Vânia Basílio Rocha, de 21 anos, casou-se na tarde desta quarta-feira (16) em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. A jovem é condenada por matar o ex-namorado a facadas, durante o ato sexual, em dezembro de 2015. Já o marido dela cumpre pena por assalto. O casal recebeu autorização da Justiça para oficializar a união em um cartório da cidade.Vânia chegou ao cartório escoltada por agentes do presídio feminino. Ela não usou um vestido branco e manteve o tradicional uniforme prisional para dizer "sim" ao noivo. Já o noivo Luiz Fernando dos Santos, de 31 anos, estava acompanhado de militares do Corpo de Bombeiros, onde cumpre pena. A imprensa não foi autorizada a fazer registros dentro do cartório. Na cerimônia, Vânia e Luiz trocaram alianças e deram um beijo para selar a união estável. Após o casamento, Vânia retornou para a unidade prisional e Luiz Fernando para o batalhão. Segundo a direção do presídio feminino, como o casamento aconteceu após a prisão deles, é necessário autorização judicial para que haja visitas entre eles.Atualmente, o casal não dispõe dessa autorização e vai continuar se relacionando por cartas. Os presos não recebem nenhum benefício em virtude do casamento.
“Esse homem é um psicopata, é um monstro. Ele batia na gente e só sossegava quando via sangue escorrendo”. São com essas palavras que uma das mulheres que estava internada na casa de recuperação Chácara Jovem Resgate descreve o Pastor Edy de Jesus. Ele foi preso, nesta quarta-feira (16), suspeito de praticar violência física e psicológica, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Na terça-feira (15), doze pessoas prestaram depoimento, sendo nove mulheres e três crianças, que relataram as agressões vividas no abrigo. Segundo a Polícia Civil, o local não tinha autorização para funcionar. Para a jovem de 22 anos, que não quis se identificar, os cinco meses de internamento na chácara foram traumáticos. "Eu passei noites de terror lá. Estou muito assustada com essa situação. O que ele fazia com a gente, não se faz nem com um bicho. Ele é muito agressivo. 'Dava' de mangueira, de barrote. Ele já agrediu até meus dois filhos, um de 5 e um de 3 [anos]", afirma a vítima. A irmã dela, de 20 anos, também passou pela unidade de tratamento. Ela conta que apanhou, ficou sem comer e foi obrigada a dormir em um quarto sem luz e com cobras. "Lá era um tratamento, mas nem parecia. A gente deveria ser tratada e não maltratada. Eu era uma das vítimas que ia para o quatro das cobras. Eu já passei dois dias lá sem comer e sem lâmpada. Ele batia na minha cara, eu fui algemada e tudo", diz a jovem.As duas explicam que eram ameaçadas para não contar aos parentes o que acontecia. Quando o contrariavam, elas relatam que apanhavam e recebiam castigos, como proibição de visitas ou ligações. “Quando nossa família chegava, a gente não tinha nem oportunidade [de contar o que acontecia], porque ele ameaçava que se a gente falasse, a gente ia pagar quando nossa família saísse”, diz uma das vítimas. A mãe das garotas conta que ninguém esperava que algo assim pudesse acontecer e que as filhas estão traumatizadas. A família pede justiça. "Na frente da gente, ele demonstrava ser uma ótima pessoa. Mas tudo é uma farsa. Ele não é pastor, é um impostor. Já chorei muito, pedi muito perdão à Deus, porque eu botei minhas filhas lá para se tratarem, se recuperarem e saírem bem. Não para serem maltratadas e espancadas", afirma. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, as investigações tiveram início a partir de informações repassadas pelo Conselho Tutelar do município, na segunda-feira (14). Em visita da equipe da TV Globo à Chácara Jovem Resgate, na terça-feira (15), o pastor Eddy de Jesus, fundador do Ministério Pentecostal, explicou que o tratamento no local era feito "só com orientação espiritual". O religioso negou qualquer tipo de ameça ou maus-tratos, especialmente usando cobras. Segundo ele, as serpentes entravam no local usando árvores próximas ao telhado. Eddy de Jesus ainda afirmou que o único castigo adotado dentro da casa era de se recolher.
O ator Caio Junqueira se envolveu em um grave acidente na altura do Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, na tarde desta quarta-feira (16).Após seu carro capotar, ele ficou preso dentro do veículo, desacordado, e foi socorrido e levado para o Hospital Miguel Couto, no Leblon. Por volta das 16h20, a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela unidade, informou que o paciente seguia em atendimento com o quadro grave.Os primeiros a chegarem ao local foram agentes do Aterro Presente. Segundo a assessoria de imprensa do programa Segurança Presente, Caio está com uma fratura exposta no braço e foi sedado.Familiares contaram ao G1 que o ator foi levado para a sala de trauma e passará por uma cirurgia.O artista de 42 anos atuou no filme "Tropa de elite", interpretando Neto, o aspirante "06" que tentava entrar no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Um de seus últimos trabalhos foi na série "O mecanismo", sobre a Lava Jato. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 13h20 para um capotamento na Avenida Infante Dom Henrique. Segundo testemunhas, o carro teria subido o meio-fio e bateu em uma árvore antes de capotar. As pistas do Aterro foram fechadas após o carro se envolver no acidente e foram parcialmente liberadas por volta das 14h50.Devido às retenções, o Centro de Operações recomenda que os motoristas utilizem a Praia do Flamengo, pelo Túnel Rebouças ou pelo Santa Bárbara.
Entidades que representam delegados e agentes da Polícia Federal temem a sobrecarga sobre o órgão após a flexibilização do porte de armas anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (15). O temor é de que as novas regras causem um aumento da demanda sobre a PF, que atualmente é a única responsável pelo registro das armas legais no país e que está com seu quadro de pessoal defasado. Entre as alterações, o decreto amplia de cinco para 10 anos o prazo para que o registro de posse de uma arma seja renovado e estabelece um limite de quatro armas por pessoa que pode ser ampliado dependendo do caso. Atualmente, o registro de posse e porte de armas é feito exclusivamente por agentes e delegados da PF em todo o Brasil. Para o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal), Edivandir Paiva, a expectativa é de que com a flexibilização das regras, a demanda pelos registros de posse tenderá a crescer e, com isso, aumentará a carga sobre a PF. "Se você flexibiliza os critérios de registro de posse, vai aumentar a demanda. E se aumentar a demanda, vamos precisar de mais gente. Hoje, o déficit de pessoal da PF é muito grande. O cobertor é curto"afirmou. Estima-se que o quadro da PF atualmente seja de 10,8 mil policiais, sendo que há um déficit (cargos vagos) de aproximadamente 4.200. O presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luiz Antônio de Araújo Boudens, diz acreditar que as novas regras vão causar uma sobrecarga inicial na PF. Ele afirma que diversas fases do processo de registro de posse de uma arma demandam a ação de agentes e delegados da PF e que, em razão do quadro enxuto do órgão, a tendência é que os pedidos demorem mais tempo para ser avaliados. "O processo para registrar uma arma no Brasil demanda muito trabalho. É quase uma investigação que se faz para saber se quem está comprando se encaixa no perfil. É um processo que demanda tempo e pessoal. Com o quadro que temos, se houver aumento da demanda, vamos ter problemas", afirmou Boudens. Ele explicou que, para ter acesso a uma arma legalizada, o cidadão precisa ir a uma loja, escolher o produto e preencher o cadastro contendo informações pessoais e a declaração de efetiva necessidade. A loja, então, envia os dados para a PF, que analisa os documentos e as informações para deferir ou indeferir o pedido. Somente após o deferimento do registro é que o comprador pode retirar a arma junto à loja. O registro de posse, no entanto, não permite, obrigatoriamente, que a pessoa possa portar a arma. As regras de porte, mais restritas, não foram alteradas.
Um cartaz colocado no vidro de um carro em Cascavel, no oeste do Paraná, acabou chamando a atenção e viralizando nas redes sociais. Com a frase “Carro lento - minha esposa fez cesária”, o motorista teve a intenção de alertar os outros veículos que poderia trafegar em baixa velocidade. Um dia depois que a família voltou para a casa, lembra o motorista de caminhão Julian José Signoratti - pai da Júlia, de cinco dias, e marido de Daniela de Castilho Baldo -, a sogra teve a ideia de colocar o aviso no carro. “Por causa da cesária, a gente veio devagar. O trânsito muito apavorado, com o povo buzinando, xingando, mostrando o dedo, sentimos necessidade de avisar, porque ninguém estava sabendo o que estava acontecendo”, explicou. De acordo com ele, a mensagem espalhou paciência entre os motoristas. “Deu resultado. Aí ninguém fez mais nada. Teve até gente que buzinou e fez sinal de positivo”, destacou o motorista que disse também ter aprendido a lição. “Você tem que respeitar o próximo.” Desde que a iniciativa foi parar na web, a família só ouve uma pergunta: “E o cartaz?”, contou Daniela. O cartaz, que foi parar no lixo, já que a família não pretende sair de casa até que a mãe se recupere do parto, foi resgatado depois do sucesso na internet. "Nós não esperávamos esta repercussão toda", disse Irene de Castilho. Por causa da fama inesperada, a família decidiu guardar o cartaz já que é a primeira grande história da vida da Júlia e também uma importante lição para se colocar em prática por todos.
A voluntária Gabriella Pereira, de 23 anos, passou os últimos dois anos visitando a menina Jullia, de oito, em um orfanato de São Paulo. Jullia lutava contra a leucemia, um tipo de câncer que começa na medula óssea, tecido responsável pela fabricação de todos os elementos do sangue. A doença se agravou no começo deste ano, e a menina deixou uma carta para Gabriella. "Obrigada por vir me ver"."Ela me ensinou a saber o que é ter um amor de mãe, sem ser mãe. Em não reclamar das coisas, eu nunca vi ela reclamando de nada", disse Gabriella ao G1.A carta chegou na última quarta-feira (9), mesmo dia que Jullia morreu. A carta foi escrita no dia 1º de janeiro em uma agenda da Branca de Neve. O texto começa no dia 27 de janeiro, não por acaso. "É o dia do meu aniversário. A Jullia queria me entregar nesse dia", lembra Gabriella. Mas a voluntária recebeu a carta no mesmo dia que Jullia foi morar 'com papai do céu', como escreveu. "Quero te pedir obrigado por me conhecer, por vir me ver", diz a carta escrita com a ajuda de uma assistente social. "Você é a minha melhor amiga e eu queria que você fosse a minha mãe, pedi para o papai do céu me fazer sarar, porque aí você ia arrumar os documentos e me adotar." "Tia Gabi, eu te amo, e estou pintando as bolinhas do calendário igual você disse e só faltam duas fileiras para o dia do seu aniversário, mas estou muito doente e com dor, por isso, se eu for morar com o papai do céu, não fica triste, porque eu te amo e só você é a minha melhor amiga", assinou Jullia no final da carta. Gabriella conta que até conhecer Jullia fazia trabalhos voluntários com moradores em situação de rua, visitava albergues e orfanatos. Entregava comida, cobertores e fraldas aos desamparados. "Quando conheci a Jullia parei com os projetos e só me dedicava a ela", afirmou. A jovem sempre que podia visitava a menina no orfanato. "Dia das Crianças, aniversário, Natal, entre outras datas, sempre tive comigo que precisava dar uma passadinha pra ver a magrelinha, porque as outras crianças tinham alguém que visitava e ela tinha apenas eu, sua irmã foi adotada quando tinha meses, mais a Júlia estava com 8 e tinha leucemia e lutava pela cura todos os dias", relatou Gabriella em um post que viralizou nas redes sociais. "Tenho comigo que fiz tudo que pude, todos os pedidos que fez em vida foram realizados e não me arrependo de nenhum deles." Ao G1, Gabriella revelou que pensou sim em adotar a menina, mas "Eu sempre tive vontade da adoção desde que conheci ela. Como sou nova é uma decisão muito difícil, não sou casada. Não tenho casa própria, é muito difícil. Não cheguei a dar entrada na papelada." Depois da morte de Jullia, Gabriella, moradora de Barueri, que trabalha no departamento jurídico de um banco em São Paulo, diz que vai parar com o voluntariado. "Nos próximos anos não vou mais trabalhar com isso. Não tenho mais estrutura. Vou seguir minha carreira."
Um senhor de 94 anos colou grau em Direito no último sábado (12), em Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul. Simão Sklar recebeu das mãos do filho o diploma de conclusão do curso. Ao G1, ele contou que é uma emoção muito grande colar grau nesta idade. O filho dele, José Luiz Sklar, também formado em Direito, afirmou que entregar o diploma para o pai “é um pouco até 'antinatural'”. “Normalmente, são os pais que entregam aos filhos", diz. Durante a solenidade, Simão recebeu homenagens de oradores e paraninfos, que o citaram como exemplo de garra e superação. Sem pressa, Simão concluiu o curso em sete anos. Em breve, ele prestará a prova do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e quer fazer pós-graduação. A decisão de voltar a estudar ocorreu quando se tornou viúvo. Três meses após a morte da esposa, que fora sua primeira namorada, ele teve um estalo: “'estou tendo uma atitude covarde, eu não posso fazer isso, que exemplo que eu vou deixar pro meu pessoal?'", se questionou.
O médium João de Deus foi denunciado nesta terça-feira (15) por novos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual mediante fraude durante atendimentos espirituais realizados em Abadiânia. Além disso, o Ministério Público fez um novo pedido de prisão. O documento envolve crimes contra quatro mulheres de Goiás e uma de São Paulo. O médium segue preso no Núcleo de Custódia e nega os crimes. Além das cinco vítimas, a denúncia conta com relatos de mais oito mulheres do Distrito Federal, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Rio Grande do Sul. No entanto, ele não foi denunciado por esses casos por terem prescrito. De qualquer forma, eles ajudam a embasar a denúncia. Os crimes ocorreram entre 1990 e 2018. "A prescrição acontece quando o Estado não é informado a tempo. O prazo máximo para se denunciar é de 20 anos, com uma benesse que reduz o prazo pela metade em caso de menor de idade e se o acusado tem mais de 70 anos", afirmou a promotora de Justiça Paula Moraes. Em nota, o advogado Alberto Toron, que defende João de Deus, disse que "chega a ser medonho o que os membros do MP está fazendo no caso", pois não informam a defesa de nada e marcam interrogatório um dia antes, não dando o tempo necessário para que os advogados leiam todo o documento. Os promotores alegam que infomaram a defesa três dias antes, na sexta-feira (11). Toron pontuou ainda que o proceso "é a antítese do que deve ser um processo no estado democrético de direito". A denúncia foi protocolada no Fórum de Abadiânia às 11h30. O pedido de prisão preventiva contido nela é para proteger as vítimas nas fases de depoimento na Justiça, de acordo com os promotores. “O novo pedido refere-se a preservar a integridade das vítimas e a garantir coleta de depoimentos na fase judicial, tendo em vista que as vítimas relataram temer represálias, aos quais as levaram a não denunciar antes”, disse o promotor Augusto Cezar Borges Sousa.
Um motorista de aplicativo, de 41 anos, foi preso suspeito de estuprar uma passageira e marcar a rede social dele no corpo da vítima, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ele se aproveitou que a jovem, de 22 anos, estava embriagada e não conseguia reagir ao crime.O crime aconteceu na madrugada de sexta (11), quando a vítima deixou uma reunião com amigos e seguiu para casa, na região leste da capital. “Foi uma amiga que chamou o motorista pelo aplicativo. A jovem disse que se lembra apenas de flashs, do motorista vestindo a roupa e mandando ela descer do carro na rua da casa dela”, disse a delegada Ana Elisa Gomes.Em nota, a Uber, empresa na qual o motorista é cadastrado, "lamenta o crime terrível que foi cometido", que "nenhum comportamento criminoso é tolerado" e qie "o motorista foi banido do aplicativo assim que a denúncia foi feita". Além disto, "repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência" De acordo com as investigações, o motorista manteve a vítima no carro por três horas, sendo que o percurso deveria durar cerca de 15 minutos. Na manhã de sexta-feira, a jovem procurou a Polícia Civil para denunciar o crime. “Ela fez exames no IML que comprovaram o estupro. Além disso, o motorista anotou o Instagram dele na canela dela usando uma caneta”, relatou a delegada. O homem foi preso no sábado (12) e ficou em silêncio durante todo o depoimento. Ele vai responder por estupro de vulnerável, devido ao fato da vítima estar embriagada e não conseguir reagir ao crime, e foi encaminhado para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O carro do suspeito também foi apreendido para ser periciado. De acordo com a polícia, ele já tem passagens pela polícia por contrabando e homicídio culposo no trânsito. O homem também trabalha em programas de assistência social vinculados à Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Em nota, a Secretaria de Assistência Social de Aparecida de Goiânia informou que, "desde que ficou sabendo da denúncia e da prisão do suspeito" retirou-o da da função que ele ocupava no órgão e o exonerou do cargo em comissão que ele ocupava desde maio de 2017.
Um casal suspeito de matar um homem em março de 2018, na Zona Leste de Manaus, foi preso e apresentado pela polícia na manhã desta segunda-feira (14). Durante coletiva de imprensa, Ítalo Amaral Pinho, 44, e Silvane Ribeiro da Silva, 26, sorriram e trocaram carinhos e beijos. Em depoimento, o homem confessou o crime. De acordo com a Polícia Civil, o casal é suspeito de participação no homicídio de um homem de 32 anos, ocorrido no dia 23 de março de 2018. Além do casal, outras duas pessoas suspeitas, um pastor e uma missionária, já foram presas. Desde o início, ainda em 2018, a investigação da Polícia Civil apontava que a vítima teria um relacionamento amoroso com Silvane, apresentada nesta segunda-feira, e a outra mulher já presa, uma missionária. Todos os envolvidos no crime frequentavam a mesma igreja. Conforme o delegado-adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs), Charles Araújo, o crime foi passional e, agora com a prisão do casal, o caso é considerado elucidado. “Nas primeiras apurações a gente já levantou que ele [vítima] teria sido atraído para o local de oração, culto de alguns evangélicos, por duas mulheres, as quais ele [vítima] teria envolvimento amoroso. Em abril, prendemos o primeiro casal e, em depoimento, eles não negaram o crime e colocaram a participação de forma ‘branda’. O outro casal, o de hoje, localizamos em locais distintos”, explicou o delegado. Para a polícia, os suspeitos informaram que “não queriam matar a vítima, apenas ‘dar uma surra’ por conta do envolvimento dele com as duas mulheres”, completou. O homem foi assassinado com golpes de arma branca. Ítalo Pinho confessou a autoria do homicídio. Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (14) na sede da Dehs, o casal sorriu e se beijou diante das câmeras. Os suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado. Após os procedimentos cabíveis na unidade policial, por meio de um mandado de prisão temporária, eles serão encaminhados para unidades prisionais do Amazonas.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (14) pelo jornal "Folha de S. Paulo" aponta que 84% das pessoas que responderam à enquete são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Segundo a pesquisa, 14% são contrários à alteração da lei, 2% são indiferentes ou não opinaram. Segundo o jornal, a pesquisa foi feita entre 18 e 19 de dezembro de 2018 e ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A alteração da idade mínima para que uma pessoa possa ser presa por um crime é alvo de projetos em tramitação no Congresso. Atualmente, infratores entre 12 e 18 anos vão para os sistemas de cumprimento de medida socioeducativa, geridos pelos governos estaduais.
Opinião sobre a redução da maioridade penal, segundo a pesquisa:
favoráveis: 84%
contrários: 14%
indiferentes: 2%
De acordo com a pesquisa, entre favoráveis à redução, 33% defendem que a medida deve valer somente para determinados crimes, enquanto 67% acham que ela deve ser aplicada a todos os tipos.Os entrevistados na pesquisa apontaram a idade mínima de 15 anos, em média, para que uma pessoa possa ser presa por um crime. Para 45%, a faixa etária mínima deveria ser de 16 a 17 anos. Todos os recortes:
Uma cabeça humana com uma sigla escrita na testa foi encontrada, neste domingo (13), na calçada da Avenida Perimetral Norte, em frente ao Shopping Passeio das Águas, na região norte de Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, ela foi achada por um pedestre que passava pelo local e se assustou ao se deparar com o fato. O caso é investigado pela corporação. A cabeça foi encontrada no início da manhã deste domingo e foi recolhida pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia por volta das 8h30. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), ela estava próxima ao meio-fio da via, na calçada do shopping, com cortes na testa gravando a sigla “TD2”. Após encontrar a cabeça, o pedestre acionou a Polícia Militar, que, por meio do 9º Batalhão, compareceu ao local e isolou a área até a chegada das equipes das polícias Civil e Técnico-Científica. Conforme a DIH, o restante do corpo da vítima não foi localizado após buscas nas imediações. A cabeça foi levada ao IML e, segundo o órgão, não havia sido identificada até as 10h10 deste domingo. A Polícia Civil suspeita que seja um homem com idade aproximada de 30 anos. Em relação à sigla, o G1 apurou que o termo faz alusão à gíria “tudo dois”, que significa “tudo em paz”, termo também utilizado por facções criminosas. No entanto, a corporação não divulgou nenhuma informação sobre qual pode ser o real sentido da inscrição na testa da vítima.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.114 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (12) em São Paulo (SP). O prêmio acumulou novamente. Veja as dezenas sorteadas: 17 - 25 - 30 - 35 - 42 - 57. A quina teve 70 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 34.091,54. Outras 4.376 apostas acertaram a quadra; cada uma receberá R$ 779,05. O próximo sorteio será na terça-feira (15). O prêmio é estimado em R$ 25 milhões. A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, de acordo com a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e a Polícia Civil estão investigando a conduta de Marcos Vieira, funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Imperatriz, a 626 km de São Luís, que foi denunciado após ter negado o envio de uma ambulância a uma idosa que tinha sofrido um acidente e estava ferida na cidade. O atendente do Samu foi afastado das suas funções.O Coordenador-geral do Samu, Alexsandro Freitas, disse que o médico é quem tinha que decidir sobre o procedimento quando a ambulância foi solicitada. “O telefonista em momento nenhum decide nada. Apenas colhe informações e qualquer decisão é tomada pelo médico regulador, que é o médico sanitarista, que é o médico da Central de Regulação de Urgências”, explicou. O atendente do Samu, Marcos Vieira, é servidor público concursado. A Prefeitura de Imperatriz emitiu uma nota e determinou o desligamento dele das funções e a abertura de inquérito administrativo que pode resultar na demissão dele.Por telefone o atendente, que trabalha no Samu há dois anos, reconheceu o seu erro e alegou está passando por problemas. “Eu cometi erro sim. De não ter terminado a ocorrência e passado para o médico. Esse foi o meu erro. Porque quem ordena e quem classifica o nível são os médicos. Simplesmente foi um erro meu que eu cometi. Uma coisa sem pensar, também, há alguns dias tô passando por dificuldade familiar”, desabafou.A Prefeitura de Imperatriz classificou como lamentável e inadmissível a negativa de atendimento cometida pelo servidor do Samu. Determinou o imediato desligamento de Marcos Vieira das funções e abertura de inquérito administrativo para uma provável demissão por entender que os fatos são inquestionáveis. A Prefeitura ainda informou que todo o material gravado e as investigações administrativas será repassado à Polícia Civil e ao Ministério Público para ajudar na apuração do crime de omissão de socorro.
Um vereador passou por cima do capô de um carro em São Bento do Sul, no Norte catarinense, que estava parado na faixa de pedestre na terça-feira (8). As câmeras de segurança da Polícia Militar registraram o momento.O caso ocorreu na Rua Felipe Schmidt, no Centro da cidade, por volta das 15h. O pedestre é Daguimar Nogueira, de 57 anos, que atua no Legislativo do município pelo PSB. O parlamentar conta estava atravessando a rua em direção ao estacionamento de um supermercado. Ao se deparar com o carro parado na faixa de pedestre, resolveu passar por cima do veículo. "Foi uma atitude impulsiva e instintiva. Uma forma de fazer um protesto", disse Nogueira. Pelas imagens, o carro ainda tenta arrancar com o homem em cima. O vereador diz que seguiu pela faixa sem olhar para trás. "Atravessam tantos direitos do cidadão brasileiro, que isso é só a ponta do iceberg", afirmou o vereador. Ainda segundo ele, no município não é comum carros pararem em cima da faixa de pedestre. O carro é de uma empresa chamada Grupo Makena. Em nota, o setor de logística da companhia informou que está "apurando possíveis responsabilidades pela infração de trânsito mostradas nas imagens".