BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"
- Ian Meneses
- 10 Nov 2019
- 15:11h
(Foto: Reprodução)
“Olho no olho, para esclarecer os fatos. E evitar as maldosas especulações políticas e maluquices ideológicas”. Foi com esta legenda que o apresentador Luciano Huck esclareceu por um vídeo postado nas redes sociais, que não emprestou o seu jatinho para o ex-presidente Lula. A associação do nome do apresentador com o político foi feita pelo site O Antagonista, neste sábado (9), durante a cobertura da soltura do petista (relembre aqui). Na ocasião, um dia após garantir liberdade na sede da Polícia Federal em Curitiba, Lula usou uma aeronave para se deslocar até a cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. “Esclarecer os fatos olhos no olho é sempre bom, tá? Eu não dei carona no avião para o Lula. Eu não emprestei avião nenhum para o Lula. Eu uso meu avião para trabalhar. Viajo dois, três estados toda semana para rodar esse Brasil inteiro”, disse de início o global. Logo em seguida, Huck explicou que existe uma sociedade entre ele e a empresa área Icon Táxi Aéreo, mas deixou claro que por uma questão de despesas há uma liberdade da empresa em oferecer o serviço para outras pessoas. “Aviação é muito cara. E para tornar a operação mais eficiente, eu tenho um sócio, que é a Icon Táxi Aéreo, que é maior empresa de táxi aéreo do Brasil. Quando eu não estou voando, o avião fica a disposição deles para fretamento. Em bom português, é para alugar o avião para pagar as contas todas. Ele também aproveitou para falar especificamente do voo do ex-presidente Lula e fez críticas a quem tenha associado seu nome com o fato. “O voo de hoje foi um voo fretado, como qualquer outro. Quem cuida dessa agenda de voos e todos os detalhes é a Icon, então qualquer especulação política em cima disso é maluquice, nesse momento polarizado e dividido do país. O fato não passou de uma simples questão comercial, vamos dizer assim. Qualquer dúvida a Icon pode esclarecer e espero que eu tenha esclarecido qualquer dúvida”, completou.
- iBahia
- 10 Nov 2019
- 13:02h
(Foto: Reprodução)
Os novos preços das apostas de oito loterias da Caixa Econômica Federal entram em vigor neste domingo , dia 10. O reajuste valerá para os sorteios realizados a partir de segunda-feira, dia 11. Para a Mega-Sena , por exemplo, a aposta simples (seis dezenas) passará a custar R$ 4,50, ante os R$ 3,50 cobrados até agora. No caso da Dupla-Sena e da Lotofácil, a aposta simples ou mínima passará a custar R$ 2,50 (hoje o valor é de R$ 2). O mesmo valor será cobrado pela aposta única da Lotomania. A aposta simples ou mínima da Quina (cinco dezenas), que atualmente custa R$ 1,50, vai subir para R$ 2. No que diz respeito à Lotogol, a aposta simples passará a custar R$ 1,50. Mas, no primeiro caso, haverá ainda a possibilidade de aposta múltipla mínima obrigatória, que compreende um prognóstico duplo. Esta vai custar R$ 3. Por fim, foi autorizado o aumento para a Timemania, cuja aposta única vai subir para R$ 3 (hoje, são cobrados R$ 2). O reajuste foi autorizado por meio da Portaria 8.061 do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União de 31 de outubro.
- Agência Brasil
- 10 Nov 2019
- 09:00h
(Foto: Reprodução)
A Polícia Federal (PF) cumpriu hoje (9), em Fortaleza, mandados de busca e apreensão nas residências de duas aplicadoras de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorridas no último fim de semana. A corporação chegou aos nomes das aplicadoras após levantamento realizado em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A ação ocorreu no âmbito da Operação Thoth, criada para investigar supostas irregularidades na realização do Enem. Foram apreendidos os telefones celulares das duas mulheres, que serão periciados. Os mandados foram expedidos pela 12a Vara Federal de Fortaleza. Segundo a PF, as duas suspeitas podem ser indiciadas pelo crime de fraude em certames de interesse público. Caso condenadas, podem pegar pena de mais de cinco anos de reclusão, além de pagamento de multa. Por meio de nota, a corporação informou que também investiga suspeitas de irregularidades na aplicação de provas do Enem no Rio de Janeiro e na Bahia. A edição do Enem este ano acontece em dois fins de semana de novembro. No último domingo (3), os estudantes fizeram provas de linguagens, ciências humanas e redação. Amanhã (10), serão aplicadas provas de matemática e ciências da natureza. Cerca de 5,1 milhões de pessoas farão o exame em 14 mil locais de aplicação. (Agência Brasil)
(Foto: Reprodução)
No seu discurso, o ex-presidente Lula usou palavras chulas e disse inverdades sobre a Globo, que divulgou a seguinte nota: "A Globo repudia os ataques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prova de isenção da emissora são a transmissão, na íntegra, pela GloboNews, dos discursos que o ex-presidente fez ontem e hoje, e as reportagem a respeito no Jornal Nacional. Também prova a sua isenção o fato de que é alvo de ataques de ambos os extremos do espectro político, hoje tão radicalizado. A Globo faz jornalismo sério de qualidade e continuará a fazer. Sem se intimidar e sem jamais perder a serenidade."
( Foto: Guilherme Reis e Ângelo Cunha / Divulgação)
O produtor Laércio da Costa ficou impressionado, assim como muitos brasileiros, com a simplicidade e o poder de "Caneta azul, azul caneta". Encarregado de gravar a música junto com o autor, Manoel Gomes, ele vai além. Laércio prepara com álbum com Manoel, com essa e mais 14 músicas. "Caneta azul, azul caneta" deve ter sua nova versão lançada no início da próxima semana. “Tem que ser pra ontem”, diz o produtor. O hit viral vai ganhar um arranjo que está em alta no sertanejo romântico. "Fui para o lado da bachata, mais do Gusttavo Lima", diz o produtor. Sobre as outras canções do vigilante maranhense, que saem na sequência, o produtor não pretende ficar preso a um ritmo só. "Ele já é brega, mais Amado Batista. Mas não vou ter limite para ritmo, não. Vou gravar, samba, forró, sertanejo, dance, rock, tudo o que imaginar", diz o produtor veterano que já trabalhou com Rita Lee. Alcione, Alexandre Pires, Leandro & Leonardo... Laércio também já produziu Tiririca e foi próximo dos Mamonas Assassinas. Ele não só compara Manoel a esses dois nomes como acredita que pode fazer o mesmo sucesso.
- Bahia Notícias
- 09 Nov 2019
- 08:11h
(Foto: Montagem / GloboNews / Valter Campanato/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro, por meio de sua conta oficial no Twitter, atribuiu como “equívoco rotineiro” a fala da jornalista Natuza Nery, da GloboNews, durante a cobertura da soltura do ex-presidente Lula nesta sexta-feira (8). Na gafe, cometida pela comentarista ao vivo, Bolsonaro foi referido como ex-presidente do Brasil. “Globo News nos cita como ex-presidente! Muitos caem no jogo de ‘equívocos rotineiros’ inocentemente! Estamos mudando o Brasil!”, escreveu no tuíte. A publicação do político do PSL na rede social já alcançou, até então, quase 20 mil curtidas.
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil divulgou que, de acordo com depoimentos que estão sendo colhidos, Franciane Moizes Pedro, vítima de feminicídio em Miracema (RJ), era obrigada a assistir vídeos do companheiro Gutemberg Xavier Alves, que está foragido e é soropositivo, fazendo sexo com outras mulheres e chegou a ter que comer fezes sendo ameaçada por ele. Franciane foi morta e o corpo encontrado em uma área de mata na cidade de Palma (MG), que faz limite com Miracema, no mês passado. Segundo a polícia, o corpo da vítima foi esquartejado e incendiado e não é possível saber como ela morreu. De acordo com a polícia, o companheiro é suspeito de ter cometido o crime e já foi expedido mandado de prisão preventiva contra ele. O delegado responsável pelo caso, Gésner Bruno, contou que 20 pessoas já foram ouvidas no inquérito que apura a motivação da morte de Franciane. Segundo Gésner, a vítima relatou para parentes e amigos que o companheiro chegou a obrigá-la também a fazer uma tatuagem com a frase: "Gutemberg, eu te amo!". Além disso, uma das testemunhas disse que Franciane contou que, em agosto, ele tentou enforcá-la com uma corda e ela teria dito que "achou que fosse morrer". Ocultação do corpo. Em outubro, a polícia fez escavações no quintal da casa onde a vítima morava com Gutemberg. No local, os policiais encontraram um pano com marcas de sangue e mau cheiro. De acordo com a polícia, o suspeito ficou desconfiado depois de prestar depoimento na delegacia e retirou o corpo do local. Imagens de câmeras de segurança mostraram que o suspeito e um homem, com transtorno mental, saíram da casa com sacolas onde estavam partes do corpo da vítima. A polícia disse que o suspeito enganou o homem afirmando que eram restos mortais de um cachorro.
(Foto: Arquivo pessoal)
Os estados de Pernambuco, do Ceará e da Bahia registraram 70 casos de intoxicação devido ao contato com o petróleo que atingiu mais de 400 localidades do Nordeste. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7) em novo boletim epidemiológico. Casos por estado, Pernambuco: 66 Ceará: 1 Bahia: 3. De acordo com o governo, homens representam 57% dos casos de intoxicação. A média de idade é de 28 anos e 27% dos pacientes trabalharam como voluntários para tentar limpar as praias. Os médicos afirmam que as consequências à saúde variam de acordo com o tempo e a dose de contato. Pode ocorrer: irritação na pele, vermelhidão, queimaço, inchaço. sistomas respiratórios, dor de cabeça, náusea, dores abdominais, vômito e diarreia.Os primeiros laudos foram feitos a partir de vestígios de óleo e de resíduos sólidos coletados nas regiões afetadas. Os pacientes estão sendo expostos por contato com a pele ou por inalação, sendo a respiração a principal via de absorção.
(Foto: Reprodução)
O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou nesta sexta-feira (8) o pedido da defesa do ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva e o autorizou a deixar a prisão. Condenado em duas instâncias no caso do triplex, Lula ficou 1 ano e 7 meses preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Agora, ele terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado. Os advogados pediram a soltura do petista depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a prisão após condenação em segunda instância. Na quinta-feira (7), por 6 votos a 5, o STF mudou um entendimento de 2016 e decidiu que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado (fase em que não cabe mais recurso) e que a execução provisória da pena fere o princípio da presunção de inocência. “A decisão da Suprema Corte confirma aquilo que nós sempre dissemos, que não havia a possibilidade de execução antecipada da pena”, disse Cristiano Zanin, advogado de Lula, logo após pedir o alvará de soltura.A defesa disse que espera agora a “nulidade de todo o processo, com o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”.
( Foto: Vojtech Okenka/Pexels )
Dois anos após a reforma trabalhista, as empresas passaram a contratar um volume maior de funcionários terceiros e temporários, segundo levantamento realizado pela Page Interim, unidade de negócio do PageGroup especializada em recrutamento, seleção e administração de profissionais terceirizados e temporários. De acordo com a consultoria, a procura por profissionais com regime de contratação mais flexível registrou aumento de até 215%, como os de recrutador de TI. Os indicadores foram apurados a partir da base de dados dos consultores da Page Interim, que buscaram entender a demanda de alguns cargos nos 24 meses anteriores e posteriores à nova lei.“Passados dois anos da reforma trabalhista, podemos dizer que as empresas estão mais seguras em relação a algumas possibilidades propostas pela nova regulamentação. Uma dessas vertentes é a possibilidade da contratação de terceiros e temporários, assimilada por boa parte das companhias e expressa na alta demanda que estamos recebendo. É um tipo de movimentação que já era esperada há alguns anos por aqui, especialmente pelo que notamos em outros mercados onde atuamos, onde terceiros e temporários são contratados para muitos projetos. Esse profissional tem as mesmas qualificações que aquele contratado pela CLT, com o diferencial de poder ser avaliado para uma necessidade específica”, analisa Maira Campos, diretora da Page Interim
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil )
O porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em depoimento à Polícia Civil, no inquérito que investiga a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), não é o mesmo porteiro que aparece no áudio divulgado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), em que o presidente não está envolvido. A informação foi publicada nesta semana pelo colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", e confirmada em reportagem desta sexta (8) da revista "Veja". Esse caso se refere ao encontro de dois suspeitos do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, horas antes do crime, em 14 de março de 2018. Elcio Queiroz foi visitar Ronnie Lessa, que mora no condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio. Lá também moravam, nessa época, o então deputado Jair Bolsonaro e seu filho Carlos. Um porteiro declarou à polícia que Elcio disse que iria à casa 58, de Jair Bolsonaro, e anotou o número no livro de registros do condomínio. Afirmou ainda que identificou a voz de quem autorizou a entrada como sendo a do "Seu Jair". Mas o Jornal Nacional mostrou em reportagem de 29 de outubro que registros da Câmara dos Deputados apontam que o então parlamentar Jair Bolsonaro estava em Brasília. No dia 30, Carlos Bolsonaro divulgou em rede social o áudio do condomínio em que um porteiro fala com Ronnie Lessa e este autoriza a entrada de Elcio Queiroz. Os dois suspeitos estão presos na penitenciária federal de Rondônia. A gravação foi periciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que concluiu que o porteiro que depôs à polícia pode ter mentido, esquecido ou se equivocado. O pedido de perícia foi protocolado às 13h05 do dia 30. E a entrevista coletiva com o resultado da perícia começou menos de duas horas depois, às 15h30.
(Foto: TV Globo/Reprodução)
A 1ª Vara Especial da Infância e da Juventude de São Paulo condenou o adolescente acusado de ter matado e estuprado a menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, em 29 de setembro, no Parque Anhanguera, na Zona Norte de São Paulo, por homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O jovem cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo determinado. A decisão da justiça julgou procedente a representação proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. O adolescente de 12 anos foi condenado por homicídio qualificado, pois a justiça entendeu que houve morte por asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio praticado contra menor de 14 anos e homicídio para ocultação ou impunidade de crime antecedente. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (6). Como o jovem cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo determinado, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o período máximo de internação é de três anos, devendo sua manutenção ser avaliada a cada três meses. A audiência de instrução do adolescente aconteceu na última sexta-feira (1), o jovem já estava em internação provisória na Fundação Casa, no Brás, no Centro da capital. O juiz José Souza Neto, da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude do Fórum do Brás, ouviu 10 testemunhas e o garoto. A perícia concluiu que a vítima foi estuprada e morta por asfixia mecânica.
Foto: Reprodução/TV Globo
A pedido do Ministério Público Federal, a Polícia Federal instaurou um inquérito nesta quarta-feira (6) para investigar o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa.À Polícia Civil, o porteiro afirmou que o ex-PM Élcio de Queiroz, um dos presos pela morte de Marielle Franco, disse que que iria na casa do então deputado Bolsonaro ao entrar no condomínio, horas antes da morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. O MPF pede que seja apurado se houve obstrução de Justiça, falso testemunho, denunciação caluniosa contra o presidente. Também há um pedido para que seja investigado se o porteiro infringiu o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, que prevê de 1 a 4 anos de prisão para quem calunia ou difama autoridades, como o presidente, imputando a elas fatos criminosos ou ofensivos à reputação. Uma investigação do Ministério Público estadual (MPRJ) contradisse a versão do porteiro. As promotoras alegam que uma gravação do interfone do condomínio comprova que o porteiro interfonou para o outro preso pelas execuções, o PM reformado Ronnie Lessa, que também tem casa no condomínio. O pedido do MPF foi depois de que o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou o caso à Procuradoria no Rio, pela ausência de possíveis investigados com foro no Supremo Tribunal Federal. O MPF afirmou que só vai se manifestar depois da conclusão das investigações. O inquérito vai tramitar em sigilo de Justiça.
(Foto: Reprodução)
O Senado aprovou nesta quarta-feira (6) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tornar imprescritíveis os crimes de feminicídio e estupro. A matéria segue, então, para análise da Câmara dos Deputados. A tipificação do crime de feminicídio está prevista na Constituição desde 2015. É o homicídio "contra a mulher por razões da condição de sexo feminino". Como havia acordo para a votação da matéria, as votações do primeiro e do segundo turno foram feitas na mesma sessão, uma após a outra. O texto foi aprovado por unanimidade nos dois turnos. No primeiro por 58 votos e no segundo por 60 votos favoráveis. Na prática, com a imprescritibilidade, o criminoso poderá ser punido mesmo muitos anos após o crime. Atualmente, a Constituição coloca os crimes de racismo e a ação de grupos armados, civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático como imprescritíveis. Por se tratar de emenda constitucional, o texto também precisa ser aprovado em dois turnos por 308 deputados, isto é, três quintos da Câmara. Inicialmente, o texto tratava apenas da vedação de prescrição para casos de feminicídio. A inclusão do crime de estupro também como imprescritível foi sugestão da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (PMDB-MS). Durante a votação no colegiado, na semana passada, a senadora lembrou que, em 2017, o Senado já aprovou PEC sobre o assunto e o tema já está na Câmara dos Deputados. Segundo Tebet, a sugestão seria apenas uma forma de não prejudicar o texto, caso a proposta que trata do estupro seja votada antes pelos deputados. O relator da matéria, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), citou em seu parecer um levantamento feito pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP e da Pesquisa Violência Doméstica contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, que indica que os casos de feminicídio cresceram em um ano. "Portanto, precisamos comunicar aos agressores que a violência contra as mulheres não é admissível e será severamente punida pela ação estatal. Tornar o feminicídio imprescritível é um dos caminhos possíveis para a dissuasão que pretendemos”, justificou. Ao fazer um apelo para que os senadores comparecessem ao plenário e votassem pelo texto, a senadora Rose de Freitas (PODE-ES), autora do projeto, disse que essa é uma “luta do país”. “Não é a luta de um dia, é a luta de um país. Não é o esforço do presidente Davi [Alcolumbre], é o clamor das mulheres desse país”, disse.
(Foto: Reprodução)
Um homem vítima de assalto perseguiu e atropelou dois suspeitos de levar um malote contendo R$ 42 mil, na tarde desta segunda-feira (4) em Iguatu. Um dos assaltantes morreu; e o outro ficou ferido e foi preso. Segundo a polícia, a vítima do assalto chegava a uma agência bancária para depositar o dinheiro quando foi surpreendida pelos criminosos em uma motocicleta. Após entregar o malote, o homem perseguiu os suspeitos. Ele afirmou em depoimento aos policiais que, quando trafegava pela Avenida Perimetral, os assaltantes passaram a atirar contra o carro dele e atropelou os dois como forma de defesa. Talisson Crispim de Souza, de 22 anos, morreu no local. Já o comparsa, de 40 anos, sofreu escoriações leves e foi detido pela polícia. Ambos respondiam por crimes de tráfico de drogas e roubo a bancos. A arma do crime foi apreendida e o malote com o dinheiro foi recuperado e devolvido ao dono. As investigações do caso estão a cargo da Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu. O homem que atropelou os assaltantes não foi indiciado pelo caso.