BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Consumidor brasileiro comprou sal 20% mais caro por 30 anos, aponta Cade

  • 26 Mar 2017
  • 17:09h

(Foto: Reprodução)

O consumidor brasileiro comprou sal com sobrepreço médio de 20% por quase 30 anos, apontou a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A recomendação de condenação de 20 empresas e três entidades sindicais por formação de cartel foi recomendada pelo órgão. De acordo com a superintendência, as empresas combinavam preços entre 1984 e 2012. Os preços eram fixados em reuniões periódicas. As empresas impediam a venda de mais sal por produtores aos refinadores para diminuir a quantidade de produto no mercado e evitar que o preço caísse. De acordo com o Cade, nas reuniões as empresas fixavam preços, controlavam a oferta e dividiam o mercado entre si. O Sindicato da Indústria de Sal (Siesal), o Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Rio Grande do Norte (Simorsal) e a Associação Brasileira dos Extratores e Refinadores de Sal (Abersal) foram acusados. Uma das 20 empresas, a Salina Diamante Branco, assinou um termo de compromisso de cessação e concordou em colaborar com as investigações e pagar multa de R$ 5,5 milhões.

Ex-ministro da Justiça, Cardozo clama por discussão sobre a liberação de drogas

  • 26 Mar 2017
  • 12:04h

(Foto: Reprodução)

Em uma palestra em que criticou a "cultura do encarceramento" e apontou problemas do sistema prisional nacional, o ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo afirmou que o país precisa "caminhar para a ideia da liberação das drogas". "Eu tenho uma visão pessoal de que nós temos que caminhar, sim, para a ideia da liberação das drogas, mas dentro daquilo que a cultura do povo admite, com muita transparência, com muita discussão, sem dogmas e sem preconceitos", afirmou o ex-ministro em um debate no Centro Universitário de Brasília nesta sexta-feira (24). Em sua opinião, é preciso de estudos e de análise de experiências de outros países, como o Uruguai, que legalizou a maconha. "Não é baixar um decreto. Nós temos que discutir", disse o ministro. Uma das justificativas do ex-ministro é a de que a "guerra às drogas" falhou. Essa expressão é utilizada para se referir às ações tomadas pelo Estado para reprimir completamente o uso e a circulação de drogas. Ele aponta que um dos resultados dessa política é o aumento incontrolável da quantidade de presos. Em outra frente, aponta que a proibição às drogas alimenta o narcotráfico. "Nós vamos continuar de uma forma estúpida não refletindo?", indagou o advogado. 

Cardozo nunca defendeu essa discussão nos cinco anos em que foi ministro da Justiça sob a presidência de Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2016. A explicação que deu é que "o ministro fala em nome do Estado, e há que ter cuidado quando se fala em nome de Estado". Relacionando a crise carcerária e a questão das drogas, o ex-ministro criticou a falta de clareza na distinção entre o usuário e traficante, apontando que este é um dos motivos para o encarceramento em massa. "Não há um limite muito claro para ver qual é a quantidade que alguém deve portar que pode servir como indicador para a definição se ele é traficante ou usuário. Alguns países têm essa referência. Nós não temos no Brasil", disse. Como resultado, segundo ele, "os operadores do direito forçam a barra para colocar atrás das grades usuários dizendo que são traficantes". Entre o alto número de presos e o déficit de vagas, o ex-ministro afirma que não há como o orçamento viabilizar a construção de vagas a tal ponto que englobe a demanda atual. É preciso prender menos, segundo ele. "Usuário de drogas não se sanciona. Ele tem que ser tratado pela saúde pública. O usuário de drogas é dependente e tem que ser tratado por médico, tem que ter reinserção social, e não é atrás das grades que vai ter nem médico nem ter reinserção social. Então essa cultura do aprisionamento, que também se projeta pelo tráfico de drogas quando a pessoa é usuária, é alarmante", disse, destacando que a situação é grave entre a população feminina e que grandes traficantes não são aprisionados. Afirmando que o custo médio de um preso é "alarmante", Cardozo disse que "é melhor colocar um preso e por numa escola na Suíça do que deixar num presídio brasileiro". "Qual é a lógica de continuarmos colocando no presídio pessoas que não precisam ser presas e colocando presos provisórios como forma de aplacar a ira social, não percebendo a consequência para a própria sociedade desse aprisionamento provisório?", finaliza.

CONTINUE LENDO

Distribuição do lucro do FGTS em 2016 será paga ao trabalhador até agosto

  • 26 Mar 2017
  • 07:08h

(Foto: Reprodução)

O Pagamento de metade do lucro obtido pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2016 ao trabalhador será feito até o dia 31 de agosto deste ano. O dinheiro será creditado sobre o saldo de todas as contas ativas e inativas em 31 de dezembro de 2016, e somado à atual remuneração do fundo, segundo o Ministério do Trabalho. A distribuição dos lucros do FGTS com os trabalhadores foi uma das mudanças criadas pela medida provisória 763, de 22 de dezembro do ano passado. Trata-se do mesmo texto que permitiu que os trabalhadores saquem suas contas inativas do FGTS entre os dias 10 de março e 31 de julho. Pela regra atual, o FGTS remunera o trabalhador com juros de 3% ao ano mais a taxa referencial (TR). O rendimento tem ficado, historicamente, bem abaixo da inflação. Nos últimos 17 anos, o FGTS acumula perda de quase 40% frente ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), mostrou o G1 em janeiro. “Todo esse lucro ficava em um fundo para o próprio governo. Agora o governo vai dividir com o trabalhador o ganho dos investimentos usados com o recurso para tentar melhorar a remuneração que sempre perdeu de todas as aplicações”, explica o consultor financeiro do Mercantil do Brasil, Carlos Eduardo Costa. O governo espera que, ao dividir 50% do resultado do FGTS com o trabalhador, a remuneração do fundo fique próxima à da poupança. No ano passado, a caderneta rendeu 8,30%, contra 5,01% do fundo. Já a inflação oficial avançou 6,39% no período.

“Não temos uma data prevista [para o pagamento], tendo em vista que, para ocorrer a distribuição, deve ser apurado oficialmente o resultado do FGTS, o que só ocorre após o fechamento das Demonstrações Contábeis do Fundo”, informou o Ministério do Trabalho ao G1. Em 2015, o FGTS teve resultado operacional positivo (lucro) de R$ 13,3 bilhões. O superintendente regional da Caixa, Sérgio Cançado, esclareceu ao G1 em programa ao vivo sobre os saques das contas inativas do FGTS, que o resultado positivo do fundo, obtido das aplicações financeiras e do crédito que financia a construção civil e o saneamento, será proporcional ao saldo de cada conta no fim do ano passado. Segundo o Ministério do Trabalho, o FGTS contava com cerca de 259 milhões de contas com saldo, no valor total de R$ 398 bilhões, em dezembro do ano passado. O governo estima uma retirada de cerca de R$ 43 bilhões das contas inativas que poderão fazer os saques entre março e julho deste ano.

CONTINUE LENDO

Pagamentos de propina eram feitos até em cabaré, afirma delator da Odebrecht

  • 25 Mar 2017
  • 20:10h

Mônica Moura fazia parte do 'top five' da propina | Foto: Franklin de Freitas

Além de delatar pagamentos ilícitos ao marqueteiro baiano Duda Mendonça, o delator da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas, que chefiou o departamento de pagamento de propina da empresa entre 2006 e 2015, disse em depoimento à Justiça Eleitoral que as entregas de dinheiro em espécie ocorriam em “lugares absurdos” e até em “cabaré”. De acordo com a Folha de S. Paulo, quando questionado pelo juiz auxiliar da ação que pede a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer na eleição de 2014, sobre como eram os pagamentos ao marqueteiro João Santana e a esposa dele, Mônica Moura, responsável por operacionalizar as finanças, Hilberto respondeu: "Se fossem valores pequenos encontravam num bar, em todos os lugares. Você não tem ideia dos lugares mais absurdos que se encontra, no cabaré...". 

Para o repasse de valores mais vultosos, Hilberto contou que Mônica ou um representante dela se hospedavam em um hotel onde se encontravam com um intermediário contratado pela Odebrecht que fazia a entrega, mas que não era ligado diretamente à empresa. "Então, você se hospedava no hotel e de noite ele visitava o quarto do interessado, entregava e ia embora, para poder ter mais segurança se fossem valores maiores", contou. Ele ainda relatou que, quando coordenava o departamento de propina, preferia fazer os pagamentos fora do país e que Mônica estaria na lista dos “top five” que recebiam os valores mais elevados de propina da área. "Eu dizia: eu prefiro pagar tudo no exterior, que era lá que era feita a geração, eu preferia pagar no exterior. Mas ela [Mônica Moura] exigia que partes fossem pagas no Brasil, justificando que tinha que pagar alguns serviços que eram feitos no Brasil...", disse.

CONTINUE LENDO

Justiça proíbe distribuição de livro de Eduardo Cunha, 'Diário da Cadeia'

  • 25 Mar 2017
  • 18:13h

A distribuição do livro “Diário da Cadeia”, da editora Record, foi proibida pela Justiça do Rio de Janeiro. O livro chegaria as livrarias na segunda-feira (27). O livro, conforme a reprodução acima, é "assinado" por Eduardo Cunha, embora a capa estampe também "pseudônimo". Ninguém sabe o verdadeiro nome, o livro foi escrito por um autor secreto. A Record, por contrato, não divulgará o seu nome. A ação com pedido de indenização, movida pela defesa do ex-deputado, foi contra a Record, Carlos Andreazza (o editor) e "o autor desconhecido". Em sua decisão, a juíza Ledir Araújo determina a "identificação imediata do autor desconhecido" e uma multa de R$ 400 mil por dia, se o livro chegar a ser distribuído. A juíza determinou também que a Record retire do seu site qualquer referência ao livro. E assinala que "não fosse à abusividade de se utilizar do nome do autor e de induzir ter o livro sido escrito por ele, cabe registrar que o Código Defesa do Consumidor veda a publicidade enganosa”. Cabe recurso.

Brasil: Vereador morre após fazer cirurgia bariátrica

  • iBahia
  • 25 Mar 2017
  • 16:10h

Foto: Reprodução/Facebook

Após ficar 15 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o vereador Jaime Ferreira, do município de Senador Canedo (GO),  morreu na noite desta sexta-feira (24), vítima de uma parada cardiorrespiratória. A causa do óbito foram complicações em decorrência de  uma cirurgia bariátrica realizada no Hospital Samaritano, em Goiânia. Aos 28 anos, Jaime estava em seu primeiro mandato. Ele foi eleito como suplente do vereador Sérgio Bravo Jr (PROS), que assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer. Nascido em São Paulo, Jaime se mudou para Senador Canedo em 2002. 

STJ concede habeas corpus e mulher de Cabral vai cumprir prisão domiciliar

  • 25 Mar 2017
  • 13:55h

Adriana Anselmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, conseguiu na Justiça um recurso para cumprir prisão em casa. Uma decisão, deferida na noite desta sexta-feira (24), pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas a Adriana Ancelmo para cumprir prisão domiciliar. A ex-primeira dama estava presa no Complexo Prisional de Bangu. Ela é acusada de envolvimento em crimes de corrupção praticados pelo marido e outras pessoas. O próprio escritório dela é apontado como recebedor de altas quantias de propina. De acordo com a Agência Brasil, Anselmo já havia recebido o benefício de prisão domiciliar no dia 17, em decisão do juiz federal Marcelo Bretas. No entanto, a medida havia sido cassada, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). A decisão favorável desta sexta é em caráter liminar. O motivo alegado pela defesa é que ela tem dois filhos menores de idade para cuidar, de 11 e 14 anos, que estão privados da convivência de ambos os pais, pois Cabral também está preso.

Ministério diz que China decidiu por reabertura total para a carne brasileira

  • 25 Mar 2017
  • 12:42h

(Foto: Reprodução)

O Ministério da Agricultura divulgou uma nota na manhã deste sábado (25) em que informou que a China decidiu por reabrir totalmente o mercado para a carne exportada pelo Brasil. Na nota, assinada pelo ministro Blairo Maggi, o governo brasileiro agradece o "gesto de confiança" dos chineses. Com a deflagração da operação Carne Fraca, na semana passada, países importadores da carne brasileira, como a China, haviam anunciado a suspensão da compra do produto. A operação, comandada pela Polícia Federal, encontrou indícios de envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças para frigoríficos sem a devida fiscalização. Ao todo, 33 servidores da pasta foram suspensos e 21 frigoríficos, investigados. Como consequência, foram levantadas sobre a qualidade da carne do país. 

Autoridades do governo brasileiro, especialmente do Ministério da Agricultura e das Relações Exteriores passaram os últimos dias em intensas negociações com representantes dos países compradores para reverter o bloqueio à carne brasileira. A decisão da China de retomar as importações do Brasil é vista como um alívio dentro do governo, já que o país asiático é um dos maiores compradores da carne produzida no país. "A China anunciou hoje a reabertura total do mercado de carnes brasileiras. Trata-se de atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória de nossa capacidade exportadora. Nos últimos dias o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Itamaraty e a rede de embaixadas do Brasil no exterior trabalharam incansavelmente para o êxito que se anuncia hoje", diz a nota assinada por Blairo Maggi.

CONTINUE LENDO

Sobe para 22 o número de países com restrições à carne brasileira

  • Estadão Conteúdo
  • 25 Mar 2017
  • 10:11h

(Foto: Reprodução)

O número de países que já suspenderam total ou parcialmente as importações de carne brasileira após o anúncio da Operação Carne Fraca voltou a subir ontem, chegando a um total de 22, segundo levantamento do Ministério da Agricultura. São 13 os países que suspenderam totalmente as compras do produto brasileiro: Hong Kong, China, Chile, Argélia, Jamaica, Trinidad e Tobago, Panamá, Catar, México, Bahamas, São Vicente e Granadinas, Granada e São Cristóvão e Névis. Esses dois últimos não constavam do balanço divulgado na quinta-feira pelo ministério. Outros nove países ou blocos suspenderam as compras apenas dos 21 frigoríficos investigados na operação. São eles: Japão, África do Sul, União Europeia, Suíça, África do Sul, Canadá, Egito, Emirados Árabes Unidos e Vietnã. Os Emirados Árabes não constavam da lista divulgada ontem. Vietnã estava na relação dos países que apenas endureceram seus controles sanitários na entrada. O balanço do Ministério da Agricultura mostra também que quatro países apenas aumentaram a fiscalização sanitária sobre a carne brasileira. São eles Estados Unidos, Coreia do Sul, Malásia e Argentina. Israel, Barbados e Rússia apenas pediram informações adicionais.

Delator diz que Odebrecht pagou R$ 21 mi por tempo de TV na campanha de Dilma em 2014

  • 24 Mar 2017
  • 11:03h

(Foto: Reprodução)

O delator da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou à força-tarefa da Lava Jato que a empreiteira pagou R$ 21 milhões para compra de tempo na TV para a campanha de Dilma Rousseff em 2014. O ex-diretor da construtora contou aos procuradores que o então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, pediu que o montante fosse distribuído para três partidos, via caixa dois. PCdoB, PROS e PRB levaram R$ 7 milhões cada para dar à chapa PT-PMDB o tempo de TV que tinham durante o período eleitoral. Conforme reproduzido pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, três reuniões na sede da Odebrecht com o presidente do PRB, Marcos Pereira (atual ministro da Indústria e Comércio), foram suficientes para a venda de 1m1s. O representante comunista Fábio Tokarski também foi à sede da empreiteira e vendeu o 1m12s que o partido tinha à chapa presidencial. Tokarski chegou até a ser candidato a deputado federal pelo PCdoB, mas foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. Eurípedes Júnior, responsável pelo PROS, negociou os 45s de tempo por dia em um encontro num hotel em frente ao aeroporto de Congonhas (SP), de acordo com o delator.

Em depoimento Elize Matsunaga conta como matou e esquartejou o marido 'Marcos Matsunaga'

  • 24 Mar 2017
  • 10:14h

(Foto: Reprodução)

Um video Inédito mostra como foi o julgamento que condenou Elize Matsunaga a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão pelo assassinato e esquartejamento do marido, Marcos Matsunaga, herdeiro da empresa Yoki. O G1 teve acesso às gravações do interrogatório da bacharel em direito e as divulga com exclusividade nesta reportagem (assista acima). As filmagens foram feitas pela Justiça no final de 2016, durante os sete dias de júri.Por quatro horas, a mulher chorou ao responder às perguntas feitas pelo juiz Adilson Paukoski Simoni, advogados de defesa e jurados. Ela só se recusou a ser questionada pelo Ministério Público (MP) e pelo assistente da acusação.“Eles não querem saber a verdade”, respondeu Elize ao magistrado sobre o motivo pelo qual não queria ser interrogada pelo promotor José Carlos Cosenzo e pelo advogado Luiz Flávio D´Urso, contratado pelos pais de Marcos para auxiliar a Promotoria.A acusação sustentava que o crime foi premeditado e que Elize matou o executivo da empresa de alimentos após a descobrir uma traição. E que depois quis ficar com o dinheiro do seguro de vida dele. Ela negou essa versão. Confessou, sim, o crime cometido há cinco anos no apartamento onde o casal morava com a filha na Zona Norte da capital, mas alegou que agiu movida por forte emoção.No plenário 10 do Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste, jornalistas e plateia ouviram as versões de como Elize matou o empresário com um tiro na cabeça e porque usou uma faca para esquarteja-lo em 19 de maio de 2012.

A acusação sustentava que o crime foi premeditado e que Elize matou o executivo da empresa de alimentos após a descobrir uma traição. E que depois quis ficar com o dinheiro do seguro de vida dele. Ela negou essa versão. Confessou, sim, o crime cometido há cinco anos no apartamento onde o casal morava com a filha na Zona Norte da capital, mas alegou que agiu movida por forte emoção.No plenário 10 do Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste, jornalistas e plateia ouviram as versões de como Elize matou o empresário com um tiro na cabeça e porque usou uma faca para esquarteja-lo em 19 de maio de 2012. Marcos tinha 41 anos. Elize completou 35 durante o julgamento.Elize alegou que não teve a intenção de matar o executivo. Que isso ocorreu após discutir com Marcos sobre uma amante dele, uma prostituta, que foi descoberta por um detetive particular que contratou. A bacharel disse que só atirou após ter sido xingada e agredida pelo marido.“Ele começou a me xingar, ele me deu um tapa”, disse Elize. “Ele tava [sic] vindo em cima de mim. Ele não ficou parado. Eu não sei. Não sei o que ele queria fazer. Eu disparei”.Elize contou que atirou após ouvir o marido dizer que ela perderia a guarda da filha. “Quando ele [Marcos] falou que..., ele falou que ia me internar. Quando ele falou que eu não ia mais ver minha filha (...) Eu não aguentei.”“Eu tava [sic] com medo dele”, falou Elize, que conheceu Marcos na época em que também foi garota de programa. Depois do crime, ela colocou os pedaços do corpo em sacos e malas e os espalhou em Cotia, na Grande São Paulo e na capital. À época, mentiu sobre o sumiço do marido, dizendo que ele tinha fugido com uma amante. Só confessou o crime dias depois à polícia. Em seguida, foi presa.“Eu queria falar que eu não queria matar o Marcos. Jamais fiz com crueldade. E se isso... se eu tiver mentido, que Deus me castigue da pior forma possível”, falou Elize, que juntamente com sua defesa, conseguiu convencer a maioria dos jurados de que não matou o executivo com crueldade e por motivo torpe, como acusava a promotoria.Para a promotoria, Elize cortou Marcos - começando pelo pescoço - quando ele ainda estava vivo. Já a defesa da viúva, feita pelos advogados Rosello Soglio e Luciano e Juliana Santoro, sustenta que que a vítima já estava morta quando foi esquartejada.Elize falou que começou a esquartejar Marcos pelos joelhos e, por último, cortou o pescoço. “Infelizmente a única forma que eu encontrei foi cortá-lo. Infelizmente”, disse ela, que relatou ter ficado com medo de ser presa e ficar longe da filha.Ela alegou ter esquartejado o marido para se livrar do corpo e não ser presa já que estava preocupada com a filha. “A minha filha tava [sic] sozinha em casa. Podia ser que levassem ela pra algum abrigo, eu não sei”.

CONTINUE LENDO

Homem é morto e criminoso leva cabeça da vítima para mercado

  • 24 Mar 2017
  • 09:11h

(Foto: Reprodução)

Um homem foi preso em Bertioga, no litoral de São Paulo, depois de matar e decapitar outro rapaz durante uma briga. O suspeito ainda foi à porta de um supermercado, próximo à divisa com São Sebastião, com a cabeça da vítima dentro de um saco, ameaçou clientes e esfaqueou uma outra pessoa que comprava pão no local.De acordo com informações da Polícia Civil, o crime aconteceu nesta quinta-feira (23). A vítima estava na praia quando foi surpreendida pelo suspeito com uma faca. A polícia investiga a motivação do crime e ainda não sabe se existia algum tipo de relacionamento entre o homem morto e o criminoso.Depois de cometer o assassinato, o suspeito percorreu alguns metros com um saco de pano até a porta de um supermercado. Lá, ele iniciou uma conversa com um rapaz que esperava para comprar pão no local. Depois de alguns minutos, o homem começou a discutir e atingiu o outro com uma facada na altura do rosto.Vendo a confusão, moradores detiveram o rapaz e chamaram a Polícia Militar. A PM, então, viu que, dentro do saco de pano, o suspeito carregava a cabeça de um homem. Após um breve questionário, o criminoso confessou que havia matado a vítima em uma praia próxima ao supermercado.A perícia foi chamada ao local e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para o reconhecimento da vítima. O caso foi encaminhado à Delegacia Sede de Bertioga, onde foi efetuado um boletim de ocorrência. As investigações continuarão sob responsabilidade do delegado José Aparecido Cardia.

Homem mata namorado a marteladas após descobrir suposta traição

  • 23 Mar 2017
  • 12:30h

(Foto: Reprodução)

Um homem matou o companheiro de 60 anos com várias marteladas na cabeça, na noite desta quarta-feira (22), dentro de uma casa em Guarujá, no litoral de São Paulo. O autor do homícidio fugiu após o crime e ainda não foi preso. De acordo com informações obtidas pelo G1, a suspeita é que o crime tenha sido motivado por uma suposta traição.De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada pelo 190, por volta das 21h30, para atender um caso de uma briga entre um casal na Rua Bernardete Pereira de Mello, na Vila Zilda. Quando a equipe chegou ao local, Álvaro Luiz dos Reis Dias, de 60 anos, foi encontrado caído no chão do quarto com vários buracos na cabeça.Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, o companheiro dele, identificado como Leonardo, teria desferido golpes em Álvaro, utilizando um martelo, e depois fugiu. Além dos dois, um jovem que morava com eles foi ouvido pelos policiais e alegou não ter visto nada. A versão do rapaz será investigada antes que a participação dele no crime seja descartada.A Polícia Militar acionou o SAMU, que constatou a morte de Álvaro ainda no local. A Polícia Militar apreendeu o martelo e o celular da vítima. O caso foi encaminhado a Delegacia Sede de Guarujá. Por enquanto, o autor do homicídio ainda não foi preso. Outros depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias para que o caso seja totalmente esclarecido.

Jovem é preso por se parecer com criminoso em retrato falado

  • 23 Mar 2017
  • 10:05h

(Foto: Reprodução)

Um estudante de 21 anos foi preso por engano pela Brigada Militar, em Porto Alegre, por causa da semelhança com o retrato falado de um criminoso suspeito de ter matado um universitário, durante um assalto no dia 15, no bairro São Geraldo. Ele foi detido no domingo (19), um dia antes de o verdadeiro suspeito ter sido preso. O estudante Jonas Ramos da Luz ficou preso por 24 horas e teve que dividir uma cela com outros três presos. Uma testemunha do crime ajudou a polícia na elaboração de um retrato falado do suspeito, muito semelhante com a imagem do jovem. A semelhança era tamanha, que o próprio Jonas se assustou com a imagem.“A gente brincou um pouco sobre isso, porque é muito parecido. [Recebi] várias mensagens no whatsapp, ‘te cuida na rua para não ser linchado’. Porque as pessoas gostam de fazer Justiça com as mãos às vezes”, disse, sem imaginar que poderia vir a ser preso. “Mas nunca pensei em me cuidar para não ser preso”, afirmou.Ele conta que foi algemado, ainda de cuecas, e foi levado para a delegacia, “os vizinhos olhando, filmando tudo”, conta.No caso de Jonas, além da semelhança física, o pedido de prisão temporária foi reforçado por conta de outra coincidência: ele e a vítima do assalto, o estudante Gabryel Delgado, foram colegas no Exército há dois anos.O delegado responsável pelo caso não quis se pronunciar sobre a prisão de Jonas, mas disse que a prisão do estudante aconteceu a partir de uma denúncia anônima e que a testemunha também o reconheceu por foto. Todo o mal-entendido só foi desfeito no dia seguinte, quando outro homem foi preso e confessou o crime. Desta vez a testemunha fez o reconhecimento presencial e confirmou que a prisão de Jonas era mesmo um engano. A mãe de Jonas, Jani Martins Ramos, relata nervosismo diante à situação. "Foi a noite mais longa da minha vida. A gente não dormiu. Colocavam que o meu filho era assassino, que tinha que ser morto, que ele merece a morte. Eu disse pelo amor de Deus meu filho não é assassino, não é assassino, não julguem antes de vocês terem a certeza, entendeu."Jonas ainda não sabe se vai processar o estado. "Bola para frente não é? Tento ir para frente assim: não pensar. Mas é uma coisa que o cara leva assim por um bom tempo."

Alexandre de Moraes toma posse hoje no Supremo Tribunal Federal

  • 22 Mar 2017
  • 13:13h

(Foto: Reprodução)

O jurista Alexandre de Moraes será empossado hoje (22) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes ocupará a cadeira deixada por Teori Zavascki, que morreu em um acidente de avião em janeiro. A cerimônia está marcada para as 16h no plenário da Corte. Cerca de 1,5 mil pessoas foram convidadas.Moraes foi indicado ao Supremo pelo presidente Michel Temer e teve o nome aprovado no mês passado pelo Senado. O novo ministro deverá receber cerca de 7,5 mil processos ao tomar posse no tribunal. Estarão com Moraes casos como a descriminalização do porte de drogas e a validade de decisões judiciais que determinam o fornecimento de medicamentos de alto custo na rede pública de saúde. Os julgamentos foram suspensos por pedidos de vista de Zavascki e passarão para o novo ministro.Antes de assumir o Ministério da Justiça a convite do presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes foi secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo no governo Geraldo Alckmin, cargo que exerceu de janeiro de 2015 a maio de 2016.O novo ministro é autor de vários livros sobre direito constitucional e livre docente da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual se graduou, em 1990, e se tornou doutor, em 2000. Era filiado ao PSDB até receber a indicação para a Suprema Corte.