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- Extra Golbo
- 05 Dez 2019
- 13:05h
(Foto: Reprodução/Instagram)
Morreu na madrugada desta quinta-feira Diego de Farias Pinto, conhecido como Bunitinho, fenômeno nas redes sociais que protagonizava memes compartilhados por internautas. Diego "Buiu", como também era conhecido, foi baleado na Rua Catugi, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, após um baile funk realizado no morro do Dendê. Ele foi socorrido no Hospital municipal Evandro Freire, mas não resistiu aos ferimentos. Houve uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar no local. Outras três pessoas morreram. Uma das vítimas seria um dos empresários da webcelebridade, identificado como Jorge Tadeu. Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios (DH) investiga o caso. O fuzileiro naval Júlio César dos Santos, de 46 anos, amigo e vizinho de Tadeu, está chocado com as mortes. Morador de Santa Margarida, em Campo Grande, Santos disse que o conhece há dez ano. — Era um cara trabalhador e motorista de Uber. Um cara do bem. Há cerca de dois anos passou a ser empresário de Bunitinho — disse Santos. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Bunitinho cantando uma música romântica durante a festa realizada na comunidade nesta madrugada. Ele estaria em um carro no momento em que foi atingido por disparos. Pessoa com deficiência mental, Bonitinho viralizou nas redes sociais no ano passado. Ele tinha 400 mil seguidores no Instagram e quase 100 mil no Youtube. Ela já havia participado também de programas de televisão como Balanço Geral, na TV Record, e de rádio, na FM O Dia. Aos 36 anos, Diego fazia participações em eventos, parcerias com empresas e convivia com o meio artístico, sendo conhecido por cantores como Nego do Borel e Belo. Uma das marcas registradas era a gravação do vídeo "sextou", no qual comemorava a chegada do fim de semana. Flamenguista, era conhecido pela torcida, principalmente após ter gravado um vídeo ao lado do jogador Rodinei. Segundo Júlio Santos, ele cobrava de R$1,5 a R$2 mil por apresentação. — O Bunitinho, que tinha um probleminha mental, trabalhava com os motoristas de vans de Santa Margarida e costumava gravar vídeos. As postagens estouraram nas redes sociais e os convites começaram a surgir. Há dois anos o Tadeu começou a trabalhar com ele — acrescentou o fuzileiro naval.
(Foto: Emily Costa/G1 RR)
A Defensoria Pública da União (DPU) entrevistou 529 crianças e adolescentes venezuelanos desacompanhados que atravessaram a fronteira brasileira e chegaram ao estado de Roraima entre 1º de maio e 21 de novembro. O levantamento, que foi divulgado pela ONG Human Rights Watch, aponta que quase 90% deles têm entre 13 e 17 anos. Eles viajaram sozinhos ou com um adulto que não é seu parente ou responsável legal. O número total é provavelmente maior, porque algumas crianças e adolescentes podem não passar pelo posto de fronteira onde os defensores públicos da União conduzem as entrevistas, explica a ONG. Atualmente, não existe um sistema para monitorar e ajudar as crianças e adolescentes desacompanhados após a entrevista de entrada. A fronteira entre o Brasil e a Venezuela fica a 215 km da capital de Roraima, Boa Vista. A Human Rights Watch constatou que alguns deles acabam morando nas ruas, onde ficam particularmente vulneráveis a abusos ou ao recrutamento por facções criminosas. Desde 2015, milhares de venezuelanos fogem pela fronteira do Brasil e muitos chegam até mesmo a pé. Sem um responsável legal, as crianças e adolescentes não podem se matricular na escola nem acessar os serviços de saúde pública. “Ainda que as autoridades brasileiras estejam fazendo um grande esforço para acolher as centenas de venezuelanos que chegam ao Brasil a cada dia, elas não estão dando a essas crianças e adolescentes a proteção urgente que eles precisam”, afirmou César Muñoz, pesquisador da Human Rights Watch no Brasil. “A emergência humanitária está levando as crianças e adolescentes a partirem sozinhos da Venezuela, muitos procurando comida ou serviços de saúde”, disse César Muñoz, pesquisador sênior da Human Rights Watch no Brasil.
(Foto: Reprodução)
A discussão da PEC da reforma da Previdência para os servidores do estado de São Paulo se transformou em uma briga entre deputados nesta quarta-feira (4). O deputado Arthur do Val (atualmente sem partido) falava ao microfone quando deputados da bancada do PT (Partido dos Trabalhadores), do PSOL e outros parlamentares subiram à tribuna. Arthur do Val —mais conhecido como 'Mamãe Falei'— já havia sido advertido pelo presidente da Casa, deputado Cauê Macris (PSDB), por chamar os servidores que estavam na galeria do plenário de "bando de vagabundo" e '"chamar para a briga" alguns dos presentes. A sessão, que precisou ser suspensa, teve empurra-empurra e ameaça de socos e alguns deputados tiveram que ser contidos. Após a sessão ter sido interrompida, os deputados voltaram a discursar sobre a PEC e sobre a confusão no plenário. Os parlamentares concluíram os discursos 0h30 desta quinta (5). O texto da PEC poderá ser votado em primeiro turno também nesta quinta, em uma nova sessão. "Chamei de bando de vagabundo, sim. É um bando de vagabundo mesmo. Não todos os servidores, só aqueles que estão aqui aplaudindo quem ofendeu a deputada Janaina", afirmou à reportagem o deputado Arthur do Val . "O deputado Enio Tatto veio aqui, subiu na tribuna e falou que a Janaina Paschoal sentou no colo do Doria e disse que quem vai votar a previdência é vendido. Quem votou no PSDB pra presidência da Casa foram eles. Quem assinou contrato de R$ 40 milhões para publicidade da Alesp foi o Enio." O deputado estadual Enio Tatto (PT) afirmou à reportagem que a briga não teria nada a ver com ele. "Ele [o deputado Arthur do Val] pediu primeiro a fala do Paulo Fiorilo (PT) e provocou o pessoal do plenário, perguntando se o pessoal ia ter estomâgo, e começou a provocar. Chamou o pessoal de vagabundo várias vezes, o presidente Cauê Macris (PSDB) advertiu. Ele diz que é por causa do que eu falei com a deputada Janaina Paschoal (PSL), mas eu já me desculpei com ela, e ela já aceitou minhas desculpas. Está tudo certo. Ele fez para tumultuar." Em nota, Cauê Macris afirmou que as cenas registradas nesta quarta-feira "não condizem com a história da Assembleia Legislativa de São Paulo". "O momento exige serenidade e responsabilidade, sem radicalização." O presidente da Assembleia Legislativa disse que o caso será analisado pelo Conselho de Ética da Casa.
(Foto: Reprodução)
A Justiça Federal determinou nesta quarta-feira (4) a libertação de Luiz Henrique Molição, um dos suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades, entre as quais o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e procuradores da Lava Jato. A libertação ocorre um dia depois de o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, homologar (validar) a delação de Molição. Com a homologação, a Justiça confirma a punição negociada por ele com órgãos de investigação em troca das informações que forneceu e considera que não houve coação. Estudante de direito, Molição foi preso em setembro, em Sertãozinho (SP), em uma das etapas da Operação Spoofing, da Polícia Federal, deflagrada em julho para desarticular uma suposta organização criminosa que praticava crimes cibernéticos. De acordo com as investigações da PF, o grupo teve acesso a contas do aplicativo de troca de mensagens Telegram de autoridades. Outro dos presos na operação, Walter Delgatti Neto, admitiu à Polícia Federal que entrou nas contas de procuradores da Lava Jato e disse ter repassado mensagens ao site The Intercept Brasil, que publicou uma série de reportagens com diálogos entre as autoridades.
(Foto: Reprodução)
O policial que aparece em um vídeo tentando colocar uma mulher à força na viatura, em São Luís, será afastado das ruas e colocado em funções administrativas. As informações são da Polícia Militar do Maranhão, que também afastou o segundo policial que aparece nas imagens. Os nomes dos dois não foram divulgados. No vídeo, um dos PMs coloca uma das mãos por baixo da saia da mulher na tentativa de colocá-la em uma viatura, no bairro Itaqui-Bacanga. Segundo a Polícia Militar, ela foi abordada porque estava perturbando o sossego e também teria desacatado os policiais. Após a cena do policial colocando a mão embaixo da saia, as pessoas que estavam no local tentaram impedir a abordagem. Em seguida, começou uma discussão entre os policiais e os populares, que afastaram a mulher do carro da polícia, pertencente ao 1º Batalhão de Polícia Militar. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se manifestou e afirmou que um "processo disciplinar foi aberto e será conduzido de acordo com a lei". Por meio de nota ao G1, a PM confirmou que abriu procedimento para investigar a conduta dos policiais e que "não compactua com as condutas, cujas ações não são de acordo com os princípios profissionais e éticos que orientam as atividades dos integrantes de toda a corporação".
(Foto: Reprodução)
O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, absolveu nesta quarta-feira (4) os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, dos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, na ação penal apelidada de "quadrilhão do PT". Os cinco respondiam a ação penal pelo crime de organização criminosa, por suspeita de terem formado um grupo para desviar dinheiro público da Petrobras e de outras estatais. Em outubro, o Ministério Público Federal já havia pedido absolvição sumária de todos por considerar que não havia "elementos configuradores da dita organização criminosa". Ao analisar o caso, o juiz concordou: "A descrição dos fatos vista na denúncia não contém os elementos constitutivos do delito previsto no art. 2º, da Lei nº 12.850/2013 (organização criminosa)". Segundo ele, "a narrativa que encerra não permite concluir, sequer em tese, pela existência de uma associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada, com divisão de tarefas, alguma forma de hierarquia e estabilidade". De acordo com o magistrado, a denúncia tentou "criminalizar a atividade política". "A denúncia apresentada, em verdade, traduz tentativa de criminalizar a atividade política. Adota determinada suposição – a da instalação de 'organização criminosa' que perdurou até o final do mandato da ex-presidente Dilma Vana Rousseff – apresentando-a como sendo a 'verdade dos fatos', sequer se dando ao trabalho de apontar os elementos essenciais à caracterização do crime de organização criminosa."
(Foto: Reprodução)
Um caso raro de duas gêmeas deixa profissionais de saúde intrigados em Redenção, no sul do Pará. As irmãs nasceram há seis meses e ainda não esboçaram reação. Elas apenas dormem. O hospital onde as duas estão internadas ainda não conseguiu chegar a um diagnóstico. Desde que nasceram, Ana Júlia e Ana Sofia não acordam e também não conseguem respirar bem sem a ajuda de aparelhos. A alimentação delas é feita por sonda gástrica. A mãe, Luana Tintiliano da Silva, passou por uma cirurgia quando estava grávida de três meses. Depois disso, ela não conseguiu mais dormir durante os meses seguintes da gestação. Hoje a situação não é diferente. Ela fica em uma cadeira reclinável, onde passa a noite enquanto acompanha as gêmeas no Hospital Regional de Redenção. "Quando elas nasceram não mexiam, não esboçaram nenhuma reação. Tem uma mulher no laboratório que disse ficou impressionada, não estava entendendo porque elas não se mexiam", contou Luana. A criança Ana Júlia está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde toma quatro remédios diferentes para as convulsões que são frequentes. Os médicos ainda não conseguiram descobrir a causa dos sintomas, mas suspeitam que as meninas tenham nascido com uma desordem genética rara chamada "erro inato do metabolismo" - quando o corpo não consegue transformar os alimentos em energia, de forma correta. O diretor técnico do hospital, Rodolfo Skrivan, disse que a unidade continua tentando resolver a situação. "Estamos em contato com outros serviços, outros hospitais, que trabalham com pesquisa nessa área, mas precisamos de uma ajuda porque ainda não se chegou a um diagnóstico", afirmou. O hospital tem um laboratório próprio e é o mais equipado da região, mas também tem limitações. Alguns exames genéticos que poderiam ajudar a fechar o diagnóstico das meninas são feitos apenas nos grandes centros, como em São Paulo. Um deles custa R$7 mil. O biomédico Rodrigo Alves de Oliveira, que atende o caso, disse que sem diagnóstico não há solução. "Se eu não buscar outro tipo de solução, a gente vai ficar eternamente na mesma, com resultados que apresentam anormalidade, então isso não me fecha diagnóstico e não me permite tratamento", explicou.
(Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O Senado aprovou em votação simbólica, nesta quarta-feira (4), a reforma da Previdência dos integrantes das Forças Armadas, com a presença no plenário dos ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. Sem oposição e com acordo entre líderes, a votação foi rápida —em cerca de 24 minutos. O texto segue agora sanção presidencial. A proposta tem vantagens em relação à dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. Os militares receberão salário integral ao se aposentar, não terão idade mínima obrigatória e vão pagar contribuição de 10,5% (iniciativa privada paga de 7,5% a 11,68% ao INSS).Em linhas gerais, as regras dos militares também vão valer para policiais militares e bombeiros dos estados. Apenas alguns pontos são diferentes, sobre regras de transição. No funcionalismo, os militares são os que custam mais para a Previdência, proporcionalmente.
(Imagem: Leco Viana/Estadão Conteúdo)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atribuiu a um "erro operacional grave" da Polícia Militar de São Paulo as nove mortes em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada do domingo, 1ª, em seu primeiro comentário sobre o assunto."Nesse caso em São Paulo, com todo respeito à Polícia Militar do Estado de São Paulo, realmente é uma corporação de qualidade, elogiada no País inteiro, aparentemente houve lá um excesso, um erro operacional grave que resultou na morte de algumas pessoas. Mas em nenhum momento ali existe uma situação de legítima defesa", disse Moro.Nove pessoas morreram pisoteadas e 12 ficaram feridas durante tumulto após ação da Polícia Militar em baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada deste domingo, 1º. A corporação afirmou que os agentes de segurança perseguiam dois suspeitos em uma moto, quando entraram no local da festa, que reuniu cerca de 5 mil pessoas. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou o caso de "incidente triste" e disse transmitir aos familiares dos nove jovens mortos sua "solidariedade". Moradores, em relatos e vídeos, acusam os PMs de agir com truculência. Moro falou sobre o tema em um evento promovido pelo jornal O Globo. Em sua resposta, procurou também rebater críticas publicadas na imprensa e nas redes sociais, por especialistas do setor de segurança pública e defensores de direitos humanos, de que a ação policial pode ter sido feita sob influência da propostas legislativas que encaminhou ao Congresso em fevereiro. a "excludente de ilicitude" - o conjunto de situações em que essa norma jurídica poderia livrar de pena o autor de uma morte. Moro acrescentou que, tanto no caso de Paraisópolis, como no assassinato a tiro da menina Ágatha Felix no Rio de Janeiro, não se poderia aplicar a chamada excludente de ilicitude — inocentar uma pessoa por uma morte que causou. "São situações que não se aplicariam à proposta de excludente de ilicitude colocada no pacote anticrime." O ministro reconheceu que a proposta de excludente de ilicitude que incluiu no chamado "pacote anticrime" deve ficar de fora do texto que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende colocar para votar na noite desta quarta-feira, 4.
(Foto: Reprodução)
Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Fake News (CPMI da Fake News), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) detalhou nesta quarta-feira (4) como seria a atuação do grupo que ficou conhecido como "gabinete do ódio", que funcionaria no Palácio do Planalto. Segundo ela, uma rede de assessores, comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo. "Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores", afirmou a deputada aos integrantes da CPMI. Ex-líder do governo no Congresso Nacional, Joice passou a ser alvo de ofensas nas redes e foi destituída em outubro, após contrariar o governo. Na ocasião, ela se recusou a apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro na disputa pela liderança do PSL na Câmara. O nome "gabinete do ódio" surgiu em referência aos assessores que ocupam uma sala no terceiro andar do palácio, próximo de onde despacha o presidente Jair Bolsonaro.
( Foto: Reprodução/ NSC TV)
Pelo menos seis pessoas foram feitas de reféns e escudo humano por um grupo criminoso em Vidal Ramos, no Vale do Itajaí, durante um assalto na manhã desta quarta-feira (4). Eles roubaram duas agências bancárias. Dois homens ficaram feridos e ninguém foi preso. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 11h, os criminosos fizeram vários disparos no local para assustar os moradores do pequeno município de pouco mais de 6 mil habitantes. Eles chegaram a fazer um escudo humano na frente das agências: um banco e uma cooperativa de crédito. Os assaltantes fugiram em uma caminhonete preta com reféns: dois ficaram deitados de bruços no capô, uma pessoa na lateral esquerda do carro e outras três na caçamba. Outros dois veículos também foram usados no assalto, segundo a PM. Na fuga, os criminosos atearam fogo em pelo menos um caminhão na SC-110 para trancar a passagem de viaturas. Os bombeiros controlaram as chamas. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) informou que às 13h50 a rodovia continuava interrompida e um guincho estava a caminho para retirar o veículo do local e liberar a rodovia. Outro carro também foi encontrado incendiado em uma estrada rural.
( Foto: Alan Santos/PR)
O governo federal lançou nesta terça-feira (3) um programa para tentar levar saneamento básico a 39,7 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais. O programa foi lançado em uma cerimônia no Palácio do Planalto e, segundo o governo, o objetivo é investir R$ 218,94 bilhões, atingindo a meta de 40 milhões de pessoas beneficiadas em até 20 anos. Os recursos serão públicos e privados. Presente ao evento, o presidente Jair Bolsonaro não discursou nem concedeu entrevista à imprensa. Também participaram, entre outras autoridades, o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Em julho, o Instituto Trata Brasil e a GO Associados divulgaram um estudo segundo o qual a maior parte das grandes cidades do Brasil tem baixo nível de reinvestimento no setor de saneamento básico. Isso quer dizer, segundo os institutos, que somente uma parcela do valor é utilizada para fazer melhorias no serviço, como manutenção, troca de redes e expansão dos atendimentos. Além disso, a verba para o saneamento em 2020 devem cair 21%.
(Foto: Reprodução)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por quatro votos a três na noite desta terça-feira (3) autorizar o uso de assinaturas eletrônicas – em vez de assinaturas em papel – para a criação de um partido político. A maioria entendeu, no entanto, que a modalidade só será aceita depois que o TSE estabelecer regras, ou seja, regulamentar a questão. Para isso, será necessária a aprovação de uma resolução pelo plenário do tribunal, em sessão ainda sem data prevista. Por essa razão, não é possível afirmar que as regras estarão em vigência nas eleições de 2020. Com a decisão do tribunal, pode vir a ser necessária a certificação digital para o eleitor apoiar eletronicamente a formação de uma legenda. Mas isso será definido por meio da resolução a ser votada pelos ministros. A certificação digital é um conjunto de procedimentos tecnológicos para a autenticação de dados no mundo digital. Por meio dessa certificação digital, um cidadão, um site ou uma empresa podem provar sua identidade e comprovar a autenticidade de documentos. A autorização para a coleta de assinaturas eletrônicas não impede que os partidos também obtenham apoios por meio de assinatura manual. Atualmente, a legislação eleitoral não tem regras sobre assinatura digital. Diz que as assinaturas devem ser colhidas em listas ou fichas individuais, de acordo com os modelos disponibilizados pela Justiça Eleitoral. As assinaturas precisam ainda ser checadas e validadas por cartórios eleitorais. A coleta de cerca de 500 mil assinaturas é um dos requisitos para um partido político obter registro na Justiça Eleitoral. Esse apoio deve estar distribuído por um terço ou mais dos estados e equivaler a, no mínimo, 0,1% do eleitorado de cada um desses estados. A decisão do TSE foi motivada por uma consulta formulada em dezembro do ano passado pelo deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS). O parlamentar questionou ao TSE: "Seria aceita a assinatura eletrônica legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral?". A maioria dos ministros respondeu "sim". Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro se desfiliou do PSL e anunciou a criação do partido Aliança pelo Brasil. Na ocasião, ele afirmou que, se o TSE liberasse o apoio eletrônico, o Aliança conseguiria as cerca de 500 mil assinaturas necessárias em até um mês e meio. Se o TSE não aceitasse, a legenda poderia não disputar as eleições municipais de 2020 porque seria necessário muito mais tempo para a coleta das assinaturas de apoio. Na semana passada, o ministro Og Fernandes, corregedor do TSE, defendeu que o tribunal não deveria analisar a consulta de Jerônimo Goergen porque, segundo o ministro, as consultas só podem envolver temas de direito eleitoral. Mas, nesta terça, por seis votos a um, o TSE decidiu analisar o mérito da consulta.
(Foto: Reprodução)
Ciro Gomes é o entrevistado dessa semana do programa Em Foco. O político fala sobre a carreira, Mensalão, Operação Lava-Jato e também sobre a polarização da esquerda. Sobre um possível apoio do ex-presidente Lula, ele disse à Andréia Sadi: – Se ele quiser me apoiar, eu evidentemente não posso ser arrogante porque quero unir o Brasil. Evidentemente que eu não vou dizer: não aceito. Eu não tenho esse direito, nem cultivo (isso). Eu cultivo muito a humildade. Agora estou só por apreço à sua pergunta para dizer que não porque nós representamos valores muito distintos – afirmou, dizendo que esse é um apoio impossível de acontecer. – O Lula prefere o Bolsonaro do que eu. O governo de Jair Bolsonaro também foi assunto da entrevista com Ciro Gomes, que comentou ainda sobre os desafios do Legislativo e os problemas do PDT. Assista ao Em Foco desta quarta-feira (4), às 21:30, na GloboNews e no GloboNews Play.
(Foto: Reprodução)
O governo brasileiro foi um dos "vencedores" do prêmio "Fóssil do Dia", uma premiação simbólica e não oficial que, de forma irônica, destaca países por ações prejudiciais ao meio ambiente. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (3) em Madri, onde as nações do mundo estão reunidas na COP 25, a cúpula do clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante a COP, a antipremiação é anunciada mais de uma vez, e é organizada pela Rede Internacional de Ação Climática (CAN). Segundo o anúncio, o Brasil "empatou" com Japão e Austrália. A rede afirmou no Twitter que "o primeiro 'Fóssil do Dia' da COP 25 vai para o Brasil por culpar a sociedade civil pelas queimadas na Amazônia, o Japão por seu contínuo vício e expansão do [consumo de] carvão, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, por aproveitar um jogo de críquete enquanto queimadas devastavam a Austrália, negando o vínculo delas com a mudança climática". Esse é o segundo ano consecutivo em que o presidente Jair Bolsonaro é vinculado ao Brasil no prêmio. No ano passado, quando já havia sido eleito, ele foi reconhecido pelos ativistas por ter se recusado a sediar no Brasil a cúpula que debate mundialmente sobre o clima. As declarações do então futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também foi lembrado por declarações sobre aquecimento global em seu blog pessoal. Em 2017, o Brasil, durante a gestão de Michel Temer, também ganhou o destaque negativo por causa de uma medida provisória que propos reduzir impostos da exploração e produção de petróleo e gás.