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O resultado do Programa Universidade para Todos (Prouni) está disponível no site http://siteprouni.mec.gov.br/. Também é possível acessá-lo pelo aplicativo do programa no celular. Os candidatos pré-aprovados devem comprovar os dados pessoais informados na inscrição entre os dias 15 e 23 de fevereiro, na universidade onde estudarão. Só assim terão suas vagas garantidas. O programa oferece 242.987 bolsas de estudo em 2.976 instituições de ensino particulares. Dessas, 113.863 são integrais e 129.124, parciais.
Durante o velório de Telma Maria Pereira de Andrade a tristeza era compartilhada por todos, mas foi a reação da cadela Belinha que mais emocionou a família. Companheira de Telma durante o tratamento contra o câncer, a cadela da raça boxer era chamada de “enfermeira” e no velório ficou sempre perto do caixão, vigilante, velando o corpo de sua companheira. A própria família ficou impressionada com a ligação entre as duas. O fato aconteceu no Píauí. “E como um anjo ela passou a noite toda ao seu lado. Mamãe dizia que era a sua enfermeira. A Belinha, como foi batizada por Telma Maria, mostrou ser a companheira mais que fiel. Amor, vida, morte e ensinamentos. Alguns vão dizer que sou um idiota em postar a foto do caixão da minha mãe, mas uma imagem pode ensinar muita gente a amar os animais, e que animais não são só animais, pois eles são puramente amor. #saudade”, escreveu o filho de Telma, Dionísio Neto, ao publicar a imagem acima no Facebook. Ele contou que Belinha e Telma tinham uma relação muito forte. O que mais o impressionou foi a postura da cadela enquanto o corpo era velado. “No velório ela ficava em pé quando as pessoas se aproximavam do caixão. Ela subia e ficava vigilante. Acho que era porque minha mãe dormia na rede. Ela ficava embaixo também durante a noite toda”, comentou. Dionísio Neto explicou que Telma e Belinha eram unidas em todas as atividades do dia. “Ela que botou o nome de Belinha e virou a companheira dela. Faziam tudo juntas desde o café da manhã. Todos os dias a Belinha acordava minha mãe e ela chamava a cachorra de ‘minha enfermeira’. Foi uma enfermeira do amor e da alegria, um xodó”, contou. A amizade entre as duas durou todo o período em que Telma esteve doente. “Ela fez muita companhia para minha mãe e manteve a alegria”, comentou. A relação entre as duas foi construída aos poucos. “No começo ela não queria, mas depois se tornaram melhores amigas”, disse Dionísio Neto acrescentando que Belinha está na família desde que nasceu, há 4 anos. Telma morreu em decorrência de um câncer. “Minha mãe teve uma metástase afetando pâncreas, fígado, pulmão, coluna e estava bem evoluído. Ela sofria muitas dores e a cadela funcionava como uma distração, uma terapia. Foram dias difíceis e dolorosos. Até hoje a cadela vai até no quarto e fica chorando”, relatou o filho de Telma. G1
A Mega-Sena poderá pagar R$ 71 milhões nesta quarta-feira (14) para quem acertar as seis dezenas do concurso 2.014. Nenhum apostador acertou os números da sorteados no último sábado (10), em Santana, no Estado do Amapá, e o prêmio acabou acumulando. As apostas para o certame podem ser feitas até uma hora antes do sorteio, marcado para às 20h (horário de Brasília). Os jogos podem ser feitos em qualquer lotérica do País, e a aposta mínima custa R$ 3,50.
Foto: reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta terça-feira (13) uma resolução que define que os candidatos poderão financiar as campanhas eleitorais deste ano com recursos próprios. A Resolução 23.553, foi publicada no último dia 2 de fevereiro no "Diário da Justiça Eletrônico" e "disciplina os procedimentos relativos à escolha e ao registro de candidatos" a presidente da República, governador, senador e deputado. Segundo o texto, "o candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre". Os limites para 2018 vão ser de R$ 70 milhões para presidente; R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões para governador; R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões para senador; R$ 2,5 milhões para deputado federal e R$ 1 milhão para deputado estadual e distrital.
- por Roberta Pennafort | Estadão Conteúdo
- 13 Fev 2018
- 11:00h
Foto: reprodução Rede Globo
Na Sapucaí, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou na segunda-feira (12) a possibilidade de o apresentador Luciano Huck sair candidato à Presidência da República por seu partido. Huck já descartou que vá se candidatar, mas estaria tendo conversas com políticos sobre o processo de 2018 mesmo assim. "O DEM vai ter candidato a presidente, e o pré-candidato vai ser lançado em março. Temos o maior carinho pelo Luciano, mas nesse momento ele não faz parte do projeto do nosso partido. Vamos ter entre dez e 12 candidatos nos estados e no início de março vai ficar claro que o partido vai seguir seu próprio caminho", afirmou. Sobre carnaval, Maia disse que a crítica à Reforma Trabalhista feita pelo Paraíso do Tuiuti em seu desfile, domingo (11), foi por desinformação do carnavalesco (Jack Vasconcelos). A escola tinha uma ala, chamada "Guerreiros da CLT", em que uma carteira de trabalho aparecia chamuscada, e o operário tinha vários braços, para simbolizar a sobrecarga de tarefas. Já a ala batizada de "trabalho informal" fez alusão à precarização do trabalho. A escola também fez crítica ao governo Michel Temer (MDB), que apareceu como um vampiro com uma faixa presidencial. O Tuiuti foi a agremiação mais mencionada nesta segunda-feira, nas redes sociais por conta disso. "Tem que respeitar desfile ideológico. Só que as informações do carnavalesco não estão certas", criticou Maia. "A gente vai ver em 2018 que a nova lei está gerando milhões de empregos. Tem que dar tempo ao tempo. A crítica é sempre importante, para que todos avaliem o governo, o Legislativo, o Judiciário. No caso da Trabalhista, os resultados já estão aparecendo: já tivemos redução de desemprego, nesse ano vamos ter mais de um milhão de empregos de carteira assinada. No próximo ano talvez a gente vai ter um desfile diferente". Ele voltou a dizer que é preciso informar bem a população sobre as mudanças na legislação. Referindo-se ao público do Sambódromo, falou das diferenças entre os pobres da arquibancada, que terão de trabalhar até os 65 anos, e os ricos dos camarotes, com necessidade de menos tempo de serviço para se aposentar. Maia falou também de segurança. Disse que é preciso haver nova operação conjunta entre forças estaduais e federais para o combate à violência no Rio, e também que vai trabalhar junto ao governo para que se coloque no orçamento a construção de mais presídios federais, chegando a "20 ou 30 unidades". O objetivo, ressaltou, é isolar chefes do crime organizado. "A gente já fez aquela primeira operação dos órgãos federais, que não foi o que a gente esperava, e vai ter que voltar. Além de endurecer a legislação de armas e drogas", sublinhou. Segundo Maia, o Congresso demandaráà Presidência a priorização do tema dos presídios.
Foto: reprodução
Mesmo que você nunca tenha sido vítima de nenhuma fraude online, é melhor não dar sopa para o azar. Cedo ou tarde, aquele mau hábito que você ainda tem no mundo virtual, como não atualizar seus softwares e sistema operacional, pode se virar contra você. Melhor não arriscar, né? Neste sentido, com a ajuda de um relatório da McAfee, destacamos 7 hábitos digitais que você deve começar a cultivar agora mesmo para se sentir mais seguro nesse meio online. Confira:
1. Use senhas diferentes para cada conta online Não é nada recomendável usar a mesma senha para todas – ou a maioria – das suas contas online. A explicação é simples: se um criminoso digital descobrir a senha do seu e-mail, por exemplo, ele vai ter acesso a todos os outros serviços. Então, deixe a preguiça de lado e crie uma senha diferente para cada conta online. Não só isso. Você deve alterá-las com certa frequência para dificultar a ação dos cibercriminosos.
2. Utilize autenticação de dois fatores Uma ótima maneira de deixar um criminoso digital frustrado é aplicar autenticação de dois fatores em todas as suas contas online. Dessa forma, para acessar seus e-mails, redes sociais e internet banking, você precisa inserir sua senha e, em seguida, um código numérico que você recebe no seu celular via SMS. Assim, mesmo que alguém descubra a senha de suas contas, esta pessoa não conseguirá acessar nada. Portanto, crie o hábito de aplicar autenticação de dois fatores em todos os serviços online que você usa.
3. Faça uma limpa em seus dispositivos No decorrer do ano, você acumula muitas informações nos seus dispositivos – e-mails, imagens, arquivos, documentos, anexos, aplicativos, e por aí vai. Além de tornar seu smartphone e computador sobrecarregados, prejudicando o desempenho deles, manter um monte de dados em seus aparelhos pode ser um risco para sua privacidade. Aqui, a dica é criar um hábito de limpeza. Na prática, isso significa excluir definitivamente os aplicativos inativos que só gastam a bateria do seu smartphone, eliminar as mensagens antigas, que não fazem mais sentido, da sua caixa de e-mail e fazer um backup dos seus arquivos importantes na nuvem. Em último caso, você até pode formatar seu Android ou redefinir seu iPhone.
4. Compartilhe menos nas redes sociais Se você é daquelas pessoas que compartilham até o prato que almoçaram nas redes sociais, é melhor dar uma maneirada. Muitos criminosos digitais criam perfis falsos para monitorar os dados das suas vítimas. Ou seja, eles podem usar todas as informações compartilhadas contra você. Mesmo assim, se você acha legal compartilhar tudo o que faz, pelo menos defina o nível de privacidade das suas publicações, de modo que apenas sua rede de amigos possa visualizá-las. E, claro, em hipótese alguma publique seu nome completo, endereço, número de telefone ou outros dados.
5. Tem nova atualização? Faça-a já! Justamente quando você está no meio de algo importante aparece um novo aviso para atualizar o sistema operacional, os navegadores e alguns softwares. Para não prejudicar o seu trabalho, você ignora a mensagem e deixa a atualização de lado. Grande erro! Normalmente, esses pacotes de atualização servem para corrigir eventuais vulnerabilidades que podem ser exploradas por criminosos digitais. Então, procure criar o hábito de atualizar seus softwares, navegadores e sistema operacional imediatamente, assim que eles liberarem o pacote de atualizações.
6. Só baixe aplicativos em lojas oficiais Muitos usuários ficam inclinados a usar lojas não oficiais para baixar aplicativos que não estão disponíveis nas lojas oficiais Google Play (Android) ou App Store (iOS). No entanto, como as falsas não usam filtros de segurança, muitos aplicativos maliciosos estão por lá. Então, o recado é claro: só faça download de aplicativos em lojas oficiais e leia atentamente as permissões que eles solicitam. 7. Mantenha um antivírus em seus dispositivos Em tempos em que as ameaças mobile não param de crescer, proteção não deve ser mais apenas para computadores. Você deve criar o hábito de manter TODOS os seus dispositivos protegidos por um antivírus completo e atualizado. Quer uma dica? O UOL Segurança Digital elimina todo tipo de programa malicioso dos computadores e dispositivos Android. Isso sem falar que o antivírus avisa quando uma página ou um aplicativo é malicioso
- por Francisco Carlos de Assis | Estadão Conteúdo
- 12 Fev 2018
- 18:04h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou nesta segunda-feira (12) nota de repúdio ao que a entidade classifica de "uso abusivo e distorcido" pela imprensa das informações financeiras disponibilizadas nos portais de transparência relativas aos pagamentos feitos a magistrados em 2017. São incluídas nestes pagamentos verbas indenizatórias como a ajuda de custo para moradia, que, segundo a entidade, estão previstas em lei. A Anamatra, segundo o teor da nota, discorda das reportagens e editoriais por temer o engano que os dados não contextualizados podem provocar na opinião pública. "Os dados sobre pagamentos efetuados a magistrados, inclusive os de cunho indenizatório, como é a ajuda de custo para moradia - que, portanto, não desafia incidência de IRPF, tal como outras tantas ajudas de custo expressamente referidas como isentas na Lei n. 7.713/1988 -, são públicos e estão disponibilizados desde 2004 no Portal da Transparência do Conselho Nacional de Justiça e nos portais dos tribunais, sendo acessíveis a qualquer cidadão brasileiro. Houvesse o que esconder, não estariam assim disponíveis, sem qualquer filtro ou restrição", diz a nota. Para a entidade que representa 4.000 membros da Magistratura do Trabalho, "é inaceitável, de toda sorte, o uso abusivo e distorcido das informações financeiras disponibilizadas nos portais de transparência". O documento lembra que a complexa questão dos direitos e vantagens da Magistratura será enfrentada em breve pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não havendo, no âmbito da União, o pagamento de quaisquer benefícios que não tenham previsão na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC n. 35/1979) ou em lei federal competente. A nota afirma ainda que "críticas públicas a tais vantagens, ainda quando equivocadas, são legítimas e naturais em ambiente democrático", mas considera "inadmissível que isso se faça ao enxovalho de toda uma carreira nacional, expondo publicamente à execração pública centenas de juízes de todo o País".
O Supremo Tribunal Federal (STF) pretende restringir a concessão do benefício de auxílio-moradia a magistrados de todo o país. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a presidente do STF, Cármen Lúcia, já avisou às entidades da classe que irá colocar o assunto em discussão no plenário em março. A ideia é determinar algumas condições para o recebimento do auxílio, dando prioridade aos juízes que estão trabalhando fora de suas cidades, como no caso de magistrados que se mudem para Brasília para assumir temporariamente um cargo em algum gabinete de um tribunal superior. Para colocar o tema em pauta, deverá ser posta em julgamento a liminar do ministro do Supremo Luiz Fux de 2014 que autorizou o pagamento do valor de R$ 4.738 em auxílio-moradia a todos os juízes do país, incluindo os que tem casa própria na cidade onde residem.
Foto: uol
Após ser intimado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, marcou uma reunião com o magistrado para a próxima segunda-feira (19) na sede da Corte. Segundo informações do jornal O Globo, no encontro Segóvia deve explicar ao ministro suas declarações sobre o inquérito que averigua o decreto dos portos assinado pelo presidente Michel Temer – em entrevista à agência Reuters, o gestor sugeriu que era possível “concluir que não havia crime” e fez ressalvas sobre o delegado, Cleyber Malta Lopes, que comanda a apuração. Na intimação a Segóvia, Barroso sinaliza que ele pode ter cometido "infração administrativa e até mesmo penal” em decorrência das afirmações. Ele também pediu que o Ministério Público Federal (MPF) tome conhecimento do caso, "para que — na condição de órgão de controle externo da atividade Policial Federal —, tome as providências que entender cabíveis". Em carta enviada aos servidores da corporação, o diretor-geral negou ter anunciado o arquivamento do inquérito.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não foi o único político procurado pelo apresentador Luciano Huck, de acordo com a coluna Painel, do jornal Folha. A publicação detalha que, após consultar o cardeal tucano, o global reativou pontes com as cúpulas de partidos que, em algum momento, acenaram à sua candidatura ao Planalto, como o DEM. Ainda de acordo com o jornal, a todos, externou dúvida profunda. Pediu conselhos e ouviu que as decisões mais difíceis são aquelas que se tomam na solidão. Disse ter medo de se lançar e depois ser traído. Se quiser disputar, avisaram, terá que abraçar o risco. Segundo a coluna, a amigos, Huck tem dito que muda de opinião sobre se candidatar à Presidência “pelo menos umas cinco vezes por dia”.
O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta sexta-feira (9) que a tendência é que a corporação recomende o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos. Segundo o chefe da PF, até o momento as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina por parte de representantes da empresa Rodrimar, que opera áreas do porto de Santos (SP), para a edição do decreto que prorrogava contratos de concessão e arrendamento portuários, assinado por Temer em maio do ano passado. Essa é a única apuração formal contra o presidente ainda em curso perante o Supremo Tribunal Federal (STF), requerida ainda pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segovia disse, à agência Reuters, nesta sexta-feira que, nas apurações feitas, não há quaisquer indícios de que o decreto editado pelo presidente beneficiou a Rodrimar. Ele destacou que a empresa não era atingida pelo decreto, que mudou regras de concessão posteriores a 1993, o que não seria o caso dela. "O que a gente vê é que o próprio decreto em tese não ajudou a empresa. Em tese se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção", disse Segovia. O diretor-geral da PF também afirmou que a "principal prova obtida no inquérito", a interceptação de uma conversa entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, não mostra concordância de Temer com o suposto benefício. Segundo ele, o próprio Gustavo Rocha fala no diálogo que não há como fazer ou mudar a questão do decreto e que o próprio presidente não aceitou a mudança que poderia beneficiar a empresa.
O Palácio do Planalto informou que o presidente Michel Temer pediu à área técnica do governo a realização de estudos que permitam redução no preço do gás de cozinha para beneficiar famílias de baixa renda. Mais cedo, o próprio presidente, em entrevista à Rádio Guaíba, se queixou da elevação dos preços no gás de cozinha e avisou que seu governo está “examinando uma fórmula para compensar este aumento para os mais pobres”, acrescentando que a medida será adotada logo. Essa preocupação do presidente foi um dos temas da conversa, no final da manhã de ontem, com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. Embora o modelo, que poderá ser adotado já no mês que vem, não passe por subsídio ao preço do botijão de 13 kg, uma das ideias é introduzir esse valor no Bolsa Família. Seria uma forma de elevar o valor do benefício, que já estava sendo estudado pelo governo, só que direcionado para o gás de cozinha. O governo informou ainda que não pensa em adotar medidas como vale-gás ou uma redução para todos os consumidores. Em 2017, o gás de cozinha registrou a maior alta desde 2002. Em dezembro do ano passado, o valor do botijão chegou a R$ 66,53, alta de 16,39% em relação a 2016, já descontada a inflação. Em 2002, o aumento havia sido de 34% no ano. Na reunião, Temer manifestou também a sua preocupação com o aumento exagerado no preço do litro da gasolina em todo o país. O presidente avisou que determinou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Polícia Federal que investiguem o cartel em postos de gasolina. Na entrevista à rádio, o presidente anunciou que vai colocar a Polícia Federal e o Cade para fiscalizar e “impedir esta agressão ao consumidor”. Disse ainda que “não vai permitir preços abusivos”. O presidente, depois de lembrar que o Brasil adotou o critério de alterar o preço dos combustíveis, de acordo com a variação do preço internacional do petróleo, reclamou que houve aumentos exagerados e que, “quando tem aumento, os preços nas bombas aumentam, mas quando tem redução, o mesmo não acontece”. Por isso, advertiu que serão feitas fiscalizações para evitar os abusos.
A morte de uma menina de sete anos por ingestão de aerossol volta a lançar luz sobre "desafios" que circulam em vídeos pela internet e têm nas crianças suas principais vítimas. Adrielly Gonçalves, de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento no último sábado com parada cardiorrespiratória, em estado grave. As tentativas de reanimá-la não tiveram sucesso, segundo nota da Secretaria de Saúde da cidade. Um laudo do Instituto Médico Legal vai detalhar as causas da morte. "Ela, criança inocente, colocou o desodorante direto na boca e desmaiou, tendo uma parada cardíaca na sequência. (Foi) por um motivo que jamais imaginamos, um vídeo sobre desafio de inalar desodorante aerossol", disse uma familiar em postagem no Facebook, fazendo "um alerta aos pais, (para) que fiquem de olho nos conteúdos que os filhos pesquisam na internet". Youtubers fazem diferentes desafios que consistem em inalar a substância em vídeos que circulam pelas redes sociais e acumulam milhares de visualizações no site. Há ainda o "jogo da asfixia" ou "do desmaio", em que compete-se para ver quem prende a respiração por mais tempo, além de desafios de inserir camisinhas nas narinas para tirar pela boca, de comer canela em pó em grandes quantidades e pura, de passar cola nas narinas e na boca. Fora as competições que induzem jovens e crianças a tomar grandes quantidades de bebidas alcóolicas. Todas as práticas trazem gravíssimos riscos à saúde. E estão proliferando na internet. A ONG cearense DimiCuida, voltada à conscientização sobre o perigo de jogos de asfixia, contabilizou na semana passada 24 mil vídeos em português de "desafios de desmaio" apenas no YouTube. Há outros 800 mil em inglês. "E o número de vídeos fica extraordinariamente maior se contarmos outros vídeos de jogos semelhantes que também causam asfixia, como os da camisinha ou da canela", diz Fabiana Vasconcelos, psicóloga da ONG, à BBC Brasil.
Além disso, há relatos de convites a jogos do tipo em postagens no Instagram, no Snapchat e em fóruns de games online, ainda que o YouTube seja a maior fonte de acesso. Há cerca de um ano e meio, um jovem de 14 anos de São Vicente (litoral de São Paulo) foi encontrado morto com um lençol no pescoço. Investiga-se se ele foi induzido a isso pelo chamado "jogo do desmaio". "Muitos acidentes acontecem por causa (de brincadeiras assim), em que as crianças participam de desafios porque o amigo pediu, por exemplo", diz à BBC Brasil o capitão Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo. "Geralmente o resultado é muito ruim, com lesões que duram o resto da vida ou causam a morte." Até jogos aparentemente inocentes, como o que estimula a ingerir canela, podem ter consequências graves: "a canela em pó bloqueia e queima as vias respiratórias e pode causar asfixia. O jogo da camisinha também pode asfixiar", explica Vasconcelos, da DimiCuida. E o desafio do desodorante, que aparentemente causou a morte de Adrielly Gonçalves, é perigoso por causa do alto teor de etanol (álcool) presente em qualquer tipo de desodorante, explica Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP. "Esse teor é de 70% a 90%, muito maior do que o do uísque ou o absinto, por exemplo. E, ao inalar, o volume (de álcool) absorvido é extremamente alto, provocando uma inflamação da laringe e uma parada cardíaca", diz à BBC Brasil.
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O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal a condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima a sete anos de prisão pelo crime de embaraço às investigações das operações da Polícia Federal (PF) Cui Bono e Sépsis, que apuram desvios na Caixa Econômica Federal (CEF). Em alegações finais, última fase da ação penal na qual Geddel é réu, os procuradores responsáveis pelo caso afirmam que o ex-ministro tentou evitar a delação premiada do empresário Lúcio Funaro, operador financeiro do suposto esquema de corrupção. No entendimento do MPF, Geddel atuou para constranger Funaro, telefonando por diversas vezes para a esposa dele, Raquel Pitta, quando o operador já estava preso, com objetivo de convencê-lo a não se tornar um delator. “Dessa forma, era incutida em Lúcio Funaro a apreensão e o temor por represálias, para que não colaborasse espontaneamente com as investigações, causando, portanto, embaraço a investigação de crimes praticados por organização criminosa no âmbito da CEF”, argumentam os procuradores. Em depoimento prestado nessa semana ao juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, onde corre o processo, Geddel voltou a negar que tenha tentado amedrontar Funaro. Segundo ele, seus telefonemas eram para manifestar solidariedade à família do operador financeiro detido, para que não se sentissem isolados. “Falei algumas vezes com a senhora [Raquel]. Posso dizer que esses telefonemas amigáveis devem ter lhe feito bem”, comentou o ex-ministro, comparando a situação de Raquel Pitta à de sua própria família após ele próprio ter sido preso. “Amigos de longa data me lançaram ao degredo, ao Vale dos Leprosos”, queixou-se Geddel, que não respondeu às perguntas feitas pelos procuradores, por orientação da defesa. Após as alegações finais da defesa do ex-ministro, o processo estará pronto para a sentença do magistrado. Geddel está preso desde o dia 8 de setembro do ano passado em função de outra investigação, a que trata da origem de R$ 51 milhões encontrados no apartamento de um amigo do político, em Salvador. Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.
O maior feriado do calendário brasileiro vai aquecer corpos, ruas e também a economia. Após três anos em queda, a movimentação financeira gerada pelo carnaval deve registrar crescimento em 2018. Ao todo, R$ 6,25 bilhões devem ser injetados na economia, se confirmada a previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Já o Ministério do Turismo estima que a festa envolva 11 milhões de turistas, entre os quais 400 mil estrangeiros. Uma dessas pessoas que virão de longe é a artista francesa Anna Bouillet. Ela disse que espera viver o carnaval brasileiro como um sonho. “Estranho”, “chocante” e “de intensa felicidade” são algumas das palavras que ela usa para resumir toda essa expectativa. O destino será o carnaval do Recife, cujas imagens evitou ver antecipadamente para “ter uma experiência total”. “Imagino que a cidade inteira está parada e todo o mundo lá fora a dançar e a festejar. A música por todo lado. Imagino uma espécie de loucura coletiva, de uma energia incrível partilhada entre as pessoas”, relata Anna, que depois da festa viajará por outras cidades e regiões do país. Quanto aos foliões brasileiros, o Ministério do Turismo informou à Agência Brasil que eles tendem a fazer deslocamentos curtos. “Em um país de dimensões continentais, o turismo inter-regional e interestadual tem grande força”, informou.