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Segunda Turma do STF decide nesta terça-feira se concede liberdade a Lula

  • 04 Dez 2018
  • 12:13h

Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisará nesta terça-feira (4) um novo pedido de liberdadeapresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados de Lula apresentaram o pedido após Sérgio Moro, ainda como juiz responsável pela Lava Jato, aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça. Compõem a Segunda Turma do STF os ministros Edson Fachin (relator), Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Lula está preso desde abril deste ano. O ex-presidente foi condenadopelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região em um processo da Lava Jato – o TRF-4 confirmou a sentença de Sérgio Moro.

Operação busca integrantes de facções criminosas em 15 unidades da federação

  • 04 Dez 2018
  • 11:10h

Foto: GAECO/Divulgação

O Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNOC), criado para combater o crime organizado no país, coordena uma megaoperação contra integrantes de facções criminosas em 15 unidades da federação nesta terça-feira (4). Dez Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECOs) do Ministério Público participam da operação. A ação cumpre 266 mandados de prisão e 203 de busca e apreensão no Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Até as 9h40, não haviam divulgado o número de pessoas presas. Os alvos são integrantes das facções criminosas: Primeiro Comando da Capital (PCC), de origem paulista, das cariocas Comando Vermelho (CV), Terceiro Comando Puro (TCP) e Amigo dos Amigos (ADA), da capixaba Primeiro Comando de Vitória (PCV) e da paraibana OKAIDA RB, uma dissidência da OKAIDA. Em São Paulo, são 59 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra integrantes do PCC. A ação ocorre em Americana, Arujá, Cerquilho, Guarulhos, Hortolândia, Jaboticabal, Limeira, Moji das Cruzes, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio das Pedras e Santa Bárbara D’Oeste, e contam com o apoio das Polícias Militar e Civil. De acordo com o subprocurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em imóveis e comércios onde pessoas ligadas ao PCC atuam criminosamente. “Os detidos serão indiciados por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa”, falou Sarrubbo. “Eles serão levados depois para unidades prisionais”. De acordo com o Ministério Público (MP) de São Paulo, a ação desta quarta visa combater a organização criminosa, a lavagem de dinheiro e a corrupção de agentes públicos. “Nossa visão é de combate a tríplice vertente. Combater a organização criminosa prendendo líderes e diretores, desestruturando a empresa do crime. Combater a lavagem de dinheiro indo para cima das atividades comerciais, como postos de combustíveis e transporte de pessoas. E combater a corrupção de agentes públicos, como funcionários do município e do estado”, disse o subprocurador. Segundo Sarrubbo, como o PCC atua principalmente com o tráfico de drogas e por isso, um dos objetivos da ação é desarticular as finanças da facção. “Objetivo é desarticular a fação principalmente no aspecto financeiro”, falou o subprocurador. “É importante destacar que o Ministério Público, a Polícia Civil e a Polícia Militar [PM] estão organizados nessa guerra contra facções criminosas”. No Tocantins, ainda é feita inspeção na Casa de Prisão Provisória de Palmas, com o objetivo apreender armas, drogas, explosivos, aparelhos de comunicação móvel e cadastros de faccionados. Em Alagoas, são cumpridos 13 mandados de prisão e 14 de busca. Segundo o MP, os investigados têm ligação com o PCC, e atuavam principalmente em São Miguel dos Milagres, município localizado no Litoral Norte alagoano. Durante as buscas em Brasília e em Santo Antônio do Descoberto (GO), foram apreendidos telefones celulares, anotações e cadastros ligados à facção paulista PCC.

Acre

Mandados de prisão: 19

Mandados de busca: 2

Alagoas

Mandados de prisão: 13

Mandados de busca: 14

Distrito Federal

Mandados de prisão: 7

Mandados de busca: 5

Espírito Santo

Mandados de prisão: 13

Mandados de busca: 20

Paraíba

Mandados de prisão: 33

Mandados de busca: 3

Rio de Janeiro

Mandados de prisão: 44

Mandados de busca: 85

Santa Catarina

Mandados de prisão: 66

Mandados de busca: 64

São Paulo

Mandados de prisão: 59

Mandados de busca: 10

Tocantins

Mandados de prisão: 12

Mandados de busca: 0

MPF pede que Palocci pague US$ 20 milhões para permanecer em prisão domiciliar

  • 03 Dez 2018
  • 17:55h

Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Publico Federal (MPF) pediu à 12ª Vara da Justiça Federal de Curitiba para que Antônio Palocci pague US$ 20 milhões para permanecer em prisão domiciliar. O ex-ministro tinha sido preso em setembro de 2016 e deixou a prisão no dia 29 de novembro, em Curitiba, depois que o TRF-4 concedeu prisão domiciliar a ele. Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato alegam que o juiz Danilo Pereira Júnior errou ao permitir que Palocci saísse sem pagamento da multa. O pagamento de US$ 20 milhões estava previsto na sentença de condenação. Segundo o Ministério Público, considerar apenas o bloqueio era uma cláusula do acordo de colaboração assinada pelo ex-ministro, mas que não foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e, portanto, não poderia ter sido aplicada. O MPF pede que o juiz corrija esse erro e exija que Antônio Palocci pague o montante de US$ 20 milhões, além de manter o bloqueio de bens. O requerimento pede que, caso não pague, que o ex-ministro volte a ser preso por não atender aos requisitos para a progressão. O ex-ministro está sendo monitorado por uma tornozeira eletrônica. Para a defesa de Palocci, "o pedido do MPF é manifestamente improcedente". A defesa informou que irá se manifestar nos autos.

Estudante morta após 'dispensar' o ex pode ter sofrido estupro coletivo, diz polícia

  • G1
  • 03 Dez 2018
  • 16:49h

Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil apura se a estudante Luana Maciel dos Santos, de 16 anos, foi vítima de estupro coletivo antes de ser morta a facadas em Apiaí, no interior de São Paulo. O principal suspeito dos crimes é o ex-namorado dela, o pedreiro Josemar de Paula Siqueira, de 33 anos, que está preso. Dois comparsas dele ainda não foram identificados. O homicídio ocorreu na residência da irmã da vítima, na Rua Itaóca, no bairro Palmital. A jovem foi encontrada seminua na cama, com perfurações na região do pescoço, já sem vida. Havia sangue espalhado pela cozinha e outros cômodos do imóvel, indicando luta corporal. Toda a casa foi periciada. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) atestou que Luana foi vítima de estupro. "Houve coito anal, e foi colhido material genético para identificar se as outras duas pessoas que acompanhavam Josemar participaram", informou o delegado responsável pelo caso, Valmir Oliveira Barbosa, titular da cidade. O inquérito deve ser finalizado ainda nesta segunda-feira (3), para ser remetido ao Ministério Público. "Trabalhamos para identificar essas duas outras pessoas. Infelizmente, as imagens que temos não são nítidas. Toda a nossa equipe está empenhada nisso", disse o delegado ao G1.Josemar foi preso no mesmo dia, ainda a tempo do flagrante, mas negou qualquer participação no homicídio. "Mesmo passado uma semana do crime, ele permanece negando. Ele está detido preventivamente, e aguardamos os resultados dos exames para sanar outras dúvidas, mas tudo indica que seja ele o autor principal".

Suspeito de esfaquear fiéis em igreja postou na web que faria 'massacre' e ia 'cortar as cabeças'

  • 03 Dez 2018
  • 09:45h

Foto: Polícia Civil/Divulgação

O homem suspeito de esfaquear fiéis em uma igreja durante uma reunião fez postagens na rede social anunciando que faria um “massacre” no local e ia “cortar as cabeças” das vítimas. Segundo a polícia, Uilker Alves, de 28 anos, entrou na igreja que fica no Setor Colina Azul, em Aparecida de Goiânia, na manhã deste domingo (2) e atingiu quatro pessoas usando duas facas de açougueiro. Nas publicações, feitas na sexta-feira (30), ele disse que chegou a dar o endereço dele para as pessoas responsáveis pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mas que ninguém foi visitá-lo. “Eu vou fazer o massacre com eles [...] vou esperar todo mundo entrar, fechar a porta, começar a cortar as cabeças”, escreveu. O crime aconteceu por volta das 10h30. Cerca de 120 estavam no local, começando a reunião religiosa. Quatro pessoas ficaram feridas. “As testemunhas relataram que ele meteu o pé na porta, entrou e falou: ‘Vai morrer todo mundo’. Em seguida, esfaqueou quem estava na frente”, contou o sargento da PM, Willian Moraes. O suspeito foi contido pelos próprios fiéis, que o seguraram até a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante e levado para o 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. Ele foi autuado por tentativa de homicídio contra quatro pessoas. Os feridos, que têm entre 31 e 42 anos, foram encaminhados para o Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia. Um deles foi atendido e recebeu alta. Dois seguiam internados até as 15h e um deles foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia para passar por uma cirurgia. Em nota, a assessoria de imprensa da igreja informou que “está dando apoio àqueles que estiveram presentes durante o incidente” e está orando por todos os envolvidos. O presidente da igreja disse que nenhum membro da congregação conhecia o agressor.

Brasil: Jovem invade igreja e esfaqueia fiéis durante culto

  • G1
  • 02 Dez 2018
  • 19:12h

Foto: Henrique Ramos/ TV Anhanguera

Um jovem de 28 anos invadiu, na manhã deste domingo (2), uma igreja no Setor Colina Azul, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. A Polícia Militar informou ao G1 que ele estava com duas facas e atingiu quatro fiéis durante o culto.“As testemunhas relataram que ele meteu o pé na porta, entrou e falou: ‘Vai morrer todo mundo’. Em seguida, esfaqueou quem estava na frente”, contou o sargento Willian Moraes. O crime aconteceu por volta das 10h30 na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, localizada na Rua Albatroz. De acordo com os policiais, dos quatro fiéis feridos, um deles foi atingido ao tentar conter o rapaz. A situação causou pânico em quem estava na igreja. “Não se espera esse tipo de ação, ainda mais dentro de uma igreja. Algumas pessoas correram. Uma criança saiu correndo e foi parar longe, só depois a encontraram”, disse o sargento.

Feridos

Os feridos têm 31, 33, 40 e 42 anos, sendo que dois levaram várias facadas. Os socorristas encaminharam os demais feridos para o Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa). A unidade de saúde informou, às 14h30, que o homem de 33 anos recebeu atendimento e foi liberado. Já o paciente de 31 anos foi transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) para passar por uma cirurgia vascular no pulso direito, onde foi atingido. Os demais seguem internados no Huapa e têm quadro regular.

Empresas usaram CPF de idosos para enviar mensagens em massa na eleição, diz jornal

  • Bahia Notícias
  • 02 Dez 2018
  • 10:11h

O esquema de envios em massa de mensagens pelo WhatsApp durante as eleições deste ano teria cometido fraude para garantir que o serviço fosse mantido. De acordo com a Folha de S. Paulo, elas utilizaram o CPF de idosos para instalar os chips de celular utilizados no processo que beneficiou políticos. Segundo a reportagem, publicada neste domingo (2), as informações foram retiradas de relatos feitos ao jornal e de um processo na Justiça do Trabalho. Entre as empresas irregulares, estaria a Yacows, especialozada em marketing digital e subcontratada durante o pleito pela AM4, produtora que prestou serviço ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). O ex-funcionário Hans River do Rio Nascimento, que move um processo trabalhista contra uma das empresas supostamente envolvidas, detalhou à Folha como funcionaria a fraude. Segundo ele, três empresas atuavam em conjunto: Yacows, Deep Marketing e Kiplix. Como a lei exige o registro de quem utiliza uma linha de celular, as empresas de disparo de mensagens teriam cadastrado números sob CPF e datas de nascimento de pessoas entre 65 e 86 anos, que ignoravam o uso de seus dados.  Nascimento apresentou fotos de salas cheias de computadores ligados a celulares e chipeiras - equipamentos que usam chips para anular o WhatsApp e permitir o disparo de mensagens -, assim como caixas repletas de chips. Ele contou que o trabalho foi intenso durante a campanha, incluindo trabalho aos fins de semana, e que 99% do que faziam estava relacionado a campanhas políticas. O resto estaria ligado à empresa de cosméticos Jequiti. Também foram apresentadas mensagens trocadas entre funcionários das empresas sobre o uso de robôs para disparos de mensagens, o que é proibido. Nos documentos publicados, não há referências a Bolsonaro, e o ex-funcionário também não específica quais campanhas foram beneficiadas com as supostas fraudes. Em resposta à matéria, a Yacows diz que não há evidências de atos ilícitos no processo trabalhista movido por Nascimento, e que não foi contratada pela equipe de Bolsonaro para distribuir conteúdo eleitoral, assim como as demais empresas que possuem sócios em comum (Deep Marketing e Kiplix). Uma reportagem da Folha sugeriu que empresários teriam pago para impulsionar mensagens anti-PT durante as eleições para beneficiar Bolsonaro. O à época candidato negou qualquer irregularidade e disse que contou com o apoio voluntário dos próprios eleitores.

Bolsonaro diz que quer acabar com 'festa' de multas do Ibama

  • 01 Dez 2018
  • 14:42h

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste sábado (1º) que é defensor do meio ambiente, mas não vai mais admitir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) "sair multando a torto e a direito".Ele deu a declaração a jornalistas, após participar de solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.Após o evento, Bolsonaro foi questionado sobre nome para o Ministério do Meio Ambiente. Ele afirmou que todos os nomes em análise "são bons" e que ainda não escolheu.Ainda sobre o assunto, ele disse que não haverá mais brigas entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que não vai mais admitir o Ibama "sair multando a torto e a direito"."Não haverá mais aquela briga do Ministério da Agricultura e o Meio Ambiente. Eu quero defender, sou defensor do meio ambiente, mas não dessa forma xiita como acontece, não", disse. "Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Essa festa vai acabar", concluiu. Bolsonaro disse que já foi alvo de multa ambiental em 2012, no valor de R$ 10 mil, e que está na iminência de ser inscrito na dívida ativa. "Vou pagar essa multa? Vou. Mas eu sou uma prova viva do descaso, da parcialidade e do péssimo trabalho prestado por alguns fiscais do Ibama e ICMBio. Isso vai acabar", afirmou. Bolsonaro afirmou, ainda, que quer integrar o índio à sociedade. "Eu quero o bem estar do índio, eu quero integrar o índio à sociedade. O nosso projeto para o índio é fazê-lo igual a nós. Eles têm as mesmas necessidades de nós. Agora, não podemos admitir que, via Funai, o índio não possa ter o tratamento adequado. O índio quer médico, quer dentista, quer televisão, quer internet. Ele é igualzinho a nós", disse. O presidente eleito declarou que as políticas indigenistas e ambientais no país "não trabalham em prol do Brasil, mas em prol de "interesses extraterritório". "Podemos ter um Japão dentro do Brasil. Por que não temos? Porque há uma política completamente equivocada indigenista e ambiental. Temos tudo para ser uma grande nação. Mas, por causa de uma política tacanha e mesquinha, que é potencializada na questão ambiental e indigenista, continuamos aqui patinando na economia", disse. Nesta sexta-feira (30), após compromisso em Cachoeira Paulista (SP), Bolsonaro afirmou que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos.

Aluno usa dinheiro que ganhou de aniversário para pagar ida de amigo a excursão e viraliza na web

  • 01 Dez 2018
  • 08:11h

Iago (esquerda) e Matheus tiraram foto depois de conversar com a diretora para irem juntos na excursão — Foto: Arquivo Pessoal

Um gesto de amizade entre dois estudantes emocionou funcionários de uma escola municipal de Bragança Paulista (SP). Matheus Monteiro, de 12 anos, juntou todo dinheiro que ganhou de aniversário para pagar a ida do amigo Iago a uma excursão da escola. Ele não poderia pagar pelo passeio e o caso viralizou na web ao ser compartilhado pela diretora.Em menos de 24 horas a postagem feita em uma rede social teve mais de 2,7 mil curtidas e mais de 700 compartilhamentos. A excursão - para o museu Catavento e para o Museu do Futebol em São Paulo - foi planejada pela escola municipal Francisco Murilo Pinto em maio. Cada aluno pagou R$ 45 para o transporte, que poderia ser parcelado em até quatro vezes.A mãe de Iago, Jocileia Oliveira contou que o filho não iria para o passeio porque ela e o marido estão desempregados e não teriam como pagar. “Estava decidido que o Iago não iria. Temos cinco filhos e não tínhamos de onde tirar esse dinheiro para ele ir”, contou.Na quarta-feira (28), Matheus ganhou R$ 35 de aniversário de um tio e decidiu pagar a viagem para o amigo. Eles estudam juntos há quatro anos e todos os dias vão caminhando para a escola.“Ele não pensou duas vezes, pegou o dinheiro e me pediu mais R$ 10 para inteirar. Eu dei e eles foram para a escola”, conta Thais Monteiro, mãe de Matheus.Com o valor completo e o dinheiro em mãos, eles foram até a sala da diretora Mônica Camargo na quinta-feira (29).“O Matheus tirou todo dinheirinho do bolso e perguntou se ainda dava para o Iago ir. Perguntei como ele conseguiu o dinheiro e, quando ele falou, fiquei emocionada. Elogiei muito. Ele tinha pouco e compartilhou esse pouco”, conta a diretora.

'Estou constitucionalmente correto', diz Temer sobre decreto de indulto editado em 2017

  • 01 Dez 2018
  • 07:09h

Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente Michel Temerafirmou nesta sexta-feira (30), em Buenos Aires, onde participa da reunião de cúpula do G20, que o Supremo Tribunal Federal o considerou “constitucionalmente correto” em relação ao decreto de indulto natalino editado em 2017.O julgamento do indulto pelo STF ainda não foi concluído. Foi interrompido nesta quinta (29), depois de um pedido de vista (mais tempo para análise do processo). A maioria dos ministros votou pela manutenção do decreto de indulto natalino editado por Temer no ano passado. Seis ministros votaram a favor do decreto e dois, contra. Faltam os votos de outros três, o que não modificaria o resultado.O decreto de indulto reduziu para um quinto o período de cumprimento de pena exigido para que o preso por crimes sem violência ou grave ameaça pudesse receber o benefício e obter liberdade. Valeria para aqueles que reunissem essas condições em 25 de dezembro de 2017, entre os quais presos por corrupção. A Procuradoria Geral da República (PGR) foi então ao Supremo contra o ato de Temer, e o ministro relator, Luís Roberto Barroso, concedeu uma liminar (decisão provisória) que suspendeu os efeitos de parte do decreto.Ao ser questionado por jornalistas se tem arrependimento por ter editado o decreto, Temer disse que nenhum.“No instante em que o Supremo disse 'O Temer acertou sob o foco jurídico', eu estou tranquilíssimo, não há arrependimento nenhum. Arrependimento teria se contestassem a tese jurídica que eu levantei. Aliás, eu digo uma coisa: nem quando deram a liminar, eu fiz nenhum pronunciamento a respeito desse tema. Não é agora, que o Supremo disse que eu estou constitucionalmente correto, que eu iria comentar”.Temer foi então perguntado se recuaria, se fosse o caso. “Se o Supremo declarasse a inconstitucionalidade, não só recuaria como cumpriria a decisão do Supremo, não tem a menor dúvida”, afirmou.

Índios em reservas são como animais em zoológicos, diz Bolsonaro

  • 30 Nov 2018
  • 19:05h

Foto Rogério Marques/Futura Press/Estadão Conteúdo

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (30) em Cachoeira Paulista (SP) que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos. Ele cumpriu agenda de compromissos na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, onde participou da formatura de sargentos da Aeronáutica em Guaratinguetá e visitou a comunidade católica Canção Nova, em Cachoeira Paulista. Bolsonaro deu a declaração sobre os índios ao responder à pergunta de um jornalista sobre a capacidade do futuro governo de reduzir o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa, metas do Acordo de Paris. O acordo foi assinado por 195 países e tem como objetivo reduzir o aquecimento global. Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do Acordo de Paris por entender que o compromisso afeta a soberania nacional. "Sobre o acordo de Paris, nos últimos 20 anos, eu sempre notei uma pressão externa – e que foi acolhida no Brasil – no tocante, por exemplo, a cada vez mais demarcar terra para índio, demarcar terra para reservas ambientais, entre outros acordos que no meu entender foram nocivos para o Brasil. Ninguém quer maltratar o índio. Agora, veja, na Bolívia temos um índio que é presidente. Por que no Brasil temos que mantê-los reclusos em reservas, como se fossem animais em zoológicos?", questionou. Para o presidente eleito, o índio ainda está "em situação inferior a nós" e não pode ser usado para a demarcação de uma "enormidade" de terras que poderão no futuro ser transformadas em "novos países". "O índio é um ser humano igualzinho a nós. Querem o que nós queremos, e não podemos usar o índio, que ainda está em situação inferior a nós, para demarcar essa enormidade de terras, que no meu entender poderão ser, sim, de acordo com a determinação da ONU, novos países no futuro. Justifica, por exemplo, ter a reserva ianomâmi, duas vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro, para talvez, 9 mil índios? Não se justifica isso aí", declarou.

Avião de pequeno porte cai sobre casas em SP, deixa 2 mortos e 12 feridos

  • 30 Nov 2018
  • 17:06h

Foto: Daniel Rodrigues/TV Globo

Uma aeronave caiu na tarde desta sexta-feira (30) na região de Santana, Zona Norte de São Paulo, e causou a morte de duas pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros. Houve ao menos 12 feridos. O avião, um monomotor Cessna C-210, prefixo PR-JEE, não tem caixa-preta e caiu na rua Antonio Nascimento Moura, área residencial perto do Aeroporto Campo de Marte. O terminal opera voos executivos e precisou ficar fechado logo após o acidente. Casas e veículos que estavam na rua onde a aeronave caiu também foram atingidos. O fogo chegou a se alastrar pelo asfato. O chamado para o resgate foi recebido às 15h58. Informações preliminares indicavam que parte dos feridos que estavam sendo atendidos teve queimaduras leves.

Criança morre após colocar cabeça para fora de van em movimento e colidir contra porteira

  • G1
  • 30 Nov 2018
  • 16:02h

Foto: Reprodução/WhatsApp/TV Asa Branca

Uma menina de 8 anos, identificada como Débora Oliveira dos Santos, morreu na manhã desta sexta-feira (30) a caminho da escola em Serra Talhada, Sertão de Pernambuco. Familiares informaram que a criança estava em uma van, que fazia transporte escolar, quando colocou a cabeça para fora do veículo e colidiu contra uma porteira. Ainda segundo os familiares, a mãe estava com a menina na van quando o acidente aconteceu, por volta das 6h30 (horário local). A vítima morava com a família no Sítio Cachoeira, zona rural do município, e estudava na Escola Municipal Manuel Pereira Neto. A criança chegou a ser levada para o Hospital Regional Professor Agamenon Magalhães (Hospam), mas já estava morta devido ao forte impacto. O laudo preliminar aponta que Débora quebrou o pescoço. Por meio de nota, a Prefeitura de Serra Talhada lamentou "profundamente a fatalidade ocorrida com a aluna", e também acrescentou que "a família está recebendo toda a assistência necessária". A gestão municipal ainda destacou que a manifesta "os mais sinceros sentimentos de pesar" e deseja "força aos familiares e à comunidade escolar a qual pertencia a aluna". A Prefeitura de Serra Talhada decretou luto oficial de três dias. Não há informações sobre o velório e enterro da menina.

Brasil: Apostador tem horas para não perder 'bolada' de R$ 22 milhões da Mega-Sena

  • 30 Nov 2018
  • 13:19h

Foto: Arquivo Pessoal/ José Carlos Maldonado

Um apostador de São Sebastião (SP) corre o risco de perder o prêmio de R$ 22 milhões da Mega-Sena. Ele foi premiado no concurso 2.074, sorteado no dia 1° de setembro, e ficará sem a 'bolada' caso não retire o valor até esta sexta-feira (30). O prazo é de 90 dias a partir da data do sorteio.O sortudo fez uma aposta simples, que custa R$ 3,50, na lotérica A Milionária, na região central da cidade. No local, o dono colocou uma faixa alertando que a aposta vencedora havia sido feita ali, mas até esta quinta-feira o sortudo não havia buscado o prêmio, segundo a Caixa.Entre os moradores, o clima é de curiosidade. "Todo mundo está falando sobre isso e apostando quem seja o vencedor. A gente acredita que o dono do bilhete tenha perdido. A gente está brincando no comércio que o ganhador é um trabalhador que está disfarçando para não chamar a atenção", disse Renata Costa, que trabalha em uma farmácia próxima à lotérica.O sorteio foi feito em Santa Catarina e as dezenas sorteadas foram 08 - 18 - 23 - 37 - 42 - 58. Além do sortudo de São Sebastião, uma aposta de Passos (MG) também acertou os números. O apostador de Minas Gerais já retirou o prêmio.Com R$ 22 milhões, o apostador poderia comprar itens como cerca de 450 carros populares de R$ 49 mil; 44 apartamentos de R$ 500 mil; ou 2.750 aparelhos de celular de última geração de R$ 8 mil. Na poupança, o valor renderia R$ 81 mil mensais.Caso o valor não seja resgatado até a tarde desta sexta, no prazo limite para essa premiação, o dinheiro será repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).De janeiro a maio de 2018, por causa de prêmios prescritos, foram repassados R$ 128 milhões ao fundo. Em 2017, foram repassados R$ 326 milhões ao Fies.

Antonio Palocci fecha acordo de delação premiada com a PF, em Brasília

  • 30 Nov 2018
  • 07:06h

O ex-ministro Antonio Palocci fechou acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), em Brasília, sobre fatos relacionados à Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão, crimes contra o sistema financeiro e políticos com foro privilegiado no âmbito da Petrobras. A informação foi confirmada pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná. Essa delação, sob sigilo, foi homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, em 28 de outubro deste ano. Foram 23 depoimentos que retratam a atuação de uma suposta organização criminosa no governo federal e também crimes envolvendo o sistema financeiro nacional. O ex-ministro dos governos petistas também deu informações sobre a atuação supostamente criminosa dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em fundos de pensão. Palocci já responde pelas supostas fraudes nos fundos na Operação Greenfield, que está na Justiça Federal, em Brasília.