BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 12:10h
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a empatar tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, interrompendo uma sequência de estabilidade em que vinha liderando todos os cenários desde agosto, é o que diz a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13).
De acordo com o levantamento, Lula tem 42% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 39%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Além do ex-presidente, a vantagem de Lula também diminuiu em relação a outros possíveis adversários, como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Eduardo Bolsonaro e Eduardo Leite. Nos casos de Ciro Gomes e Michelle Bolsonaro, as variações ficaram dentro da margem de erro. Já Renan Santos (Missão) aparece pela primeira vez no levantamento, o que impede comparações com pesquisas anteriores.
A diferença de Lula em relação à Bolsonaro caiu de 10 para 3 pontos entre outubro e novembro. A vantagem sobre Ciro Gomes passou de 9 para 5 pontos, sobre Tarcísio de 12 para 5, sobre Ratinho Júnior de 13 para 5, sobre Zema de 15 para 7, sobre Caiado de 15 para 7, sobre Michelle de 12 para 9, sobre Eduardo Bolsonaro de 15 para 10 e sobre
Eduardo Leite de 23 para 13 pontos. Contra Renan Santos, a diferença é de 17 pontos.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada pela Quaest entre os dias 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais com pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
No primeiro turno, a Quaest testou dez cenários diferentes. No principal cenário, que inclui Lula e Bolsonaro, o presidente tem 32% das intenções de voto, contra 27% do ex-presidente. Ciro Gomes aparece com 8%, Ratinho Júnior com 7%, Ronaldo Caiado com 4%, Romeu Zema com 3% e Renan Santos com 1%. Indecisos somam 6%, e 12% afirmam que votariam em branco, nulo ou que não votariam. Em um cenário com Michelle
Bolsonaro, Lula aparece com 31% e a ex-primeira-dama com 18%. Ratinho Júnior tem 10%, Ciro Gomes 9%, Zema e Caiado 5% cada e Renan Santos 1%. Indecisos são 5% e brancos, nulos ou quem não votaria somam 16%.
Quando o nome de Tarcísio de Freitas é testado, Lula aparece com 35% e o governador de São Paulo com 16%. Ciro Gomes tem 12%, Zema 5% e Caiado 4%. Indecisos são 6%, e brancos, nulos ou quem não votaria somam 22%. Em outros cenários, Lula mantém a liderança.
Contra Eduardo Bolsonaro, Ratinho Júnior e Ciro Gomes, o petista tem 32% das intenções de voto, enquanto Eduardo registra 15%, Ratinho e Ciro 10% cada, Zema e Caiado 5% e Renan Santos 1%. Indecisos são 6%, e 16% dizem que votariam em branco, nulo ou que não votariam.
No cenário com Lula, Tarcísio e Eduardo Bolsonaro, o presidente tem 38%, seguido por Tarcísio com 20% e Eduardo com 18%. Indecisos somam 5%, e brancos, nulos ou que não votariam são 19%.
Quando o confronto é entre Lula, Eduardo Bolsonaro e Ratinho Júnior, o petista aparece com 36%, Eduardo com 22% e Ratinho com 18%. No cenário com Lula, Eduardo Bolsonaro e Zema, o presidente tem 38%, contra 24% de Eduardo e 12% de Zema. Quando o adversário é Ronaldo Caiado, Lula tem 39%, Eduardo Bolsonaro 24% e Caiado 11%. No cenário com Renan Santos, Lula aparece com 39%, Eduardo com 27% e Renan com 6%.
Nos cenários de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente em todos, mas com margens menores do que em levantamentos anteriores. Contra Bolsonaro, o petista tem 42% das intenções de voto, ante 39% do ex-presidente, resultado que representa uma queda de quatro pontos em relação a outubro, quando Lula tinha 46% contra 36%.
Em uma eventual disputa contra Ciro Gomes, Lula tem 38%, e o pedetista 33%. Em outubro, os números eram 41% e 32%, respectivamente. Contra Tarcísio de Freitas, Lula tem 41% e o governador de São Paulo 36%. Em outubro, a diferença era de 12 pontos.
No cenário contra Ratinho Júnior, Lula tem 40% e o governador do Paraná 35%, enquanto contra Romeu Zema o petista aparece com 43%, e o mineiro, com 36%. Contra Ronaldo Caiado, o presidente marca 42% e o governador de Goiás 35%. Já na simulação com Michelle Bolsonaro, Lula tem 44% e a ex-primeira-dama 35%. Em confronto com Eduardo Bolsonaro, o presidente aparece com 43%, e o deputado, com 33%.
A Quaest também perguntou se Lula deveria se candidatar à reeleição em 2026. A maioria dos entrevistados, 59%, respondeu que o presidente não deveria tentar um novo mandato, percentual três pontos acima do registrado em outubro. Já 38% acham que Lula deve se candidatar, e 3% não souberam responder.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre uma possível candidatura de Jair Bolsonaro. De acordo com os dados, 67% dos entrevistados acham que o ex-presidente deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro nome, o que representa uma queda em relação aos 76% registrados em outubro.
Ao mesmo tempo, subiu o apoio à sua candidatura: 26% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro deveria se manter como candidato, mesmo inelegível no momento, oito pontos acima do percentual do levantamento anterior. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 10:06h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a 3ª fase da Operação Fake Agents, no Rio de Janeiro, que apura saques irregulares do FGTS de treinadores e jogadores de futebol.
De acordo com apuração da TV Globo, os mandados de busca e apreensão desta quinta-feira têm como alvos funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal suspeitos de envolvimento no esquema. A advogada Joana Costa Prado Oliveira foi acusada, por atletas e dirigentes, de desviar R$ 7 milhões do Fundo.
Ela foi alvo de buscas na 2ª fase da operação, deflagrada em janeiro, e, no fim de setembro, teve o exercício da advocacia suspenso pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ.
Nesta etapa, agentes da PF foram às residências de três bancários, localizadas na Tijuca, em Ramos e em Deodoro, além de terem cumprido mandado em uma agência da Caixa no Centro do Rio.
Segundo a PF, eles mexeram nos benefícios dos jogadores:
Cueva: peruano, passou pelo São Paulo e pelo Santos;
João Rojas: equatoriano que atuou pelo São Paulo;
Ramires: ex-jogador, foi meio-campo da Seleção e do Cruzeiro;
Raniel: jogou no Vasco e Santos;
Titi: o zagueiro jogou no Bahia e está no Goiás.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 08:03h
Foto: Divulgação/INSS
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira (13) durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A ação, chamada de Operação Sem Desconto, é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Stefanutto havia sido demitido do cargo em abril, após ser afastado quando o escândalo das fraudes veio à tona. Segundo as investigações, o esquema criminoso funcionou entre 2019 e 2024 e pode ter causado um rombo de até R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos.
A PF cumpre 10 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão em 15 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Os investigados respondem pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
As investigações apontam que os suspeitos realizavam descontos mensais indevidos dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem qualquer autorização dos titulares. O golpe consistia em cadastrar beneficiários como se fossem associados de entidades de aposentados, permitindo a cobrança de mensalidades irregulares.
Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, as associações envolvidas afirmavam oferecer serviços de assistência jurídica, descontos em academias e planos de saúde, mas, na prática, não possuíam estrutura nem prestavam os serviços anunciados.
Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais, e os contratos com aposentados e pensionistas foram suspensos.
Alessandro Stefanutto é filiado ao PDT e foi indicado em julho de 2023 para presidir o INSS pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, aliado político do partido. À época da nomeação, Stefanutto ainda estava filiado ao PSB, migrando para o PDT em janeiro de 2025.
Graduado em Direito pela Universidade Mackenzie, Stefanutto é mestre em Gestão e Sistema de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá (Espanha). Antes de assumir a presidência do INSS, atuou como diretor de Orçamento, Finanças e Logística da autarquia e foi procurador-geral federal especializado junto ao INSS entre 2011 e 2017.
Ele também integrou o gabinete de transição entre os governos Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, como consultor para assuntos de Previdência Social.
- Por João Gabriel | Folhapress
- 12 Nov 2025
- 16:26h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O plano defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis deve enfrentar resistências na COP30, a conferência sobre mudança climática das Nações Unidas em Belém (PA).
A avaliação de quatro negociadores ouvidos sob reserva pela Folha é que existe a possibilidade de que o tema seja tratado formalmente nas negociações do evento, mas sua chance maior de avanço seria driblando os caminhos tradicionais.
A transição para um mundo com menos petróleo, carvão e gás é um dos principais pontos do chamado "mapa do caminho", documento elaborado pela presidência da COP30 que indica quais devem ser as prioridades a ser debatidas na conferência.
Há uma avaliação de que o Brasil não está em posição de propor inclusão de itens na pauta por ocupar o lugar de presidente da cúpula. Por outro lado, o país precisa trabalhar para construir consensos e contemplar as demandas das outras nações que participam das negociações.
Essa tarefa passa pela chamada agenda de ação, da qual participam o setor privado, entes da sociedade civil e atores subnacionais (como governos municipais e estaduais). A agenda de ação não precisa ser aprovada por unanimidade, diferentemente da pauta negociada entre os países, que depende da confirmação de todas as nações que participam da cúpula para avançar.
O mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis foi defendido pelo presidente Lula em seus discursos tanto na abertura da conferência quanto na Cúpula de Líderes que a antecedeu. Antes, a elaboração deste documento já vinha sendo pleiteada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Agora, com o impulso do discurso de Lula, a avaliação é que o assunto ganha importância inédita e que é necessário encontrar uma forma de fazê-lo avançar. O principal objetivo é fazer com que seja colocada em prática a transição para longe dos combustíveis fósseis, que consta no acordo construído na COP28 (nos Emirádos Árabes Unidos, em 2023).
Apesar de o texto ter sido aprovado por todos os países, esse tópico não foi implementado e acabou sendo deixado de lado, sem um debate sobre como essa transição deveria ser feita.
A ideia do mapa do caminho é desenhar critérios e dizer qual é a melhor forma de o mundo conseguir reduzir e zerar sua dependência de petróleo, gás e carvão (que são combustíveis poluentes), sem que isso traga prejuízo a economias ou populações mais vulneráveis. A presidência da COP30 avalia alguns ângulos de abordagem diferentes para essa trajetória e avalia entre os países qual teria maior adesão.
Os negociadores admitem, porém, que é difícil fazer com que essa pauta seja debatida formalmente na conferência. Na cúpula preparatória da COP, em Brasília, diplomatas da Arábia Saudita se incomodaram ao ver o tema ser mencionado em algumas discussões. Em Belém, no entanto, alguns países europeus demonstraram uma abertura maior que o normal para tratar de transição, segundo um negociador.
Em paralelo, organizações da sociedade civil tentam mobilizar países sul-americanos em prol da ideia por meio do G9, coalizão criada por indígenas da amazônia para pressionar seus respectivos governos.
Por outro lado, nações em desenvolvimento, com destaque para as africanas, opõem-se pelo receio de que a redução no uso dos combustíveis fósseis traga prejuízos sociais. Um negociador do grupo de países do continente disse à Folha, em setembro, que em muitos lugares é necessário primeiro garantir o acesso à eletricidade para depois pensar em transição energética.
Na avaliação dos negociadores, cerca de 70 países são muito resistentes à ideia, o que aumenta a dificuldade de avançar com o mapa do caminho.
Dentro da agenda formal não há consenso sobre a melhor estratégia. Uma possibilidade para contornar a resistência seria a construção de coalizões de países em torno da transição energética —é, por exemplo, o que o Brasil tem feito com o mercado de carbono e com os combustíveis renováveis. Os negociadores avaliam ainda a chance de fechar um acordo para começar um processo formal de estudo sobre a transição.
Outro caminho seria debater o assunto dentro do item do balanço global, uma avaliação feita pela ONU acerca de quanto o mundo está avançando para alcançar as metas de redução das emissões de CO2 definidas pelo Acordo de Paris. A ministra Marina Silva lidera a iniciativa para tentar solucionar o impasse.
Para o Brasil, o tema da transição energética ganhou mais nuances quando o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), sob pressão do governo Lula, autorizou a perfuração da Foz do Amazonas pela Petrobras para estudar a viabilidade da exploração de petróleo na região, o que abriria uma nova fronteira do combustível fóssil no Brasil.
Em seus discursos, no entanto, Lula tem dito que o Brasil vai criar um fundo para que os rendimentos dos combustíveis fósseis financiem a transição energética. Na Cúpula de Líderes pré-COP, ele admitiu "dificuldades e contradições".
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 12 Nov 2025
- 14:22h
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Em uma entrevista coletiva concedida na noite desta terça-feira (11), o relator do projeto de lei antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), anunciou, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que fez diversas modificações no texto que deve ser levado a voto no plenário. Entre as mudanças está o trecho que trata das prerrogativas da Polícia Federal (PF) no combate às organizações criminosas.
Na entrevista, Hugo Motta destacou a busca por convergência na elaboração do texto do projeto, de autoria do governo federal. Motta ressaltou que a proposta em nenhuma hipótese coloca em risco a soberania do País nem restringe o papel da Polícia Federal.
“Não queremos deixar qualquer margem de dúvidas sobre o papel da Câmara sobre segurança pública: estamos endurecendo as penas, dificultando a vida de quem participa do crime organizado. Não vamos compactuar com aquela narrativa de que a Câmara não está agindo”, destacou Hugo Motta.
O presidente da Câmara disse ainda que pode colocar o texto em votação na sessão desta quarta se houver consenso entre os líderes e o relator.
“Espero que, até o dia de amanhã, esse relatório possa ser debatido com as bancadas e, quem sabe, possamos aí construir uma convergência para termos uma votação amanhã”, disse Motta.
O deputado Guilherme Derrite já havia apresentado duas versões do seu parecer ao projeto, ambas com resistência do governo. Nesta terceira versão, o deputado, que é secretário de Segurança Pública do governo de São Paulo, modificou o trecho que trata das prerrogativas da Polícia Federal.
Derrite relatou ter entrado em contato com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos, e chegado ao consenso de que seria melhor suprimir o trecho. “Não há mais o conflito de competência. O que é competência da Polícia Federal está preservado, o que é competência das Polícias Estaduais está preservado”, afirmou.
O relator também retirou do projeto a equiparação entre facções criminosas e grupos terroristas, criando no lugar um tratamento jurídico próprio aos faccionados.
Essa questão da equiparação com terrorismo é um dos pontos de maior discórdia entre governo e oposição. Derrite optou por, no lugar da equiparação, transformar o projeto em um novo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.
Em sua nova versão, faccionados receberão um tratamento penal endurecido, superando inclusive o atribuído aos crimes hediondos. As penas previstas para envolvidos em organizações criminosas poderão variar de 20 a 40 anos de prisão, com mínimo de 70% de cumprimento em regime fechado, podendo chegar a 85% para lideranças.
O texto também prevê o envio imediato de faccionados a presídios federais, vedação de visitas íntimas e monitoramento de toda comunicação externa do preso, inclusive no contato com advogados. O substitutivo ainda corta o direito ao auxílio-reclusão para parentes de faccionados.
Em suas redes sociais, o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), comemorou o recuo do relator e disse ter sido “uma vitória da racionalidade’. Segundo ele, o texto terá apoio do PT e do governo se essas alterações forem mantidas no Plenário.
“O recuo é uma vitória importante, e quero aqui dizer que estava certo o ministro Lewandowski, que defendia um novo tipo penal. Eles voltaram ao conteúdo original do texto proposto pelo Executivo”, afirmou Lindbergh Farias.
Já o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o governo Lula não tem autoridade para tratar de segurança pública e ressaltou que o partido vai insistir em equiparar o crime organizado ao crime de terrorismo.
‘Se o governo quer cantar vitória nessa pauta, nós não abriremos mão de colocar os criminosos como terroristas. Crime de terrorismo exige cooperação internacional, que é o que está faltando ao Brasil para enfrentar o crime organizado”, reforçou o líder do PL.
- Por Ana Clara Pires/Bahia Notícias
- 12 Nov 2025
- 10:15h
Foto: Divulgação / SESAB
A Bahia tem mais de 4 mil obras em andamento com financiamento do Fundo Nacional de Saúde (FNS). De acordo com o Sistema de Monitoramento de Obras Fundo a Fundo, o estado executa 4.246 obras, somando mais de R$ 1 bilhão em investimentos.
Desse total, 18 obras são de responsabilidade da esfera estadual, com instrumentos que totalizam pouco mais de R$ 34 milhões, dos quais R$ 15 milhões já foram empenhados. Entre as intervenções sob responsabilidade estadual, nove estão localizadas em Salvador e as demais em Vitória da Conquista, Barreiras, Camaçari, Ibotirama, Ilhéus, Juazeiro, Porto Seguro e duas em Guanambi.
As obras estão distribuídas entre seis construções (em Camaçari, Ibotirama, Ilhéus, Juazeiro, Salvador e Vitória da Conquista), dez ampliações e duas reformas. Os investimentos são provenientes de três programas federais: Viver Sem Limites, Redes de Atenção às Urgências e Rede Alyne.
Segundo o levantamento, 55,6% dos projetos estaduais já foram concluídos, 16,7% estão em fase de elaboração e 27,8% não tiveram informações atualizadas. Na divisão por tipo de equipamento, 11,1% das obras são voltadas para ambiência, 22,2% para casas da gestante, bebê e puérpera, 11,1% para unidades neonatais, 16,7% para unidades de pronto atendimento (UPAs), 11,1% para centros especializados em reabilitação, 22,2% para centros de parto normal e 5,6% para bancos de leite humano.
Em Salvador, das nove obras previstas para o sistema de saúde municipal, seis foram canceladas. Entre elas estão: a reforma e criação de um espaço de ambiência; uma casa da gestante, bebê e puérpera no Hospital Roberto Santos, autorizada em 2018; a criação de uma UPA em Águas Claras; um banco de leite humano e uma unidade neonatal na Maternidade Professor José Maria de Magalhães Neto; e a criação de uma unidade neonatal na Maternidade Albert Sabin.
Em Porto Seguro, também foi cancelada a construção de um Centro de Parto Normal no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães. Juntas, as sete obras canceladas somaram um gasto de R$ 1.777.872,60.
No âmbito municipal, 4.228 obras estão sob administração das prefeituras, totalizando R$ 1.212.485.504,77 empenhados. Desse montante, 96,3% dos investimentos são destinados à Atenção Básica, 1,8% à Rede de Atenção às Urgências e 1,1% à saúde mental. A taxa de conclusão ultrapassa 50%, o que equivale a 2.153 obras concluídas, enquanto 9,2% (387 instrumentos) foram canceladas. Os recursos são oriundos 85,6% de programas do governo federal e 14,4% de emendas parlamentares.
OBRA PARALISADA
Entre os mais de 4 mil projetos financiados pelo Fundo Nacional de Saúde, apenas uma obra está paralisada em toda a Bahia. Trata-se da construção de um Centro de Atendimento Psicossocial Infantil (Capsi), em Salvador, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde.
Localizado na Rua Pedreira Franco, no bairro da Calçada, o projeto teve sua elaboração finalizada em abril de 2024. A Construtora JF Prado Ltda. foi contratada para executar a obra, iniciada em dezembro do mesmo ano. A previsão inicial era de 30% de conclusão até agosto de 2025 e entrega em março de 2026, mas até o momento apenas 1% foi executado.
Endereço em que CAPSI seria construído | Foto: Reprodução/ Google Maps
O valor total licitado é de R$ 2.269.437,83, dos quais R$ 1.898.000,00 já foram pagos na primeira parcela. No pedido de financiamento, a prefeitura justificou que a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) enfrenta desafios estruturais e orçamentários agravados pela pandemia de Covid-19, que limitou os investimentos no setor ao mesmo tempo, em que aumentou a demanda por cuidados em saúde mental.
- Por Gabriel Gama | Folhapress
- 12 Nov 2025
- 08:12h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Com um planeta cada vez mais quente, a demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, levando ao dobro de emissões de gases-estufa relacionadas à operação dos aparelhos.
Os dados são do Global Cooling Watch 2025, novo relatório do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém.
O documento indica que o aumento da população e dos extremos de calor fará com que mais famílias de baixa renda tenham acesso a sistemas de refrigeração mais poluentes e ineficientes. A projeção é de que as emissões causadas pelos aparelhos serão de 7,2 bilhões de toneladas de carbono (CO2e) em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.
A ONU aponta que há caminhos para evitar esse cenário, com o uso de equipamentos mais eficientes e combinando ventiladores com aparelhos de ar condicionado. Se isso for feito, a estimativa será de 64% menos emissões do setor na metade do século, o que evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas.
Caso haja uma descarbonização rápida do setor de energia, a poluição seria 97% menor.
Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, defende que o acesso ao resfriamento seja tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água e saneamento, diante de ondas de calor mais frequentes e extremas.
"Mas não podemos resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa, elevaria os custos e aumentaria as substâncias que danificam a camada de ozônio", disse. Outra preocupação é com o aumento do uso de energia, que pode causar apagões.
Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com falta de refrigeração adequada, segundo o Pnuma, número que também deve triplicar até 2050. A vulnerabilidade é maior nos grupos de baixa renda e com maior risco, como mulheres, pequenos fazendeiros e idosos, de acordo com o relatório.
Andersen afirma que soluções com alta eficiência energética e baseadas na natureza podem ajudar a atender à demanda crescente e proteger as pessoas enquanto o mundo trabalha para conter as temperaturas.
Algumas sugestões do relatório são:
- investir em resfriamento passivo, com design inteligente de paredes, telhados, vidraças, sombreamento e ventilação;
- soluções de baixo consumo energético, incluindo ventiladores, ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid;
- rápida redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), que agravam o aquecimento global e foram adotados como substitutos aos CFCs, causadores do buraco da camada de ozônio.
O Pnuma prevê que o estresse térmico poderá inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030. O acesso ao resfriamento sustentável, assim, determinará se empresas, escolas, hospitais e outras instalações terão a capacidade de seguir funcionando.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2025
- 16:30h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A estreia de 'O Agente Secreto', escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026, foi registrada como a maior do cinema nacional em 2025.
De acordo com os dados da Comscore, entre quinta-feira (6) e domingo (9), a produção foi vista por cerca de 274 mil espectadores, tendo uma renda de R$ 6,6 milhões.
O longa protagonizado por Wagner Moura está em cartaz mais de 707 cinemas, num total de 1.403 salas pelo país. Em Salvador, é possível assistir ao filme pagando apenas R$ 8 no Yellow Friday do Cine Imperial do Shopping Center Lapa.
Até o último final de semana, o melhor desempenho de estreia de uma produção brasileira no ano havia sido de "Vitória", protagonizado por Fernanda Montenegro, que alcançou 218 mil pessoas e teve uma renda de R$ 4,7 milhões.
De acordo com o jornal 'O Globo', depois da pandemia, apenas quatro filmes superam "O Agente Secreto". A estreia de maior sucesso desde então foi "O Auto da Compadecida 2", com R$ 19,7 milhões em bilheteria e 886 mil espectadores.
O premiado com o Oscar, 'Ainda Estou Aqui', alcançou 361 mil pessoas no primeiro final de semana de estreia, tendo uma renda de R$ 8,6 milhões.
O Agente Secreto tem lançamento garantido em mais de 90 países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com a MK2, responsável pela comercialização dos direitos de exibição do filme internacionalmente.
Entre os territórios já confirmados estão alguns dos maiores mercados cinematográficos do mundo, como China, México e Coreia do Sul, além de países como Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia.
A produção já conquistou quase 20 prêmios, incluindo o de Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes, e foi recentemente indicado ao Gotham Awards de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator (Wagner Moura).
SOBRE O FILME
A produção conta a história de Marcelo, um especialista em tecnologia que tenta deixar para trás um passado cheio de mistério.
Ambientado no Recife de 1977, acompanha o retorno do profissional a cidade natal em plena semana de carnaval, e a descoberta feita por ele, de que a capital pernambucana está longe de ser o refúgio que imaginava.
- Por Gabriel Gama | Folhapress
- 11 Nov 2025
- 14:40h
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
A maior parte do financiamento para ações de enfrentamento às mudanças climáticas no Brasil sai dos bolsos de poucos doadores, com 75% dos recursos provenientes de apenas dez instituições. É o que aponta um relatório divulgado no último sábado (8), durante um evento pré-COP30 em São Paulo.
Em média, o país recebeu US$ 208 milhões anuais (R$ 1,1 trilhão) de 2019 a 2023 em doações para projetos de mitigação (corte de emissões), de acordo com o levantamento do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), feito com apoio da ClimateWorks Foundation.
O valor não inclui empréstimos, investimentos do setor privado ou gastos governamentais domésticos.
A Iniciativa Climática Internacional do governo da Alemanha e a Iniciativa Internacional Climática e Florestal da Noruega concentram a maior parte das doações bilaterais, segundo o estudo. Nos repasses multilaterais, lideram o Green Climate Fund, ligado à ONU, e o Global Environment Facility.
O relatório identificou uma diminuição dos repasses na modalidade AOD (Ajuda Oficial ao Desenvolvimento), feitos na condição de auxílio internacional dos países. Os dados também mostram que as doações de filantropias aumentaram e se aproximaram dos recursos enviados por governos.
Maria Netto, diretora-executiva do iCS, diz que o cenário se deve ao estresse pelo qual passa a geopolítica mundial. "Estamos em um cenário de crise e guerras na Europa, então, naturalmente, os recursos de AOD passam a competir com recursos para pagar armamento e melhorar a defesa nos orçamentos internacionais, em particular de países que eram grandes donatários, como Alemanha e Inglaterra."
O fim das atividades da Usaid, a agência de ajuda internacional dos Estados Unidos, também contribui para a situação, de acordo com Netto.
"Isso naturalmente faz uma pressão para que o setor privado, seja nacional ou internacional, tenha um papel complementar, que não é ideal, porque o papel de AOD e das filantropias é distinto", diz.
"Normalmente as AODs vêm mais para as apoiar governos, e as filantropias deveriam estar focadas muito mais na sociedade civil, setor privado, na academia. Mas é natural que elas tenham que também apoiar um ecossistema que se fragilizou com a saída gradual do recurso público internacional."
A amazônia foi o destino de 80% das doações com localização geográfica. Os dados específicos para cada um dos demais biomas brasileiros serão divulgados no início de 2026.
"Mesmo dentro da amazônia, setores essenciais para uma transição duradoura permanecem notavelmente subfinanciados, como insumos fundamentais para a sociobioeconomia, incluindo energia limpa distribuída, indústria e transporte", diz o relatório.
O estudo identificou que 548 organizações receberam doações para projetos climáticos no Brasil, sendo que dois terços delas arrecadaram menos de US$ 50 mil por ano.
Para as entidades que assinam o relatório, a amplitude de organizações mostra a força da ação climática no Brasil, mas que vem ao custo de um montante menor repassado a cada uma delas. "Com um financiamento geral mais elevado, os diversos beneficiários de recursos climáticos do Brasil poderiam se sustentar e ampliar seu alcance e impacto", afirmam.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2025
- 12:25h
Foto: Divulgação / Polícia Civil
Uma operação apreendeu, nesta terça-feira (11), em Vitória da Conquista, no Sudoeste, cerca de R$ 1 milhão em suplementos alimentares. Deflagrada pela Polícia Civil, a Operação Cyberconnect teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão em lojas e academias suspeitas de envolvimento em um esquema de estelionato e fraudes comerciais.
Segundo a polícia, um representante comercial, de 34 anos, é apontado como responsável por aplicar golpes contra uma empresa fabricante de suplementos sediada em Votuporanga (SP). Ainda segundo a polícia, o homem usava empresas de fachada para realizar compras fraudulentas e simulava pagamentos por meio de comprovantes falsos.
Parte da carga foi entregue em lojas e academias de Vitória da Conquista, utilizadas para revenda dos produtos. Além de Vitória da Conquista, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas cidades paulistas de Votuporanga e Itaquaquecetuba. O golpe também envolveu a compra fraudulenta de suplementos da marca Strong, em um total de R$ 985,7 mil.
As investigações indicam que o crime foi cometido com dolo específico, ou seja, com intenção consciente de obter vantagem indevida. Há ainda indícios de associação criminosa, já que diferentes pessoas jurídicas [empresas] foram utilizadas para viabilizar as fraudes.
Coordenada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista, a operação cumpriu ordens judiciais expedidas pela Vara Regional das Garantias da 8ª RAJ, com sede em São José do Rio Preto (SP). O material apreendido deve ser restituído ao proprietário legítimo.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2025
- 10:35h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O empresário Orestes Bolsonaro Campos, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, será julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (11), a partir das 9h, em São Paulo. Ele responde por tentativas de feminicídio e homicídio, ocorridas em outubro de 2020, contra a ex-esposa e o então namorado dela.
O caso, registrado no interior do estado, tramita na 3ª Vara do Júri da capital paulista, após pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A sessão será conduzida pela juíza Isabel Begalli Rodriguez, que determinou a convocação de testemunhas e do réu.
De acordo com a denúncia, Orestes foi casado com a vítima por cerca de 17 anos e não aceitava o fim do relacionamento. O MPSP aponta que o empresário mantinha um comportamento possessivo e violento, com histórico de agressões físicas e psicológicas durante o casamento.
No dia do crime, Orestes teria invadido a casa da ex-companheira pela manhã, enquanto ela e o namorado dormiam. Segundo o Ministério Público, ele usou um pedaço de madeira para agredir as vítimas e também portava uma arma de fogo. A mulher conseguiu fugir com o filho no colo para pedir ajuda.
Em nota ao portal Metrópoles, a defesa de Orestes Bolsonaro negou que o caso se trate de violência contra a mulher. “Ele fez uma agressão contra o namorado da ex-esposa. Não há tentativa de homicídio nem de feminicídio. Ele deve responder por lesão corporal”, afirmou o advogado Sergei Cobra.
Orestes Bolsonaro tem outros antecedentes por violência doméstica. Em 2020, ele foi condenado por agredir uma ex-namorada, recebendo pena de quatro meses de prisão em regime aberto e o pagamento de indenização por danos morais.
Além desse caso, o empresário também já foi réu em outro processo penal por lesão corporal e tentativa de feminicídio.
- Por Gabriel Lopes/Bahia Notícias
- 11 Nov 2025
- 08:32h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), em cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), publicou um edital para selecionar 60 brasileiros de baixa renda, preferencialmente oriundos de áreas rurais da Bahia, para formação em curso superior de Medicina em uma instituição localizada em Cuba. A execução do processo ficará a cargo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), por meio do Centro de Processos Seletivos (CPS), em parceria com a OEI e a Sesab.
Segundo o documento, o curso tem duração prevista de seis anos. As pessoas aprovadas deverão, após a conclusão e a validação do diploma no Brasil, se comprometer a atuar, por no mínimo dois anos, em áreas rurais do estado da Bahia, seja em suas comunidades de origem ou em regiões de difícil acesso e carência de profissionais médicos, mediante assinatura de um termo de compromisso.
O edital estabelece que a seleção observará normas e critérios voltados ao intercâmbio acadêmico-científico em Cuba, com foco na formação para atuação em áreas rurais e de vazio assistencial no interior da Bahia. O processo será composto por três etapas/fases, de caráter eliminatório e classificatório, sob responsabilidade da Uneb.
REQUISITOS
Entre as exigências listadas estão:
• ser brasileiro(a), com preferência para residentes em área rural da Bahia;
• ter concluído o ensino médio até a data da inscrição;
• ter cursado, preferencialmente, o segundo ciclo do ensino fundamental e o ensino médio em estabelecimento da rede pública (admite-se, preferencialmente, conclusão do ensino médio por Exames Supletivos ou equivalente);
• ter 18 anos completos até a inscrição;
• possuir passaporte válido;
• comprovar trajetória de participação comunitária e/ou atuação social, por meio de Carta de Recomendação de Movimento Social;
• assumir compromisso formal de atuação por, no mínimo, dois anos nas condições definidas após a validação do diploma;
• declarar-se pessoa de baixa renda, nos termos da legislação, abrangendo famílias com renda per capita de até ½ salário-mínimo ou, se superior, beneficiárias de programas sociais destinados a serviços públicos específicos.
Não haverá cobrança de taxa de inscrição, que pode ser feita exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico.
- Bahia Notícias
- 10 Nov 2025
- 16:29h
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Após a retração provocada pelos casos de intoxicação por metanol, que resultaram em 15 mortes no país, bares e restaurantes começam a registrar o retorno dos clientes. O medo diminui e as tradicionais festas de confraternização de fim de ano voltam a movimentar o setor.
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 81% dos estabelecimentos esperam encerrar 2025 com faturamento superior ao do ano passado. Um estudo de uma operadora de cartões de crédito mostrou que o movimento nos bares e restaurantes de São Paulo caiu quase 13% entre setembro e outubro, mas empresários afirmam que o cenário já apresenta melhora. A expectativa é que as festas corporativas de fim de ano ajudem na recuperação das perdas registradas nos últimos meses.
Após os casos de contaminação, a Abrasel lançou uma campanha para orientar donos de bares e restaurantes sobre os cuidados na compra de bebidas. Segundo José Eduardo Camargo, líder de conteúdo da entidade, mais de 15 mil proprietários participaram de treinamentos voltados a identificar produtos seguros, observando a origem do fornecedor, o selo da Receita Federal e a autenticidade dos rótulos, além de desconfiar de preços muito baixos.
Além da retomada da confiança do público, fatores econômicos também contribuem para o otimismo do setor. O baixo índice de desemprego e o pagamento do décimo terceiro salário devem impulsionar o consumo e aumentar o movimento nos estabelecimentos nas próximas semanas.
- Por Folhapress
- 10 Nov 2025
- 10:20h
Foto: Reprodução/Redes sociais
Conhecida do grande público por ter feito a Zefa na primeira versão de "Pantanal", produzida em 1990 pela Rede Manchete (1983-1999), a atriz Giovanna Gold fez a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pela primeira vez na sua vida neste domingo (9).
A atriz falou sobre o assunto em sua conta no Instagram neste domingo (9). Com 61 anos, Giovanna diz que a sua intenção é fazer novas graduações.
"Minha versão aluna merece ser melhor. Meus objetivos são: 1) gabaritar História, Geografia, Literatura e Inglês; 2) tirar 800 na redação; 3) acertar alguma coisa de Matemática e Física; 4) algumas de Biologia e Química; 5) passar na faculdade que pretendo", disse.
Gold afirmou que não estudava há mais de 40 anos, e se sentia como um "museu ambulante" na turma pré-vestibular que frequentava. "A gente ri à beça. Me sinto quase que da época de Pedro Álvares Cabral!", brincou.
Nascida em Salvador (BA), Giovanna Gold teve outros papéis marcantes na televisão, como a sofrida Alzira em "Mulheres de Areia" (1993), da Globo; e a vilã Carmen, do remake de "Chiquititas" (2013-2015), exibido pelo SBT. Seu último trabalho foi a novela bíblica "Gênesis" (2021), da Record.
- Por Adriana Fernandes | Folhapress
- 10 Nov 2025
- 08:12h
Foto: Divulgação / Anatel
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) restringiu a atuação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na regulamentação do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) e abriu uma disputa no setor de comunicações. Por trás da polêmica, está o confronto sobre quem vai fiscalizar as big techs e o uso de IA (inteligência artificial) no Brasil.
Ao sancionar o estatuto —que estabelece novas responsabilidades para plataformas digitais (como redes sociais e jogos) e cria instrumentos para proteger crianças e adolescentes na internet— Lula vetou a participação da Anatel na operacionalização da lei.
Depois, por meio de decreto, designou a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) como a autoridade administrativa para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
Empresários e especialistas em regulamentação do setor cobram mudanças e afirmam que a decisão do governo é um "jabuti" regulatório que trará prejuízos na fiscalização das big techs.
"É um golpe na Anatel", afirma a empresária Vivien Suruagy, presidente da Feninfra, entidade que representa mais de 137 mil empresas de infraestrutura e prestadoras de serviços de telecomunicações. "Existe o receio pueril de fazer o óbvio: dar à Anatel o papel que lhe é natural de regular esse novo mundo digital."
Para ela, o governo Lula escolheu o pior caminho, em vez de fortalecer a Anatel, uma agência reguladora já constituída, com mais 1.300 servidores concursados, estrutura em todo o país e respaldo internacional. "Começar tudo do zero vai gerar mais custos ao Estado", diz. "A Anatel tem servidores da mais alta qualidade e seus conselheiros conduzem com alto conhecimento técnico todos os assuntos."
A lei do estatuto foi sancionada em setembro, após as denúncias feitas pelo youtuber Felca sobre a monetização indevida e a adultização infantil nas plataformas online.
Na lei, o Congresso deu o protagonismo à Anatel para ordenar o bloqueio de empresas infratoras. Mas Lula vetou o dispositivo alegando inconstitucionalidade, pois a organização da administração pública federal é competência privativa do presidente da República.
O tema é considerado sensível porque a ANPD, vinculada ao Ministério da Justiça, poderá ser a agência que supervisionará as questões de IA e fake news, caso avancem projetos que já tramitam. Nas negociações com o governo Donald Trump do tarifaço de 50%, o governo Lula também colocou na mesa a regulamentação das big techs, incluindo a moderação de conteúdo.
O governo enviou ao Congresso a MP (medida provisória) que transforma a ANPD em agência reguladora. A MP cria uma carreira de especialista em regulação de proteção de dados e altera a legislação para consolidar a proteção de dados pessoais no Brasil, incluindo a aplicação do ECA Digital para proteger crianças e adolescentes online.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da MP e autor da lei do ECA Digital, diz que não identifica risco na escolha da ANPD. "Ela vai conseguir fazer os ajustes de estrutura para que tenha capacidade de fazer o trabalho", diz o senador. "A Anatel tem já outros focos, talvez tenha sido esse o ponto que motivou essa definição."
Vieira antecipa que não pretende incluir no parecer da MP atribuições à ANPD relativas à fiscalização do uso de IA. "Não queremos inovar em nada. Agora, se eventualmente lá na frente se entender que tem que ser a ANPD, ela vai ter que passar por uma nova reformulação para que tenha setor de estrutura suficiente para arcar com isso", diz.
O especialista em regulação de serviços digitais, Ricardo Campos, professor na Universidade de Frankfurt, na Alemanha, vê retrocesso. "O Brasil está caminhando para algo que não existe precedente no mundo, de atribuir a uma agência de proteção de dados competência regulatória para regular big techs. É uma jabuticaba brasileira", avalia Campos, que ajudou o senador Vieira na elaboração do projeto do ECA Digital.
"Sabe quais são as agências reguladoras que são escolhidas para aplicar a lei europeia? A Anatel da Alemanha, a Anatel de Portugal e assim em todos os outros países", ressalta. "O Brasil será o único país do mundo que não vai conseguir dialogar, sendo que a regulação de big techs é um desafio global de coordenação", enfatiza. Para ele, a decisão é casuística, que trará consequências negativas para essa coordenação global entre agências.
"Nunca houve qualquer restrição à atuação da Anatel", afirma a Secom (Secretaria de Comunicação) da Presidência. Segundo o Palácio do Planalto, a MP cria 200 cargos de especialista em regulação de proteção de dados e 18 cargos em comissão e funções de confiança, por meio da transformação de 797 cargos efetivos vagos, sem aumento de despesa.
Procurada, a Anatel afirma que respeita a decisão presidencial e compreende que o veto decorre de uma interpretação jurídica sobre vício de iniciativa. Mas ponderou que, considerando que a ANPD foi criada há apenas cinco anos e transformada em agência reguladora recentemente, é natural que haja preocupações quanto aos desafios regulatórios e operacionais decorrentes das novas atribuições que lhe foram conferidas. A Anatel tem 28 anos.
"Toda intermediação com o setor digital depende estruturalmente das redes de telecomunicações, seja no acesso a plataformas, na circulação de dados ou na oferta de serviços, cuja regulação é competência da Anatel", diz.
A Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), associação que representa as principais plataformas e provedores de serviços digitais em operação no Brasil, como Meta, TikTok, Google, Amazon e Mercado Pago, afirma que a definição da autoridade competente para o tema insere-se no âmbito das decisões institucionais e políticas legitimamente conduzidas pelos poderes.
"Independentemente da configuração escolhida, será essencial garantir que a autoridade designada disponha das condições técnicas, operacionais e de governança necessárias para manter um diálogo técnico e equilibrado com todos os agentes envolvidos na implementação da política pública."
Em nota, o Ministério das Comunicações afirma que apoia o fortalecimento da atuação da Anatel na regulamentação da cibersegurança, que atualmente está em andamento.
O Ministério da Justiça ressalta que a ANPD já possui experiência consolidada e que o modelo segue a tendência internacional, em que autoridades de proteção de dados também são responsáveis por casos complexos envolvendo direitos em ambientes digitais. A ANPD não respondeu ao pedido de informações.