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- Redação
- 08 Set 2019
- 08:49h
(Foto: Divulgação)
Quatro apostas da Bahia foram sorteadas e dividem o prêmio de R$ 99,4 milhões da Lotofácil da Independência, que teve os números sorteados na última sexta-feira (6). Segundo o site G1 Bahia, dos bilhetes premiados, 3 são de Salvador e um de Luís Eduardo Magalhães. Além das apostas baianas, outros 29 bilhetes acertaram as dezenas do concurso 1861 (02 – 03 – 05 – 06 – 07 – 08 – 09 – 13 – 14 – 16 – 18 – 22 – 23 – 24 – 25), entre os estados estão Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Pará e Paraná. Cada aposta levou para casa R$ 3.014.770,55. Outros 5.589 apostadores acertaram 14 números colocaram no bolso o valor de R$ 1.786,85. Já as mais de 200 mil pessoas que acertaram 13 números vão ganhar R$20. O próximo sorteio da Lotofácil acontece na segunda-feira (9) e tem um prêmio estimado de R$ 2 milhões. As apostas custam R$ 2.
- Redação
- 08 Set 2019
- 07:47h
Foto: Reprodução/ Instagram/ Flávio Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) passará por uma cirurgia no abdome neste domingo (08). Este é o quarto procedimento cirúrgico desde a facada sofrida por ele durante a campanha do ano passado. O objetivo da intervenção é corrigir uma hérnia (saliência de tecido) surgida no local das cirurgias anteriores, de acordo com o Palácio do Planalto. A cirurgia será feita no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, pelo médico Antonio Luiz Macedo, o mesmo que atendeu o presidente após o atentado ocorrido há quase um ano. De acordo com a equipe médica, o pós-operatório vai levar cerca de uma semana.
- Redação
- 07 Set 2019
- 11:11h
O presidente quebrou o protocolo e desceu da tribuna, junto com ministros, para cumprimentar o público | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro escolheu novamente o filho Carlos para acompanhá-lo no Rolls Royce presidencial na chegada ao desfile de 7 de Setembro, na manhã deste sábado. A cena já havia ocorrido na posse. No caminho até a tribuna de honra, onde o aguardam seus filhos Eduardo e Flávio, o chefe do Palácio do Planalto chamou uma criança vestida com a camisão da seleção para acompanhá-lo. A primeira-dama Michelle Bolsonaro, de vestido amarelo, também estava no palanque junto com a filha Laura, de 8 anos. Durante o desfile, o presidente quebrou o protocolo e desceu da tribuna, junto com ministros, para cumprimentar o público, quando ouviu gritos de “mito”. Uma parcela menor, segundo O Globo, está de preto, em protesto contra Bolsonaro. Entre os presentes, estão ainda o vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o empresário Luciano Hang, o apresentador Silvio Santos e o bispo Edir Macedo. Não compareceram os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Ao autorizar o começo do desfile, Bolsonaro usou um jargão do Exército: “Selva”.
- Redação
- 05 Set 2019
- 15:45h
Ao lançar nesta quinta-feira (5) um programa com o objetivo de incentivar a criação de escolas cívico-militares, o presidente Jair Bolsonaro defendeu a necessidade de “impor” esse modelo educacional como forma de combater a “dependência” de pessoas de programas sociais. O Distrito Federal já adota a militarização em algumas unidades de ensino, e o governador Ibaneis Rocha (MDB) participou do evento no Planalto. “Temos aqui a presença física do nosso governador do DF, Ibaneis. Parabéns, governador, com essa proposta. Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar, não. Tem que impor”, afirmou Bolsonaro. “Se aquela garotada está na quinta série, está na nona série e na prova do Pisa não sabe uma regra de três simples, não sabe interpretar um texto, não responde a uma pergunta básica de ciência, me desculpa, não tem que perguntar para o pai, irresponsável nesta questão, se ele quer ou não uma escola, de certa forma, com militarização. Tem que impor, tem que mudar”, acrescentou o presidente. Citado pelo chefe do Palácio do Planalto, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), mencionado por Bolsonaro, avalia, a cade três anos, o desempenho escolar de vários países em três quesitos principais: matemática, ciências e leitura. “Nós não queremos que essa garotada cresça e, no futuro, seja um dependente até morrer de programas sociais do governo”, finalizou Bolsonaro.
- Mauricio Stycer
- 03 Set 2019
- 19:15h
A jornalista Monalisa Perrone, ex-apresentadora do "Hora 1", está de mudança para a CNN
Na nota de dez parágrafos em que Ali Kamel comunica a mundança na bancada do "Hora 1", apenas em um, o penúltimo, o diretor de jornalismo da Globo fala sobre Monalisa Perrone, a apresentadora que deixa o posto.
Os oito primeiros são dedicados a Roberto Kovalick, o jornalista que assume o programa na segunda-feira (09). E o último trata de Michelle Barros, que ocupará o lugar interinamente esta semana. Houve quem entendesse a curta referência a Monalisa como sinal de insatisfação.
Talvez seja mesmo. Com todo respeito a outros profissionais que trocaram a Globo pela CNN, Monalisa Perrone é, de fato, a primeira que a emissora pode lamentar que "perdeu" para o novo canal. Competente, simpática, bem-humorada e desenvolta, a jornalista comandava uma atração de sucesso, o "Hora 1", apresentava o "Jornal Nacional" em sistema de rodízio aos sábados, além de dar show, duas noites por ano, ao lado de Chico Pinheiro, na transmissão dos desfiles de Carnaval em São Paulo.
Na referência a Monalisa, Kamel destacou a sua versatilidade e ascensão interna, sublinhou o sucesso à frente do telejornal na madrugada e encerrou de forma protocolar com um "agradecemos a colaboração e desejamos sorte nessa nova etapa". Palavras educadas, mas sem maior entusiasmo, naturalmente, do agora ex-chefe: "Somos gratos à Monalisa por sua trajetória.
Depois de uma carreira nas principais rádios de São Paulo, Monalisa chegou à Globo em 1999 para integrar o time de repórteres locais. Trabalhou em todos os telejornais da Globo e foi repórter do 'Jornal Nacional' até novembro de 2014, quando assumiu a bancada do 'Hora 1' na estreia do telejornal. Por quase cinco anos, liderou o matutino com grande êxito. Monalisa esteve à frente das transmissões dos desfiles das escolas de samba de São Paulo nos últimos seis anos. A ela agradecemos a colaboração e desejamos sorte nessa nova etapa
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- Redação
- 02 Set 2019
- 07:14h
Militar estava na comitiva presidencial que levava Jair Bolsonaro – que estava em outra aeronave – ao encontro do G20 no Japão | Foto: Reprodução
O programa Fantástico, da TV Globo, teve acesso à investigação da Aeronáutica que apontou que o sargento Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha em junho com 39 kg de cocaína, entrou no avião ainda desligado e não passou a bagagem pelos procedimentos de segurança previstos. O militar estava na comitiva presidencial que levava o presidente Jair Bolsonaro – que estava em outra aeronave – ao encontro do G20 no Japão. O inquérito apontou que o sargento Silva Rodrigues entrou na aeronave ainda desligada três horas antes do voo, o que chamou atenção dos colegas; colocou a mala com a droga no fundo do avião; disse a colegas que levava apenas uma mochila e um porta-terno; ao pousar em Sevilha, pegou a mala e afirmou a uma testemunha que levava apenas “doce e queijo para uma prima”. De acordo com o relatório, não consta que os militares tenham passado por raio-x ou revista nas bagagens antes do embarque. Apenas alguns deles tiveram de pesar a bagagem, e de maneira informal – de acordo com o inquérito, Silva Rodrigues não passou por esse procedimento. Somente em Sevilha – a segunda escala da comitiva após uma parada técnica em Cabo Verde –, o militar precisou submeter a bagagem a um raio-x, que detectou presença de material orgânico na mala. Questionado, o sargento voltou a afirmar que levava queijo a uma prima que morava na Espanha. Quando as autoridades espanholas detectaram a presença de cocaína, Silva Rodrigues ficou em choque e não disse mais nada no local. Apenas depois, já à Justiça, o militar brasileiro afirmou que não sabia que havia cocaína na bagagem.
- Redação
- 01 Set 2019
- 08:33h
(Foto: Reprodução)
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.184 da Mega-Sena, que aconteceu na noite de sábado (31) em São Paulo. O prêmio ficou acumulado. As dezenas sorteadas foram: 15 – 36 – 45 – 51 – 52 – 59. A quina teve 64 apostas ganhadoras; cada uma receberá R$ 55.232,15. Já a quadra teve 5.158 apostas ganhadoras; cada uma levará R$ 979,02. O próximo sorteio será na quarta-feira (4) e o prêmio é estimado em R$ 72 milhões.
Foto: Istoé
O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (29) e atingiu o valor de R$ 4,1704, o maior valor desde 13 de setembro do ano passado e, portanto, mais alto desde que Jair Bolsonaro (PSL) assumiu a presidência da República.
O pregão desta quinta foi instável, principalmente por ter ficado de olho nas atuações do Banco Central, e na inconsistência econômica vivida pela Argentina. Outro fator de preponderante foram os números do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo semestre, que mostraram uma alta de 0,4% sobre o trimestre anterior.
Foto: Reprodução
Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz tem morado no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, e tem se tratado de um câncer no Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, que fica no mesmo bairro, segundo a edição desta semana da revista Veja.
Queiroz estava sumido desde janeiro e a Veja seguiu pistas e entrevistou dezenas de pessoas para identificar seu paradeiro. O ex-assessor tem feito o trajeto da casa até o hospital por meio de táxi e Uber. Queiroz, que raramente sai de casa, luta contra o mesmo câncer no intestino que o levou para a mesa de cirurgia no fim do ano passado, pouco antes do estouro do escândalo da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta na época em que trabalhava para Flávio Bolsonaro. Sua última aparição pública foi justamente no Einstein.
Uma pessoa próxima ao assessor afirmou que a operação não resolveu o problema do tumor. Um possível agravante é o de que Queiroz teria se descuidado por um tempo. Após o escândalo, o clã Bolsonaro tem procurado se distanciar do ex-policial, incluindo o presidente, amigão de Queiroz desde o início dos anos 1980, quando se conheceram no serviço militar da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro. Procurado pela revista, Queiroz não quis se pronunciar.
- por Giacomo Vicenzo | Folhapress
- 24 Ago 2019
- 15:55h
Foto: Laércio de Morais I Brumado Urgente
Seria mais um dia comum para o empreendedor Ney Santos, 37, morador de Vila Curuçá, na zona leste de São Paulo. Ele buscaria o filho na escola e depois voltariam para casa. No entanto, as vestes que usava na ocasião, características de sua religião, foram motivo para que os colegas do garoto o olhassem de forma diferente nos dias seguintes.
“Tenho um filho de sete anos. Na escola, ele sofria preconceito, pois eu já fui buscá-lo com roupa de santo e por conta disso sofreu bullying”, afirma Ney, que depois do ocorrido evitou os trajes para ir encontrar o filho.
Há 12 anos, Santos se tornou babalorixá, nome dado aos sacerdotes do Candomblé, religião de matriz africana. Ele é adepto há 25 anos e mantém um terreiro na região de Itaquera, também na zona leste da capital.
Na página do Facebook do terreiro, já chegaram mensagens como "esses macumbeiros têm que morrer", "só Jesus salva". "Estou com três processos abertos por conta de intolerância religiosa", lamenta.
Para tentar aumentar a consciência sobre a religião, ele mantém o projeto “Herdeiros do Axé”, que ensina sobre cidadania e a criação do mundo de acordo com o Candomblé para crianças e adolescentes das periferias. “O objetivo é ensinar o que a religião afro traz de bom e ouvir os alunos”, explica Ney.
O projeto é aberto para os frequentadores do terreiro, mas Ney afirma que o plano é expandi-lo para o público. O babalorixá é a favor de uma educação religiosa plural. Ele conta que o filho participou de um evento religioso na escola que não era da crença da família. “Eu questionei que não há problema, mas que deveria haver um dia para o Candomblé também”, comenta. O pedido não foi atendido.
PRECONCEITO
Ser vítima de atos preconceituosos é uma situação vivenciada por mais da metade dos praticantes de religiões de matriz africana no Brasil. De acordo com a pesquisa realizada pelo Datafolha, 68% dos adeptos afirmam já terem sofrido algum tipo de preconceito religioso.
Alguns eventos também têm buscado debater o tema. No começo deste ano, Cidade Tiradentes recebeu a ação “Um axé pela vida”, que reuniu frequentadores de religiões de matriz africana e empreendedores. A ação teve apoio da subprefeitura e foi organizado por terreiros da região.
Uma das participantes foi a programadora de produção Márcia Teixeira, 54, moradora de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, e também é adepta do candomblé. Ela vende peças de artesanatos ligados à religião e faz parte do Coletivo de Afroempreendedorismo de Diadema. O projeto organiza eventos e feiras na região com foco na cultura afro.
Apesar do espaço, conta que já foi hostilizada nas ruas do bairro em que mora, enquanto estava no ritual de passagem de sua religião. “Quando eu raspei a cabeça algumas pessoas me chamaram de macumbeira e gritavam que a vaca estava vindo”, lamenta.
O pesquisador Miguel Farias faz doutorado em psicologia na universidade de Oxford, na Inglaterra, e visitou 15 centros de cultos no país, sendo nove destes dentro de regiões periféricas. Ele afirma que a sociedade tem dificuldades em aceitar situações de "transe" ou de "possessões" de outra personalidade.
“Creio que esse aparente preconceito é na verdade motivado por um medo profundo de verdadeiramente não sabermos quem somos e vermos que no mundo existem pessoas que deixam de ser quem são para terem no corpo uma outra entidade”, comenta.
Contudo, ele aponta que em outras religiões esse tipo de prática também acontece e não desperta a mesma reação comparada às religiões de matrizes africanas.
RELAÇÃO ENTRE RELIGIÕES
A operadora de telemarketing Andresa Tomaz, 28, moradora do distrito de Cidade Tiradentes, também na zona leste, conheceu o culto após o convite de uma amiga e se tornou uma praticante da Umbanda há seis anos.
Por quase toda vida, Andresa frequentou religiões pentecostais e afirma que sentia medo ao ver pessoas andando vestidas de branco na rua do bairro em que mora. “Eu era preconceituosa, conheci a religião por meio de uma amiga que ia no terreiro. A primeira vez que fui percebi que não era um bicho de sete cabeças”, lembra ela.
Andresa também conheceu sua mediunidade e é responsável pela incorporação dentro dos rituais do culto. “No começo meu esposo não aceitou que eu fosse, por conta das incorporações”, revela. O motorista Cleyton Tomaz Silva, 33, companheiro de Andressa, teve o primeiro contato com as religiões de origem africana quando ainda era criança. Havia um terreiro que pertencia a mãe de um amigo dele. “Ele tinha medo e acabava deixando toda nossa turma com medo também. Até imaginávamos barulhos na casa vazia”, diz.
Cleyton também relembra como os canais de televisão com conteúdo religioso acabavam reforçando o temor. “Existem muitos canais de igreja na televisão que falam sobre o que é certo e errado e por não conhecer na época ficava com muito medo”, explica.
Há cerca de três anos, Cleyton passou a frequentar a Umbanda com a esposa. Do outro lado, ele passou a conhecer um preconceito que já era enfrentado por ela como praticante da religião. “Já ouvi de um colega de trabalho que ele iria tirar o capeta que estava em mim. Em uma procissão que fizemos em Cidade Tiradentes ouvimos quando passávamos comentários como ‘Deus é mais’ e que ‘isso não era de Deus”, recorda.
“Andando aqui [dentro do bairro Cidade Tiradentes] vemos um monte de igrejas. E terreiros, você já viu? Nós nos escondemos nos fundos das comunidades com medo. Temos medo de nos mostrarmos de sair assim. As pessoas olham torto quando estou vestida de branco”, comenta Andresa.
Por outro lado, há exemplos de que a pluralidade é possível. É o que indica Alvina do Carmo Bertani, 70, conhecida como Mãe Vina. Ela tem um terreiro há 33 anos em Cidade Tiradentes e comenta ter uma convivência harmoniosa com outras religiões dentro do bairro.
“Tem uma igreja evangélica em frente ao terreiro e nós nunca tivemos atrito. Eles sempre nos respeitaram. Nossa missão é levar o bem e ajudar a comunidade com nossa religião”, afirma.
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Foto: Reprodução I O Tempo
Um apresentador de telejornal em Belém do Pará teve um infarto quando defendia o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o jornal O Tempo, Joaquim Campos apresentava nesta sexta-feira (23) o programa policial “Metendo a Bronca", quando passou mal. No momento, comentava a situação dos focos de incêndio que têm ocorrido na Amazônia. O programa é exibido pela TV RBA, afiliada da Band em Belém.
Por meio de nota, a emissora disse que o quadro de saúde do apresentador é estável. Joaquim Campos foi submetido a um cateterismo e deve passar por um procedimento cirúrgico neste sábado (24).
- por Daniela Lima | Folhapress
- 24 Ago 2019
- 10:33h
Foto: Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Procuradoria-Geral da República, a Advocacia Geral da União e o Ministério da Economia se manifestem em até 48 horas sobre a proposta de usar recursos recuperados da Petrobras pela Lava Jato no combate aos incêndios da Amazônia.
O uso de R$ 2,5 bilhões pagos pela estatal em multa durante a operação no enfrentamento às queimadas foi sugestão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que fez uma petição sobre o assunto ao Supremo.
Alexandre de Moraes é o relator do caso. Ele impediu que o dinheiro fosse usado pela força-tarefa da Lava Jato em um fundo que seria criado e supervisionado pelos procuradores de Curitiba. Até a PGR, na ocasião, considerou a destinação pretendida por Deltan Dallagnol como irregular.
Desde então, o dinheiro está sob a guarda do STF.
- Redação
- 23 Ago 2019
- 10:22h
Foto: IADC / Domínio Público/Wikimedia Commons
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, utilizou seu perfil oficial no Twitter para falar sobre as queimadas que têm destruído parte da floresta amazônia. Ele disse que “a Amazônia brasileira está segura”, e atribuiu o fogo ao período de seca. “A #Amazonia brasileira está segura! Lá morei e sei que incêndios são episódicos em período de seca”, escreveu, ao publicar uma foto em que aparece vestido com farda militar, na floresta. Para Mourão, estão tentando transformar o problema em uma crise internacional. “Transformá-los em crise, esquecendo as tragédias que o fogo causou nos EUA e Europa, é má-fé de quem não sabe que os pulmões do mundo são os oceanos, não a Amazônia”, acrescentou. Mais cedo, também pelo Twitter, o presidente da França, Emmanuel Macron, se posicionou sobre as queimadas na Amazônia, classificando o problema como uma “crise internacional” e pedindo que os líderes do G7 tratem urgentemente do tema. ” “Nossa casa está queimando. Literalmente. A Floresta Amazônica – os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas. É uma crise internacional. Membros da Cúpula do G7, vamos discutir em dois dias este tema emergencial!”, diz a postagem. Em resposta, o presidente Jair Bolsonaro rebateu o líder francês, também pela rede social, dizendo que Macron busca “instrumentalizar uma questão interna” dos países amazônicos “para ganhos políticos pessoais”. O próximo encontro do G7, que reúne os presidentes de EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, ocorrerá nesse fim de semana, em Biarritz.
- Redação
- 22 Ago 2019
- 07:11h
(Foto: Reprodução)
O Plenário da Câmara aprovou na noite da quarta-feira (21), por 320 votos a 61, o Projeto de Lei 3.715/19, que autoriza a posse de arma em toda a extensão de uma propriedade rural. A medida garante ao dono de uma fazenda, por exemplo, o direito de andar com uma arma de fogo em qualquer parte de sua propriedade. Atualmente, a posse só é permitida na sede. Durante a votação, os deputados rejeitaram uma emenda que permitiria incluir no projeto de lei um dispositivo que alteraria o Estatuto do Desarmamento para garantir porte de arma ao proprietário rural. A segurança no campo foi o elemento central durante as discussões do projeto da proposta. Os defensores da proposta argumentaram que os agricultores precisam ter condições de se defender da criminalidade, enquanto os que se posicionavam contra o PL diziam que a medida poderia agravar a violência no campo. O relator do projeto, deputado Afonso Hamm (PP-RS), disse a proposta tem o apoio do setor rural e que vai beneficiar os pequenos proprietários. “A arma, que nas mãos dos bandidos é uma ameaça à sociedade, nas mãos do cidadão de bem é garantia da paz social, porque ele vai usá-la em defesa da sua vida e de seus familiares”, disse. O deputado Jorge Solla (PT-BA) disse que a posse estendida vai fomentar ainda mais a violência no campo – seja contra movimentos sociais, índios ou trabalhadores. “Só quem tem a ganhar são as milícias, são os fabricantes de arma, são os que promovem a violência no campo”, disse. O projeto segue para sanção presidencial.
- Redação
- 20 Ago 2019
- 14:17h
(Foto: Reprodução)
O homem que sequestrou um ônibus e fez 37 reféns, na manhã desta terça-feira (20), na ponte Rio-Niterói, foi identificado pela Polícia Militar (PM) como Willian Augusto da Silva, de 20 anos. A PM confirmou que ele chegou ao hospital com quadro de parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos.
Willian era vigilante e morava em São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio, segundo informou o porta-voz da corporação. O homem, que não tinha antecedentes criminais, morreu após ser baleado por um atirador de elite da PM.
O tenente-coronel Maurílio Nunes, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), relatou que os psicólogos da corporação avaliaram que o sequestrador tinha perfil psicótico. “A negociação passou a ser tática, voltada para preservar vidas. A partir daí, foi tomada decisão e efetuado disparo”, disse.
Família pediu desculpas
O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), esteve na ponte após o sequestrador ser baleado e disse que conversou com parentes de Willian. “Um dos familiares dele me pediu desculpas. Eu falei: ‘O senhor não precisa me pedir desculpa de nada’. Ele queria pedir desculpa e pediu a toda sociedade, pediu desculpas aos reféns, disse que alguma coisa falhou na criação”, relatou.
Em entrevista à imprensa no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, por volta das 12h30, Witzel disse ter falado com a mãe de Willian. “A mãe está muito abalada, se perguntando onde ela errou”. Ele disse, ainda, que prestará apoio às famílias dos reféns como também do sequestrador.
O sequestro
Willian fez reféns das 6h até as 9h, quando tiros foram ouvidos e policiais celebravam. A Ponte Rio-Niterói ficou fechada em todos os sentidos durante o ocorrido.
O sequestrador teria se identificado como policial militar, ordenado que o motorista parasse o veículo e o atravessasse na pista. Ele estava com um galão de combustível, um revólver e uma pistola de choque, e ameaçava atear fogo no interior do ônibus.