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Brasil: Menina de 8 anos cai do 4º andar de prédio; tela de proteção foi cortada

  • G1
  • 07 Fev 2019
  • 12:26h

Foto: Reprodução/Google Street View

Uma menina de 8 anos caiu do 4º andar de um prédio no Parque Três Meninos, em Sorocaba (SP), na madrugada desta quinta-feira (7).De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a ocorrência foi registrada às 4h36, em um condomínio na Rua João Delgado Hidalgo.O Samu enviou uma ambulância e um caminhão do Corpo de Bombeiros até o local da ocorrência. A criança teve fraturas em membros inferiores e trauma do crânio.Ainda de acordo com o Samu, ela foi socorrida e encaminhada ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). O estado de saúde atualizado ainda não foi divulgado.Segundo informações passadas pela Polícia Militar, a madrasta da criança disse que saiu levar o marido ao trabalho e quando retornou, cerca de 10 minutos depois, a menina estava caída do lado de fora do prédio.Ainda segundo o relato da mulher, a própria criança teria cortado a tela de proteção com uma tesoura. A madrasta foi levada para a delegacia e, questionada pela TV TEM, não quis se pronunciar sobre o assunto. Conforme apurado pela TV TEM, o pai foi ao hospital acompanhar o atendimento da menina.As causas do acidente ainda serão investigadas pela Polícia Civil.

Chuva deixa 5 mortos, causa deslizamentos e quedas de árvores no Rio

  • 07 Fev 2019
  • 11:23h

Foto: Alba Valéria Mendonça/G1

Cinco pessoas morreram e uma está desaparecida depois da tempestade da noite da quarta-feira (6) no Grande Rio. A forte chuva acompanhada de ventania causou apagões, derrubou árvores, alagou vias e fechou a Avenida Niemeyer, onde um trecho da ciclovia desabou. Dois ônibus foram atingidos por deslizamento de terra e árvore na Avenida Niemeyer. Em um deles, uma mulher morreu e outra pessoa é procurada. A mulher que morreu estava sentada atrás do banco do motorista, que conseguiu sair do veículo e teve escoriações. Com a força do deslizamento de terra, o ônibus foi jogado contra a mureta da avenida e invadiu a ciclovia. Duas retroescavadeiras são usadas nos trabalhos. Os bombeiros tentam tirar uma árvore que está em cima do ônibus, exatamente no local onde estaria uma pessoa. Houve quedas de barreira em vários pontos da Avenida Niemeyer - a ciclovia caiu perto de São Conrado, e o ônibus foi atingido quase no extremo oposto. O prefeito Marcelo Crivella confirmou que a situação mais crítica é na Niemeyer. "Vai demorar mais de um dia inteiro para normalizar", disse. Duas pessoas morreram em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e uma na Avenida Niemeyer. Um morador do Vidigal relatou o resgate às vítimas: "Foi desesperador", contou ele, que teve a casa destruída pela chuva. A Prefeitura afirma que a morte no Vidigal foi causada por um muro que desabou. Às 10h45, uma menina foi resgatada com vida do alto do Vidigal. Ela foi levada de helicóptero e o estado de saúde dela não foi informado.A comunidade do Vidigal fica na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ciclovia Tim Maia fica na Avenida Niemeyer, que está entre o mar e o Morro do Vidigal. A Rocinha também fica na Zona Sul da cidade.

E-mails indicam que Vale soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento de barragem

  • 07 Fev 2019
  • 08:11h

Uma troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem de Brumadinho mostra que, dois dias antes do rompimento, a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura. Os e-mails foram identificados pela Polícia Federal. Até esta quarta-feira, havia a confirmação de 150 mortos e 182 desaparecidos em decorrência do mar de lama liberado após o rompimento da barragem. A Vale informou em nota que, no segundo dia útil após o rompimento da barragem, entregou voluntariamente documentos e e-mails a procuradores da República e à Polícia Federal. "A companhia se absterá de fazer comentários sobre particularidades das investigações de forma a preservar a apuração dos fatos pelas autoridades", diz o texto da nota .A TV Globo teve acesso aos depoimentos prestados por dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, André Jum Yassuda e Makoto Namba, responsáveis por laudos de estabilidade da barragem. Os advogados Augusto de Arruda Botelho e Brian Alves Prado, que defendem os engenheiros, disseram que não vão comentar. Yassuda e Namba foram presos pela Polícia Federal na semana passado. Nesta terça-feira (5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que eles fossem libertados. Ao questionar Namba, o delegado Luiz Augusto Nogueira, da Polícia Federal, se refere à existência de e-mails trocados entre funcionários da Vale, da TÜV SÜD e da Tec Wise, outra empresa contratada pela Vale. As mensagens começaram a ser trocadas no dia 23 de janeiro, às 14h38, e se prolongaram até as 15h05 do dia seguinte. A barragem se rompeu em 25 de janeiro. Nas perguntas, o delegado diz que o assunto das mensagens "diz respeito a dados discrepantes obtidos através da leitura dos instrumentos automatizados (piezômetros) no dia 10/01/2019, instalados na barragem B1 do CCF, bem como acerca do não funcionamento de 5 (cinco) piezômetros automatizados". No depoimento não constam, no entanto, detalhes sobre as mensagens. O engenheiro afirma que só ficou sabendo das alterações dos dados fornecidos pelos sensores após o rompimento da barragem. Depois de lidas as mensagens para ele, Namba foi questionado sobre "qual seria sua providência caso seu filho estivesse trabalhando no local da barragem". Namba respondeu, segundo o relatório da Polícia Federal, que "após a confirmação das leituras, ligaria imediatamente para seu filho para que evacuasse do local bem como que ligaria para o setor de emergência da Vale responsável pelo acionamento do PAEBM [Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração] para as providências cabíveis". A TÜV SÜD informou em nota que fará tudo o que estiver ao alcance "para contribuir para uma investigação abrangente", mas devido às investigações em andamento com as quais contribui, "não está atualmente em posição de fornecer quaisquer informações adicionais".

Engenheiro se disse pressionado

No depoimento, o engenheiro Makoto Namba também relatou uma reunião com funcionários da Vale sobre o laudo de estabilidade assinado por ele. Namba disse que um funcionário da Vale chamado Alexandre Campanha perguntou a ele: “A TÜV SÜD vai assinar ou não a declaração de estabilidade?”.Namba disse à PF ter respondido que a empresa assinaria o laudo se a Vale adotasse as recomendações indicadas na revisão periódica de junho de 2018, mas assinou o documento.Segundo ele, “apesar de ter dado esta resposta para Alexandre Campanha, o declarante sentiu a frase proferida pelo mesmo e descrita neste termo como uma maneira de pressionar o declarante e a TÜV SÜD a assinar a declaração de condição de estabilidade sob o risco de perderem o contrato”.

Deputado do PSL quer proibir venda de anticoncepcionais no Brasil

  • 06 Fev 2019
  • 18:14h

(Foto: Reprodução)

Um projeto de lei (PL) apresentado, na última segunda-feira (4), pelo deputado Márcio Labre (PSL-RJ) quer proibir o uso de métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte, no Brasil. O PL 261/2019 sugere a "proibição do comércio, propaganda, distribuição e implantação pela rede pública de saúde de micro abortivos". No texto, são listados como "micro abortivos" o DIU (dispositivo intrauterino), a pílula de progestógeno, o implante subcutâneo, a pílula do dia seguinte, a pílula RU-486 e "qualquer outro dispositivo, substância ou procedimento que provoque a morte do ser humano já concebido, ao longo de toda sua gestação, sobretudo antes da implantação no endométrio". Segundo o deputado, a proposta "visa proteger a saúde da mulher". Labre defende que a polícia apreenda e destrua todo o material encontrado, com a possibilidade de interdição de estabelecimentos que desumpram as normas. Há ainda a sugestão de multa no valor de mil a 10 mil salários mínimos, para pessoas físicas, e de 1% a 30% do faturamento anual, para pessoas jurídicas. "Conto, primeiramente com a proteção de Deus. Em segundo lugar, com o apoio de vários movimentos Pró-Vida dispersos pelo País, cujo impacto sobre a opinião pública tem-se tornado cada vez maior nos nossos dias", afirma o deputado na justificativa do projeto. O texto ainda critica o Ministério da Saúde pela distribuição da pílula do dia seguinte e acusa a pasta de orientar o aborto até a quinto mês de gestação. Por meio de nota, o ministério ressaltou que o medicamento Levonorgestrel, mais conhecido como pílula do dia seguinte, "é um método eficaz e seguro usado para a anticoncepção hormonal de emergência que está disponível na atenção básica e UPA". A pasta lembrou ainda que a interrupção da gestação é permitida apenas em casos de estupro, risco à vida da mulher ou gravidez de feto anencéfalo.

Criança de 9 anos tem mãos queimadas com ferro de passar e mãe será indiciada por tortura

  • 06 Fev 2019
  • 17:06h

Foto: Arquivo Pessoal

Uma mulher de 24 anos é suspeita de queimar as mãos do próprio filho, um menino de 9 anos, com um ferro de passar roupa. O menino teria mexido em moedas que pertencem a uma tia e, por isso, foi queimado, segundo a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). A mãe foi detida e levada à delegacia na noite desta terça-feira (5), no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus. Como não houve flagrante, ela foi liberada e vai responder por tortura. Segundo a Polícia Civil, em depoimento na delegacia, a mulher relatou que a criança havia mexido em uma moeda de uma tia dele e confessou que, como castigo, ela colocou o ferro de passar roupa quente nas mãos do próprio filho. A titular da Depca destacou que imediatamente a criança foi afastada da mãe e levada para realizar os procedimentos médicos necessários. A delegada Joyce Coelho destacou que a mulher foi indiciada por tortura e um Inquérito Policial (IP) foi instaurado em torno do caso. De acordo com uma investigadora da Depca, a criança contou aos policiais que atenderam a ocorrência que foi espancada antes de sofrer as queimaduras com um ferro de passar roupa. As mãos da criança ficaram tomadas por bolhas em decorrência da queimadura. O menino sofreu as queimaduras na segunda-feira (4), dentro de casa. Além da criança, a mãe tem outro filho, de 6 anos. A criança que foi queimada foi levada para um abrigo. O outro segue sob guarda da mãe.

Brumadinho: número de mortes confirmadas chega a 150

  • 06 Fev 2019
  • 15:14h

Foto: Tahiane Stochero/G1

A Defesa Civil de Minas Gerais atualizou, no início da tarde desta quarta-feira (6), o número de vítimas do rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, 150 corpos já foram resgatados. A Polícia Civil identificou 134 mortos e 182 pessoas seguem desaparecidas. As informações foram dadas pelo tenente coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil Estadual de Minas Gerais. Ainda de acordo com Godinho, a rodovia Alberto Flores segue interditada e a previsão da liberação é de três semanas. A vale vai custear uma estrutura definitiva no local, para a circulação nos dois sentidos.A empresa também vai arcar com o transporte escolar das crianças de Casa Branca para Brumadinho. O serviço vai começar nesta quinta-feira (7) e vai acontecer de duas em duas horas, de 8h às 20h. Uma van sairá de Casa Branca e a outra da sede de Brumadinho.

A funcionária da Vale que alertou sobre o desastre e fugiu de ré em caminhão com 90 toneladas

  • G1
  • 06 Fev 2019
  • 13:10h

Foto: VITOR FLYNN/BBC NEWS BRASIL

Há mais de dez dias da tragédia de Brumadinho (MG), os olhos castanhos de Ana Paula da Silva Mota ainda passam grande parte do tempo opacos e ausentes, como se estivessem revendo as cenas que ela viveu a partir das 12h28 de 25 de janeiro. Naquele exato minuto, a motorista dos megacaminhões da Vale olhou em direção às montanhas que circundam a mina Córrego do Feijão e viu uma imensa avalanche emergir do local onde ficava a barragem principal, a apenas 550 metros de onde estava. "Eu estava de frente para a barragem. Acho que fui uma das primeiras pessoas a ver (a avalanche). Não dava para acreditar", diz Ana Paula, de 30 anos. Em poucos segundos, a encosta verde de 87 metros de altura, que sustentava 11,7 milhões de toneladas de rejeito de minério de ferro, cedeu e se transformou em uma onda marrom densa. Tinha mais de 300 metros de comprimento e, em alguns pontos, até 20 metros de altura. Segundo o Corpo de Bombeiros, a velocidade inicial era de 80 quilômetros por hora. "A onda veio muito rápido. Mas também parecia que estava em câmera lenta. É algo muito estranho, não consigo explicar", fala Ana Paula, mãe de uma menina de 8 anos e um menino de 3 anos. O local onde a funcionária da Vale estava era o trecho final de uma estrada de terra que descia desde a área de extração de minério, no alto, até o terminal de carregamento do trem, na parte mais baixa do complexo mineiro, muito perto da barragem. Nessa estrada, Ana Paula dirigia o gigantesco e potente Fora de Estrada 777, veículo usado para transportar minério, com cinco metros de altura e 11 de comprimento - o pneu, por exemplo, é mais alto que a motorista. Na sua caçamba, havia 91 toneladas de minério, que seriam despejados nos vagões do trem. Era um trabalho que ela amava, com o qual havia sonhado por muitos anos e que iniciara alguns meses antes, em junho de 2018. No primeiro momento, Ana Paula não entendeu o que estava acontecendo. "Achei que era uma detonação na mina", diz ela. Só instantes depois, compreendeu que a barragem havia estourado. "A gente achava que essa barragem estava seca. Olhando de cima, parecia um campo de futebol, firme, duro, não tinha esse lamaçal. Ninguém imaginava que estava assim por dentro", conta. Além disso, "eu nunca tive receio dessa barragem, porque a Vale sempre passava muito treinamento de segurança. Inclusive, uns três meses antes, tinham feito uma simulação (de evacuação de emergência)", acrescentou Ana Paula. Mas, "quando caiu a ficha, peguei o rádio transmissor (do veículo) e comecei a gritar desesperada: 'corre, foge, a barragem estourou'. Quem estava naquela faixa (de rádio) me escutou gritando. Depois, fiquei sabendo que teve gente que escapou porque ouviu uma mulher chorar e gritar no rádio. Era eu", diz ela. Ana Paula ainda tentou chamar a central pelo rádio, mas escutou apenas um silêncio - o local havia sido rapidamente soterrado. Em apenas 30 segundos, a avalanche chegou a cerca de 100 metros do megacaminhão de Ana Paula. Inundou de lama o começo da estrada onde estava o veículo, destruiu parte das instalações da Vale localizadas ali, e despencou em cima de um grupo de pessoas que tentava escapar. "Minha vontade era me jogar naquela lama para ajudar a salvar as pessoas, mas não tinha jeito. A onda era muito mais forte que qualquer um de nós", fala ela. A partir daquele ponto, se a onda tivesse seguindo em linha reta, poderia ter encoberto toda a estrada onde estava o megacaminhão de Ana Paula. Mas o mar de lama fez uma curva exatamente na encosta onde ficava a via, e se deslocou rumo ao terminal de carregamento. De lá, seguiu para a área administrativa e o refeitório - onde, acredita-se, estava a maior parte das vítimas. Assim, a trabalhadora assistiu atônita à maior parte da avalanche desviar da sua direção e correr pelo seu lado direito, destruindo tudo que havia pela frente. "Hoje, eu não posso mais olhar para uma montanha. Senão, eu vejo a onda vindo outra vez", desabafa. No total, Ana Paula calcula que perdeu "muito mais que vinte" colegas na tragédia. Sua tia Rosário, que também trabalhava na Vale, está desaparecida.

A fuga de ré com 91 toneladas na caçamba

Enquanto a barragem se rompia, um outro megacaminhão de minério começava a subir a estrada onde estava Ana Paula, no sentido oposto. Vazio, tinha acabado de descarregar minério nos vagões do trem. O motorista, que dirigia de costas para a barragem, estava alheio à iminência da tragédia. Como o veículo é muito barulhento, o trabalhador usava protetores auriculares, que podem ter impedido que ouvisse o rompimento do reservatório e o som de árvores e construções sendo engolidas pela lama. Foi Ana Paula quem o alertou. "Eu buzinei e dei luz, desesperada, para avisar meu colega. Ele não ouviu minha buzina, mas acabou percebendo o sinal de luz e acelerou para subir a estrada". Mas havia outro problema: a estrada não comportava a passagem simultânea de dois caminhões de minério. Então, para que o colega pudesse acelerar, Ana Paula teve que tomar uma decisão corajosa e arriscada: encostou seu Fora de Estrada à direita da via e ficou parada, adiando a própria fuga. Enquanto isso, a lama ia varrendo a mina. "Se não fosse isso, a onda tinha quebrado em cima dele. Foi por muito pouco", conta a funcionária da mina Córrego do Feijão. Depois de passar por Ana Paula, esse segundo megacaminhão subiu por uma estrada lateral e se afastou da destruição da lama. Esse momento, ocorrido às 12h29, foi registrado por uma câmera de segurança da Vale - a mesma que gravou o rompimento da barragem, um minuto antes. A imagem do veículo em fuga foi exibida pelas emissoras de TV na última sexta-feira. Quando viu a cena, Ana Paula relembrou de tudo que viveu e quase desmaiou. "Fiquei com tontura, meu corpo ficou bambinho", relata. Já o colega que dirigia o veículo mostrado na mídia, ainda muito abalado, não quis dar entrevista - por isso, a BBC News Brasil optou por preservar seu nome. Após o colega conseguir fugir, era a vez de Ana Paula fazer algo para sair dali. A missão era difícil, já que a frente do seu megacaminhão estava virada para a direção oposta à rota de fuga. Manobrar o veículo era impossível - a estrada era estreita, o veículo enorme, e não haveria tempo para isso. "Então, eu pensei: vou dar ré", lembra ela. "Só que era uma subida e o caminhão estava cheio de minério. Eu achava que não ia subir de ré, mas era minha única opção. Então, fui dando ré e pedindo a Deus para me salvar. Eu dava ré e a lama ia chegando mais perto. Foi Deus que colocou a mão atrás do caminhão e puxou". Foram cerca de 150 metros de ré - sempre de frente para a barragem, observando toda a destruição causada pela lama. Até que Ana Paula chegou ao entroncamento da estrada pela qual seu colega havia subido minutos antes. Então, embicou o megacaminhão de frente e dirigiu para longe dali. Essa cena também foi captada pela câmera de segurança da Vale. Às 12h31, três minutos após o rompimento da barragem, quando parecia não haver mais vida alguma naquele local, o Fora da Estrada 777 de Ana Paula emergiu da poeira que havia sido levantada pela passagem da lama. Carregado de minério, o veículo se movia lentamente, último sobrevivente daquele campo de guerra. "Se eu tivesse entrado em choque, paralisado, como aconteceu com muita gente, não teria saído dali. Eu acho que foi Deus que deixou minha cabeça boa para fazer o que eu fiz", acredita a motorista dos super caminhões. Já fora de risco, a única coisa em que Ana Paula pensava era abraçar os filhos. Desde a tragédia, o mais novo pede abraços a todo momento. "Meu psicológico está abalado, mas tenho que ter força pelos meus filhos".

A chegada da lama ao refeitório

Enquanto Ana Paula dava ré no seu megacaminhão, a avalanche de lama atingia a área administrativa da Vale e o refeitório, a cerca de 1,4 quilômetro da base da barragem. O trajeto levou em torno de dois minutos, apenas. Walcir Carvalho, de 30 anos, trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviços elétricos para a Vale. No momento do rompimento da barragem, ele e seus oito colegas haviam acabado de almoçar no refeitório da mina Córrego do Feijão. A seguir, a maioria do grupo foi descansar em uma pracinha ali perto. Já Walcir e outros dois colegas foram tirar um cochilo nos veículos da firma, que estavam estacionados em fila indiana a poucos metros dali, sob a sombra de árvores. Mas, naquele dia, Walcir sentiu um incômodo diferente e não conseguiu pegar no sono. Por isso, saiu da caminhonete onde estava e foi se deitar na carroceria do veículo da frente. Minutos depois, ouviu um barulho de explosão muito alto. "Achei que era uma explosão da mina. Mas então começou a vir poeira com lama, as árvores começaram a quebrar. Quando olhei, a onda já estava chegando na caminhonete. Aí foi cada um correndo por si", conta Walcir, cujo olhar lembra o de Ana Paula, distante e assustado. "Nunca imaginamos que isso ia acontecer. A Vale tem um trabalho 100% em termos de segurança. E eu já trabalhei perto da barragem, parecia que era (feita de) terra. Nunca ficava água lá. Se enchia de água, uma bomba logo tirava", completa. A lama, portanto, foi uma surpresa também para Walcir. O funcionário relata que não ouviu nenhuma sirene - a própria Vale admitiu que o alerta sonoro de emergência não soou "devido à velocidade com que ocorreu o evento". "Quem estava em um lugar mais aberto conseguiu ouvir pessoas gritarem (e pode fugir antes). Já a gente, que estava embaixo das árvores, só ouviu a onda chegando mesmo", conta. Segundo ele, ainda houve quem escutou uma mulher gritar e chorar no rádio. Na fuga, o eletricista teve que pular um poste que caiu ao seu lado. "Minha sorte é que não estava eletrizado, senão eu tinha morrido na hora". Depois, atravessou uma área de mata e chegou em um ponto mais alto, a salvo da lama. Ali, também estavam outros sobreviventes. "Éramos umas 50 pessoas. Ficamos desesperados, procurando se nossos amigos também tinham conseguido fugir", diz Walcir. Mas seus dois colegas que também estavam cochilando nas caminhonetes não apareceram. Ao longo das buscas, um deles teve o corpo identificado. Já o outro continua desaparecido. "Não consigo falar sobre eles não", disse o eletricista, muito emocionado. Assim como os colegas de Walcir, há entre as vítimas do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão um grande número de terceirizados. Nesta terça-feira, 130 funcionários da Vale tinham sido identificados entre os mortos ou estavam desaparecidos. Já entre funcionários terceirizados ou pessoas da comunidade, o número era maior, de 189. Evangélico, Walcir acredita que foi salvo por um milagre. Dos três veículos da empresa, dois ficaram soterrados. Já o terceiro foi torcido pela lama, mas não afundou - "era a caminhonete onde estava minha Bíblia", diz o trabalhador. "Graças a Deus eu consegui fugir. Muitas pessoas que faleceram ficaram paralisadas, sem reação, hipnotizadas pelo que estavam vendo e não conseguiram escapar", relata.

Cada um que sobreviveu é um 'milagre'

Em circunstâncias extremas, o curso da vida pode ser completamente alterado por ações fortuitas - ou, dependendo do ponto de vista, por pequenos milagres. No caso de Ana Paula, foi o fato de estar descendo a estrada mais devagar que o de costume que a colocou fora do primeiro ponto de impacto da onda. "Se eu tivesse descido com uma marcha a mais, teria chegado mais rápido lá embaixo (na área dos vagões). E a onda teria quebrado em cima de mim", diz ela. Já no caso de Walcir, a dificuldade de cochilar fez com que se movesse para um lugar por onde foi mais fácil fugir. Além disso, seu supervisor tinha decidido liberar a equipe para almoçar antes de iniciarem o próximo serviço: uma manutenção em postes localizados justamente ao pé da barragem. "Se a gente não tivesse ido almoçar aquela hora, não estávamos aqui respirando". "Qualquer um que se salvou é um milagre", acredita Ana Paula. Até avistar a avalanche de lama, a motorista dos supercaminhões da Vale estava vivendo um dia normal de trabalho. Havia acordado às 4h, como de costume, feito café e enchido a garrafa térmica que levava todos os dias para o serviço. Às 5h50, saiu de casa para pegar o ônibus que conduzia os trabalhadores de Brumadinho até a mina. "Eu fico me lembrando do início daquele dia, quando estava esperando o ônibus junto com meus colegas de trabalho. Estávamos indo trabalhar felizes. Era meu sonho trabalhar lá. Mas, daquele grupo do ponto de ônibus, só eu sobrevivi". Desde então, está difícil pensar em outro assunto. Na semana que seguiu à tragédia, Ana Paula passou grande parte do tempo em frente à TV. "Meu marido, minha família, um monte de gente briga comigo para eu parar de ver notícias sobre isso. Mas eu não consigo. Acordo e já ligo o aparelho, para tentar saber de algum colega", fala ela. Assim como muitos funcionários da Vale que viram a lama e sobreviveram, Ana Paula passou alguns dias sem dormir. "Mas, se eu ficar na cama, de que vai adiantar eu ter sobrevivido?", questiona ela, que está sendo atendida por uma psicóloga contratada pela empresa - diversos profissionais da área foram disponibilizados pela mineradora para acompanhar quem foi afetado pelo desastre. "Ela (a psicóloga) falou para eu pensar que sobrevivi e ajudei outras pessoas a se salvarem", diz Ana Paula.

E daqui para frente, o que vai acontecer? "Não sei. Eu nem penso nisso. Eu vou ter que trabalhar, ficar em casa vai ser pior. Acho que não vão mandar a gente embora. A maior parte de Brumadinho trabalha lá (na Vale)", responde a funcionária da mineradora.

E quanto à barragem? "Quem dera eles tivessem falado (do risco) para a gente, mas eu não sei se sabiam ou não. Tem que esperar a investigação esclarecer".

Quatro jovens são presos suspeitos de decapitar homem para 'assustar' irmão da vítima

  • G1
  • 06 Fev 2019
  • 10:12h

Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

Quatro jovens foram presos pela Polícia Civil suspeitos de matar Erivaldo Ferreira da Rocha, de 32 anos, em Goiânia. Segundo a corporação, o grupo disse que matou a vítima para atingir o irmão dela, que teria uma rixa com eles. Os presos afirmaram que decapitaram o homem para que a morte tivesse “repercussão” e o parente dele soubesse do crime. “Os autores confessaram o crime e [disseram que] usaram um serrote. Segundo eles, a decapitação era para que o caso tivesse grande repercussão e chegasse até o irmão dele”, explicou a delegada Silvana Nunes. Segundo a delegada, o homem que seria o mandante do crime já estava na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, e outro investigado foi morto no último dia 25 de janeiro. A cabeça da vítima foi encontrada em 13 de janeiro em frente a um shopping na Avenida Perimetral Norte, em Goiânia. Nela, havia a inscrição "TD2", que faz alusão à gíria “tudo dois”, que significa “tudo em paz”. Já o corpo dele foi achado quatro dias depois, boiando no Rio Meia Ponte, também na capital.

Falsa oferta de emprego

De acordo com as investigações, o corpo de Erivaldo tinha marcas de tiros e foi decapitado. Até esta terça-feira (5), a Polícia Civil informou que ainda aguarda laudo cadavérico para saber se ele foi decapitado quando ainda estava vivo ou depois de morto. Segundo a delegada, o rapaz foi atraído ao local do crime por uma proposta de emprego falsa. “A vítima não tinha conhecimento das companhias do irmão. Chamaram ele para capinar um lote no fundo da casa dos autores. Ele foi na inocência, mas era uma ‘casinha armada’. [Chegando lá] os autores deram dois tiros contra ele”, explicou. Nunes também esclareceu que, após a decapitação, a cabeça da vítima foi levada em um saco plástico por um dos autores até a frente do shopping. Já o corpo foi jogado no rio.

Sobe para 142 o número de mortos confirmados em Brumadinho

  • 06 Fev 2019
  • 07:09h

Foto: Carlos Amaral/G1

No 12º dia de buscas da tragédia de Brumadinho, nesta terça-feira, o número de mortes confirmadas subiu para 142, com 122 corpos identificados. Agora, segundo os Bombeiros, são 194 desaparecidos. O 12º dia de buscas começou por volta das 6h50. Os primeiros corpos ou restos mortais resgatados na lama chegaram ao campo usado como centro de operações do Corpo de Bombeiros por volta das 9h45, no Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH. Após mais de duas horas e meia de buscas, os corpos ou segmentos de corpos foram trazidos em um helicóptero da Polícia Militar do Paraná. Os trabalhos foram feitos em 22 pontos diferentes e contaram com a ajuda de 10 helicópteros e equipes de militares a pé, de barco, escavadeiras e máquinas anfíbias. Três equipes são reforçadas por militares da Força Nacional de Segurança e também continua a presença de militares de outros estados. Foram 399 profissionais envolvidos na operação nesta terça, sendo 200 do Corpo de Bombeiros de MG, 64 da Força Nacional, 110 bombeiros militares de outros estados e 25 voluntários.Por volta das 10h45, o helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais trouxe mais corpos ao centro de operações. Ao meio-dia, outro helicóptero trouxe mais corpos. Por causa de um enterro no cemitério do Córrego do Feijão, a família pediu que a movimentação dos helicópteros fossem paralisadas das 11h30 até o fim da homenagem. No começo da tarde, a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale, composta por movimentos e acionistas que criticam a atuação da empresa, pediu a destituição da diretoria da Vale e o fechamento de outras minas da região. O grupo questionou a atuação da empresa nos últimos dias. Por volta das 19h, uma reunião tensa durou mais de 2 horas e contou com cerca de 450 moradores e produtores rurais, mas representantes da mineradora Vale não aceitaram as reivindicações emergenciais da comunidade.

STJ manda soltar funcionários da Vale e engenheiros presos por rompimento de barragem

  • 05 Fev 2019
  • 16:10h

A sexta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu nesta terça-feira (5), por unanimidade, liberdade para três funcionários da Vale e dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, que prestava serviços para a mineradora. Eles haviam sido presos após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Segundo investigadores, os profissionais atestaram a segurança da barragem que se rompeu, a número 1 da Mina do Feijão. A decisão da sexta Turma é provisória (liminar) e tem validade até que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgue o mérito dos habeas corpus (pedidos de liberdade) apresentados pelos cinco investigados. No último sábado (2), os engenheiros da TÜV SÜD André Yassuda e Makoto Mamba, e os funcionários da Vale Cesar Augusto Paulino Grandchamp (geólogo), Ricardo de Oliveira (gerente de Meio Ambiente) e Rodrigo Artur Gomes de Melo (gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale) tiveram pedido de liberdade negado liminarmente no tribunal mineiro. Eles então recorreram ao STJ. Até o momento, 134 mortes foram confirmadas na tragédia de Brumadinho. Outras 199 pessoas continuam desaparecidas.

Laudo aponta problemas no sistema de drenagem na barragem da Vale em Brumadinho

  • 05 Fev 2019
  • 10:08h

Foto: Carlos Eduardo Alvim

Um laudo de vistoria feito em 2018 sobre a barragem I da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, detectou problemas no sistema de drenagem da estrutura. A barragem, que estava sem receber rejeitos desde 2015, rompeu em 25 de janeiro despejando um tsunami de água, terra e rejeitos sobre funcionários da Vale e moradores da região. Até segunda-feira (4), 134 mortes haviam sido confirmadas e 199 pessoas seguiam desaparecidas. O laudo foi feito pela empresa alemã Tüv Süd, a pedido da Vale, e conclui pela estabilidade da estrutura. Mas registra que, em determinada área da barragem que estava parcialmente saturada de água, havia um dreno seco. Outros continham trincas de onde vertia água. Além disso, o documento recomendou a instalação de novos piezômetros, equipamentos que medem a pressão e o nível da água no solo, e de um mecanismo de registro sismológico no entorno da barragem. Por fim, o estudo recomenda que, para aumentar a segurança da barragem e evitar a liquefação – uma das possíveis causas da tragédia–, a Vale deveria tomar atitudes que diminuíssem a probabilidade de gatilhos, como proibir detonações nas redondezas, evitar o tráfego de equipamentos pesados, e impedir a elevação do nível da água na estrutura. A Vale afirmou que todas as recomendações foram atendidas ainda no ano de 2018. “Cabe reforçar que se tratavam de recomendações rotineiras em laudos deste gênero”. A mineradora não diz na nota se comprovou à Justiça que as recomendações foram cumpridas. A nota diz ainda que a barragem era monitorada por 94 piezômetros, equipamentos especiais, e 41 indicadores de nível da água. As informações dos instrumentos eram coletadas periodicamente e todos os dados analisados pelos geotécnicos responsáveis pela barragem.

Para professor, acúmulo de água pode ter levado à ruptura

Os engenheiros da Tüv Süd elaboraram dois relatórios sobre as condições de segurança da barragem de Brumadinho. O primeiro, de agosto de 2017, conclui que “o desempenho da barragem se encontrava adequado, atendendo às exigências das normas brasileiras de segurança para barragens”. O segundo, de julho de 2018, reafirma a conclusão. O Jornal da Globo mostrou os dois relatórios para o professor Edilson Pizzato, do Instituto de Geociência da USP. Para ele, os critérios técnicos usados na avaliação de risco da barragem de Brumadinho estavam corretos.“A metodologia utilizada é conhecida, utilizada no mundo inteiro. As análises indicam, pela própria conclusão deles, que a barragem tinha condição de segurança", diz Pizzato. Mas algumas fotos chamaram a atenção. Elas mostram problemas no sistema de drenagem interna da barragem. São tubos danificados, entupidos pela vegetação, e a formação de coloide, uma espécie de entupimento provocado pelo acúmulo de minério.“No próprio relatório foram indicados alguns problemas em relação à drenagem interna. São drenos horizontais profundos. São drenos que vão tirar a água de dentro do maciço. E é aquela água que satura o material, a água que é interna. E é justamente um dos fatores que pode levar à liquefação do material. O material está saturado. Então, se nesse tempo de três meses, praticamente entre o relatório até o rompimento, ocorreu problema na drenagem e acumulou água dentro do maciço, isso poderia ter levado a ruptura. Por que? O estado de saturação estaria diferente do que ele apontou no relatório”, diz o professor. Os laudos são assinados por profissionais da Vale e Tüv Süd. Entre os responsáveis por parte da companhia alemã estão os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda. Eles foram presos na semana passada, suspeitos de crimes ambientais, falsidade ideológica e homicídio. O advogado dos dois engenheiros anexou os relatórios no pedido de liberdade feito à Justiça mineira, para tentar mostrar que Namba e Yassuda cumpriram com suas responsabilidades profissionais e apontaram a situação da barragem. O Tribunal de Justiça de Minas (TJ-MG) negou o pedido liminar de habeas corpus. A defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Deputada sofre onda de ataques nas redes sociais por uso de decote ao tomar posse em SC

  • 05 Fev 2019
  • 08:01h

Foto: Luis Debiasi/Agência AL

A roupa usada pela deputada estadual Ana Paula da Silva, conhecida como Paulinha (PDT), durante a cerimônia de posse no dia 1º de janeiro na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) provocou repercussão nas redes sociais. O macacão vermelho com decote foi alvo de milhares de comentários, muitos deles ofensivos. A parlamentar já foi prefeita de Bombinhas, no Litoral Norte, duas vezes. Uma foto tirada no dia da posse e postada pela deputada numa página de rede social já teve mais de 8,5 mil comentários e 6,2 mil compartilhamentos. As ofensas vieram de várias partes do país. Um dos comentários foi feito por um homem que se identificou como policial militar. Em entrevista à NSC TV, ela disse que sempre usou roupas justas e decotadas e que não vai ser agora que chegou à Alesc que vai mudar."Claro que foi um dia de bastante sofrimento, não vou negar. Mas eu não vou arredar o pé daquilo que eu sou. Eu quero ser feliz acima de todas as coisas. E isso implica em me apresentar para as pessoas como eu sou. Corpo, alma, verdadeiramente aquilo que eu sou. Acho que esse preconceito precisa ser desconstruído. E de fato, no ambiente da política, a presença esmagadora de homens nos faz encolher, nos faz retroagir", disse Paulinha. Para a deputada, as pessoas estão dando atenção para coisas que não são relevantes. "Hoje tem mais de 800 mil catarinenses esperando procedimento médico ou cirúrgico. Nesses 30 dias, essas filas só aumentaram. Essas sim são as questões mais importantes", declarou. Paulinha disse também que pretende processar quem fez comentários ofensivos contra ela. O advogado criminalista Leonardo Costella afirma que no caso da advogada, as pessoas que fizeram os comentários ofensivos podem ser condenadas até a pagar indenização por danos morais. "Esses crimes podem muito bem serem classificados por difamação ou injúria, que são crimes contra a honra", disse. A Assembleia Legislativa informou que o regimento interno diz que o traje do plenário é passeio completo e que a roupa da deputada estava de acordo, por isso não houve quebra de decoro. Disse ainda que repudia os comentários misóginos contra a deputada. Já o comando geral da PM afirmou que vai abrir processo administrativo para investigar a postura do policial da reserva que postou os comentários ofensivos. A deputada Ana Paula foi eleita com 51.739 votos.

Brasil: Policial agride mulher com chicotadas

  • G1
  • 04 Fev 2019
  • 20:11h

Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Ceará investiga uma agressão de um policial a uma mulher, durante uma abordagem na Rua do Canal, no Bairro Lagamar, em Fortaleza, na noite de domingo (3). Uma pessoa que não quer se identificar filmou a agressão e enviou a imagem ao G1.Conforme testemunhas, uma festa de pré-carnaval era realizada no local, quando a PM chegou. Dois militares aparecem nas imagens, e um deles agride a jovem com um chicote, segundo uma das garotas agredidas.A assessoria de comunicação do órgão informou, em nota, que "a PMCE está verificando a identificação dos policiais militares envolvidos na ocorrência, para que as devidas providências sejam tomadas".A Polícia Militar lamentou a agressão e também afirmou que "não compactua com qualquer ação policial que vá de encontro aos direitos e garantias fundamentais do cidadão e que se pauta, dentre outros, pelo princípio da legalidade e da impessoalidade".A Instituição lembrou que qualquer ação de seus membros que, porventura, destoe dessas diretrizes são repudiadas e devidamente apuradas por esta Corporação, ocasião em que é dado aos acusados a oportunidade do contraditório e ampla defesa.

Médica cubana é morta a golpes de chave de fenda pelo marido

  • Veja
  • 04 Fev 2019
  • 16:08h

(Reprodução/Veja SP)

O vigilante Dailton Gonçalves, de 45 anos, foi preso em flagrante após matar a mulher, a médica cubana Laidyes Sosa, de 37 anos, a golpes de chave de fenda no último domingo (3), em Mauá, na Grande São Paulo. De acordo com o boletim de ocorrência, Gonçalves foi preso em flagrante após denúncia de familiares que passaram a placa do carro do agressor. Ele foi localizado nas proximidades da Estrada dos Fernandes, em Ribeirão Pires. Aos policiais militares ele confessou o crime e indicou onde o corpo estava enterrado. O vigilante responderá por feminicídio e ocultação de cadáver. A chave usada no assassinato foi localizada na casa do casal e passará por perícia. De acordo com as redes sociais de Laidyes e Gonçalves, eles eram pais de um menino.

Intestino de Bolsonaro voltou a funcionar após piora, diz médico

  • Estadão
  • 04 Fev 2019
  • 15:06h

Após uma piora no último sábado, 2, o intestino do presidente Jair Bolsonaro voltou a funcionar entre domingo e esta segunda-feira, 4, de acordo com a equipe médica que acompanha o presidente no Hospital Albert Einstein. Por conta da cirurgia de retirada da bolsa colostomia, no último dia 28, os movimentos do intestino ficaram paralisados e chegaram a retomar na semana passada, situação que se reverteu no fim de semana e levou Bolsonaro a usar uma sonda nasogástrica para drenar líquido do estômago.  "A cirurgia demorou nove horas, então o intestino fica paralisado alguns dias. Piorou um pouco de sexta para sábado, quando paralisou mais ainda, e agora voltou a funcionar. É uma evolução boa", disse o cirurgião Antonio Luiz Macedo ao Estadão/Broadcast Político. As funções intestinais, no entanto, não foram retomadas completamente. Portanto, a alimentação oral continua suspensa e Bolsonaro recebe apenas hidratação pela veia. Além disso, os médicos orientaram que o presidente continue em repouso e com visitas restritas, afastando a possibilidade de audiências com ministros a partir desta segunda-feira, 4, como considerado por assessores na semana passada. "É difícil porque começa a falar, engole muito ar e prejudica a função intestinal. Mais uns dias e ele poderá receber quantos ministros quiser, mas agora é um pouco cedo", afirmou Macedo. O médico disse ainda que é preciso esperar "um pouco mais" para se ter uma previsão de alta do hospital. No quarto do hospital, ele está com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e com o filho Carlos Bolsonaro. Um boletim médico com informações sobre o quadro de saúde deve ser divulgado às 17h. Na sequência, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, concederá uma entrevista coletiva.