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- iBahia
- 28 Fev 2019
- 20:08h
(Foto: Divulgação)
De acordo com a Defesa Civil, subiu para 182 o número de mortos identificados da tragédia da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A atualização foi feita na noite desta quarta-feira (27). De acordo com o balanço, 126 pessoas estão desaparecidas nos rejeitos espalhados da barragem 1, na Mina Córrego do Feijão. O acidente aconteceu no dia 25 de janeiro. Incertezas Pela estimativa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, os trabalhos deverão se estender por três a quatro meses após o rompimento. Os rejeitos atingiram o Rio Paraopeba, e o governo de Minas proibiu o consumo da água, devido ao risco de contaminação. Não há estimativa de suspensão da medida.
- Correio Braziliense
- 28 Fev 2019
- 19:04h
(Foto: Reprodução)
Líder do governo no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pode rever alguns pontos da proposta de reforma da Previdência, inclusive a idade mínima de aposentadoria para as mulheres. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (28/2), a parlamentar confirmou que o governo negocia emendas e cargos para viabilizar a aprovação da Proposta de Emenda à Constiuição (PEC), que considerou um movimento "saudável", parte do processo político. "É saudável, desde que as emendas sejam levadas para o bem da população. Não existe chantagem", disse, acrescentando que há boa vontade para negociar as questões envolvendo o projeto, ainda que o governo corra o risco de ver a reforma desidratar. A deputada afirmou que se reuniu com a euipe de Economia logo após o presidente Jair Bolsonaro falar, durante café da manhã com jornalistas, que poderia derrubar a idade mínima de 62 anos para mulheres se aposentarem. "Conversei com a equipe econômica. O Congresso Nacional tem poder de mexer na reforma, mas precisa entender que a cada mexida corremos o risco de perder na economia (prevista para R$ 1 trilhão em 10 anos). Mas o presidente é muito sensível (...)". A líder governista também foi questionada sobre a abertura excessiva de concessões, que pode causar a desidratação do texto. "O que (o presidente) está fazendo é mandar recado, dizer que está disposto a negociar". Ainda sobre as concessões antes da negociação de fato, Joice afirmou que "quem vai fazer articulação somos nós (líderes do governo). O presidente nos dá sinalização e nós negociamos. Tenho certeza que o Congresso vai ter responsabilidade com Nova Previdência", completou. Embora tenha se colocado como "parte de um time", Joice desmarcou o almoço com o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), enfraquecido pela falta de articulações e de alianças na Casa. "Tenho uma pila de projetos para avaliar. Desmarcamos o almoço mar vamos tomar um café. Falar que ele foi escanteado é fofoca", defendeu.
- Correio Braziliense
- 28 Fev 2019
- 17:13h
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Um homem suspeito de furto e invasão de residência usou um método inusitado para tentar enganar a polícia. Após furtar o celular e entrar em uma casa para se esconder, o acusado, percebendo a entrada de policiais no imóvel, tirou as roupas e deitou no sofá apenas de cueca, tentando, assim, se passar por morador da residência. De acordo com informações da Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom), o caso aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (27/2), na QL 1 do Itapoã II. O suspeito furtou o celular de um pedestre e fugido correndo, sendo seguido pela vítima, que o viu entrar em uma casa.Com os gritos, um grupo de pessoas acabou se juntando em frente à residência, chamando a atenção de uma equipe da Polícia Militar que passava pelo local. A vítima do furto explicou a situação e indicou que o suspeito trajava uma jaqueta azul com capuz. Os militares, então, bateram no portão, chamando a atenção dos cachorros, e viram, nesse momento, o homem com as roupas descritas pela vítima tentando acalmar os animais e entrando na casa. Após receber autorização para entrar no imóvel, os policiais encontraram o suspeito, que havia tirado as roupas e deitado no sofá apenas de cuecas. Ele tentou alegar que não sabia de nada e que era morador da casa, mas foi reconhecido pelo homem que teve o celular furtado. O objeto também foi encontrado no chão de um dos cômodos. Ainda segundo as informações da PCDF, o assaltante se encontrava alterado, aparentemente sob efeito de álcool e drogas. Ele foi levado para a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), onde não teve condições de prestar depoimento aos agentes.
Foto: Reprodução
Um professor de matemática foi agredido por um aluno de 16 anos com socos, pontapés e até uma "voadora" em uma escola pública de Ceilândia, no Distrito Federal. O caso ocorreu na última segunda-feira (25). A cena foi gravada pelas câmeras de segurança do Centro de Ensino Fundamental 25.Giuliano Rodrigues Santos tem 36 anos e é professor de matemática há 12 anos. Ele disse que estava dando aula, no turno da noite, quando o adolescente "se descontrolou" e saiu da sala.Segundo relato de Giuliano à polícia, a discussão começou quando o aluno discordou de uma resposta apresentada por ele. Ao ser repreendido, o aluno teria embolado o papel da atividade e arremessou contra o rosto do professor. A agressão teria começado quando o aluno saiu da sala seguido pelo professor.As imagens mostram o aluno no corredor e o professor, atrás dele. Os dois discutem. Em seguida, o adolescente dá um soco na boca de Giuliano.Estudantes e outros professores começam a sair das salas de aula. Mas o adolescente continua a agressão com chutes e até uma voadora no professor.
Foto: Arquivo pessoal
Um jovem trabalhador que estava desaparecido em uma fazenda no Distrito de Deciolândia, em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (26). Quatro colegas dele foram presos suspeitos de matar a vítima depois de uma discussão. Gabriel Rodrigues do Nascimento, de 20 anos, estava desaparecido desde sábado (23) depois que jantou com colegas e foi a pé até um alojamento na mesma fazenda. Ele trabalhava como classificador de grãos de uma empresa multinacional em uma propriedade rural e estava no primeiro dia de trabalho em um armazém de grãos. O rapaz era morador de Tangará da Serra, a 242 km da capital. Além de Gabriel, um colega dele, Fernando Silveira, também havia desaparecido. A Polícia Militar descobriu que Fernando foi o principal suspeito de cometer o crime. Fernando foi preso depois de pegar carona em um caminhão na região. Antes, a polícia tinha recebido informações que ele tentava pegar carona com caminhoneiros em uma rodovia. “Ele confessou o crime e informou que outras pessoas estavam envolvidas. Mais três suspeitos foram presos e conseguimos localizar o corpo do Gabriel”, disse o tenente da PM, Natan Alves. Segundo o gerente da fazenda, Gabriel e Fernando teriam discutido no dia em que a vítima desapareceu. Eles teriam levado bebidas alcoólicas para o alojamento. A prática é proibida na empresa, de acordo com o gerente. Conforme os policiais, Gabriel teria sido morto em uma discussão com os colegas. Ele foi atingido por golpes de faca e teve o corpo jogado em uma lavoura. Os quatro suspeitos foram levados para a Polícia Civil de Tangará da Serra. As atividades na fazenda foram paralisadas por conta do crime.
Foto: Divulgação / TJBA
Uma em cada cinco mulheres vítimas de violência diz ter sido agredida por um vizinho, informa pesquisa do Instituto Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgada nesta terça-feira (26). Nos últimos 12 meses, esse tipo de agressão cresceu e chegou a 21,1% dos casos relatados – na pesquisa anterior, de 2017, eram 3,8%. Dentre as mulheres ouvidas, 27,4% disseram que sofreram algum tipo de agressão no último ano e 76,4% das vítimas afirmaram que o agressor era alguém conhecido. No levantamento anterior, com dados referentes a 2016, eram 61%. O vizinho como principal autor da agressão fica atrás apenas do namorado ou companheiro. Veja ranking dos agressores:
- Cônjuge/companheiro/namorado (23,8%)
- Vizinhos (21,1%)
- Ex-cônjuge/ ex-companheiro/ex-namorado (15,2%)
- Pai ou mãe (7,2%)
- Amigos (6,3%)
- Irmãos (4,9%)
- Patrão ou colega de trabalho (3%) A categoria “vizinho” nem chegava a constar nas opções do questionário da pesquisa, mas após ser tão citada na categoria “outros”, foi incluída como resposta. (Veja abaixo casos em que os vizinhos agrediram mulheres.) Em sua segunda edição, a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil" ouviu 1.092 mulheres acima de 16 anos nos dias 4 e 5 de fevereiro deste ano, em 130 municípios do país. Quando perguntadas onde sofreram a agressão:
- Em casa (42%)
- Na rua (29,1%)
- Internet -redes sociais e aplicativos (8,2%)
- Bar, balada (2,7%)
- Na escola, faculdade (1,4%)
- Outro lugar (9%)
Em 2017, apenas 1,2% disse ter sofrido violência a partir de contato no mundo virtual. De acordo com uma projeção feita pela pesquisa, nos últimos 12 meses, 12.873 mulheres foram agredidas por dia, o que significa 536 por hora e 9 por minuto. Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, apesar dos índices elevados de violência urbana no país, é em casa que é registrada a maior parte dos crimes que vitima as mulheres. "Dado o crescimento expressivo dos conhecidos entre os agressores, de 61% pra 76%, eu acho que podemos afirmar que há um incremento da violência contra a mulher no âmbito doméstico, privado." "Pensamos muito na violência com uma lente das dinâmicas de criminalidade urbana, mas o fato é que as mulheres estão sendo agredidas, abusadas e mortas por pessoas com quem elas tinham algum tipo de relação estabelecida, com pessoas de seu convívio", afirma. E completa: "Acho que isso é extremamente cruel porque o algoz em geral é o companheiro ou amigo, alguém que você não espera, ou pelo menos que não deveria ser o seu agressor". Segundo Jacira Melo, diretora-executiva da Agência Patrícia Galvão, organização voltada para os direitos das mulheres, as mulheres estão denunciando mais e, como consequência, verifica-se aumento nos crimes de violência nas relações interpessoais. "É possível afirmar que a violência contra as mulheres se tornou um dos problemas públicos de maior visibilidade social e política no país. Após mais de 12 anos de vigência da Lei Maria da Penha observa-se que as mulheres têm cada vez mais consciência que têm direito a uma vida sem violência", diz Jacira. "É possível dizer com certeza que há quebra do silencio por parte das mulheres e aumento nas denúncias. E em consequência no aumento dos crimes de violência nas relações interpessoais."
Foto: Henrique Coelho / G1
A polícia afirma que o espancamento da paisagista Elaine Caparroz, de 55 anos, foi premeditado. O inquérito policial referente à prisão em flagrante do agressor foi dado como encerrado nesta segunda-feira (25) e Vinícius Serra foi indiciado por tentativa de feminicídio. "Nós estamos mandando para a Justiça todos os elementos aqui, mas nós não esgotamos esforços em juntar todos os elementos probatórios para tentar manter a prisão desse rapaz. Esse rapaz é nocivo à sociedade, ele não pode viver em sociedade", disse a delegada da 16ª DP, Adriana Belém. A titular da delegacia explicou que existe a possibilidade de que a agressão tenha ocorrido por vingança. "Ele [o agressor] solicitou a amizade dela no Instagram quando o filho, que mora fora do país, postou uma foto com ela. Ela ganhou muitos seguidores e, a partir daí, esse contato começou, em julho", explicou Adriana Belém. A delegada afirmou que não vê o crime como possível surto psicótico, e acrescentou que Vinícius mordia a vítima, arrancava pedaços e, em seguida, cuspia. Vítima faz apelo à Justiça Ao deixar a delegacia, Elaine agradeceu a policiais, pessoas que a socorreram no dia do espancamento e médicos. A vítima também fez um apelo para que a Justiça "ratifique" o trabalho feito pela delegacia e lembrou que muitas mulheres não têm essa oportunidade. "Espero de coração que isso mude no Brasil e que a Justiça possa dar uma atenção maior, para que a gente possa combater esse tipo de crime e evitar que esses delinquentes fiquem soltos e não paguem, que tenham penas mais rígidas. Não adianta nada você denunciar e depois eles saem, com convívio normal, e depois voltem a cometer novos crimes", disse Elaine. Mais cedo, ao chegar na DP, Elaine já tinha dito que iria depor e lutar por justiça "por todas as mulheres que já passaram por isso". Em entrevista ao Fantástico neste domingo (24), Elaine também afirmou que tem certeza que o agressor a dopou.
(Foto: Divulgação)
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (25), na Colômbia, que o governo brasileiro acredita que é possível encontrar uma solução "sem qualquer medida extrema" para, segundo ele, "devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas". Mourão deu a declaração durante pronunciamento em encontro do Grupo de Lima realizado nesta segunda em Bogotá. O governo brasileiro foi representado pelo vice-presidente e pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O Grupo de Lima foi criado, em 2017, por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar o regime Nicolás Maduro a restabelecer a democracia na Venezuela. Além de Brasil e Peru, mais 11 países integram o grupo: Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai. "O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema que nos confunda com aquelas nações que serão julgadas pela história como agressoras, invasoras e violadoras das soberanias nacionais", discursou Mourão diante dos representantes dos outros países do Grupo de Lima. O vice-presidente ressaltou ainda que, no contexto atual, o governo brasileiro reconhece que a Venezuela "não vai conseguir se livrar sozinha do regime Maduro". De acordo com ele, só haverá uma alternância de poder no país sul-americano se houver uma ajuda externa. Ele ponderou que a comunidade internacional deve avaliar a imposição de ainda mais sanções contra o regime chavista. Mourão sugeriu pressão sobre Caracas por parte de organismos internacionais – como as Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) – e também agências de aplicação de tratados internacionais, tribunais e bancos de fomento e investimentos."À luz dos acontecimentos acumulados há mais de uma década, sabemos que a Venezuela não vai conseguir se libertar sozinha da opressão do regime chavista. A hora é de solidariedade latino-americana" (Hamilton Mourão) O vice-presidente brasileiro também destacou que, nos últimos anos, houve uma corrida armamentista na Venezuela patrocinada pelo regime chavista. Segundo Mourão, as compras de equipamentos bélicos sofisticados por parte de Caracas desde 2009 contrastam com o fato de a América do Sul ser a região menos militarizada do mundo. Ele também acusou integrantes do governo Maduro de estarem envolvidos com crimes transnacionais. Em janeiro, o Itamaraty divulgou nota na qual afirmava que o regime chavista é baseado no tráfico de drogas e de pessoas e no terrorismo. Mourão diz que saída de Maduro da Venezuela seria solução pacífica para o país.
Foto: Site Dourados
Uma mulher de 38 anos matou o filho de 18 com uma facada ao ser agredida na tarde desse domingo (24), em Dourados, região sul do estado. De acordo com a polícia, a indígena estava em um bar quando o jovem chegou, agressivo, atingiu-a com um murro no peito e puxou os cabelos dela. De acordo com o delegado Lupérsio Degerone, a mulher informou em depoimento que carregava uma faca escondida e, ao ser agredida, usou a arma para defender-se. Ainda segundo Degerone, a suspeita disse que, após as agressões, ela o atingiu com um golpe na região do coração e saiu do local. Em seguida, jogou a faca fora. O delegado Rauali Kind, plantonista da delegacia neste domingo (24), foi até o local e disse que uma quantidade de cabelo, que seria da mãe da vítima, foi encontrada na mão do rapaz. Durante o depoimento, ela também comentou sobre a briga que teve com o filho, cujo motivo seria o furto da bicicleta dela no dia anterior ao crime, e que o jovem teria cometido vários furtos na aldeia em que moravam. O rapaz morreu no local. Em depoimento à polícia, a autora disse que, na hora do crime, pensou ter acertado o braço do rapaz. Ela também ressaltou ao delegado que o próprio filho já a teria agredido outras vezes e que estava cansada te ter vários objetos furtados por ele. Nenhum dos dois tem passagem pela polícia. Segundo Degerone, após o crime, a mulher foi para a aldeia Bororó, comunicou sua liderança e, de forma espontânea, se apresentou à polícia. O delegado ouviu a mulher e ela foi liberada. A mulher vai responder ao inquérito em liberdade porque não fugiu e teria agido em legítima defesa. O G1 tenta contato com a defesa da indígena. O caso foi registrado como homicídio.
Foto: Reprodução
A paisagista Elaine Caparroz, de 55 anos, acredita que pode ter sido alvo de uma tentativa de vingança de Vinícius Serra, 27 anos, que está preso por tentativa de feminicídio. Ela foi violentamente espancada por quatro horas no apartamento onde mora na Barra da Tijuca, Zona Oeste, na madrugada de sábado (16). "Em algum momento ele falou pra mim: 'Ah, eu gostaria da sua opinião'. Eu falei: 'Sobre o quê?'. Ele falou assim: 'Eu tenho um amigo que quer muito se vingar de alguém e ele pensa em matar essa pessoa. Nossa, meu amigo tá muito bravo! Ele quer realmente matar. O que você acha disso?'. Eu falei: 'Nossa, que conversa, né? Que conversa mais louca"", lembra Elaine, que deve prestar depoimento na 16ªDP (Barra) no início da tarde desta segunda-feira (25). Ainda de acordo com a paisagista, uma agressão dessa não pode ter ocorrido de forma gratuita. "Não sei por que, mas eu achei muito estranho. Qual motivo de uma pessoa fazer isso gratuitamente? Eu não faço mal para ninguém. Deve ter algum motivo. Eu achei essas perguntas dele estranhas, por que ele ia perguntar isso? E por que ele fez isso comigo? Não sei. Talvez alguma rixa, não é? Mas não posso afirmar que seja com isso. Tem que ser investigado porque eu acho que é uma agressividade gratuita, ele quase me matou, eu quase morri", afirmou.
Foto: Reprodução/TV Globo
A vida da atriz Cristiane Machado, 35, se resume a reuniões com advogados e terapia, três meses após sofrer uma tentativa de feminicídio e conseguir que seu marido e agressor, o empresário Sergio Thompson-Flores, fosse preso. Os encontros com a psicóloga acontecem duas vezes por semana, e ela considera as sessões um dos poucos momentos que a acalmam -- os outros são o colo da mãe e a expectativa pelos lançamento de dois filmes em que ela atua: "Fear" e "Quando Chega a Hora de Esquecer", previstos para estar no cinema no segundo semestre. "Pelo menos um alívio em meio a esse caos", diz. Cristiane denunciou o ex-marido por violência doméstica e tentativa de feminicídio. Por medo de ser morta e de os pais serem assassinados por ele, ameaças que ela recebia constantemente, a atriz instalou câmeras na casa onde o casal morava, no Rio de Janeiro. Ela divulgou os vídeos das agressões à imprensa assim que ele foi preso, em 25 de novembro de 2018. "Ele é muito poderoso. Sem as câmeras, ninguém acreditaria em mim. Eu continuo com medo de morrer. A cada pedido de habeas corpus, eu passo mal de tão apavorada que fico".Cristiane sofre de uma labirintite, causada por uma perfuração no tímpano após um tapa que levou de Sergio, e afirma que ainda é ameaçada por ele de dentro da cadeia, por meio de cartas enviadas pelos advogados dele.
Foto: Reprodução/TV Globo
O jornalista Roberto Avallone, de 72 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (25), informou o Hospital Santa Catarina, em São Paulo. Ele foi vítima de parada cardiorrespiratória. Avallone passou mal em casa e foi levado pelos bombeiros ao centro médico na Avenida Paulista. A morte foi constatada por volta das 9h. Informação sobre o local do velório ainda não foi divulgada. Um dos nomes mais conhecidos do jornalismo esportivo, Avallone começou a carreira na década de 1960 no jornal Última Hora. Trabalhou no Jornal da Tarde, onde ficou por mais de 23 anos, e participou de coberturas marcantes, como as Copas do Mundo de 1978, na Argentina, e de 1986, no México. Em rádio, fez parte das maiores emissoras, entre elas Eldorado, Jovem Pan, Rádio Globo, Rádio Bandeirantes e Rádio Capital. Na TV Gazeta de São Paulo, foi diretor de esportes da emissora e destacou-se no programa Mesa Redonda. A maneira como usava a pontuação nas frases virou sua marca registrada: quando perguntava algo para os colegas de bancada, terminava a frase dizendo “interrogação”. Mesma lógica usava para elogiar: “Que golaço, exclamação”. Ficou na rede televisiva até 2003, quando foi para a RedeTV!, e, depois, para a TV Bandeirantes. Depois, foi para o SporTV. Em 2012, ganhou um blog no UOL, que alimentou até este fim de semana. Sua última postagem foi na madrugada de domingo: uma análise sobre a situação do Santos e do Palmeiras após empate em zero a zero no jogo pelo campeonato paulista.
Foto: Emily Costa/G1 RR
Conflitos em localidades venezuelanas perto da fronteira com o Brasil deixaram cerca de 25 mortos e 84 feridos desde sexta-feira (22), segundo Emilio González, prefeito da municipalidade de Gran Sabana. Opositor de Maduro, ele contou ter usado rotas clandestinas para chegar a Roraima, onde pediu ajuda internacional neste domingo (24). Na região de Gran Sabana, administrada por González, fica a cidade de Santa Elena de Uairén, a 15 quilômetros do Brasil, e a localidade deKumaparakay, a cerca de 85 quilômetros da fronteira, onde houve o primeiro conflito. Esses números de mortos e de feridos não foram citados por fontes oficiais, tanto do presidente Nicolás Maduro, quanto de grupos ligados ao autoproclamado presidente Juan Guaidó. Emilio, que é um índio pemon, afirma que está sendo perseguido pelo governo de Nicolás Maduro, do qual é opositor. Ele veio para o Brasil por meio da mata, em rotas clandestinas e deixou a cidade de Santa Elena por volta das 18h de sábado, chegando a Pacaraima por volta das 11h deste domingo.Segundo o prefeito, há uma ordem de prisão para ele, feita pelos chavistas. Ele afirmou que o município de Santa Elena está "tomado pelos pranes (chefes de facção), pelos sindicatos do governo" e que são "os pranes, sindicatos do crime (grupos que controlam as áreas de garimpo) e militares venezuelanos" que estão matando as pessoas. "Neste momento estamos passando um momento difícil. Estamos em emergência. O narco governo de Nicolás Maduro está arremetendo contra um povo que necessita de paz e tranquilidade. O único rincão que tínhamos em Venezuela foi tomado por Maduro. Estão atacando. Tem sangue no caminho, nas ruas. Estamos sofrendo, portanto peço ajuda internacional porque estamos passando um momento difícil. Precisamos de ajuda", disse. Segundo Rocky Ramsammy, enfermeiro venezuelano que fez três viagens com feridos de Santa Elena para Pacaraima, "estamos tratando os feridos pela gravidade do ferimento, porque não temos insumos para tratá-los". Ele disse que no hospital o clima estava tranquilo, mas que na estrada tinham muitos militares. Ramsammy falou em 4 mortos e 45 feridos.
Foto: Reprodução/Google Street View
O professor Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, anunciou que pretende abandonar a profissão. A decisão, tomada após 20 anos de magistério, foi tomada após a agressão que sofreu por parte de um aluno de 14 anos, dentro da sala de aula de uma escola estadual de Lins (SP). O ataque foi um dos dois casos de agressão a professores registrados na cidade na sexta-feira (22) envolvendo alunos menores de idade. Em outra escola, um professor de 41 anos e um cuidador, de 23, foram agredidos e ameaçados por um aluno de 12 anos. Paulo Procópio, que dá aulas de história e geografia há três anos na escola estadual Otacílio Sant’anna, no Parque Alto de Fátima, explicou que já tem tempo para se aposentar, mas admitia seguir trabalhando após obter o benefício. “Estou horrorizado. A gente sempre ouvia falar em casos de violência dentro de salas de aula, mas confesso que nunca imaginei passar por isso. Já estava decepcionado com a falta de respeito dos alunos, mas essa agressão foi demais”, disse ao G1.Paulo Procópio ainda se recupera dos ferimentos no rosto que sofreu após ser agredido pelo aluno. Ele precisou levar seis pontos cirúrgicos no rosto e mais dois no supercílio para fechar os cortes provocados pelos socos desferidos pelo aluno e também pelo caderno que foi atirado durante o ataque.Paulo Procópio ainda se recupera dos ferimentos no rosto que sofreu após ser agredido pelo aluno. Ele precisou levar seis pontos cirúrgicos no rosto e mais dois no supercílio para fechar os cortes provocados pelos socos desferidos pelo aluno e também pelo caderno que foi atirado durante o ataque.
Foto: Arquivo pessoal
O jovem Cássio Cruz Silva Pereira, de 27 anos, que estava entre os baianos desaparecidos na tragédia de Brumadinho (MG), foi encontrado morto na manhã deste sábado (23).De acordo com a esposa da vítima, Daniela Pereira, Cássio foi achado na área atingida após o rompimento da barragem de rejeitos minerais da Vale, ocorrido no dia 25 de janeiro. No entanto, ela não soube precisar em qual parte. O baiano era da cidade de Mata de São João, na região metropolitana de Salvador. Contudo, segundo Daniela, o sepultamento foi realizado na cidade de Mário Campos (MG), onde a família mora, na tarde deste sábado. A mulher, que também é baiana, contou que não pôde participar do enterro porque está em Mata de São João, com o filho do casal, de 4 anos. Daniela voltou para a Bahia após a tragédia e informou à reportagem que não pretende voltar para Minas Gerais. Daniela e Cássio eram casados há quase 5 anos. O casal foi para Mário Campos (MG) há 3 anos. O pai de Cássio já morava na cidade há algum tempo. Cássio era funcionário de uma terceirizada da Vale, junto com o pai, Carlos Augusto Santos Pereira, de 49 anos. Além de Carlos, Alex Mário Moraes Bispo, de 22 anos, e o tio Ademário Bispo, de 51, naturais da cidade de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia, estão desaparecidos. Outros três baianos foram encontrados mortos na tragédia. O primeiro deles foi Ednilson dos Santos Cruz, de 23 anos, que foi localizado em 29 de janeiro. O segundo foi Tiago Coutinho do Carmo, de 34 anos, que foi encontrado em 17 de fevereiro. O terceiro foi George Conceição de Oliveira, de idade não divulgada, que foi achado em 19 de fevereiro.