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João Doria diz que PM acompanhará bailes em Paraisópolis neste fim de semana

  • UOL
  • 06 Dez 2019
  • 18:03h

(Foto: Reprodução)

Depois de mudar o tom em relação ao massacre de Paraisópolis e determinar uma mudança de protocolo da Polícia Militar, o governador de São Paulo, João Doria, disse nesta sexta-feira, 6, que não tem "compromisso com erro" e chamou de "dramático" o episódio. Em discurso para uma plateia de empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o governador chegou a ficar com a voz embargada ao falar da tragédia e disse que na segunda-feira vai receber representantes da comunidade e familiares das vítimas. O governador também afirmou que a Polícia Militar irá acompanhar o baile DZ7, em Paraisópolis neste fim de semana. Outras festas em comunidades também serão observadas pela PM. "Haverá procedimentos distintos, revisão de protocolos, no entanto a presença da Polícia Militar está assegurada na comunidade", garantiu. "Nesse momento dramático de Paraisópolis, ao invés de uma atitude impositiva, generalista ou de acusação a um ou outro, não vamos nem acusar a comunidade nem acusar a polícia. Buscamos o diálogo", disse Doria. Em outro momento de sua fala, o tucano defendeu a comunidade e a PM. "O fácil era ser um oportunista ou populista, como alguns foram, ou agir generalizando e dizendo que a culpa é da comunidade. Não é verdade. A maioria expressiva dos que vivem em comunidade são pessoas de bem. Também não é verdade dizer que a polícia é insensível e violenta. Seria o mesmo erro do outro lado da moeda", emendou. No último domingo, 1, uma ação da PM causou a morte de 9 jovens em um baile funk na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo. Outra pessoa morreu em Heliópolis. Na segunda-feira, 2, o governador saiu em defesa da corporação e disse que a letalidade não foi provocada pela PM. No entorno de Doria, o caso é tratado como a maior crise da sua gestão e a primeira reação do tucano foi considerada um erro. No evento do Lide o governador também aproveitou seu discurso para fazer um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro. Disse que não há "nada melhor que a democracia" e que seu eixo é o centro, longe dos extremos. "Nunca advoguei o ódio e a contenda como princípio básico de vida". E frisou: "Torço pelo bem e pelo êxito do presidente da República, sem uma visão mesquinha pensando em algo que pudesse me favorecer." 

Mulher é presa por suspeita de guardar seis armas e quase 900 munições em fundo falso de armário, em Goiânia

  • G1
  • 06 Dez 2019
  • 17:09h

(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma mulher de 30 anos foi presa suspeita de guardar seis armas e quase 900 munições no apartamento em que mora, no Residencial Eldorado, em Goiânia. Uma das pistolas pertencia a um policial civil que foi furtado. A Polícia Militar acredita que o armamento era de uma facção criminosa e a mulher seria a “guardiã”. “Essa mulher é esposa de um indivíduo faccionado que se encontra recluso no nosso sistema prisional. Essas armas são usadas em crimes de homicídio, roubo e, depois, retornam para essa mulher”, disse o tenente-coronel Durvalino Câmara. Segundo a polícia, uma pessoa viu Cynthia Ferreira Damando de Oliveira em uma área comum do prédio com uma arma e fez a denúncia. A polícia explicou que, ao ser abordada, ela mesma indicou que as armas estavam no fundo falso de um armário. Quando a polícia verificou as armas, viu que uma era da Polícia Civil. “Essa arma foi furtada de um policial civil. Ele estava em momento de lazer e teve a arma furtada de dentro de sua mochila”, disse o PM. A mulher foi presa e levada para a delegacia para ser autuada por receptação, porte e posse de arma. As armas vão ser encaminhadas para a delegacia de homicídios para serem periciadas para saber se elas foram usadas em assassinatos que estão sendo investigados. A PM acredita que as armas era usadas em vários crimes.

Brasil: Mulher é presa em Minas Gerais após dizer a taxista que não gosta de negro

  • G1
  • 06 Dez 2019
  • 16:13h

(Foto: Danilo Girundi/TV Globo)

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Natália Burza Gomes Dupin, autuada por injúria racial após ofender um taxista em Belo Horizonte, é levada por policiais para a delegacia. O caso aconteceu nesta quinta-feira (5), na Avenida Álvares Cabral, no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Várias pessoas que passavam pelo local a chamaram de racista. Ela foi autuada em flagrante após ter dito ao taxista Luis Carlos Alves Fernandes, de 51 anos, que “não andava com preto”. Segundo a ocorrência, o motorista alegou que a mulher não poderia dizer aquilo, porque era crime. Ela teria respondido, “eu não gosto de negro, sou racista, sou racista mesmo”. A mulher ainda teria cuspido no pé dele. Natália foi conduzida para a delegacia, onde desacatou policiais. No boletim de ocorrência, há o relato de que um policial negro "não conseguiu executar suas funções policiais militares, inerentes ao seu cargo/função, por causa da sua cor". O registro não deixa claro o que impediu o sargento de cumprir suas atividades neste caso. A mulher também se recusou a atender a ordem de uma sargento para se sentar, chamou a militar de “sapata” e foi algemada. Além de injúria racial, Natália também vai responder por desacato, desobediência e resistência. O advogado dela disse que só vai comentar o caso no curso do processo. No início da tarde desta sexta-feira (6), a Polícia Civil informou que a mulher foi encaminhada para uma unidade prisional do estado, mas a unidade não foi divulgada.

 

 

 

Peritos encontraram pelo menos 19 marcas de tiros no carro onde morreu o comediante Bunitinho

  • G1
  • 06 Dez 2019
  • 15:06h

(Foto: Reprodução/ Redes sociais)

Peritos da Polícia Civil encontraram pelo menos 19 marcas de tiros no carro onde o comediante Diego Farias Pinto, conhecido como Bunitinho, foi encontrado morto, nesta quinta-feira (5), no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Os policiais não constataram disparos feitos de dentro do carro e não encontraram armas no veículo. Considerado um fenômeno nas redes sociais, o comediante foi morto durante um tiroteio entre traficantes e agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que foram checar uma denúncia na comunidade. Além do humorista, outras três pessoas também morreram no mesmo local: Josselino de Oliveira Junior e Jorge Tadeu Sampaio, que eram empresários de Bunitinho, e Sidney Antunes Figueiredo, que era fiscal motociclista do BRT. Um PM também ficou ferido. Nenhum dos mortos tinha passagem pela polícia. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da capital, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. As armas dos PMs que participaram da operação foram apreendidas para realização de confronto balístico.

Quase 4 milhões de trabalhadores com ensino superior não têm emprego de alta qualificação

  • G1
  • 06 Dez 2019
  • 14:04h

(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

O Brasil não tem dado conta de absorver todos os trabalhadores que fazem uma graduação em postos de trabalhos adequados. Hoje, quase 4 milhões de brasileiros que cursaram faculdade não encontram uma profissão que exija a conclusão do Ensino Superior. Isso significa que essas pessoas estão em vagas de menor qualificação, ou desocupadas – a taxa de desemprego é de 6% entre a população com ensino superior completo. Atualmente, o Brasil tem 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade para 14,5 milhões de ocupações com exigência de curso de Ensino Superior. O levantamento foi realizado pela consultoria iDados, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O número de trabalhadores com faculdade começou a superar a quantidade de vagas disponíveis no primeiro trimestre de 2014, quando a crise econômica começou a dar os primeiros sinais no país. Ao longo dos últimos anos, com o período recessivo e a lenta retomada, esse descasamento só aumentou. "Muita gente está tendo de trabalhar fora da sua área de formação, está acontecendo um desencontro", diz Guilherme Hirata, pesquisador do iDados. "É um problema que tende a se agravar se a morosidade na economia continuar." Hoje, o país tem 12,4 milhões de desempregados, de acordo com a última divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a crise do mercado de trabalho e sem espaço no setor privado, muitos brasileiros partiram para o trabalho por conta própria e para a informalidade. Formada em desenho industrial, Lívia Fumie Koreeda, de 34 anos, foi demitida de uma rede varejista em 2017. Sem emprego formal, decidiu abrir a sua própria empresa para trabalhar com freelancer. No primeiro ano, chegou a conseguir um rendimento mensal até superior ao que recebia no emprego anterior. No segundo ano como freelancer, no entanto, o quadro mudou. Os rendimentos passaram a cair e ela passou a atuar como tatuadora. "A partir do segundo ano e meio é que a renda foi diminuindo e, então, tive de rever meu posicionamento e escolhas de como atuar no mercado", diz. Hoje, Livia ganha menos do que recebia no emprego com carteira assinada. Da renda mensal, 70% ainda vem dos trabalhos que realiza na área de desenho industrial, e o restante tem como origem o que ganha como tatuadora. Nos próximos anos, o objetivo dela é inverter essa relação.

 

 

PGR defende no Supremo atuação de Moro em ações sobre Lula

  • G1
  • 06 Dez 2019
  • 10:10h

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou um parecer nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual defendeu a atuação de Sergio Moro nos processos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná. Atual ministro da Justiça, Moro era juiz e atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato. O parecer da PGR foi enviado na ação na qual a defesa de Lula pede que Moro seja considerado suspeito de julgá-lo por ter agido de modo parcial. O caso será julgado pela Segunda Turma do STF, mas não há data marcada para isso. Até agora: dois ministros já votaram contra o pedido de Lula: Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia. Faltam os votos de: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Vídeo: Motorista persegue e atropela assaltantes após roubo

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 20:02h

(Foto: Reprodução)

Uma câmera de segurança flagrou o momento em que um carro, em alta velocidade, atropela dois homens em uma Avenida da Zona Oeste de Manaus. O carro, quando surge nas imagens, arrasta um motociclista pela roda do carro e ''carrega'' outro no capô. Segundo a polícia, a dupla praticava roubos na região. O motorista do carro foi a vítima do assalto. De acordo com o boletim de ocorrência do caso, registrado no fim de novembro, o motorista informou que havia sido roubado momentos antes de perseguir e atropelar os assaltantes. Ele afirma que os suspeitos levaram uma mochila e seu celular - depois recuperados pela polícia. Um dos atropelados, que nas imagens aparece caído e sendo arrastado pela roda do carro, foi preso em flagrante e conduzido a um Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da região. Ele sofreu apenas escoriações. O outro rapaz atropelado , que aparece nas imagens "voando" sobre o capô do carro, conseguiu fugir da cena, mas foi encontrado por populares pouco tempo depois. Ele também foi preso e prestou depoimento. Ainda em depoimento à polícia, o motorista do carro, que foi quem prestou a queixa, relata que, ao ser abordado pelos assaltantes, ouviu um "Passa a mochila e o celular, se não eu te mato!”. Após entregar os objetos, passou a perseguir os dois suspeitos que estavam em uma moto. A polícia agora realiza diligências para identificar um terceiro suspeito, ainda desconhecido, que atuava com a dupla na prática de assaltos pela região do São Jorge.

 

 

 

Justiça manda Flamengo pagar pensão às famílias de vítimas de incêndio no Ninho do Urubu

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 19:14h

(Foto: Reprodução)

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Clube de Regatas do Flamengo deverá pagar pensão mensal de R$ 10 mil a cada uma das famílias dos dez jovens mortos no incêndio ocorrido no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano. A decisão liminar – provisória – atende a pedido da Defensoria Pública (DPRJ) e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em processo em curso na 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca. "A decisão é extremamente importante pois assegura às famílias dos meninos mortos um valor provisório para sua manutenção financeira, até que haja o pagamento das indenizações devidas pelo clube", afirmou Cintia Guedes, defensora pública e coordenadora cível da DPRJ,. Além dos familiares dos jovens, o Flamengo também terá que incluir na folha de pagamento do clube outros três atletas feridos no acidente. Caso descumpra a ordem, o clube está sujeito a uma multa diária de R$ 1 mil para cada beneficiário negligenciado. De acordo com a decisão, o clube também terá de pagar os valores referentes aos meses já decorridos desde o incêndio. Em nota, o Flamengo informou que ainda não foi comunicado da decisão. No despacho o juiz Arthur Eduardo Magalhaes Ferreira destacou que o Flamengo não cumpriu "espontaneamente", "de forma parcial e provisória", "a responsabilidade de prestar apoio às vítimas diretas e indiretas do incêndio, conforme manifestação que anexou no processo". O juiz determinou o pagamento da pensão de forma imediata, mas negou o pedido de bloqueio dos valores para a indenização. De acordo com o magistrado, "quanto maior é o sucesso alardeado das finanças do réu, maior é sua capacidade de arcar, sem sobressaltos, com a recomposição dos danos causados à família das vítimas, nesse momento desprovidos de importante (quiçá única) fonte de sustento familiar".

 

Brasil: Homem atira na ex-esposa e mata ex-amante e outras 4 pessoas da mesma família

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 15:08h

(Foto: Addriana Cutino/G1)

Um homem matou cinco pessoas da mesma família em São Vicente, no litoral de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (5), e cometeu suicídio logo em seguida. Os crimes aconteceram por volta das 6h10, nos bairros Jóquei Clube e Humaitá. Ele deixou mais uma pessoa ferida, que foi encaminhada ao hospital. As vítimas ainda estão sendo identificadas. Segundo apurado pelo G1, o criminoso baleou a ex-mulher na Rua A, no bairro Humaitá, que foi socorrida gravemente ferida. Em seguida, matou a ex-amante, os pais dela, a irmã e uma sobrinha na Rua Gabriel Passos, no Jóquei Clube. A Polícia Militar informa que, ao que tudo indica, o crime foi premeditado pelo suspeito, uma vez que ele levou várias munições para recarregar. De acordo com a PM, a ex-mulher foi levada para o Hospital Municipal de São Vicente. Ela foi atingida no braço e na cabeça e passou por diversos exames. Depois de atirar na ex-mulher, o homem pegou uma moto e partiu para o Jóquei Clube, onde cometeu os assassinatos em série. Na Rua Gabriel Passos, ele entrou na casa, quebrou a janela e atirou contra a ex-amante, a mãe e o padrasto dela, além de uma cunhada e uma sobrinha de 19 anos. A cunhada chegou a ser socorrida com vida, mas morreu a caminho do hospital. O padrasto ainda tentou fugir do local, mas foi perseguido e assassinado na Praça Matteo Bei, em frente à Rua Carijós. Havia pelo menos uma criança no local, que conseguiu se esconder e não foi atingida. Após cometer os assassinatos, o criminoso retornou para casa onde havia baleado a ex-mulher e, ao notar a presença dos policiais, se matou com um tiro na cabeça.

Fenômeno na internet, 'Bunitinho' morre baleado na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio

  • Extra Golbo
  • 05 Dez 2019
  • 13:05h

(Foto: Reprodução/Instagram)

Morreu na madrugada desta quinta-feira Diego de Farias Pinto, conhecido como Bunitinho, fenômeno nas redes sociais que protagonizava memes compartilhados por internautas. Diego "Buiu", como também era conhecido, foi baleado na Rua Catugi, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, após um baile funk realizado no morro do Dendê. Ele foi socorrido no Hospital municipal Evandro Freire, mas não resistiu aos ferimentos. Houve uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar no local. Outras três pessoas morreram. Uma das vítimas seria um dos empresários da webcelebridade, identificado como Jorge Tadeu. Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios (DH) investiga o caso. O fuzileiro naval Júlio César dos Santos, de 46 anos, amigo e vizinho de Tadeu, está chocado com as mortes. Morador de Santa Margarida, em Campo Grande, Santos disse que o conhece há dez ano. — Era um cara trabalhador e motorista de Uber. Um cara do bem. Há cerca de dois anos passou a ser empresário de Bunitinho — disse Santos. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Bunitinho cantando uma música romântica durante a festa realizada na comunidade nesta madrugada. Ele estaria em um carro no momento em que foi atingido por disparos.  Pessoa com deficiência mental, Bonitinho viralizou nas redes sociais no ano passado. Ele tinha 400 mil seguidores no Instagram e quase 100 mil no Youtube. Ela já havia participado também de programas de televisão como Balanço Geral, na TV Record, e de rádio, na FM O Dia. Aos 36 anos, Diego fazia participações em eventos, parcerias com empresas e convivia com o meio artístico, sendo conhecido por cantores como Nego do Borel e Belo. Uma das marcas registradas era a gravação do vídeo "sextou", no qual comemorava a chegada do fim de semana. Flamenguista, era conhecido pela torcida, principalmente após ter gravado um vídeo ao lado do jogador Rodinei. Segundo Júlio Santos, ele cobrava de R$1,5 a R$2 mil por apresentação. — O Bunitinho, que tinha um probleminha mental, trabalhava com os motoristas de vans de Santa Margarida e costumava gravar vídeos. As postagens estouraram nas redes sociais e os convites começaram a surgir. Há dois anos o Tadeu começou a trabalhar com ele — acrescentou o fuzileiro naval.

529 menores venezuelanos fugiram sem os pais para o Brasil desde maio

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 12:01h

(Foto: Emily Costa/G1 RR)

A Defensoria Pública da União (DPU) entrevistou 529 crianças e adolescentes venezuelanos desacompanhados que atravessaram a fronteira brasileira e chegaram ao estado de Roraima entre 1º de maio e 21 de novembro. O levantamento, que foi divulgado pela ONG Human Rights Watch, aponta que quase 90% deles têm entre 13 e 17 anos. Eles viajaram sozinhos ou com um adulto que não é seu parente ou responsável legal. O número total é provavelmente maior, porque algumas crianças e adolescentes podem não passar pelo posto de fronteira onde os defensores públicos da União conduzem as entrevistas, explica a ONG. Atualmente, não existe um sistema para monitorar e ajudar as crianças e adolescentes desacompanhados após a entrevista de entrada. A fronteira entre o Brasil e a Venezuela fica a 215 km da capital de Roraima, Boa Vista. A Human Rights Watch constatou que alguns deles acabam morando nas ruas, onde ficam particularmente vulneráveis a abusos ou ao recrutamento por facções criminosas. Desde 2015, milhares de venezuelanos fogem pela fronteira do Brasil e muitos chegam até mesmo a pé. Sem um responsável legal, as crianças e adolescentes não podem se matricular na escola nem acessar os serviços de saúde pública. “Ainda que as autoridades brasileiras estejam fazendo um grande esforço para acolher as centenas de venezuelanos que chegam ao Brasil a cada dia, elas não estão dando a essas crianças e adolescentes a proteção urgente que eles precisam”, afirmou César Muñoz, pesquisador da Human Rights Watch no Brasil. “A emergência humanitária está levando as crianças e adolescentes a partirem sozinhos da Venezuela, muitos procurando comida ou serviços de saúde”, disse César Muñoz, pesquisador sênior da Human Rights Watch no Brasil.

Deputados de SP partem para agressão e suspendem sessão da Previdência

  • UOL
  • 05 Dez 2019
  • 11:07h

(Foto: Reprodução)

 A discussão da PEC da reforma da Previdência para os servidores do estado de São Paulo se transformou em uma briga entre deputados nesta quarta-feira (4). O deputado Arthur do Val (atualmente sem partido) falava ao microfone quando deputados da bancada do PT (Partido dos Trabalhadores), do PSOL e outros parlamentares subiram à tribuna.  Arthur do Val —mais conhecido como 'Mamãe Falei'— já havia sido advertido pelo presidente da Casa, deputado Cauê Macris (PSDB), por chamar os servidores que estavam na galeria do plenário de "bando de vagabundo" e '"chamar para a briga" alguns dos presentes.  A sessão, que precisou ser suspensa, teve empurra-empurra e ameaça de socos e alguns deputados tiveram que ser contidos.  Após a sessão ter sido interrompida, os deputados voltaram a discursar sobre a PEC e sobre a confusão no plenário. Os parlamentares concluíram os discursos 0h30 desta quinta (5). O texto da PEC poderá ser votado em primeiro turno também nesta quinta, em uma nova sessão. "Chamei de bando de vagabundo, sim. É um bando de vagabundo mesmo. Não todos os servidores, só aqueles que estão aqui aplaudindo quem ofendeu a deputada Janaina", afirmou à reportagem o deputado  Arthur do Val .   "O deputado Enio Tatto veio aqui, subiu na tribuna e falou que a Janaina Paschoal sentou no colo do Doria e disse que quem vai votar a previdência é vendido. Quem votou no PSDB pra presidência da Casa foram eles. Quem assinou contrato de R$ 40 milhões para publicidade da Alesp foi o Enio." O deputado estadual  Enio Tatto (PT) afirmou à reportagem que a briga não teria nada a ver com ele. "Ele [o deputado Arthur do Val] pediu primeiro a fala do Paulo Fiorilo (PT) e provocou o pessoal do plenário, perguntando se o pessoal ia ter estomâgo, e começou a provocar. Chamou o pessoal de vagabundo várias vezes, o presidente Cauê Macris (PSDB) advertiu. Ele diz que é por causa do que eu falei com a deputada Janaina Paschoal (PSL), mas eu já me desculpei com ela, e ela já aceitou minhas desculpas. Está tudo certo. Ele fez para tumultuar." Em nota, Cauê Macris afirmou que as cenas registradas nesta quarta-feira "não condizem com a história da Assembleia Legislativa de São Paulo". "O momento exige serenidade e responsabilidade, sem radicalização." O presidente da Assembleia Legislativa disse que o caso será analisado pelo Conselho de Ética da Casa. 

Após delação, Justiça manda soltar suspeito de hackear autoridades

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 10:07h

(Foto: Reprodução)

A Justiça Federal determinou nesta quarta-feira (4) a libertação de Luiz Henrique Molição, um dos suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades, entre as quais o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e procuradores da Lava Jato. A libertação ocorre um dia depois de o juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, homologar (validar) a delação de Molição. Com a homologação, a Justiça confirma a punição negociada por ele com órgãos de investigação em troca das informações que forneceu e considera que não houve coação. Estudante de direito, Molição foi preso em setembro, em Sertãozinho (SP), em uma das etapas da Operação Spoofing, da Polícia Federal, deflagrada em julho para desarticular uma suposta organização criminosa que praticava crimes cibernéticos. De acordo com as investigações da PF, o grupo teve acesso a contas do aplicativo de troca de mensagens Telegram de autoridades. Outro dos presos na operação, Walter Delgatti Neto, admitiu à Polícia Federal que entrou nas contas de procuradores da Lava Jato e disse ter repassado mensagens ao site The Intercept Brasil, que publicou uma série de reportagens com diálogos entre as autoridades.

 

 

PM que colocou mão embaixo de saia de mulher durante abordagem em São Luís é afastado das ruas

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 09:04h

(Foto: Reprodução)

policial que aparece em um vídeo tentando colocar uma mulher à força na viatura, em São Luís, será afastado das ruas e colocado em funções administrativas. As informações são da Polícia Militar do Maranhão, que também afastou o segundo policial que aparece nas imagens. Os nomes dos dois não foram divulgados. No vídeo, um dos PMs coloca uma das mãos por baixo da saia da mulher na tentativa de colocá-la em uma viatura, no bairro Itaqui-Bacanga. Segundo a Polícia Militar, ela foi abordada porque estava perturbando o sossego e também teria desacatado os policiais. Após a cena do policial colocando a mão embaixo da saia, as pessoas que estavam no local tentaram impedir a abordagem. Em seguida, começou uma discussão entre os policiais e os populares, que afastaram a mulher do carro da polícia, pertencente ao 1º Batalhão de Polícia Militar. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se manifestou e afirmou que um "processo disciplinar foi aberto e será conduzido de acordo com a lei". Por meio de nota ao G1, a PM confirmou que abriu procedimento para investigar a conduta dos policiais e que "não compactua com as condutas, cujas ações não são de acordo com os princípios profissionais e éticos que orientam as atividades dos integrantes de toda a corporação".

Justiça do DF absolve Lula, Dilma, Palocci, Mantega e Vaccari no processo do 'quadrilhão do PT'

  • G1
  • 05 Dez 2019
  • 08:06h

(Foto: Reprodução)

O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, absolveu nesta quarta-feira (4) os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, dos ex-ministros Antônio Palocci e Guido Mantega, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, na ação penal apelidada de "quadrilhão do PT". Os cinco respondiam a ação penal pelo crime de organização criminosa, por suspeita de terem formado um grupo para desviar dinheiro público da Petrobras e de outras estatais. Em outubro, o Ministério Público Federal já havia pedido absolvição sumária de todos por considerar que não havia "elementos configuradores da dita organização criminosa". Ao analisar o caso, o juiz concordou: "A descrição dos fatos vista na denúncia não contém os elementos constitutivos do delito previsto no art. 2º, da Lei nº 12.850/2013 (organização criminosa)". Segundo ele, "a narrativa que encerra não permite concluir, sequer em tese, pela existência de uma associação de quatro ou mais pessoas estruturalmente ordenada, com divisão de tarefas, alguma forma de hierarquia e estabilidade". De acordo com o magistrado, a denúncia tentou "criminalizar a atividade política". "A denúncia apresentada, em verdade, traduz tentativa de criminalizar a atividade política. Adota determinada suposição – a da instalação de 'organização criminosa' que perdurou até o final do mandato da ex-presidente Dilma Vana Rousseff – apresentando-a como sendo a 'verdade dos fatos', sequer se dando ao trabalho de apontar os elementos essenciais à caracterização do crime de organização criminosa."