O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) incluiu na lista de metas para os cem primeiros dias do governo a regulamentação do ensino domiciliar por meio de medida provisória.A prática havia sido considerada ilegal no final do ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Na ocasião, a maioria dos ministros entendeu que, por falta de regulamentação, ela não poderia ser considerada um meio lícito para os pais garantirem o direito dos filhos à educação. Com a medida provisória, irá se regularizar a situação das famílias que ensinam seus filhos em casa. Segundo estimativa divulgada no ano passado pela Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), elas somavam cerca de 7.500 na ocasião. Parte delas é composta por pessoas que discordam da linha educacional oferecida nas escolas por motivos religiosos. Já educadores contrários à medida citam a frequência a instituições educacionais como um direito da criança e enfatizam a escola como um espaço importante de socialização. A Aned afirmou nesta quarta-feira que ajudou a construir o texto da medida provisória junto com o governo Bolsonaro. A entidade diz ter procurado em dezembro o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, para a edição da MP. Posteriormente, assessores da pasta teriam afirmado que o tema teria mais relação com a área de direitos humanos e família do que com a educação formal. Por isso, a medida ficou a cargo da área da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). A Aned diz ter feito uma proposta de redação, que está sob análise da pasta e da Casa Civil. "Estamos trabalhando para que essa tramitação seja rápida", diz a entidade, que sugere que o texto pode ser um aval provisório enquanto o Congresso não aprova um projeto de lei. "Apenas para constar, a MP tem total força de lei [e] vai nos deixar tranquilos, no mínimo, durante o primeiro semestre de 2019. Enquanto isso, estaremos buscando as articulações necessárias para garantir que se torne definitivamente regulamentada a educação domiciliar, devolvendo à família brasileira a liberdade de escolher como educar seus filhos", diz o texto da organização.
ENSINO DOMICILIAR NO SUPREMO
A educação domiciliar ganhou adeptos a partir de 2016, quando o ministro do STF Luís Roberto Barroso suspendeu todas as decisões judiciais que impediam os pais de educar seus filhos em casa. Na votação do STF, motivada por um pedido de uma família do município de Canela (RS), ele foi o único a deliberar pela legalidade da prática. A família da cidade gaúcha gaúcha foi à Justiça após a Secretaria de Educação do município negar um pedido para que a menina, à época com 11 anos, tivesse aulas em casa. Barroso argumentou que crianças educadas em casa tem outras oportunidades de socialização e que, segundo pesquisas, não teriam deficiência na formação intelectual. O ministro Alexandre de Moraes abriu a divergência na votação e foi acompanhado por sete magistrados: Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Eles consideraram que, para que a opção pelo ensino em casa fosse válida, teria de estar prevista em lei. Desse grupo, Fux e Lewandowski foram além: para eles, o "homeschooling" seria inconstitucional mesmo que houvesse lei para regulamentá-lo. Lewandowski destacou a importância da escola para a convivência com a diversidade. "Quando se formam bolhas nas quais ecoam as mesmas ideias, o que é comum nas redes sociais, o entendimento mútuo se torna cada vez mais difícil, contribuindo para a fragmentação da sociedade, para a polarização e para o extremismo", disse. Já Edson Fachin divergiu parcialmente, e propôs dar um ano para o Congresso legislar sobre o assunto, mas foi vencido. Celso de Mello não participou da sessão.
Uma aposta de Teresópolis (RJ) levou sozinha o prêmio de R$ 37.902.607,11 no concurso 2.118 da Mega-Sena, realizado na noite de quarta-feira (23), em Quirinópolis (GO). Veja as dezenas sorteadas: 11 - 12 - 20 - 40 - 41 - 46. A quina teve 58 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 53.100,77. A quadra teve 4.135 apostas vencedoras; cada uma receberá R$ 1.064,03.
Calor, sombra e água fresca era tudo o que a cabeleireira Vanessa Moraes, de 31 anos, queria para curtir o verão. Só faltava o principal, ter uma piscina em casa, em Itatiba (SP). Mas foi só a temperatura começar a subir para ela tirar do papel uma ideia que já passou pela cabeça de muita gente: montar uma piscina na sala de estar. O investimento para ter uma praia particular foi de R$ 240 com a piscina de 4 mil litros e uma bomba para encher a estrutura comprada em um supermercado da cidade. A boia de flamingo, um frigobar e a água de coco dão o tom de tranquilidade que o espaço se tornou para a família. Vanessa enviou um vídeo à TV TEM mostrando que assiste à televisão de dentro de piscina. "Não sou obrigada a enfrentar e morrer nesse calor. Aqui dentro nem preciso gastar com protetor solar", contou a moradora ao G1. A temperatura na cidade nesta terça-feira (22) chegou a 34ºC, segundo o Climatempo. Ainda conforme o instituto, esta quarta-feira deve ter máxima de 32ºC. E para a alegria da Vanessa, a previsão é que a temperatura máxima na cidade fique acima de 30ºC até o último dia de janeiro. A cabeleireira conta que não precisou mudar nenhum móvel da sala para colocar a piscina, mas se assustou com o tamanho dela. "Quando abri era maior do que imaginava, achei que ia precisar quebrar a parede, só que deu certinho o tamanho." Vanessa ficou conhecida nas redes sociais ao compartilhar uma foto curtindo a piscina com a filha Heloísa Moraes, de 14 anos. A imagem postada no Facebook recebeu mais de 10 mil curtidas e foi compartilhada mais de 17 mil vezes até esta quarta-feira (23). "Recebo mensagem de gente até da Alemanha e da Arábia Saudita", diz. Apesar do sucesso da iniciativa, a cabeleireira conta que precisou driblar a falta de incentivo do marido para ter a piscina. "Ele disse que não daria certo e a água ficaria verde, então comprei, montei e enchi a piscina rapidinho antes de ele chegar do trabalho, foi surpresa." Segundo a cabeleireira, até daria para montar a estrutura no quintal, mas seria preciso gastar mais comprando lona para forrar o chão e uma cobertura. "O pessoal fala: 'Queria ter uma piscina em casa também'. Reclamam do calor, mas não fazem nada, não tem desculpa!", brinca. Vanessa e a família viajaram para o litoral norte de SP recentemente, mas a experiência só fez aumentar a vontade de ficar em casa. "Na praia é gostoso, só que a gente fica torrando no sol, aqui em casa não." Questionada sobre possíveis problemas que podem acontecer com a piscina dentro de casa, como furar o plástico, a cabeleireira é enfática. "Vamos aproveitar o agora, seja o que Deus quiser. Já troquei a água e a sala tem fácil acesso. Mas, se vazar, vamos limpar tudo. Nada vai me impedir de aproveitar." Ainda de acordo com a cabeleireira, a ideia é fazer um churrasco para inaugurar a piscina oficialmente na presença de amigos e parentes. Enquanto a data não é marcada, ela continua com mais ideias para aproveitar a sala "climatizada". "Quero mesmo montar uma churrasqueira perto do frigobar e agora falta uma bomba para tirar a água e facilitar esse trabalho, minha ideia é reutilizar a água nos serviços domésticos."
A Guarda Civil Metropolitana de Goiânia encontrou, na terça-feira (23), o 3º corpo sem cabeça em menos de uma semana, em Goiânia. Conforme a corporação, desta vez a vítima estava em uma rua do Conjunto Primavera. Nos últimos dez dias, duas cabeças humanas foram achadas sem o corpo, na Região Metropolitana da capital. A Polícia Civil apura se os casos têm ligação entre si.Em entrevista ao G1, o comandante da Guarda Civil Metropolitana na região, Cláudio Carvalho, explicou que o corpo estava enterrado, apenas com os braços e mãos para fora da terra. Segundo ele, o corpo foi encontrado durante buscas por um desaparecido."Nós fomos chamados pelo irmão de um homem que estava desaparecido para fazermos buscas na região para ver se o encontrávamos, já que ele não voltava para casa há dois dias. Fazendo esta procura, encontramos, em uma área utilizada para descarte de entulho, as mãos para o lado de fora e o corpo enterrado. Depois, acionamos a Polícia Técnico-Científica e a Polícia Civil", disse Cláudio.O corpo foi encontrado por volta das 23h de terça-feira, na Rua CP-33, no Conjunto Primavera, que fica na região noroeste de Goiânia. Conforme apurou a TV Anhanguera, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados e trabalham para investigar o que pode ter ocorrido e identificar a vítima."Pelas características repassadas pela mãe do desaparecido, em relação às roupas, as informações são semelhantes ao que foi identificado no corpo, agora temos que esperar o resultado dos exames e também do que a polícia vai investigar", explicou o comandante.A Polícia Civil informou que está investigando os casos, mas que ainda “não é possível afirmar que haja, entre os casos, liames de qualquer natureza”.
O acreano Vanderson Brito, desclassificado nesta quarta-feira (23) do BBB19, está sendo investigado por suspeita de estupro, lesão corporal e importunação e atentado ao pudor. De acordo com a delegada Juliana d'Angelis, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Branco, três mulheres apresentaram denúncia contra Vanderson depois que ele foi anunciado no reality. Ao G1, a família de Vanderson disse que ainda está analisando a situação antes de se posicionar e não informou se o ex-participante tem advogado. A reportagem entrou em contato com duas das três vítimas que fizeram as denúncias contra o ex-BBB, mas nenhuma delas quis comentar o caso. O ex-participante foi desclassificado do programa depois de ser intimado a prestar depoimento dentro da casa do BBB. A intimação foi feita nesta quarta pela delegada Rita Salim, titular da (Deam), no Rio de Janeiro (RJ), a pedido da delegada do Acre, Juliana. “Essa semana apareceram aqui três mulheres que registraram ocorrência sobre ele e a gente já instaurou, no caso são dois inquéritos e um termo circunstanciado. Um dos inquéritos é por lesão corporal leve e no outro estupro e um termo circunstanciado por importunação e atentado ao pudor. Cada crime foi denunciado por uma das vítimas que denunciou o acusado”, explicou Juliana. Sobre as denúncias, a delegada disse que uma das vítimas afirmou ser ex-namorada de Vanderson e relatou ter sofrido violência física. A outra denúncia é de estupro e foi relatada por uma jovem que se relacionou com o rapaz. A terceira, de acordo com a delegada, nunca manteve qualquer tipo de relação com o suspeito. Ainda conforme Juliana, Vanderson deve ser ouvido em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, mas o processo corre em Rio Branco. A delegada afirmou que ainda não recebeu informação se o ex-participante foi ouvido. “Lá foi só para ser o interrogatório, ele vem só quando for ter audiência, no caso de agressão física, mas isso é futuramente, pode ser em dois ou três meses. Essa oitiva é preciso para fechar o inquérito. Ainda não recebi o documento”, concluiu Juliana.
Suspeito de matar a motorista de aplicativo Vanusa da Cunha Ferreira, Parsilon Lopes dos Santos disse, nesta quarta-feira (23), que cometeu o crime após a vítima se negar a manter relação sexual com ele depois de uma corrida particular. Segundo a Polícia Civil, ele ainda estuprou a mulher após matá-la. “Foi uma fatalidade, errei e quero pagar. Me arrependo do que fiz”, disse Parsilon, que se apresentava como empresário de uma dupla sertaneja. Técnica em enfermagem e motorista nas horas vagas, Vanusa, de 36 anos, foi encontrada morta na noite de domingo (20), no Jardim Copacabana, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Horas antes, o carro dela foi achado em uma rua vicinal da cidade e passou por perícia. Parsilon foi preso na segunda-feira (21). Conhecido como Camargo, Parsilon aparece em vídeos e fotos enviados por Vanusa a parentes na noite de sexta-feira (18). Na gravação, ele está com a dupla Zé Luccas e Matheus e outro músico em um bar de Goianésia, a 180 km de Goiânia, após um show dos sertanejos. Zé Luccas conta que Camargo se apresentava como empresário da dupla, mas ainda não tinham assinado um contrato. Isso deveria ocorrer nos próximos dias. De acordo com a investigação, na madrugada de sábado, por volta das 4h30, Vanusa deixou os músicos em uma casa no Jardim Guanabara. Na sequência, foi deixar Parsilon em uma chácara onde ele estava trabalhando como serralheiro. “Na versão dele, ele diz que os dois estavam no carro e achou que tinha pintado um clima entre eles e aí começou a abraçá-la, fazer algumas brincadeiras. Ela negou, disse até que aquela não era a orientação sexual dela”, explicou a delegada Mayana Rezende. De acordo com as investigações, nesse momento, o suspeito decidiu tentar estuprar a mulher. Para fugir dele, Vanusa saiu do carro “Ele a segurou com força pelo braço. Eles acabaram caindo. Vanusa bateu a cabeça no meio fio e perdeu os sentidos. Depois disso, ele ainda bateu a cabeça da vítima novamente contra o chão”, completou Mayana. Depois da morte, o suspeito ainda abusou sexualmente da vítima. “Eu tirei a roupa, cheguei a fazer algumas coisas, mas não completei o ato”, disse o empresário.
Um idoso de 68 anos foi preso suspeito de ter estuprado uma criança de três anos, na noite da última segunda-feira (21), na Zona Leste de Porto Velho. Segundo testemunhas, a vítima foi abusada em cima de um tanque de lavar roupa na vila de apartamento onde mora. O pai da criança foi preso por agredir o suspeito assim que descobriu o crime.Aos policiais, uma vizinha contou que viu pela janela de sua casa a criança, uma menina de três anos, em cima de um tanque compartilhado na área de serviço de uma vila de apartamento e o suspeito cometendo o estupro. Conforme boletim policial, a criança chegou a gritar e pedir que o idoso parasse. A testemunha resolveu pedir socorro à mãe da vítima, que flagrou a filha nua e o suspeito próximo dela. O idoso chamou alguns parentes que o trancaram dentro de seu apartamento para evitar que fosse linchado pelos outros moradores da vila. Acionada, a polícia encontrou o suspeito deitado em uma rede, visivelmente embriagado. Ele negou ter violentado a criança, mas acabou preso por estupro de vulnerável. Ainda conforme o boletim, ao chegar na Central de Flagrantes o pai da vítima atacou o idoso com dois socos no rosto e precisou ser contido pela polícia. Ele recebeu voz por lesão corporal. Acompanhada pela mãe, a criança passará por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
O ator Caio Junqueira, do filme 'Tropa de Elite', morreu nesta quarta-feira no Rio aos 42 anos. Ele tinha sofrido um acidente de carro no Aterro do Flamengo no último dia 16 e desde então estava internado no Hospital Miguel Couto. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o ator morreu às 5h15. Ele dirigia sozinho em direção ao Centro do Rio, perdeu o controle do carro, que subiu o meio-fio, bateu em uma árvore e capotou. Caio ficou preso dentro do veículo, desacordado, e foi retirado com uma fratura exposta. O ator estava internado na unidade coronariana desde que chegou ao Miguel Couto. Entre os ferimentos, Cairo Junqueira sofreu um trauma grave no tórax e perdeu muito sangue. O ator passou por cirurgias, como uma na mão direita, e apresentava febre. No último sábado (19), a mãe do ator contou ao G1 que, mesmo sedado, abriu os olhos e tentou se levantar da cama. "Isso mostra que ele está querendo lutar pela vida", disse.
Trajetória
O ator Caio Junqueira iniciou a carreira ainda criança e deixou um legado profissional extenso. Ao todo, ele participou de mais de 20 produções televisivas, além de 10 curtas e pelo menos 15 longas. Caio de Lima Torres Junqueira nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 1976. Filho do ator Fábio Junqueira, ele é irmão por parte de mãe do também ator Jonas Torres. Ele iniciou a carreira no teatro em 1984, aos 7 anos de idade. No ano seguinte, fez sua estreia televisiva ao lado de Diogo Vilela e Zezé Polessa no seriado "Tamanho família", da extinta TV Manchete. Naquele mesmo ano, também estreou no cinema, no filme "Com licença, eu vou à luta", de Lui Faria. O primeiro trabalho na TV Globo se deu em um episódio do seriado "Armação ilimitada", de Guel Arraes, ao lado do irmão Jonas. A partir daí, ele fez várias séries e novelas na emissora: "Desejo", "A viagem", "Engraçadinha, seus amores e seus pecados", "Hilda Furacão", "O clone", "Um anjo caiu do céu", "O quinto dos infernos" e "Chiquinha Gonzaga" estão entre seus principais trabalhos. Caio sempre deu grande atenção ao cinema – foram 10 participações em curtas e pelo menos 15 longas. Em 1996, ele venceu o prêmio de ator revelação do Festival de Gramado pela participação no filme "Buena sorte", de Tania Lamarca. No entanto, não há dúvidas de que seu personagem mais marcante junto ao público foi o aspirante Neto, oficial recém-formado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no filme "Tropa de elite", de José Padilha. Nos últimos anos, Caio participou de novelas e seriados na TV Record e na Fox Brasil. Seu trabalho mais recente foi o personagem Henrique Villa Verde, na série "O mecanismo", da Netflix, quando repetiu a parceria com o diretor José Padilha.
Uma atitude solidária fez sucesso na internet nesta semana. Uma padaria de Pirajuí, no interior de São Paulo, colocou uma caixa oferecendo pães para quem não tem condição de pagar. A ação teve repercussão depois que o padre Fábio de Melo postou uma foto em suas redes sociais elogiando o estabelecimento. O dono da padaria José Carlos Quintino, 45 anos, conta que colocou a caixa para que as pessoas não ficassem intimidadas em pegar o pão. Na caixa está escrito a frase: “Para você que hoje não tem condições de comprar o seu pão de cada dia, pode se servir à vontade. Tenha um excelente dia. Jesus te ama!”. Após ler essas palavras o padre Fábio de Melo disse em suas redes sociais que se emocionou com a atitude. “Enquanto somos diariamente envergonhados pelos que desviam recursos públicos, um exemplo como esse nos recorda que o amor ainda teima em ficar entre nós. O texto simples me tocou profundamente que eu chorei”, escreveu o padre na rede social. Apesar da repercussão acontecer com a postagem recente do padre, o dono da padaria diz que faz essa ação há algum tempo. “Desde que nós abrimos a padaria a gente sempre doou, mas desde domingo nós colocamos a caixa para a pessoa pegar o que precisar e não ter vergonha. Não esperávamos essa repercussão, estamos tendo até mais clientes. Pessoas que vem aqui só para ver se é verdade", comemora o Português, como é conhecido. Em um dia, a postagem atingiu mais de 800 mil curtidas no Instagram do Padre e a padaria ficou famosa. “Acho maravilhoso quem vende e doa o mesmo produto para quem precisa. Já até cumprimentei o português”, conta o freguês Alessandro Neves. A solidariedade é de família. José conta que aprendeu com os pais a dividir o pão e a filha dele conta que sua vida mudou quando começou a ajudar ao pai na padaria. “Eu sempre tive tudo o que quis, então não entendia que as pessoas não conseguiam comprar. Agora eu vejo que Deus dá em dobro quando se doa”, conta Tatiane Quintino. A padaria vende em média 3 mil pães diariamente. Antes da caixa, cerca de 20 pessoas pediam pães na padaria, agora pelo menos 50 pessoas levam em média 300 pães por dia. Os pães ficam à disposição, mas José conta que não há abuso. “Hoje uma família veio pegar e pegou só quatro pães. Eu falei para pegar mais, mas disseram que voltavam amanhã”, afirma José.
'São uma família'
A catadora de recicláveis Lucimara Dias, de 44 anos, é uma das pessoas que costumam passar pela padaria para pegar o pãozinho. Diariamente ela vai com netos e sobrinhos. “Eu sempre venho pegar pão aqui. Desde que abriu a padaria eles me ajudam. Eles ajudam bastante que precisa, não sou só eu, tem mais gente que precisa e isso nos ajuda bastante, não é pouco não”, conta.Emocionada, Lucimara agradeceu a atitude. “Eles não são meus amigos, são uma família para mim”, afirma. O padre ficou sabendo da boa ação após postagem do ex-morador de Pirajuí, Marcelo Daniel. “Eu estou em São Paulo há 15 anos, mas costumo contar as boas histórias da minha cidade e o padre acabou interagindo", diz. “É muito bom ver Pirajuí famosa por notícias boas. É muito tocante. É legal ver a interação do padre Fábio, ele se aproxima”, conta o jornalista que fez a postagem na segunda-feira (21) e não esperava a repercussão toda.
O ator Caio Junqueira, vítima de um grave acidente de carro no Aterro do Flamengo, passou por nova cirurgia na tarde desta segunda-feira (21), no Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio.A mãe do artista, que pediu para não ser identificada, contou ao G1 que Caio passou por desbridamento - retirada de ferimentos de todo o corpo - e uma cirurgia na mão direita. Ela também contou que o filho já se recuperou do estado febril que apresentava desde sábado (19). "Ele passou por uma cirurgia de limpeza do corpo inteiro, bem profunda. Já fizeram a cirurgia da mão direita definitiva. A febre passou. Mas o médico disse que ainda é um estado muito grave porque o trauma foi muito grave". Na semana do acidente, amigos e colegas de profissão do ator pediram doações de sangue para ele em redes sociais.
Um homem de 20 anos foi preso nesta segunda-feira (21), em Campinas (SP), após confessar que matou uma travesti e guardou o coração da vítima em casa. O crime ocorreu no Jardim Marisa, na região do Campo Belo. De acordo com policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), o órgão estava enrolado em um pano, debaixo do guarda-roupas do suspeito.Segundo a Polícia Militar, Caio Santos de Oliveira admitiu que teve relação sexual com a vítima, a transexual que tinha nome de registro Jenilson José da Silva, de 35 anos. O autor teria ainda levado pertences e eletroeletrônicos do local do crime. Sorrindo e com declarações desconexas, Oliveira foi apresentado na 2ª Delegacia Seccional de Campinas e disse que havia conhecido a vítima na noite anterior. "Ele era um demônio, eu arranquei o coração dele. É isso. Não era meu conhecido. Conheci ele à meia-noite", disse. Segundo a Polícia Militar, Oliveira foi abordado depois de apresentar atitude suspeita ao avistar a viatura. Ele foi abordado em um comércio e, segundo a corporação, forneceu dados pessoais falsos. De acordo com os policiais que participaram da ocorrência, o suspeito apresentava escoriações e arranhões pelo corpo, além de um ferimento recente na cabeça. Questionado sobre todos os sinais, o suspeito confessou o crime e levou os policiais até um cômodo, às margens da Rodovia Miguel Melhado de Campos, onde estava o corpo com o tórax aberto e com uma imagem de santo sobre ele. Sobre o coração, de acordo com a PM, o homem disse apenas que havia guardado para si e não informou mais detalhes. A perícia foi acionada ao local.
A Polícia Civil prendeu em Macapá pela segunda vez em pouco mais de sete meses a jovem Lorrany Cristina da Costa Freire, de 23 anos. Ela é acusada de usar falsos perfis em redes sociais para seduzir mulheres e conseguir empréstimos ou vantagens financeiras. No golpe mais recente, ela criou um perfil no aplicativo de relacionamento Tinder, onde usava a foto de um homem e fingia ser advogado. A prisão em flagrante aconteceu na sexta-feira (18) no momento em Lorrany foi buscar R$ 300 de uma vítima no Centro de Macapá. Ela foi pessoalmente à casa da mulher dizendo estar a mando do falso advogado, a qual ela usava o nome de "Álvaro Klinger", de 35 anos. Para dar consistência à fraude ela dizia, nas conversas interceptadas pela Polícia Civil, que "Klinger" morava no Rio Grande do Sul e viria para Macapá para que passasse a viver junto com a vítima. O falso advogado mandou um par de alianças com um suposto pedido de casamento.De acordo com a 6ª Delegacia de Polícia Civil, que comandou as investigações, Lorrany confessou o crime e disse que manteve o mesmo golpe após deixar a prisão no ano passado. Após dar "match" no Tinder ela mantia contato com as vítimas pelo WhatsApp usando um número com DDD de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Depois de prestar depoimento, ela passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O delegado Leandro Leite, que atua no caso, acredita que outras vítimas possam aparecer depois da prisão de Lorrany. O G1 não localizou a defesa dela. “Nós identificamos mais de 15 vítimas e vamos instaurar para cada uma delas um inquérito policial específico para que ela possa responder por esses crimes de forma cumulativa”, adiantou Leandro Leite, que ainda busca saber quem é o dono das fotos usadas por ela no falso perfil. Em conversas feitas por redes sociais, Lorranny inventava um problema financeiro e pedia dinheiro emprestado das mulheres. Ela foi presa pela primeira vez em junho de 2018, mas segundo a polícia a prática acontece desde 2016. Para a Polícia Civil, o número de mulheres que caíram no golpe é maior, mas muitas vítimas deixam de prestar queixa por constrangimento e também por estarem em outros relacionamentos na vida real. “Através da boa aparência do perfil da pessoa que criava, Lorranny atraía dezenas de mulheres ao contato virtual, encaminhava presentes ao endereço físico das vítimas, pedidos de casamento, e após adquirir confiança, solicitava empréstimos amparada numa história fictícia”, reforçou Leite, delegado adjunto da 6ª DP.
A Marinha do Brasil instaurou um processo administrativo para apurar um vídeo em que um grupo de militares aparece dançando a música "Jenifer" em um navio oficial.A embarcação, segundo a Marinha, é o Aviso de Instrução Guarda-Marinha Brito, que fica sediado no Rio de Janeiro. A gravação foi feita durante o estágio de mar de militares. Em nota, a Marinha informou que "foi constatado comportamento completamente incompatível com as tradições da Marinha" e que, para ampliar a apuração do ocorrido, foi instaurado um procedimento administrativo "cuja conclusão, certamente, conterá as propostas pertinentes às necessárias correções no inaceitável comportamento".
A Justiça do Trabalho condenou a Arquidiocese da Paraíba a pagar uma indenização de R$ 12 milhões por casos de exploração sexual contra menores de idade. O crime foi praticado por padres e até o arcebispo emérito do estado estão envolvidos no escândalo. O Fantástico ouviu um rapaz que foi assistente de missa e seminarista. Ele preferiu não ser identificado.
Repórter: Que idade você tinha?
Ex-seminarista: Eu tinha 17 anos e meio ano. Repórter: O que você encontrou no seminário era como você esperava? Ex-seminarista: Não, né? A gente espera uma coisa e de repente se depara com outra, né? Às vezes de assédio relacionado a assédios sexuais por parte dos padres, por parte de muito dos seminaristas. Repórter: De que tipo? Ex-seminarista: Através de palavras, de atos, pegava nas minhas partes sexuais, né?
Foi na Justiça Trabalhista que o processo avançou. “O ato é gravíssimo. São adolescentes que acreditaram naquela instituição a representação de Deus”, afirmou o procurador do Trabalho, Eduardo Varandas. Tudo começou em 2014, a partir de uma carta. A autora ouviu comentários de que algo errado estava acontecendo na Igreja Católica da Paraíba e, a partir daí, fez uma denúncia por carta, para ficar dentro da Igreja. Porém, isso acabou resultando na situação atual. Uma denúncia que era só para a Igreja, que tomou uma dimensão imensa.
Repórter: Por que a senhora decidiu escrever a carta? Testemunha: Porque eu fiquei incomodada diante de tantas coisas aí eu me incomodei muito por ser católica. Não aguentei mais diante de tanta coisa e eu terminei tendo essa vontade de fazer tudo isso. Repórter: A senhora era amiga de jovens homossexuais frequentadores da igreja? Testemunha: Isso. A gente ia pra aniversário, a gente saía, ia na praia à noite. Nessas saídas nossa aí começou a surgir conversas que não tava me agradando. Repórter: Tipo o quê? Testemunha: Apelidos muito feios com padres da nossa igreja. Monja Vanessa. Louca da Diocese. Ligava pra pessoa e falava "oi, louca da Diocese"? Repórter: Na verdade a senhora descobriu depois que quem tava do outro lado da linha eram padres? Testemunha: Eram padres.
A mulher contou tudo para um padre de confiança. Ela explicou que ele redigiu a carta e disse que o documento ficaria dentro da Igreja. Mas o texto vazou e virou notícia. A partir daí, o Ministério Público do Trabalho começou a investigar. “Na verdade, o que foi apurado, o que foi denunciado na imprensa, apurado pelo Ministério Público do Trabalho, foi de que havia inserido dentro da sistemática católica um grupo de sacerdotes de forma habitual que pagavam por sexo a flanelinhas, a coroinhas e também a seminaristas”, explicou o procurador Varandas. O crime foi definido como exploração sexual. No entanto, ele ressaltou que, como o processo está em segredo de justiça, ele está impedido de revelar alguns elementos concretos e o que ocorreu na instrução do processo. Segundo Varadas, a característica da exploração sexual é a ausência da vontade livre para praticar o ato. Nesse caso, o pagamento às vítimas podia ser feito em dinheiro ou até em comida. “Algo que tenha submissão ou algo que faça com que um estado de necessidade leve a criança ou adolescente a praticar esses atos. Que estado de necessidade é esse? É a miséria, é a fome, é a proteção do estado, é a ausência de políticas públicas. No caso de menores de 18 anos, independente da vontade deles, tanto o Estatuto da Criança do Adolescente, como o Código Penal consideram a exploração sexual exatamente porque eles não têm a vontade validada pelo direito pra praticar um ato dessa natureza”, explicou o procurador. O ex-seminarista conta que cedeu às investidas pela vontade de se tornar padre. “Porque até então a palavra de ordem seria ‘passando por esse processo você vai conseguir chegar a ser padre’. Meio que uma troca de, não sei se a palavra certa é troca de favores. Às vezes uma conversa, um abraço no pé do ouvido, né? ‘Ele você tá muito cheiroso, vc tá muito lindo, muito gostoso, né? Você deve malhar muito, não sei como você faz isso, mas você tem um peitoral muito gostoso, né?’”, disse. A vítima afirmou que havia relações sexuais e que se envolveu com três padres. Os nomes dos três sacerdotes aparecem em vários depoimentos: Jaelson Alves de Andrade, Ednaldo Araújo dos Santos e Severino Melo. Os padres estariam afastados de suas funções. Nem o ex-seminarista, nem a autora da carta, que deu origem às investigações, quiseram se identificar. E eles têm suas razões. “Eles diziam que ou eu calava com isso ou a minha vida tava por um fio”, afirmou a mulher. “Eles diziam que eu tivesse cuidado por onde andava, porque eu não sabia quem tava atrás de mim, nem na minha frente, nem ao meu lado”, contou a vítima. Por pressão psicológica, duas testemunhas importantes que tinham marcado entrevista com o Fantástico desistiram de falar. Mas, à Justiça, elas falaram. Um deles é um empresário, dono de um restaurante, até hoje muito católico. Ele frequentava a igreja do padre Jaelson e depôs contra aquilo que ele achava que era um desvirtuamento da Igreja Católica. “Antes dele, a gente tinha meninas e meninos como coroinhas, mas depois que ele assumiu passou a só admitir coroinhas homens. Um dia dois deles me procuraram. O primeiro falou comigo chorando, contou que tinha decidido sair da igreja porque um dia tava na casa paroquial e o padre Jaelson pediu que o menino passasse óleo nele durante o banho. O garoto tinha entre 14 e 15 anos. O outro coroinha que veio falar comigo disse que teve um relacionamento com o padre dos 14 até os 21 anos”, disse em depoimento. Outra testemunha é um funcionário da Catedral, que trabalhou lá por mais de 30 anos e conhecia como ninguém os bastidores do que acontecia lá dentro. “Passaram três bispos e cinco padres no tempo que eu estive lá. Um desses padres, padre Jaelson, levava coroinhas e outros meninos, todos menores de idade, para dormir com ele nos quartos que ficam atrás da igreja. Os meninos iam embora de manhã cedo. Ele pagava lanches para os meninos e também dava roupas para eles como um agrado. Eu já cheguei a pegar padre Jaelson tendo relação sexual com menor de idade dentro da igreja. Também trabalhei com o padre Ednaldo. Ele costumava sair com os meninos que olhavam os carros na porta da Catedral. Costumava ir com eles no Bar da Pólvora. Eram todos menores de idade e o padre dava dinheiro pra eles”, afirmou em depoimento. Foi decisivo o depoimento de um desses jovens, que quando era menor de idade trabalhava como flanelinha no entorno da Catedral, e disse que, na época, teve relações com o padre Ednaldo. Ele contou tudo, mas não pôde ver a conclusão do processo porque foi assassinado em dezembro de 2016. A polícia chegou a investigar a possibilidade de queima de arquivo, mas nada ficou comprovado. O ex-funcionário citou também um quarto padre: Rui da Silva Braga. O padre Rui também levava meninos para a casa dele. Uma particularidade do caso é que não só padres foram acusados de crimes sexuais. Segundo o Ministério Público, havia o envolvimento direto do então arcebispo, dom Aldo Pagotto. Ele é suspeito de acobertar os crimes dos sacerdotes e também de ter tido relações sexuais com jovens da cidade. “Numa determinada conversa, ele chegou a realmente a passar a mão no meu peito e dizer ‘por que não aproveitamos que estamos aqui nós dois e vamos realizar aquilo que é melhor pra nós dois?’”, afirmou o ex-seminarista. À Justiça, a vítima disse que tinha sido só assediado pelo então arcebispo. Mas, ao Fantástico, ele foi além: “A gente chegou a ter relações sexuais, sim”, denunciou. Sem saber do envolvimento do arcebispo, o empresário chegou a pedir que ele tomasse providências sobre o problema. “Ele chegou a chorar e disse que ia tentar resolver a situação. disse que ia procurar que padre Jaelson fizesse um tratamento para parar com essas coisas. Isso foi em 2009 e nada foi feito. Quero deixar bem claro que sou católico, continuo frequentando a igreja e não tenho a intenção de prejudicar nenhum padre. Só quero que a verdade venha à tona pela dignidade da igreja”, disse o empresário à Justiça. Em 2002, quando era bispo de Sobral, no Ceará, dom Aldo foi denunciado por supostamente tentar acobertar casos de abuso sexual de um padre contra 21 meninas. Mas o Tribunal de Justiça cearense arquivou o caso. Em 2004, ele se tornou arcebispo da Paraíba. Ficou na posição até 2016, quando renunciou ao cargo, em meio às denúncias de escândalos sexuais envolvendo padres. Na carta de renúncia, ele se referiu a "egressos", ou seja padres e seminaristas afastados de outras dioceses, e que ele acolheu: "Acolhi padres e seminaristas no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros alguns egressos posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério". Dom Aldo vive agora em Fortaleza. Teve câncer de próstata. Na páscoa de 2018, divulgou um vídeo em que aparece debilitado. O Fantástico ligou três vezes para o celular dele, e também para o telefone fixo da casa onde vive. Não atendeu, nem respondeu às mensagens de texto. Mandou um e-mail curto: "Não participo desse tipo de reportagem. Esclareço que aos 8.11.2017 os padres suspeitos em envolvimento com menores foram inocentados por unanimidade". Mas os sacerdotes não foram exatamente inocentados. A data citada por dom Aldo coincide com o arquivamento do caso na Justiça comum. O Ministério Público Estadual considerou que os crimes já tinham prescrito, ou seja, pela lei, eram antigos, e não podiam mais ser julgados. O procurador estadual Francisco Sagres Vieira afirmou que tinha convicção de que o crime aconteceu, de que “os fatos se verificaram, tinha motivo suficiente para promoção da denúncia crime”. Porém, estava de “mãos atadas porque havia prescrição”. Mas na Justiça do Trabalho houve condenação, por exploração sexual. Indenização de R$ 12 milhões, R$ 1 milhão para cada ano de dom Aldo Pagotto à frente da Arquidiocese. O dinheiro deve ter uso social. “Esses R$ 12 milhões objeto a condenação serão revertidos para o fundo da infância, da adolescência e instituições congêneres que trabalham com crianças sexualmente exploradas e atuam na recuperação psicóloga, na reinserção social”, explicou o procurador do Trabalho Eduardo Varandas. A Diocese de João Pessoa foi procurada, para que a entidade e os padres acusados pudessem se manifestar. Mas ninguém quis dar entrevista. Em nota, a Igreja Católica da Paraíba afirmou apenas que “não se manifestará sobre os fatos e aspectos relacionados ao processo judicial em virtude da tramitação do caso em segredo de justiça". Todos os religiosos citados na ação negaram à Justiça envolvimento com os jovens. A Igreja ainda pode recorrer da sentença. “Isso precisa ser passado a limpo pela sociedade. A Igreja, a meu ver, deve essa explicação ao mundo. Agora, independentemente do fator de quem causou isso ou aquilo a grande preocupação do Ministério Público é evitar que danos como esse continue sendo uma rotina na vida de crianças e adolescentes”, afirmou o procurador. O ex-seminarista, hoje com 27 anos, se formou em administração e direito. Ele saiu do seminário por medo de se tornar um padre abusador. “Eu tinha muito medo de me tornar aquilo que fizeram comigo”, disse.
Repórter: Vou te fazer uma última pergunta: o que você gostaria que acontecesse com os padres e com o bispo que abusaram de você?
Ex-seminarista: Olha, sinceramente, que a Igreja cuidasse deles, né? Que a Justiça realmente fosse feita, eu sei que eu sou mais um. Mas eu acredito que a Igreja deveria, como instituição, cuidar neurologicamente dos padres e construtivamente, a nível de sociedade, a Justiça fosse feita.
A autora da carta de denúncia, que deu origem a toda investigação, diz que continua católica, confiando numa Igreja que saiba se purificar. “Eu queria que a igreja se limpasse. Eu não denunciei a Igreja, eu apenas fiz um pedido de socorro, acode a nossa Igreja, a Igreja tá sofrendo. Eu queria que limpasse, mas eu queria que limpasse dentro da igreja, fechada e não para o mundo porque a nossa Igreja é santa, nossa Igreja não merece isso que tá acontecendo”, lamentou.
O ator Caio Junqueira, que sofreu um grave acidente de carro, no Aterro do Flamengo, abriu os olhos e, mesmo sedado, tentou se levantar da cama neste sábado (19), surpreendendo os médicos do Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio. "Isso mostra que ele está querendo lutar pela vida", disse ao G1 a mãe do ator, que pediu para não ter o nome divulgado. Ela contou que os médicos tiveram que aumentar a sedação do filho para que ele não se levantasse: "O médico falou assim: 'ele é um touro, ele é muito forte'. Caio ainda apresentou febre alta neste sábado, o que levou os médicos a trocar seus medicamentos. Eles esperam uma melhora já no domingo pela manhã, segundo a mãe. O ator ainda precisará passar por várias cirurgias em função dos traumas que sofreu durante o acidente. "Tem que dar tempo a ele. Ele está muito traumatizado. Não é fácil ele chegar lá, abrir o olho, entender tudo", disse a mãe. Os médicos proibiram a visitação para evitar que Caio se agite. "Mas ele está bem e está reagindo." Ainda neste sábado, a Secretaria Municipal de Saúde informou que Caio "permanece em estado grave". O irmão do ator, Jonas Torres, conversou com G1 na quinta (17) e disse que o quadro de Caio era "delicado". Amigos do artista pediram doações de sangue para ele nas redes sociais. Caio Junqueira interpretou Neto, o aspirante 06, no filme "Tropa de elite". Um dos últimos trabalhos do artista foi a série "O Mecanismo", inspirada nas investigações da Operação Lava Jato.