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Governo Temer recebe aprovação de 6% da população; 74% desaprovam

  • 20 Dez 2017
  • 17:00h

O governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 74% da população, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Já 6% consideram ótimo ou bom, 19% regular e 2% não sabem ou não responderam. O levantamento foi divulgado hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa CNI-Ibope do quarto trimestre de 2017 foi realizada entre 7 e 10 de dezembro, com 2 mil pessoas em 127 municípios e revela a avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal. No último levantamento, divulgado em setembro, 3% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 16% como regular, 77% como ruim ou péssimo e 3% não souberam ou não responderam. O levantamento também mostra o grau de confiança no presidente Michel Temer e a aprovação do governo em nove áreas de atuação, entre elas, saúde, educação, segurança pública e combate à fome e ao desemprego. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança utilizado é de 95%. De acordo com os dados, a popularidade do presidente oscilou positivamente, se comparado à última pesquisa, mas ainda dentro da margem de erro. “Houve um pequeno aumento de popularidade em todos os indicadores, mas a popularidade continua baixa, comparando todo o histórico”, disse o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Os brasileiros que confiam no presidente aumentaram de 6% para 9%. Já 90% não confiam em Temer; na última avaliação, esse percentual era de 92%. O nível de pessoas que desaprova a maneira do presidente governar também oscilou de 89% para 88%. Entre os que aprovam sua maneira de governar, eram 7% em setembro, agora são 9%. Segundo a CNI, entre os entrevistados com 55 anos ou mais, registra-se um aumento significativo da popularidade do presidente, indo de 4% para 10%. Ela também é maior entre os homens, quando comparada às mulheres, e entre os entrevistados de maior renda familiar. Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, o percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo é de 79% e 13% avaliam como regular. A Região Nordeste se mantém como a que pior avalia o governo Temer.

Policiais são presos em Teresina após R$ 300 mil desaparecem de local de crime

  • 20 Dez 2017
  • 16:00h

Foto: Divulgação/ Polícia Militar

A contagem do dinheiro que foi apreendido pela polícia após a tentativa de assalto ao Banco do Nordeste, nesta terça-feira (19), revelou uma surpresa. Cerca de R$ 300 mil sumiram entre a apreensão e a contagem. Dois cabos da Polícia Militar do Piauí foram presos cautelarmente, ainda nessa terça-feira, por não terem realizado procedimentos regulamentares no local do crime. Segundo o sub-comandante da PM-PI, coronel Lindomar Castilho, os dois cabos são do 5º Batalhão da PM, responsável pela área do assalto, e deixaram de preservar o local do crime, onde o dinheiro foi abandonado pelo suspeito do assalto, que foi preso. "Eles foram ouvidos e disseram que descuidaram do local para ir até a viatura com parte do dinheiro, cuidar de outros procedimentos. Mas essa preservação do local até a chegada da perícia é algo que aprendemos no curso de formação, eles alterara a cena", contou o coronel. Não se sabe ainda como parte do dinheiro sumiu do local. Apenas o banco constatou o desaparecimento ao fazer a contagem do valor. Ao todo, R$ 700 mil foram retirados do cofre pelo homem que tentou assaltar a agência, mas apenas R$ 400 voltaram após a ação da polícia. "Lá nós temos imagens de câmeras de segurança que talvez mostrem o que de fato aconteceu, então já solicitamos e o Greco [Grupo de Repressão ao Crime Organizado] vai investigar tudo isso", informou.

Jovem é presa em flagrante após atear fogo e assassinar seu próprio pai em casa

  • 20 Dez 2017
  • 09:00h

Uma mulher suspeita de ter ateado fogo ao corpo do próprio pai no bairro do Torrão, em Pilar, na região metropolitana de Maceió, foi presa na manhã desta segunda-feira (18). O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. De acordo com relato de testemunhas, o atentado aconteceu na noite desse domingo (17), quando o homem identificado como Arnaldo de Assis, de 45 anos, conhecido como Aninho, estaria cochilando em uma cadeira aparentemente embriagado, quando sua filha, identificada como Alice dos Santos de Assis, de 21 anos, lançou um líquido inflamável sobre ele e ateou fogo. A cadeira onde ele estava sentado derreteu. De acordo com o delegado José Carlos, que está a frente da ocorrência, Alice confessou o crime mas ainda é cedo para falar sobre sua motivação.

Sem reforma da Previdência, ministro prevê PIB de 2018 em 1,7%

  • Por Agência Brasil
  • 19 Dez 2017
  • 19:00h

Foto: Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) poderá fechar o ano de 2018 em 1,7%, abaixo da projeção de 3% anunciada na semana passada pelo governo, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, segundo o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira. Segundo o ministro, caso a reforma, cuja votação na Câmara dos Deputados foi adiada para fevereiro de 2018, não seja aprovada, é possível que haja um aumento do risco país. “Se não tivermos a reforma da Previdência, o impacto imediato disso será no risco país”, alertou,  acrescentando que “em 2018, se o risco país for para 300, está hoje em 170, teríamos perda de 1,3% do crescimento. Se estamos falando em um crescimento de 3%, ele cairia para 1,7%”. “O risco país vai impactando todas variáveis da economia. Mais risco país significa câmbio mais alto, taxas de juros mais altas, custo financeiro das empresas mais alto, custo crédito dos consumidores mais alto. Isso reduz a renda disponível das pessoas, derruba o consumo e derruba o crescimento”. Dyogo Oliveira disse, no entanto, que o governo aposta principalmente na reforma da Previdência para manter a retomada da economia iniciada nesse ano. “A decisão, a meu ver, desse diferencial de ter um desempenho brilhante e ter um desempenho mediano, depende da aprovação das reformas, da reforma da Previdência, e por isso estaremos nos empenhando com muito mais força para encaminhar as reformas e a reforma da Previdência, em particular”, disse.

 

De forma geral, a reforma estabelece uma idade mínima obrigatória de 62 anos para mulheres e 65 anos para os homens. Atualmente, a idade mínima é de 60 anos para mulheres e 65 anos para os homens, mas ela não é obrigatória. É possível se aposentar por tempo de contribuição. Pela proposta atual, haverá 20 anos de transição para que a nova idade seja obrigatória. O ministro Dyogo Oliveira participou hoje (19), do Correio Debate Desafios para 2018, do jornal Correio Braziliense. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, também participou do evento. Goldfajn ressaltou os avanços do país em 2017, como a redução da inflação; a queda das taxas de juros; e a recuperação da economia. A inflação acumulada em 12 meses foi reduzida de 10,7% ao final de 2015 para 2,8% em novembro de 2017, “uma queda muito significativa”, disse o presidente do BC. “A inflação projetada para os próximos anos está sob controle”, disse. A taxa de juros Selic atingiu o patamar mais baixo, 7%.

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Sérgio Cabral é condenado a mais 15 anos de prisão; 4 penas somam 87 anos

  • 19 Dez 2017
  • 18:00h

Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado nesta terça-feira (19) pela quarta vez na Operação Lava Jato. No âmbito da operação Eficiência 2, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, o senteciou a mais 15 anos de prisão. Cabral havia sido condenado a 72 anos em outros três processos. As penas agora chegam a 87 anos, em quatro ações: três com Bretas, no Rio, e uma com o juiz Sérgio Moro, no Paraná. Além de Cabral, foram condenados nesta terça mais 10 réus, incluindo a mulher dele, Adriana Ancelmo. A condenação ocorre no mesmo dia em que ela deixou a prisão em Benfica, após o ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), decidir na segunda-feira pelo retorno da ex-primeira dama do estado à prisão domiciliar.

Garota de 12 anos morre eletrocutada ao mexer com lâmpadas em árvore de Natal

  • 19 Dez 2017
  • 09:00h

Foto: Divulgação

A menina Iris Claudiene Vieira Braga, 12 anos, morreu eletrocutada na noite desse domingo (17). A garota estava na casa da avó, na Vila Mocambinho, zona Norte de Teresina, quando levou um choque em uma árvore de Natal. Iris Claudiene foi eletrocutada por volta das 19h ao ligar um pisca-pisca. Familiares relataram que ouviram os gritos da menina e quando foram ao local, ela estava desmaiada ao lado da árvore de natal. A adolescente ainda foi levada a um hospital, mas não resistiu e morreu. A garota estudava na Unidade Escolar Pequena Rubim. A diretora e alunos da escola estão muito abalados com o acidente. No sábado (16) a menina participou de uma confraternização da instituição e disse durante a festa que tinha interesse em se declarar doadora de órgãos. “Parece que foi um prenúncio. Ela parece que sabia que iria morrer e falou desse interesse em doar os órgãos para uma tia dela. Estamos muito abalados com essa fatalidade. A Iris Claudiene era uma excelente menina, que cativava todos. As córneas dela foram doadas”, disse a diretora da escola, Francisca Viana.Nas redes sociais da estudante, amigos e familiares lamentam a morte da menina. “Ela era minha melhor amiga no mundo”, postou um amigo de Iris. A diretora da escola Pequena Rubim conta que os médicos “fizeram de tudo” para reanimar a estudante. “A família não sabe dizer se ela estava molhada, se houve algo que facilitasse o choque. Está todo mundo sem entender o que aconteceu”, acrescenta a diretora, que foi procurada ainda ontem à noite por familiares da vítima.Avaliação prévia do Instituto Médico Legal confirma que a menina morreu em decorrência de um choque elétrico. O laudo definitivo será concluído em 10 dias. O velório de Claudiene está sendo realizado no bairro Mocambinho. As aulas na Unidade Escolar Pequena Rubim foram suspensa nesta segunda (18) em decorrência da morte da estudante.

TSE: regras eleitorais deixam dúvidas sobre fake news e autofinanciamento

  • 18 Dez 2017
  • 19:00h

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou hoje (18), por unanimidade, as 10 resoluções que irão regular as eleições de 2018, mas ainda deixou em aberto diversas questões que suscitam dúvidas no processo eleitoral, como o autofinanciamento de campanha, as fake news e o voto impresso.  Tais dúvidas ainda devem ser dirimidas pelo TSE, pois, apesar de aprovadas, todas as resoluções podem ser modificadas até o dia 5 de março, prazo final para publicação das regras eleitorais. O ministro Luiz Fux, relator das resoluções eleitorais de 2018, fez questão de frisar que a aprovação nesta segunda-feira “não significa a interdição de qualquer debate”. Além de fake news [notícias falsas] e voto impresso, ele citou entre os assuntos que ainda devem ser alvo de consultas e modificações nas regras a candidatura de mulheres e a distribuição do fundo partidário no âmbito interno dos partidos. Foram aprovadas nesta segunda resoluções que regulam o calendário eleitoral, o cronograma do cadastro eleitoral, o direito de resposta, o registro de candidaturas, as pesquisas eleitorais, a prestação de contas, entre outras.

Mega-Sena, concurso 1.997: ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 43,5 milhões

  • 18 Dez 2017
  • 17:00h

Ninguém acertou as dezenas do concurso 1.997 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (16) em Bragança Paulista (SP), e o prêmio acumulou em R$ 43,5 milhões. Veja as dezenas sorteadas: 01 - 07 - 14 - 31 - 35 - 46. A Quina teve 86 acertadores, e cada um vai levar R$ 36.389,62. Outras 6280 pessoas ganharam na Quadra. O prêmio, neste caso, é de R$ 711,89.

Empresas têm que pagar última parcela do décimo terceiro até o dia 20

  • 18 Dez 2017
  • 15:00h

Os empregadores tem até o dia 20 de dezembro para pagarem a segunda parcela do décimo terceiro salário aos trabalhadores. O benefício deve ser pago a 48,1 milhões de trabalhadores em todo o país. Vale lembrar que nessa segunda parte, assim como em um salário normal, há uma série de descontos, como INSS, o Imposto de Renda (IR) e o adiantamento da primeira parcela. Tem direito a receber essa gratificação natalina todo trabalhador com carteira assinada: trabalhadores domésticos, rurais, urbanos ou avulsos. A partir de 15 dias de serviço, o empregado já passa a ter direito a receber o benefício. Esse salário extra dos trabalhadores das empresas privadas vai injetar na economia brasileira R$ 132,7 bilhões. Somado ao que é pago aos aposentados e pensionistas da Previdência Social, o valor deve chegar a R$ 200 bilhões, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O Ministério do Trabalho alerta que o trabalhador também terá direito a receber a gratificação quando há extinção do contrato de trabalho, seja por prazo determinado, por pedido de dispensa pelo empregado ou por dispensa do empregador, mesmo ocorrendo antes do mês de dezembro. Só não tem direito ao 13º o empregado dispensado por justa causa.

Justiça proíbe dentistas de aplicar botox em pacientes

  • 17 Dez 2017
  • 17:00h

A Justiça Federal no Rio Grande do Norte concedeu liminar para proibir a aplicação de botox e preenchedores faciais para fins estéticos por dentistas. A decisão, assinada ontem (15), atendeu a um pedido cautelar feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) contra o Conselho Federal de Odontologia (CFO). Na ação, a SBPC alegou que o uso da toxina botulínica (botox) e do ácido hialurônico para procedimentos estéticos invasivos na face extrapola a área de atuação dos dentistas, por tratar-se de atribuição dos profissionais formados em medicina. Além disso, a conduta coloca os pacientes em risco, segundo a entidade. Ao decidir a questão, a juíza Moniky Mayara Costa Fonseca, da 5ª Vara Federal em Natal, concordou com os argumentos e decidiu suspender a Resolução 176/2016, do CFO, que permitiu os procedimentos estéticos. A magistrada entendeu que a norma invade os limites legais da área de atuação dos médicos, mesmo advertindo os dentistas de que os procedimentos devem ser realizados dentro da área anatômica de sua especialidade. "A regulamentação infralegal impugnada, ao possibilitar aos profissionais de odontologia, cuja formação não visa à realização de atos médicos, o exercício dos atos privativos dessa categoria profissional, põe em risco a saúde da população", decidiu a juíza. Com a decisão, as substâncias poderão continuar sendo utilizadas pelos profissionais, mas somente para tratamentos odontológicos. Cabe recurso contra a decisão.

Anvisa divulga novas imagens de advertência para embalagens de cigarros

  • 16 Dez 2017
  • 18:00h

Divulgação/Anvisa

As empresas fabricantes de cigarro já podem usar nas embalagens as novas imagens de advertência sobre os riscos do uso do cigarro para a saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução com nove imagens de advertência sanitária, que devem ocupar toda a parte frontal das embalagens de cigarro fabricado no Brasil. A mudança será obrigatória a partir de 25 de maio do ano que vem, mas os fabricantes que preferirem já podem fazer a mudança. O novo modelo gráfico prevê o alerta aos fumantes também na lateral da embalagem, que tem novo modelo para a mensagem de proibição de venda do produto a menores de 18 anos, em fundo vermelho. A cor de destaque das imagens é o amarelo, que, segundo a Anvisa, dá maior visibilidade para as mensagens, que têm temas como câncer de boca, cegueira, envelhecimento, fumante passivo, impotência sexual, infarto, trombose e gangrena, morte e parto prematuro. A lateral da embalagem continua preta, mas deve constar um alerta de perigo sobre produto tóxico, A nova resolução vale para todos os produtos fumígenos, como cigarro, charuto, fumo de cachimbo, fumo de narguilé e rapé, entre outros. Passado o prazo de 25 de maio, as embalagens antigas não devem mais ser produzidas, distribuídas, expostas à venda nem comercializadas. Caso não cumpra a determinação, a empresa fabricante pode ser punida por infração sanitária, com pagamento de multas que chegam a R$ 1,5 milhão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável, no mundo. Além disso, 63% das pessoas que morrem por doenças crônicas não transmissíveis adquiriram a doença por conta do tabagismo.

Governo reduz horário de verão para 2018

  • 16 Dez 2017
  • 17:00h

O presidente Michel Temer assinou hoje (15) um decreto reduzindo em duas semanas o horário de verão em 2018. No ano que vem, a medida começará a valer no primeiro domingo de novembro. Este ano, o horário de verão está em vigor desde o terceiro domingo de outubro. A data do final não foi modificada e continuará sendo o terceiro domingo de fevereiro. A redução atende a pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que solicitou a mudança na vigência do horário de verão de 2018 por causa das eleições. Segundo o tribunal, a medida facilitará a apuração dos votos, uma vez que o país não terá uma diferença tão extensa de fusos horários. O primeiro turno da eleição de 2018 será dia 7 de outubro e o segundo, dia 28 do mesmo mês. 

Orçamento aprovado no Congresso prevê salário mínimo menor que o esperado

  • 16 Dez 2017
  • 11:00h

O Orçamento de 2018, aprovado na última quarta-feira (13) pelo Congresso Nacional prevê um salário mínimo de R$ 965 para o próximo ano. O valor é menor do que o previsto inicialmente pelo governo na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de R$ 969. Segundo informações do jornal O Globo, a redução se deve a previsão menor para a inflação deste ano. O salário é estimado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do exercício anterior e no Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Mesmo com a queda em comparação com a LDO, o salário mínimo de 2018 terá um aumento de R$ 28 em relação à remuneração atual.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC) dos ensinos infantil e fundamental é aprovada

  • G1
  • 15 Dez 2017
  • 19:00h

A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os ensinos infantil e fundamental foi aprovada nesta sexta-feira (15) em votação no Conselho Nacional de Educação (CNE). Foram 19 votos a favor e três votos contrários, de acordo com Eduardo Deschamps, presidente do CNE. A BNCC dá diretrizes para orientar a elaboração dos currículos das redes municipais, estaduais e federal de ensino, tanto nas escolas públicas quanto particulares. O novo documento não trata do ensino médio. A base curricular para o ensino médio ainda será avaliada posteriormente pelo CNE. "Base não é currículo, é um conjunto de referenciais sobre os quais o processo crítico e criativo das escolas vai elaborar seu processo curricular", afirmou o conselheiro Cesar Callegari, presidente da comissão da BNCC no CNE. "É um conjunto de referenciais inédito na história do país." "A Base não é um currículo mínimo. (...) A função da escola e da rede não é copiar e colar a Base", complementou o conselheiro Chico Soares, lembrando que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) continua em vigor e determina que é responsabilidade das escolas elaborarem seus currículos. O texto aprovado no CNE será agora homologado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), "todas as escolas e redes de ensino deverão adaptar e rever os seus currículos em 2018 para iniciar a implementação da base em 2019 e até 2020".

IBGE: 50 milhões de brasileiros vivem na linha de pobreza

  • Por Agência Brasil
  • 15 Dez 2017
  • 18:00h

Cerca de 50 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e têm renda familiar equivalente a R$ 387,07 – ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre. Os dados foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017. Ela indica, ainda, que o maior índice de pobreza se dá na Região Nordeste do país, onde 43,5% da população se enquadram nessa situação e, a menor, no Sul: 12,3%. A situação é ainda mais grave se levadas em conta as estatísticas do IBGE envolvendo crianças de 0 a 14 anos de idade. No país, 42% das crianças nesta faixa etária se enquadram nestas condições e sobrevivem com apenas US$ 5,5 por dia. A pesquisa de indicadores sociais revela uma realidade: o Brasil é um país profundamente desigual e a desigualdade gritante se dá em todos os níveis. Seja por diferentes regiões do país, por gênero - as mulheres ganham, em geral, bem menos que os homens mesmo exercendo as mesmas funções -, por raça e cor: os trabalhadores pretos ou pardos respondem pelo maior número de desempregados, têm menor escolaridade, ganham menos, moram mal e começam a trabalhar bem mais cedo exatamente por ter menor nível de escolaridade. Um país onde a renda per capita dos 20% que ganham mais, cerca de R$ 4,5 mil, chega a ser mais de 18 vezes que o rendimento médio dos que ganham menos e com menores rendimentos por pessoa – cerca de R$ 243. No Brasil, em 2016, a renda total apropriada pelos 10% com mais rendimentos (R$ 6,551 mil) era 3,4 vezes maior que o total de renda apropriado pelos 40% (R$ 401) com menos rendimentos, embora a relação variasse dependendo do estado. Entre as pessoas com os 10% menores rendimentos do país, a parcela da população de pretos ou pardos chega a 78,5%, contra 20,8% de brancos. No outro extremo, dos 10% com maiores rendimentos, pretos ou pardos respondiam por apenas 24,8%. A maior diferença estava no Sudeste, onde os pretos ou pardos representavam 46,4% da população com rendimentos, mas sua participação entre os 10% com mais rendimentos era de 16,4%, uma diferença de 30 pontos percentuais.