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- Bahia Notícias
- 15 Nov 2025
- 08:41h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as visitas dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Tarcísio de Freitas (SP) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os encontros estão marcados para os dias 26 de novembro e 1 de dezembro.
As conversas ocorrerão na prisão, seja no Complexo da Papuda ou na Superintendência da Polícia Federal, conforme decisão a ser definida pelo STF.
Segundo criminalistas que acompanham o julgamento da tentativa de golpe, a prisão em regime fechado de Bolsonaro já terá sido decretada nessas datas, conforme entendimento unânime entre os especialistas consultados. As informações são do Globo.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 14 Nov 2025
- 14:20h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os Correios querem desligar pelo menos 10 mil empregados por meio do novo PDV (programa de demissão voluntária), que será lançado como parte do plano de reestruturação da estatal.
O ajuste nas contas da empresa é um ponto central para sustentar a decisão dos bancos de conceder o empréstimo de R$ 20 bilhões pleiteado pela companhia.
Como revelou a Folha, os Correios abriram uma nova rodada de negociação para tentar atrair mais instituições financeiras e reduzir o custo da operação, que terá garantia do Tesouro Nacional. O aval soberano diminui o risco, já que a União honra os pagamentos em caso de inadimplência.
A estatal enfrenta grave crise financeira, com prejuízos crescentes desde 2022 e deve fechar 2025 com um rombo de R$ 10 bilhões. Sem recursos novos, projeções indicam que a situação pode se agravar dramaticamente: o prejuízo pode atingir R$ 20 bilhões em 2026 devido a multas contratuais por atrasos nos pagamentos a fornecedores e, em um cenário extremo, chegar a R$ 70 bilhões em cinco anos.
Segundo pessoas envolvidas na discussão, a meta exata do novo PDV ainda está sendo fechada, mas o patamar de 10 mil funcionários é uma baliza mínima. A estatal tem hoje cerca de 85 mil empregados, e o gasto com pessoal representa cerca de 72% dos custos da empresa.
O programa deve ser lançado em duas etapas. Na primeira, as regras adotadas serão as habituais, que fixam critérios mínimos de idade e tempo de serviço. Na segunda fase, a ideia é estipular metas de desligamento específicas para as áreas ou unidades, de acordo com um estudo encomendado pela companhia sobre a produtividade de cada agência e setor.
Hoje, os Correios têm cerca de 10 mil unidades de atendimento, das quais 7.000 são agências próprias ou franqueadas. Segundo relatório da administração de 2024, apenas 15% eram superavitárias, ou seja, geravam receitas maiores do que o custo para mantê-las.
A ideia é mapear agências muito próximas uma da outra sem necessidade (o que é chamado tecnicamente de "sombreamento"). Num caso como esse, uma possibilidade seria unificar a operação e estipular uma meta de quantos funcionários dali precisariam aderir ao PDV. Outros poderiam ser remanejados.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, já havia sinalizado em entrevista coletiva concedida em outubro, menos de um mês após sua posse, que o novo PDV teria regras específicas, para priorizar desligamentos em áreas onde há ociosidade e, assim, não desfalcar a operação da companhia.
Além das metas customizadas, há uma preocupação do comando da estatal de desenhar o PDV com incentivos financeiros que sejam efetivamente capazes de atrair os empregados, mas sem criar um fardo oneroso para uma companhia que já enfrenta dificuldades financeiras. O último programa, lançado em 2024, teve adesão de apenas 3.705 funcionários.
Para isso, a ideia é conversar com os sindicatos que representam os servidores. Alguns pontos sensíveis para os empregados já foram identificados, como o temor de ficar sem o salário da ativa e passar a depender do benefício de aposentadoria do Postalis, fundo de pensão da estatal.
O Postalis precisou instituir cobranças extras, descontadas de seus participantes e dos próprios Correios, para tentar equacionar um rombo bilionário nos planos de aposentadoria. Na prática, isso significa que os aposentados sofrem reduções no valor de seus benefícios.
Outro ponto sensível é o plano de saúde, que, embora precarizado pela falta de pagamentos da empresa, ainda é considerado um ativo valioso pelos empregados.
Dado o cenário, o plano de reestruturação também vai apontar os riscos de frustração da meta de PDV, caso haja adesão menor dos empregados. Mesmo que isso ocorra, no entanto, os técnicos acreditam na possibilidade de adotar ações de compensação ao longo dos meses para evitar um desequilíbrio futuro.
Parte do dinheiro obtido com o empréstimo de R$ 20 bilhões ajudará a bancar os incentivos financeiros que forem elencados no PDV. Embora haja um gasto maior na largada, a expectativa é que, no médio e longo prazo, a economia de recursos com o corte de pessoal seja mais significativa e ajude no reequilíbrio da empresa.
As metas e o desenho do programa precisam ser críveis, para convencer os bancos de que tanto os Correios quanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão comprometidos em sanear a companhia e torná-la viável economicamente.
Esse compromisso será colocado à prova quando as medidas de ajuste começarem a sair do papel, gerando descontentamento entre servidores e também políticos beneficiados pelo loteamento da estatal e que eventualmente tiverem aliados afetados pelo enxugamento da estrutura.
Dentro da empresa, a avaliação é que a indicação do plano de reestruturação como pilar da operação de crédito vai ajudar a blindar a empresa contra eventuais pressões para afrouxar o ajuste. Como o dinheiro envolvido é significativo, haverá cobrança dos bancos e de órgãos de controle, como TCU (Tribunal de Contas da União) e CGU (Controladoria-Geral da União) -que já estão acompanhando as discussões.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, o plano também vai incluir medidas como venda de imóveis, reformulação do plano de saúde, reestruturação de cargos e salários e flexibilização da jornada de trabalho, para intensificar entregas nos finais de semana.
O comando da estatal também vai cobrar dos superintendentes metas e resultados, com possibilidade futura de algum tipo de remuneração variável -embora ainda não haja solução para implementar essa iniciativa neste momento, dado o quadro de prejuízo.
Os detalhes do plano de reestruturação devem ser fechados nas próximas duas semanas, mesmo período em que os bancos poderão apresentar suas novas propostas após a decisão dos Correios de fatiar a contratação do empréstimo. A expectativa é fechar as operações ainda este ano.
Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana.
Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha de S.Paulo, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.
Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle. A avaliação é que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação.
- Bahia Notícias
- 14 Nov 2025
- 12:25h
Foto: Lula Marques / Agência Brasil
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), retomou temporariamente seu mandato de deputado federal para relatar o Projeto de Lei Antifacção. No entanto, segundo aliados, o retorno não se restringiu a essa atribuição.
De acordo com essas informações, Derrite já havia planejado voltar à Câmara nesta semana para apresentar suas emendas ao projeto de Lei Orçamentária da União para 2026, ano em que ocorrerão eleições gerais.
O prazo para apresentação das emendas por deputados federais e senadores ao Orçamento do próximo ano teve início em 24 de outubro e se encerrou na quinta-feira (13).
- Bahia Notícias
- 14 Nov 2025
- 10:40h
Foto: Divulgação/INSS
O Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido da Polícia Federal (PF) e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decretar a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto e de outras nove pessoas. A decisão, um desdobramento da Operação "Sem Desconto", investiga um suposto esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas. A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça.
Entre os alvos das prisões estão o advogado Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador financeiro e um dos líderes do grupo, e o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, indicado como líder e mentor intelectual do esquema criminoso. O relator determinou ainda o uso de tornozeleira eletrônica para outros sete investigados, incluindo José Carlos de Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência. No entanto, o ministro rejeitou o pedido de monitoramento eletrônico do deputado federal Euclydes Petterson (Republicanos-MG).
A investigação apura um suposto esquema que, a partir de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o INSS e a Conafer em 2017, promovia descontos em folha de aposentados e pensionistas sem autorização. Segundo as apurações, a entidade enviava listas com milhares de nomes de segurados que não haviam autorizado filiação ou contribuição. A PF estima que a Conafer recebeu mais de R$ 708 milhões do INSS, dos quais R$ 640,9 milhões teriam sido desviados para empresas de fachada e contas de operadores financeiros ligados ao grupo.
Em sua decisão, Mendonça ressaltou que a representação da PF "apresenta fortes indícios de movimentação superior a centenas de milhões de reais ao longo de cinco anos", com registro de transferências e retiradas em espécie em valores fracionados – método típico de lavagem de capitais. O ministro afirmou que ficou demonstrada a necessidade das prisões devido "à ampla rede de conexões dos investigados, da contínua utilização de mecanismos para ocultar os rastros dos crimes e da elevada possibilidade de eliminação e manipulação de documentos e provas".
Mendonça também considerou necessário que a sociedade tenha uma resposta rápida do sistema de Justiça em relação a um delito de "elevadíssima repercussão social, com dimensões milionárias, risco de reiteração delitiva e um alcance subjetivo que impactou a vida de milhões de brasileiros". Foram considerados, ainda, os indícios de continuidade dos crimes e da ocultação do patrimônio obtido ilicitamente.
Sobre o deputado Euclydes Petterson, o ministro seguiu parecer da PGR, entendendo que a medida, "no momento, não é necessária". A decisão acrescenta que "a existência de um controle social mais intenso da atuação parlamentar mitiga o risco de atos contrários ao bom andamento deste procedimento investigativo".
- Por Jorge Abreu | Folhapress
- 14 Nov 2025
- 08:49h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O movimento global Fridays for Future (sextas-feiras pelo futuro), também conhecido como Juventude pelo Clima, chega nesta sexta-feira (14) em Belém, que recebe a COP30, a conferência do clima da ONU.
Jovens ativistas saem às ruas da Estação das Docas rumo à Praça da República, na região central da capital paraense. A manifestação exige ações efetivas dos líderes políticos contra o avanço das mudanças climáticas e o fim da indústria de combustíveis fósseis.
O movimento foi criado e popularizado pela ativista sueca Greta Thunberg. Ela ganhou projeção internacional com protestos solitários que promovia a cada sexta-feira em Estocolmo, movimento que depois uniu milhões de pessoas por ações contra as mudanças climáticas.
A última COP da qual Greta participou foi a edição 26, em Glasgow, na Escócia. Na ocasião, ela chamou o evento de "um festival de greenwashing do Norte Global" -o termo é utilizado para se referir à prática de prática de vender uma imagem ambientalmente responsável sem mudanças reais.
Sobre a COP27, no Egito, a ativista repetiu a acusação de greenwashing e criticou a falta de espaço para a sociedade civil nas negociações. No ano seguinte, a conferência ocorreu nos Emirados Árabes Unidos, e Greta afirmou que seus resultados foram "uma facada nas costas para os mais vulneráveis".
A ativista criticou também, no ano passado, o Azerbaijão, que sediou a COP29. Ela chamou o país de "petroestado autoritário" e disse à imprensa que a escolha do país como sede do evento era "mais do que absurda", por ter sua economia baseada no mercado do petróleo e gás.
Com o tema Just Transition Now (Transição Justa Agora), a mobilização desta sexta-feira em Belém integra protestos simultâneos em diversos países, incluindo Alemanha, Itália, Espanha, Estados Unidos, México, Filipinas, Japão, República do Congo e Suécia.
Daniel Holand, 22, é um dos organizadores do ato em Belém. Ele celebra o retorno do protesto em um país que sedia a COP, já que o ato deixou de ser realizado nas três últimas edições devido aos regimes autoritários dos países-sede.
"Tradicionalmente, as greves globais acontecem durante a COP, na sexta-feira da primeira semana. Nos três últimos anos, a gente não teve esse direito de protestar na rua, infelizmente", disse à Folha de S.Paulo.
Em Belém, o ato terá como principais bandeiras o fim dos combustíveis fósseis, a proteção da amazônia, a transição justa, o financiamento às comunidades mais afetadas, a justiça climática e protagonismo da juventude nessas discussões.
"Nós precisamos urgentemente de uma transição energética", disse Holand. "Tivemos um pequeno avanço no combate à crise climática, mas não está na hora de a gente recuar. Está na hora de a gente agir de forma mais rápida ainda, porque estamos ultrapassando o limite de 1,5°C", comentou, citando o limite estabelecido no Acordo de Paris para o aumento da temperatura média global, acima do qual os impactos climáticos se tornam drasticamente mais graves.
- Por Idiana Tomazelli | Folhapress
- 13 Nov 2025
- 16:16h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os Correios decidiram fatiar a contratação do empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a empresa em mais de uma operação, em uma tentativa de atrair mais instituições financeiras e reduzir os custos de financiamento.
Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana, que reduz consideravelmente o risco de perdas para as instituições financeiras, pois a União paga as prestações em caso de inadimplência.
Procurados, os bancos não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, as instituições disseram não comentar casos específicos.
A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Até o fim de 2025, o rombo só neste ano deve alcançar R$ 10 bilhões -no primeiro semestre, o saldo já ficou negativo em R$ 4,4 bilhões.
Projeções feitas pela companhia e apresentadas ao governo indicam que, sem recursos novos, a situação da estatal pode se agravar. O prejuízo pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, uma vez que os contratos com fornecedores preveem pagamento de multas em caso de atraso --ou seja, um ônus extra para uma empresa já em dificuldades.
O rombo poderia alcançar valores ainda maiores, na casa de R$ 70 bilhões, daqui a cinco anos. Nesse cenário extremo, a empresa estaria em condição de falência e precisaria inclusive demitir empregados, arcando com os custos trabalhistas desses desligamentos (por isso um valor até maior do que hoje é a despesa anual da estatal).
Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.
Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle.
Além disso, as instituições financeiras pleitearam uma taxa de comissão de 5% pela estruturação da operação, o equivalente a R$ 1 bilhão. Nos empréstimos concedidos a estados e municípios com garantia da União, esse percentual costuma ser de 1%.
Segundo os interlocutores ouvidos pela reportagem, desde o anúncio da estratégia de socorrer os Correios via empréstimo com garantia da União, outros bancos (nacionais e estrangeiros) demonstraram interesse em conceder financiamento à empresa. Por isso, o comando da companhia decidiu fazer uma nova rodada de negociação, agora mais ampla.
Os bancos já foram comunicados das novas condições. O valor de R$ 20 bilhões foi mantido, mas, em vez de solicitar as condições da proposta (como a taxa de juros), a companhia vai perguntar às instituições financeiras quanto elas aceitam emprestar ao custo de até 120% do CDI.
Sob esse desenho, o socorro pode acabar sendo pulverizado em várias operações de crédito com diferentes bancos. Se o valor ofertado não chegar aos R$ 20 bilhões, é possível que a empresa faça uma primeira leva de financiamentos com menor volume e volte ao mercado mais adiante para obter novos recursos.
O Executivo já entrou na mira de órgãos de controle e de parlamentares da oposição pela decisão de colocar a União como fiadora do empréstimo, em vez de fazer um aporte direto de recursos (o que exigiria espaço no Orçamento e também nas regras fiscais). Se a operação ainda assim tiver um custo elevado, isso poderia virar munição no embate político e jurídico.
A avaliação é de que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação do financiamento e deixe a companhia com o caixa sangrando por mais algumas semanas. Enquanto isso, o pagamento a fornecedores deve seguir represado, mas não há, segundo técnicos, risco de atraso no pagamento de salários de funcionários. A expectativa é que, mesmo com a demora, seja possível fechar a contratação até o fim de 2025.
Inicialmente, a Caixa Econômica Federal também participava das conversas para integrar o sindicato de bancos para financiar os Correios. Segundo duas pessoas, no entanto, a instituição não enviou proposta.
Nos bastidores, a Caixa era o banco que mais manifestava resistências à operação. No início, isso era atribuído à tentativa frustrada do comando da instituição de influenciar a escolha do sucessor de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios que deixou o cargo em setembro. O nome escolhido pelo governo, com o apoio do ministro Rui Costa (Casa Civil), foi o de um funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Rondon.
Mesmo após a troca na gestão da empresa, a Caixa continuou apontando dificuldades técnicas em participar da operação.
O plano de reestruturação da empresa é tido como o "ponto central" para sustentar a decisão dos bancos sobre a capacidade de recuperação da empresa e, consequentemente, a viabilidade do pagamento das prestações. Embora a crise seja financeira, ela é vista como fruto de um problema estrutural de gestão, semeado pelos aumentos sequenciais de custos e pela estratégia deficiente de negócio.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 14:14h
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Apesar da sinalização do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de colocar o PL Antifacção em votação na próxima terça-feira (18), lideranças da oposição estimam que a análise da proposta deve demorar mais do que o previsto.
Nos bastidores, deputados oposicionistas avaliam que serão necessários ao menos 15 dias para construir um texto consensual entre parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representantes do governo Lula e o relator da matéria, deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
Lideranças oposicionistas também apontam que a semana que vem tende a registrar esvaziamento na Câmara por conta do feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado na quinta-feira (20), o que pode dificultar a votação.
Mesmo com a expectativa de atraso, parlamentares tanto da base petista quanto da ala bolsonarista defendem que o projeto não pode permanecer “na geladeira” por muito tempo. Parte dos deputados considera excessivo o prazo de 30 dias solicitado por alguns governadores para discutir a proposta.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 12:10h
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a empatar tecnicamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, interrompendo uma sequência de estabilidade em que vinha liderando todos os cenários desde agosto, é o que diz a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (13).
De acordo com o levantamento, Lula tem 42% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 39%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.
Além do ex-presidente, a vantagem de Lula também diminuiu em relação a outros possíveis adversários, como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Eduardo Bolsonaro e Eduardo Leite. Nos casos de Ciro Gomes e Michelle Bolsonaro, as variações ficaram dentro da margem de erro. Já Renan Santos (Missão) aparece pela primeira vez no levantamento, o que impede comparações com pesquisas anteriores.
A diferença de Lula em relação à Bolsonaro caiu de 10 para 3 pontos entre outubro e novembro. A vantagem sobre Ciro Gomes passou de 9 para 5 pontos, sobre Tarcísio de 12 para 5, sobre Ratinho Júnior de 13 para 5, sobre Zema de 15 para 7, sobre Caiado de 15 para 7, sobre Michelle de 12 para 9, sobre Eduardo Bolsonaro de 15 para 10 e sobre
Eduardo Leite de 23 para 13 pontos. Contra Renan Santos, a diferença é de 17 pontos.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada pela Quaest entre os dias 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais com pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
No primeiro turno, a Quaest testou dez cenários diferentes. No principal cenário, que inclui Lula e Bolsonaro, o presidente tem 32% das intenções de voto, contra 27% do ex-presidente. Ciro Gomes aparece com 8%, Ratinho Júnior com 7%, Ronaldo Caiado com 4%, Romeu Zema com 3% e Renan Santos com 1%. Indecisos somam 6%, e 12% afirmam que votariam em branco, nulo ou que não votariam. Em um cenário com Michelle
Bolsonaro, Lula aparece com 31% e a ex-primeira-dama com 18%. Ratinho Júnior tem 10%, Ciro Gomes 9%, Zema e Caiado 5% cada e Renan Santos 1%. Indecisos são 5% e brancos, nulos ou quem não votaria somam 16%.
Quando o nome de Tarcísio de Freitas é testado, Lula aparece com 35% e o governador de São Paulo com 16%. Ciro Gomes tem 12%, Zema 5% e Caiado 4%. Indecisos são 6%, e brancos, nulos ou quem não votaria somam 22%. Em outros cenários, Lula mantém a liderança.
Contra Eduardo Bolsonaro, Ratinho Júnior e Ciro Gomes, o petista tem 32% das intenções de voto, enquanto Eduardo registra 15%, Ratinho e Ciro 10% cada, Zema e Caiado 5% e Renan Santos 1%. Indecisos são 6%, e 16% dizem que votariam em branco, nulo ou que não votariam.
No cenário com Lula, Tarcísio e Eduardo Bolsonaro, o presidente tem 38%, seguido por Tarcísio com 20% e Eduardo com 18%. Indecisos somam 5%, e brancos, nulos ou que não votariam são 19%.
Quando o confronto é entre Lula, Eduardo Bolsonaro e Ratinho Júnior, o petista aparece com 36%, Eduardo com 22% e Ratinho com 18%. No cenário com Lula, Eduardo Bolsonaro e Zema, o presidente tem 38%, contra 24% de Eduardo e 12% de Zema. Quando o adversário é Ronaldo Caiado, Lula tem 39%, Eduardo Bolsonaro 24% e Caiado 11%. No cenário com Renan Santos, Lula aparece com 39%, Eduardo com 27% e Renan com 6%.
Nos cenários de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente em todos, mas com margens menores do que em levantamentos anteriores. Contra Bolsonaro, o petista tem 42% das intenções de voto, ante 39% do ex-presidente, resultado que representa uma queda de quatro pontos em relação a outubro, quando Lula tinha 46% contra 36%.
Em uma eventual disputa contra Ciro Gomes, Lula tem 38%, e o pedetista 33%. Em outubro, os números eram 41% e 32%, respectivamente. Contra Tarcísio de Freitas, Lula tem 41% e o governador de São Paulo 36%. Em outubro, a diferença era de 12 pontos.
No cenário contra Ratinho Júnior, Lula tem 40% e o governador do Paraná 35%, enquanto contra Romeu Zema o petista aparece com 43%, e o mineiro, com 36%. Contra Ronaldo Caiado, o presidente marca 42% e o governador de Goiás 35%. Já na simulação com Michelle Bolsonaro, Lula tem 44% e a ex-primeira-dama 35%. Em confronto com Eduardo Bolsonaro, o presidente aparece com 43%, e o deputado, com 33%.
A Quaest também perguntou se Lula deveria se candidatar à reeleição em 2026. A maioria dos entrevistados, 59%, respondeu que o presidente não deveria tentar um novo mandato, percentual três pontos acima do registrado em outubro. Já 38% acham que Lula deve se candidatar, e 3% não souberam responder.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre uma possível candidatura de Jair Bolsonaro. De acordo com os dados, 67% dos entrevistados acham que o ex-presidente deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro nome, o que representa uma queda em relação aos 76% registrados em outubro.
Ao mesmo tempo, subiu o apoio à sua candidatura: 26% dos entrevistados afirmam que Bolsonaro deveria se manter como candidato, mesmo inelegível no momento, oito pontos acima do percentual do levantamento anterior. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 10:06h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a 3ª fase da Operação Fake Agents, no Rio de Janeiro, que apura saques irregulares do FGTS de treinadores e jogadores de futebol.
De acordo com apuração da TV Globo, os mandados de busca e apreensão desta quinta-feira têm como alvos funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal suspeitos de envolvimento no esquema. A advogada Joana Costa Prado Oliveira foi acusada, por atletas e dirigentes, de desviar R$ 7 milhões do Fundo.
Ela foi alvo de buscas na 2ª fase da operação, deflagrada em janeiro, e, no fim de setembro, teve o exercício da advocacia suspenso pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ.
Nesta etapa, agentes da PF foram às residências de três bancários, localizadas na Tijuca, em Ramos e em Deodoro, além de terem cumprido mandado em uma agência da Caixa no Centro do Rio.
Segundo a PF, eles mexeram nos benefícios dos jogadores:
Cueva: peruano, passou pelo São Paulo e pelo Santos;
João Rojas: equatoriano que atuou pelo São Paulo;
Ramires: ex-jogador, foi meio-campo da Seleção e do Cruzeiro;
Raniel: jogou no Vasco e Santos;
Titi: o zagueiro jogou no Bahia e está no Goiás.
- Bahia Notícias
- 13 Nov 2025
- 08:03h
Foto: Divulgação/INSS
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso nesta quinta-feira (13) durante uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. A ação, chamada de Operação Sem Desconto, é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Stefanutto havia sido demitido do cargo em abril, após ser afastado quando o escândalo das fraudes veio à tona. Segundo as investigações, o esquema criminoso funcionou entre 2019 e 2024 e pode ter causado um rombo de até R$ 6,3 bilhões aos cofres públicos.
A PF cumpre 10 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão em 15 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Os investigados respondem pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
As investigações apontam que os suspeitos realizavam descontos mensais indevidos dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem qualquer autorização dos titulares. O golpe consistia em cadastrar beneficiários como se fossem associados de entidades de aposentados, permitindo a cobrança de mensalidades irregulares.
Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, as associações envolvidas afirmavam oferecer serviços de assistência jurídica, descontos em academias e planos de saúde, mas, na prática, não possuíam estrutura nem prestavam os serviços anunciados.
Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais, e os contratos com aposentados e pensionistas foram suspensos.
Alessandro Stefanutto é filiado ao PDT e foi indicado em julho de 2023 para presidir o INSS pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, aliado político do partido. À época da nomeação, Stefanutto ainda estava filiado ao PSB, migrando para o PDT em janeiro de 2025.
Graduado em Direito pela Universidade Mackenzie, Stefanutto é mestre em Gestão e Sistema de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá (Espanha). Antes de assumir a presidência do INSS, atuou como diretor de Orçamento, Finanças e Logística da autarquia e foi procurador-geral federal especializado junto ao INSS entre 2011 e 2017.
Ele também integrou o gabinete de transição entre os governos Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, como consultor para assuntos de Previdência Social.
- Por João Gabriel | Folhapress
- 12 Nov 2025
- 16:26h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O plano defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis deve enfrentar resistências na COP30, a conferência sobre mudança climática das Nações Unidas em Belém (PA).
A avaliação de quatro negociadores ouvidos sob reserva pela Folha é que existe a possibilidade de que o tema seja tratado formalmente nas negociações do evento, mas sua chance maior de avanço seria driblando os caminhos tradicionais.
A transição para um mundo com menos petróleo, carvão e gás é um dos principais pontos do chamado "mapa do caminho", documento elaborado pela presidência da COP30 que indica quais devem ser as prioridades a ser debatidas na conferência.
Há uma avaliação de que o Brasil não está em posição de propor inclusão de itens na pauta por ocupar o lugar de presidente da cúpula. Por outro lado, o país precisa trabalhar para construir consensos e contemplar as demandas das outras nações que participam das negociações.
Essa tarefa passa pela chamada agenda de ação, da qual participam o setor privado, entes da sociedade civil e atores subnacionais (como governos municipais e estaduais). A agenda de ação não precisa ser aprovada por unanimidade, diferentemente da pauta negociada entre os países, que depende da confirmação de todas as nações que participam da cúpula para avançar.
O mapa do caminho para o fim dos combustíveis fósseis foi defendido pelo presidente Lula em seus discursos tanto na abertura da conferência quanto na Cúpula de Líderes que a antecedeu. Antes, a elaboração deste documento já vinha sendo pleiteada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Agora, com o impulso do discurso de Lula, a avaliação é que o assunto ganha importância inédita e que é necessário encontrar uma forma de fazê-lo avançar. O principal objetivo é fazer com que seja colocada em prática a transição para longe dos combustíveis fósseis, que consta no acordo construído na COP28 (nos Emirádos Árabes Unidos, em 2023).
Apesar de o texto ter sido aprovado por todos os países, esse tópico não foi implementado e acabou sendo deixado de lado, sem um debate sobre como essa transição deveria ser feita.
A ideia do mapa do caminho é desenhar critérios e dizer qual é a melhor forma de o mundo conseguir reduzir e zerar sua dependência de petróleo, gás e carvão (que são combustíveis poluentes), sem que isso traga prejuízo a economias ou populações mais vulneráveis. A presidência da COP30 avalia alguns ângulos de abordagem diferentes para essa trajetória e avalia entre os países qual teria maior adesão.
Os negociadores admitem, porém, que é difícil fazer com que essa pauta seja debatida formalmente na conferência. Na cúpula preparatória da COP, em Brasília, diplomatas da Arábia Saudita se incomodaram ao ver o tema ser mencionado em algumas discussões. Em Belém, no entanto, alguns países europeus demonstraram uma abertura maior que o normal para tratar de transição, segundo um negociador.
Em paralelo, organizações da sociedade civil tentam mobilizar países sul-americanos em prol da ideia por meio do G9, coalizão criada por indígenas da amazônia para pressionar seus respectivos governos.
Por outro lado, nações em desenvolvimento, com destaque para as africanas, opõem-se pelo receio de que a redução no uso dos combustíveis fósseis traga prejuízos sociais. Um negociador do grupo de países do continente disse à Folha, em setembro, que em muitos lugares é necessário primeiro garantir o acesso à eletricidade para depois pensar em transição energética.
Na avaliação dos negociadores, cerca de 70 países são muito resistentes à ideia, o que aumenta a dificuldade de avançar com o mapa do caminho.
Dentro da agenda formal não há consenso sobre a melhor estratégia. Uma possibilidade para contornar a resistência seria a construção de coalizões de países em torno da transição energética —é, por exemplo, o que o Brasil tem feito com o mercado de carbono e com os combustíveis renováveis. Os negociadores avaliam ainda a chance de fechar um acordo para começar um processo formal de estudo sobre a transição.
Outro caminho seria debater o assunto dentro do item do balanço global, uma avaliação feita pela ONU acerca de quanto o mundo está avançando para alcançar as metas de redução das emissões de CO2 definidas pelo Acordo de Paris. A ministra Marina Silva lidera a iniciativa para tentar solucionar o impasse.
Para o Brasil, o tema da transição energética ganhou mais nuances quando o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), sob pressão do governo Lula, autorizou a perfuração da Foz do Amazonas pela Petrobras para estudar a viabilidade da exploração de petróleo na região, o que abriria uma nova fronteira do combustível fóssil no Brasil.
Em seus discursos, no entanto, Lula tem dito que o Brasil vai criar um fundo para que os rendimentos dos combustíveis fósseis financiem a transição energética. Na Cúpula de Líderes pré-COP, ele admitiu "dificuldades e contradições".
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 12 Nov 2025
- 14:22h
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Em uma entrevista coletiva concedida na noite desta terça-feira (11), o relator do projeto de lei antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), anunciou, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que fez diversas modificações no texto que deve ser levado a voto no plenário. Entre as mudanças está o trecho que trata das prerrogativas da Polícia Federal (PF) no combate às organizações criminosas.
Na entrevista, Hugo Motta destacou a busca por convergência na elaboração do texto do projeto, de autoria do governo federal. Motta ressaltou que a proposta em nenhuma hipótese coloca em risco a soberania do País nem restringe o papel da Polícia Federal.
“Não queremos deixar qualquer margem de dúvidas sobre o papel da Câmara sobre segurança pública: estamos endurecendo as penas, dificultando a vida de quem participa do crime organizado. Não vamos compactuar com aquela narrativa de que a Câmara não está agindo”, destacou Hugo Motta.
O presidente da Câmara disse ainda que pode colocar o texto em votação na sessão desta quarta se houver consenso entre os líderes e o relator.
“Espero que, até o dia de amanhã, esse relatório possa ser debatido com as bancadas e, quem sabe, possamos aí construir uma convergência para termos uma votação amanhã”, disse Motta.
O deputado Guilherme Derrite já havia apresentado duas versões do seu parecer ao projeto, ambas com resistência do governo. Nesta terceira versão, o deputado, que é secretário de Segurança Pública do governo de São Paulo, modificou o trecho que trata das prerrogativas da Polícia Federal.
Derrite relatou ter entrado em contato com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos, e chegado ao consenso de que seria melhor suprimir o trecho. “Não há mais o conflito de competência. O que é competência da Polícia Federal está preservado, o que é competência das Polícias Estaduais está preservado”, afirmou.
O relator também retirou do projeto a equiparação entre facções criminosas e grupos terroristas, criando no lugar um tratamento jurídico próprio aos faccionados.
Essa questão da equiparação com terrorismo é um dos pontos de maior discórdia entre governo e oposição. Derrite optou por, no lugar da equiparação, transformar o projeto em um novo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.
Em sua nova versão, faccionados receberão um tratamento penal endurecido, superando inclusive o atribuído aos crimes hediondos. As penas previstas para envolvidos em organizações criminosas poderão variar de 20 a 40 anos de prisão, com mínimo de 70% de cumprimento em regime fechado, podendo chegar a 85% para lideranças.
O texto também prevê o envio imediato de faccionados a presídios federais, vedação de visitas íntimas e monitoramento de toda comunicação externa do preso, inclusive no contato com advogados. O substitutivo ainda corta o direito ao auxílio-reclusão para parentes de faccionados.
Em suas redes sociais, o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), comemorou o recuo do relator e disse ter sido “uma vitória da racionalidade’. Segundo ele, o texto terá apoio do PT e do governo se essas alterações forem mantidas no Plenário.
“O recuo é uma vitória importante, e quero aqui dizer que estava certo o ministro Lewandowski, que defendia um novo tipo penal. Eles voltaram ao conteúdo original do texto proposto pelo Executivo”, afirmou Lindbergh Farias.
Já o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o governo Lula não tem autoridade para tratar de segurança pública e ressaltou que o partido vai insistir em equiparar o crime organizado ao crime de terrorismo.
‘Se o governo quer cantar vitória nessa pauta, nós não abriremos mão de colocar os criminosos como terroristas. Crime de terrorismo exige cooperação internacional, que é o que está faltando ao Brasil para enfrentar o crime organizado”, reforçou o líder do PL.
- Por Ana Clara Pires/Bahia Notícias
- 12 Nov 2025
- 10:15h
Foto: Divulgação / SESAB
A Bahia tem mais de 4 mil obras em andamento com financiamento do Fundo Nacional de Saúde (FNS). De acordo com o Sistema de Monitoramento de Obras Fundo a Fundo, o estado executa 4.246 obras, somando mais de R$ 1 bilhão em investimentos.
Desse total, 18 obras são de responsabilidade da esfera estadual, com instrumentos que totalizam pouco mais de R$ 34 milhões, dos quais R$ 15 milhões já foram empenhados. Entre as intervenções sob responsabilidade estadual, nove estão localizadas em Salvador e as demais em Vitória da Conquista, Barreiras, Camaçari, Ibotirama, Ilhéus, Juazeiro, Porto Seguro e duas em Guanambi.
As obras estão distribuídas entre seis construções (em Camaçari, Ibotirama, Ilhéus, Juazeiro, Salvador e Vitória da Conquista), dez ampliações e duas reformas. Os investimentos são provenientes de três programas federais: Viver Sem Limites, Redes de Atenção às Urgências e Rede Alyne.
Segundo o levantamento, 55,6% dos projetos estaduais já foram concluídos, 16,7% estão em fase de elaboração e 27,8% não tiveram informações atualizadas. Na divisão por tipo de equipamento, 11,1% das obras são voltadas para ambiência, 22,2% para casas da gestante, bebê e puérpera, 11,1% para unidades neonatais, 16,7% para unidades de pronto atendimento (UPAs), 11,1% para centros especializados em reabilitação, 22,2% para centros de parto normal e 5,6% para bancos de leite humano.
Em Salvador, das nove obras previstas para o sistema de saúde municipal, seis foram canceladas. Entre elas estão: a reforma e criação de um espaço de ambiência; uma casa da gestante, bebê e puérpera no Hospital Roberto Santos, autorizada em 2018; a criação de uma UPA em Águas Claras; um banco de leite humano e uma unidade neonatal na Maternidade Professor José Maria de Magalhães Neto; e a criação de uma unidade neonatal na Maternidade Albert Sabin.
Em Porto Seguro, também foi cancelada a construção de um Centro de Parto Normal no Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães. Juntas, as sete obras canceladas somaram um gasto de R$ 1.777.872,60.
No âmbito municipal, 4.228 obras estão sob administração das prefeituras, totalizando R$ 1.212.485.504,77 empenhados. Desse montante, 96,3% dos investimentos são destinados à Atenção Básica, 1,8% à Rede de Atenção às Urgências e 1,1% à saúde mental. A taxa de conclusão ultrapassa 50%, o que equivale a 2.153 obras concluídas, enquanto 9,2% (387 instrumentos) foram canceladas. Os recursos são oriundos 85,6% de programas do governo federal e 14,4% de emendas parlamentares.
OBRA PARALISADA
Entre os mais de 4 mil projetos financiados pelo Fundo Nacional de Saúde, apenas uma obra está paralisada em toda a Bahia. Trata-se da construção de um Centro de Atendimento Psicossocial Infantil (Capsi), em Salvador, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde.
Localizado na Rua Pedreira Franco, no bairro da Calçada, o projeto teve sua elaboração finalizada em abril de 2024. A Construtora JF Prado Ltda. foi contratada para executar a obra, iniciada em dezembro do mesmo ano. A previsão inicial era de 30% de conclusão até agosto de 2025 e entrega em março de 2026, mas até o momento apenas 1% foi executado.
Endereço em que CAPSI seria construído | Foto: Reprodução/ Google Maps
O valor total licitado é de R$ 2.269.437,83, dos quais R$ 1.898.000,00 já foram pagos na primeira parcela. No pedido de financiamento, a prefeitura justificou que a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) enfrenta desafios estruturais e orçamentários agravados pela pandemia de Covid-19, que limitou os investimentos no setor ao mesmo tempo, em que aumentou a demanda por cuidados em saúde mental.
- Por Gabriel Gama | Folhapress
- 12 Nov 2025
- 08:12h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
Com um planeta cada vez mais quente, a demanda por refrigeração de ambientes deve triplicar até 2050, levando ao dobro de emissões de gases-estufa relacionadas à operação dos aparelhos.
Os dados são do Global Cooling Watch 2025, novo relatório do Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, divulgado nesta terça-feira (11), durante a COP30 em Belém.
O documento indica que o aumento da população e dos extremos de calor fará com que mais famílias de baixa renda tenham acesso a sistemas de refrigeração mais poluentes e ineficientes. A projeção é de que as emissões causadas pelos aparelhos serão de 7,2 bilhões de toneladas de carbono (CO2e) em 2050, mais do que o dobro do registrado em 2022.
A ONU aponta que há caminhos para evitar esse cenário, com o uso de equipamentos mais eficientes e combinando ventiladores com aparelhos de ar condicionado. Se isso for feito, a estimativa será de 64% menos emissões do setor na metade do século, o que evitaria US$ 43 trilhões em gastos com energia e infraestrutura e protegeria 3 bilhões de pessoas.
Caso haja uma descarbonização rápida do setor de energia, a poluição seria 97% menor.
Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, defende que o acesso ao resfriamento seja tratado como uma infraestrutura essencial, assim como água e saneamento, diante de ondas de calor mais frequentes e extremas.
"Mas não podemos resolver a crise do calor apenas com ar-condicionado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa, elevaria os custos e aumentaria as substâncias que danificam a camada de ozônio", disse. Outra preocupação é com o aumento do uso de energia, que pode causar apagões.
Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com falta de refrigeração adequada, segundo o Pnuma, número que também deve triplicar até 2050. A vulnerabilidade é maior nos grupos de baixa renda e com maior risco, como mulheres, pequenos fazendeiros e idosos, de acordo com o relatório.
Andersen afirma que soluções com alta eficiência energética e baseadas na natureza podem ajudar a atender à demanda crescente e proteger as pessoas enquanto o mundo trabalha para conter as temperaturas.
Algumas sugestões do relatório são:
- investir em resfriamento passivo, com design inteligente de paredes, telhados, vidraças, sombreamento e ventilação;
- soluções de baixo consumo energético, incluindo ventiladores, ar-condicionado híbrido e soluções solares off-grid;
- rápida redução do uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs), que agravam o aquecimento global e foram adotados como substitutos aos CFCs, causadores do buraco da camada de ozônio.
O Pnuma prevê que o estresse térmico poderá inviabilizar 80 milhões de empregos em tempo integral até 2030. O acesso ao resfriamento sustentável, assim, determinará se empresas, escolas, hospitais e outras instalações terão a capacidade de seguir funcionando.
- Bahia Notícias
- 11 Nov 2025
- 16:30h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
A estreia de 'O Agente Secreto', escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026, foi registrada como a maior do cinema nacional em 2025.
De acordo com os dados da Comscore, entre quinta-feira (6) e domingo (9), a produção foi vista por cerca de 274 mil espectadores, tendo uma renda de R$ 6,6 milhões.
O longa protagonizado por Wagner Moura está em cartaz mais de 707 cinemas, num total de 1.403 salas pelo país. Em Salvador, é possível assistir ao filme pagando apenas R$ 8 no Yellow Friday do Cine Imperial do Shopping Center Lapa.
Até o último final de semana, o melhor desempenho de estreia de uma produção brasileira no ano havia sido de "Vitória", protagonizado por Fernanda Montenegro, que alcançou 218 mil pessoas e teve uma renda de R$ 4,7 milhões.
De acordo com o jornal 'O Globo', depois da pandemia, apenas quatro filmes superam "O Agente Secreto". A estreia de maior sucesso desde então foi "O Auto da Compadecida 2", com R$ 19,7 milhões em bilheteria e 886 mil espectadores.
O premiado com o Oscar, 'Ainda Estou Aqui', alcançou 361 mil pessoas no primeiro final de semana de estreia, tendo uma renda de R$ 8,6 milhões.
O Agente Secreto tem lançamento garantido em mais de 90 países da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com a MK2, responsável pela comercialização dos direitos de exibição do filme internacionalmente.
Entre os territórios já confirmados estão alguns dos maiores mercados cinematográficos do mundo, como China, México e Coreia do Sul, além de países como Grécia, Índia, Nova Zelândia e Finlândia.
A produção já conquistou quase 20 prêmios, incluindo o de Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes, e foi recentemente indicado ao Gotham Awards de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator (Wagner Moura).
SOBRE O FILME
A produção conta a história de Marcelo, um especialista em tecnologia que tenta deixar para trás um passado cheio de mistério.
Ambientado no Recife de 1977, acompanha o retorno do profissional a cidade natal em plena semana de carnaval, e a descoberta feita por ele, de que a capital pernambucana está longe de ser o refúgio que imaginava.