Um senhor de 94 anos colou grau em Direito no último sábado (12), em Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul. Simão Sklar recebeu das mãos do filho o diploma de conclusão do curso. Ao G1, ele contou que é uma emoção muito grande colar grau nesta idade. O filho dele, José Luiz Sklar, também formado em Direito, afirmou que entregar o diploma para o pai “é um pouco até 'antinatural'”. “Normalmente, são os pais que entregam aos filhos", diz. Durante a solenidade, Simão recebeu homenagens de oradores e paraninfos, que o citaram como exemplo de garra e superação. Sem pressa, Simão concluiu o curso em sete anos. Em breve, ele prestará a prova do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e quer fazer pós-graduação. A decisão de voltar a estudar ocorreu quando se tornou viúvo. Três meses após a morte da esposa, que fora sua primeira namorada, ele teve um estalo: “'estou tendo uma atitude covarde, eu não posso fazer isso, que exemplo que eu vou deixar pro meu pessoal?'", se questionou.
O médium João de Deus foi denunciado nesta terça-feira (15) por novos crimes de estupro de vulnerável e abuso sexual mediante fraude durante atendimentos espirituais realizados em Abadiânia. Além disso, o Ministério Público fez um novo pedido de prisão. O documento envolve crimes contra quatro mulheres de Goiás e uma de São Paulo. O médium segue preso no Núcleo de Custódia e nega os crimes. Além das cinco vítimas, a denúncia conta com relatos de mais oito mulheres do Distrito Federal, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Rio Grande do Sul. No entanto, ele não foi denunciado por esses casos por terem prescrito. De qualquer forma, eles ajudam a embasar a denúncia. Os crimes ocorreram entre 1990 e 2018. "A prescrição acontece quando o Estado não é informado a tempo. O prazo máximo para se denunciar é de 20 anos, com uma benesse que reduz o prazo pela metade em caso de menor de idade e se o acusado tem mais de 70 anos", afirmou a promotora de Justiça Paula Moraes. Em nota, o advogado Alberto Toron, que defende João de Deus, disse que "chega a ser medonho o que os membros do MP está fazendo no caso", pois não informam a defesa de nada e marcam interrogatório um dia antes, não dando o tempo necessário para que os advogados leiam todo o documento. Os promotores alegam que infomaram a defesa três dias antes, na sexta-feira (11). Toron pontuou ainda que o proceso "é a antítese do que deve ser um processo no estado democrético de direito". A denúncia foi protocolada no Fórum de Abadiânia às 11h30. O pedido de prisão preventiva contido nela é para proteger as vítimas nas fases de depoimento na Justiça, de acordo com os promotores. “O novo pedido refere-se a preservar a integridade das vítimas e a garantir coleta de depoimentos na fase judicial, tendo em vista que as vítimas relataram temer represálias, aos quais as levaram a não denunciar antes”, disse o promotor Augusto Cezar Borges Sousa.
Um motorista de aplicativo, de 41 anos, foi preso suspeito de estuprar uma passageira e marcar a rede social dele no corpo da vítima, em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, ele se aproveitou que a jovem, de 22 anos, estava embriagada e não conseguia reagir ao crime.O crime aconteceu na madrugada de sexta (11), quando a vítima deixou uma reunião com amigos e seguiu para casa, na região leste da capital. “Foi uma amiga que chamou o motorista pelo aplicativo. A jovem disse que se lembra apenas de flashs, do motorista vestindo a roupa e mandando ela descer do carro na rua da casa dela”, disse a delegada Ana Elisa Gomes.Em nota, a Uber, empresa na qual o motorista é cadastrado, "lamenta o crime terrível que foi cometido", que "nenhum comportamento criminoso é tolerado" e qie "o motorista foi banido do aplicativo assim que a denúncia foi feita". Além disto, "repudia qualquer tipo de comportamento abusivo contra mulheres e acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência" De acordo com as investigações, o motorista manteve a vítima no carro por três horas, sendo que o percurso deveria durar cerca de 15 minutos. Na manhã de sexta-feira, a jovem procurou a Polícia Civil para denunciar o crime. “Ela fez exames no IML que comprovaram o estupro. Além disso, o motorista anotou o Instagram dele na canela dela usando uma caneta”, relatou a delegada. O homem foi preso no sábado (12) e ficou em silêncio durante todo o depoimento. Ele vai responder por estupro de vulnerável, devido ao fato da vítima estar embriagada e não conseguir reagir ao crime, e foi encaminhado para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O carro do suspeito também foi apreendido para ser periciado. De acordo com a polícia, ele já tem passagens pela polícia por contrabando e homicídio culposo no trânsito. O homem também trabalha em programas de assistência social vinculados à Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Em nota, a Secretaria de Assistência Social de Aparecida de Goiânia informou que, "desde que ficou sabendo da denúncia e da prisão do suspeito" retirou-o da da função que ele ocupava no órgão e o exonerou do cargo em comissão que ele ocupava desde maio de 2017.
Um casal suspeito de matar um homem em março de 2018, na Zona Leste de Manaus, foi preso e apresentado pela polícia na manhã desta segunda-feira (14). Durante coletiva de imprensa, Ítalo Amaral Pinho, 44, e Silvane Ribeiro da Silva, 26, sorriram e trocaram carinhos e beijos. Em depoimento, o homem confessou o crime. De acordo com a Polícia Civil, o casal é suspeito de participação no homicídio de um homem de 32 anos, ocorrido no dia 23 de março de 2018. Além do casal, outras duas pessoas suspeitas, um pastor e uma missionária, já foram presas. Desde o início, ainda em 2018, a investigação da Polícia Civil apontava que a vítima teria um relacionamento amoroso com Silvane, apresentada nesta segunda-feira, e a outra mulher já presa, uma missionária. Todos os envolvidos no crime frequentavam a mesma igreja. Conforme o delegado-adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs), Charles Araújo, o crime foi passional e, agora com a prisão do casal, o caso é considerado elucidado. “Nas primeiras apurações a gente já levantou que ele [vítima] teria sido atraído para o local de oração, culto de alguns evangélicos, por duas mulheres, as quais ele [vítima] teria envolvimento amoroso. Em abril, prendemos o primeiro casal e, em depoimento, eles não negaram o crime e colocaram a participação de forma ‘branda’. O outro casal, o de hoje, localizamos em locais distintos”, explicou o delegado. Para a polícia, os suspeitos informaram que “não queriam matar a vítima, apenas ‘dar uma surra’ por conta do envolvimento dele com as duas mulheres”, completou. O homem foi assassinado com golpes de arma branca. Ítalo Pinho confessou a autoria do homicídio. Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (14) na sede da Dehs, o casal sorriu e se beijou diante das câmeras. Os suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado. Após os procedimentos cabíveis na unidade policial, por meio de um mandado de prisão temporária, eles serão encaminhados para unidades prisionais do Amazonas.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (14) pelo jornal "Folha de S. Paulo" aponta que 84% das pessoas que responderam à enquete são favoráveis à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Segundo a pesquisa, 14% são contrários à alteração da lei, 2% são indiferentes ou não opinaram. Segundo o jornal, a pesquisa foi feita entre 18 e 19 de dezembro de 2018 e ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A alteração da idade mínima para que uma pessoa possa ser presa por um crime é alvo de projetos em tramitação no Congresso. Atualmente, infratores entre 12 e 18 anos vão para os sistemas de cumprimento de medida socioeducativa, geridos pelos governos estaduais.
Opinião sobre a redução da maioridade penal, segundo a pesquisa:
favoráveis: 84%
contrários: 14%
indiferentes: 2%
De acordo com a pesquisa, entre favoráveis à redução, 33% defendem que a medida deve valer somente para determinados crimes, enquanto 67% acham que ela deve ser aplicada a todos os tipos.Os entrevistados na pesquisa apontaram a idade mínima de 15 anos, em média, para que uma pessoa possa ser presa por um crime. Para 45%, a faixa etária mínima deveria ser de 16 a 17 anos. Todos os recortes:
Uma cabeça humana com uma sigla escrita na testa foi encontrada, neste domingo (13), na calçada da Avenida Perimetral Norte, em frente ao Shopping Passeio das Águas, na região norte de Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, ela foi achada por um pedestre que passava pelo local e se assustou ao se deparar com o fato. O caso é investigado pela corporação. A cabeça foi encontrada no início da manhã deste domingo e foi recolhida pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia por volta das 8h30. Segundo informações da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), ela estava próxima ao meio-fio da via, na calçada do shopping, com cortes na testa gravando a sigla “TD2”. Após encontrar a cabeça, o pedestre acionou a Polícia Militar, que, por meio do 9º Batalhão, compareceu ao local e isolou a área até a chegada das equipes das polícias Civil e Técnico-Científica. Conforme a DIH, o restante do corpo da vítima não foi localizado após buscas nas imediações. A cabeça foi levada ao IML e, segundo o órgão, não havia sido identificada até as 10h10 deste domingo. A Polícia Civil suspeita que seja um homem com idade aproximada de 30 anos. Em relação à sigla, o G1 apurou que o termo faz alusão à gíria “tudo dois”, que significa “tudo em paz”, termo também utilizado por facções criminosas. No entanto, a corporação não divulgou nenhuma informação sobre qual pode ser o real sentido da inscrição na testa da vítima.
Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.114 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (12) em São Paulo (SP). O prêmio acumulou novamente. Veja as dezenas sorteadas: 17 - 25 - 30 - 35 - 42 - 57. A quina teve 70 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 34.091,54. Outras 4.376 apostas acertaram a quadra; cada uma receberá R$ 779,05. O próximo sorteio será na terça-feira (15). O prêmio é estimado em R$ 25 milhões. A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, de acordo com a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e a Polícia Civil estão investigando a conduta de Marcos Vieira, funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Imperatriz, a 626 km de São Luís, que foi denunciado após ter negado o envio de uma ambulância a uma idosa que tinha sofrido um acidente e estava ferida na cidade. O atendente do Samu foi afastado das suas funções.O Coordenador-geral do Samu, Alexsandro Freitas, disse que o médico é quem tinha que decidir sobre o procedimento quando a ambulância foi solicitada. “O telefonista em momento nenhum decide nada. Apenas colhe informações e qualquer decisão é tomada pelo médico regulador, que é o médico sanitarista, que é o médico da Central de Regulação de Urgências”, explicou. O atendente do Samu, Marcos Vieira, é servidor público concursado. A Prefeitura de Imperatriz emitiu uma nota e determinou o desligamento dele das funções e a abertura de inquérito administrativo que pode resultar na demissão dele.Por telefone o atendente, que trabalha no Samu há dois anos, reconheceu o seu erro e alegou está passando por problemas. “Eu cometi erro sim. De não ter terminado a ocorrência e passado para o médico. Esse foi o meu erro. Porque quem ordena e quem classifica o nível são os médicos. Simplesmente foi um erro meu que eu cometi. Uma coisa sem pensar, também, há alguns dias tô passando por dificuldade familiar”, desabafou.A Prefeitura de Imperatriz classificou como lamentável e inadmissível a negativa de atendimento cometida pelo servidor do Samu. Determinou o imediato desligamento de Marcos Vieira das funções e abertura de inquérito administrativo para uma provável demissão por entender que os fatos são inquestionáveis. A Prefeitura ainda informou que todo o material gravado e as investigações administrativas será repassado à Polícia Civil e ao Ministério Público para ajudar na apuração do crime de omissão de socorro.
Um vereador passou por cima do capô de um carro em São Bento do Sul, no Norte catarinense, que estava parado na faixa de pedestre na terça-feira (8). As câmeras de segurança da Polícia Militar registraram o momento.O caso ocorreu na Rua Felipe Schmidt, no Centro da cidade, por volta das 15h. O pedestre é Daguimar Nogueira, de 57 anos, que atua no Legislativo do município pelo PSB. O parlamentar conta estava atravessando a rua em direção ao estacionamento de um supermercado. Ao se deparar com o carro parado na faixa de pedestre, resolveu passar por cima do veículo. "Foi uma atitude impulsiva e instintiva. Uma forma de fazer um protesto", disse Nogueira. Pelas imagens, o carro ainda tenta arrancar com o homem em cima. O vereador diz que seguiu pela faixa sem olhar para trás. "Atravessam tantos direitos do cidadão brasileiro, que isso é só a ponta do iceberg", afirmou o vereador. Ainda segundo ele, no município não é comum carros pararem em cima da faixa de pedestre. O carro é de uma empresa chamada Grupo Makena. Em nota, o setor de logística da companhia informou que está "apurando possíveis responsabilidades pela infração de trânsito mostradas nas imagens".
O advogado de João de Deus, preso há 26 dias acusado por crimes sexuais durante tratamentos espirituais, afirmou que o médium se sente injustiçado por continuar preso e está debilitado, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Alberto Toron disse ao G1, nesta sexta-feira (11), que o cliente está um “farrapo humano”. “Ele está debilitado. Reagiu à notícia com tristeza. Apoia-se na sua infinita fé e se sente injustiçado. Agora está andando com uma bengala improvisada, fala para dentro e muito baixo. Cabeça baixa, barba por fazer, cabelo despenteado. Um farrapo humano”, afirmou o advogado. Alberto Toron disse que esteve com o médium na quinta-feira (10), após o julgamento do habeas corpus dele ter sido suspenso no Tribunal de Justiça de Goiás. Isso ocorreu porque um dos desembargadores pediu mais tempo para analisar o caso. João de Deus está preso no Núcleo de Custódia, em Aparecida de Goiânia, desde o último dia 16 de dezembro.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso de um menino de 12 anos que ficou mais de uma semana trancado à disposição de um suposto ritual religioso. Em um dos ritos, a cabeça dele foi raspada. As denúncias ao Conselho Tutelar foram feitas pelo pai. Segundo ele, o local é um um centro espírita do Entorno, e foi a mãe quem levou o garoto.“Rasparam minha cabeça com navalha e botaram tipo uma bola de areia quente aqui no meio da cabeça. Doeu. Ardia quando eu pegava e ficou uma marca.” “A gente tinha que tomar um banho gelado porque já tinha uma ordem assim, e toda pessoa que passa por lá tem que cumprir essa ordem”, descreveu o garoto, que dizia ter ficado mais de dez horas sem comer. Como refeição, só podia comer arroz com frango sem sal nem tempero. O menino mora com a mãe. O pai dele disse ter percebido que algo estava errado quando não conseguiu mais ver o filho, que ficou 15 dias sem ir para a escola. “Ele sumiu e eu achei estranho. Eu e minha esposa fomos até a casa da mãe dele. Eu não falo com ela, mas minha esposa fala. Ela relatou que ele estava na roça, um centro espírita, e que ela não ia dar o endereço e que ele estava sofrendo problemas psicológicos”, disse o pai. Ele acabou descobrindo o local. Ao chegar, veio o susto. “Meu filho estava em um quarto, em um barracão do centro espírita, com as vestimentas molhadas e mofadas, tossindo muito. Eu não reconheci meu filho.” O menino relata que o próximo passo do ritual seria passar por um abuso sexual. “O cara falou que eu ia ter relações. Eu tinha que ter relações com um homem depois que eu saísse de lá. Minha mãe sabia. Por isso que eu não quero voltar para morar [com ela].” O Conselho Tutelar fez um relatório considerando ter notícia de outras vítimas, decidiu entregar um termo de responsabilidade para que o pai cuide do filho. “Tanto adultos como crianças vítimas de violência sexual ou violência mesmo, corte nas mãos, questão de redução de alimentos. A gente já tinha visto muito dessas denúncias, e então a gente aplicou essa medida de entregar para o pai para realmente prevenir, proteger esse menino porque vimos uma ameaça de abandono de incapaz.” A mãe acionou a Vara da Infância, que decidiu entregar o menino de volta à mãe, apesar das denúncias de maus-tratos. O menino disse ter sido agredido pela mãe, quando era criança. Em 2016, ele chegou a prestar depoimento à polícia. “A agressora, por estar convicta de que o ofendido estava mentindo, e, visando corrigi-lo, o agrediu com um cinto, o qual, acidentalmente, lesionou sua cabeça, devido à fivela”, dizia a ocorrência. “Ela falava que eu pegava dinheiro. Aí ela já me queimou com a chapinha na minha mão, botava para eu beber pimenta e ela já mordeu minha língua. Faz tempo, eu era criança.” Procurada, a mãe do adolescente não quis se explicar. A delegacia de Ceilândia Centro investiga o caso. O centro espírita não foi localizado.
O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (11) a lei que cassa a CNH de motoristas condenados que utilizaram veículos em crimes de receptação, contrabando e descaminho (entrada de mercadoria no país sem passar pelos trâmites legais). De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, a punição vale para o condutor que tiver a decisão judicial transitada em julgado. Nesse caso, o criminoso terá seu documento de habilitação cassado ou será proibido de obter a CNH pelo prazo de 5 anos. Depois desse período, o condutor poderá requerer nova habilitação e passará pelos exames necessários para conseguir o documento. A nova lei entra em vigor a partir da data de sua publicação. No caso de ser preso em flagrante, o motorista poderá ter a habilitação suspensa ou ser impedido de obter a CNH por decisão do juiz antes da condenação. O projeto de lei inicial também previa o bloqueio do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa que se envolvesse com transporte, distribuição, armazenamento ou comercialização de produtos oriundos de furto, roubo, contrabando, falsificação ou descaminho. No entanto, este ponto da lei foi vetado. Outra determinação que saiu da lei sancionada foi a exigência que seria feita para estabelecimentos que vendem cigarros e bebidas alcoólicas. Eles deveriam afixar advertência escrita com os seguintes dizeres: "É crime vender cigarros e bebidas contrabandeados. Denuncie".
Um projeto de lei que está no Senado prevê que homens que agridem mulheres, além de responder criminalmente, tenham que passar por um curso de reabilitação.As mesmas mãos que hoje lavam a louça e recolhem os brinquedos dos filhos já foram mãos que ameaçaram. “’Se eu te pegar vou te quebrar, vou arrebentar a sua cara’. Foram essas as ameaças que eu fiz e foi onde ela foi na delegacia”, conta um homem. Além de se manter afastado da ex-mulher, a Justiça o obrigou a passar por um curso de reeducação. Lições que ajudaram no segundo casamento. “A ter paciência na hora da briga, saber fechar a boca, virar as costas, deixar para depois a discussão, quando os ânimos se acalmarem. É muito difícil você mudar sozinho”, diz o homem. É o empurrão que dá uma juíza de Santo André, no ABC paulista. Lá, todos os condenados pela Lei Maria da Penha são obrigados, também, a fazer o curso. “São apresentados relatórios pela equipe que faz o curso e, depois de um tempo, depois que ele sai do curso, há um novo acompanhamento e uma nova submissão a uma entrevista, uma análise do que está acontecendo. É importante fazer esse acompanhamento. A realidade muda bastante”, diz a juíza integrante da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência, Teresa Cristina Cabral Santana. Mas não é o que acontece no Brasil e nem mesmo nas capitais. No país são registrados pelo menos dois feminicídios por dia. Enquanto as agressões e assassinatos de mulheres continuam aumentando, o mesmo não acontece com medidas que poderiam evitar novas vítimas. A reeducação dos agressores ainda é um vazio que a Justiça e os governos não preencheram. A Lei Maria da Penha prevê o encaminhamento dos agressores para os cursos, mas um projeto de lei que passou pela Câmara e está no Senado transforma a possibilidade em obrigação. “Isso não quer dizer que nós vamos passar a mão na cabeça dos homens, que nós estamos dando um perdão para o homem cometer a violência doméstica. Não. Esse trabalho de ressocialização do agressor ele tem que andar paralelamente ao processo criminal”, afirma a promotora Gabriela Mansur. Mesmo onde o curso já existe, ele é fruto do esforço de voluntários. As verbas e espaços públicos são incertos. “Todo final de curso é uma nova negociação, é uma nova mesa de rodada com os governadores, com os dirigentes para mostrar a importância desse curso como uma política pública”, diz o sociólogo e responsável pelo curso Tempo de Despertar, Sergio Barbosa. O Jornal Nacional acompanhou a primeira sessão do ano do grupo “E Agora José?” na Defensoria Pública e bancado com recursos da Justiça de Santo André. A taxa de reincidência é praticamente zero. “Que a gente possa com nosso trabalho evitar que ocorram feminicídios. Porque já teve depoimento aqui de homem dizer isso ‘olha e se não tivesse passado por esse grupo teria, eu matado a minha companheira’", conta o psicólogo e sociólogo, coordenador do programa "E Agora José?” Flavio Urra. Quem passa pelas 26 sessões semanais tem a oportunidade de mudar nos novos relacionamentos e na vida. “Você aprende a saber escutar a outra pessoa também. E saber aceitar que você nem sempre está certo”, afirma um homem. “No começo, fiquei com raiva porque não é justo você sair da sua casa em uma quarta-feira, às vezes você tem um compromisso e você tem que estar aqui. Mas nesses 15 encontros, para mim foi a melhor coisa que aconteceu. Para mim valeu a pena porque eu acabei levando para minha vida”, conta outro homem.
Mãe e filha que foram mortas por um raio em Registro, no interior de São Paulo, durante um dia ensolarado, foram vítimas de um fenômeno bastante raro. Segundo apurado pelo G1, a situação é conhecida como 'raio do céu azul' e acontece mesmo quando não há formação de tempestade perto de onde o acidente aconteceu. Segundo o diretor do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, Dr. Osmar Pinto Júnior, esse fenômeno é bastante incomum. "Se chama 'raio do céu azul'. É uma descarga que se desloca na horizontal, a partir de uma tempestade, antes de tocar o solo e, então, atinge um local distante, onde o céu está azul e ensolarado. É uma situação rara", explica. De acordo com Júnior, apesar da distância da tempestade, muitas vezes é possível ouvir o som das trovoadas ao fundo. "Nessa hora, o ideal é buscar um abrigo seguro, sempre a partir do momento em que se escuta o barulho de um trovão. Essa atitude deve ser tomada independente do céu estar claro ou escuro", orienta. Já segundo o professor do Insituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), Mario Festa, as pessoas não devem tomar cuidado com os raios apenas durante tempestades. "Infelizmente, as pessoas acham que esse tipo de coisas não vai acontecer com elas, somente com os outros. Tudo que basta é um segundo para eles se tornarem esses 'outros'", afirma Festa. De acordo com o professor, acidentes com raios são comuns pois as pessoas querem aproveitar áreas como praias e campos até o último minuto. "Temos que evitar ao máximo esse tipo de lugar durante trovoadas e temporais, principalmente durante o verão. Esses raios podem cair antes do temporal ser formado, então as pessoas não dão atenção. Quando ouvimos um trovão, que é uma expansão violenta do ar provocada por um raio, é o momento em que precisamos nos abrigar". Em caso de trovoadas, Festa afirma que as pessoas devem evitar exposição ao ar livre, ficar em locais elevados ou próximas a objetos metálicos, assim como não utilizar bicicleta ou motocicleta. O professor completa afirmando que os melhores lugares para proteção, caso a pessoa esteja ao ar livre, são em locais fechados como metrôs, carros com os vidros quase fechados, aviões, barcos ou navios. "Descargas elétricas, como raios, são frequentes em locais elevados e com condutores de eletricidade, como antenas e árvores", finaliza Festa. Segundo o meteorologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC-INPE), Diogo Arcego, esses temporais são frequentes no verão por conta do calor e do aquecimento elevado das massas de ar, o que provoca pancadas de chuva, geralmente durante a tarde e a noite. "A elevação dessa massa de ar aquecida forma as nuvens. Lá em cima, partículas de ar e gelo colidem dentro das nuvens, gerando os raios, que podem cair antes dos temporais", finaliza.
O médium João de Deus e a mulher dele, Ana Keyla Teixeira, foram indiciados pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (10), durante coletiva concedida pela delegada Karla Fernandes, em Goiânia. Ela também anunciou o fim da força-tarefa da corporação criada para investigar as denúncias contra o religioso. O G1 entrou em contato com os advogados de João de Deus e Ana Keyla às 11h15 desta quinta-feira, por mensagem, e aguarda retorno.
Agora, o médium e a mulher dele foram indiciados por posse ilegal de armas. João de Deus tambpem foi indiciado por outro caso de violação sexual mediante fraude
Agora, os inquéritos são enviados para o Poder Judiciário, que abre vista para análise do Ministério Público, que pode oferecer a denúncia, pedir o arquivamento ou solicitar novas diligências policiais. Se houver denúncia, a Justiça pode aceitar ou não da denúncia. Aceitando, ele continua tramitando para que o réu possa ser julgado e condenado ou absovido. O médium está preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, e já responde por crimes sexuais contra várias mulheres durante atendimentos espirituais que realizava. João de Deus sempre negou os crimes. "A força-tarefa da Polícia Civil encerrou todos os seus procedimentos porque já foram indicados em dois [casos] por posse ilegal de arma tanto o João de Deus, como a esposa dele, Ana Keyla, uma vez que ambos moram na mesmas residências, tanto de Abadiânia, como Anápolis. Nas duas cidades houve apreensão de armas de fogo", afirmou a delegada.Sobre as armas, um dos advogados de João de Deus, Alex Neder, disse que o médiu relatou em depoimento à polícia, na cadeia, que as armas eram de pessoas que queriam tentar se matar ou como “garantia” de empréstimos.