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- por Agência Record
- 04 Out 2019
- 11:07h
Foto: Reprodução Google
Matheus Carneiro Assunção foi preso após invadir gabinete e golper com uma faca Louise Filgueiras, que ficou ferida. Ele disse que 'queria fazer protesto'. O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção foi preso nesta quinta (3), após tentar matar a juíza federal Louise Vilela Leite Filgueiras, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A juíza sofreu ferimentos leves e passa bem. O procurador foi preso em flagrante.
Por volta das 16hs, o homem teria invadido o gabinete da juíza e aparentava estar perturbado. Ele foi até a mesa da juíza e tentou golpea-lá no pescoço. Na sequência, ele teria pego um objeto de vidro e jogado na magistrada.
O procurador estava substituindo um outro jurista que está em férias. Ao ser contido por pessoas que estavam na sala da juíza, ele parecia estar em surto e falava frases sem sentido sobre "acabar com a corrupção no Brasil".
Entretanto, como o ataque ocorreu em um Tribunal Federal, o caso foi registrado na Delegacia da Polícia Federal, que deve conduzir as investigações sobre o caso.
Por meio de nota a AGU (Advocacia Geral da União) informou que "determinou a imediata abertura de sindicância investigativa no âmbito da instituição" e que "lamenta o ocorrido, fará todos os esforços para apurar o ocorrido, se coloca à disposição da vítima e repudia todo e qualquer ato de violência".
Nota Advocacia-Geral da União
Referente à prisão de um procurador da Fazenda Nacional acusado de tentativa de homicídio de uma magistrada, o advogado-geral da União determinou a imediata abertura de sindicância investigativa no âmbito da instituição. Preliminarmente a AGU foi informada que a tentativa de homicídio ocorreu na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A Advogado-geral da União lamenta o ocorrido, fará todos os esforços para apurar o ocorrido, se coloca à disposição da vítima e repudia todo e qualquer ato de violência.
Nota Ajufe e Ajufesp
A Ajufe e Ajufesp vêm a público manifestar sua indignação em face do covarde ataque sofrido pela Juíza Federal Louise Filgueiras, nas dependências do Tribunal Regional Federal da 3a Região. A ousadia e a violência do ataque, desferido pelo Procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção, trazem à tona grandes preocupações e questões relevantes.
A falta de segurança que acomete o ofício dos Magistrados é crônica. Não se justifica, em nenhuma hipótese, colocar vidas em risco por motivo de restrições orçamentárias. A segurança, a ser garantida por profissionais devidamente treinados, é essencial para o exercício do ofício judicante. A Magistratura carece de um mínimo de tranquilidade para trabalhar em paz. O momento político em que vivemos, por sua vez, com a interdição do diálogo e a polarização ideológica, contribuem para o acirramento dos ânimos e para o desrespeito crescente às instituições. O Poder Judiciário tem sido objeto de ataques vis, que maculam a sua independência e botam em xeque a sua autoridade. Essa quebra de institucionalidade pode causar consequências nefastas para toda a sociedade, autorizando manifestações de ódio que podem resultar em violência de toda ordem. Manifestamos nossa irrestrita solidariedade à colega e pedimos a apuração rigorosa dos fatos. A Magistratura Federal exige respeito e segurança para exercer com a necessária independência o seu mister constitucional. Fonte: Agência Record
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- por Folhapress
- 04 Out 2019
- 06:40h
Foto: Reprodução Google
A Embraer afirmou nesta quinta-feira (3) que a companhia e a americana Boeing continuam a trabalhar de forma diligente e cooperativa para consumar a parceria estratégica entre as duas empresas no menor prazo possível, estimando a conclusão da operação para o começo de 2020.
As companhias haviam dito, no início do ano, que a expectativa era concluir a negociação até o fim de 2019. O acordo com a Boeing prevê uma joint venture -denominada Boeing Brasil-Commercial e composta pelas operações de aeronaves comerciais e serviços relacionados a este segmento da Embraer- da qual a americana deterá 80%, enquanto a Embraer terá os 20% restantes.
A Embraer implementará a segregação interna do negócio de aviação comercial da companhia a partir do final deste exercício social. "As partes já obtiveram as autorizações aplicáveis das autoridades concorrenciais em algumas jurisdições e a consumação da operação continua sujeita à aprovação por autoridades concorrenciais em outras jurisdições aplicáveis; e à satisfação de outras condições usuais em operações desta natureza."
De acordo com a Embraer, até que tais aprovações sejam obtidas e as demais condições sejam satisfeitas, "não há garantias quanto à consumação da Operação ou ao prazo para sua conclusão".
- Redação
- 01 Out 2019
- 15:10h
(Foto: Reprodução)
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por 17 votos a 9, a nova versão do parecer sobre reforma da Previdência, apresentado há duas semanas pelo relator Tasso Jereissati (PSDB-CE). Os parlamentares votam agora as emendas. Com informações da Exame. A reforma altera o sistema de aposentadoria e outros benefícios previdenciários do país, como a pensão por morte. Entre outros pontos, a proposta vai fixar uma idade mínima para que o trabalhador possa pedir sua aposentadoria: ela é de 62 anos de idade para mulheres e 65 anos de idade para os homens. No caso dos cidadãos que já estão no mercado de trabalho, há regras para a transição entre o sistema atual e aos novos requisitos para a aposentadoria. Com as novas medidas, a expectativa do ministério da economia é de economizar R$ 876 bilhões de reais em dez anos. A expectativa é de que a reforma seja votada em primeiro turno ainda nesta terça-feira(1º) pelo plenário da Casa. A CCJ chegou a aprovar no primeiro parecer de Jereissati no dia 4 de setembro, por 18 votos a 7, mas as emendas de redação acolhidas pelo relator na ocasião fizeram vista ao texto pela Câmara dos Deputados, onde já foi aprovado em dois turnos.
- Probus: João Batista de Castro Júnior. Professor do Curso de Direito da Universidade do Estado da Bahia, campus Brumado.
- 01 Out 2019
- 08:31h
Foto: Reprodução Google
Joel Candau, professor de antropologia na Universidade de Nice-Sophia, na França, noticia, em sua obra Anthropologie de la mémoire, ter realizado, em 1995, pesquisa com 81 estudantes, cujos resultados demonstraram profundidade da memória genealógica de 2,64, ou seja, inferior a três gerações. Isso significa que, indagados, muitos entrevistados não souberam lembrar nomes de todos os avós paternos e maternos, muito menos de bisavós.
No mundo contemporâneo, em que a satisfação massiva dos sentidos arrasta aos milhões a humanidade, despreocupada com o que vai acontecer no futuro com suas práticas alimentares e de agressão ambiental, e menos ocupada ainda com o passado histórico, essa cultura da instantaneidade recursiva joga um papel paralelo importante tanto no aprisionamento de Lula quanto no seu encarceramento medieval sem direito a visitas, apesar do texto expresso da Lei de Execução Penal.
A interdição de entrevistas, validada em última instância por Luiz Fux num gesto de ilegalidade monstruosa e imperdoável, surtiu seu efeito por tirar o ex-Presidente de mobilizar seu arsenal retórico durante as eleições. O plano num nível maior, contudo, era progressivamente fazer esquecer sua inocência, valendo-se dessa fugaz instantaneidade que contamina as mentes modernas pouco propensas a elaborações mais detalhadas.
Não, Moro não tem aparato intelectual algum para montar essa estratégia que, em alguns momentos, teve certa funcionalidade. As eminências pardas por trás dela, que ainda precisam ser expostas mais nitidamente, articularam com a tecnologia de informação atual uma tática condenatória que remonta a Roma imperial, a damnatio memoriae, ou “condenação da memória”, que, no Direito Romano, era uma sanção que buscava apagar a memória de alguém, como se jamais tivesse existido.
São numerosos os exemplos históricos, inclusive na história das ciências, do uso da damnatio memoriae para apagar méritos e atirar ao túnel do esquecimento certas personalidades. A mais nova atualização dessa tática consiste em fazer o ex-Presidente aparecer como beneficiário de um regime prisional mais ameno, mas capaz de fazê-lo carregar para sempre o estigma da culpa formada e inquestionável, em substituição definitiva de qualquer cogitação de inocência.
Outro efeito antimemorial é debilitar a chamada Vaza Jato produzida por The Intercept, que, pela sua dimensão, deveria resultar na prisão de Moro e Dallagnol por usarem a sacralidade da função pública para mentir, forjar convicções sem provas e fazer articulações político-partidárias, o que lhes é rigorosamente proibido, tudo à custa do dinheiro do contribuinte. Muito escandalosamente, entretanto, Sérgio Moro finge que não lhe dizem respeito as revelações, escondendo-se no discurso de acesso ilegal às suas mensagens, parecendo esquecer que ao servidor público não é dado esquivar-se de justificar o mau uso das atribuições, mau uso que a propósito ele criminosamente fez com efeito devastador num ato de ilicitude bem maior ao promover a divulgação de áudios da presidente da República, cargo acima de sua então alçada jurisdicional.
Em síntese: por estarem encurralados na sua imoralidade criminosa é que o ex-juiz federal e sua claque do MPF estão mobilizando esse plano B de migrar Lula do regime prisional fechado para o semiaberto. É a mais nova farsa diversionista para tentar desidratar o escândalo da conduta judicial de Moro no comando da Lava Jato e esvaziar a crescente indignação contra uma sentença condenatória proferida por um juiz vergonhosamente suspeito.
Vitória da Conquista, 30 de setembro de 2019.
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- por Flávio Costa | Folhapress
- 29 Set 2019
- 14:38h
Foto: Renan Olaz / CMRJ
O delegado da Polícia Federal Hélio Khristian Cunha de Almeida, acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de obstruir as investigações sobre a morte de Marielle Franco, montou uma "central de mutretas" na própria superintendência da PF no Rio de Janeiro. A afirmação consta no relatório final da corporação sobre o Caso Marielle, que indiciou o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, e a advogada Camila Nogueira sob acusação de que atrapalharam os rumos do inquérito sobre o atentado. Entre as supostas mutretas organizadas por HK, como é conhecido o delegado, o documento cita que ele usou intermediários para tentar extorquir a quantia de R$ 300 mil do vereador Marcello Sicilliano (PHS-RJ). A suspeita foi revelada pelo UOL no dia 19 de maio. Sicilliano e o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, foram apontados como mandantes da morte de Marielle por Ferreirinha. HK foi o delegado federal, junto com outros dois colegas, que levou o PM a prestar o depoimento aos investigadores da DH da Capital (Delegacia de Homicídios do Rio, órgão da Polícia Civil). Posteriormente, Ferreirinha admitiu que prestou falso testemunho. A defesa do delegado nega todas as acusações. Já o delegado federal Leandro Almada, responsável pela investigação sobre a obstrução no Caso Marielle, afirma no relatório que os "atos de corrupção" cometidos por HK foram informados à Superintendência da PF no Rio para que "medidas cabíveis" fossem adotadas.
"Lamentavelmente, a autoridade policial que presidiu o IPL 477/18 [o inquérito da PF sobre o Caso Marielle], lotado no Estado do Amazonas, sem conhecer as mazelas do RJ, possa, açodadamente tecer comentários com carga de subjetivismo, sem qualquer prova ou fundamento. Certamente, tal ilação será objeto de demanda judicial em desfavor da União no momento oportuno", afirmou, em nota, o advogado Leonardo Carvalho, defensor de HK. Carvalho acrescenta que "desconhece qualquer tipo de acusação neste sentido e encontra-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que os órgãos de persecução necessitem".
Foto: Reprodução Google
Na mesma semana em que os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato assinaram documento que pede progressão de regime para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passe para o semiaberto (leia aqui), Lula afirmou ao site GGN que só quer sair da prisão "com 100% de inocência".
Na ocasião o petista ainda afirmou que seria "um prazer" que o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol entrassem em seu lugar. "Eu só saio daqui com 100% de inocência, e o maior prazer seria sair daqui e o Moro entrar no meu lugar. Ele e o Dallagnol", afirmou ao site em entrevista gravada na quarta-feira (25) e publicada neste sábado (28).
- Redação
- 26 Set 2019
- 14:46h
(Foto: Reprodução)
Um ônibus com romeiros e uma carreta se envolveram em um acidente no fim da tarde desta quarta-feira (25) na BR-040, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com o Corpo de Bombeiros, oito pessoas ficaram feridas em estado grave, nove em estado “moderado” e onze ficaram levemente feridos. No total, 28 pessoas estavam no ônibus, que seguia de Cansanção (BA) para Aparecida (SP). Os feridos foram encaminhados para hospitais de Sete Lagoas. De acordo com a Via 040, que administra o trecho, os veículos bateram na altura do km 462, sentido BH. Em seguida o ônibus tombou sobre o canteiro central e a carreta tombou na pista. Chovia no momento do acidente. Às 19h, o fluxo de veículos estava lento no trecho e a rodovia estava parcialmente interditada. A fila era de três quilômetros no sentido BH e um quilômetro no sentido DF, segundo a Via 040.
- Redação
- 26 Set 2019
- 09:17h
(Foto: Reprodução)
Pelo quinto mês consecutivo, o Brasil teve um saldo positivo na geração de emprego formal. Em agosto, o número de vagas adicionais no mercado de trabalho foi 121.387, que é o saldo positivo decorrente 1.382.407 admissões e de 1.261.020 desligamentos. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (25) pela Secretaria de Trabalho da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O resultado de agosto representa uma variação de 0,31% em relação ao mês anterior. Foi o melhor resultado para o mês de agosto desde 2013, segundo os números. No acumulado de 2019 foram criados 593.467 novos postos, com variação de 1,55% do estoque do ano anterior. No mesmo período de 2018 houve crescimento de 568.551 empregos.
Entre os principais setores da economia, quatro tiveram saldo positivo de emprego e em dois houve mais fechamento de vagas no mês encerrado em agosto. Lidera o número de empregos gerados a área de serviços (61.730 postos), seguida por comércio (23.626), indústria de transformação (19.517), construção civil (17.306), administração pública (1.391) e extrativa mineral (1.235). Apresentaram saldo negativo a agropecuária (-3.341 postos) e os serviços industriais de utilidade pública/SIUP (-77 postos).
Regiões e salário médio
Todas as cinco macroreegiões do país registraram saldo positivo de emprego em agosto. No Sudeste, foram criados 51.382 novos empregos, seguido por Nordeste (34.697), Sul (13.267), Centro-Oeste (11.431) e Norte (10.610).
O salário médio de admissão em agosto de 2019 foi de R$ 1.619,45 e o salário médio de desligamento, de R$1.769,59. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC) houve aumento de 0,44% no salário de admissão e 0,09% no salário de desligamento em comparação ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano anterior foi registrado crescimento de 1,97% para o salário médio de admissão e de 1,02% para o salário de desligamento.
Reforma trabalhista
Com base nas regras da reforma trabalhista, que permite acordo de demissão entre patrões e empregados, o Caged registrou um total de 18.420 desligamentos nessa modalidade, que representa 1,5% do total envolvendo 13.351 estabelecimentos, em um universo de 12.105 empresas.
O mês de agosto também registrou 12.929 admissões e 6.356 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente, em que o empregado fica à disposição do empregador, mas só recebe quando é convocado a trabalhar. Esse tipo de contratação gerou, no mês passado, um saldo de 6.573 empregos, envolvendo 3.239 estabelecimentos e 2.830 empresas contratantes. Um total de 85 empregados celebrou mais de um contrato na condição de trabalhador intermitente.
Foram registradas em agosto 7.804 admissões em regime de tempo parcial e 5.154 desligamentos, gerando saldo de 2.650 empregos, envolvendo 4.211 estabelecimentos e 3.583 empresas contratantes. Um total de 44 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial.
Pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comentou os dados do Caged e disse que “o Brasil segue se recuperando”.
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- Redação
- 26 Set 2019
- 07:23h
Projeto vai receber demandas de cidadãos e parlamentares |
A Câmara dos Deputados lançou nesta quarta-feira (25) uma ferramenta para checagem de notícias falsas. O projeto, batizado de Comprove, vai receber demandas de cidadãos e parlamentares, apurar e apresentar uma versão sobre fatos relacionados à Casa e seus integrantes. O recurso foi apresentado no seminário Fake News, Redes Sociais e Democracia, realizado em parceria com os institutos E se fosse você? e Palavra Aberta. Por meio de um número de WhatsApp, cidadãos poderão encaminhar dúvidas ou conteúdos para verificar a veracidade das informações. A equipe que abastece a ferramenta ficará encarregada de conferir a autenticidade e responder a demanda, classificando o material como fato, falso ou impreciso. A iniciativa define fake news como informações com características noticiosas que não correspondem à realidade, amplamente compartilhadas por meios de comunicação com o objetivo de atrair a atenção das pessoas, na medida em que provocam reações inflamadas e irrefletidas – em geral, contra uma pessoa, uma instituição, um fato ou uma ideia.
Para a ferramenta, foi criada uma página própria dentro do portal da Câmara dos Deputados. Nela, serão disponibilizadas as checagens, que poderão ser replicadas por quem desejar. O serviço também apresenta dicas e orientações sobre como evitar, não acreditar ou reproduzir esse tipo de conteúdo. “É um instrumento que a Câmara vai oferecer à sociedade em defesa da democracia e contra notícias falsas. Para enfrentar este fenômeno é necessário redobrar a confiança na liberdade de expressão e ter mais educação midiática para livrar este mal”, declarou o secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a importância do combate à conteúdos enganosos e ressaltou como a prática atinge a democracia e instituições democráticas, como o Parlamento. A disseminação desse tipo de mensagem, acrescentou Maia, prejudica a imagem dessas estruturas juntamente à população. “Uma informação falsa em relação a uma votação gera ódio ao Parlamento e vontade de alguns de ir contra as instituições do Estado democrático de direito. Quando o Congresso derruba veto ao projeto de abuso de autoridade, vem a fake news: políticos vão julgar os juízes”, exemplificou, em referência à derrubada de parte dos vetos à Lei de Abuso de Autoridade.
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- Redação
- 25 Set 2019
- 08:31h
(Foto: Reprodução)
O governo espera obter R$ 20 bilhões em dez anos com uma lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que altera a cobrança de imposto sobre valores recebidos pelos trabalhadores em acordos trabalhistas (judiciais ou não). A medida afeta benefícios como férias, 13º salário e horas extras. A lei 13.876, assinada na sexta-feira (20), estabelece que os valores de acordos trabalhistas não poderão ser mais declarados apenas como indenizatórios se houver também questões de natureza remuneratória envolvidas (o que inclui férias, 13º salário e horas extras). A norma visa acabar com a prática acertada entre as partes de estabelecer todo o valor negociado como indenização (caso de danos morais, prêmios e bonificações) para fugir da cobrança de impostos, como contribuição previdenciária e Imposto de Renda.
O advogado Jorge Mansur, sócio do Vinhas e Redenschi Advogados, afirma que até agora a prática era frequente. “Sempre foi comum nos acordos efetivados serem atribuídas verbas indenizatórias para pagar menos contribuição previdenciária”, diz.
Agora, as verbas só podem ser classificadas totalmente como indenizatórias caso o pedido original se refira exclusivamente a verbas dessa natureza. “O trabalhador vai ter que recolher contribuição previdenciária se tiver pelo menos um pedido remuneratório [na ação]. Por exemplo, se você tem pedido de ação moral e um pedido salarial, não pode classificar [totalmente o valor recebido] como indenizatório”, afirma.
Ainda de acordo com a nova lei, a parcela referente às verbas de natureza remuneratória não poderá ter como base de cálculo valores mensais inferiores ao salário mínimo ou ao piso salarial da categoria, caso exista.
Os tributos também não poderão ser calculados sobre valores menores que a diferença entre o valor devido pelo empregador e o efetivamente já pago ao trabalhador.
A lei 13.876 foi aprovada em agosto pelo Senado e em setembro pela Câmara.
O texto determina ainda a limitação no alcance da Justiça Estadual no julgamento de ações previdenciárias. Com isso, o Ministério da Economia espera reduzir os gastos com processos judiciais em R$ 65 bilhões em uma década.
Outra medida recente da equipe econômica foi o plano de flexibilização das normas no trabalho.
Nesta terça-feira (24), o governo publicou uma revisão de regras para empresas. Foram enxugadas mais três normas regulamentadoras, conhecidas como NRs.
As NRs são um conjunto de normas de segurança e medicina do trabalho que devem ser seguidas obrigatoriamente pelas empresas que tenham empregados regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Para o governo, esse arcabouço regulatório representa um grande potencial de multas a empresas por fiscais do trabalho e uma carga que impacta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros.
O governo enxugou a NR 3, sobre embargo e interdição; a NR 24, que trata das condições de higiene e conforto nos locais de trabalho; e a NR 28, de fiscalização e penalidades.
Por exemplo, empresas com até dez empregados poderão ter um banheiro de uso comum, e não mais um para cada sexo.
O Ministério da Economia informou que, com a revisão da NR 28, caiu para 4 mil o número de possibilidades de multa para todo o setor produtivo. Isso não significa, porém, que uma mesma empresa está submetida todas essas linhas de fiscalização, pois cada setor tem regras específicas.
Para a construção civil, são 600 itens de fiscalização, enquanto que para o setor de mineração são 534, por exemplo.
O processo de flexibilização das normas começou em agosto, com a publicação da nova NR 12, que trata de segurança no trabalho com máquinas e equipamentos, e da nova NR 1, que dá disposições gerais sobre saúde e segurança. Na ocasião, o governo revogou a NR 2, sobre inspeção prévia.
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- Redação
- 20 Set 2019
- 15:28h
Evaldo foi preso pelo Batalhão de Choque da PM de MS — Foto: BPChoque/TV Morena
Um pai foi preso na noite de quinta-feira (19) acusado de matar o filho, de apenas 2 anos, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Evaldo Christyan Dias Zenteno, 21 anos, confessou que afogou a criança em uma bacia dentro de caas porque “queria fazer ela sofrer”, em referência à mãe do menino. De acordo com o G1, Evaldo disse aos policiais que cometeu o crime porque foi traído pela ex-mulher quando estavam juntos. Ele “relatou com frieza” o assassinato do filho, Miguel Henrique dos Reis Zenteno. Miguel ainda foi levado para a Santa Casa da cidade, mas os médicos desconfiaram que ele tinha sofrido alguma violência doméstica e acionaram a polícia. Evaldo foi questionado e se contradisse. Chegou a inventar uma história de assalto, seguida por uma de sequestro, e depois confessou. Ele foi preso ainda na unidade médica. Evaldo contou que ligou para um amigo e contou que tinha sido traído pela mãe de Miguel, uma jovem também de 21 anos. Ele disse que foi o amigo quem sugeriu que ele matasse a criança como maneira de se vingar. Ele alegou que respondeu que não tinha coragem de matar o filho. O amigo sugeriu que ele cometesse o crime com outra pessoa. Mas Evaldo foi para casa e, sozinho, afogou Miguel em uma bacia. Depois, levou o filho de carro até o hospital e disse que o garoto havia sido sequestrado. Como não tinha dinheiro para pagar o resgate, os bandidos teriam jogado o garoto no rio Anhanduí, onde a criança teria se afogado. Ele repetiu essa versão inicalmente para a polícia. Miguel morreu uma hora depois de entrar no hospital. A polícia recolheu a roupa que ele usava, a bacia usada no crime e a toalha com a qual Evaldo secou a criança. Autuado em flagrante por homicídio, Evaldo passa ainda nesta sexta por uma audiência de custódia.
- Redação
- 20 Set 2019
- 14:26h
Novos milionários também não pretendem largar seus empregos para viver de renda, segunda coluna Painel, da Folha de S.Paulo | Foto: Reprodução
Funcionários e assessores do PT que venceram o bolão da Mega-Sena na quarta-feira (18) pretendem fazer doações para a vigília Lula Livre, em Curitiba. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, os 49 novos milionários, que faturaram R$ 2,4 milhões cada um, não pretendem largar seus empregos para viver de renda. De acordo com dois vencedores, que pediram anonimato ao UOL, cada um dos participantes apostou R$ 10. O jornal paulista mostrou que, aqueles que perderam a chance ganhar a bolada encararam com bom humor a situação. “Paciência. Tem que trabalhar a cabeça para prevalecer a alegria pela sorte da galera”, afirma Rogério Tomaz, coordenador da comunicação da liderança do PT. Ao bahia.ba, deputado federal baiano Zé Neto (PT) também lamentou a oportunidade perdida. “Eu participei duas vezes do bolão, na semana passada e na semana anterior. Dei o azar de não ter jogado nessa semana. Até brinquei com os assessores perguntando se não tinha como me incluir, já que eu participo frequentemente”, contou. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ironizou o ocorrido. “A desconfiança é automática. PT já virou símbolo de roubalheira no Brasil”, escreveu o deputado paulista em seu Twitter. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, também fez piada com a notícia.
- FolhaPress
- 20 Set 2019
- 07:18h
(Foto: Reprodução)
O ministro Mauricio Delgado, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinou nesta quinta-feira (19) que os Correios não efetue descontos salariais decorrente dos sete dias não trabalhados em virtude da greve decretada pelo setor no último dia 10. A paralisação da categoria foi suspensa na terça-feira (17). No sexta-feira (13), os funcionários dos Correios foram notificados de que não receberiam durante o período de greve. Na quinta-feira (12) a Fentect e a Findect (federações dos trabalhadores do setor) participaram de uma audiência convocada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) após a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) entrar com um pedido de dissídio coletivo de greve diante da mobilização da categoria em todo o país. O dissídio é um recurso adotado quando não há um acordo entre os trabalhadores, que são representados pelos sindicatos, e empregadores. A categoria é contra a privatização dos Correios, ponto defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o ministro Mauricio Delgado, como os funcionários mostram-se dispostos à negociação na audiência do dia 12, o não pagamento dos sete dias de paralisação poderiam resultar na volta da greve da categoria, gerando prejuízo para os dois lados, visto que o julgamento do dissídio coletivo estar marcado para o próximo dia 2 de outubro. Procurado pela Folha de S.Paulo, os Correios não se posicionaram sobre o caso até a publicação desta matéria. No dia 4 de setembro, os Correios rejeitaram uma mediação do TST (Tribunal Superior do Trabalho) com funcionários. Os trabalhadores reivindicavam reajuste salarial pela inflação, de 3,43%, e a manutenção de benefícios -como ter os pais como dependentes no plano de saúde e a continuidade de percentual de férias de até 70% e vales alimentação e refeição.
- Redação
- 18 Set 2019
- 14:11h
(Foto: Reprodução Redes Sociais)
O que era para ser um domingo de festa acabou em desespero para a família de Natali Steffani Martins Iligaray. A jovem, de 22 anos, morreu na manhã de segunda-feira (16/09), após ter 98% do corpo queimado em um acidente no domingo com a churrasqueira em sua casa em Vera Cruz, a 439 km de São Paulo. Segundo testemunhas, ela auxiliava o marido, Wellington Martins, 23, utilizando álcool para acender a churrasqueira, quando houve uma explosão. Wellington teve queimaduras em 35% do corpo e está internado na Santa Casa de Marília (SP). O hospital não divulgou o estado de saúde da vítima.
- por Fernando Duarte
- 18 Set 2019
- 08:55h
Foto: Lula Marques / AGPT
O ex-presidente Michel Temer reativou a narrativa de "golpe" em 2016 durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, na noite de ontem. Foi a primeira entrevista dele para a televisão – a primeira mais longa à imprensa – após as duas passagens do emedebista pela "prisão", em março e maio de 2019. Temer, que desde a saída do Palácio do Planalto mantém certa discrição, falou, em mais de um momento, que não influenciou no "golpe" em 2016, sugerindo, portanto, ser inocente das acusações de golpista. A declaração poderia até ser considerada um ato falho, mas vai reavivar toda a discussão sobre o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.
Temer por muito tempo foi considerado um dos principais artífices do impedimento de Dilma. No entanto, mensagens reveladas pela Folha de São Paulo e pelo The Intercept apontam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para o próprio Temer articular uma sobrevida a Dilma em março daquele ano, dias antes da instalação da comissão que deu início aos trabalhos do impeachment. À época, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, se tornou algoz e carrasco da petista e Temer não teria conseguido controlar os ímpetos do correligionário e também da bancada do ainda PMDB, que deu corpo ao afastamento da antiga aliada.
Não assisti à entrevista completa ao Roda Viva. Porém, independente do contexto em que Temer sugeriu ter havido um “golpe”, a declaração tem força para reacender um debate que há algum tempo muitas partes da imprensa têm evitado fazer: foi um golpe a deposição de Dilma? Eu, por exemplo, sempre fiquei incomodado com o uso da palavra em si. Até agora, prefiro tratar o impeachment como uma quebra da ordem institucional, mas previsto dentro da Constituição. Já especialistas em comunicação e política, a exemplo do professor Wilson Gomes, da Faculdade de Comunicação da Ufba, defendem desde 2016 que o Brasil assistiu a um golpe – com todas as letras.
Não precisa ser teórico da conspiração para identificar que desde junho de 2013 até hoje o país vive sucessivas crises políticas. O apogeu dessa crise foi a deposição, institucional, de uma presidente eleita. Sem condições políticas de governar, Dilma deixou o cargo, porém o fantasma da sobreposição de poderes sempre rondou a cena de Brasília. Antes, apenas aliados da ex-presidente seguiam esse raciocínio. Com a fala do ex-vice-presidente, mesmo adversários políticos precisam admitir que a narrativa de “golpe” ganhou novos contornos.
Ato falho ou não, Temer conseguiu retomar certo protagonismo – não antagonismo, como pregado – na narrativa política do Brasil ao falar sobre o passado. E ainda confirmou a veracidade de conteúdos da chamada Vaza Jato. O Brasil, como sabemos, nunca deixa de nos surpreender.
Este texto integra o comentário desta quarta-feira (18) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM e Valença FM.
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