BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Por João Pedro Pitombo | Folhapress
- 08 Set 2025
- 10:07h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou as manifestações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizadas neste 7 de Setembro, afirmando que elas serviram para demonstrar quem está ao lado dos brasileiros.
Em entrevista à rádio Jacobina FM, da Bahia, o petista afirmou que causa espanto o fato de manifestantes terem levantado uma bandeira gigante dos Estados Unidos na avenida Paulista, em São Paulo, no dia que marca a celebração da independência do Brasil.
"Eu nunca vi, não conheço na história da humanidade, no Dia da Independência de uma nação ou de um país, políticos erguerem a bandeira de outro país. E um país que tem adotado medidas para destruir os empregos, as empresas e economia do nosso país", afirmou o ministro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em julho sobretaxa de 50% sobre o Brasil e condicionou qualquer negociação ao fim do julgamento por golpe de Estado de Bolsonaro. O Palácio do Planalto e o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitam essa exigência.
Em Brasília, o presidente Lula (PT) participou da cerimônia oficial do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, marcada pela ausência de ministros do STF.
Na avaliação do ministro, o 7 de Setembro serviu para reafirmar a soberania nacional, a independência e autodeterminação dos povos
"Ficou claro o lado de quem cada um de nós está. Quem sempre esteve ao lado do povo brasileiro e quem usou até recentemente a bandeira do Brasil para defender seus próprios interesses e defender aquilo que não interessa a maioria do povo brasileiro", afirmou.
O governo estabeleceu para a celebração os temas "Brasil dos Brasileiros", "Brasil do Futuro" e a COP30, conferência climática da ONU que será realizada em novembro, em Belém. Foram distribuídos bonés com o tema "Brasil Soberano", ao som de uma música gravada pela ministra Margareth Menezes (Cultura).
Enquanto isso, setores da esquerda organizaram o tradicional ato "Grito dos Excluídos" em diversas capitais brasileiras. Nos últimos anos, além de servir de contraponto às celebrações oficiais da Independência, os atos também disputam terreno com as manifestações bolsonaristas.
- Bahia Notícias
- 08 Set 2025
- 08:05h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
As tarifas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha sofrerão um aumento a partir de janeiro de 2026. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8) no "Diário Oficial da União" (DOU) após ato oficial do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
O Confaz reúne representantes do governo federal e os estados, estes que fazem a arrecadação do imposto em questão. Segundo informações do g1, este será o segundo ano consecutivo em que o ICMS sobre combustíveis é elevado.
Para 2026, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57, no caso da gasolina; de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17, para o diesel; e no caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão.
Informações do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, apontam que o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.
- Por Mariana Brasil, Cézar Feitoza e Guilherme Seto | Folhapress
- 07 Set 2025
- 15:19h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Às vésperas da provável condenação de Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista, o presidente Lula (PT) participou neste domingo (7) ao desfile do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ao lado de ministros, o governo explorou o mote "Brasil Soberano".
Diferentemente de 2024, quando 6 dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estiveram ao lado de Lula no palanque das autoridades, inclusive Alexandre de Moraes, desta vez nenhum dos ministros apareceu no evento oficial.
O governo estabeleceu três eixos para a celebração deste domingo, as temáticas "Brasil dos Brasileiros", "Brasil do Futuro" e a COP30, conferência climática da ONU que será realizada em novembro, em Belém.
No evento, antes do começo dos desfiles, foram distribuídos bonés com o tema Brasil Soberano, ao som de uma música gravada para o 7 de Setembro pela ministra Margareth Menezes (Cultura).
O tema, elaborado pela Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), se alinha ao novo slogan da gestão, "do lado do povo brasileiro", divulgado no final de agosto em um contexto de conflito e ameaças comerciais e diplomáticas dos EUA ao Brasil.
Ao longo da semana, cartazes exibindo a mensagem para a data substituíram os exibidos anteriormente nos prédios dos ministérios na Esplanada, que citavam ações do governo Lula até o momento (fruto da campanha anterior "Brasil Dando a Volta por Cima").
Além de Lula e do vice-presidente, Geraldo Alckmin, também acompanham o desfile o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, não compareceu.
A maior parte dos ministros do governo estiveram presentes, entre eles, Ricardo Lewandowski (Justiça), Jorge Messias (AGU), Marina Silva, José Múcio (Defesa), Rui Costa (Casa Civil), Márcio França (Microempreendedorismo), Anielle Franco (Igualdade Racial), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secom).
Os ministros vinculados ao União Brasil e Progressistas, partidos que orientaram a seus filiados que abrissem mão dos cargos no governo, também participaram: André Fufuca (Esportes), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Celso Sabino (Turismo).
Parte dos espectadores que acompanham o desfile das arquibancadas gritava "sem anistia", em referência aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023. A Secretaria de Comunicação do governo disse ter estimado em 45 mil pessoas o número de pessoas presentes ao evento.
Como costuma acontecer anualmente, o presidente usou cadeia de rádio e TV, na véspera do evento.
No pronunciamento de sábado, Lula defendeu a soberania e mandou recados para o seu antecessor e para o presidente dos EUA, Donald Trump. Sem citar nominalmente, acusou Bolsonaro e aliados de serem "traidores da pátria".
"É inadmissível o papel de alguns políticos brasileiros que estimulam os ataques ao Brasil. Foram eleitos para trabalhar pelo povo brasileiro, mas defendem apenas seus interesses pessoais. São traidores da pátria. A história não os perdoará."
Neste domingo, apoiadores de Bolsonaro fazem atos em várias capitais do país, inclusive Brasília.
Tramita no Congresso projeto que visa anistiar militares e demais participantes dos ataques de 8 de janeiro de 2023 -o que também beneficiaria o ex-presidente. Bolsonaro está em prisão domiciliar enquanto aguarda a data de seu julgamento.
Segundo auxiliares do Planalto, a estratégia de usar uma mensagem nacionalista é uma maneira de o governo reafirmar as bandeiras do patriotismo e da defesa da nação, que eram atreladas ao bolsonarismo nos últimos anos.
Até o momento, a postura dos membros do governo vinha sendo a de tentar evitar a aprovação da anistia no Congresso. No entanto, o ministro da Defesa, José Múcio, adotou um tom menos combativo que o presidente, ao afirmar, na última sexta-feira (5), que a deliberação sobre o tema caberia ao Legislativo, e que o momento exigia união para "construir o país". A fala foi feita após almoço entre ele, Lula e demais autoridades das Forças Armadas.
Em seu pronunciamento para o dia da Independência de 2024, Lula já havia incluído dizeres em torno da soberania nacional e das instituições democráticas. Na época, o discurso estava vinculado à defesa das instituições com alusões diretas ao 8 de janeiro.
"Nenhum país é de fato independente quando tolera ameaças à sua soberania. Seremos sempre intolerantes com qualquer pessoa, tenha a fortuna que tiver, que desafie a legislação brasileira. Nossa soberania não está à venda. Nenhum país do mundo é de fato independente quando seu povo perde esperança. Por isso, comemoramos a volta da capacidade de sonhar da nossa juventude, graças à geração de oportunidades para todos e todas", declarou à época.
No ano passado, o lema da celebração do 7 de setembro foi "Democracia e Independência - É o Brasil no rumo certo". O mote focava em uma mensagem de respeito aos Poderes e contra extremismos. O conflito que permeava o momento era outro, dessa vez, com um embate entre o empresário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter) com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que exigia o enquadramento da rede à legislação brasileira para funcionar devidamente.
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 07 Set 2025
- 12:16h
Foto: Divulgação
A Âmbar, companhia do Grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, fará um aporte de R$ 9,85 bilhões na Amazonas Energia para assumir o controle da distribuidora. O dinheiro será usado para reestruturação financeira e amortização de dívidas da companhia, estimadas em cerca de R$ 12 bilhões.
A injeção de recursos faz parte dos termos do plano final de transferência do controle, aprovado nesta semana pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), apurou a reportagem.
É a primeira distribuidora de energia adquirida pela J&F, que já tinha comprado usinas de gás da Eletrobras no estado do Amazonas. A estratégia da Âmbar, de acordo com a empresa, é fazer um choque de gestão na empresa.
O grupo dos irmãos Batista se movimenta agora no mercado para adquirir outras empresas distribuidoras, de acordo com pessoas a par do tema ouvidas pela Folha.
O acordo, que está sob sigilo, ainda terá de ser homologado pela Justiça, porque a Amazonas Energia judicializou a negociação.
Hoje a empresa é controlada pela empresa Oliveira Energia, que atravessa fortes dificuldades financeiras. A empresa foi privatizada em 2018. O acordo será enviado pela AGU (Advocacia-Geral da União) ao TRF 1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).
Procuradas, a Âmbar e a Aneel não responderam o pedido de informação da reportagem para comentar as condições do acordo.
A Aneel aceitou a flexibilização dos prazos para o atingimento de três parâmetros regulatórios cobrados pela agência: perdas não técnicas (os chamados gatos), inadimplência e custo operacional. A Âmbar terá 15 anos para atender os parâmetros.
Esses três pontos são os maiores desafios enfrentados hoje pela distribuidora. A empresa tem um alto índice de consumidores, inclusive do setor público, que não pagam a conta de luz. O custo operacional também é afetado pelas longas distâncias no estado.
Cerca de 2% dos consumidores moram em 18% do Amazonas.
- Por José Matheus Santos | Folhapress
- 06 Set 2025
- 14:49h
Foto: Rovena Rosa / Tomaz Silva / EBC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (5), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se autocondena ao ser favorável a anistia antes do julgamento da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal).
"O fato dele pedir anistia antes de ser julgado significa que ele sabe que é culpado. Ele está se autocondenando. O papel dele agora deveria ser estar provando a inocência dele. Os advogados falaram muito, mas não fizeram de ninguém, porque sabem que eles não têm defesa", disse Lula durante entrevista ao SBT, em Brasília.
"Quem tenta agredir o Estado democrático de Direito precisa ser punido, em qualquer país do mundo", afirmou Lula.
O presidente também disse que o processo de Bolsonaro é baseado em delações premiadas de generais e tenentes que atuavam junto ao ex-presidente quando ele governava o país.
"É um processo eminentemente jurídico que tem conotação politica muito forte, afinal de contas, é um ex-presidente da República", afirmou.
O petista também disse que Bolsonaro "cometeu um crime que está nos a autos do processo". "Ele tem que assumir a responsabilidade. [...] Esse cidadão deveria ter um pouco de caráter e apresentar sua defesa com contundência."
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retoma na próxima semana, com sessões na terça, na quarta, na quinta e na sexta, o julgamento de Bolsonaro e dos outros sete réus. Os ministros, incluindo o relator Alexandre de Moraes, vão votar se condenam ou absolvem os réus do processo da trama golpista.
Nesta semana, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), elaborou uma nova versão do projeto de lei de anistia aos condenados de 8 de Janeiro que libera Jair Bolsonaro (PL) para concorrer na eleição de 2026 e perdoa crimes desde o inquérito das fake news, em 2019.
A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro. O ex-presidente está detido em prisão domiciliar, inelegível e em meio a um julgamento que pode condená-lo a mais de 40 anos de detenção.
A proposta de Sóstenes para a anistia contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.
- Por Juliana Arreguy | Folhapress
- 06 Set 2025
- 08:41h
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou que "indulto é golpismo de marcha à ré" após participar nesta sexta-feira (5) de um evento junto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a última semana em Brasília negociando o projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional.
"Sobre essa questão de não respeitar o Judiciário, o indulto e tal, o indulto é golpismo de marcha à ré. Isso é inadmissível", disse Alckmin.
O vice de Lula (PT) esteve ao lado de Tarcísio durante o leilão do túnel que ligará as cidades de Santos e Guarujá, no litoral paulista, na Bolsa de Valores, no centro de São Paulo. O projeto é feito em parceria entre os governos federal e estadual e o leilão teve a presença de outros três ministros do governo petista: Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).
Durante os discursos, os ministros de Lula deram alfinetadas em Tarcísio, à exceção de Costa Filho, que é do partido do governador e pregou a união em sua fala. Quando foi chamado a bater o martelo da privatização, Costa Filho convidou Alckmin e Tarcísio para que os três pudessem fazer isso juntos.
"Nós temos que dialogar com a necessidade de dialogar com o pacto federativo", disse ele à imprensa. "Esse simbolismo é muito importante para o país".
Antes, em seu discurso, o ministro pregou ser um momento de fortalecer o diálogo "independentemente de ser de esquerda, direita ou centro."
Questionado sobre o projeto de anistia, ele disse que votaria contra caso ainda estivesse na Câmara -ele se licenciou do cargo de deputado federal para assumir o ministério-, mas que defende a revisão da dosimetria das penas.
Haddad iniciou sua fala também pregando o trabalho em conjunto, ressaltando que não houve disputa por protagonismo nas negociações entre os governos federal e estadual. Os bastidores indicaram o contrário -Lula chegou a cogitar federalizar a construção do túnel.
Haddad saiu em defesa do governo federal ao dizer que Lula dialoga com "a situação e a oposição" e fez menção ao plano Punhal Verde-Amarelo, que tinha por objetivo matar o presidente, Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), episódio que consta no julgamento da trama golpista na corte.
"Sabemos que estamos num mundo um pouco conflagrado. As pessoas falam um pouco de polarização, mas a democracia envolve polarização de ideias, de bons argumentos, de visão de mundo. Mas quando a polarização é do tipo autoritário, em que se quer eliminar o adversário, essa é a polarização que ninguém quer. Aqui estamos dando mostra da volta do espírito republicano no Brasil", disse Haddad.
O governador citou nominalmente os ministros de Lula e disse que o projeto será feito em conjunto. No entanto, após o evento, ele se recusou a comentar os dias passados em Brasília negociando a anistia de Bolsonaro.
"Hoje o assunto aqui é o túnel", respondeu quando questionado pela imprensa.
- Por Carolina Linhares, Marianna Holanda e Raphael Di Cunto | Folhapress
- 05 Set 2025
- 14:17h
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), elaborou uma nova versão do projeto de lei de anistia aos condenados de 8 de Janeiro que libera Jair Bolsonaro (PL) para concorrer na eleição de 2026 e perdoa crimes desde o inquérito das fake news, em 2019.
A versão ainda não foi protocolada, mas a Folha obteve acesso ao texto. Ele é o mais abrangente desde que começou a discussão na Casa, porque retrocede até o início do governo Bolsonaro. O ex-presidente está detido em prisão domiciliar, inelegível e em meio a um julgamento que pode condená-lo a mais de 40 anos de detenção.
O inquérito das fake news, criado em março de 2019, deu início a todos os outros em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que têm o ex-presidente e seus aliados como alvo. Eles são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.
A proposta de Sóstenes, no entanto, contraria a estratégia do centrão, que tem defendido a anistia, mas com a manutenção da inelegibilidade de Bolsonaro, num esforço para viabilizar a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que passou a atuar na linha de frente da articulação a favor do perdão.
Em paralelo, há outra versão do texto que circula entre bolsonaristas. A proposta é muito similar à do líder do PL e leva a assinatura do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), relator da anistia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Valadares nega a interlocutores ser o autor dessa versão.
O parecer foi atualizado na semana passada e também é mais abrangente do que o apresentado no ano passado, quando a ideia era anistiar apenas atos relacionados à eleição de 2022.
Ambas as propostas de anistia, a de Sóstenes e a que tem a assinatura de Valadares, valeriam para ilícitos cometidos desde 14 de março de 2019 e preveem perdão também a crimes eleitorais, além de livrarem os anistiados de inelegibilidade. Já a anistia em discussão até agora, tratava apenas de situações correlatas aos ataques golpistas de 8 de Janeiro.
O texto desenhado por Sóstenes, porém, menciona especificamente o 8 de Janeiro e os acampamentos de bolsonaristas, além de citar o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O líder do PL consultou constitucionalistas para elaborar sua proposta.
O texto defendido pelo PL estabelece anistia para alvos de inquéritos instaurados pelo Supremo com base no artigo 43 do regimento interno da corte, que é o dispositivo que embasa o inquérito das fake news. Ele também perdoa aqueles investigados fundamentos em informações e relatórios produzidos pelo setor de combate à desinformação do TSE.
"Fica concedida anistia a todos aqueles que, no período compreendido entre 14 de março de 2019 e a data de entrada em vigor desta Lei, tenham sido ou estejam sendo ou, ainda, eventualmente, possam vir a ser investigados, processados ou condenados", diz o texto do líder do PL, antes de elencar as condutas anistiadas, entre elas os crimes contra o Estado democrático de Direito.
Segundo a proposta, inquéritos e processos em curso seriam arquivados. A anistia alcançaria ainda "ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas referidas no caput, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral contra os beneficiários desta lei".
Segundo a advogada Mariana Rabelo, sócia do Ubaldo Rabelo Advogados, a anistia é geralmente usada para perdão de delitos de natureza criminal, o que não beneficiaria Bolsonaro eleitoralmente, já que ele foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
"Certamente cientes dessa circunstância, os redatores da minuta desse PL concedem perdão não apenas para delitos de natureza criminal, mas também ilícitos civis, administrativos e eleitorais, de forma a não deixar margem para questionamentos no sentido de que, uma vez aprovado o texto, estaria afastada a inelegibilidade de Bolsonaro", explica Mariana.
O líder do PL afirmou, nesta quinta-feira (4), que só interessa ao partido uma anistia que inclua Bolsonaro, o que é considerado mais difícil de ser aprovado do que um texto que contemple apenas os presos do 8 de Janeiro.
Ele rechaçou ainda a proposta defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de um texto que apenas reduza penas de condenados pelo 8 de Janeiro, sem inclusão do andar de cima.
Uma anistia ampla, geral e irrestrita aos golpistas de 8 de Janeiro é a prioridade do ex-presidente desde que foi apresentada, mas o tema ganhou fôlego na última semana com a adesão do centrão à proposta e, sobretudo, com o embarque de Tarcísio —principal nome da direita para suceder Bolsonaro na eleição presidencial.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu nesta semana a possibilidade de votar a proposta, algo considerado remoto nos meses anteriores.
Motta vem sendo cobrado por líderes do PL, Republicanos, União Brasil e PP, mas o grupo diverge a respeito de a anistia incluir a inelegibilidade de Bolsonaro ou não. O ex-presidente foi declarado inelegível pelo TSE por ter realizado uma reunião com embaixadores no Palácio do Planalto em que atacava o sistema eletrônico de urnas.
A atuação do centrão e de Tarcísio pela anistia vem em resposta a críticas dos filhos de Bolsonaro de que esses políticos estariam disputando seu espólio eleitoral sem um verdadeiro empenho em tirá-lo da prisão. O gesto, portanto, seria necessário para viabilizar a candidatura de Tarcísio, que precisa do aval do ex-presidente.
CONDUTAS ANISTIADAS, SEGUNDO PROPOSTA DO PL
manifestações verbais ou escritas, inclusive em redes sociais e meios de comunicação, que possam ser consideradas:
- ofensa ou ataque a instituições ou seus integrantes
- descrédito ao processo eleitoral ou aos Poderes
- reforço à polarização política
- geração de animosidade na sociedade brasileira
- crimes contra o Estado democrático de Direito
- prestar apoio administrativo, logístico ou financeiro ou outra forma de contribuição, estímulo ou incentivo às condutas acima
- manifestações voltadas à produção ou veiculação de desinformação ou dados inverídicos em relação a partidos, candidatos, governos, eleições ou agentes políticos
- dano contra o patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso,
- organização criminosa, associação criminosa ou constituição de milícia privada
- inquéritos instaurados com base no artigo 43 do regimento interno do STF (que embasa o inquérito das fake news) ou que tenham informações da assessoria de enfrentamento à desinformação do TSE
- ilícitos civis, administrativos e eleitorais vinculados ou associados às condutas acima, afastando-se, inclusive, todas as inelegibilidades já declaradas ou que venham a ser declaradas pela Justiça Eleitoral
- crimes políticos ou conexos, eleitorais e aqueles que tiveram seus direitos sociais e políticos violados
- movimentações e acampamentos ocorridos em frente a prédios, sedes e equipamentos administrados por instituições militares, bem como os protestos ocorridos na capital federal em 8 de janeiro de 2023
- Por Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 05 Set 2025
- 12:14h
Foto: Leonardo Rattes/SAÚDE GOVBA
A Bahia registrou um aumento de quase 60% na quantidade de indenizações pagas por responsabilidade civil profissional para médicos em 2025. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras e do Sindicato das Seguradoras da Bahia, disponibilizados à reportagem, o tipo de seguro obteve uma alta de 59%.
De acordo com o levantamento acessado pelo BN, R$ 1,1 milhão foram repassados para profissionais que possuíam esse tipo de seguro. O benefício consiste em proteger profissionais e empresas de reclamações por danos causados a terceiros devido a erros, omissões ou falhas na prestação de serviços.
Além disso, outros dados da pesquisa evidenciam que indenizações em seguro perda de renda, também neste ano, cresceram em 30%, onde foram repassados R$ 153,6 mil. O produto consiste em oferecer uma proteção financeira, pagando uma quantia em dinheiro caso a sua renda seja interrompida, por motivos como desemprego involuntário, incapacidade temporária por doença ou acidente, invalidez ou morte.
Ainda nas indenizações, os acidentes pessoais diminuíram em 32%, sendo R$ 7,7 milhões enviados, seguido por queda de 55% no seguro empresarial, um total de R$ 8,6 milhões.
ARRECADAÇÃO
Os valores de arrecadação decorrentes dos seguros também registram um aumento. No quesito responsabilidade civil para empresas subiu em quase 30%, sendo R$ 9,6 milhões somente neste ano. Já o seguro empresarial cresceu em 29%, chegando a R$ 55, 7 milhões em 2025.
O seguro por perda de renda neste ano foi de R$ 941,4 mil, um incremento de 14%. A arrecadação em seguros por acidentes pessoais foi de R$ 78,6 milhões, tendo uma queda de 15%. Em entrevista ao BN, a advogada especializada em Direito Civil, Renata Quadros, analisou e comentou os dados. Ela enfatizou que as ações indenizatórias contra médicos chegaram a quase 100% de aumento, principalmente em procedimentos estéticos, onde a obrigação é de resultado e não apenas de meio.
“99% dos processos judiciais que alegam como fato gerador da ação o erro médico, tem a busca da indenização, seja indenizações materiais, ou seja, custos que o paciente teve por causa da conduta alegada. Seja por danos estéticos e seja por danos morais. Então 99,9% desses processos buscam uma retratação, uma indenização, considerando que alegam danos materiais morais estéticos [...] Inclusive, esses seguros para procedimentos estéticos, normalmente eles são mais caros e tem mais limitações”, disse.
A consultora de seguros Lis Barreto observou acerca dos seguros gerados por erros na rede pública e particular de saúde. Segundo ela, houve uma crescente também em seguros para dentistas que trabalham com harmonização facial e procedimentos estéticos.
“A gente opera aqui com essa carteira há cerca de 15 anos, com seguros médicos de modo geral. Digo sem medo de errar, que nos últimos 5 anos, vem uma crescente diferente da última década”, revelou Barreto.
- Por Victoria Azevedo | Folhapress
- 05 Set 2025
- 10:11h
Foto: Myke Sena / MS
O ministro do Turismo, Celso Sabino, procurou integrantes da cúpula do União Brasil, aliados no Congresso e colegas do governo Lula (PT) nos últimos dias numa ofensiva para tentar permanecer no cargo, com o argumento de fortalecer sua candidatura ao Senado em 2026.
A federação União Progressista, uma aliança do partido com o Progressistas (PP), anunciou desembarque do governo nesta semana e determinou que políticos com mandato que ocupem cargos na Esplanada devem deixar os postos até o dia 30 de setembro, sob pena de serem expulsos.
Sabino é deputado federal licenciado pelo União Brasil e foi indicado pela bancada do partido na Câmara e nomeado para chefiar o ministério em julho de 2023. Ele também é presidente do diretório estadual da sigla no Pará, seu reduto eleitoral, e integrante da executiva nacional do partido.
Na terça (2), os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, anunciaram o desembarque da gestão federal. A decisão mirou apenas Sabino e o ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), já que permitiu a permanência no governo de outras pessoas indicadas por políticos desses partidos e determinou a saída apenas dos "detentores de mandatos".
Na quarta (3), a executiva nacional do União Brasil respaldou a decisão da federação em reunião. Sabino não acompanhou o encontro. No mesmo dia, horas depois, o ministro almoçou com o presidente da República, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) -ambos indicados por Alcolumbre- e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) no Palácio da Alvorada.
De acordo com relatos de dois participantes do almoço, Sabino reforçou o desejo de permanecer no governo e recebeu o aval do petista, que teria afirmando que quer compromisso e lealdade de quem permanecer em sua gestão. Sabino indicou que procuraria a cúpula de seu partido para tentar construir um acordo que o permita continuar na Esplanada. Procurado, o ministro não respondeu.
"Tanto o presidente Alcolumbre quanto os três ministros reafirmaram apoio ao presidente Lula e querem estar junto com o governo, são pessoas que já estavam no governo. Importante que quem quer sair, saia, ninguém é obrigado a ficar. Mas quem ficar, tem que apoiar o presidente Lula, os programas do governo e fazer articulação no Congresso Nacional para nossos projetos e propostas. Isso ficou bem claro", disse Gleisi nesta quinta-feira (4) à imprensa.
Depois do almoço, Sabino se reuniu com o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil-BA), presidente da Fundação Índigo, ligada ao União Brasil, e um dos nomes da oposição ao governo Lula no partido. Ele também fez telefonemas a aliados do Congresso e do governo e recebeu apoio de parlamentares que o procuraram desde o anúncio do desembarque. De acordo com relatos, Sabino conversa diariamente com Rueda e com o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas (MA).
No resto do dia, despachou de sua sala no Ministério do Turismo, trabalhando, sobretudo, com temas relacionados à COP30 (Conferência de Mudanças Climáticas) da ONU, que será realizada em novembro em Belém, no Pará.
O ministro é um dos mais envolvidos do governo com o megaevento e tem buscado soluções para delegações estrangeiras que afirmam ter dificuldades com questões logísticas, sobretudo de hospedagem. Ele acredita que conseguirá consolidar sua candidatura ao Senado no próximo ano com o protagonismo no evento que ocorrerá em sua base eleitoral.
Segundo relatos de sete interlocutores do ministro, Sabino tem reforçado que até abril (prazo para desincompatibilização para quem concorrerá a cargos eletivos em 2026) o ministério terá uma série de entregas e seus aliados poderão ter ganhos políticos com isso, além do pagamento de emendas parlamentares.
Ele também tem apelado para a COP30, afirmando que não é possível abandonar pela metade o trabalho feito até agora, e que o megaevento dará visibilidade no Pará para sua candidatura ao Senado.
Uma possibilidade aventada é que Sabino se licencie do partido até abril. Essa iniciativa, no entanto, enfrenta resistências entre integrantes da cúpula do União Brasil.
Há também quem aposte numa interferência de Alcolumbre junto ao partido para garantir a permanência de Sabino. O presidente do Senado é um dos principais aliados de Lula no Congresso Nacional e foi contrário à decisão de desembarque. Essa opção, no entanto, é tida como remota, já que a cúpula da legenda é majoritariamente formada por nomes da oposição à gestão petista.
- Bahia Notícias
- 05 Set 2025
- 08:08h
Foto: Cristian Camilo / Divulgação
A farmacêutica Novo Nordisk informou nesta quinta-feira (4) que a Justiça Federal no Distrito Federal concedeu uma liminar para manter a patente da liraglutida, princípio ativo das canetas emagrecedoras Victoza e Saxenda, produzidas pela empresa.
De acordo com a decisão, a patente, que estava expirada, ficará mantida pelo prazo de 8 anos, 5 meses e um dia. As informações são da Agência Brasil.
A decisão foi tomada após a Justiça reconhecer as alegações de demora na concessão da patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que, segundo a empresa, demorou 13 anos para analisar o processo de registro de exclusividade.
Diante da demora, a Justiça decidiu recompor o prazo da patente para compensar o atraso. Na avaliação da Novo Nordisk, a decisão representa segurança jurídica nos processos de patentes.
“Sem a garantia de que o direito à patente será respeitado e o exame ocorrerá em um prazo razoável, o Brasil corre o risco de ficar para trás no acesso a novas tecnologias em saúde”, declarou a empresa.
Após a decisão, a Novo Nordisk informou que também busca o mesmo entendimento para a patente da semaglutida, substância presente nos medicamentos injetáveis Wegovy e Ozempic, também produzidos pela farmacêutica.
Cabe recurso do INPI contra a decisão da Justiça Federal.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2025
- 16:34h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
Após ser acusada de facilitar a coleta de dados pessoas de crianças, a Disney fechou um acordo de R$ 54,7 milhões com a Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês). A queixa foi apresentada na última terça-feira (2) contra duas divisões da empresa: Disney Worldwide Services e Disney Entertainment Operations.
Segundo o órgão, a empresa não rotulou corretamente alguns vídeos que envolviam trechos de produções como Coco, Frozen, Toy Story e músicas de Os Incríveis, no Youtube como “feitos para crianças”, o que descumpre a Regra de Proteção à Privacidade Online de Crianças (COPPA), criada em 1998 nos Estados Unidos.
Conforme a CBS News, um porta-voz da Disney afirmou que o acordo não envolve plataformas próprias da companhia, apenas dos conteúdos publicados no canal da empresa no Youtube, que exige desde 2019 o rótulo de “feitos para crianças” voltados ao público infantil.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2025
- 14:31h
Foto: Marcelo Camargo / EBC
O rompimento do União Brasil com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi resultado de uma sequência de desgastes entre o Palácio do Planalto e o presidente da legenda, Antonio Rueda. A relação, que já era frágil, azedou de vez após cobranças diretas do presidente da República aos ministros da federação União-PP.
Na semana passada, em reunião com 38 ministros, Lula afirmou abertamente que não gosta de Rueda — e que o dirigente também não gosta dele. No mesmo encontro, cobrou que os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) defendessem o governo, caso desejassem permanecer nos cargos.
A insatisfação foi agravada pelo único encontro presencial entre Lula e Rueda, em 26 de junho, um dia depois de o governo sofrer dura derrota na Câmara com a derrubada do decreto que regulamentava o IOF. A reunião foi marcada por críticas de Lula à falta de apoio do partido no Congresso e pela cobrança de Rueda em relação à condução da política fiscal.
O clima piorou ainda mais quando, já no fim da conversa, Lula perguntou sobre Luciano Bivar, inimigo político de Rueda e ex-presidente do União Brasil. A lembrança soou como uma provocação, visto que Rueda e Bivar travaram uma disputa acirrada pelo comando do partido, marcada por acusações e ameaças mútuas.
Sem espaço para recomposição, União Brasil e Progressistas anunciaram, nesta terça-feira (2), o desembarque do governo. Os ministros indicados pelas duas siglas deverão entregar os cargos até o fim de setembro.
Em reação, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que "ninguém é obrigado a ficar no governo", mas reforçou que, quem permanecer, precisa apoiar as pautas do Planalto.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2025
- 12:25h
Foto: Alan Santos / PR
Os números de crimes de roubos de veículos caíram 17,7% nos primeiros sete meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2024. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a utilização do Sistema de Reconhecimento de Placas e das especializadas das Polícias Militar e Civil reduziram em 1.152 ocorrências no estado.
Os índices saíram de 6.539 ocorrências de janeiro a julho do ano passado para 5.385 neste ano. Os furtos de automóveis também tiveram redução em 48 casos, passando de 3.976 para 3.928, com uma queda de 1,2% nos índices.
O Sistema de Reconhecimento de Placas auxiliou na recuperação de 338 veículos (carros, motos ou caminhões) roubados ou furtados neste ano. Desde a implementação, em 2019, 1.073 veículos foram recuperados com o uso da ferramenta.
Só em 2025, dez desmanches de veículos foram desmantelados por equipes do Batalhão Apolo da Polícia Militar e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2025
- 10:22h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O Banco Central (BC) rejeitou operação de aquisição do Banco Master pelo BRB, instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal. A decisão foi comunicada na noite desta quarta-feira (3) às partes após o fechamento do mercado, sem detalhar de imediato os fundamentos técnicos que levaram ao indeferimento.
O negócio, anunciado em março, previa que o BRB assumisse 58,04% do capital social total do Master — sendo 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais. Desde então, a operação passou por várias reduções a pedido do BC. A versão final contemplava a incorporação de aproximadamente R$ 24 bilhões em ativos do Master, metade do previsto inicialmente, e excluía a participação de Daniel Vorcaro, dono do Master, do controle do futuro conglomerado.
Apesar das alterações, a autoridade monetária manteve preocupações com riscos de corresponsabilidade do BRB diante da sucessão de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos pelo Master. O banco privado enfrenta dificuldades de liquidez e sustenta passivos elevados, amparados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Segundo o balanço de 2024, o Master tinha R$ 12,4 bilhões em CDBs a vencer até o fim do ano, frente a R$ 18,3 bilhões em ativos disponíveis para o mesmo período. O estoque total de CDBs e CDIs alcançava R$ 49,8 bilhões. Embora o FGC dispusesse de R$ 107,8 bilhões em liquidez até junho, a quebra do Master representaria risco relevante para o sistema financeiro, uma vez que a estratégia do banco baseava-se em oferecer rendimentos acima da média do mercado para atrair investidores.
Segundo o "O Globo", fontes próximas à operação apontam que, mesmo após ajustes no desenho da aquisição, o BC avaliou que persistiam riscos excessivos. O BRB já solicitou acesso às justificativas formais para definir os próximos passos e não descarta tentar uma nova proposta, com ajustes que mitiguem as preocupações do regulador.
- Bahia Notícias
- 04 Set 2025
- 08:15h
Foto: SBT
O apresentador Raul Gil, de 87 anos, deu entrada em um hospital de São Paulo após sentir fortes dores e indisposição.
A internação do veterano chamou a atenção do público, no entanto, o filho do comunicador, Raul Gil Jr., tranquilizou quanto ao quadro do pai.
Segundo o herdeiro do apresentador, ele apresentou fortes cólicas e foi submetido a exames no Hospital Moriah.
"Meu pai passou por uma indisposição hoje à noite e foi até o hospital, que fica perto da casa dele, para fazer alguns exames. Ele está sendo atendido pelos médicos, mas está tudo bem, graças a Deus, sem nenhum problema. Sempre que tem alguma indisposição, ele faz exames de sangue. Ele se cuida muito e está sempre atento, fazendo o máximo possível", disse Raul Jr.
Ao portal LeoDias, o filho do apresentador não falou sobre previsão de alta.
Longe da TV desde 2024, quando apresentou o último programa pelo SBT antes de ser dispensado, Raul Gil aproveita o período para descanso. A equipe do apresentador ainda negou as investidas das emissoras.
"Planejamos novos projetos fora da televisão, investindo em construção, redes e mídias digitais, gravadora fonográfica, além de documentários, teatro, cinema, shows e eventos para todos os públicos. Nunca escondemos nosso amor pela TV e por nossos fãs."