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(Foto: Reprodução)
Um caso raro de duas gêmeas deixa profissionais de saúde intrigados em Redenção, no sul do Pará. As irmãs nasceram há seis meses e ainda não esboçaram reação. Elas apenas dormem. O hospital onde as duas estão internadas ainda não conseguiu chegar a um diagnóstico. Desde que nasceram, Ana Júlia e Ana Sofia não acordam e também não conseguem respirar bem sem a ajuda de aparelhos. A alimentação delas é feita por sonda gástrica. A mãe, Luana Tintiliano da Silva, passou por uma cirurgia quando estava grávida de três meses. Depois disso, ela não conseguiu mais dormir durante os meses seguintes da gestação. Hoje a situação não é diferente. Ela fica em uma cadeira reclinável, onde passa a noite enquanto acompanha as gêmeas no Hospital Regional de Redenção. "Quando elas nasceram não mexiam, não esboçaram nenhuma reação. Tem uma mulher no laboratório que disse ficou impressionada, não estava entendendo porque elas não se mexiam", contou Luana. A criança Ana Júlia está na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde toma quatro remédios diferentes para as convulsões que são frequentes. Os médicos ainda não conseguiram descobrir a causa dos sintomas, mas suspeitam que as meninas tenham nascido com uma desordem genética rara chamada "erro inato do metabolismo" - quando o corpo não consegue transformar os alimentos em energia, de forma correta. O diretor técnico do hospital, Rodolfo Skrivan, disse que a unidade continua tentando resolver a situação. "Estamos em contato com outros serviços, outros hospitais, que trabalham com pesquisa nessa área, mas precisamos de uma ajuda porque ainda não se chegou a um diagnóstico", afirmou. O hospital tem um laboratório próprio e é o mais equipado da região, mas também tem limitações. Alguns exames genéticos que poderiam ajudar a fechar o diagnóstico das meninas são feitos apenas nos grandes centros, como em São Paulo. Um deles custa R$7 mil. O biomédico Rodrigo Alves de Oliveira, que atende o caso, disse que sem diagnóstico não há solução. "Se eu não buscar outro tipo de solução, a gente vai ficar eternamente na mesma, com resultados que apresentam anormalidade, então isso não me fecha diagnóstico e não me permite tratamento", explicou.
(Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O Senado aprovou em votação simbólica, nesta quarta-feira (4), a reforma da Previdência dos integrantes das Forças Armadas, com a presença no plenário dos ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. Sem oposição e com acordo entre líderes, a votação foi rápida —em cerca de 24 minutos. O texto segue agora sanção presidencial. A proposta tem vantagens em relação à dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. Os militares receberão salário integral ao se aposentar, não terão idade mínima obrigatória e vão pagar contribuição de 10,5% (iniciativa privada paga de 7,5% a 11,68% ao INSS).Em linhas gerais, as regras dos militares também vão valer para policiais militares e bombeiros dos estados. Apenas alguns pontos são diferentes, sobre regras de transição. No funcionalismo, os militares são os que custam mais para a Previdência, proporcionalmente.
(Imagem: Leco Viana/Estadão Conteúdo)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atribuiu a um "erro operacional grave" da Polícia Militar de São Paulo as nove mortes em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada do domingo, 1ª, em seu primeiro comentário sobre o assunto."Nesse caso em São Paulo, com todo respeito à Polícia Militar do Estado de São Paulo, realmente é uma corporação de qualidade, elogiada no País inteiro, aparentemente houve lá um excesso, um erro operacional grave que resultou na morte de algumas pessoas. Mas em nenhum momento ali existe uma situação de legítima defesa", disse Moro.Nove pessoas morreram pisoteadas e 12 ficaram feridas durante tumulto após ação da Polícia Militar em baile funk na comunidade de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada deste domingo, 1º. A corporação afirmou que os agentes de segurança perseguiam dois suspeitos em uma moto, quando entraram no local da festa, que reuniu cerca de 5 mil pessoas. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou o caso de "incidente triste" e disse transmitir aos familiares dos nove jovens mortos sua "solidariedade". Moradores, em relatos e vídeos, acusam os PMs de agir com truculência. Moro falou sobre o tema em um evento promovido pelo jornal O Globo. Em sua resposta, procurou também rebater críticas publicadas na imprensa e nas redes sociais, por especialistas do setor de segurança pública e defensores de direitos humanos, de que a ação policial pode ter sido feita sob influência da propostas legislativas que encaminhou ao Congresso em fevereiro. a "excludente de ilicitude" - o conjunto de situações em que essa norma jurídica poderia livrar de pena o autor de uma morte. Moro acrescentou que, tanto no caso de Paraisópolis, como no assassinato a tiro da menina Ágatha Felix no Rio de Janeiro, não se poderia aplicar a chamada excludente de ilicitude — inocentar uma pessoa por uma morte que causou. "São situações que não se aplicariam à proposta de excludente de ilicitude colocada no pacote anticrime." O ministro reconheceu que a proposta de excludente de ilicitude que incluiu no chamado "pacote anticrime" deve ficar de fora do texto que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende colocar para votar na noite desta quarta-feira, 4.
(Foto: Reprodução)
Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Fake News (CPMI da Fake News), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) detalhou nesta quarta-feira (4) como seria a atuação do grupo que ficou conhecido como "gabinete do ódio", que funcionaria no Palácio do Planalto. Segundo ela, uma rede de assessores, comandada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filhos do presidente Jair Bolsonaro, seria encarregada de promover ataques virtuais nas redes sociais contra desafetos da família e adversários do governo. "Carlos e Eduardo são os cabeças, os mentores", afirmou a deputada aos integrantes da CPMI. Ex-líder do governo no Congresso Nacional, Joice passou a ser alvo de ofensas nas redes e foi destituída em outubro, após contrariar o governo. Na ocasião, ela se recusou a apoiar o nome de Eduardo Bolsonaro na disputa pela liderança do PSL na Câmara. O nome "gabinete do ódio" surgiu em referência aos assessores que ocupam uma sala no terceiro andar do palácio, próximo de onde despacha o presidente Jair Bolsonaro.
( Foto: Reprodução/ NSC TV)
Pelo menos seis pessoas foram feitas de reféns e escudo humano por um grupo criminoso em Vidal Ramos, no Vale do Itajaí, durante um assalto na manhã desta quarta-feira (4). Eles roubaram duas agências bancárias. Dois homens ficaram feridos e ninguém foi preso. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 11h, os criminosos fizeram vários disparos no local para assustar os moradores do pequeno município de pouco mais de 6 mil habitantes. Eles chegaram a fazer um escudo humano na frente das agências: um banco e uma cooperativa de crédito. Os assaltantes fugiram em uma caminhonete preta com reféns: dois ficaram deitados de bruços no capô, uma pessoa na lateral esquerda do carro e outras três na caçamba. Outros dois veículos também foram usados no assalto, segundo a PM. Na fuga, os criminosos atearam fogo em pelo menos um caminhão na SC-110 para trancar a passagem de viaturas. Os bombeiros controlaram as chamas. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) informou que às 13h50 a rodovia continuava interrompida e um guincho estava a caminho para retirar o veículo do local e liberar a rodovia. Outro carro também foi encontrado incendiado em uma estrada rural.
( Foto: Alan Santos/PR)
O governo federal lançou nesta terça-feira (3) um programa para tentar levar saneamento básico a 39,7 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais. O programa foi lançado em uma cerimônia no Palácio do Planalto e, segundo o governo, o objetivo é investir R$ 218,94 bilhões, atingindo a meta de 40 milhões de pessoas beneficiadas em até 20 anos. Os recursos serão públicos e privados. Presente ao evento, o presidente Jair Bolsonaro não discursou nem concedeu entrevista à imprensa. Também participaram, entre outras autoridades, o vice-presidente Hamilton Mourão e os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Em julho, o Instituto Trata Brasil e a GO Associados divulgaram um estudo segundo o qual a maior parte das grandes cidades do Brasil tem baixo nível de reinvestimento no setor de saneamento básico. Isso quer dizer, segundo os institutos, que somente uma parcela do valor é utilizada para fazer melhorias no serviço, como manutenção, troca de redes e expansão dos atendimentos. Além disso, a verba para o saneamento em 2020 devem cair 21%.
(Foto: Reprodução)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por quatro votos a três na noite desta terça-feira (3) autorizar o uso de assinaturas eletrônicas – em vez de assinaturas em papel – para a criação de um partido político. A maioria entendeu, no entanto, que a modalidade só será aceita depois que o TSE estabelecer regras, ou seja, regulamentar a questão. Para isso, será necessária a aprovação de uma resolução pelo plenário do tribunal, em sessão ainda sem data prevista. Por essa razão, não é possível afirmar que as regras estarão em vigência nas eleições de 2020. Com a decisão do tribunal, pode vir a ser necessária a certificação digital para o eleitor apoiar eletronicamente a formação de uma legenda. Mas isso será definido por meio da resolução a ser votada pelos ministros. A certificação digital é um conjunto de procedimentos tecnológicos para a autenticação de dados no mundo digital. Por meio dessa certificação digital, um cidadão, um site ou uma empresa podem provar sua identidade e comprovar a autenticidade de documentos. A autorização para a coleta de assinaturas eletrônicas não impede que os partidos também obtenham apoios por meio de assinatura manual. Atualmente, a legislação eleitoral não tem regras sobre assinatura digital. Diz que as assinaturas devem ser colhidas em listas ou fichas individuais, de acordo com os modelos disponibilizados pela Justiça Eleitoral. As assinaturas precisam ainda ser checadas e validadas por cartórios eleitorais. A coleta de cerca de 500 mil assinaturas é um dos requisitos para um partido político obter registro na Justiça Eleitoral. Esse apoio deve estar distribuído por um terço ou mais dos estados e equivaler a, no mínimo, 0,1% do eleitorado de cada um desses estados. A decisão do TSE foi motivada por uma consulta formulada em dezembro do ano passado pelo deputado Jerônimo Goergen (Progressistas-RS). O parlamentar questionou ao TSE: "Seria aceita a assinatura eletrônica legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral?". A maioria dos ministros respondeu "sim". Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro se desfiliou do PSL e anunciou a criação do partido Aliança pelo Brasil. Na ocasião, ele afirmou que, se o TSE liberasse o apoio eletrônico, o Aliança conseguiria as cerca de 500 mil assinaturas necessárias em até um mês e meio. Se o TSE não aceitasse, a legenda poderia não disputar as eleições municipais de 2020 porque seria necessário muito mais tempo para a coleta das assinaturas de apoio. Na semana passada, o ministro Og Fernandes, corregedor do TSE, defendeu que o tribunal não deveria analisar a consulta de Jerônimo Goergen porque, segundo o ministro, as consultas só podem envolver temas de direito eleitoral. Mas, nesta terça, por seis votos a um, o TSE decidiu analisar o mérito da consulta.
(Foto: Reprodução)
Ciro Gomes é o entrevistado dessa semana do programa Em Foco. O político fala sobre a carreira, Mensalão, Operação Lava-Jato e também sobre a polarização da esquerda. Sobre um possível apoio do ex-presidente Lula, ele disse à Andréia Sadi: – Se ele quiser me apoiar, eu evidentemente não posso ser arrogante porque quero unir o Brasil. Evidentemente que eu não vou dizer: não aceito. Eu não tenho esse direito, nem cultivo (isso). Eu cultivo muito a humildade. Agora estou só por apreço à sua pergunta para dizer que não porque nós representamos valores muito distintos – afirmou, dizendo que esse é um apoio impossível de acontecer. – O Lula prefere o Bolsonaro do que eu. O governo de Jair Bolsonaro também foi assunto da entrevista com Ciro Gomes, que comentou ainda sobre os desafios do Legislativo e os problemas do PDT. Assista ao Em Foco desta quarta-feira (4), às 21:30, na GloboNews e no GloboNews Play.
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O governo brasileiro foi um dos "vencedores" do prêmio "Fóssil do Dia", uma premiação simbólica e não oficial que, de forma irônica, destaca países por ações prejudiciais ao meio ambiente. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (3) em Madri, onde as nações do mundo estão reunidas na COP 25, a cúpula do clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante a COP, a antipremiação é anunciada mais de uma vez, e é organizada pela Rede Internacional de Ação Climática (CAN). Segundo o anúncio, o Brasil "empatou" com Japão e Austrália. A rede afirmou no Twitter que "o primeiro 'Fóssil do Dia' da COP 25 vai para o Brasil por culpar a sociedade civil pelas queimadas na Amazônia, o Japão por seu contínuo vício e expansão do [consumo de] carvão, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, por aproveitar um jogo de críquete enquanto queimadas devastavam a Austrália, negando o vínculo delas com a mudança climática". Esse é o segundo ano consecutivo em que o presidente Jair Bolsonaro é vinculado ao Brasil no prêmio. No ano passado, quando já havia sido eleito, ele foi reconhecido pelos ativistas por ter se recusado a sediar no Brasil a cúpula que debate mundialmente sobre o clima. As declarações do então futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, também foi lembrado por declarações sobre aquecimento global em seu blog pessoal. Em 2017, o Brasil, durante a gestão de Michel Temer, também ganhou o destaque negativo por causa de uma medida provisória que propos reduzir impostos da exploração e produção de petróleo e gás.
(Foto: Reprodução)
O Diretório Nacional do PSL confirmou nesta terça-feira (3) punição a 18 deputados da sigla ligados ao presidente da República, Jair Bolsonaro. As penas vão de advertência até suspensão das atividades partidárias por 12 meses e foram recomendadas pela Executiva Nacional da legenda na semana passada. Nesta terça, o diretório homologou as punições. Pela decisão do comando do PSL, estão suspensas as atividades partidárias de:
- Bibo Nunes: 12 meses
- Alê Silva: 12 meses
- Bia Kicis: 6 meses
- Carla Zambelli: 6 meses
- Carlos Jordy: 7 meses
- Daniel Silveira: 12 meses
- Eduardo Bolsonaro: 12 meses
- General Girão: 3 meses
- Filipe Barros: 6 meses
- Junio Amaral: 3 meses
- Luiz Philippe de Órleans e Bragança: 3 meses
- Márcio Labre: 6 meses
- Sanderson: 10 meses
- Vitor Hugo: 7 meses
Outros quatro deputados foram punidos com advertência. São eles:
- Aline Sleutjes;
- Chris Tonietto;
- Hélio Lopes;
- Coronel Armando.
(Foto: Reprodução)
Testemunhas disseram que policiais militares impediram o socorro de vítimas do tumulto ocorrido após a chegada da PM no baile funk em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada de domingo (1º). Nove pessoas morreram após serem pisoteadas e 12 ficaram feridas durante a confusão. Um chamado feito ao Samu feito por uma mulher foi cancelado por um soldado do Corpo de Bombeiros. Os moradores da comunidade relataram à TV Globo que não puderam socorrer às vítimas e chegaram a ser ameaçadas pelos policiais militares. Durante a confusão, muitos jovens entraram na Viela Três Corações, que não tem saída, e na Viela do Louro, localizada a poucos metros de distância, onde ocorreu a maioria das mortes. O amigo de Marcos Paulos dos Santos, de 16 anos, morto durante o tumulto, conta que apanhou dos PMs e mostra as marcas no corpo. “Bateram na minha cabeça, parei de sangrar só ontem. Meu pulso inchou, cotovelo, pernas. Os policiais me derrubaram no chão e me arrastaram”. Os moradores das vielas contam que além de bater, os policiais ameaçavam quem tentava ajudar. “Quando a gente chegava perto, eles vinham com a arma para cima, tanto que chegaram até perto da minha porta. ‘É pra ficar aqui embaixo, não é pra subir’. A gente falava que queria salvar os que estavam lá. ‘Não é pra salvar ninguém’”, segundo uma moradora que não foi identificada por questão de segurança. Nesta segunda (2), a irmã de Dennys Guilherme Franca, de 16 anos, morto na tragédia, disse que os policiais também impediram que um amigo socorresse o irmão. “Ele caiu e um amigo foi socorrer e o policial falou 'pode deixar que a gente cuida dele'”, disse Fernanda Garcia.
(Foto: Reprodução)
Seis policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou na morte de nove pessoas na madrugada deste domingo (1) em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, foram afastados do trabalho na rua nesta segunda-feira (2). Elas foram mortas pisoteadas durante a ação da Polícia Militar em um baile funk. "Os policiais estão preservados. Temos que concluir o inquérito. Eles continuarão nas unidades em serviços administrativos no mesmo horário deles fazendo outras coisas porque é uma área complexa, a área da primeira companhia é uma área complexa. Havendo um outro evento parecido eles poderão ser prejudicados. Então eles estão sendo preservados", disse o comandante da Polícia Militar do estado de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles. Segundo Benedito Mariano, ouvidor da Polícias, a Corregedoria da PM vai analisar quais policiais serão afastados do trabalho nas ruas. "No primeiro momento da ocorrência sim, foram seis policiais militares, mas cabe ao corregedor analisar e definir quem será afastado". O porta-voz da PM, tenente-coronel Emerson Massera disse, em entrevista coletiva no domingo, que 38 policiais participaram da ação no baile funk e que resultou na morte de nove pessoas. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu, em nota, "prioridade máxima das instituições competentes no governo do estado, para que apurem com rigor os acontecimentos em Paraisópolis, assim como modifiquem os procedimentos de intervenção policial, para que sejam evitadas mais mortes". Segundo o boletim de ocorrência registrado no 89° DP (Portal do Morumbi), as nove mortes são investigadas como suspeitas provocadas em um acidente. Não há registro de que sejam classificadas como Morte Decorrente de Intervenção Policial (MDIP). A Polícia Militar alega que as mortes ocorreram depois de uma perseguição policial seguida de tiros, mas moradores disseram que houve uma emboscada da polícia. Além disso, o boletim explicita que os policiais sofreram tentativa de homicídio. O boletim também registrou uma lesão corporal porque uma mulher foi internada com ferimento na perna que teria sido causado por arma de fogo. As armas dos policiais foram apreendidas para exame balístico, se necessário. O boletim só traz a versão de seis policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), que realizavam uma Operação Pancadão na comunidade. Os seis foram submetidos a exames residuográficos para identificar eventuais vestígios de pólvora nas mãos. Isso é feito para descobrir se os PMs atiraram com arma de fogo durante o tumulto. Segundo eles, um grupo de policiais em motos estava na Avenida Hebe Camargo na altura do cruzamento com a Rua Rodolf Lotze. Eles foram surpreendidos por uma moto XT 660 de cor preta, que passou pelo meio do comboio policial. Depois, ainda de acordo com a PM, um dos ocupantes da moto atirou contra os policiais, que perseguiram a moto até o local onde ocorria o baile funk, na rua Ernest Renan, onde foram hostilizados pelo público. Por isso, os agentes afirmam que foi necessário o "uso moderado da força" ao usar o cassetete e munição química para dispersar a multidão. As pessoas fugiram para vielas e foram pisoteadas, segundo os policiais. Já os moradores dizem que a a polícia entrou na comunidade e fechou as esquinas da Rua Ernest Renan com a Rua Herbert Spencer e Rodolf Lotze. Depois, os policiais atiraram bombas de gás e balas de borracha, jogaram garrafas, bateram com cassetetes e usaram sprays de pimenta na multidão e muitos jovens entraram em vielas e foram pisoteados. A investigação da Polícia Civil que estava a cargo do 89° DP, ficará com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
(Foto: Reprodução)
Um idoso de 66 anos que estava dormindo em um ponto de ônibus foi morto com vários chutes, socos e pedradas em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. Três adolescentes foram apreendidos e confessaram à Polícia Civil que o homicídio aconteceu porque a vítima devia dinheiro a eles. O delegado Daniel Marcelino informou que Sebastião Januário Evaristo não era morador de rua, mas era alcoólatra e, algumas vezes, acabava dormindo na rua. Câmeras de segurança registraram o momento em que três pessoas correm em direção ao ponto de ônibus e começam a agredir a vítima na madrugada de sexta-feira (29). As agressões duram pouco mais de 20 segundos. Os três rapazes dão vários chutes e socos. Mesmo sem reação da vítima, o trio puxa o idoso até a calçada e segue com as agressões. Em seguida, eles saem correndo. Pouco depois, os agressores voltam, e um deles joga um pedaço de pedra na cabeça da vítima. Sebastião morreu no local. Três adolescentes, um de 16 e dois de 17 anos, foram apreendidos suspeitos do assassinato. “Eles confessaram, disseram que a vítima tinha comprado droga com eles e não tinha pagado, por isso o mataram. Mas ainda não temos informação se a vítima realmente era usuária de drogas”, disse o delegado Daniel Marcelino. Os três estão apreendidos e vão responder pelo ato infracional equivalente ao homicídio. Eles serão encaminhados a uma audiência na Justiça, que vai determinar se eles serão soltos ou se serão encaminhados para a internação.
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (2) que, "se for o caso", conversará com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito da restauração de tarifas sobre a importação, pelos EUA, de aço e alumínio de Brasil e Argentina. Para ele, a medida anunciada pelo presidente norte-americano não é "retaliação". Nesta segunda, Trump afirmou, em uma rede social, que a desvalorização das moedas de Brasil e Argentina prejudicam agricultores norte-americanos. Por isso, vai restaurar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países. "Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores", escreveu Donald Trump. "Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e alumínio enviados para os EUA a partir desses países". Na sexta-feira, o dólar fechou a R$ 4,2397, em alta de 0,57%, acumulando valorização de 5,73% no mês de novembro. No ano, tem alta de 9,43% frente ao real. De acordo com o presidente dos EUA, "o Federal Reserve [banco central dos EUA] deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais do nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas". Segundo ele, "isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa". Após a manifestação de Trump, Bolsonaro foi questionado sobre o tema ao sair do Palácio da Alvorada, onde costuma conversar com apoiadores e jornalistas. O presidente informou que conversará com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre as tarifas norte-americanas. Bolsonaro disse ter um "canal aberto" com Trump, que poderá ser usado nesse caso. "Vou falar com o Guedes hoje. Alumínio? Vou falar com o Paulo Guedes agora. Vou conversar com o Paulo Guedes. Se for o caso, ligo para o Trump. Eu tenho um canal aberto com ele", disse. Indagado se é possível reverter o anúncio de Trump, Bolsonaro insistiu que falará primeiro com Guedes. "Converso com o Paulo Guedes e depois dou uma resposta, para não ter que recuar", afirmou. Em seguida, durante entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou primeiro que o anúncio de Trump é "munição para pessoal opositor meu aqui no Brasil" e em seguida que que não entende a medida como "retaliação". “Primeiro é munição para pessoal opositor meu aqui no Brasil, né? Vou conversar com o Paulo Guedes hoje ainda. Se for o caso, vou ligar para o presidente Donald Trump. A economia deles não se compara com a nossa, é dezena de vezes maior do que a nossa. Não vejo isso como retaliação. Vou conversar com ele para ver se não nos penaliza com a sobretaxa no preço do alumínio", declarou. O presidente disse esperar que Trump não "penalize" o Brasil. "A alegação dele, no Twitter dele, é a questão das commodities. A nossa economia basicamente vem dos commodities. É o que nós temos e espero que tenha o entendimento dele que não nos penalize no tocante a isso. E tenho certeza, tenho quase certeza que ele vai nos atender", afirmou. Ao participar de evento na manhã desta segunda-feira Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o vice-presidente Hamilton Mourão também comentou a decisão de Trump. "Hoje mesmo tivemos no começo da manhã o presidente Trump dizendo que irá aumentar as tarifas de aço e alumínio de Brasil e Argentina porque estamos desvalorizando artificialmente nossas moedas. Não é isso que está acontecendo. Isso é característica desta tensão geopolítica que está acontecendo, que gera protecionismo", afirmou.
(Foto: Reprodução)
A segurança pública do Rio de Janeiro ficou sob intervenção federal de fevereiro a dezembro de 2018. Durante este período, em 21 de agosto, sete jovens foram presos em uma comunidade na Zona Norte da cidade. De acordo com a Defensoria Pública, eles só foram apresentados à Justiça dois depois. O relatório da juíza da audiência de custódia, anota que estavam "lesionados, com diversos ferimentos". Os presos dizem que foram torturados pelos soldados no momento da prisão, dentro do quartel, onde teriam sido submetidos a choques e "madeiradas". Em março de 2019, o Instituto Médico Legal seguiu um protocolo internacional de investigação de tortura, chamado Protocolo de Istambul e adotado pela ONU. Funciona assim: presos passam por entrevistas avaliadas por especialistas: médicos, psicólogos e legistas. As respostas são comparadas com o resultado do exame de corpo de delito, fotografias e depoimentos dados na audiência de custódia. Ao final, é produzido um laudo sobre o relato de cada preso. No caso do Rio, em seis dos sete novos laudos os peritos afirmam: "As alterações psicológicas apresentadas pelo periciado são altamente compatíveis com aquelas apresentadas por pessoas que passaram por situações de estresse psicológico agudo, nelas incluída a tortura".