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- Bahia Notícias
- 21 Nov 2025
- 08:27h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O Grupo Everest, identificado como praticante de cibercrime, afirmou ter comprometido sistemas da SA Exploration, uma empresa prestadora de serviços para a Petrobras. Os criminosos publicaram um ultimato na dark web exigindo que a empresa entrasse em contato.
Em suas publicações, os criminosos alegam possuir dados sensíveis, divididos em dois pacotes: um de 90 GB com conteúdo atribuído à Petrobras e outro de 176 GB com informações da SA Exploration. Para validar a alegação, as postagens incluem descrições detalhadas e imagens que, segundo o grupo, comprovam o acesso indevido.
Entre os materiais citados pelos criminosos estariam dados de pesquisas sísmicas realizadas na Bacia de Campos. A região foi alvo de um anúncio de nova descoberta de petróleo pela Petrobras no mesmo dia da divulgação do ultimato.
Em posicionamento oficial, a Petrobras nega qualquer invasão direta aos seus sistemas internos. A estatal reconheceu, no entanto, o que classificou como uma "exposição pontual" de informações, vinculando o incidente especificamente à empresa contratada.
- Bahia Notícias
- 20 Nov 2025
- 14:35h
Foto: Divulgação/Adidas
A Fifa definiu, nesta quinta-feira, em sorteio realizado em Zurique, na Suíça, os confrontos da repescagem internacional que distribuirá as duas últimas vagas para a Copa do Mundo de 2026. As partidas serão disputadas entre 26 e 31 de março, no México, nos estádios de Guadalajara e Monterrey — ambos também sedes do Mundial.
A repescagem terá dois caminhos. No primeiro, a Nova Caledônia enfrenta a Jamaica na semifinal. O vencedor encara a República Democrática do Congo, que, assim como o Iraque, entra diretamente na fase final por ser cabeça de chave, graças às posições no ranking da Fifa (56º e 58º lugares).
No segundo caminho, Bolívia e Suriname medem forças na semifinal. Quem avançar disputará a vaga contra o Iraque no duelo decisivo.
As semifinais estão marcadas para 26 de março de 2026, e as duas finais que valem vaga no Mundial acontecem em 31 de março.
Com 48 seleções, a Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, no estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção mexicana em campo na abertura. A grande final será em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O sorteio geral dos grupos será realizado em 5 de dezembro, em Washington.
Confira a lista atual de países garantidos no Mundial:
América do Norte (países-sede): Canadá, Estados Unidos e México
América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Paraguai
Europa: França, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Croácia, Suíça, Áustria, Escócia, Noruega
África: Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia, Gana, Cabo Verde, África do Sul, Senegal, Costa do Marfim
Ásia: Irã, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Uzbequistão, Jordânia, Catar
Oceania: Nova Zelândia
Concacaf: Panamá, Haiti e Curaçao
- Por Adriana Fernandes, Thaísa Oliveira e Ana Pompeu | Folhapress
- 20 Nov 2025
- 12:43h
Foto: Divulgação
As investigações que apuram a suspeita de organização criminosa na gestão do Banco Master vão analisar potenciais comissões pagas pelo banco de Daniel Vorcaro com o objetivo de expandir carteiras falsas de crédito consignado para servidores públicos.
Os créditos inventados teriam nascido na Bahia pelas mãos do empresário Augusto Lima, preso na operação Compliance Zero da Polícia Federal, de acordo com pessoas que acompanham as análises. Posteriormente, esse esquema teria sido ampliado para outros estados.
Os investigadores suspeitam que assessores de entes públicos e até mesmo governadores receberam comissões elevadas para expandir a criação de falsos créditos consignados, um esquema que teria ajudado a agigantar a atuação do Master.
Também está em investigação a participação de políticos e agentes públicos na venda de letras financeiras para fundos de pensão de estados e municípios, apurou a reportagem.
A defesa de Lima afirmou nesta terça-feira (18) que recebeu com "absoluta surpresa" a operação porque o executivo já havia se "desligado definitivamente de todas as suas funções executivas" no Master em maio de 2024.
Na decisão que fundamentou as prisões no âmbito da operação Compliance Zero, o juiz Ricardo Leite afirma que outro ponto que não pode ser desprezado e demanda mais investigação é o "limite da influência dos diretores do Banco Master em repartições públicas", conforme apontado pelo Ministério Público Federal. Ele dá "destaque para a captação de regimes próprios e fundos de pensão" que investiram "recursos de seus pensionistas em ativos altamente arriscados, evitados por investidores privados".
"Este ponto guarda ligação com o modo de agir dos dirigentes do Banco Master e o Banco Regional de Brasília, mas que não constitui objeto desta investigação, sendo apenas considerado como indício", apontou o magistrado na decisão obtida pela Folha de S.Paulo.
Institutos que pagam aposentadorias a servidores municipais e estaduais aplicaram R$ 1,87 bilhão em letras financeiras do Master, um papel sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, de acordo com o Ministério da Previdência Social.
A aquisição desses ativos, que não encontravam muito apetite por parte de investidores privados, foi considerada pelo MPF incompatível com a natureza dos fundos de pensão, que devem buscar segurança e liquidez para garantir a aposentadoria de seus beneficiários.
Ex-sócio de Vorcaro no Master, Augusto foi preso com cerca de R$ 1,6 milhão em espécie em sua residência, em São Paulo.
A sociedade do controlador do Master com Lima começou quando Vorcaro ainda dava os primeiros passos no mercado financeiro com o Banco Máxima, adquirindo uma participação minoritária em 2017. Com a ajuda do modelo de negócios que começou na Bahia com o Credcesta, um cartão de crédito consignado voltado para servidores públicos, o Máxima ganhou musculatura. Em 2019, Vorcaro adquiriu o controle do banco, que dois anos depois foi renomeado Master.
Reportagem de outubro do ano passado da revista Piauí afirma que esse tipo de operação consignada foi replicada pelo Master em outras 23 unidades da federação. Investigadores citam, além da Bahia, o Distrito Federal e o Paraná.
Os indícios apontam que Lima ainda estaria por trás de duas associações —Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) e a Asseba (Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia). Ambas teriam sido criadas por ele e usadas para camuflar as operações de crédito consignado inexistentes, que teriam sido adquiridas pelo BRB (Banco de Brasília).
Essas carteiras foram investigadas pela área de fiscalização do Banco Central (BC), que cobrou explicações ao Master. O banco respondeu que elas tinham origem nas duas associações de servidores da Bahia.
Os fiscais do BC identificaram que não foram encontradas nas associações movimentações financeiras compatíveis com a cessão de créditos para o Master. O MPF oficiou a Secretaria de Administração da Bahia, que enviou a quantidade de descontos consignados de servidores.
A investigação do MPF identificou que os descontos realizados nos contracheques do estado são referentes a mensalidades e serviços associativos de baixo valor e jamais poderiam ter gerado R$ 6,7 bilhões em carteiras de empréstimos consignados adquiridos pelo BRB.
Essas carteiras teriam sido infladas e estariam por trás da operação de venda frustrada do Master para o banco do Distrito Federal. Um investigador, ouvido pela reportagem sob condição de anonimato, disse que as associações teriam sido usadas para ludibriar o Banco Central. Como essas associações não oferecem crédito consignado, ele explica que elas teriam servido de justificativa para o pagamento bilionário que o BRB fez ao Master na aquisição das carteiras.
Como o BC determinou a devolução das carteiras ao Master, a solução encontrada teria sido a compra do Master pelo BRB para camuflar a fraude no balanço dos dois bancos.
O que mais chamou atenção dos investigadores é que, a partir de janeiro de 2025, as cessões de crédito passaram a envolver CPFs de diversas localidades do Brasil.
A decisão judicial que autorizou a operação desta terça afirma que, para cobrir um rombo de R$ 12 bilhões, a solução do Master "consistiu em se associar, ilicitamente, a uma Sociedade de Crédito Direto, com o objetivo de inflar seu patrimônio artificialmente, por meio da aquisição de carteiras de créditos inexistentes e revendê-las ao BRB".
A investigação tem indícios de que Lima teria colocado como laranjas nas duas associações pessoas que eram empregadas por ele em outras empresas, segundo a reportagem apurou. Lima inclusive teria procurações para atuar em nome das associações.
Investigadores afirmam que o sócio de Vorcaro inclusive teria se reunido com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em abril de 2025 ao lado de Vorcaro para defender a venda do Master para o BRB.
A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Asseba e da Asteba, em Salvador, nesta terça.
A Folha de S.Paulo ligou para a Asseba cinco vezes nesta quarta-feira (19), mas não obteve retorno.
A reportagem também ligou para a Asteba duas vezes. Na segunda, uma mulher que se identificou como Andreza disse que não poderia fornecer o contato de um advogado ou responsável. "Até o momento nós não temos informações. Não teria como te orientar referente a isso", declarou.
- Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
- 19 Nov 2025
- 16:22h
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou, com 370 votos a favor e 110 contrários, o texto-base do PL 5582/2025, de autoria do governo federal e que regulamenta o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. Os deputados agora votam, na noite desta terça-feira (18), os destaques apresentados pelos deputados para modificar trechos do projeto.
O projeto foi chamado pelo governo Lula de “lei antifacção”. Na Câmara, entretanto, o relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), nomeou a proposta de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.
A proposta original foi apresentado pelo Ministério da Justiça para instituir novos instrumentos legais para investigações policiais contra facções criminosas. O relator ampliou o escopo original, incorporando pontos de outro projeto que equiparava facções criminosas a grupos terroristas, e buscou estabelecer um tratamento mais rigoroso aos faccionados do que o previsto para crimes hediondos.
A votação da proposta na sessão desta terça (18), com um plenário esvaziado devido ao feriado do Dia da Consciência Negra, só foi possível por esforço pessoal do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que insistiu na urgência do tema. Segundo disse Motta em entrevista nesta tarde, a aprovação deste projeto vai ser a resposta mais dura da história do Congresso no combate às facções criminosas.
"Estamos aumentando penas e criando novas tipificações de crimes. Os chefes irão direto para presídios federais, e seus despachos com advogados serão gravados, não terão visitas íntimas. Estamos tipificando o novo cangaço, o domínio de cidades, a cooptação de crianças e adolescentes. Os chefes terão penas maiores do que as da Lei Antiterrorismo”, disse o presidente, após a reunião de líderes.
Na abertura da Ordem do Dia no plenário, Hugo Motta se disse surpreso pela obstrução ao texto por parte das lideranças do PL e do PT.
“Temos obstrução total dos maiores partidos da Casa, PL e PT, por incrível que pareça, em uma pauta tão importante. Estou sem entender o porquê da obstrução, mas vamos ter de enfrentar. E temos 15 destaques apresentados”, afirmou Motta.
Depois da fala do presidente da Câmara, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido não iria obstruir a votação do texto.
“Teremos uma noite bastante longa, mas vamos concluir no dia de hoje a votação do marco legal de enfrentamento ao crime organizado”, afirmou o presidente da Câmara, após a retirada da obstrução.
O PT e os partidos de esquerda, entretanto, não retiraram a obstrução, e apresentaram requerimento de adiamento da votação. O requerimento, entretanto, foi rejeitado por mais de 300 votos.
Durante a discussão do requerimento, o líder do governo, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou o relatório apresentado pelo deputado Derrite, e reclamou que ele se recusou a participar de uma reunião com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Segundo o líder, Derrite não quis se reunir porque promoveu nova alteração no texto, e entre as mudanças, mexeu na parte de destinação de recursos para a Polícia Federal. Na nova versão, o relator diz que os bens apreendidos em investigações feitas pela PF serão direcionados para o Fundo Nacional de Segurança Pública.
Na mesma linha do líder do PT, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que o relatório do deputado Guilherme Derrite representa uma “lambança legislativa”, que, para ela, enfraquece a atuação da Polícia Federal e dificulta o combate ao crime.
Gleisi Hoffmann afirmou que a orientação para a base aliada do governo no Congresso foi a de votar contra o texto de Derrite e a favor da versão original apresentada pelo governo.
“O que está se votando (na Câmara) é algo que, no nosso entendimento, dificulta muito o combate às facções criminosas. Espero que a gente consiga no Senado reverter essa situação, que a gente possa fazer uma discussão de maior nível em relação ao combate do crime organizado no Brasil”, disse Gleisi.
Os deputados governistas ainda sofreram uma segunda derrota durante a votação, quando por 335 votos favoráveis (e apenas 111 contrários) foi aprovado um requerimento de encerramento da discussão. Com isso a votação acabou sendo acelerada no plenário.
Uma outra derrota para os parlamentares governistas se deu quando o Psol apresentou um requerimento para que fosse votado inicialmente o texto original, apresentado pelo governo federal. Esse requerimento recebeu apenas 156 votos favoráveis, e 306 contrários, levando à sua nulidade.
Pelo texto apresentado durante a sessão, a sexta versão do relatório, foram feitas novas mudanças pontuais. Entre elas, a que impõe que os valores capturados em ações de autoridades locais serão transferidos para o Fundo de Segurança Pública do estado responsável pelo caso.
No texto, o relator manteve a sua principal aposta para o estabelecimento do novo marco legal: criar uma nova lei específica para crimes cometidos por facções, separada das normas que já tratam de organizações criminosas no país.
Na sexta versão do texto, Derrite trata sobre as condutas de “organização criminosa ultraviolenta”, “milícia privada” ou “grupo paramilitar”. Para o governo, a definição desses grupos continua sendo um dos maiores problemas do texto, porque pode gerar conflitos com tipificações que já existem hoje.
O relatório que foi aprovado no plenário reafirma a atuação de órgãos como a Receita Federal e o Banco Central em medidas de confisco de bens e altera novamente o destino do dinheiro e dos ativos apreendidos em operações contra as facções.
O texto mantém a ideia de instituir uma lei completamente nova, independente da Lei das Organizações Criminosas e da Lei Antiterrorismo. Esse novo marco, segundo o governo, repete crimes e conceitos que já existem em outras legislações.
Integrantes do governo afirmam que essa estrutura aumenta o risco de duplicidade, decisões contraditórias e dificuldade para aplicar corretamente a lei, já que condutas semelhantes passariam a existir em textos diferentes.
Pela proposta, segue valendo a definição de “organização criminosa ultraviolenta”, usada para enquadrar ataques armados, domínio territorial, sabotagem de serviços públicos, explosões, bloqueios de vias e ações típicas do “novo cangaço”. Ou seja, não houve alteração na forma como o relatório define quem deve ser punido pela nova lei.
Em relação ao papel da Receita Federal e do Banco Central, ambas continuam podendo apreender e declarar a perda de bens diretamente, sem depender de decisão judicial. A nova versão deixa claro que as medidas criadas pelo projeto - como apreensão e bloqueio judicial - não impedem que a Receita, o Banco Central e outros órgãos sigam aplicando o perdimento de bens na esfera administrativa, como já fazem hoje.
A mudança atende a um pedido da Receita, que temia que o texto anterior limitasse sua atuação. Agora, o relatório deixa explícito que os órgãos fiscais podem continuar determinando o perdimento imediato de bens. Essa atuação ocorre ao mesmo tempo que medidas judiciais, e uma não inviabiliza a outra.
Derrite também manteve integralmente o artigo que cria uma ação civil autônoma de perdimento, instrumento que permite confiscar definitivamente o patrimônio ligado às facções, mesmo sem condenação penal. Pelo texto, a ação é imprescritível, permite alcançar bens localizados no exterior, e transfere o patrimônio ao poder público em paralelo à ação penal.
- Por Fernanda Mena | Folhapress
- 19 Nov 2025
- 10:07h
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O governo federal anunciou a criação de uma empresa para gerir os dados de reciclagem no Brasil, certificá-los e padronizá-los para fiscalização do MMA (Ministério do Meio Ambiente), evitando "greenwashing" no campo da reciclagem, ou seja, falsas alegações sobre quanto material foi reciclado.
A medida foi anunciada na COP30, em Belém (PA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Ricardo Cappelli, e pelo secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf.
O objetivo é dar transparência e credibilidade aos dados de reciclagem no país para que sejam cumpridas as novas regulamentações de logística reversa previstas pelo MMA. Preconizada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), logística reversa é o retorno para a indústria, comércio ou importador dos resíduos gerados por seus produtos após o uso pelo consumidor.
Hoje o Brasil recicla apenas 8% das cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos produzidos por ano e que poderiam ser reciclados. No total, o país produziu mais de 80 milhões de toneladas de resíduos nos últimos anos.
O plástico foi o primeiro a ter logística reversa regulamentada pelo decreto 12.688/2025, que determina o quanto deste material precisa ser recuperado por meio da reciclagem e estabelece um percentual de conteúdo reciclado que precisa haver em novas embalagens.
O plano do governo federal é regular para todos os resíduos recicláveis, chegando ao alumínio, papelão e vidro —cujo decreto já existe mas deve sofrer alterações.
O anúncio do governo durante a COP30 é de uma ampliação do Recircula Brasil, a plataforma criada pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) em parceria com a ABDI para rastrear a origem dos plásticos recuperados para reciclagem e o destino do material reciclado. Segundo a ABDI, a Recircula já rastreou 50 mil toneladas de plástico no país e deve rastrear outras 250 mil toneladas no ano que vem.
A partir de cruzamentos de notas fiscais desde a cooperativa de catadores de materiais recicláveis até a indústria recicladora e então a indústria de transformação, a plataforma verifica e conecta notas fiscais eletrônicas, atestando a origem da matéria-prima reutilizada em novos produtos. A auditoria dos dados ficará por conta da Central de Custódia, certificadora externa independente credenciada pelo MMA que já cuida da plataforma do plástico.
"Vamos levar essa plataforma para outros setores. Assinamos acordo com o setor do alumínio, e estamos em conversas com a Associação Brasileira da Industria Têxtil, a Abit", afirma Cappelli, presidente da ABDI.
Para centralizar a operação e governança da ferramenta, a ABDI vai criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) pública, um tipo de empresa com objetivo específico, capaz de preservar a confidencialidade dos dados de cada setor.
"É só uma forma legal, um instrumento jurídico que nos permite usar a plataforma para outros setores da reciclagem. Não tem novos cargos. Quem vai trabalhar na Recircula Brasil é a turma da ABDI que já atua nesta área", explica Cappelli.
Ele explica que a criação da plataforma, em parceria com a ABDI, ocorreu a um investimento inicial de R$ 4 milhões e que deve haver um "pequeno custo" para a certificação dos dados de reciclagem. "Nossa intenção não é arrecadar, mas tem um custo de manutenção a ser coberto."
A nova ferramenta deve ser oficializada via portaria pelo MMA, e a estimativa é de que seja capaz de verificar 27 milhões de toneladas de resíduos por ano, considerando todas as cadeias de resíduos secos recicláveis.
- Bahia Notícias
- 19 Nov 2025
- 08:03h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank pediram à Justiça a aplicação de medidas coercitivas contra Dayane Alcantara Couto de Andrade, a Day McCarthy. A ação busca compelir o pagamento de uma indenização, que já supera R$ 500 mil, decorrente de uma condenação por racismo contra a filha do casal.
Day McCarthy foi condenada no ano passado pela Justiça Federal a oito anos e nove meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de racismo praticado em 2017. As ofensas, que incluíram os termos "macaca" e "nariz de preto horrível", foram dirigidas à filha do casal, em publicações nas redes sociais. Apesar da condenação, Dayane permanece em liberdade e não quitou a dívida, que com juros e correções ultrapassa R$ 518 mil.
A nova movimentação processual requer o bloqueio de cartões de crédito e a suspensão de autorizações para dirigir nos Estados Unidos e em países europeus. Conforme O Globo, a petição argumenta com publicações da própria ré exibindo joias, viagens e bens de alto valor.
O advogado da família, Alexandre Celano, explicou a estratégia ao ser procurado. “As medidas coercitivas alternativas estão sendo tomadas pela Família Gagliasso por conta de dois fatores: a inadimplência deliberada e a liberdade que ela ainda tem. As medidas coercitivas visam cercear esta liberdade bloqueando passaportes, a carteira de habilitação brasileira e uma eventual carteira emitida pelo governo dos Estados Unidos, além da eventual carteira emitida pela União Europeia”, disse ele.
O casal move dois processos, um cível e outro criminal, relacionados ao mesmo episódio. Como a ré não foi localizada na época, o julgamento ocorreu à revelia. A condenação criminal foi decretada em 2024.
- Bahia Notícias
- 18 Nov 2025
- 18:05h
Foto: Reprodução / Banco Master
Deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta terça-feira (18), a Operação Compliance Zero cumpriu mandado de prisão contra Augusto Lima, empresário baiano que também é sócio do Banco Master.
Além dele, a PF também prendeu Daniel Vorcaro proprietário do Banco Master, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). Segundo informações confirmadas pela corporação, ele tentava deixar o país em um avião particular quando foi abordado.
A ação tem o objetivo de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.
As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.
- Por Bianca Andrade/Bahia Notícias
- 18 Nov 2025
- 14:30h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
Salvador parece ter se tornado casa para Shawn Mendes. O artista, que veio ao Brasil para uma curta participação no Earthshot Prize, premiação idealizada pelo príncipe William, embarcou novamente em uma viagem pela capital baiana após a passagem por São Paulo.
Nas redes sociais, fã-clubes dedicados ao artista canadense revelaram o novo/velho destino do cantor, que desta vez está acompanhado dos amigos Connor e Anthony, com câmeras profissionais, o que dá a entender que o artista planeja algum registro oficial. O cantor foi visto no Aeroporto de São Paulo.
Do "outro lado" do país, o amigo de Shawn foi visto desembarcar em Salvador e chegou a posar para fotos com fãs que aguardavam o artista desembarcar.
Shawn passou cerca de uma semana na capital, hospedado no mesmo prédio que Ivete Sangalo vive em Salvador, no bairro da Vitória. Em entrevista ao Domingão com Huck, Ivete detalhou a estadia do astro internacional.
"Lavou prato, cuidou das crianças, varreu a casa, mas ele é sangue bom. É da mesma pegada que eu assim, dessa coisa da vida. É um rolê muito aleatório. Você sabe que ele tem um interesse enorme pelas coisas do Brasil? Óbvio, é amado em todo canto do mundo."
Durante a passagem pela capital baiana, Shawn conheceu pontos turísticos, como o Porto da Barra, a Igreja do Bonfim, o Pelourinho, a Ilha dos Frades, além de ter acompanhado um ensaio de Carlinhos Brown no Guetho Square, no Candyall.
- Bahia Notícias
- 18 Nov 2025
- 10:18h
Foto: Divulgação/Bahia Notícias
O presidente do Banco Estadual de Brasília (BRB) foi afastado do cargo pelo prazo de 60 dias, nesta terça-feira (18). A decisão faz parte da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo o Banco Master, onde o dono Daniel Vorcaro foi preso.
Paulo Henrique foi um dos alvos da ação da PF. No mês de março deste ano, o BRB anunciou a compra do Master, em uma operação que foi vetada meses após o BC. O ex-presidente foi alvo de busca e apreensão, assim como a sede da instituição financeira, localizada no Setor de Autarquias Norte (DF).
Informações preliminares apontaram que Paulo Henrique está nos Estados Unidos, onde faz curso em Harvard.
- Bahia Notícias
- 18 Nov 2025
- 08:16h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Os advogados da atriz e cantora Larissa Manoela ingressaram com um recurso de apelação na 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca. O pedido solicita que seja reconhecido o direito da artista a receber indenização por danos morais da Deck Produções Artísticas Ltda., empresa criada por seus pais, Silvana Taques e Gilberto Elias dos Santos.
Em abril deste ano, a Justiça já havia concedido à artista a extinção do contrato de exclusividade de caráter vitalício, firmado pela empresa em 2012, quando ela tinha 11 anos. O novo recurso tem como objetivo específico o reconhecimento de que a relação contratual também causou danos morais.
Na petição, a defesa argumenta que o contrato continha cláusulas “ilegítimas, abusivas e sem possibilidade de resilição unilateral”, submetendo Larissa Manoela a uma situação de “vulnerabilidade e dependência”. O documento sustenta que o acordo conferia aos pais “poder irrestrito sobre a continuidade do vínculo”, enquanto a artista não detinha o mesmo direito para encerrar a relação.
A defesa afirma ainda que a artista permaneceu por anos vinculada a um modelo considerado abusivo, o que a impediu de acessar plataformas como YouTube e Spotify, aceitar convites de gravadoras e firmar novas parcerias comerciais. Em paralelo, de acordo com a petição, seus pais teriam continuado a se beneficiar de sua imagem e atuação profissional.
O recurso de apelação agora aguarda análise pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
As informações são do O Globo.
- Bahia Notícias
- 17 Nov 2025
- 12:33h
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Ygor Daniel Zago, conhecido como "Hulk", foi detido pela Polícia Judiciária de Portugal, em Cascais, neste domingo (16), por crimes de associação criminosa e corrupção no Brasil.
Segundo o site português Diário de Notícias, o homem vivia em um condomínio privado, onde geria operações criminosas e lavagem de dinheiro vindos de drogas e da fraude com metanol.
O homem foi condenado a 29 anos de prisão pelo envolvimento no esquema que conectava o PCC à máfia dos Balcãs, em 2014, e aguardava decisão de recurso em liberdade.
Em 2023, Zago foi identificado como responsável pela lavagem de dinheiro da facção no esquema de fraude do metanol, que consistiu na adulteração de combustíveis através da adição de metanol à gasolina. A companheira de Zago, Fernanda, também foi detida.
Os dois suspeitos foram encaminhados ao Tribunal da Relação de Lisboa, onde aguardam extradição para o Brasil.
- Bahia Notícias
- 17 Nov 2025
- 10:32h
Foto: Bruno Peres / Agência Brasil
O Pix completa cinco anos neste domingo (16) como o principal método de pagamento do país. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o meio de pagamentos digital movimentou R$ 26,4 trilhões no ano passado. Isso equivale a quase duas vezes o produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2024.
Segundo a Agência Brasil, neste ano, de acordo com o Banco Central, foram R$ 28 trilhões em transações via Pix até outubro.
O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, Renato Gomes, avaliou em uma transmissão online que a plataforma incluiu mais pessoas no sistema bancário.
"Por um lado, teve essa redução de custo de distribuição de dinheiro. Por outro lado teve, vamos dizer assim, esse aumento da fatia de clientes e do consumo dos clientes e, obviamente, como o Pix trouxe muita concorrência com o sistema de pagamentos, acabou havendo uma redução de tarifas assim", disse.
O Pix foi criado primeiramente para facilitar transações entre pessoas com transferências instantâneas. Com o tempo novas funcionalidades foram adicionadas. Como o Pix, cobrança, que faz o papel do boleto, e o Pix automático, que equivale ao débito automático.
Dados recentes mostram que 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas usam o Pix.
Tecnologia nacional
As discussões para a criação do meio de pagamento que conquistou o país começaram oficialmente em 2016, com os requisitos fundamentais da ferramenta sendo lançados em 2018 pelo Banco Central. Em agosto de 2019, o BC comunicou que desenvolveu a base de dados e assumiu a administração do sistema de pagamentos instantâneos, que ganhou o nome Pix em fevereiro de 2020.
O Pix foi lançado, em caráter de teste, em 3 de novembro de 2020, para uma fatia entre 1% e 5% dos clientes de bancos e em horários especiais. O lançamento oficial, com funcionamento 24 horas e para todos os clientes que criarem chaves Pix, só ocorreu duas semanas mais tarde, em 16 de novembro de 2020.
Alvo de Trump
No contexto das medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos como pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o meio de pagamento desenvolvido por servidores públicos brasileiros se tornou alvo de uma investigação comercial.
O governo Trump iniciou a investigação apontando que o Pix poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em uma resposta oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil afirmou que o Pix visa à segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras.
- Por André Borges | Folhapress
- 17 Nov 2025
- 08:30h
Imagem ilustrativa | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
As multas aplicadas contra o agronegócio por descumprimento do piso mínimo do frete dos caminhoneiros registraram uma escalada sem precedentes neste ano, levando produtores a recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) em uma tentativa de derrubar a regra.
Até o fim de outubro, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) já tinha emitido 41.991 multas contra empresas do agro neste ano, um aumento dez vezes superior ao volume de autuações de todo o ano de 2024, quando foram aplicados 4.287 autos de infração pela agência.
O valor total das multas também deu um salto, saindo de R$ 18,9 milhões em 2024 para mais de R$ 127 milhões até o dia 23 de outubro deste ano.
Por trás do aumento abrupto está a maior fiscalização da ANTT sobre a obrigatoriedade de as empresas seguirem a tabela de valores mínimos para o transporte rodoviário de cargas.
Sempre que o frete é contratado por um valor inferior ao piso definido pela agência, um cálculo que leva em conta apenas os custos operacionais do transporte (sem considerar o lucro), a multa recai sobre quem contratou o serviço, ainda que o caminhoneiro tenha aceitado o preço e que o valor praticado seja incompatível com as condições do mercado.
Inconformada com as autuações, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) acionou o STF na semana passada para pedir a suspensão da lei do frete. O caso está em análise pela corte.
"O estabelecimento do piso, da forma como posta hoje, apenas impede o adequado funcionamento da economia. Piora-se a situação quando se observa a elevação do montante de multas aplicadas pela situação hoje vivenciada", diz a CNA, na ação que apresentou ao STF.
Segundo a confederação, a lei do frete "acaba por instituir instrumento de intervenção na economia" que eleva o lucro de determinada categoria em detrimento de outras.
"As multas chegam a montantes elevados, trazendo verdadeiros problemas para os embarcadores [produtores]", diz a CNA. A instituição alega que a situação atual ocasiona "iminente inviabilidade da contratação de transportadores autônomos de cargas".
A tabela de frete foi criada em 2018, quando houve uma crise generalizada no abastecimento rodoviário nacional devido à paralisação de caminhoneiros. As greves e protestos levaram o governo a construir uma resposta rápida para oferecer renda mínima aos transportadores autônomos, aqueles que atuam com o próprio caminhão.
A solução encontrada à época foi estabelecer um piso de frete obrigatório, com o objetivo de proteger os autônomos da pressão de negociação das grandes empresas e evitar novas paralisações no país.
Sete anos depois, porém, o serviço de transporte segue sob pressão, e o agronegócio afirma que a política deixou de cumprir sua promessa original. Segundo dados da CNA, os transportadores autônomos perderam espaço no mercado desde a publicação da lei, reduzindo sua participação de 53,7% para 33,4% da frota registrada.
No mesmo período, empresas transportadoras e cooperativas ampliaram a atuação, com frota mais nova e menor custo operacional, o que teria aumentado a desigualdade competitiva no setor. A CNA afirma que, em vez de fortalecer o caminhoneiro independente, a política teria contribuído para sua fragilização.
Mais objetivamente, a crítica do agro se concentra no chamado "frete de retorno", o trajeto de volta do caminhoneiro, que é feito após a entrega da carga em seu destino. No mercado, esse trecho costuma ter preço menor, pois o caminhão precisa retornar de qualquer forma. Entretanto, como a tabela não diferencia ida e volta, o contratante é obrigado a pagar o piso mínimo também no retorno.
Questionada pela Folha de S.Paulo sobre o assunto, a CNA não se manifestou.
A ANTT defendeu a regra e disse que a lei tem "o objetivo de assegurar que os valores contratados para o frete remunerado de cargas cubram, no mínimo, os custos operacionais da atividade de transporte".
"Essa política busca garantir condições sustentáveis de remuneração para todas as categorias de transportadores remunerados", declarou.
A agência disse que tem feito revisões regulares no texto, por meio de contribuições recebidas em consultas e audiências públicas, para aperfeiçoar as regras.
Em 2018, o ministro do STF Luiz Fux chegou a conceder uma liminar que suspendia a aplicação de multas pela ANTT por descumprimento da tabela de frete mínimo. Logo depois, essa decisão caiu, e as autuações voltaram a valer.
O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, defende a lei e cobra aprimoramentos.
"Temos lutado para ter a garantia do mínimo. O agro é que não cumpre a tabela do custo mínimo, que sequer embute lucro. Queremos ter a garantia de trabalho, não a escravidão do segmento do transporte", diz Landim.
Questionado sobre a queda no número de trabalhadores autônomos, ele diz que se trata de uma consequência de diversos fatores sem relação com o frete. "Há dificuldades de renovação da categoria, por falta de estrutura mínima de segurança, o alto custo de renovação da frota, e ainda querem acabar com o frete mínimo."
Na última década, o número de pessoas autorizadas a dirigir um caminhão caiu 62,89% no país, segundo o Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito). Entre os motoristas com CNH (Carteira Nacional de Habilitação) da "categoria C", eram 3.582.685 condutores habilitados em 2014, ante 1.329.455 no ano passado.
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- Bahia Notícias
- 15 Nov 2025
- 12:46h
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu, nesta sexta-feira (14), a Ordem do Mérito Educativo a 262 personalidades que se destacaram por serviços prestados à educação no Brasil. Entre os homenageados no grau de Grã-Cruz, o mais alto da honraria, está a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que recebe o reconhecimento pela quarta vez durante o atual mandato do petista.
Além de Janja, foram agraciados 15 ministros do governo, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de escritores e influenciadores.
Esta é a quarta distinção recebida por Janja desde 2023. A primeira-dama já foi condecorada com a Ordem do Rio Branco, a medalha Oswaldo Cruz e a Ordem do Mérito Cultural.
Entre os ministros contemplados com o grau de Grã-Cruz estão: Alexandre Padilha (Saúde); Anielle Franco (Igualdade Racial); Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública); Esther Dweck (Gestão); Fernando Haddad (Fazenda); Jorge Messias (AGU); José Múcio (Defesa); Luciana Santos (Ciência); Macaé Evaristo (Direitos Humanos); Margareth Menezes (Cultura); Marina Silva (Meio Ambiente); Mauro Vieira (Relações Exteriores); Rui Costa (Casa Civil); Simone Tebet (Planejamento); e Vinicius Carvalho (CGU).
Também receberam a honraria o presidente do STF, Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU).
- Bahia Notícias
- 15 Nov 2025
- 10:25h
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 7,6 bilhões em créditos do Plano Brasil Soberano para empresas brasileiras impactadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o volume corresponde a 535 operações, distribuídas entre 134 grandes empresas e 401 micro, pequenas e médias empresas.
Os estados que mais receberam recursos até agora são:
- São Paulo – R$ 2,2 bilhões
- Rio Grande do Sul – R$ 1,2 bilhão
- Santa Catarina – R$ 1,1 bilhão
- Paraná – R$ 900 milhões
Além disso, há mais R$ 2,1 bilhões em análise, o que pode elevar o total para R$ 9,7 bilhões.
Durante coletiva sobre os resultados financeiros do banco, Mercadante afirmou que a expectativa é acelerar a liberação de crédito, especialmente após as mudanças anunciadas pelo governo federal nesta quarta-feira (13).
“A grande demanda é capital de giro. Antes, só tínhamos capital de giro vinculado à busca de novos mercados, mas muitas dessas empresas estão produzindo para o Brasil. Agora teremos capital de giro geral”, disse o presidente do BNDES.