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As vendas do varejo cresceram 0,7% em novembro na comparação com outubro, depois de recuarem 0,7% no mês anterior. O número foi divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o melhor novembro desde 2011, quando a alta nas vendas havia sido de 1,1%.Ao divulgar os resultados do varejo de outubro, Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, já havia sugerido que a queda nas vendas observada naquele mês poderia ter relação com as promoções da Black Friday, realizada em novembro. Isso porque, segundo ela, o consumidor teria segurado as compras em outubro para aproveitar as promoções previstas para o mês seguinte.
Quem ainda sonha em ter um 2018 melhor financeiramente pode apostar na Mega Sena, que está acumulada e pode pagar R$ 8 milhões no sorteio desta quarta-feira (10). Segundo a Caixa Econômica, o valor do prêmio seria suficiente para adquirir uma frota de 56 carros de luxo, no valor de R$ 150 mil cada. As apostas podem ser feitas até esta quarta, com valor mínimo de R$ 3,50. A Quina também acumulou e pode pagar R$ 9,5 milhões no sorteio desta terça-feira (9). Para jogar na Quina, basta marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante. Ganha quem tiver dois, três, quatro ou cinco acertos. Se não quiser escolher os números, o apostador pode optar pela surpresinha e deixar que o sistema escolha por ele. Os sorteios da Quina são realizados seis vezes por semana, de segunda-feira a sábado. O preço da aposta simples, com cinco números, é R$ 1,50.
Sete em cada dez brasileiros acham que os servidores públicos têm privilégios no Brasil e apoiam propostas do governo que igualem os direitos entre trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. O resultado é de uma pesquisa de opinião feita pelo Instituto Paraná Pesquisas entre os dias 14 e 17 de dezembro com 2.204 brasileiros de 180 municípios das 27 unidades da federação. O resultado da pesquisa mostra que a estratégia do governo federal de associar a reforma da Previdência ao fim dos privilégios pode dar resultado já que, de acordo o levantamento, há apoio da população para maior igualdade entre trabalhadores privados e públicos. A primeira pergunta feita pelo Paraná Pesquisas no levantamento, feito por meio de questionário online, foi "O Sr(a) acredita que o funcionalismo público tem privilégios no Brasil?". A essa pergunta, 70,2% responderam que sim, 23,3% disseram que não e 6,5% não sabem ou não responderam.
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) entraram nesta segunda-feira (8) com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a TV Globo e os apresentadores da casa Fausto Silva e Luciano Huck por praticarem, em tese, abuso dos meios de comunicação e de poder econômico. Embora tenha negado que seja candidato à Presidência em 2018, Huck é alvo do processo por supostamente ter se beneficiado da participação no programa Domingão do Faustão deste domingo (7). No documento, os líderes do PT na Câmara e no Senado pedem à Corregedoria-Geral Eleitoral que seja declarada a caracterização de abuso de poder econômico e dos meios de comunicação com a aplicação das penalidades de inelegibilidade de Huck ou da cassação do possível registro de sua candidatura. Além disso, requerem ainda pagamento de multa por parte dos três acusados. Os parlamentares alegam que, durante o programa, houve uma "demonização da atual política, dos políticos que a representam, dos pré-candidatos que ostensivamente já se apresentaram para a sociedade como postulantes ao cargo presidencial e, de forma subliminar, a exaltação da pré-candidatura de Luciano Huck". Os petistas ressaltam que boa parte do programa foi destinada a discutir a questão política, colocando Huck como uma figura "capaz de mudar a realidade vigente (...), diferente de tudo e de todos que aí se encontram". Para os parlamentares, a emissora promove a pré-candidatura do apresentador de forma objetiva e direta, o que causa "interferência antecipada na lisura e na igualdade da disputa presidencial". Em novembro, Huck afirmou em um artigo no jornal Folha de S. Paulo que não participaria das eleições de 2018 como candidato à Presidência. No entanto, no último domingo, ele não descartou a possibilidade de se candidatar no futuro. Durante o programa, Huck e a mulher, a apresentadora Angélica, responderam a perguntas do público e, depois, foram questionados sobre política pelo apresentador Fausto Silva. "Minha missão esse ano é tentar motivar as pessoas a que votem com muita consciência e que a gente traga os amigos que estão a fim para ocupar a política, senão não vai ter solução. Eu nunca, jamais, vou ser o salvador da pátria e o que vai acontecer na minha vida eu também não sei. Eu amo o que eu faço, eu amo estar todo sábado na televisão, eu gosto muito de estar com as pessoas, de contar as histórias. Então, o que o destino e o que Deus espera para mim, vou deixar rolar", respondeu.
A Justiça Federal do Rio suspendeu nesta segunda-feira (8) a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. O juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal Criminal de Niterói, Rio de Janeiro, decidiu suspender, em caráter liminar, a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A ação popular foi movida após a denúncia de que Cristiane Brasil foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. O juiz fixou ainda multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da liminar. O magistrado justifica que a nomeação de Cristiane Brasil fere o princípio da moralidade administrativa."Em exame ainda que perfunctório, este magistrado vislumbra fragrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa, (...) quando se pretende nomear para um cargo de tamanha magnitude, Ministro do Trabalho, pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas", escreveu Couceiro.
Foram encontrados 550 pés de maconha e três quilos da droga pronta para o consumo em um local que se passava por centro de reabilitação para usuários de drogas e álcool em Londrina, no norte do Paraná. O balanço foi divulgado pela Polícia Militar (PM), nesta segunda-feira (8). A plantação foi descoberta pelo Corpo de Bombeiros na tarde de domingo (7). Ao atender uma ocorrência de incêndio no local, os agentes encontraram mudas e pés de maconha. A polícia informou que encontrou documentos autorizando o funcionamento da atividade, no entanto ninguém foi localizado no espaço. O delegado chefe de Londrina, Osmir Ferreira Neves Junior, detalhou que o casal responsável pelo local será intimado a depor na delegacia. Até esta segunda, nenhum envolvido na produção e comercialização da droga havia sido preso. A polícia detalhou que o casal já havia sido alvo de uma operação de combate ao tráfico de drogas em Belém, no Pará. A PM acredita que devido a essa operação, o casal migrou a produção para o norte do Paraná. Segundo a Polícia Militar, a maconha era cultivada em estufas, com ar condicionado, ventiladores e iluminação. “Era uma equipe especializada porque tinha equipamento para medir a umidade, a temperatura, a química da água da terra... Equipamentos sofisticados”, explicou o tenente da Polícia Militar Emerson Castro. No local, também foram encontrados extratos bancários, documentações de venda da droga, papéis e outros objetos com a logomarca da droga, além de revistas e guias de orientação para a produção da planta. Os agentes também encontraram papeis de eventos de divulgação. “A qualidade da droga era garantida pela logomarca, que estava em bonés, adesivos e em um vasto material de promoção do entorpecente”, explicou o tenente da PM.
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
A Receita Federal abre nesta segunda-feira (8) consulta ao lote residual de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física de janeiro, quando serão desembolsados R$ 310 milhões para declarações de 2008 a 2017 que serão destinados a 165,9 mil contribuintes que estavam na malha fina. A lista com os nomes dos cidadãos que receberão a restituição será divulgada a partir das 9h no site da Receita na internet. A relação também pode ser consultada pelo Receitafone, no número 146, ou no aplicativo para tablets e smartphones. As restituições terão correção que vai variar de 6,73% (2017) a 101,02% (2008), tendo como base a taxa Selic (os juros básicos da economia) acumulada entre a entrega da declaração até este mês. O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração de imposto de renda no próximo dia 15. O contribuinte que não receber o pagamento deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao depósito.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O Ministério do Planejamento divulgou nesta segunda-feira (8) o calendário de saques do PIS (Programa de Integração Social) e Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). Homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 62 anos que já tinham sido contemplados pela MP 797/2017 podem realizar os saques a partir desta segunda-feira (8). Esta MP (medida provisória), sancionada em 27 de dezembro de 2017, ampliou o público alvo dos saques, incluindo trabalhadores que tenham a partir de 60 anos. Cerca de 1,8 milhão de cotistas terão direito ao valor total de R$ 3,2 bilhões do Pasep. Quanto ao PIS, mais de 2,7 milhões de pessoas poderão sacar o total disponível de R$ 4,6 bilhões. O crédito em conta automático para os beneficiários com conta corrente ou poupança individual na CAIXA e no Banco do Brasil será realizado na noite do dia 22 de janeiro. Nesta primeira fase de pagamentos, também serão contemplados os demais cotistas com mais de 70 anos, aposentados e herdeiros. As transações serão realizadas nas agências e canais da Caixa e do Banco do Brasil. Já o pagamento das cotas para pessoas com mais de 60 anos vai começar no dia 24 de janeiro deste ano.
Quem pode sacar
Os trabalhadores cadastrados no fundo entre 1971 e 4 de outubro de 1988 que ainda não sacou o saldo total de cotas pode realizar os saques. Por causa da MP, homens e mulheres a partir de 60 anos têm direito ao benefício. Os cotistas podem consultar se há saldo disponível por meio dos sites www.caixa.gov.br/cotaspis e www.bb.com.br/pasep.
Veja datas:
08/01: saques disponibilidazados para homens com mais de 65 anos e mulheres com mais de 62 anos, pessoas com mais de 70 anos, aposentados e herdeiros
22/01: crédito em conta automático para os beneficiários com conta corrente ou poupança individual na CAIXA e no Banco do Brasil — acontecerá no período da noite
24/01: saques disponilizados para pessoas com mais de 60 anos
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No domingo (7), um grupo de advogados trabalhistas começou a ingressar com uma série de ações populares na Justiça Federal do Rio para tentar suspender a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho e impedir a posse dela, marcada para a próxima terça-feira. Segundo O Globo, eles fazem parte do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Miti) e, entre eles está o advogado Carlos Alberto Patrício de Souza, que defende um dos motoristas que processou Cristiane Brasil. Na semana passada, o Sindicato dos Advogados do Rio já havia manifestado "sua indignação e repúdio" à nomeação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho do governo. "Esta nomeação é um deboche contra milhões de trabalhadores brasileiros, que têm seus direitos trabalhistas, hoje, ameaçados por uma reforma que Cristiane Brasil ajudou a aprovar. Mas o pior de tudo é a nomeação para ministra do Trabalho de uma cidadã que não observou os direitos trabalhistas mais elementares de dois de seus empregados, sendo pessoalmente processada na Justiça do Trabalho. Foi condenada em um dos processos e ainda não pagou, sendo que no outro fez um acordo reconhecendo em Juízo o vínculo de emprego. Desta forma, com que autoridade alguém que desrespeita os mais elementares direitos trabalhistas pode coordenar os fiscais do Trabalho de todo Brasil?", diz a nota.
Em nove anos, o apoio da população à aplicação da pena de morte no Brasil cresceu, de acordo com uma recente pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados se disseram favoráveis à adoção da penalidade capital. Em 2008, data da última pesquisa do instituto sobre o tema, 47% tinham a mesma opinião. Esse é o recorde numérico desde que a questão passou a ser aplicada pelo Datafolha, em 1991. Mas empata na margem de erro –de dois pontos percentuais, para mais ou para menos– com os percentuais de 1993 e 2007, quando 55% da população se disseram favoráveis à punição. A pena de morte não é aplicada no país, embora esteja prevista no inciso 47 do artigo 5º da Constituição em período de guerra declarada. A última em que o país entrou foi a Segunda Guerra Mundial. Em 2015, pela primeira vez em mais de 150 anos, brasileiros foram mortos por terem sido condenados à pena capital. As execuções de Marco Archer, em janeiro, e depois a de Rodrigo Gularte, ambas na Indonésia, foram as primeiras de brasileiros no exterior. Já no Brasil, a última execução de um homem livre condenado à morte pela Justiça Civil aconteceu em 1861, na província de Santa Luzia, que deu origem à cidade de Luziânia, no entorno do Distrito Federal. De acordo com o Datafolha, que entrevistou 2.765 brasileiros em 192 municípios nos dias 29 e 30 de novembro passado, 39% da população são contrários à punição. Além disso, 1% se declarou indiferente, e outros 3% não souberam responder. De acordo com a pesquisa, o apoio à pena de morte é maior entre os brasileiros mais pobres. Entre aqueles com renda mensal de até cinco salários mínimos (ou R$ 4.770), o apoio é de 58%. Ele recua para 51% na faixa dos cinco a dez salários (R$ 9.540) e cai ainda mais entre a parcela mais rica, indo para 42%. Mulheres tendem a apoiar menos a punição capital, com 54% de apoio, ante 60% dos homens. Já em relação à idade, a faixa etária que mais apoia a execução de condenados é a de 25 a 34 anos, em que 61% se disseram favoráveis à proposta. Os idosos, acima de 60 anos, são os menos propensos a aceitar a adoção da punição, com 52% de apoio. Os ateus são o grupo que menos apoia a pena de morte. Apenas 46% deles se declararam favoráveis. Já entre os adeptos das principais religiões brasileiras, são os evangélicos aqueles mais reticentes com relação ao tema: 50% são favoráveis, contra 45% contrários (4% não souberam responder e 1% se disse indiferente). Já os católicos são o que mais defendem a punição: 63% são favoráveis, ante apenas 34% contrários.
O fundo eleitoral aprovado pelo Congresso para financiar campanhas eleitorais retirou R$472,3 milhões originalmente destinados pelos parlamentares para educação e saúde. Os congressistas haviam prometido poupar ambas as áreas. De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o fundo receberá R$121,8 milhões remanejados da educação e R$350,5 milhões da saúde. O valor vem da transferência de dinheiro das emendas - que seria destinado a esses setores.
A falta de chuvas de 2017 vai pesar no bolso dos consumidores em 2018. Após um ano com um volume de afluências abaixo da média, que levou a um elevado consumo de energia a partir de usinas térmicas, mais caras, a tarifa de luz deve subir em um ritmo maior neste ano. E isso mesmo considerando que o atual período chuvoso, iniciado em novembro, tem se mostrado mais favorável. As projeções variam, mas os reajustes das tarifas de energia devem superar os 10%, em média. Uma parcela significativa desse reajuste vem do aumento do custo da energia, pressionado pelo déficit hidrológico (GSF), estimam especialistas. Pelos cálculos da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o déficit hidrológico médio de 2017 ficou em 79%, o que significa que as hidrelétricas geraram 21% menos do que o volume de energia que tinham direito de comercializar. Para compensar a menor geração hídrica, foram acionadas termelétricas, que produzem uma energia mais cara, gerando custo adicional para o sistema. Esse custo deveria ser coberto pela receita proveniente das bandeiras tarifárias, mas tendo em vista o alto preço da energia de curto prazo registrado ao longo do ano, justamente pela geração térmica, o valor arrecadado não tem sido suficiente para fazer frente às necessidades. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) chegou a elevar o valor da cobrança adicional com o acionamento das bandeiras, a partir de novembro, e ainda liberou um recursos proveniente de um outro encargo, a Conta de Energia de Reserva (Coner), de maneira a reduzir o descompasso entre gastos e receitas. Ainda assim, a projeção é de déficit significativo. Pelas regras do setor, quando a receita com as bandeiras tarifárias não é suficiente para cobrir os custos, as distribuidoras arcam com compromisso e, no momento do reajuste, o saldo dessa conta entra no cálculo da tarifa, de forma a zerar os passivos. Considerando os dados até novembro, a Aneel indicou um saldo negativo de R$ 4,8 bilhões para compensação futura, por meio das bandeiras tarifárias ou dos reajustes mensais. A estimativa da Associação de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) indica que o déficit das distribuidoras com o custo hidrológico deve somar cerca de R$ 4,3 bilhões em 2017.
A leve redução deve ser possível tendo em vista que em dezembro vigorou a bandeira vermelha patamar 1, que adiciona R$ 3 a cada 100 KWh consumidos, gerando receita para a Conta Bandeiras, ao mesmo tempo em que o déficit hidrológico e os preços da energia de curto prazo foram menores que o de meses anteriores. No entanto, para janeiro, a Aneel definiu que a bandeira tarifária é verde - sem custo extra para os consumidores -, reduzindo o montante arrecadado na conta bandeiras. Com isso, o passivo a ser repassado para as tarifas pode ser maior. A consultoria Thymos Energia estima que as distribuidoras que têm reajuste no primeiro semestre - empresas como Cemig, Enel, Light e algumas concessionárias da CPFL, por exemplo - terão um reajuste entre 10% e 15%. "O que vai acontecer é que esse saldo não vai ficar zerado e esse acúmulo, bem acentuado por conta de GSF baixo com PLD alto, vai puxar a componente de CVA", explica o presidente da Thymos, João Carlos Mello, referindo-se à Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A, um mecanismo que calcula as variações de valores de custos não gerenciáveis (Parcela A) ocorridas entre reajustes tarifários anuais das distribuidoras de energia. Na data do reajuste anual, se a CVA estiver negativa, há repasse desse montante para tarifa. Se a conta estiver positiva, o saldo é usado para abater o reajuste anual das tarifas. Diego Aspeé, consultor da Thymos, não descarta aumentos até superiores aos 15% e lembra que o alto custo com GSF já penalizou os consumidores das distribuidoras que têm reajuste no final do ano, como CPFL Piratininga, Celg e EDP SP, que anotaram aumentos entre 15% e 24%, influenciados também por outros fatores, como o início do pagamento de indenizações às transmissoras. Para estas e outras distribuidoras com aniversário de contrato no segundo semestre, ele considera que o ritmo de reajuste dependerá do volume de chuvas nos próximos meses e do preço spot de energia. "O viés é de alta, mas vai depender da janela de CVA. Pode haver uma compensação, se o primeiro semestre for favorável", diz. A TR Soluções, empresa especializada na análise e cálculo de estruturas tarifárias, projeta um reajuste médio das tarifas de energia de 9%, considerando 40 distribuidoras do País que respondem por cerca de 97% do mercado brasileiro. Dentre as empresas com aumento nas contas de luz acima da média nacional, segundo a empresa, estão as distribuidoras do Rio de Janeiro - Light e Enel Rio (antiga Ampla), justamente as primeiras concessionárias de grande porte a passarem por processos tarifários neste ano, em 15 de março. O aumento estimado é da ordem dos 10%. Mais otimistas, os analistas do Banco Santander estimam um aumento médio de 5,9% nas contas de luz, no cenário base, considerando o acionamento da bandeira vermelha patamar 1 ao longo de 2018, que levaria ao equacionamento do passivo na CVA. Para a equipe, em seu cenário mais otimista, a bandeira amarela seria acionada em meados de 2018, o que poderia contribuir para um reajuste de apenas 1,9% das tarifas, sempre levando em conta que não haveria passivos a serem cobertos nos reajustes anuais. Neste cenário, o banco prevê que os reajustes devem ser mais baixos nas distribuidoras com reajuste no primeiro semestre e mais elevados para as concessionárias que têm aniversário de contrato na segunda metade do ano. Para a equipe de análise, o acionamento da bandeira verde em janeiro antecipa o movimento de menor pressão tarifária já esperado por conta da melhora da hidrologia, provocando um impacto positivo para o consumidor. Embora considerem que o cenário mais provável ainda é de bandeira amarela para 2018, os profissionais do banco passaram a trabalhar com a probabilidade de que a bandeira verde seguirá válida por mais alguns meses. Além do custo com o déficit hidrológico, os especialistas também citam os encargos setoriais como fator de pressão nas tarifas de energia. No final de dezembro, a Aneel anunciou um aumento de 22,88% na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), o que corresponde a um impacto médio nas tarifas de 2,14%, com diferenças no peso da cobrança por regiões. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o impacto será de 2,72%, e no Norte e Nordeste, de 0,77%, segundo cálculos da própria agência. Mas a TR Soluções calcula que o impacto médio deve ser maior, de 3,7% nas tarifas, chegando a 4,5% para consumidores das regiões Sul e Sudeste-Centro Oeste. A consultoria explica que sua estimativa é superior à divulgada pela Aneel porque a análise considera também o componente financeiro do aumento no encargo, não apenas o econômico. A TR lembra que haverá o impacto da retirada de componente financeiro negativo nas contas da CDE, referente a um desconto dado da ordem de R$ 10,00 por MWh, por conta de uma cobrança a maior, e que fica em vigor até o evento tarifário de cada concessionária em 2018.
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O envio de encomendas sujeitas à tributação pelos Correios passou a ter a necessidade de apresentação de nota fiscal para todos os pacotes desde o início desta semana. A obrigação é válida também para outros serviços de transporte de bens. A exigência é prevista em normas do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que, entre outros pontos, disciplina a cobrança de tributos pelos governos estaduais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). A obrigação é fiscalizada pelas secretarias de Fazenda dos estados e do Distrito Federal. O envio não poderá mais ser feito sem que o pacote esteja com a nota fiscal afixada na parte externa. Essa exigência vale para os produtos sujeitos à tributação. Para os aqueles sobre os quais não há incidência de ICMS, o remetente deve colar uma declaração de conteúdo, que é disponibilizada no site dos Correios. A regra já era válida e era exigida para encomendas de pessoas jurídicas, mas segundo os Correios ainda havia tolerância com pacotes sem nota. Contudo, em razão de notificações recebidas, a empresa decidiu adotar uma postura mais rigorosa. Com isso, a obrigação passa a valer para qualquer pacote.
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi o parlamentar mais influente nas redes sociais em 2017, segundo estudo do Instituto FSB Pesquisa. O deputado obteve 21,5 milhões de interações, em 1.682 postagens –ou seja, 11% de todas feitas com parlamentares foram com o pré-candidato. Mas se ele e o correligionário Marco Feliciano (PSC-SP) estão no top três dos mais influentes (o paulista fica com a terceira posição), o ranking dos dez mais é dominado por petistas: seis do partido aparecem entre os que obtiveram maior interação. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) é o segundo colocado geral, e Lindbergh Farias (PT-RJ), o senador mais influente, aparecendo em quarto lugar na lista. Além deles, estão no topo também os deputados Décio Lima (PT-SC), em quinto, Marco Maia (PT-RS), em sétimo, e os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), em nono, e Humberto Costa (PT-PE), fechando o ranking. Figuram ainda na lista principal os deputados Jandira Feghali (PCdoB-RJ), em sexto, e Delegado Francischini (SD-PR), em oitavo. Se forem levadas em conta apenas as atuações de deputados federais nas redes, porém, o pêndulo pesa para o lado do PSC, com quatro parlamentares entre os dez mais influentes: além de Bolsonaro e Feliciano, aparecem Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) em oitavo, e Irmão Lazaro (PSC-BA) em nono.
A investigação da Polícia Federal sobre as causas da queda do avião que matou o então ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki e outras quatro pessoas há quase um ano descartou a hipótese de sabotagem na aeronave. A perícia sobre esse ponto da investigação, realizada pelo Grupo de Bombas e Explosivos da PF do Rio de Janeiro, não detectou sinais de explosivos, produtos químicos ou de que tenha ocorrido um incêndio interno. Os peritos criminais federais procuraram, por exemplo, indícios de deformações na fuselagem que indicassem uma explosão interna, mas nada foi encontrado. No dia 19 de janeiro do ano passado, após o avião turboélice King Air em que viajava de férias, pertencente ao empresário e passageiro Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, 69, cair no mar próximo à pista de pouso de Paraty (RJ). Além de Teori e Filgueiras, também morreram o piloto Osmar Rodrigues, 56, a massoterapeuta Maíra Panas, 23, e sua mãe, Maria Hilda Panas Helatczuk, 55. A morte do ministro, então relator dos casos da Lava Jato sobre políticos com foro privilegiado no STF, . Desde então as causas da queda do avião são apuradas em caráter sigiloso pelo Cenipa, o centro de investigação e prevenção de acidentes da Aeronáutica, em Brasília, e pelo inquérito tocado pela PF e pelo Ministério Público Federal de Angra dos Reis (RJ).