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(Foto: Reprodução-Google)
Um levantamento da consultoria A.T. Kearney apontou que o Brasil é o sexto país com nível mais alto de economia informal. Segundo Sachin Mehta, sócio da empresa, em entrevista à Folha, pelos menos US$ 655 bilhões (R$ 2,48 trilhões no câmbio atual) são movimentados sem declaração adequada, o equivalente a 36,5% do PIB. O país ocupa uma posição pior que a de todos os outros que compõem o Brics e está à frente de vizinhos como a Venezuela (que ocupa a 8ª posição), a Argentina (23ª) e o Uruguai (25ª). Os melhores colocados são os Estados Unidos e o Japão, de acordo com a Folha de S. Paulo. “Conforme as condições econômicas melhoram, o nível de informalidade tende a cair. Isso se soma ao advento, nos últimos anos, dos meios de pagamento digitais, que aceleram o processo de formalização”, afirmou Sachin Mehta. O empresário disse ainda que um aumento de 10% ao ano do uso de pagamentos eletrônicos, que permitem um maior controle das receitas geradas, reduziria o percentual de informalidade no Brasil para 29,9% nos próximos cinco anos.
- Extra Globo
- 12 Out 2018
- 13:06h
(Foto: Extra Globo)
A Justiça de Brasília deferiu o pedido de protesto feito pelos representantes de Mayã Frota contra o pai, Alexandre Frota. O nome do recém-eleito deputado federal por São Paulo está negativado. Ou seja, Frota não pode requerer financiamentos ou fazer compras através de crediários. A decisão certificada pela diretora da 4ª vara de Família de Brasília, Renata Bittar, se baseia nos trâmites do processo que Mayã move contra Frota pela dívida de pensão alimentícia. Na segunda-feira, 15, será pleiteado ainda o pedido de prisão do ex-ator. No último dia 10, Alexandre Frota pagou parte da pensão devida, cujo montante agora é de R$ 42. 418,39 e propôs um acordo, mas os advogados de Mayã rejeitaram que ele parcelasse o débito e tampouco que depositasse em juízo. Um pedido de prisão já havia tramitado no fim de setembro, mas de acordo com a Justiça Eleitoral, o ainda candidato não poderia ser detido num prazo de 15 dias. O que já passou. Mayã nasceu em maio de 1999. Em agosto, do mesmo ano, Samantha Gondim, a mãe do garoto, entrou com pedido de pensão na Justiça através da Defensoria Pública. A Justiça havia pré-determinado o pagamento de dez salários mínimos, mas Frota teria oferecido apenas R$ 200 na época, o que não foi aceito pela mãe do menino.
- Bahia Notícias
- 12 Out 2018
- 11:14h
Foto: Cláudio Kbene/ Instituto Lula
O candidato à Presidência do PT, Fernando Haddad, teve o carro que o transportava cercado nesta quinta-feira (11), em Brasília, após visita do petista à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o veículo foi fechado por uma caminhonete com três homens não identificados. A assessoria de Haddad informou que os ocupantes do veículo hostilizaram Haddad e membros da Igreja Católica, com gritos como "Bolsonaro vai acabar com todo mundo". O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente nacional do partido, chegou a publicar nesta quinta no Twitter que o carro onde estavam o candidato petista à Presidência da República e sua comitiva foi trancado por um veículo “com gente de Bolsonaro”. A caminhonete foi embora em seguida sem ter sido identificada, segundo a assessoria da campanha petista. Ninguém se feriu nem foi feito boletim de ocorrência.
Foto: Reprodução/Facebook
Uma mulher de 38 anos foi encontrada morta na casa onde morava, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O bebê dela, de pouco mais de um ano de vida, foi achado sozinho no local junto com o corpo da mãe. A Polícia Civil informou que o marido dela, que não teve a identidade divulgada, é considerado suspeito de ser o autor do crime e está desaparecido. A TV Anhanguera apurou que a vítima foi identificada como Shirley Souza. “A Polícia Civil está trabalhando já com essa hipótese de feminicídio. O companheiro dela que, em tese, foi quem acionou a polícia falando que ela teria se matado, não foi encontrado até agora. A equipe está no encalço, mas até o momento não foi localizado”, explicou à TV Anhanguera o delegado Maurício Passerini, que apura o caso. O G1 entrou em contato com o Conselho Tutelar de Luziânia para saber quais medidas foram tomadas em relação ao bebê, mas os responsáveis pelo caso não foram localizados. A reportagem também tentou contato com o delegado, por telefone, entre 14h05 e 14h30, mas as ligações não foram atendidas, e as mensagens não haviam sido respondidas até as 15h03. Uma parente da vítima disse à TV Anhanguera que tentou contato com o marido de Shirley várias vezes por mensagem, mas que ele respondeu apenas que iria se matar, sem dizer onde estava ou revelar qualquer outa informação. Indignada com o que aconteceu, ela também pediu por justiça.
A jovem Pâmela Botelho, 21 anos, suspeita de matar a mãe com ajuda do namorado, teria se inspirado em uma cena da novela "Segundo Sol", da Rede Globo, para praticar o crime. Essa informação foi dada pelo delegado André Prates, da 105ª DP (Petropólis), com base no depoimento da jovem. Segundo a polícia, Dircelene Botelho Garcia, 51 anos, foi morta na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, logo após a exibição do capítulo no último dia 02. A filha aplicou uma injeção de ar em uma veia do pulso da mãe, assim como fez a vilã da trama ao assassinar seu capanga. Ainda de acordo com o investigador, a dupla forjou a cena do crime para parecer morte por causas naturais, mas o plano foi descoberto através das imagens das câmeras de segurança. Em entrevista à RecordTV Rio, Prates disse que o casal usou formol para deixar a vítima desacordada. Em seguida, eles tentaram aplicar injeções de ar para que ela morresse, mas as aplicações não fizeram efeito. Os suspeitos então colocaram a vítima dentro de um saco plástico fechado com fita adesiva e Dirce morreu sufocada. O crime seria motivado por herança e Pamela foi encaminhada para o sistema prisional. Carlos Ramos, advogado da acusada, disse ao R7 que a defesa só vai se manifestar nos autos do processo.
Uma transexual foi agredida no último sábado (6), na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo relato da vítima, a técnica de enfermagem Julyanna Barbosa, de 41 anos, o espancamento foi precedido de gritos homofóbicos e apologia ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. De acordo com ela, o nome de Bolsonaro está sendo usado para justificar agressões à população LGBT no Brasil, sejam apoiadores do candidato ou não. O caso foi registrado na 53ª DP (Mesquista) como lesão corporal por homofobia. Ao UOL, Julyanna contou que voltava de uma boate na Rua da Lama, no bairro Califórnia, por volta das 8h, quando foi abordada por quatro homens. “Antes de eu chegar na passarela, começaram a gritar ‘viado’, ‘lixo’, ‘tem que matar esse lixo’, ‘tomara que o Bolsonaro ganhe para matar esse lixo’. Aí começaram a falar de doença, ligado a AIDS, e acho que isso é pegar pesado, então reagi: disse: ‘Fala na minha cara.’ Um dos caras pegou uma daquelas barras de ferro de segurar barraca e bateu na minha cabeça. Cai ao lado da Dutra. ‘Tontiei’ e estou cheio de marcas. Botei a mão no pescoço e vi que estava cheio de sangue”, contou a vítima, que está com hematomas por todo o corpo. Ela relatou que, após a agressão, ficou “muito triste” com o ocorrido porque teve ajuda de poucas pessoas. “Enquanto isso, eu era executada como um bicho.” Juliana afirmou que, depois de ter sido espancada, conseguiu se levantar e fugir do grupo. Quando chegou em casa, seus irmãos a socorreram para a UPA de Queimados. Julyanna levou dez pontos na cabeça. Os casos de homofobia na região da Baixada Fluminense são comuns, mas pioraram nos últimos tempos, segundo Barbosa. “Esses escrotos usam essa coisa (do Bolsonaro). Estão usando isso para nos atacar. De repente, nem é eleitor dele, mas usam isso como desculpa. Estão falando como se fosse legal isso de agredir (transexual)”, observou. Famosa por ter sido a primeira transexual a cantar funk e conhecida no meio artístico como Garota X – Mulher Banana, Julyanna garante que, apesar do ataque, não vai se esconder: “Vou levar minha vida normal. Ninguém pode tirar meu direito de ir e vir.”
Foto: Arquivo pessoal
Uma jovem de 19 anos, moradora de Porto Alegre, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil por lesão corporal na noite de segunda-feira (8). Segundo o relato, ela vestia uma camiseta com os dizeres "Ele Não", contra o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), quando foi abordada e agredida por três homens. O caso aconteceu no bairro Cidade Baixa. A jovem descia de um ônibus, a caminho de casa, quando foi abordada pelos homens que passaram a questioná-la sobre o uso da camiseta. Os suspeitos teriam agredido a jovem com socos e marcado a barriga com riscos de canivete. A ocorrência foi encaminhada para a 1ª Delegacia de Polícia Civil, que informou nesta quarta-feira (10) que o caso começou a ser investigado. Policiais buscam câmeras de segurança para tentar identificar os agressores. O delegado Paulo Cesar Jardim, titular da delegacia, também pretende ouvir a jovem agredida assim que ela tiver condições de falar. O caso ganhou repercussão nas redes sociais nesta segunda. Após três horas no ar, o post de uma jornalista de Brasília, que conversou com a jovem agredida, tinha mais de 10 mil compartilhamentos. Foi ela quem convenceu a menina a procurar a polícia. "Ela foi agredida, humilhada no meio da rua. E como se não bastasse, dois homens seguraram seus braços, enquanto o terceiro cravava uma suástica na sua costela. Uma suástica...", escreveu Ady Ferrer no Facebook. O delegado responsável pela investigação explica que o desenho marcado na pele da jovem seria uma suástica ao contrário. "Se fosse alguém ligado a um grupo neonazista, faria o desenho correto", entende Jardim, ainda sem concluir o caso. Ady conta ainda que a jovem agredida também estampava a bandeira LGBT na mochila. E que muitas ofensas que ela ouviu foram nesse sentido. "Foram ofensas duras demais para retratar em um texto, duras demais para mulheres lésbicas ouvirem e lerem." A jornalista disse ao G1 que a jovem agredida não quer ser identificada e nem falar com a imprensa, pois está muito abalada. Ady ainda disse que também é LGBT e que seu medo aumentou após saber da história e "comprová-la como verdadeira."
Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi
Uma médica que trabalha em um hospital público de Natal rasgou a receita que tinha acabado de fazer para um paciente idoso, de 72 anos, após ele responder que votou no candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad. O caso aconteceu nesta segunda-feira (8), um dia após o primeiro turno das eleições, e foi registrado por meio de boletim de ocorrência na 7ª Delegacia de Polícia de Natal, no bairro das Quintas, Zona Leste da capital. O caso foi confirmado pela própria médica, a infectologista Tereza Dantas, que declarou estar arrependida de sua atitude. O paciente estava no Hospital Estadual Giselda Trigueiro, localizado também no bairro das Quintas. De acordo com o servidor aposentado da Saúde, que trabalhou na própria unidade com a médica, o caso aconteceu no início da manhã, por volta das 7h30. Por telefone, a médica Tereza Dantas afirmou que passou o final de semana doente e pensou em faltar ao trabalho, por ainda estar se recuperando, mas resolveu ir e informou ao hospital que só atenderia os pacientes que já tinham agendamento. Entretanto, como conhecia o ex-servidor, decidiu atendê-lo também. "Eu estava conversando com outras pessoas sobre a situação política do país e fiquei exaltada, no momento. Eu realmente rasguei (a receita), porque ele não votou no meu candidato. Fiz errado, não tenho dúvidas", disse a médica. Ela afirmou que quer pedir desculpas ao paciente, mas ainda não conseguiu entrar em contato com ele. O aposentado José Alves de Menezes - mais conhecido como Jean Menezes - afirmou que se sentiu constrangido com toda a situação.José vai corriqueiramente ao hospital para pegar a receita de remédio que toma diariamente e afirma que já conhecia a médica, porque sempre que não encontra a especialista que o atende na unidade, recorre à servidora pública para pegar o documento. "Ela sempre me tratou bem. Já chegamos a trabalhar juntos", lembra. O aposentado disse que a médica o viu na unidade e pediu que ele esperasse, dizendo que já sabia o que ele queria. Após chegar até ele com a receita em mãos, perguntou em quem ele havia votado para presidente. "Eu disse que votei no Haddad, ai ela disse: 'pois então não dou mais a receita', e rasgou. Duas ou três pessoas também viram", conta o homem. "Respondi na inocência. Nem sabia quem era o candidato dela. Nunca votei no PT, nunca fui fanático por partido nenhum. Essa foi a primeira vez que votei nele", acrescentou. A médica declarou que se arrependeu da atitude antes da repercussão do caso, ainda na segunda, e tentou falar com o paciente, mas ele não a atendeu.
- Bahia Notícias
- 08 Out 2018
- 10:07h
Foto: Reprodução / Blog Lucia Rocha
Com o PT garantido no segundo turno das eleições graças ao resultado da votação no Nordeste, a região foi, mais uma vez, alvo de xenofobia nas redes sociais. Eleitores do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que por pouco não foi eleito nesse domingo (7), fizeram agressões verbais que sugerem a separação ou até o extermínio do povo da região. "Esses nordestinos têm que se fuder mesmo. Esses cabeçudos. Depois reclama da miséria e pobreza e não sabe o motivo", disse um perfil. "Campos de concentração para baianos já", escreveu um outro perfil. "Baiano é tudo fudido", postou mais um. Os eleitores da Bahia foram mais trucidados, pois o Estado garantiu a segunda maior porcentagem para o candidato do PT, Fernando Haddad, e é o quarto maior colégio eleitoral do país. Mas muitos eleitores de Bolsonaro também estão alertas para o crescimento do candidato na região, já que ele ficou em segundo lugar em todos os Estados nordestinos exceto o Ceará - Ciro Gomes (PDT) venceu no Estado, com Haddad em segundo e o capitão na terceira posição. Com isso, eles sugerem que os apoiadores de Bolsonaro se dediquem a fazer campanha no Nordeste e pedem para que os eleitores não critiquem a região "Só falta vocês para a festa, irmãos do #Nordeste", "Muitos nordestinos disseram SIM para o Brasil. Vamos continuar nessa luta" e "O desenvolvimento chegará ao Nordeste! Chega de cabresto de voto do PT!" foram alguns dos comentários em prol dos eleitores do PSL. Bolsonaro e Haddad se enfrentam para o segundo turno das eleições, que será realizado no dia 28 de outubro.
Foto: Leitor BN / WhatsApp
Mais de 120 agressões a jornalistas e comunicadores em contextos político partidário e eleitoral foram registradas este ano. Os dados são da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), e incluem as agressões tanto físicas quanto em meios digitais. Conforme a Abraji, foram registradas 64 ocorrências de assédio em meios digitais contra jornalistas no contexto eleitoral, além de 59 vítimas de atentados físicos. “Um país que não compreende a diferença entre crítica ao trabalho jornalístico e violência contra profissionais da imprensa coloca a democracia e a si próprio em grave risco”, disse a Abraji em nota de repúdio. De acordo com a Agência Brasil, um dos casos mais recentes, divulgado no portal da Associação, envolve uma repórter da Rádio Bandeirantes, agredida verbalmente e com uma cabeçada por um manifestante em ato de apoio ao candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, em São Paulo. Os ataques acontecem também na internet. Repórteres têm os perfil inundados por xingamentos e até mesmo por ameaças. “Ofensas, assédio e ameaças a jornalistas com o objetivo de silenciá-los são sintomas de desprezo pela democracia. É urgente e necessário que os candidatos no pleito atual se manifestem publicamente contra tais ataques e os desencorajem. O silêncio diante da violência praticada por seus apoiadores configura conivência com ataques à liberdade de expressão”, argumenta a Abraji.
Um Convênio de Cooperação Técnica firmado pelo Ministério Público Estadual e o Tribunal Regional Eleitoral garantirá o exercício do direito ao voto aos presos provisórios e adolescentes maiores de 16 e menores de 21 anos de idade que cumprem medidas socioeducativas em unidades de internação localizadas em oito municípios baianos. O acordo prevê medidas, dentre elas, a instalação de zonas eleitorais em estabelecimentos penais e unidades de internação em Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Vitória da Conquista, Guanambi, Valença, Barreiras e Paulo Afonso. Segundo a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), promotora Marli Barreto, mais de 670 detentos serão beneficidos com a medida e poderão votar. São considerados presos provisórios todos os recolhidos em estabelecimentos penais e sem condenação criminal transitada em julgado.
Mesmo quem era amiga próxima – ou até mesmo da família – não sabia o que se passava com a jovem Letícia Tanzi, de 13 anos, que foi morta a facadas em São Roque (SP) na madrugada de quarta-feira (3). Ela nunca havia comentado que era vítima de abusos sexuais cometidos pelo pai. Ele também é o principal suspeito pelo assassinado e está foragido. Horácio Nazareno Lucas estava preso por estupro contra uma cunhada, caso ocorrido em 2010, e deixou a cadeia na terça-feira (2) ao conseguir na Justiça para responder em liberdade pelo crime. Logo depois da prisão dele em junho deste ano, Letícia revelou à família que também foi abusada pelo pai. Uma amiga da garota relata que a jovem ficou alíviada após o homem ter ido para o presídio. Em conversa com o G1, a amiga da adolescente afirmou que ela sempre estava bem e nunca demonstrou vivenciar o tipo de drama que foi revelado após sua morte. “Ela nunca chegou a contar, apenas depois que tudo aconteceu”, diz uma amiga sobre a prisão do pai.Já uma parente da jovem afirmou que não frequentava a casa de Letícia por conta da suspeita de Horácio ter abusado sexualmente da cunhada. “O boato já tinha corrido na cidade, não frequentávamos a casa dela por isso”, afirma.
Foto: Maternidade Escola/Divulgação
A dona de casa Amanda Cristina Alves da Silva, de 28 anos, entrou em coma logo após o parto, mas 'acordou' 32 dias depois ao colocarem pela primeira vez o filho recém-nascido deitado sobre o corpo. O caso ocorreu na Maternidade Escola Assis Chateubriand (Meac), da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza, em março deste ano. A mãe teve um parto de emergência após ter sofrido convulsão, em decorrência da epilepsia crônica que tem desde os sete anos de idade. Ela conta que a crise ocorreu após uma discussão com o marido. Logo após, foi levada ao hospital e teve o bebê. "A última lembrança que eu tenho é de que eu tava muito nervosa, minha pressão deve ter caído. Acho que eu desmaiei e não lembro de mais nada", afirma Amanda Cristina. Ela tem mais dois filhos além do pequeno Vitor Hugo, responsável pela reanimação da mãe, e mora no Bairro Conjunto Palmeiras, na capital cearense.
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou esta quinta-feira (4) à 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília quatro denúncias relacionadas às investigações da Operação Cui Bono, que apura irregularidades em operações da Caixa Econômica Federal em troca de pagamento de propina. Entre os denunciados estão o ex-ministro Geddel Vieira Lima, os ex-deputados e presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o operador Lúcio Funaro e o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto. Eles são acusados dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Os procuradores pedem condenação ao pagamento de mais de R$ 3 bilhões por reparação de danos.
A avó de uma criança de nove anos denunciou, no Conselho Tutelar da Zona Leste de Manaus, o padrasto da menina, suspeito de cometer abuso sexual contra a neta durante três anos. A denúncia aconteceu após a menina entregar um bilhete pedindo para morar com a avó e relatando os estupros. “A mesma coisa que ele faz com a mamãe, também faz comigo”, ela relatou no bilhete. O boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (1) na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente. Segundo a conselheira tutelar Iolene Oliveria, dias antes a avó apareceu na sede do Conselho realizando a denúncia contra o padrasto. “Foi a avó que, depois que recebeu o bilhete da neta, veio aqui procurar ajuda porque não sabia o que fazer. Ela mostrou o bilhete pra gente, trouxe a criança e a menina relatou que ele [padrasto] já fazia isso desde quando ela tinha seis anos”, disse a conselheira. O suspeito é casado com a mãe da menina desde que ela tinha três anos, segundo a conselheira tutelar. “Ela até chama ele de pai. Quando ela tinha seis anos ele começou com os abusos mas ela nunca teve coragem de falar, o último estupro aconteceu quando eles estavam em Goiânia”, relatou. De acordo com Iolene, o padrasto levou a família para passar cerca de seis meses em Goiânia. Um dia, em um sítio, a criança avisou a mãe que ia ajudar o padrasto a guardar o gado e o homem teria aproveitado a ocasião para estuprar a enteada. O Conselho Tutelar afirmou que após o episódio, a criança chegou a relatar o estupro para a mãe, que não tomou nenhuma medida. “Ela ficou sangrando, falou para a mãe e a mãe não disse nada. Levou a criança ao médico alegando que achava que era infecção urinária e não falou as outras coisas”, disse a conselheira. Após voltarem de Goiânia, a família começou a morar nos fundos da casa da avó da menina, mãe do pai biológico dela. Durante esses dois meses, nenhum outro episódio de estupro aconteceu. Ao saber que a mãe e o padrasto planejavam se mudar, ela escreveu o bilhete pedindo para morar com a avó e relatando os estupros. "A avó chamou a mãe e perguntou, mãe disse que ia entregar [a filha] pra avó porque ela já estava contando mentiras, e agora ela está morando com a avó há cerca de uma semana”, disse Iolene. O G1 entrou em contato com a delegada Joyce Coelho, titular da Depca, que confirmou o registro da ocorrência e disse que os procedimentos iniciais já foram tomados. “Foi pedido exame de conjunção carnal e ela foi encaminhada para o Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (SAVVIS). A gente trabalha primeiro com a saúde da criança, ela também vai passar pela psicóloga e após isso a gente vai iniciar as investigações”, afirmou a delegada. A família deve, nos próximos dias, prestar depoimento da Depca, e, a partir do resultado dos exames e dos depoimentos recolhidos, a polícia deve iniciar os procedimentos cabíveis.