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(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Polícia Civil divulgou que, de acordo com depoimentos que estão sendo colhidos, Franciane Moizes Pedro, vítima de feminicídio em Miracema (RJ), era obrigada a assistir vídeos do companheiro Gutemberg Xavier Alves, que está foragido e é soropositivo, fazendo sexo com outras mulheres e chegou a ter que comer fezes sendo ameaçada por ele. Franciane foi morta e o corpo encontrado em uma área de mata na cidade de Palma (MG), que faz limite com Miracema, no mês passado. Segundo a polícia, o corpo da vítima foi esquartejado e incendiado e não é possível saber como ela morreu. De acordo com a polícia, o companheiro é suspeito de ter cometido o crime e já foi expedido mandado de prisão preventiva contra ele. O delegado responsável pelo caso, Gésner Bruno, contou que 20 pessoas já foram ouvidas no inquérito que apura a motivação da morte de Franciane. Segundo Gésner, a vítima relatou para parentes e amigos que o companheiro chegou a obrigá-la também a fazer uma tatuagem com a frase: "Gutemberg, eu te amo!". Além disso, uma das testemunhas disse que Franciane contou que, em agosto, ele tentou enforcá-la com uma corda e ela teria dito que "achou que fosse morrer". Ocultação do corpo. Em outubro, a polícia fez escavações no quintal da casa onde a vítima morava com Gutemberg. No local, os policiais encontraram um pano com marcas de sangue e mau cheiro. De acordo com a polícia, o suspeito ficou desconfiado depois de prestar depoimento na delegacia e retirou o corpo do local. Imagens de câmeras de segurança mostraram que o suspeito e um homem, com transtorno mental, saíram da casa com sacolas onde estavam partes do corpo da vítima. A polícia disse que o suspeito enganou o homem afirmando que eram restos mortais de um cachorro.
(Foto: Arquivo pessoal)
Os estados de Pernambuco, do Ceará e da Bahia registraram 70 casos de intoxicação devido ao contato com o petróleo que atingiu mais de 400 localidades do Nordeste. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (7) em novo boletim epidemiológico. Casos por estado, Pernambuco: 66 Ceará: 1 Bahia: 3. De acordo com o governo, homens representam 57% dos casos de intoxicação. A média de idade é de 28 anos e 27% dos pacientes trabalharam como voluntários para tentar limpar as praias. Os médicos afirmam que as consequências à saúde variam de acordo com o tempo e a dose de contato. Pode ocorrer: irritação na pele, vermelhidão, queimaço, inchaço. sistomas respiratórios, dor de cabeça, náusea, dores abdominais, vômito e diarreia.Os primeiros laudos foram feitos a partir de vestígios de óleo e de resíduos sólidos coletados nas regiões afetadas. Os pacientes estão sendo expostos por contato com a pele ou por inalação, sendo a respiração a principal via de absorção.
(Foto: Reprodução)
O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou nesta sexta-feira (8) o pedido da defesa do ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva e o autorizou a deixar a prisão. Condenado em duas instâncias no caso do triplex, Lula ficou 1 ano e 7 meses preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Agora, ele terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado. Os advogados pediram a soltura do petista depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a prisão após condenação em segunda instância. Na quinta-feira (7), por 6 votos a 5, o STF mudou um entendimento de 2016 e decidiu que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado (fase em que não cabe mais recurso) e que a execução provisória da pena fere o princípio da presunção de inocência. “A decisão da Suprema Corte confirma aquilo que nós sempre dissemos, que não havia a possibilidade de execução antecipada da pena”, disse Cristiano Zanin, advogado de Lula, logo após pedir o alvará de soltura.A defesa disse que espera agora a “nulidade de todo o processo, com o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”.
( Foto: Vojtech Okenka/Pexels )
Dois anos após a reforma trabalhista, as empresas passaram a contratar um volume maior de funcionários terceiros e temporários, segundo levantamento realizado pela Page Interim, unidade de negócio do PageGroup especializada em recrutamento, seleção e administração de profissionais terceirizados e temporários. De acordo com a consultoria, a procura por profissionais com regime de contratação mais flexível registrou aumento de até 215%, como os de recrutador de TI. Os indicadores foram apurados a partir da base de dados dos consultores da Page Interim, que buscaram entender a demanda de alguns cargos nos 24 meses anteriores e posteriores à nova lei.“Passados dois anos da reforma trabalhista, podemos dizer que as empresas estão mais seguras em relação a algumas possibilidades propostas pela nova regulamentação. Uma dessas vertentes é a possibilidade da contratação de terceiros e temporários, assimilada por boa parte das companhias e expressa na alta demanda que estamos recebendo. É um tipo de movimentação que já era esperada há alguns anos por aqui, especialmente pelo que notamos em outros mercados onde atuamos, onde terceiros e temporários são contratados para muitos projetos. Esse profissional tem as mesmas qualificações que aquele contratado pela CLT, com o diferencial de poder ser avaliado para uma necessidade específica”, analisa Maira Campos, diretora da Page Interim
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil )
O porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em depoimento à Polícia Civil, no inquérito que investiga a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), não é o mesmo porteiro que aparece no áudio divulgado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), em que o presidente não está envolvido. A informação foi publicada nesta semana pelo colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", e confirmada em reportagem desta sexta (8) da revista "Veja". Esse caso se refere ao encontro de dois suspeitos do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes, horas antes do crime, em 14 de março de 2018. Elcio Queiroz foi visitar Ronnie Lessa, que mora no condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio. Lá também moravam, nessa época, o então deputado Jair Bolsonaro e seu filho Carlos. Um porteiro declarou à polícia que Elcio disse que iria à casa 58, de Jair Bolsonaro, e anotou o número no livro de registros do condomínio. Afirmou ainda que identificou a voz de quem autorizou a entrada como sendo a do "Seu Jair". Mas o Jornal Nacional mostrou em reportagem de 29 de outubro que registros da Câmara dos Deputados apontam que o então parlamentar Jair Bolsonaro estava em Brasília. No dia 30, Carlos Bolsonaro divulgou em rede social o áudio do condomínio em que um porteiro fala com Ronnie Lessa e este autoriza a entrada de Elcio Queiroz. Os dois suspeitos estão presos na penitenciária federal de Rondônia. A gravação foi periciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que concluiu que o porteiro que depôs à polícia pode ter mentido, esquecido ou se equivocado. O pedido de perícia foi protocolado às 13h05 do dia 30. E a entrevista coletiva com o resultado da perícia começou menos de duas horas depois, às 15h30.
(Foto: TV Globo/Reprodução)
A 1ª Vara Especial da Infância e da Juventude de São Paulo condenou o adolescente acusado de ter matado e estuprado a menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, em 29 de setembro, no Parque Anhanguera, na Zona Norte de São Paulo, por homicídio qualificado e estupro de vulnerável. O jovem cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo determinado. A decisão da justiça julgou procedente a representação proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. O adolescente de 12 anos foi condenado por homicídio qualificado, pois a justiça entendeu que houve morte por asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio praticado contra menor de 14 anos e homicídio para ocultação ou impunidade de crime antecedente. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (6). Como o jovem cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo determinado, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o período máximo de internação é de três anos, devendo sua manutenção ser avaliada a cada três meses. A audiência de instrução do adolescente aconteceu na última sexta-feira (1), o jovem já estava em internação provisória na Fundação Casa, no Brás, no Centro da capital. O juiz José Souza Neto, da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude do Fórum do Brás, ouviu 10 testemunhas e o garoto. A perícia concluiu que a vítima foi estuprada e morta por asfixia mecânica.
Foto: Reprodução/TV Globo
A pedido do Ministério Público Federal, a Polícia Federal instaurou um inquérito nesta quarta-feira (6) para investigar o depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa.À Polícia Civil, o porteiro afirmou que o ex-PM Élcio de Queiroz, um dos presos pela morte de Marielle Franco, disse que que iria na casa do então deputado Bolsonaro ao entrar no condomínio, horas antes da morte da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. O MPF pede que seja apurado se houve obstrução de Justiça, falso testemunho, denunciação caluniosa contra o presidente. Também há um pedido para que seja investigado se o porteiro infringiu o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional, que prevê de 1 a 4 anos de prisão para quem calunia ou difama autoridades, como o presidente, imputando a elas fatos criminosos ou ofensivos à reputação. Uma investigação do Ministério Público estadual (MPRJ) contradisse a versão do porteiro. As promotoras alegam que uma gravação do interfone do condomínio comprova que o porteiro interfonou para o outro preso pelas execuções, o PM reformado Ronnie Lessa, que também tem casa no condomínio. O pedido do MPF foi depois de que o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou o caso à Procuradoria no Rio, pela ausência de possíveis investigados com foro no Supremo Tribunal Federal. O MPF afirmou que só vai se manifestar depois da conclusão das investigações. O inquérito vai tramitar em sigilo de Justiça.
(Foto: Reprodução)
O Senado aprovou nesta quarta-feira (6) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tornar imprescritíveis os crimes de feminicídio e estupro. A matéria segue, então, para análise da Câmara dos Deputados. A tipificação do crime de feminicídio está prevista na Constituição desde 2015. É o homicídio "contra a mulher por razões da condição de sexo feminino". Como havia acordo para a votação da matéria, as votações do primeiro e do segundo turno foram feitas na mesma sessão, uma após a outra. O texto foi aprovado por unanimidade nos dois turnos. No primeiro por 58 votos e no segundo por 60 votos favoráveis. Na prática, com a imprescritibilidade, o criminoso poderá ser punido mesmo muitos anos após o crime. Atualmente, a Constituição coloca os crimes de racismo e a ação de grupos armados, civis ou militares contra a ordem constitucional e o Estado Democrático como imprescritíveis. Por se tratar de emenda constitucional, o texto também precisa ser aprovado em dois turnos por 308 deputados, isto é, três quintos da Câmara. Inicialmente, o texto tratava apenas da vedação de prescrição para casos de feminicídio. A inclusão do crime de estupro também como imprescritível foi sugestão da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (PMDB-MS). Durante a votação no colegiado, na semana passada, a senadora lembrou que, em 2017, o Senado já aprovou PEC sobre o assunto e o tema já está na Câmara dos Deputados. Segundo Tebet, a sugestão seria apenas uma forma de não prejudicar o texto, caso a proposta que trata do estupro seja votada antes pelos deputados. O relator da matéria, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), citou em seu parecer um levantamento feito pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP e da Pesquisa Violência Doméstica contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, que indica que os casos de feminicídio cresceram em um ano. "Portanto, precisamos comunicar aos agressores que a violência contra as mulheres não é admissível e será severamente punida pela ação estatal. Tornar o feminicídio imprescritível é um dos caminhos possíveis para a dissuasão que pretendemos”, justificou. Ao fazer um apelo para que os senadores comparecessem ao plenário e votassem pelo texto, a senadora Rose de Freitas (PODE-ES), autora do projeto, disse que essa é uma “luta do país”. “Não é a luta de um dia, é a luta de um país. Não é o esforço do presidente Davi [Alcolumbre], é o clamor das mulheres desse país”, disse.
(Foto: Reprodução)
Um homem vítima de assalto perseguiu e atropelou dois suspeitos de levar um malote contendo R$ 42 mil, na tarde desta segunda-feira (4) em Iguatu. Um dos assaltantes morreu; e o outro ficou ferido e foi preso. Segundo a polícia, a vítima do assalto chegava a uma agência bancária para depositar o dinheiro quando foi surpreendida pelos criminosos em uma motocicleta. Após entregar o malote, o homem perseguiu os suspeitos. Ele afirmou em depoimento aos policiais que, quando trafegava pela Avenida Perimetral, os assaltantes passaram a atirar contra o carro dele e atropelou os dois como forma de defesa. Talisson Crispim de Souza, de 22 anos, morreu no local. Já o comparsa, de 40 anos, sofreu escoriações leves e foi detido pela polícia. Ambos respondiam por crimes de tráfico de drogas e roubo a bancos. A arma do crime foi apreendida e o malote com o dinheiro foi recuperado e devolvido ao dono. As investigações do caso estão a cargo da Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu. O homem que atropelou os assaltantes não foi indiciado pelo caso.
(Foto: Oliveira Alves/TV Gazeta)
Uma cuidadora que mora em Cariacica, na Grande Vitória, descobriu aos 46 anos de idade que o homem que acreditava ser seu pai é, na verdade, a pessoa que a sequestrou quando ela tinha apenas dois anos, no interior de São Paulo. A descoberta veio só depois da morte do homem, quando Simone Lopes Garcia resolveu investigar a própria história. Simone agora procura pela mãe biológica, Neide Aparecida Pereira, que ela sabe que hoje tem 66 anos, caso esteja viva. "O meu sonho é poder abraçar ela, se ela ainda estiver conosco. Mas pelo menos vou ficar feliz de descobrir a verdade", disse. A investigação de Simone contou que, depois da morte de Pedro Antônio Garcia em 2006, começou a investigar dúvidas que sempre teve sobre a família, por conta própria. Durante toda a vida, ouviu do pai que a mãe havia morrido, mas nunca acreditou totalmente nisso. Também tinha dúvidas sobre antecedentes criminais dele, porque era um homem muito violento e que a agredia. "Sempre tive o sonho de ter minha mãe. Como meu pai era uma pessoa muito agressiva, já foi preso aqui por agressão, eu queria saber mesmo como tinha sido, se minha mãe tinha morrido mesmo. Fui atrás do atestado de óbito dela e nunca encontrei", contou. Ela resolveu procurar pela ficha criminal de Pedro. E foi a madrasta quem contou que ele já havia morado no município de Tanabi, interior de São Paulo. "Liguei pra delegacia de lá, e me disseram que tinha um crime ligado a ele que tinha gerado um processo, mas me disseram pra ligar pro fórum. Uma pessoa desarquivou o processo a meu pedido. Acabei descobrindo que não era um processo de uma briga qualquer, por exemplo, era de sequestro, do meu sequestro", contou.
(Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que viabiliza a privatização da Eletrobras. O projeto foi assinado em uma cerimônia no Palácio do Planalto na qual foram comemorados os 300 dias de governo. Após o evento, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi ao Congresso entregar o projeto de ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na cerimônia no Planalto, o presidente também assinou: medida provisória que estabelece fim do monopólio da Casa da Moeda para fabricação de papel-moeda, moeda metálica, cadernetas de passaportes e impressão de selos postais e selos fiscais federais; decreto que dispõe sobre o programa Forças do Esporte; decreto que simplifica o plantio de cana-de-açúcar; decreto que revoga 257 decretos que "apenas dificultam e burocratizam a vida das pessoas"; decreto que revoga 334 órgãos colegiados considerados "extintos, inativos ou inoperantes"; decreto que consolida 77 convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A proposta assinada por Bolsonaro sobre a Eletrobras precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. O plano de privatizar a estatal mediante aumento de capital e venda do controle acionário foi anunciado ainda no governo Michel Temer. Mais cedo, nesta terça-feira, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) informou que nenhum acionista terá mais de 10% de poder de voto na companhia, inclusive a União. A proposta prevê que a União ficará com menos de 50% das ações da empresa. O projeto também não prevê mais as ações especiais com poder de veto, as chamadas "golden share". Todas essas cláusulas ainda podem ser alteradas pelo Congresso quando a proposta começar a tramitar. Após entregar o projeto de lei ao presidente da Câmara, o ministro defendeu a capitalização da empresa. "O fato é que hoje ela [a Eletrobras] perdeu a sua capacidade de investimento. Desde 2014, a Eletrobras não participa de nenhum leilão de energia porque não tem recursos e está perdendo a sua participação no mercado. O que nós queremos é uma empresa competitiva e que possa cumprir o importante papel para a segurança energética do país", disse.
( Foto: Arte/TV Globo)
Um documento da Agência Nacional de Mineração (ANM) aponta que a Vale registrou problemas na barragem B1, em Brumadinho, antes do rompimento mas não repassou as informações ao órgão que regula o setor. O Jornal Hoje teve acesso, com exclusividade, ao documento que a ANM vai divulgar, na tarde desta terça-feira (5), sobre o rompimento da barragem em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia tem 252 mortos identificados e outros 18 ainda desaparecidos ou não identificados. Os bombeiros de Minas Gerais trabalham há quase 300 dias seguidos, sem previsão para o fim das buscas. O parecer técnico foi aprovado pela direção da agência e aponta que a mineradora Vale deixou de informar à ANM problemas encontrados em Brumadinho meses antes do rompimento. Este documento vai ser enviado ao Ministério Público Federal e às polícias Federal e Civil de Minas Gerais. Os técnicos da ANM analisaram toda a documentação da barragem – incluindo o plano de segurança e o plano de ação emergencial. Dentro desses dois planos estão todos os dados de segurança da barragem. Quase 8 meses antes da tragédia, no dia 6 de junho de 2018, a Vale fez uma inspeção de segurança na barragem e preencheu uma ficha com os resultados. De acordo com a ANM, a mineradora fez duas versões deste resultado.Na versão entregue à ANM havia somente uma foto. Mostrava uma canaleta obstruída que servia para escoar água da chuva. Os fiscais dizem que o conserto de canaletas faz parte dos procedimentos de rotina e não afeta a segurança da barragem. Mas uma outra foto que, segundo os fiscais, não foi enviada à ANM aparece nos registros internos da mineradora. Esta imagem mostra sedimentos na saída de um dos drenos da barragem. A agência afirma que a Vale deveria ter enviado esta foto porque os sedimentos podem indicar um problema mais grave. “Nós teríamos que ficar sabendo quase que em tempo real que estava ocorrendo isso, porque aí nós teríamos somado esforços aos esforços da empresa. A presença de sedimentos na água drenada, se não combatida, ela pode evoluir para uma situação que coloca em risco a estrutura do barramento”, disse Victor Bicca, diretor da ANM.
(Foto: Reprodução)
O Correio Braziliense acaba de informar que na ação de Polícia Federal deflagrada nesta manhã para apurar repasse de R$ 40 milhões para políticos do MDB foi solicitada a prisão, dentre outros políticos, da ex-presidenta Dilma Rousseff. A Polícia Federal é controlada pelo ministro Sérgio Moro e a prisão só não ocorreu porque o ministro do Supremo Edson Fachin não autorizou. A investigação era sobre o repasse de R$ 40 milhões para políticos do MDB e além da prisão da ex-presidente Dilma Rousseff, a PF solicitou as do ex-ministro Guido Mantega, do ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira, do ex-senador Valdir Raupp e do ministro Vital do Rêgo, do TCU. Nenhum deles têm foro privilegiado, por não ocuparem mais cargo público. Todas as solicitações de encarceramento foram negadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por autorizar o cumprimento dos mandados. A alegação dos investigadores foi que a medida seria necessária para impedir interferências e garantir a continuidade das diligências. “É imprescindível a decretação da prisão temporária dos investigados de maior relevância nos crimes praticados pela associação criminosa, bem como daqueles que atuaram na entrega e no recebimento em espécie das quantias ilícitas”, registra a matéria do Correio. A Procuradoria Geral da República (PGR) também foi contra a prisão dos investigados, alegando que não existiam elementos suficientes para justificar esta medida. Além dos já citados, também são alvos da operação, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (MDB-AM) e Jader Barbalho. Os três negam envolvimento nos crimes apontados pela PF.
- Informações do O Globo
- 05 Nov 2019
- 18:50h
(Imagem Ilustrativa)
A proposta de emenda à Constituição (PEC) do novo pacto federativo, apresentada nesta terça-feira pelo governo, pode resultar na extinção de até 1.200 pequenos municípios a partir de 2025. De acordo com a proposta, as prefeituras terão até 30 de junho de 2023 para provar que arrecadam, em impostos, ao menos 10% de suas receitas totais. Caso esse limite não seja alcançado, serão incorporadas por cidades maiores.A estimativa sobre o total de municípios que pode ser impactado pelas regras consta da justificativa da PEC. Hoje, o Brasil tem 5.570 cidades. As 1.200 prefeituras possivelmente impactadas, portanto, repreentariam cerca de 21% do total dos municípios do país. A regra prevê ainda que cada município poderá incorporar até três cidades vizinhas nesse processo. O número de habitantes será medido pelo Censo 2020. Para o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), a PEC representará a refundação dos municípios. Isto porque, diz o senador, ela possibilitará que municípios com menos de 5 mil habitantes e capacidade inferior a 10% de cobertura das despesas com as próprias receitas, sejam aglutinados a municípios vizinhos que se encaixarem também nesse limite mínimo. — Durante muitos anos no Brasil teve critérios muito frouxos para a criação de municípios. Nós temos mais de mil municípios com menos de 5 mil pessoas, e esses municípios não arrecadam sequer 10% de sua receita própria, não cobrem 10% de suas despesas. Isso significa prefeito, vice-prefeito, câmara de vereadores, toda uma estrutura que pesa no Estado brasileiro.
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Um idoso de 80 anos morreu depois de esperar cerca de 20 horas para ser transferido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a Santa Casa de Santa Fé do Sul (SP), hospital onde médicos plantonistas estão em greve desde sexta-feira (1º) por causa de salários atrasados. Segundo a diretora da UPA, Arlindo Aparecido Pilhalarmi deu entrada na unidade hospitalar por volta das 23h com o fêmur quebrado, após cair da própria altura, na noite de sábado (2). Ela diz que os médicos de plantão da Santa Casa se recusaram a receber o paciente, que já possuía outros problemas de saúde. A queda e a demora agravaram o estado de saúde dele. “De imediato foi feito o atendimento inicial e já solicitamos sua remoção. Foram feitas diversas tentativas. O paciente acabou evoluindo para um desconforto respiratório, sendo necessário mantê-lo em respiração mecânica. Nós tivemos que acionar a diretoria da Santa Casa para sanar o problema”, afirma Nathalie Gimenes. O provedor da Santa Casa de Santa Fé do Sul afirmou que intermediou a transferência do idoso assim que soube da gravidade e dos pedidos negados pelos médicos plantonistas. “A gerente da UPA me ligou e disse sobre um idoso que tinha quebrado o fêmur que não estava sendo transferido. Então, pedi dez minutos para ver o que poderia ser feito. Eu conversei com os plantonistas e pedi que o paciente fosse transferido. O idoso foi transferido e internado na UTI, mas depois fui informado sobre seu óbito”, diz José Biscassi. De acordo com José Biscassi, provedor da unidade hospitalar, a demora para a transferência e os pedidos negados pelos plantonistas serão investigados. “A Santa Casa está com as portas abertas para entrar quem puder. Não podemos forçar os médicos a atenderam, pois estão em greve, mas vou atrás para saber o que aconteceu”, diz. O corpo de Arlindo Aparecido Pilhalarmi foi enterrado na tarde desta segunda-feira (4) no Cemitério Municipal. Em nota, a Prefeitura de Santa Fé do Sul informou que conseguiu uma verba de R$ 100 mil que será repassada à Santa Casa até o próximo dia 20. Por causa das dificuldades financeiras, na sexta-feira (1º), o prefeito protocolou um pedido para tentar devolver a gestão do hospital ao estado. A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que vai analisar o pedido de forma técnica e de acordo com a realidade orçamentária do estado.