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- Bahia notícias
- 19 Out 2017
- 08:14h
Uma viúva foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) a dividir parte da herança do marido, estimada em R$ 12 milhões, com a amante dele. De acordo com os autos, o morto, engenheiro que trabalhava em um órgão de transportes do estado, era casado há 48 anos, mas manteve um relacionamento paralelo de 17 anos com uma secretária que trabalhava na repartição. Para a Justiça, a amante não sabia que o falecido era casado.
Em todo o país, entre os profissionais que concluíram o ensino superior nos últimos dois anos, a maior parte recebe salário inferior a R$ 3 mil, segundo levantamento divulgado hoje (18), em São Paulo, pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp). A pesquisa aponta ainda a desvalorização da licenciatura - enquanto 50% dos profissionais dos cursos de bacharelado recebem abaixo de R$ 3 mil, na licenciatura o percentual sobe para 88%. Dos oriundos da rede privada, 21,8% ganham menos de R$ 1 mil, 54,4% têm salário entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, 16,8% recebem entre R$ 3 mil e R$ 5 mil e 6,1% têm renda acima de 5 mil. Entre os egressos da rede particular, 23,1% ganham menos de R$ 1 mil, 48,1% estão com faixa salarial de R$ 1 mil a R$ 3 mil, 22,1% recebem de R$ 3 mil a R$ 5 mil e 6,8% têm salário acima de R$ 5 mil. Para Rodrigo Capelato, diretor do Semesp, a diferença salarial entre aqueles que estudaram em rede pública e particular não é substancial entre recém-formados. Segundo ele, o grande desafio dos cursos de graduação é elevar a renda de quem já trabalha e estuda para melhorar de vida. “As pessoas estão se formando e os salários não estão subindo tanto assim”, explicou. A maioria dos alunos ainda se matricula em carreiras clássicas do bacharelado, 40% optam por direito, administração, engenharias e ciências sociais. Na comparação entre os salários, os engenheiros têm os de melhor renda: 32,1% ganham entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, sendo que 10% recebem de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Entre os formados em administração, 15,99% encontram-se na faixa salarial entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
Empregabilidade
Segundo o levantamento, 47,09% trabalham na área de formação, 34,3% dos egressos não trabalham e 18,7% atuam em uma área diferente da sua formação. A pesquisa também indicou que 38% entre aqueles que responderam que não trabalham dedicam-se à pós-graduação. Já 12% estão fazendo outro curso de graduação e 48,3% não têm ocupação. Egressos de entidades privadas e públicas concordam que as instituições de ensino precisam fazer mais parcerias com empresas, investir em aulas práticas e fomentar estágios. O levantamento ouviu 1.445 participantes de 135 cursos diferentes de todo o país, sendo 1.089 formados e 356 pessoas que abandonaram o curso ou ainda estudam. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
- B News
- 18 Out 2017
- 08:40h
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não deve esperar uma recepção calorosa de parte de seus correligionários na volta para Casa. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha, após a votação que lhe devolveu o mandato, ala do tucanato reativou a cobrança para que ele renuncie à presidência do partido –da qual já está afastado. A publicação detalha que o mineiro encontrará uma sigla ainda mais dividida e conflagrada. A dúvida é se, pessoalmente combalido, terá condições de evitar a implosão da legenda na análise da denúncia contra Michel Temer. Ainda segundo o jornal, integrantes do PSDB começaram a questionar se o partido “ainda faz sentido”. O grupo que defende a manutenção do apoio ao governo diz que a sigla está acéfala. Há quem pregue que um colegiado dos seis governadores assuma o controle. A coluna revela que os governistas são contra a renúncia de Aécio. Ponderam que a saída do mineiro do comando da legenda abriria definitivamente o caminho para a reeleição de Tasso Jereissati (PSDB-CE), da ala anti-Temer.
Grato
Após a votação, que derrubou nesta terça-feira (17), por 44 votos a 26, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que havia determinado o seu afastamento, Aécio ligou para agradecer aos senadores que votaram a favor da devolução de seu mandato. Um dos primeiros a receber o telefonema foi o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).
- Bahia notícias
- 18 Out 2017
- 08:20h
O coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antônio Carlos Mello Rosa, afirmou nesta terça-feira (17) que o Brasil, de referência global na luta contra o trabalho escravo, pode começar a figurar como exemplo negativo em organismos multilaterais após a portaria editada pelo Ministério do Trabalho (entenda). A portaria modifica a noção de trabalho análogo à escravidão, restrigindo apenas a situações com privação de liberdade. “A OIT lamenta essa regressão na luta contra o trabalho escravo. Este documento, de uma vez só, impede o trabalho da fiscalização e esvazia a lista suja. Ao obrigar que um policial lavre um boletim de ocorrência, impede ações de resgate. Se um auditor fiscalizar uma obra e constatar que há trabalhadores escravizados, não poderá resgatá-los”, afirmou Rosa. Conselheiro do Fundo das Nações Unidas contra o Trabalho Escravo, Leonardo Sakamotto aponta outro problema, relacionado à imagem externa do Brasil. Ele cita que a “lista suja”, que reúne os empregadores que utilizam mão de obra escrava, tem impedido barreiras comerciais ao país. “O Brasil não teve problemas graves no comércio internacional por causa da lista suja. Ela permite que um comprador externo elimine um fornecedor de sua cadeia em vez de impor uma barreira ao Brasil. Grandes varejistas e gigantes do setor alimentício global usam a lista. O Brasil pode ter o comércio internacional bloqueado setorialmente. Não vão conseguir separar o joio do trigo”. Sakamotto ainda citam que a centralização da lista em poder do ministro tira o caráter técnico e dá um critério político ao processo. “A lista vai ficar submetida à questão política. É um risco para as empresas que vão comprar e financiar quem pode ter sido flagrado usando trabalho escravo. Corre o risco de ser considerado corresponsável. Essas medidas geram insegurança e afetam a credibilidade da lista, o instrumento mais importante no mundo, referência global. As empresas vão ficar sem bússola para identificar oportunistas que se beneficiam da exploração”, complementa o diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri. A entidade agrupa 500 empresas que defendem uma atuação no mercado socialmente responsável.
- Estadão
- 17 Out 2017
- 19:00h
O volume de serviços prestados teve redução de 1,0% em agosto ante julho, após a queda de 0,8% registrada no mês anterior, na série com ajuste sazonal. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta terça-feira, 17. A queda de 1,0% foi o pior desempenho para o mês dentro da série histórica, iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi ainda o mais negativo desde março deste ano, quando o volume de serviços prestados tinha diminuído 2,4% em relação a fevereiro. Em relação com agosto do ano anterior, houve redução de 2,4% em agosto deste ano, já descontado o efeito da inflação, mantendo a sequência de taxas negativas iniciada em abril de 2015. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 3,8%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 4,5%. Única atividade em baixa em agosto, na comparação com julho, o setor de serviços prestados às famílias (-4,8%) foi um dos principais responsáveis pela queda de 1% registrada na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje pelo IBGE. O segmento vinha de três altas consecutivas, mas foi afetado pelos serviços de hospegadem e alimentação, que caíram 7,5% no mês. No índice geral, a taxa acumulada no ano é de -3,8% e, em 12 meses, -4,5%. Estabelecimentos como restaurantes, bares e hotéis vinham de quatro meses de crescimento, mas a alta também foi interrompida em agosto. “Foi um mês de baixo consumo. Houve uma queda generalizada no consumo desses serviços. Foi algo observado em todas as unidades da federação”, explica o gerente da PMS, Roberto Saldanha. Para Saldanha, os resultados negativos no setor de serviços em diferentes comparações ainda impedem que se possa falar em recuperação no setor. "O setor de serviços está tendo essa dificuldade para reagir porque ele precisa de uma alavancagem maior de outros setores da economia para puxar essa contratação de serviços", disse o gerente. "Não se identifica no momento uma evidência de que possa levar a um resultado positivo. Não está se verificando uma retomada num nível mais constante da economia como um todo que possa puxar o setor de serviços", afirmou.
- Bahia notícias
- 17 Out 2017
- 15:00h
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda aceitaram pela primeira vez reduzir o pacote de mudanças da reforma da Previdência, como uma última tentativa de votar a proposta ainda neste ano. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a sinalização para diminuir o impacto do projeto foi dada em reunião ocorrida na semana passada entre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda); o secretário de Previdência, Marcelo Caetano; e o relator da reforma na Câmara dos Deputados, Arthur Maia (PPS-BA). A perspectiva da equipe econômica e do núcleo político do Planalto é de iniciar as negociações sobre a proposta após a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, o que deve acontecer até o fim de outubro. Com isso, pretende-se levar o texto ao plenário da Câmara em novembro e votá-lo no Senado até o fim do ano legislativo, no dia 22 de dezembro. Segundo Folha, o Planalto aceita suavizar o plano desde que sejam mantidos pilares básicos: manter a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres; tempo de contribuição de ao menos 25 anos; e uma regra de transição (a previsão é que seja instituído um pedágio para quem pretendia se aposentar por tempo de contribuição, calculado com a incidência de 30% sobre o tempo restante para alcançar a nova regra). A determinação de 40 anos de contribuição para conseguir 100% do benefício deve ser retirada. O fim do pagamento integral de pensão e criação de cota para dependentes também deverá ser cancelada. Outros tópicos eliminados serão o do Benefício de Prestação Continuada, cuja idade mínima mudaria de 65 para 68 anos; e as exigências para aposentadoria rural de idade mínima de 60 anos (homens) e 57 anos (mulheres), com 15 de contribuição.
- B News
- 17 Out 2017
- 12:00h
A Polícia Civil do Paraná cumpre mais de 50 mandados judiciais em uma operação que investiga um esquema de fraudes no Banco do Brasil na manhã desta terça-feira (17) em cidades do Paraná, São Paulo, Goiás e Distrito Federal. O esquema teria desviado R$ 10 milhões da instituição. A ação foi batizada de "Sangria". Um ex-gerente do Banco do Brasil foi preso. Ele trabalhava em uma agência no Centro da cidade, e contava com a ajuda de outras pessoas, e do contador. De acordo com as investigações, o esquema tinha envolvimento de um ex-gerente geral do banco de uma agência que ficava no Centro de Curitiba, além de um contador e outras pessoas. O grupo é suspeito de simular e criar contas com documentos falsos para a liberação de créditos e financiamentos. O dinheiro também era desviado para empresas, conforme a polícia. Ao todo, foram expedidos 54 mandados, sendo sete de prisão temporária, outros sete de condução coercitiva, cinco de arresto, 19 de busca e apreensão e 16 bloqueios de contas bancárias. Além do Banco do Brasil, empresários e correntistas também teriam sido lesados pelo esquema criminoso, conforme as investigações. Os crimes investigados na ação são peculato, falsificação de documentos públicos e particulares, expedição de duplicatas simuladas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações começaram no ano passado, após uma queixa do Banco do Brasil.
- Brumado Urgente
- 17 Out 2017
- 10:00h
Foto: Petrolina em Destaque
Um crime bárbaro foi registrado no último sábado em Petrolina, no Sertão Pernambucano. De acordo com informações, um jovem chamado Jeidson Santos de Morais foi preso após matar sua namorada, Vanderléia Carvalho de Macedo, utilizando uma furadeira. Essa atitude teria sido motivada pelo acusado após uma discussão do casal devido a mensagens no aplicativo de celular “WhatsApp”. A vítima foi encontrada sem roupa e com vários ferimentos provocados pela furadeira, além de perfurações de golpes de faca. Após cometer o crime, o suspeito ligou para a mãe da vítima avisando o que acabara de fazer. Ele confessou para a polícia que perdeu a cabeça após a discussão e afirmou que agiu de maneira descontrolada na hora do homicídio. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. O Instituto de Medicina Legal (IML) esteve no local para proceder com a remoção do corpo.
Em novembro, o Ministério da Saúde vai abrir novo concurso para selecionar brasileiros para o programa Mais Médicos, de acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha. Segundo a publicação, apesar da intenção declarada de substituir os médicos cubanos por profissionais do país, a dependência deles ainda é grande já que boa parte dos doutores brasileiros abandona o posto depois de seis meses. Quando isso ocorre, Cuba é acionada para enviar seus médicos. A coluna revela que no último concurso, em fevereiro, 6.285 médicos brasileiros se inscreveram, para 2.320 vagas. Só 1.626 se apresentaram para trabalhar. Destes, cerca de 30% já deixaram seus postos. Ainda de acordo com o jornal, o governo cubano está incomodado com a falta de clareza sobre o número de médicos do país que ainda serão chamados para vir ao Brasil. Reclamou da situação com o ministro Ricardo Barros.
- B News
- 16 Out 2017
- 17:00h
Um médico foi sequestrado junto com a ambulância de um posto de saúde na madrugada de domingo (15), no Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil divulgou nesta segunda-feira (16), criminosos invadiram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré por volta das 2h45 de domingo. Em seguida, roubaram a ambulância, sequestraram o médico e o levaram a uma clínica da Baixada Fluminense, para prestar atendimento a um criminoso que havia sido baleado em confronto com policiais militares horas antes. O médico já foi liberado pelos sequestradores e retornou para sua casa. A ambulância foi encontrada pelos policiais às 11h de domingo. A Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), que investiga o caso, está buscando identificar a prender os criminosos. O motorista da ambulância presenciou toda a ação e já prestou depoimento na delegacia. Os policiais aguardam o médico para que ele também possa ser ouvido.
- Agência Brasil
- 16 Out 2017
- 16:00h
Nesta semana, as atenções de deputados e senadores estarão voltadas principalmente à análise pela Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além da decisão sobre o futuro de Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A partir de terça-feira (17), quando retornam a Brasília depois do feriado prolongado do dia 12 de outubro, os deputados se concentrarão na análise, discussão e votação na Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara da denúncia do Ministério Público Federal contra o presidente Temer e ministros. O parecer sobre a peça foi apresentado na última terça-feira (10) pelo relator, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou a rejeição do prosseguimento da denúncia, afirmando que ela se baseia em “delações espúrias, sem credibilidade não havendo justa causa para o prosseguimento da ação penal”. Como foi concedido pedido de vista coletivo, o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), marcou para terça-feira (17), a partir das 10h, o início das dicsussões da denúncia e do parecer do relator. Pacheco informou que seguirá os mesmos procedimentos adotados na apreciação da primeira denúncia contra o presidente: cada membro da CCJ terá 15 minutos de fala – 66 titulares e 66 suplentes. Serão concedidos ainda 10 minutos para não membros da comissão, contra e a favor do prosseguimento da denúncia, com até 20 em cada grupo. Cada advogado dos denunciados terá 20 minutos para o pronunciamento final. A votação do parecer na CCJ poderá ocorrer na quarta ou na quinta-feira, a depender do ritmo das discussões. Qualquer que seja o resultado da votação na comissão, o parecer será encaminhado para discussão e votação em plenário da Câmara, prevista para terça (24) ou quarta-feira (25). Para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente e os ministros, serão necessário 342 votos favoráveis de deputados ao prosseguimento da denúncia.
Senado
Enquanto a Câmara se dedica à analise da denúncia, os senadores devem deliberar já na terça-feira (17) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou do mandato o senador Aécio Neves. Na última semana, os ministros da Corte decidiram que caberá à Casa Legislativa confirmar ou não as medidas cautelares determinadas pelo STF a parlamentares, como o afastamento do mandato, o recolhimento noturno, dentre outras. Na sessão de terça-feira, os senadores devem decidir sobre o retorno de Aécio ao mandato, revogando ou não a medida cautelar adotada contra ele. A grande polêmica, ainda sem definição, é se essa votação será feita de forma aberta ou secreta.
Divulgação/PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu no último sábado (14), uma mulher transportando cocaína em um ônibus que seguia de São Paulo/SP com destino a Euclides da Cunha/BA. O flagrante ocorreu no KM 839 da BR 116, trecho do município de Vitória da Conquista, região sudoeste do estado. Durante a fiscalização no compartimento de passageiros, os PRFs encontraram uma sacola plástica contendo 2.200 papelotes de cocaína, pesando aproximadamente 2,2 Kg. Diante do nervosismo apresentado pela passageira que estava sentada próximo onde a droga foi localizada, os policiais a conduziram a Unidade Operacional da PRF. Questionada pelos agentes a mulher informou que por certa quantia em dinheiro estava levando o entorpecente para Monte Santo/BA. A mulher, de 27 anos, foi presa e levada para a delegacia de polícia judiciária local onde irá responder por tráfico de entorpecentes.
- Estadão
- 15 Out 2017
- 18:00h
Desde que viu a mãe ser morta a golpes de facada pelo próprio pai há cinco anos, Ana, hoje com 12 anos, e seu irmão Pedro (nomes fictícios), de 6 anos, são criados pelos avós maternos, primeiro no Recife e agora em Camaragibe, no Ceará. “Eu nunca consegui perdoar meu pai e acho que não vou perdoar nunca”, conta a adolescente. A vida dos irmãos retrata a realidade de muitas crianças no Brasil. Em pelo menos dois terços dos casos de feminicídio, a mulher assassinada é mãe. Na maioria das vezes, ela deixa dois filhos e em 34% dos casos, pelo menos três. Os dados são de um estudo da Universidade Federal do Ceará (UFC), que acompanha um grupo de 10 mil famílias vítimas de violência em nove Estados do Nordeste. O trabalho está sendo ampliado para mais quatro Estados: Rio Grande do Sul, Goiás, Pará e São Paulo. “Os dados da pesquisa apontam o tamanho do problema que está escondido embaixo do tapete”, afirma o professor José Raimundo Carvalho, da Pós-Graduação em Economia da UFC, que coordena a Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Familiar contra a Mulher. Patrocinado pelo Banco Mundial, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres e do Instituto de Estudos Avançados de Toulouse, na França, o diagnóstico tem dados apurados com entrevistas em comunidades onde vivem parentes e/ou vizinhos de vítimas de violência doméstica. “Esses primeiros dados comprovam o que era uma impressão da Maria da Penha, ou seja, o universo de órfãos, que ela chama de vítimas invisíveis do feminicídio”, diz Carvalho, referindo-se à biofarmacêutica cearense Maria da Penha, que dá nome à Lei 11.340/2006, considerada um marco no combate à violência doméstica no País. Para Maria da Penha, a pesquisa levanta ainda uma outra preocupação. “Muitas dessas crianças podem estar vivendo em contato com os próprios homicidas”, afirma. Ela tem três filhas, vive em uma cadeira de rodas por causa do ataque que sofreu em 1983, quando foi baleada pelo marido, e dedica parte de seu tempo à ONG que trabalha com os impactos da violência doméstica e contra as mulheres. Na opinião da advogada Thaís Dantas, do programa Prioridade Absoluta, do Instituto Alana, a questão deve ser vista “sempre pelo ângulo do que é melhor para a criança”. Assim, não há como simplesmente vedar a convivência delas com pessoas ligadas ao agressor, como os avós paternos ou tios. “Tem de ver cada caso, sempre procurando o que é melhor para aquela criança.”
- Agência Brasil
- 15 Out 2017
- 07:30h
Decisão liminar da Justiça Federal em Brasília proíbe o Senado de fazer votação secreta na sessão que vai decidir sobre o afastamento ou não e o recolhimento noturno do senador Aécio Neves (PSDB-MG). A decisão do juiz federal Márcio Luiz Coelho de Freitas, tomada na noite de ontem (13), veio em resposta a uma ação popular que pede a votação nominal e aberta. A sessão do Senado para votação do caso está marcada para próxima terça-feira (17). A ação popular proposta pelo presidente da União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), Eduardo Luiz Rocha Cubas, registra que “foi noticiada a possibilidade de que o Senado poderá esconder-se por trás do voto secreto” para decidir sobre o futuro de Aécio e cita a Constituição para embasar que “os políticos devem satisfação como os ministros do STF [Supremo Tribunal Federal] pela sua atuação”. Na decisão, o juiz Márcio Luiz Coelho de Freitas conclui que “a adoção de votação sigilosa configuraria ato lesivo à moralidade administrativa, razão pela qual defiro a liminar para determinar que o Senado Federal se abstenha de adotar sigilo nas votações referentes à apreciação das medidas cautelares aplicadas ao senador Aécio Neves”. No final de setembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 2, afastar o senador Aécio Neves do exercício de seu mandato, medida cautelar pedida pela Procuradoria-Geral da República no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.
- FOTO: Reprodução
- 14 Out 2017
- 16:00h
O relatório do deputado Alex Canziani (PTB-PR) sobre a Medida Provisória 785/2017, que trata das mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), foi aprovado na última terça (10) na comissão especial que analisa a MP. O texto deve ser votado no plenário da Câmara até o dia 17 de novembro para que a medida não perca a validade. Entre as mudanças introduzidas no relatório está a ampliação do aporte do Tesouro Nacional ao Fundo Garantidor do Fies (FG-Fies), de R$ 2 bilhões para R$ 3 bilhões em quatro anos. O texto aprovado também estabelece que a parte do Fies destinada a estudantes carentes terá juro zero. O benefício já tinha sido anunciado pelo governo, mas não estava no texto da MP enviado ao Congresso. A comissão também aprovou a possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das dívidas do Fies, mas a medida depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS. “Houve uma grande movimentação de ministros, e do setor de construção civil, dizendo que isso ia afetar muito, então colocamos essa possibilidade, mas desde que haja aprovação do conselho curador”, explicou o relator. Canziani decidiu tirar do texto da MP a possibilidade de financiamento pelo Fies de cursos à distância. Mas, segundo ele, isso não impede que o Ministério da Educação autorize o financiamento desses cursos. “O texto da lei hoje não impede o financiamento da educação à distância, a gente queria deixar mais clara essa possibilidade, mas para chegar a um consenso, nós tiramos”, disse o deputado. O relatório manteve a possibilidade de professores abaterem 1% do saldo devido no Fies para cada mês trabalhado na rede pública de educação, como é atualmente. O texto do governo limitava o abatimento a 50% do valor do financiamento. Para médicos, essa restrição percentual foi mantida. Segundo o relator, o texto deve ser votado em plenário em duas semanas. “É o ideal dentro daquilo que conseguimos construir. Eu queria que tivesse mais vagas, melhores condições, mas para ele seja sustentável e perene, tivemos que fazer dentro dessa limitação”, diz.
Mudanças
Em julho deste ano, o governo anunciou mudanças no Fies a partir do ano que vem. Estão previstos três tipos de financiamento, sendo que 100 mil vagas serão ofertadas com recursos públicos, que terão juro zero e serão voltadas a estudantes que tiverem renda per capita mensal familiar de três salários mínimos. As outras duas modalidades serão financiadas com recursos dos fundos constitucionais regionais e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).