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PSL suspende Eduardo Bolsonaro e outros Deputados das atividades partidárias

  • G1
  • 03 Dez 2019
  • 16:04h

(Foto: Reprodução)

O Diretório Nacional do PSL confirmou nesta terça-feira (3) punição a 18 deputados da sigla ligados ao presidente da República, Jair Bolsonaro. As penas vão de advertência até suspensão das atividades partidárias por 12 meses e foram recomendadas pela Executiva Nacional da legenda na semana passada. Nesta terça, o diretório homologou as punições. Pela decisão do comando do PSL, estão suspensas as atividades partidárias de:

  • Bibo Nunes: 12 meses
  • Alê Silva: 12 meses
  • Bia Kicis: 6 meses
  • Carla Zambelli: 6 meses
  • Carlos Jordy: 7 meses
  • Daniel Silveira: 12 meses
  • Eduardo Bolsonaro: 12 meses
  • General Girão: 3 meses
  • Filipe Barros: 6 meses
  • Junio Amaral: 3 meses
  • Luiz Philippe de Órleans e Bragança: 3 meses
  • Márcio Labre: 6 meses
  • Sanderson: 10 meses
  • Vitor Hugo: 7 meses

Outros quatro deputados foram punidos com advertência. São eles:

  • Aline Sleutjes;
  • Chris Tonietto;
  • Hélio Lopes;
  • Coronel Armando.

Testemunhas dizem que PMs impediram socorro a vítimas em Paraisópolis

  • G1
  • 03 Dez 2019
  • 15:10h

(Foto: Reprodução)

Testemunhas disseram que policiais militares impediram o socorro de vítimas do tumulto ocorrido após a chegada da PM no baile funk em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada de domingo (1º). Nove pessoas morreram após serem pisoteadas e 12 ficaram feridas durante a confusão. Um chamado feito ao Samu feito por uma mulher foi cancelado por um soldado do Corpo de Bombeiros. Os moradores da comunidade relataram à TV Globo que não puderam socorrer às vítimas e chegaram a ser ameaçadas pelos policiais militares. Durante a confusão, muitos jovens entraram na Viela Três Corações, que não tem saída, e na Viela do Louro, localizada a poucos metros de distância, onde ocorreu a maioria das mortes. O amigo de Marcos Paulos dos Santos, de 16 anos, morto durante o tumulto, conta que apanhou dos PMs e mostra as marcas no corpo. “Bateram na minha cabeça, parei de sangrar só ontem. Meu pulso inchou, cotovelo, pernas. Os policiais me derrubaram no chão e me arrastaram”. Os moradores das vielas contam que além de bater, os policiais ameaçavam quem tentava ajudar. “Quando a gente chegava perto, eles vinham com a arma para cima, tanto que chegaram até perto da minha porta. ‘É pra ficar aqui embaixo, não é pra subir’. A gente falava que queria salvar os que estavam lá. ‘Não é pra salvar ninguém’”, segundo uma moradora que não foi identificada por questão de segurança. Nesta segunda (2), a irmã de Dennys Guilherme Franca, de 16 anos, morto na tragédia, disse que os policiais também impediram que um amigo socorresse o irmão. “Ele caiu e um amigo foi socorrer e o policial falou 'pode deixar que a gente cuida dele'”, disse Fernanda Garcia.

 

Tumulto em Paraisópolis: 6 PMs são afastados das ruas após operação com 9 mortos em baile funk em SP

  • G1
  • 03 Dez 2019
  • 08:09h

(Foto: Reprodução)

Seis policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou na morte de nove pessoas na madrugada deste domingo (1) em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, foram afastados do trabalho na rua nesta segunda-feira (2). Elas foram mortas pisoteadas durante a ação da Polícia Militar em um baile funk. "Os policiais estão preservados. Temos que concluir o inquérito. Eles continuarão nas unidades em serviços administrativos no mesmo horário deles fazendo outras coisas porque é uma área complexa, a área da primeira companhia é uma área complexa. Havendo um outro evento parecido eles poderão ser prejudicados. Então eles estão sendo preservados", disse o comandante da Polícia Militar do estado de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles. Segundo Benedito Mariano, ouvidor da Polícias, a Corregedoria da PM vai analisar quais policiais serão afastados do trabalho nas ruas. "No primeiro momento da ocorrência sim, foram seis policiais militares, mas cabe ao corregedor analisar e definir quem será afastado". O porta-voz da PM, tenente-coronel Emerson Massera disse, em entrevista coletiva no domingo, que 38 policiais participaram da ação no baile funk e que resultou na morte de nove pessoas. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu, em nota, "prioridade máxima das instituições competentes no governo do estado, para que apurem com rigor os acontecimentos em Paraisópolis, assim como modifiquem os procedimentos de intervenção policial, para que sejam evitadas mais mortes". Segundo o boletim de ocorrência registrado no 89° DP (Portal do Morumbi), as nove mortes são investigadas como suspeitas provocadas em um acidente. Não há registro de que sejam classificadas como Morte Decorrente de Intervenção Policial (MDIP). A Polícia Militar alega que as mortes ocorreram depois de uma perseguição policial seguida de tiros, mas moradores disseram que houve uma emboscada da polícia. Além disso, o boletim explicita que os policiais sofreram tentativa de homicídio. O boletim também registrou uma lesão corporal porque uma mulher foi internada com ferimento na perna que teria sido causado por arma de fogo. As armas dos policiais foram apreendidas para exame balístico, se necessário. O boletim só traz a versão de seis policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), que realizavam uma Operação Pancadão na comunidade. Os seis foram submetidos a exames residuográficos para identificar eventuais vestígios de pólvora nas mãos. Isso é feito para descobrir se os PMs atiraram com arma de fogo durante o tumulto. Segundo eles, um grupo de policiais em motos estava na Avenida Hebe Camargo na altura do cruzamento com a Rua Rodolf Lotze. Eles foram surpreendidos por uma moto XT 660 de cor preta, que passou pelo meio do comboio policial. Depois, ainda de acordo com a PM, um dos ocupantes da moto atirou contra os policiais, que perseguiram a moto até o local onde ocorria o baile funk, na rua Ernest Renan, onde foram hostilizados pelo público. Por isso, os agentes afirmam que foi necessário o "uso moderado da força" ao usar o cassetete e munição química para dispersar a multidão. As pessoas fugiram para vielas e foram pisoteadas, segundo os policiais. Já os moradores dizem que a a polícia entrou na comunidade e fechou as esquinas da Rua Ernest Renan com a Rua Herbert Spencer e Rodolf Lotze. Depois, os policiais atiraram bombas de gás e balas de borracha, jogaram garrafas, bateram com cassetetes e usaram sprays de pimenta na multidão e muitos jovens entraram em vielas e foram pisoteados. A investigação da Polícia Civil que estava a cargo do 89° DP, ficará com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Brasil: Idoso que dormia em ponto de ônibus é morto com socos, chutes e pedradas

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 15:02h

(Foto: Reprodução)

Um idoso de 66 anos que estava dormindo em um ponto de ônibus foi morto com vários chutes, socos e pedradas em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. Três adolescentes foram apreendidos e confessaram à Polícia Civil que o homicídio aconteceu porque a vítima devia dinheiro a eles. O delegado Daniel Marcelino informou que Sebastião Januário Evaristo não era morador de rua, mas era alcoólatra e, algumas vezes, acabava dormindo na rua. Câmeras de segurança registraram o momento em que três pessoas correm em direção ao ponto de ônibus e começam a agredir a vítima na madrugada de sexta-feira (29). As agressões duram pouco mais de 20 segundos. Os três rapazes dão vários chutes e socos. Mesmo sem reação da vítima, o trio puxa o idoso até a calçada e segue com as agressões. Em seguida, eles saem correndo. Pouco depois, os agressores voltam, e um deles joga um pedaço de pedra na cabeça da vítima. Sebastião morreu no local. Três adolescentes, um de 16 e dois de 17 anos, foram apreendidos suspeitos do assassinato. “Eles confessaram, disseram que a vítima tinha comprado droga com eles e não tinha pagado, por isso o mataram. Mas ainda não temos informação se a vítima realmente era usuária de drogas”, disse o delegado Daniel Marcelino. Os três estão apreendidos e vão responder pelo ato infracional equivalente ao homicídio. Eles serão encaminhados a uma audiência na Justiça, que vai determinar se eles serão soltos ou se serão encaminhados para a internação.

Dólar nas alturas Bolsonaro diz não ver taxação do aço brasileiro pelos EUA como retaliação

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 14:05h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (2) que, "se for o caso", conversará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da restauração de tarifas sobre a importação, pelos EUA, de aço e alumínio de Brasil e Argentina. Para ele, a medida anunciada pelo presidente norte-americano não é "retaliação". Nesta segunda, Trump afirmou, em uma rede social, que a desvalorização das moedas de Brasil e Argentina prejudicam agricultores norte-americanos. Por isso, vai restaurar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países. "Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores", escreveu Donald Trump. "Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e alumínio enviados para os EUA a partir desses países". Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 4,2397, em alta de 0,57%, acumulando valorização de 5,73% no mês de novembro. No ano, tem alta de 9,43% frente ao real. De acordo com o presidente dos EUA, "o Federal Reserve [banco central dos EUA] deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais do nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas". Segundo ele, "isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa". Após a manifestação de Trump, Bolsonaro foi questionado sobre o tema ao sair do Palácio da Alvorada, onde costuma conversar com apoiadores e jornalistas. O presidente informou que conversará com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre as tarifas norte-americanas. Bolsonaro disse ter um "canal aberto" com Trump, que poderá ser usado nesse caso. "Vou falar com o Guedes hoje. Alumínio? Vou falar com o Paulo Guedes agora. Vou conversar com o Paulo Guedes. Se for o caso, ligo para o Trump. Eu tenho um canal aberto com ele", disse. Indagado se é possível reverter o anúncio de Trump, Bolsonaro insistiu que falará primeiro com Guedes. "Converso com o Paulo Guedes e depois dou uma resposta, para não ter que recuar", afirmou. Em seguida, durante entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou primeiro que o anúncio de Trump é "munição para pessoal opositor meu aqui no Brasil" e em seguida que que não entende a medida como "retaliação". “Primeiro é munição para pessoal opositor meu aqui no Brasil, né? Vou conversar com o Paulo Guedes hoje ainda. Se for o caso, vou ligar para o presidente Donald Trump. A economia deles não se compara com a nossa, é dezena de vezes maior do que a nossa. Não vejo isso como retaliação. Vou conversar com ele para ver se não nos penaliza com a sobretaxa no preço do alumínio", declarou. O presidente disse esperar que Trump não "penalize" o Brasil. "A alegação dele, no Twitter dele, é a questão das commodities. A nossa economia basicamente vem dos commodities. É o que nós temos e espero que tenha o entendimento dele que não nos penalize no tocante a isso. E tenho certeza, tenho quase certeza que ele vai nos atender", afirmou. Ao participar de evento na manhã desta segunda-feira Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o vice-presidente Hamilton Mourão também comentou a decisão de Trump. "Hoje mesmo tivemos no começo da manhã o presidente Trump dizendo que irá aumentar as tarifas de aço e alumínio de Brasil e Argentina porque estamos desvalorizando artificialmente nossas moedas. Não é isso que está acontecendo. Isso é característica desta tensão geopolítica que está acontecendo, que gera protecionismo", afirmou.

Novos laudos reforçam denúncia de tortura durante intervenção militar no Rio

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 12:03h

(Foto: Reprodução)

A segurança pública do Rio de Janeiro ficou sob intervenção federal de fevereiro a dezembro de 2018. Durante este período, em 21 de agosto, sete jovens foram presos em uma comunidade na Zona Norte da cidade. De acordo com a Defensoria Pública, eles só foram apresentados à Justiça dois depois. O relatório da juíza da audiência de custódia, anota que estavam "lesionados, com diversos ferimentos". Os presos dizem que foram torturados pelos soldados no momento da prisão, dentro do quartel, onde teriam sido submetidos a choques e "madeiradas". Em março de 2019, o Instituto Médico Legal seguiu um protocolo internacional de investigação de tortura, chamado Protocolo de Istambul e adotado pela ONU. Funciona assim: presos passam por entrevistas avaliadas por especialistas: médicos, psicólogos e legistas. As respostas são comparadas com o resultado do exame de corpo de delito, fotografias e depoimentos dados na audiência de custódia. Ao final, é produzido um laudo sobre o relato de cada preso. No caso do Rio, em seis dos sete novos laudos os peritos afirmam: "As alterações psicológicas apresentadas pelo periciado são altamente compatíveis com aquelas apresentadas por pessoas que passaram por situações de estresse psicológico agudo, nelas incluída a tortura".

 

Brasil: Criança é flagrada sendo levada no porta-malas em avenida

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 11:10h

( Foto: Matheus Luís / Onda Poços)

Uma menina foi flagrada sendo levada no porta-malas de um carro em uma das avenidas mais movimentadas do Centro de Poços de Caldas (MG). A foto foi tirada na tarde deste sábado (30). O registro foi feito pelo repórter Matheus Luís, do portal Onda Poços, e mostra a menina deitada no bagageiro enquanto o carro passa pela Avenida Assis Figueiredo. Na imagem é possível ver também que uma caixa de televisão parece ocupar todo o espaço que seria do banco traseiro do veículo. A foto mostra ainda que o trecho onde o carro foi flagrado está movimentado, com os consumidores aproveitando ainda as promoções da Black Friday. De acordo artigo 230, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata especificamente das violações cometidas no trânsito, transportar passageiros em compartimento de carga é uma infração gravíssima, sujeita à multa, perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até mesmo à apreensão do veículo. O motorista do carro não foi localizado para comentar o caso.

Brasil: Agentes prisionais são chamados por mãe desesperada e salvam bebê que havia se engasgado

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 10:06h

(Foto: DGAP/Divulgação)

Agentes prisionais conseguiram salvar um bebê que havia engasgado, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), a mãe da criança mora próximo à base dos profissionais e correu desesperada para pedir ajuda assim que percebeu que o filho não conseguia respirar. O caso aconteceu na última sexta-feira (29). Ainda de acordo com a DGAP, assim que foram acionados, os agentes correram até a casa da família para prestar o socorro. Chegando ao local, eles relataram ter encontrado a criança já roxa e sem respirar. No mesmo instante, eles começaram a fazer as manobras necessárias e, em dois minutos, conseguiram fazer o bebê voltar a respirar. A mãe da criança disse que ele engasgou ao ingerir leite com achocolatado, o qual foi regurgitado. Em seguida, os servidores levaram mãe e filho ao hospital, onde o bebê recebeu atendimento e foi liberado em seguida.

 

Brasil: Motorista é flagrado dirigindo embriagado e com carro sem um dos pneus

  • G1
  • 02 Dez 2019
  • 09:10h

(Foto: Guarda Municipal/Divulgação)

Um homem de 40 anos foi detido pela Guarda Municipal e levado para a Delegacia após ser flagrado dirigindo embriagado e sem um dos pneus no Fusion que conduzia no Centro de Florianópolis. O flagrante ocorreu no sábado (30). O carro de luxo foi abordado pelos guardas por volta das 14h em uma rua central da capital catarinense após passar pela Ponte Pedro Ivo, que liga o Continente e a Ilha, e bater no guard-rail. Ele já estava sem o pneu de uma das rodas dianteiras. Segundo a Guarda Municipal, é provável que motorista tenha batido em algum meio fio e continuado trafegando, o que ocasionou o estouro do pneu. O teste de alcoolemia foi realizado pelos agentes municipais e apontou 0,61 miligramas de álcool por ar expelido. "Com a embriaguez, ele insistia em continuar dirigindo mesmo sem o pneu. Com isso, saiu bastante fumaça do veículo, de andar só no aro", detalhou o sub-comandante da GM, Ricardo Pastrana. O motorista foi autuado por embriaguez ao volante e deve pagar multa de R$ 2.934.70, além de ter o direito de dirigir suspenso por 1 ano. Ele foi encaminhado ainda no sábado à 5º Delegacia de Polícia de Florianópolis, no bairro Agronômica. O G1 procurou a Polícia Civil, a Justiça e o Departamento de Administração Prisional (Deap) para saber se o motorista passou por audiência de custódia e se ficou preso, mas não obteve retorno.

Paraisópolis 9 morrem pisoteados em tumulto após ação da PM em baile funk em SP

  • G1
  • 01 Dez 2019
  • 17:35h

(Foto: Reprodução)

Nove pessoas, sendo uma mulher e oito homens, morreram pisoteadas durante um baile funk na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada deste domingo (1º), depois de uma perseguição policial seguida de troca de tiros, segundo a Polícia Civil. Outras sete pessoas ficaram feridas.  Ainda de acordo com a polícia, agentes do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) realizavam uma Operação Pancadão na comunidade – a segunda maior da cidade, com 100 mil habitantes – quando foram alvo de tiros disparados por dois homens em uma motocicleta. A dupla teria fugido em direção ao baile funk ainda atirando, o que provocou tumulto entre os frequentadores do evento, que tinha cerca de 5 mil pessoas. No entanto, a mãe de uma adolescente de 17 anos que estava no local e que foi agredida com uma garrafa disse que os policiais fizeram uma emboscada para as pessoas que estavam no baile. A jovem ferida durante a confusão descreveu o momento em que foi atingida. "Eu não sei o que aconteceu, só vi correria, e várias viaturas fecharam a gente. Minha amiga caiu, e eu abaixei pra ajudá-la", afirmou. "Quando me levantei, um policial me deu uma garrafada na cabeça. Os policiais falaram que era para colocar a mão na cabeça." Segundo a polícia, equipes da Força Tática, ao chegarem para apoiar a ação em Paraisópolis, levaram pedradas e garrafadas. Os policiais, então, teriam respondido com munições químicas para dispersão. Ainda de acordo com informações da polícia, alguém no meio da multidão disparou um tiro, e houve correria. Durante confusão, pessoas foram pisoteadas. Elas foram levadas em estado grave ao Pronto Socorro do Campo Limpo. Duas viaturas da PM foram depredadas. O delegado Emiliano da Silva Neto, do 89º DP, afirmou que todas as vítimas morreram pisoteadas e que ninguém foi vítima de disparos (leia mais abaixo). O governador João Doria (PSDB) lamentou as mortes e pediu "apuração rigorosa" do episódio. O Ouvidor das Polícias, Benedito Mariano, afirmou que "a PM precisa mudar protocolo". A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, afirmou em entrevista à Globo News que a polícia tem de prestar contas do que ocorreu "sem medo de assumir um erro caso tenha havido". Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a ação da PM em Paraisópolis na madrugada deste domingo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Operação Pancadão tem sido periodicamente realizada em toda a capital "para garantir o direito de ir e vir do cidadão e impedir a perturbação do sossego, fiscalizando a emissão ruídos proveniente de veículos".

Leonardo DiCaprio nega que tenha feito doação a ONG após acusação de Bolsonaro

  • G1
  • 30 Nov 2019
  • 18:05h

(Foto: Reuters)

O ator americano Leonardo DiCaprio se manifestou neste sábado (30) após o presidente Jair Bolsonaro acusá-lo de colaborar com queimadas criminosas na Amazônia por meio de doações à WWF, organização não governamental (ONG) que atua na área ambiental. Em nota, DiCaprio negou ter feito doações a ONGs citadas em investigações sobre incêndios florestais no Brasil. "Embora mereçam apoio, nós não financiamos as organizações citadas", afirmou. No comunicado, o ator disse ainda ter orgulho de grupos que protegem ecossistemas e elogiou o povo brasileiro, que "está trabalhando para salvar seu patrimônio natural e cultural".

15,5 milhões ainda precisam fazer biometria ou não poderão votar

  • G1
  • 30 Nov 2019
  • 14:01h

(Foto: Junior Paschoalotto/TV Fronteira)

Levantamento do G1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 15,5 milhões de pessoas ainda precisam fazer a biometria para votar nas eleições de 2020. O cálculo considera apenas os eleitores que moram nos 4.577 municípios onde a votação por biometria será obrigatória nas próximas eleições. O 1º turno será em 4 de outubro de 2020. Das 15,5 milhões de pessoas que precisam registrar a biometria, mais da metade (56,6%) mora em cidades onde a revisão biométrica ainda está em andamento ou se encerrou recentemente. Porém, essas 8,8 milhões pessoas ainda não foram ao cartório eleitoral. As demais (6,7 milhões, o equivalente a 43,4%) já tiveram o título eleitoral cancelado por não comparecer à revisão biométrica nas cidades onde o processo já foi encerrado há mais tempo e a biometria também é obrigatória. Para chegar aos números, o G1 cruzou várias informações (uma relação do TSE com a situação de cada município em relação à biometria, uma tabela pedida via Lei de Acesso à Informação com todos os títulos cancelados e regularizados por causa da biometria e uma lista das cidades onde a biometria será obrigatória enviada por cada um dos tribunais regionais eleitorais). Cada cidade tem um prazo final para a revisão biométrica. Quando o eleitor não comparece ao cartório eleitoral dentro do prazo, o título é cancelado. É possível regularizar essa situação, porém, ao procurar um cartório eleitoral até 6 de maio de 2020, quando se encerra o cadastro eleitoral para as próximas eleições. Apenas em 2022 a biometria deverá ser obrigatória em todo o Brasil. Os eleitores que votam nas eleições presidenciais no exterior não devem registrar a biometria. Segundo dados enviados ao G1 pelo TSE por meio da Lei de Acesso à Informação, desde o início da revisão biométrica, 12,5 milhões de títulos eleitorais foram cancelados por não registro da biometria. Desse montante, 45,5% dos títulos foram regularizados posteriormente. O restante (54,5%) continua em situação irregular, e as pessoas precisam procurar o cartório eleitoral para atualizar os dados e registrar a biometria para poder votar. Salvador, Recife, Belém, Guarulhos e Cuiabá são as cidades com o maior número de títulos eleitorais cancelados, após o fim da revisão biométrica. Em Salvador, 226,5 mil títulos continuam cancelados. No Recife, são 122,8 mil. Em Belém, 115,5 mil. Em Guarulhos, 114,4 mil. E em Cuiabá, 103,6 mil.

SAC muda sistema de agendamento

  • G1
  • 30 Nov 2019
  • 11:07h

(Foto: Divulgação/Saeb)

 Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) vai mudar o sistema de agendamento de atendimento a partir da segunda-feira (2), para os postos de Salvador e do interior do estado. O sistema de agendamentos do Portal SAC será desativado e os atendimentos por hora marcada devem ser realizados pelo site e do aplicativo SAC Digital. A plataforma, além de padronizar o atendimento, vai concentrar informações sobre os serviços ofertados em toda a rede SAC e personalizar o relacionamento com o usuário, com o envio de alertas, sugestão de serviços e acesso rápido aos favoritos. O perfil para agendamento no portal SAC não é válido para o SAC Digital. Por isso, para fazer o agendamento através do SAC Digital, seja portal ou aplicativo, o usuário precisar criar um novo cadastro na plataforma, informando dados pessoais, endereço e senha. Uma mensagem automática para ativação do perfil vai ser encaminhada para o e-mail do cidadão. Após a validação, o cadastro está concluído e o usuário pode acessar o perfil, fazer agendamentos e buscar informações sobre serviços diretamente no SAC Digital. Com a mudança, o Portal SAC vai passar a abrigar, exclusivamente, conteúdo institucional. O portal SAC responde atualmente por 88% da demanda por agendamento em toda a rede. A Rede SAC conta com 74 unidades de atendimento, sendo 37 Postos SAC (em todo o estado) e outros 34 Pontos SAC (interior). Além disso, operam três rotas do SAC Móvel, unidades itinerantes que percorrem localidades que não possuem SAC. O agendamento de serviços está disponível para os postos do Shopping da Bahia, Barra, Bela Vista, Shopping Paralela, Salvador Shopping, Lauro de Freitas, Feira Centro II (Feira de Santana) e Conquista II (Vitória da Conquista), nos dois turnos de atendimento, além das unidades de Liberdade (Salvador), Camaçari, Itabuna, Juazeiro, Teixeira de Freitas e Jequié, para o turno da tarde e em serviços específicos.

Bolsonaro acusa Leonardo DiCaprio e WWF de financiarem queimadas na Amazônia

  • G1
  • 30 Nov 2019
  • 07:04h

(Foto: Sílvia Vieira/G1)

Uma nova declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre as queimadas na Amazônia voltou a provocar críticas e reações na imprensa internacional. Bolsonaro acusou o ator americano e ambientalista Leonardo DiCaprio e a ONG WWF de financiarem queimadas criminosas no Brasil. Foi na saída do Palácio da Alvorada. O presidente falou cercado por apoiadores. "Quando eu falei que há suspeitas de ONGs, o que a imprensa fez comigo? Agora, o Leonardo DiCaprio é um cara legal, não é? Dando dinheiro para tacar fogo na Amazônia", disse. O presidente já havia feito referência ao ator, ao vivo, em rede social, ontem. "O pessoal da ONG, o que eles fizeram? O que é mais fácil? Botar fogo no mato. Tira foto, filma, a ONG faz campanha contra o Brasil, entra em contato com o Leonardo DiCaprio, e o Leonardo DiCaprio doa 500 mil dólares para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tocando fogo, tá certo? Leonardo DiCaprio tá colaborando aí com a queimada na Amazônia, assim não dá." Bolsonaro se referia aos quatro brigadistas, da região de Alter do Chão, no Pará, que foram presos, depois de apontados pela Polícia Civil como suspeitos de atear fogo na floresta para obter doações. As prisões geraram críticas. As entidades mantenedoras das atividades desses brigadistas protestaram contra as acusações. O Ministério Público disse que não há indícios do envolvimento deles e investiga a ação de grileiros em Alter do Chão. O governador Elder Barbalho, do MDB, interferiu. Afastou o chefe da investigação, delegado Fabio Amaral, e a Justiça mandou soltar os brigadistas.O pedido de prisão se baseava numa conversa gravada, de um dirigente de ONG, que até hoje não foi apresentada, como indício de envolvimento dos brigadistas nos incêndios. Eles negam as acusações. A referência do presidente Bolsonaro ao ator Leonardo DiCaprio também se baseia nessa investigação que aponta o ator como doador de US$ 500 mil para ONGs. Segundo a polícia, os brigadistas provocaram incêndios e venderam imagens - que teriam sido usadas pela ONG WWF para conseguir doações como a do ator. As declarações de Bolsonaro repercutiram fora do país. Os jornais americanos "Washington Post" e "New York Times" destacaram que o presidente do Brasil criticou DiCaprio por incêndios na Amazônia e afirmaram que Bolsonaro não ofereceu nenhuma prova. O britânico "The Guardian" diz que Bolsonaro acusou falsamente o ator de ter pago pelos incêndios. O WWF declarou em nota que os recursos enviados à brigada Alter do Chão não incluíram doações do ator Leonardo DiCaprio, que não comprou fotos da brigada Alter do Chão nem pôs fogo na Amazônia. A ONG afirmou que, ao contrário, mobilizou recursos para fortalecer organizações locais que se dedicam a proteger a floresta de desmatamento e queimadas, e lamentou que o Presidente da República insista em divulgar inverdades.

Viúva de Gugu Liberato diz que apresentador era 'a pessoa mais linda desse mundo, mais generosa'

  • G1
  • 29 Nov 2019
  • 15:11h

(Foto: Marcelo Brandt/G1)

A companheira de Gugu Liberato, Rose Di Matteo, deu uma declaração aos jornalistas após o fim do enterro na manhã desta sexta-feira (29). Foi a primeira declaração de Rose após a morte do apresentador. “Eu quero só falar uma coisa para vocês, se hoje eu sou uma pessoa um pouco melhor, eu devo ao Gugu e aos meus filhos e a Deus. Só isso que eu posso falar, porque ele era a pessoa mais linda desse mundo, mais generosa, e agora ele vai ficar aqui [aponta para o coração] e no coração dos meus filhos”, disse Rose. O corpo de Gugu Liberato foi enterrado na manhã desta sexta-feira (29) sob aplausos e muita emoção no Cemitério Gethsêmani do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Fãs, familiares e amigos participaram da cerimônia que foi aberta ao público, a família teve uma área reservada. Também estão enterrados no cemitério os corpos de outros famosos como Jair Rodrigues e Hebe Camargo. O corpo chegou ao local depois de ter sido velado por mais de 20 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo. Durante o velório, ao chegar ao caixão de Gugu, a companheira de Gugu, Rose Di Matteo se emocionou e lembrou o acidente fatal do apresentador. "Por que você foi para lá? O que você tinha que fazer lá? Estava tudo certo para a gente voltar, estava tudo bem". O corpo do apresentador chegou em um carro aberto do corpo de Bombeiros e foi acompanhado por uma carreata de taxistas e familiares. Assim como o velório, o enterro é aberto ao público. Entretanto, a família tem uma área reservada. O filho de Gugu, João Liberato, colocou uma rosa em cima do caixão do pai. Na chegada ao cemitério os Bombeiros retiraram o caixão do carro da corporação e o entregaram aos funcionários. Durante o trajeto do carro até o jazigo da família, fãs gritavam "Gugu, eu te amo".Os familiares de Gugu Liberato acompanharam o cortejo. A mãe de Gugu, Maria do Céu, chegou de cadeira de rodas e foi aplaudida pelo público.O apresentador e cantor Ronnie Von também compareceu ao enterro. "Meu filho morava no mesmo bairro [que Gugu], então tínhamos amigos em comum. Quando soube da história não acreditei", disse Ronnie Von. "Fica o maior legado de alguém que trabalha com esse nosso ofício. O cara era tão bom, tão generoso, que até na morte se doou. Nunca vi alguém tão dadivoso."