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Flávio Bolsonaro rebate acusações de Paulo Marinho: 'Tem interesse em me prejudicar'

  • 17 Mai 2020
  • 13:23h

Foto: Revista Veja

Em nota enviada à imprensa neste domingo (17), o senador Flávio Bolsonaro reagiu às acusações de Paulo Marinho de que ele sabia com antecedência da Operação Furna da Onça, que atingiu Fabrício Queiroz (leia mais aqui). O filho do presidente Jair Bolsonaro acusou Marinho de ter se deixado tomar pela ambição e de querer sua vaga no Senado Federal.

"O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Doria e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado", disse.

Flávio questionou o momento das acusações de Paulo Marinho e disse que o empresário está "desesperado" e sem votos.

"Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos", completou.

A troca de acusações teve início com a reportagem publicada nestre domingo pelo jornal "Folha de S.Paulo" na qual o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado, afirma que o filho do presidente foi alertado com antecedência pela Polícia Federal sobre a operação que teria como alvo seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Roberto Jefferson, o bandido de estimação do bolsonarismo

  • por Fernando Duarte I Bahia Notícias
  • 14 Mai 2020
  • 09:50h

Foto: Reprodução I Twitter

“Bandido bom é bandido morto”. Essa é uma concepção muito comum entre os brasileiros e chegou ao seu grau máximo de expressão com a chegada ao Planalto de um pregador formal do tema, o presidente Jair Bolsonaro. Porém esse mote só é válido para bandidos pobres, mesmo que eles não tenham sido condenados pela Justiça. Basta ver que um dos grandes expoentes recentes dessa nova direita do Brasil é o ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Midiático, o cacique do PTB ganhou o estrelato quando veio a público denunciar o episódio que ficou conhecido como “mensalão do PT”. À época, o então parlamentar jogou no ventilador um esquema de compra de votos na Câmara dos Deputados, algo que o submundo da política sempre acusou existir. A diferença era a profissionalização do balcão de negócios, algo até então inédito. Roberto Jefferson, então, conquistou a fama e também a alcunha de justiceiro anti-PT e anti-Lula.

No entanto, ele nunca foi herói. Para usar um termo popularizado pelo próprio PT no auge do mensalão, Roberto Jefferson se lambuzou com as benesses concedidas pelo governo de maneira extraoficial e antirrepublicana. Tanto que foi condenado nessa ação penal a mais de sete anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como era necessário se manter “por cima da carne seca”, o ex-deputado deixou o legado político para a filha, Cristiane Brasil, que chegou a protagonizar a indigesta nomeação para o Ministério do Trabalho, barrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Passado o momento aula de história, voltamos para 2020. Roberto Jefferson reapareceu como um baluarte da democracia ao defender em uma histriônica entrevista com um blogueiro da direita conservadora que existia um complô para um golpe contra Bolsonaro. O bate-papo, transmitido no YouTube, foi assistido ao vivo pelo presidente, numa espécie de metalinguagem do constrangimento. Ali foi a senha pública de que o cacique do PTB tinha, oficialmente, aderido ao governo, na aproximação de Bolsonaro com o centrão.

Roberto Jefferson cumpriu pena? Sim. Pagou pelos crimes? É relativo. Para quem acredita na lógica do “bandido bom é bandido morto”, provavelmente não. Mas agora ele é um bandido de estimação do bolsonarismo, com direito a aplausos e celebrações pelas denúncias “bombásticas” contra os adversários políticos dessa claque. Merece palanque e tem todos os méritos para voltar aos holofotes – afinal, falta de pudor nunca foi problema. É contradição que chama?

Este texto integra o comentário desta quarta-feira (13) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios A Tarde FM, Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Alternativa FM Nazaré e Candeias FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e TuneIn.

'Marrr Morsssooo!': Negativo para Covid-19, Bolsonaro usou nomes falsos como ‘Airton’ e ‘Rafael’

  • Redação
  • 13 Mai 2020
  • 15:49h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro usou os pseudônimos “Airton Guedes” e “Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz” para fazer os exames do novo coronavírus. Em todos os três exames, os resultados deram negativo para a Covid-19. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a identificação foi assegurada a partir dos números dos documentos pessoais, como RG e CPF, e data de nascimento. Esses dados indicam que os exames seriam, mesmo, do presidente. Os resultados foram divulgados depois de decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinar ampla divulgação dos documentos. Os exames foram entregues pela Advocacia-Geral da União (AGU).

‘Cala a boca’, diz Bolsonaro em novo ataque a repórteres na porta do Alvorada

  • Redação
  • 05 Mai 2020
  • 16:13h

Presidente chamou o jornal Folha de S. Paulo de "canalha" e se recusou a responder perguntas sobre troca de comando na Polícia Federal | Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandou repórteres calarem a boca na manhã deste terça-feira (5), em Brasília, quando foi questionado sobre as recentes mudanças na Polícia Federal. Em mais um ataque protagonizado diante de apoiadores, na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro mostrou uma imagem que reproduzia a manchete da edição impressa da Folha de S. Paulo e, referindo-se à manchete “Novo diretor da PF assume e acata pedido de Bolsonaro”, disse que não interferiu na corporação. Em seguida, atacou o jornal, chamando-o de “canalha”, “patife” e “mentiroso”. “Que imprensa canalha a Folha de S.Paulo. Canalha é elogio para a Folha de S.Paulo. O atual superintendente do Rio de Janeiro, que o [ex-ministro Sergio] Moro disse que eu quero trocar por questões familiares”, disse o presidente, segundo a própria Folha. “Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal. Nem eu nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo, dizer que meus filhos querem trocar o superintendente [da PF no Rio]”, completou Bolsonaro. Após deixar do governo no dia 24 de março, o ex-ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, disse que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na polícia. Moro também afirmou que o presidente queria mudanças no Rio e em Pernambuco. Como mostrou a coluna Painel, Alexandre Ramagem, que teve a nomeação suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal), também já tinha decidido trocar o comando da PF no Rio. Nesta terça, para rechaçar que teria promovido ingerência na PF, Bolsonaro disse que Carlos Henrique Oliveira será diretor-executivo da corporação, o “zero dois” da estrutura da polícia. “Para onde ele [Oliveira] está indo? Para ser diretor-executivo da Polícia Federal. Ele vai sair da superintendência —são 27 superintendências— para ser diretor-executivo. Eu tô trocando ele? Eu tô tendo influencia sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria”, afirmou. “[Ele] está saindo de lá [RJ] para ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interferi nada. Se ele fosse desafeto meu e, se eu tivesse influência na Polícia Federal, ele não iria para lá. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro e não interfiro na PF.”

Mega-Sena acumulada deve pagar R$ 47 milhões neste sábado

  • Redação
  • 02 Mai 2020
  • 08:12h

(Foto: Reprodução)

O concurso 2.257 da Mega-Sena acumulada deve pagar neste sábado (2) um prêmio estimado de R$ 47 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país ou pela internet. Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 4,50. De acordo com a Caixa, a probabilidade de o apostador ganhar o prêmio em um jogo simples, de seis dezenas, é de 1 em 50.063.080.

Bolsonaro anula nomeação de Alexandre Ramagem para direção-geral da Polícia Federal

  • por Matheus Caldas I BN
  • 29 Abr 2020
  • 14:49h

Foto: Valter Campanato I Ag. Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tornou sem efeito a nomeação de Alexandre Ramagem para assumir o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (29) através de edição extra do diário oficial da União.

Com a medida, a indicação de Ramagem à corporação está anulada. Isto ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspender a nomeação dele à PF. A posse estava marcada para a tarde desta quarta.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência deve substituir Moro

  • Redação
  • 26 Abr 2020
  • 11:46h

Chefe da Abin e amigo da família Bolsonaro, Alexandre Ramagem deve assumir diretoria-geral da Polícia Federal | Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, deve ser anunciado substituto de Sergio Moro no Ministério da Justiça. Informações da TV Globo indicam que, apesar da resistência, Oliveira aceitou o cargo e até se reuniu com Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. O nome agrada toda a família. O pai de Oliveira já trabalhou com Jair Bolsonaro na época em que era deputado. E o próprio titular da Secretaria-Geral já foi chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL). Já foi escolhido também o novo diretor-geral da Polícia Federal. Alexandre Ramagen, atual diretor da Agência Nacional de Inteligência (Abin), vai assumir o cargo antes ocupado por Maurício Valeixo. A chefia da corporação foi o motivo que levou à saída de Sergio Moro do governo. O ex-juiz federal revelou que Bolsonaro quer interferir na PF por motivos políticos. Ramagem também é conhecido da família. O novo diretor-geral da PF já passou o Réveillon com Carlos Bolsonaro e amigos, na virada de ano de 2018 para 2019. Além disso, Ramagem trabalhou como segurança de Bolsonaro na campanha presidencial.O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) prometeu entrar com ação na Justiça para impedir que Ramagem assuma o cargo, caso seja nomeado. O motivo é a relação de proximidade com a família do presidente da República.

Militares e centrão se juntam na UTI por Bolsonaro...

  • UOL
  • 26 Abr 2020
  • 09:44h

(Foto: Reprodução)

O coronavírus e a conversão de Sergio Moro em delator alteraram dramaticamente as prioridades de Jair Bolsonaro. Antes, ele planejava tirar a economia do atoleiro e se reeleger. Agora, se esforça para não cair e passar a impressão de que ainda comanda. Para alcançar esses dois novos objetivos estratégicos, Bolsonaro promove um encontro constrangedor. Ele junta a castidade presumida dos militares e o gangsterismo político do centrão na UTI em que se encontra o seu governo. Os militares ficam com Bolsonaro por acreditar que a tarefa que se autoatribuíram de presidir o presidente virou um imperativo patriótico. A frequência com que Bolsonaro fabrica crises revela que os generais do Planalto perdem a guerra. O centrão encosta seu código de barras no Planalto porque identificou no apodrecimento do governo uma nova oportunidade para reassegurar que as verbas do Tesouro Nacional continuarão saindo pelo ladrão. Bolsonaro e seus filhos viraram matéria-prima para investigação. O mandato do capitão pode ser questionado num pedido de impeachment (há 24 deles na Câmara) ou num processo criminal a ser julgado no Supremo (há três inquéritos abertos). O centrão passou a ser vital para Bolsonaro nas duas hipóteses. Recompensados com cargos e verbas, podem ajudar a enterrar pedidos de impeachment ou negar autorização para que o Supremo julgue eventuais denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente. Bolsonaro flerta com os corruptos do centrão há meses. Ironicamente, coube a Sergio Moro, ex-algoz de larápios na Lava Jato, dar o empurrão que pode consolidar o casamento.

Moro pede demissão do ministério após troca na PF e Bolsonaro tenta reverter, diz jornal

  • BN
  • 23 Abr 2020
  • 15:09h

Foto: El País

Um dos pilares do governo Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (23), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

O motivo teria sido a troca do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, que é um dos homens de confiança do ex-juiz da Operação Lava Jato. Segundo a publicação, Bolsonaro tenta, internamente, convencer Moro a permanecer no cargo.

Segundo a coluna Radar, da revista Veja, Moro disse abertamente a aliados que iria sair do cargo. De acordo com a reportagem, ele estava “visivelmente contrariado”. 

Desde o ano passado, Bolsonaro tem ameaçado trocar o comando da PF. O presidente quer ter controle sobre a atuação da polícia.

Cabe às instituições corrigir rumos, diz presidente da OAB sobre Bolsonaro

  • por Julia Chaib | Folhapress
  • 22 Abr 2020
  • 08:46h

Foto: Reprodução Google

Adversário declarado de Jair Bolsonaro, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, diz que o Judiciário e o Legislativo precisam ficar atentos e impor freios ao que vê como ações de viés autoritário do chefe do Executivo, além de zelar por políticas de combate à pandemia do coronavírus. "O presidente só pensa nisso, só pensa em poder, como é natural dos tiranos, dos autoritários e ultrapassou um limite impensável. A verdade é que os democratas agora têm que ter atenção total até o final do mandato dele contra todo e qualquer ato que venha ferir liberdades, garantias", falou.Santa Cruz avalia que Bolsonaro trabalha com o objetivo de ser reeleito. E questiona como um presidente que rechaça a chamada velha política agora faz propaganda para teses do ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson. "A gente já identificava esse viés autoritário. Mas, com clareza, acho que ele deu um passo a mais, ele atravessou o rubicão. Para quem não conhece a história, o Julio César [ditador romano] atravessa com seus exércitos no sentido de Roma e lança sua sorte no plano de ser um autocrata", falou.

O presidente compartilhou vídeo nas redes sociais em que o ex-parlamentar acusa o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de tramar junto com o chefe da OAB um golpe para tirar Bolsonaro do poder. Apesar das críticas, Santa Cruz diz que o momento não é o de levantar a bandeira e pedir o impeachment de Bolsonaro.Bolsonaro e o presidente da OAB já protagonizaram embates públicos. Em julho do ano passado, o presidente provocou o advogado e disse que um dia contaria como o pai dele desapareceu durante a ditadura militar.Santa Cruz foi ao STF pedir explicações do presidente. Ele é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974, após ter sido preso por agentes do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura, no Rio de Janeiro."O presidente já deu todos os exemplos do mundo que está abaixo do que o cargo dele exige, mas ele foi eleito. Cabe às instituições dentro das suas possibilidades corrigir os rumos desse barco à deriva por abandono ou omissão do seu comandante", completou. 

Pandemia acelera transformação digital no comércio brasileiro

  • por Paula Soprana | Folhapress
  • 19 Abr 2020
  • 16:03h

Foto: Reprodução

Qualquer consultoria de negócios que se proponha a orientar empresas para o sucesso inclui a transformação digital como um dos imperativos. Na pandemia de coronavírus, que tirou as pessoas das lojas físicas, a tal transformação veio a galope, estimulando o comerciante de alimentos e o varejista de linha branca a reavaliar sua operação.

Em vez de investimento pesado em ecommerce ou em sistemas avançados de inteligência artificial, empresários estão fazendo campanhas massivas pelo Instagram, colocando funcionários para vender pelo WhatsApp e, no caso dos grandes varejistas, acelerando processos estratégicos que demorariam meses para sair do papel.

A receita do ecommerce cresceu 42% durante a pandemia, considerando a semana de 17 de março a 14 de abril na comparação com o mesmo período de 2019. O que puxou o índice foi o aumento de pedidos, não o valor gasto.

Só o consumo de autosserviço em varejistas online cresceu 96% de 19 a 25 de março, 13% acima da média total do ecommerce, segundo a Ebit Nielsen, que faz mensuração e análise de dados.

Há uma série de tendências no Brasil que refletem comportamentos que aconteceram na China, como a entrada de consumidores que nunca haviam adquirido um produto pela internet. Ainda conforme a Nielsen, 31% declararam que fizeram sua primeira compra na quarentena.

"O que chama a atenção é que grupos que mais pressionaram foram eletrônicos, de casa e construção, informática e os de giro rápido, cujo tíquete médio [valor por compra] é baixo", diz Julia Primi Davila, gerente da consultoria.

Um rápido exemplo para demonstrar a corrida para o online: a venda de chocolates na Páscoa, irrisória no ano passado, subiu 1.090% em faturamento neste ano.

Para as grandes varejistas, como Magazine Luiza, cujo faturamento hoje depende 100% do online, a estratégia foi acelerar o processo de abertura da plataforma para que lojistas pequenos, muitos deles analógicos, pudessem vender sem gastar com frete e infraestrutura.

A companhia (com 1.100 lojas fechadas) paga uma comissão por venda. Desde que anunciou o programa, em 31 de março, 16 mil empresas entraram. A B2W, controlada pelas Americanas, fez o mesmo, seguindo o objetivo de receber comissão do pequeno para ganhar mais capilaridade no longo prazo.

Ja a Via Varejo, dona da Casas Bahia, Extra.com e Ponto Frio, que depois de uma operação positiva na Black Friday tentava erguer a casa para ganhar mais relevância digital, colocou cerca de 20 mil vendedores, impedidos de ir às lojas, a vender no WhatsApp.

"A abordagem é realizada por telefone ou por intermédio da rede social, dado que todas as lojas já possuem suas páginas no Facebook, utilizando o formato ClickToWhatsApp", diz a empresa. A operação é concluída no site da Casas Bahia.

O combo Instagram e WhatsApp virou estratégia até para montadoras de carro, que em abril podem ver queda de 80% nas vendas na comparação com o mesmo mês de 2019, segundo cálculo da Fenabrave (associação que representa os distribuidores de veículos). Em algumas marcas, ao clicar em anúncios de carros no Instagram, o interessado cai no chat da concessionária.

"A aceleração que temos visto nos canais de venda depois da Covid-19 mostra mudança de prioridade. Não é questão de ser legal ter isso, é essencial, você não consegue mais vender", afirma Conrado Leister, diretor-geral do Facebook no Brasil.

Além da Casas Bahia, o WhatsApp também virou o principal canal de venda do feirante Thiago Duarte, que tem uma tenda na feira do Itaim Bibi, em São Paulo. Depois que uma cliente viralizou seu contato na internet, o trabalhador passou a entregar 30 caixas de frutas por dia, todas solicitadas pelo mensageiro.

"Um dia, entreguei 60. Me ajudou muito porque o público da feira ficou escasso", diz.

Durante o período de confinamento, a estratégia eficaz aos pequenos comerciantes é encontrar um canal financeiramente acessível para conseguir manter a operação sem desembolsar dinheiro, diz Alexandre Marquezi, professor da ESPM. Redes sociais e marketplaces são uma opção.

"Adoção rápida não significa dinheiro, mas pode salvar o mês. Meu conselho é que entrem no Mercado Livre, no Magalu, em um marketplace e, só depois, estruturem um ecommerce, já que uma boa infraestrutura pode custar até R$ 100 mil, além de exigir muita inteligência, como big data, personalização e disparo de email", diz.

A taxa de conversão no ecommerce, segundo ele, é de 1,5, o que significa que, a cada 1.000 clientes que entram no site, 15 compram.

Já os lojistas de shoppings, ainda sem previsão de reabertura e calculando prejuízos com custos de aluguel e expectativa de lenta retomada pós-isolamento, também tentam se readequar.

A C&A, cuja operação sempre foi baseada na interação física entre o cliente e a peça de roupa, optou por uma ação que só companhia de caixa robusto pode fazer: anunciar no Big Brother. "Antes da pandemia, crescíamos, em média, dois dígitos no ecommerce. Agora, já estamos em três", diz Paulo Correa, presidente da rede no país.

Entre as marcas menores, a Loja 18, que tem nove lojas em shoppings com Morumbi e Pátio Paulista, recorreu a uma técnica que remete às cidades do interior. A empresa envia malas de roupas a clientes de confiança com sugestões de combinações baseadas em compras anteriores.

"A aceitação é de até 50%. Mandamos maquininha de crédito pré-programada, e a cliente paga em casa. Buscamos a mala em dois ou três dias", diz Marcelo Feldman, presidente da empresa.

A última tendência apontada por especialistas está na aposta em revendedores pessoas físicas, sejam de produtos próprios ou de terceiros que estão em suas plataformas. Numa espécie de modernização do vendedor da Avon, que ganha comissão a produto vendido a um amigo, as marcas brasileiras pegam conceitos emprestados da China.

"O que notamos na pandemia foi uma explosão de live streaming para vender do tomate orgânico cultivado na roça até o batom demonstrado ao vivo por uma influenciadora. Esses eventos têm até cem revendedores online na China", diz Felipe Leal, sócio da Startse, escola de negócios.

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Estados e municípios devem decidir como cumprir calendário escolar

  • 05 Abr 2020
  • 19:26h

Foto: Brumado Urgente Conteúdo

A Medida Provisória que permite que escolas tenham menos de 200 dias letivos no ano, desde que garantam 800 horas de ensino na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, trouxe respaldo legal para o que as redes de ensino já vinham fazendo, de acordo com a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).“Isso vai dar uma liberdade maior para quando os alunos voltarem. Podemos, mais à frente, colocar um sexto tempo, usar alguns sábados letivos com sexto tempo também. Ao mesmo tempo, podemos contar com as nossas aulas remotas vinculantes que estão contando como aulas realmente no calendário escolar", disse Cecília.

Os estados são responsáveis, principalmente, pela oferta do ensino médio. Eles também ofertam os anos finais do ensino fundamental, etapa que vai do 6º ao 9º ano.

De acordo com a Agência Brasil,  Consed reuniu, em uma página da internet, as resoluções, pareceres, instruções normativas e notas de esclarecimentos do Conselho Nacional de Educação, da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação e dos Conselhos Estaduais e Municipais de Educação, sobre o calendário escolar e a oferta de conteúdos a distância.

 

 

ENSINO A DISTÂNCIA
A desigualdade entre as várias regiões do país e entre os vários estudantes brasileiros preocupa na hora de substituir as aulas presenciais por aulas a distância. Por isso, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) defende que, no processo de reorganização do calendário escolar, é necessário, primeiramente, esgotar todos os esforços para cumprir as 800 horas de maneira presencial. Para isso, as redes podem, após o retorno as aulas, ampliar a jornada diária, realizar atividades no contraturno, ter sábados letivos, usar de períodos de recesso e/ou férias - após negociação com a categoria, entre outras alternativas. A entidade defende que, caso seja feito o uso da modalidade de educação a distância como substitutiva às aulas presenciais, sejam garantidos "suporte tecnológico, metodológico e de formação dos professores, por parte da União e dos governos estaduais às redes municipais”. Por lei, a educação a distância pode ser feita no ensino médio e, em situações emergenciais, como durante a pandemia da covid-19, no ensino fundamental.  A MP publicada nesta semana não trata da educação infantil, que compreende a creche e a pré-escola. A Undime defende que a EaD não seja aplicada nessa etapa.

ESCOLAS PARTICULARES

Para as escolas particulares, de acordo com o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira, a medida facilita o planejamento. “Fomos autorizados a voltar a trabalhar, não precisaremos sacrificar os sábado, podemos nos preparar para continuar a vida escolar”, afirmou.. Segundo ele, a pandemia está sendo uma oportunidade para “aprender a usar algumas ferramentas para as quais havia resistência. Não vão substituir de forma definitiva o ensino presencial, mas vão permitir fazer algumas coisas que são possíveis fazer, levando em consideração a idade das crianças.” Em nota, o secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, afirmou que a flexibilização é autorizativa “em caráter excepcional e vale tão e somente em função das medidas para enfrentamento da emergência na saúde pública decretadas pelo Congresso Nacional”. Ele reforça que a flexibilização deverá observar as normas dos respectivos sistemas de ensino.

No Brasil, há suspensão de aulas em todos os estados para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A medida não é exclusiva do país. No mundo, de acordo com os últimos dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora os impactos da pandemia na educação, 188 países determinaram o fechamento de escolas e universidades, afetando 1,5 bilhão de crianças e jovens, o que corresponde a 89,5% de todos os estudantes no mundo. 

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Governo usará dados de teles para monitorar circulação de pessoas

  • Agência Brasil
  • 05 Abr 2020
  • 10:42h

(Foto: Agência Brasil)

As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da Covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar. De acordo com o sindicato que representa o setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações. Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente-executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras. “O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari. Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip). “A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados.

Hospitais de SP usarão plasma de pacientes curados de coronavírus para tratar casos graves

  • 05 Abr 2020
  • 08:33h

Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

Os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e Universidade de São Paulo foram autorizados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para dar início em testes clínicos com plasma de pacientes que já se recuperaram do coronavírus em doentes em estado grave.

Hospitais pelo mundo também tem sido autorizados a realizar o procedimento. De acordo com reportagem do jornal O Globo, nos Estados Unidos a agência de vigilância Sanitária, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o tratamento experimental contra a Covid-19 usando plasma de pacientes que já se recuperaram da doença provocada pelo novo coronavírus. Um estudo feito com cinco pacientes graves internados em um hospital da China, usando o mesmo método, já demonstrou eficiência.

"Se a terapia funcionar como nós estamos esperando, dentro dos parâmetros que nós estamos esperando, ela deve ser útil para evitar que um grande número de pessoas vá para a UTI. Que é justamente onde está o maior gargalo. Você tem bem menos gargalo, felizmente, na internação comum do que em UTI, porque os números de leitos são bem menores. Então, o objetivo da pesquisa, entre outras coisas, é claramente diminuir o número de pacientes que necessitem de suporte de Terapia Intensiva", disse Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Hospital Albert Einstein.

Apoiador de Bolsonaro, Carlos Vereza diz que 'tirou time de campo' após ataques a Mandetta

  • por Ian Meneses I Bahia Notícias
  • 04 Abr 2020
  • 09:04h

Foto: Reprodução TV Globo

Veterano da dramaturgia e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o ator Carlos Vereza anunciou nas redes sociais, nesta sexta-feira (3), que encerrá as postagens abertas ao público. 

A iniciativa foi tomada após ele publicar, na quinta-feira (2), uma opinião sobre a conduta de Bolsonaro diante dos posicionamentos do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Estava tentando defender Bolsonaro, não tanto por ele, mas pela normalidade das instituições. Mas ele desautorizar publicamente o ministro da Saúde por ciúmes, não dá mais. Tirei o time”, escrevera. Segundo Vereza, a decisão, de a partir de agora escrever para poucos, não foi motivada por “cansaço”, mas pelo fato dele “estar constatando a invasão de uma horda de bárbaros, quadrúpedes fanatizados, filhotes sectários formados pelo populismo do honesto mas egocêntrico Jair Messias Bolsonaro”.

O veterano afirmou não ver “nenhuma diferença” de tal grupo com “os quadrúpedes petistas fanatizados pelo gatuno Lula da Silva”, mas lembrou de Umberto Eco, que previu e “alertou para os imbecis que ocupariam as redes sociais”. “Nada veem além da própria limitação para compreender, que a crítica bem intencionada, significa alguma esperança no político que apoiei publicamente, antes das eleições, e mesmo depois, e depois. Mas os dedos acusadores erguem-se ao lado de clichês, de frases mal articuladas. E, os que tentam apontar os desvios de rumo do presidente, são alvo da ignorância, do linchamento de reputações”, continuou.  Ao término do desabafo, Vereza destacou que fez “muitos e queridos amigos e amigas”, tantos que lhe “honraram com trocas intelectuais, amoráveis e nunca virtuais”. Ele, porém, lamentou ao constatar que “tentar a racionalidade neste momento, é tarefa semelhante ao mito de Sísifo - no caso, em geral, dialogar com o próprio eco”.