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(Foto: Instagram/Reprodução)
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) abriu uma sindicância para investigar o médico e ex-BBB, Marcos Harter, nessa quinta-feira (9). O procedimento administrativo foi aberto depois de uma série de publicações de Marcos no perfil dele nas redes sociais sobre preços de cirurgias para a implantação de próteses de silicone. O G1 tentou contato com o Marcos Harter por telefone e pelas redes sociais, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O anúncio diz que a implantação das próteses custa R$ 6.950 com todos os procedimentos inclusos e, apesar da clínica de Marcos ser em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, as publicações são voltadas para clientes de Florianópolis (SC). No entanto, segundo o CRM-MT, Marcos não tem autorização para exercer a profissão em Santa Catarina. De acordo com o Conselho, o médico possui registro somente em Mato Grosso, São Paulo e Paraná. Além disso, ele é investigado por publicidade ilegal do uso da medicina. “É vedado ao médico a prática de concorrência desleal, o exercício mercantilista da medicina; permitir que sua participação na divulgação de assuntos médicos em qualquer veículo de comunicação de massa, deixe de ter caráter exclusivamente de esclarecimento e educação da sociedade, e a divulgação de assuntos médicos de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico”, diz trecho na nota. O Conselho informou ainda que há outros processos em andamento que apuram possíveis desvios éticos do médico. A suspeita é que Marcos fazia as refeições diárias dentro da sala de cirurgia. “O CRM-MT repudia de maneira veemente tais desrespeitos ao Código de Ética Médica e observa todos os aspectos atinentes à responsabilidade profissional. Zelamos pelo perfeito desempenho ético da medicina, bem como pelo prestígio e bom conceito da profissão”, ressalta.O CRM de Santa Catarina (Cremesc) foi notificado pelo departamento jurídico do Conselho de MT para acompanhar as condutas de Marcos no estado.
(Foto: Reprodução)
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não tem conseguido dar conta dos pedidos de benefícios, causando transtorno para os segurados. Pelo Brasil, se espalham casos de trabalhadores que esperam há meses pela análise de seus requerimentos e são obrigados a enfrentar filas de espera e peregrinar pelas agências em busca de uma solução.Medidas anunciadas em agosto do ano passado com o objetivo de zerar o estoque de pedidos como a otimização da força de trabalho e digitalização do atendimento parecem não ter surtido efeito. E, dois meses após a aprovação da reforma da Previdência, os sistemas ainda não foram adaptados às novas regras, o que está travando principalmente os pedidos de aposentadoria. Além disso, segurados relatam problemas também para obter benefícios como salário-maternidade e auxílio-doença.O governo reconhece que existe o problema e que a solução deve demorar. Mas não há um prazo oficial para zerar a fila de análise de pedidos.O prazo para que o INSS analise os pedidos de benefícios é de 45 dias. Mas, de acordo com o próprio órgão, o estoque de pedidos de benefícios era 1,990 milhão no ano passado, mas 1,3 milhão não foram concluídos até agora, ou seja, cerca de 65% dos requerimentos estão travados à espera de resposta do órgão, segundo mostra reportagem do Jornal Hoje.
(Foto: Iana Coimbra/TV Globo)
Um laudo da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a presença de uma substância tóxica em duas garrafas de cerveja da marca Belorizontina, da Backer, encontradas em casas de pacientes internados com sintomas de uma síndrome desconhecida. Trata-se do dietilenoglicol, usado em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas.Sete pessoas estão internadas com sintomas em hospitais particulares em Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana. Uma morreu. As cervejas são dos lotes L1 1348 e L2 1348. A polícia informou que o laudo ainda é preliminar e que não há como confirmar a responsabilidade da empresa no caso. Ele foi realizado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil.Após a constatação da presença da substância, agentes estiveram na sede da Backer, no bairro Olhos D'Água, na Região Oeste de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (9). A empresa disse que colabora com as investigações. Um inquérito foi aberto para apurar se há crimes ligados ao caso e as circunstâncias da morte de um dos pacientes.Consumidores que tiverem cervejas destes lotes não devem consumí-las. Elas podem ser encaminhadas às autoridades.Mensagens se espalharam pela internet de que essas pessoas teriam comprado a cerveja Belorizontina em supermercados do bairro Buritis. Na quarta-feira, a empresa Backer, que a fabrica, negou que a bebida possa ter relação com os sintomas apresentados pelos pacientes e declarou que as mensagens são mentirosas.Em nota, a Backer disse que a substância encontrada não faz parte do processo de produção da cerveja Belorizontina. Os lotes serão recolhidos do mercado por precaução.Em nota a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) disse que "reforça a informação da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) de que as hipóteses para o surgimento da síndrome nefroneural ainda não foram esclarecidas. Ressaltamos que as normas para abertura e manutenção de fábricas de cervejas são bastante rigorosas a fim de evitar qualquer dano a saúde".O presidente da Abracerva, Carlo Lapolli, o glicol é usado num circuito fechado para gelar os tanques e não tem contato direto com o produto. Segundo ele, a maioria das cervejarias usa água filtrada com álcool puro.
( Foto: Daniel Torres)
As trigêmeas Maria Eduarda, Maria Gabriela e Maria Fernanda Guimarães Cordes surpreenderam os familiares e amigos e conseguiram, juntas, a aprovação no vestibular para o curso de medicina em Adamantina (SP).“Nós três vamos nos dedicar bastante e exercer essa profissão com muito amor e carinho porque sabemos das dificuldades que os pacientes enfrentam. Um dos motivos para a nossa decisão [em cursar medicina] foi porque perdemos o nosso pai para o câncer e queremos lutar para ajudar muitas pessoas”, contou Maria Gabriela. O resultado da prova aplicada em 30 de novembro de 2019 foi divulgado pela Fundação Vunesp na terça-feira (7) e as irmãs, que são moradoras de Quatá (SP), compareceram nesta quarta-feira (8) ao Centro Universitário de Adamantina (UniFAI), acompanhadas da mãe e do padrasto, para garantir a matrícula na sexta turma do curso, que se inicia em 2020. “Eu estou muito emocionada, muito orgulhosa delas e vou tentar realizar esse sonho, que é o que elas querem: cuidar de pessoas”, comemorou Ana Alberta Guimarães Cordes, a mãe das estudantes, que completaram 17 anos de idade no último dia 4 de dezembro. Maria Eduarda foi classificada em 1º lugar, Maria Gabriela em 70º e Maria Fernanda em 78º, na disputa pelas 100 vagas disponíveis no vestibular, exame para o qual elas se prepararam por conta própria. “Eu fiz o 3º ano [do ensino médio] normal e estudava a matéria do dia à tarde”, contou Maria Eduarda. “Eu fiquei muito feliz porque estava em dúvida entre farmácia e medicina e acabei decidindo por medicina, junto com as minhas irmãs, que me apoiaram e me ajudaram a estudar. Com muito sacrifício, estamos aqui”, revelou Maria Gabriela. O sonho de cursar medicina vem da infância e contagiou as três irmãs ao longo dos anos. “Quando eu era pequenininha, sempre tive vontade. Ia nos consultórios e sempre quis fazer. A gente foi conversando, uma foi despertando na outra e as três resolveram juntas fazer medicina. É bom porque as três ficam unidas e assim vai ser para sempre”, comentou Maria Fernanda.
( Foto: Thyago Rihayem/Arquivo pessoal)
Um motorista encontrou uma jiboia com cerca de 2,30 metros morta no motor do carro depois de viajar por 8 horas e rodar 650 quilômetros de uma fazenda em Kaloré (PR) até Itupeva (SP), no interior de São Paulo. O vídeo foi divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (8).O produtor de eventos Thyago Rihayem contou ao G1 que passou o fim de ano com a família no Paraná e retornou no dia 2 de janeiro. Apenas no dia 4 ele sentiu um cheiro forte no carro. “Vi gotas caindo do motor e muitas moscas. Abri o capô e achei que era um gato. O meu cunhado e o meu sogro olharam melhor e viram a cobra. Quase tive um treco”, brincou. Segundo o morador, o animal ficou preso em um vão entre o motor e o capô. Como não conseguiu tirar sozinho, ele foi até uma base do Corpo de Bombeiros, que fez a retirada no domingo (5). Um vídeo mostra os bombeiros tirando o animal preso em uma peça do veículo. “A gente pensou mil coisas e dá um desespero em pensar que ela poderia ter saído do carro e entrado em casa. Mas também ficamos tristes que ela tenha morrido.”
( Foto: Reprodução/TV TEM)
Câmeras de segurança flagraram parte da ação dos criminosos que roubaram o pátio de uma concessionária de veículos de luxo em Sorocaba (SP), na noite de segunda-feira (6). A polícia encontrou um carro com placas de Campinas (SP) utilizado pela quadrilha no momento do assalto. De acordo com a titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, Luciane Bachir, pelo menos 15 pessoas participaram da ação, registrada por volta das 23h40, em uma montadora da Toyota. A delegada está analisando as imagens da câmera de monitoramento para tentar identificar os responsáveis. No vídeo é possível ver os veículos roubados saindo do local um a um (assista acima). Em seguida, o último motorista para o carro, sai para fechar o portão e desaparece com o restante do grupo. A ação durou menos de dois minutos. Durante o assalto, os criminosos renderam e sequestraram o vigia que estava no centro de distribuição. Em depoimento à polícia, ele contou que só foi liberado na rodoviária de Campinas e que voltou para Sorocaba de táxi. Além dele, o vigilante que esteve no pátio após o crime também foi ouvido pela polícia. Em nota, a Toyota confirmou que 11 veículos foram furtados do centro de distribuição. Parte dos carros já havia sido faturada para clientes e outra parte pertencia ao estoque da concessionária. Os veículos custam entre R$ 100 mil e R$ 270 mil. Todos os clientes, segundo a montadora, já foram contatados e novos veículos serão faturados em substituição aos que foram furtados. A concessionária ressaltou ainda que permanece colaborando com as autoridades locais na investigação do ocorrido. Ninguém foi preso e nenhum carro roubado foi recuperado por enquanto. Segundo a delegada, a polícia não descarta a possibilidade de que alguém de dentro do pátio tenha facilitado a entrada dos criminosos. Quem tiver informações sobre a quadrilha pode fazer denúncias através do telefone 181.
(Foto: Érico Andrade/G1)
Policiais civis foram até a casa do cantor Eduardo Costa, no bairro Bandeirantes, na Região da Pampulha, na manhã desta quarta-feira (8), para intimar o sertanejo a prestar depoimento. Segundo fontes ligadas à investigação, uma suposta ameaça ao cantor Clayton, da dupla Clayton & Romário, é apurada. Em nota, a assessoria do artista afirmou que ele "está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos sobre os últimos acontecimentos". Como Eduardo Costa não estava em casa, a intimação foi entregue a um funcionário pelos policiais da Delegacia Adjunta ao Juizado Especial Criminal. O homem não soube dizer se o cantor está na capital mineira. O sertanejo deve prestar depoimento no dia 15 de janeiro. Em seguida, os policiais seguiram para casa da família do cantor Clayton, que fica na orla da Lagoa da Pampulha. Como não havia ninguém neste endereço, a intimação não pode ser entregue. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no dia 23 de dezembro, Clayton estaria sendo ameaçado por Eduardo Costa e pelo irmão dele, Weliton Costa. Mensagens teriam sido enviadas ao celular de Romário, irmão de Clayton. Segundo o relato feito aos policiais, Eduardo não estaria aceitando o relacionamento de Clayton com uma ex-namorada dele.O G1 entrou em contato com Clayton Moreira Lemos e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.
(Foto: Reprodução)
Cerca de 20 horas após o crime de duplo homicídio em Porto Grande, distante 102 quilômetros de Macapá, na madrugada de segunda-feira (6), os dois principais suspeitos foram presos pela Polícia Civil. Os companheiros Fabíola Borges, de 19 anos, filha das vítimas, e Bruno Fonseca, de 30 anos, confessaram o crime, mas os depoimentos se contradizem.Segundo o titular da delegacia de Porto Grande, Bruno Braz, diligências foram realizadas em Macapá na tentativa de encontrar Bruno. Com o avanço das investigações, a polícia descobriu que Fabíola, filha Marilene Conceição de Souza e Marcos Leão Borges, teve participação no crime. “O autor do homicídio foi preso em flagrante ainda na segunda, nas primeiras horas da noite escondido em uma pousada em Macapá no bairro Santa Rita. Em depoimento, acompanhado de seu advogado, confessou o crime e alegou que o fez por influência de Fabíola”, explicou. No depoimento, Bruno Fonseca afirmou que a companheira abriu a porta pra ele entrar por volta de meia-noite e esperou o pai dela ir ao banheiro por volta de 2h. O acusado segurou a vítima e a filha o acertou com um tiro de arpão no peito. Ele contou que Fabíola planejou o crime há muito tempo, desde 2018, e sempre recusava, pois o casal teria um filho para criar. Ele informou que a motivação da companheira eram os abusos que Fabíola sofria do pai. O delegado acrescentou que a filha do casal teria determinado, planejado e executado o crime. Ela confessou que abriu a janela da casa para Bruno entrar. Ao depor, segundo Braz, Fabíola disse que sabia que o crime aconteceria, mas decidiu voltar atrás no último momento. Ela alegou que apenas abriu a janela para Bruno, mas ele estava a decidido a levar o crime até o fim, pois a mãe dela o teria denunciado por falta de pagamento de pensão dos filhos. Os acusados estão presos em Porto Grande, aguardando audiência de custódia.
(Foto: Reprodução/Facebook)
O cantor sertanejo Agnaldo Moraes, da antiga dupla Moraes e Moracito, foi baleado próximo à casa dos pais na manhã desta terça-feira (7), em Jataí, no sudoeste de Goiás. A vítima foi levada ao Hospital das Clínicas Dr. Serafim de Carvalho, onde está internado na UTI.O delegado Agnaldo Coelho, responsável pela investigação, disse que a ex do cantor é suspeita de cometer o crime. No entanto, ela não havia sido encontrada até por volta de 13h30. “Ele teria dito à mãe dele logo depois de ser baleado [que foi a ex que atirou]. A motivação só saberemos no decorrer das investigações”, disse.Segundo informações da unidade de saúde, o paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), entubado, estável e sedado. De acordo com o Hospital, o paciente levou um tiro no pescoço, perdeu muito sangue e passou por uma cirurgia.
( Foto: Leábem Monteiro/SVM)
Um homem atirou na mulher e a empurrou de um carro em movimento, nesta terça-feira (7), no viaduto do Bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza. A vítima foi socorrida, mas teve morte cerebral. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o autor dos disparos tentou cometer suicídio durante perseguição policial, mas foi capturado. O homem foi encaminhado para Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro da capital, para socorro médico. A Polícia Militar informou que ele efetuou três disparos contra a vítima. Logo em seguida, o homem jogou a esposa do veículo e atirou na cabeça da mulher. Ele tentou fugir, mas teve a placa do carro identificada por equipes do Raio, da Polícia Militar. Os agentes atiraram nos pneus do automóvel. Durante a perseguição policial, o homem tentou suicídio com um tiro na boca e com cortes de tesoura no pescoço. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) investiga as circunstâncias do crime. Um revólver calibre 38 foi apreendido. O casal tem dois filhos.
( Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Uma estudante de 12 anos foi resgatada neste sábado (4) após cinco dias desaparecida, em Itumbiara, na região sul do estado. Segundo o delegado responsável pelo caso, a adolescente estava na residência de um casal, que foi preso em flagrante. Ainda de acordo com a polícia, a garota havia marcado encontro com um dos suspeitos por uma rede social, após ele se passar por um garoto de 14 anos. Em seguida, segundo a polícia, a vítima foi estuprada e mantida em cárcere privado. A família disse que a menina está transtornada e fazendo acompanhamento com psicólogos. "Ela está muito abalada, tentando superar", diz uma tia. A estudante desapareceu no dia 30 de dezembro e foi encontrada pela própria família no sábado (4). A tia conta que entrou em contato com a polícia, mas que, por conta do recesso de réveillon, decidiu começar a procurar pela menina por conta própria. "Desde o primeiro dia nossa família começou a procurar ela pela cidade. Vasculhamos tudo, em todo lugar que ela teria sido vista", diz uma tia.
(Foto: Reprodução/Facebook)
A família do pai do bebê que morreu após socos e mordidas em Praia Grande, no litoral de São Paulo, acredita que essa não foi a primeira vez que a criança foi agredida. Familiares ouvidos pelo G1 nesta terça-feira (7) disseram que a mãe não cuidava bem dos filhos e que o pai das crianças já tinha pedido para que a família ficasse de olho nos meninos. O padrasto foi preso suspeito de homicídio e a mãe por falso testemunho, após ter mentido para tentar proteger o companheiro.O casal foi preso em flagrante na segunda-feira (6) após levarem Anthony Daniel de Andrade Moraes, de um ano e três meses, já morto para o hospital. No atendimento, a equipe médica constatou diversas fraturas, mordidas no rosto e hematomas espalhados pelo corpo do bebê. Os dois disseram que Anthony teria caído da escada dois dias antes mas, após suspeitas da polícia, foram detidos. Bruna Neves, de 36 anos, é irmã do pai de Anthony e contou ao G1 que a mãe do bebê, Giulia Cândido, de 21 anos, e o irmão tiveram um relacionamento longo que acabou há pouco tempo. Os dois, que têm outro filho de cinco anos, moravam no interior de São Paulo, próximos à família e, quando o casal se separou, pouco tempo depois Giulia começou a se relacionar com outra pessoa e se mudou para o litoral. Bruna afirma que Giulia sempre afastou as crianças da família e, nos últimos meses, não teve contato com Anthony e nem com o outro sobrinho. O pai das crianças está preso e, antes de ser detido, tinha pedido para que a irmã cuidasse das crianças. "Ela nunca foi mãe e meu irmão sabia disso, mas gostava muito dela. Por ela, as crianças viveriam jogadas, meu irmão era quem cuidava. Quando ele estava perto ela tratava eles bem, quando não estava não tratava." Atendendo ao pedido do irmão, Bruna chegou a passar alguns finais de semana com as crianças após ele ser preso mas, depois que Giulia começou a se relacionar com Ronaldo Silvestrini Junior, de 22 anos, a jovem decidiu se mudar da cidade e a tia passou a ver menos os sobrinhos. Ela disse ainda que a família não conhecia o rapaz e que não tinham qualquer proximidade.Ela ficou sabendo da morte de Anthony na madrugada de segunda-feira e a primeira versão que ouviu foi que ele tinha caído da escada. "Depois descobrimos a verdade. O mais velho, que foi levado para o abrigo, também está cheio de hematomas, também foi espancado. Foi ele que espancou as crianças." O irmão mais velho de Anthony, que foi levado para um abrigo em Praia Grande após a prisão do casal, já foi acolhido pela família do pai, que recebeu autorização da Justiça para levá-lo para casa. Para Bruna, o casal tem que pagar pelo que fez. "Eu acho que essa não foi a primeira vez que ele apanhou. O que eles fizeram com o meu sobrinho não se faz com um bebê, um bebê de um ano. É um absurdo e eles têm que pagar por isso", finaliza. A avó paterna, Sílvia Helena Marcelino de Moraes, disse que já havia recebido informações de que os netos eram maltratados. "Todos os vizinhos da rua falavam que ela judiava muito da criança. Inclusive, uma amiga disse que ela batia no mais velho como gente grande." O padrasto foi detido por homicídio triplamente qualificado e a mãe por falso testemunho, com fiança fixada em dez salários mínimos. O caso segue sendo investigado pelo DP Sede de Praia Grande.
(Foto: Guilherme Mazui/G1)
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (6) que os jornalistas são uma "espécie em extinção". Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) considerou a declaração "estapafúrdia". Bolsonaro deu a declaração enquanto conversava com apoiadores e jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Na entrevista, um jornalista indagou a Bolsonaro se ele havia conversado com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o cronograma de votação das reformas administrativa e tributária. "Sempre converso com eles, sempre converso com eles", respondeu o presidente. O repórter, em seguida, indagou a Bolsonaro "qual reforma vai primeiro". O presidente, então, respondeu: "Mas o que acontece? Eu não vou provocar uma crise porque olha só: para vocês da imprensa aí. Essa frase não é minha. Eu quero que vocês mudem. Quem não lê jornal não está informado, e quem lê está desinformado. Tem que mudar isso. Vocês são uma espécie em extinção. Acho que vou botar os jornalistas do Brasil vinculados ao Ibama. Vocês são uma raça em extinção", declarou o presidente. "Cada vez mais gente não confia em vocês. E eu quero que vocês sejam, realmente, uma força no Brasil. É importante a informação, e não a desinformação ou o fake news. Perguntar aqui, por exemplo, eu cancelei todos os jornais no Planalto, todos, todos, não recebo mais nem jornal, nem revista. Quem quiser, que vá comprar. Porque envenena a gente ler jornal, a gente fica envenenado", acrescentou. Após a entrevista, a ABI divulgou uma nota na qual afirmou que, enquanto a informação for uma "necessidade vital nas sociedades modernas", o jornalismo continuará existindo. "E, com certeza, sobreviverá por mais tempo do que políticos inimigos da democracia, que, estes sim, tendem a ser engolidos pela história", acrescentou a entidade.
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Divinópolis)
Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta que, no ano passado, 248 famílias que têm servidores do Governo do Distrito Federal na composição foram beneficiárias do Bolsa Família, mesmo com renda per capita acima da máxima estabelecida pelo programa.Em um dos casos, uma família beneficiária teve renda mensal de R$ 27,1 mil por pessoa. O valor é 54 vezes maior que o máximo de R$ 499 permitido para participação nos programas sociais do governo federal, por meio do Cadastro Único (CadÚnico). No estudo, a CGU conclui que as "situações identificadas demonstram oportunidades de melhoria na gestão descentralizada por parte do GDF, naquilo que diz respeito à identificação, ao cadastramento, à atualização e à revisão dos dados" do programa. Acionado pelo G1, o Ministério da Cidadania informou que "trabalha em parceria com a CGU para melhorar a gestão de programas sociais, como o Bolsa Família. Todos os casos citados no relatório serão verificados e, havendo indícios de recebimento indevido, serão tomadas as medidas de cobrança para ressarcimento dos recursos ao erário". A Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes), por sua vez, informou que "já está em andamento a apuração de todos os fatos pela área responsável da pasta" (veja íntegra abaixo).
(Foto: Atta Kenare / AFP)
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (6) que a tendência do preço do combustível no Brasil é se estabilizar, mesmo com a tensão no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. Na noite da quinta-feira (2), um ataque norte-americano nas proximidades do aeroporto de Bagdá, no Iraque, matou o general iraniano Qassem Soleimani. O governo do Irã prometeu retaliação e, em meio à escalada da tensão, o preço do barril do petróleo teve forte alta na semana passada. Irã e Iraque estão entre os maiores produtores do mundo. De acordo com Bolsonaro, os preços caíram desde a alta inicial. Na opinião do presidente, o impacto do ataque no mercado de petróleo não foi grande. Na manhã desta segunda, os contratos futuros do petróleo operavam em alta de mais de 1%. O Brent, referência internacional para o petróleo, chegou a US$ 70 o barril. Na sexta-feira (3), a alta tinha sido de mais de 3%. Bolsonaro também disse que Soleimani "não era general". O governo dos Estados Unidos, ao qual o governo brasileiro é alinhado, chama Soleimani de terrorista. "Reconheço que o preço [dos combustíveis] está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque, do general lá que não é general e perdeu a vida [Soleimani], não houve... O impacto não foi grande. Foi 5% passou para 3,5%. Não sei quanto está hoje a diferença em relação ao dia do ataque. Mas a tendência é estabilizar", afirmou o presidente na saída do Palácio da Alvorada. O governo tem reuniões ao longo desta segunda para tratar de eventuais impactos da crise sobre o preço dos combustíveis no Brasil. Bolsonaro deve participar de algumas dessas conversas.