveu ele.
- Bahia Notícias
- 28 Ago 2025
- 08:59h
Foto: Reprodução / Globo News
A Corte de Apelação de Roma decidiu que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deve aguardar na prisão, em regime fechado, a tramitação do processo de sua extradição para o Brasil. A decisão, comunicada nesta quinta-feira (28) diretamente aos advogados da parlamentar, confirma sua permanência no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, onde está detida desde o fim de julho.
O tribunal baseou-se em perícia médica encomendada pela própria corte para avaliar a compatibilidade do estado de saúde de Zambelli com a permanência no cárcere. O laudo, apresentado na audiência de quarta-feira (27), identificou que a deputada possui doenças e um quadro depressivo, além de estar em greve de fome. No entanto, a especialista concluiu que "suas necessidades terapêuticas podem ser todas atendidas dentro da estrutura de detenção" e que não há elementos que impeçam sua manutenção na prisão.
A decisão contrariou os argumentos da defesa, que pedia a transferência de Zambelli para a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, alegando incompatibilidade de suas condições de saúde com o regime carcerário.
Com a questão da prisão definida, a análise do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro poderá ser iniciada. O Ministério Público de Roma deve enviar nas próximas semanas um relatório se manifestando sobre o caso. Em seguida, a Corte de Apelação, atuando como primeira instância, marcará uma audiência para discutir se preenchem os requisitos para a extradição.
O advogado italiano Alessandro Gentiloni, que representa o Brasil no caso, estima que a decisão desta primeira instância possa sair até o fim de outubro. Especialistas calculam que a tramitação total do processo possa levar de um a dois anos, mas o fato de a deputada estar presa pode agilizar os prazos. Após a decisão de primeira instância, eventuais recursos serão analisados pela Corte de Cassação, que, para pessoas detidas, pode levar entre três e quatro meses para julgar. Finalmente, o governo italiano terá 45 dias, após a decisão final da Justiça, para dar a última palavra sobre a extradição.
As informações são da Folha de S. Paulo.
- Bahia Notícias
- 27 Ago 2025
- 16:12h
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou, nesta terça-feira (26), uma nota pública sobre a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais. O posicionamento ocorreu após a aprovação do Projeto de Lei 2628/2022 na Câmara dos Deputados, atualmente em análise no Senado.
De acordo com o CGI.br, 93% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos têm acesso à internet no país, sendo que 85% utilizam a rede mais de uma vez ao dia e 76% já acessaram redes sociais, segundo a pesquisa TIC Kids Online. O órgão reconhece os benefícios da conectividade, mas alerta para riscos como exploração sexual, violência, incentivo a vícios, transtornos de saúde mental e impactos no desenvolvimento.
Na nota, o comitê parabenizou a Câmara pela aprovação do projeto e destacou avanços trazidos pelo texto, como regras para configurações mais protetivas por padrão, mecanismos de controle parental, restrições ao uso de perfilamento para publicidade direcionada e possibilidade de desativar ferramentas de interação em jogos eletrônicos.
O CGI.br também reforçou que a regulação deve ser proporcional às diferentes funções e atividades dos atores que compõem a governança da internet, de forma a evitar impactos negativos ao desenvolvimento da rede. O órgão informou ainda que contribuiu com sugestões ao texto aprovado e reiterou a disposição em seguir colaborando com o debate multissetorial sobre a segurança digital de crianças e adolescentes.
- Por Catia Seabra, Mariana Brasil e Victoria Azevedo
- 27 Ago 2025
- 14:09h
Foto: Agência Brasil
O presidente Lula (PT) leu, durante a reunião ministerial que realizou nesta terça-feira (26), uma carta de 1950 do ex-presidente da República Getúlio Vargas e traçou um paralelo entre os dois momentos da história do país.
Na carta de junho de 1950, registrada pelo jornal Folha da Noite, Vargas afirmou ter confiança no povo e certeza de que seria eleito.
Após ler o texto, Lula fez um paralelo do momento atual com o de 75 anos atrás e disse que o Brasil vivia período semelhante. Ao fazer essa comparação, o presidente citou como exemplo o apoio do governo americano à oposição no Brasil, em alusão ao papel desempenhado pelos bolsonaristas para aplicação de sanções econômicas.
O presidente citou nominalmente o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela articulação que tem feito nos Estados Unidos em favor do tarifaço.
"Eles, os grupos internacionais, não me atacarão de frente, porque não se arriscam a ferir os sentimentos de honra e civismo de nosso povo", diz a carta original de Vargas. "Usarão outra tática, mais eficaz. Unir-se-ão com s descontentes daqui de dentro, os eternos inimigos do povo humilde, os que não desejam a valorização do homem assalariado, nem as leis trabalhistas, menos ainda a legislação sobre os lucros extraordinários"
O texto de Vargas também dizia: "Conheço meu povo e tenho confiança nele. Tenho plena certeza de que serei eleito, mas sei também que, pela segunda vez, não chegarei ao fim do meu governo. Terei de lutar. Até onde resistirei? Se não me matarem, até que ponto meus nervos poderão agüentar? Uma coisa lhes digo: não poderei tolerar humilhações".
Em sua fala, o petista disse que vive seu melhor momento e que só não será candidato nas eleições de 2026 por questões de saúde.
Nas eleições de 1950 os três maiores partidos tentaram costurar acordos para uma candidatura única à Presidência. Em fevereiro de 1949, Getúlio anunciou a Samuel Wainer, repórter de "O Jornal", de Assis Chateaubriand, que voltaria "não como líder político, mas como líder de massas". Ele havia sido deposto em 1945.
Lula cita com frequência Getúlio em seus discursos, desde seus primeiros mandatos. O petista já chegou a dizer que, em termos de experiência política, só perdia para ele e para Dom Pedro 2º. Em 2006, durante passagem pelo Sul do país, fez citações indiretas a termos usados também em cartas pelo ex-presidente, além de usar um tom próximo ao usado pelo gaúcho em suas manifestações públicas.
- Por Folhapress
- 27 Ago 2025
- 12:08h
Foto: Reprodução / X
Filhos de Jair Bolsonaro (PL) adotaram um tom mais radical e intensificaram críticas nos últimos dias a aliados, sem nomeá-los, após integrantes do centrão fazerem gestos públicos pela candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Para parlamentares e dirigentes de centro e direita, a reação é uma tentativa de manter no clã o espólio eleitoral do pai. Além disso, avaliam que é uma forma de eles manterem a relevância eleitoral deles próprios, uma vez que serão candidatos no ano que vem.
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atribuem a movimentação em prol de Tarcísio ao "sistema" e criticam o que veem como oportunismo às vésperas do julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal), que pode condenar Bolsonaro a mais de 40 anos de cadeia.
"O problema é a completa falta de humanidade diante do que está ocorrendo com quem os possibilitou alçar voos, numa imposta situação vexatória junto de outros milhares e milhões de brasileiros, enquanto fingem normalidade exatamente no momento em que o STF prepara o maior teatro já visto na história do Brasil", escreveu Carlos nas redes sociais.
Já Eduardo se queixou de pessoas que falam em substituir seu pai na corrida eleitoral e "essas mesmas pessoas ainda dizem que é para o bem de Bolsonaro".
"Se houver necessidade de substituir JB, isso não será feito pela força nem com base em chantagem. Acho que já deixei claro que não me submeto a chantagens. Qualquer decisão política será tomada por nós. Não adianta vir com o papo de "única salvação", porque não iremos nos submeter. Não há ganho estratégico em fazer esse anúncio agora, a poucos dias do seu injusto julgamento", disse ainda.
Eduardo está nos Estados Unidos, onde atua por sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo de Donald Trump, mas quer ser cotado para sucessor do pai na Presidência -mesmo que não tenha previsão de voltar ao Brasil.
Ele se queixou de não ter sido considerado na última pesquisa do Instituto Paraná Pesquisa, divulgada no fim de semana com três cenários: as candidaturas de Tarcísio, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do próprio ex-presidente.
Segundo integrantes do PL, seu nome já não era testado antes, mas a crítica pública foi vista como uma indireta para o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, sobre quem tem se queixado há meses. PL e PP são costumeiros clientes do instituto.
A ausência na pesquisa também entrou no radar do vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL), que chamou o irmão de "opção natural da direita". "Por que será que o sistema tenta escondê-lo?", questionou.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, tem adotado uma postura mais discreta. Publicamente, não critica movimentações de eventuais sucessores nem iniciativas de costuras políticas nesse sentido.
A interlocutores, ele disse que não vai criticar Tarcísio, que é considerado um importante quadro do grupo político. Dos filhos, o senador é o único que mora em Brasília e, por isso, tem tido maior acesso ao pai, tornando-se o seu principal porta-voz.
Aliados de Bolsonaro apontam a diferença da postura dele com a dos filhos Carlos e Eduardo, que aparece nas mensagens trocadas com o deputado federal e divulgadas em relatório da PF (Polícia Federal) na semana passada.
Entre entusiastas da movimentação pela pré-candidatura de Tarcísio, a expectativa é de que a oficialização aconteça após a provável condenação e possível prisão de Bolsonaro, ou seja, até novembro ou dezembro, a tempo de organizar as campanhas em âmbito nacional e regional.
Tarcísio nega publicamente a possibilidade de se lançar ao Planalto, mas adotou discurso visto por parlamentares e dirigentes partidários como de candidato. Ao passo que estreita laços com o mercado financeiro e o agronegócio, reforça a lealdade ao ex-presidente.
Na segunda-feira (25), o governador foi uma das estrelas da festa de 20 anos do Republicanos. No palco, o presidente do partido, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que o Brasil terá uma escolha decisiva entre o passado e o futuro na eleição de 2026.
No mesmo dia, Valdemar Costa Neto tratou de um cenário em que o governador de São Paulo é candidato à Presidência e disse que ele iria para o PL. Afirmou, inclusive, que já tratou do tema com Tarcísio - o que o governador não confirma.
"Tarcísio já declarou, tive um jantar com ele há um ano e meio atrás. Ele falou: 'se eu for candidato, vou para o PL'. No jantar com os governadores, falou na frente de cinco governadores: 'sou candidato a governador, mas, se eu for candidato a presidente, eu vou para o PL'", disse Valdemar, após seminário em São Paulo.
Nos bastidores, o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, são vistos como os principais entusiastas de uma eventual candidatura do governador de São Paulo ao Planalto.
O jantar com governadores de oposição no dia em que a federação União Brasil-PP foi aprovada serviu como uma espécie de pré-lançamento de candidatura, na avaliação de integrantes do mundo político.
Ainda que o tema não tenha sido tratado diretamente -até porque outros candidatos da direita estavam lá, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)-, foi formada uma espécie de frente para 2026, com a estratégia de imprimir derrotas ao presidente Lula (PT) no Congresso, mesmo que esses partidos mantenham cargos no governo.
- Bahia Notícias
- 27 Ago 2025
- 10:06h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Deputados de esquerda foram surpreendidos com a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim do foro privilegiado. Nos bastidores, lideranças do campo político avaliam a iniciativa como uma manobra para levar o tema à votação com o objetivo de rejeitar o texto e encerrar a discussão.
A leitura é de que a matéria não tem consenso nem mesmo entre partidos de centro da Casa. O movimento é comparado ao ocorrido em 2021, quando o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), levou ao plenário a PEC que instituía o voto impresso no Brasil. À época, o texto foi rejeitado diante da divisão entre os deputados.
Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta precisa de 308 votos para ser aprovada. No caso da PEC do voto impresso, a votação alcançou apenas 219 votos favoráveis.
As informações são do Metrópoles.