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Morre aos 82 anos o ator Sérgio Mamberti

  • Redação
  • 03 Set 2021
  • 06:41h

(Foto: Reprodução)

O ator Sérgio Mamberti, de 82 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (3) em São Paulo. O artista estava internado em um hospital da rede Prevent Sênior, na capital paulista. A informação foi confirmada por um dos filhos do ator, Carlos Mamberti.

Ao G1, Carlos afirmou que o pai estava intubado, com uma infecção nos pulmões. Ele morreu em decorrência de falência múltipla de órgãos.

Em julho deste ano, Mamberti havia sido hospitalizado para tratar de uma pneumonia e chegou a passa por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Após cerca de 15 dias, se recuperou e teve alta.

O ator colecionou inúmeros papéis de destaque. Foi nas séries que viveu seu personagem mais querido, o saudoso Dr. Victor do Castelo Rá-tim-bum.

Também participou de produções da TV Globo, como “A diarista” e “Os normais”. “Atualmente, esteve no elenco de “3%”, série brasileira produzida pela Netflix.

Mamberti dirigiu peças importantes no circuito paulista. Em 2019, estreou, ao lado de Rodrigo Lombardi, a premiada “Um panorama visto da ponte”.

Polícia Federal investiga possíveis atos de preparação para terrorismo

  • Redação
  • 02 Set 2021
  • 16:22h

(Fotos: Revista VEJA)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (2) a Operação Trastejo, que investiga possíveis atos preparatórios de terrorismo. As investigações apontam para o recrutamento e radicalização por meio virtual de um jovem, que passou a assumir uma visão religiosa extremista e violenta, com potencial para provocar atos definidos em lei como terrorismo.

Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão, foram expedidos pela Justiça Federal da Seção Judiciária de Maringá. Segundo a Polícia Fderal, foram apreendidos uma espingarda calibre 32 e muitos simulacros de arma.

A PF apurou que o indivíduo vinha mantendo contato direto com radicais islâmicos no exterior, manifestando intenção de viajar para outros países, como o Iraque, e incorporar-se a organizações terroristas.

Ainda de acordo com a polícia, o investigado circulou vídeos em grupos na internet em que, encapuzado, exibia armas, munição, rádio comunicador, cédulas de dólares americanos, dentre outros itens, proferindo conteúdo extremista e manifestando desejo de executar mortes de inocentes em uma ação suicida.

O preso possui extenso histórico de registros criminais, incluindo posse de entorpecente, ação penal pela prática do crime de homicídio qualificado e condenação por posse irregular de arma de fogo e outra por tentativa de roubo.

A investigação da PF também constatou que o preso possui treinamento para o manuseio e emprego de armas, além de motivação (radicalismo religioso) e meios (armas e munições).

Conforme previsão da Lei de Enfrentamento ao Terrorismo sobre a prática de atos preparatórios ao terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito (art. 5º, caput, da Lei n. 13.260/2016), a Polícia Federal desencadeou a operação de hoje. As penas previstas na lei chegam a 30 anos de reclusão.

Como o investigado divulgava ser professor de música por meio das redes sociais, o nome da operação é uma referência a um defeito no braço do instrumento de corda que provoca problemas na emissão do som.

Se você quer paz, se prepare para a guerra, diz Bolsonaro às vésperas do 7 de setembro

  • Ana Luiza Albuquerque | Folhapress
  • 01 Set 2021
  • 15:59h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (1), em evento da Marinha no Rio de Janeiro, que, para se ter paz, é preciso se preparar para a guerra. "Com flores não se ganha a guerra. Se você fala de armamento (...) Se você quer paz, se prepare para a guerra", disse.

A fala de Bolsonaro ocorreu após a entrega de uma medalha para o boxeador Hebert Conceição, que ganhou o ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio. "Enfia a porrada, Hebert!", afirmou o presidente.

Bolsonaro deu a declaração a sete dias dos protestos de raiz golpista e de pautas autoritárias em seu favor que estão marcados para o feriado de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na avenida Paulista, em São Paulo. O presidente prometeu comparecer e discursar nos dois atos.

Nesses protestos, Bolsonaro espera contar com milhares de apoiadores para ganhar fôlego em meio a uma crise institucional provocada por ele mesmo, além das crises sanitária, econômica e social no país.

Isolado, Bolsonaro perde apoio nas classes política e empresarial, além de aparecer distante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diferentes pesquisas de opinião sobre a corrida eleitoral de 2022.

Bolsonaro foi ao Rio de Janeiro para participar de solenidade de entrega da Medalha Mérito Desportivo Militar no Cefan (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes) da Marinha, na zona norte da cidade. Foram homenageados cinco atletas militares medalhistas que disputaram as Olimpíadas de Tóquio.

O presidente esteve acompanhado dos ministros Walter Braga Netto (Defesa), João Roma (Cidadania) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência).

Em rápido discurso, Bolsonaro também disse que, desde o primeiro dia da pandemia, nunca deixou de "estar no meio do povo". Omitiu, porém, que provocou aglomerações em série e ignorou as mais básicas recomendações sanitárias, como usar máscara, por exemplo.

Bolsonaro ainda afirmou que "tinha que saber como se sentiam" os milhões de trabalhadores informais que foram obrigados a ficar dentro de casa.

Um dia antes, em meio a um cenário de recrudescimento da crise institucional entre os Poderes e da escalada de discursos de cunho autoritário, Bolsonaro afirmou que a população brasileira nunca teve uma oportunidade como a que terá com os atos do próximo dia 7 de Setembro .

O presidente, porém, não deu detalhes sobre qual seria essa oportunidade e para fazer o que exatamente no feriado.

As declarações foram dadas em Uberlândia (MG). "A vida se faz de desafios. Sem desafios a vida não tem graça. As oportunidades aparecem. Nunca outra oportunidade para o povo brasileiro foi tão importante ou será importante quanto esse nosso próximo 7 de Setembro", afirmou o presidente em discurso de improviso no interior mineiro.

Mais tarde, depois de participar de uma motociata pelas ruas de Uberlândia, Bolsonaro fez um novo discurso no qual citou que os três Poderes devem se submeter à vontade da população.

"Vocês que devem dar o norte para todos nós que estamos em Brasília. E esse norte será dado com muito mais ênfase, com muito mais força no próximo dia 7 [de Setembro]", disse o presidente.

Em seguida, ele classificou os protestos da próxima semana como um momento ímpar, no qual ele e seus apoiadores dariam "um recado para o Brasil e para o mundo, dizendo para onde esse país irá".

"Creio que chegou a hora, de nós, no dia 7 [de Setembro], nos tornarmos independentes para valer. E dizer que não aceitamos que uma ou outra pessoa em Brasília queira impor a sua vontade. A vontade que vale é a vontade de todos vocês", afirmou o presidente.

Ao final do discurso, apoiadores gritaram "eu autorizo". O discurso foi feito em cima de um trio elétrico em clima de comício. Bolsonaro estava cercado de apoiadores, e as caixas de som tocavam jingles da campanha eleitoral de 2018.

Após denúncias contra empresa no Fantástico, repórter da Globo é ameaçada

  • Redação
  • 31 Ago 2021
  • 14:37h

Na matéria, empresas eram denunciadas por golpes de pirâmide financeira | Foto: Reprodução/TV Globo

A repórter Lívia Torres, da TV Globo, foi ameaçada por manifestantes após fazer uma reportagem para o Fantástico. Na matéria, empresas eram denunciadas por golpes de pirâmide financeira.

A reportagem foi exibida no último dia 15 e mostrava como as empresas utilizam Bitcoins para aplicar golpes. Entre as empresas citadas estava a GAS Consultoria, com sede em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.

Com isso, uma manifestação foi realizada em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (27). Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) apoiou a jornalista e repudiou as ameaças feitas.

“O episódio é gravíssimo e exige providências imediatas das autoridades, identificando e levando à Justiça os responsáveis. Ameaças a jornalistas têm se multiplicado nos últimos tempos. Em boa medida elas são estimuladas pelo comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que hostiliza a imprensa quase diariamente. A democracia pressupõe uma imprensa livre e é obrigação do poder público impedir qualquer tipo de ameaça ou intimidação”, diz o comunicado da ABI.

'Não desejo provocar rupturas, mas tudo tem limite', diz Bolsonaro em nova ameaça

  • Mateus Vargas e Larissa Garcia | Folhapress
  • 29 Ago 2021
  • 09:20h

(Foto: Reprodução)

Em novo episódio da crise institucional provocada por ele mesmo, o presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (28), durante um culto em Goiânia, que não deseja dar golpe ou causar ruptura, mas que "tudo tem limite".

"Temos um presidente que não deseja nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite em nossa vida. Não podemos continuar convivendo com isso", disse o presidente durante evento na Assembleia de Deus.

Bolsonaro ainda projetou três alternativas para seu futuro: "Estar preso, ser morto ou a vitória". O presidente estimulou que lideranças evangélicas participem de atos pró-governo marcados para o feriado de 7 de Setembro.

Antes, ele criticava ações do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que atingiram bolsonaristas.

"Sei que a grande, grande maioria dos líderes evangélicos vão participar desse movimento de 7 de Setembro. E assim tem de fazê-lo. Está garantido em nossa Constituição. Espero que não queiram tomar medidas para conter esse movimento", disse Bolsonaro.

O presidente tem feito declarações golpistas e sugerido que as eleições de 2022 podem não ocorrer caso seja mantido o sistema de votação com as urnas eletrônicas --a PEC do voto impresso foi derrotada na Câmara.

Bolsonaro também disse aos apoiadores, no culto, que não há chance de ser preso. "Nenhum homem aqui na terra vai me amedrontar". "Vivo? Dependo de Deus. Uma vitória, ao lado de vocês", afirmou.

Em outro trecho de seu discurso, o presidente disse que não quer dar um golpe. "Eu já sou presidente. Vou querer dar um golpe em mim mesmo?"

A escalada do discurso autoritário provocou desgaste institucional e ocorre também em meio às crises sanitária da Covid-19 (que, apesar da redução de mortes e casos, ainda preocupa especialistas devido ao avanço da variante delta) e econômica (com temor de crescimento medíocre e inflação em alta).

O presidente ainda tem convocado a população para atos pró-governo no feriado de 7 de Setembro. Ele chegou a citar no último dia 4 a hipótese de "antídoto" fora das "quatro linhas da Constituição".

Nesta sexta-feira (27), Bolsonaro estimulou a população a se armar e fez comparação entre compra do fuzil e do feijão, no momento em que o governo federal é criticado pela alta dos preços de alimentos. "Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado", disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

"Eu sei que custa caro. Daí tem um idiota que diz 'ah, tem que comprar feijão'. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar."

Mais cedo neste sábado, Bolsonaro respondeu comentários em rede social afirmando que fuzil garante liberdade para trabalhar e se alimentar.

"Garante a sua liberdade para você trabalhar e se alimentar. Sem ela, você poderá depender de migalhas do Estado", escreveu a um internauta que postou uma foto de um fuzil no prato com a frase "não alimenta".

Bolsonaro também rebateu um perfil que tem a hashtag #fiqueemcasa na foto de capa. "No mais, fique em casa que a economia a gente vê depois. Dessa forma, quem vai plantar feijão para você comer?", disse em comentário.

Outro internauta reclamou da inflação e pediu a demissão do ministro da Economia, Paulo Guedes. O presidente replicou com "fica em casa que a Economia a gente vê depois".

A agenda de Bolsonaro em Goiânia começou nesta sexta. Ele participou de evento militar e, em horário de expediente, de nova motociata.

Os principais alvos das críticas de Bolsonaro são os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

As Forças Armadas estão no centro da crise institucional. Bolsonaro promoveu no último dia 10 um desfile de blindados em frente ao Palácio do Planalto horas antes de a Câmara rejeitar proposta de voto impresso, ato lido como tentativa de intimidar o Congresso.

Além disso, o ministro da Defesa, Braga Netto, defendeu a discussão sobre a mudança no sistema de votação, ampliando a crise.

Não é de hoje que o presidente flerta com o golpismo ou faz declarações contrárias à democracia. Como governante, ele mantém este tipo de discurso.

"Alguns acham que eu posso fazer tudo. Se tudo tivesse que depender de mim, não seria este o regime que nós estaríamos vivendo. E apesar de tudo eu represento a democracia no Brasil", afirmou em uma formatura de cadetes em fevereiro deste ano.

Em 2020, Bolsonaro participou de manifestações que defendiam a intervenção militar. No passado, em uma entrevista em 1999 quando ainda era deputado, Bolsonaro disse expressamente que, se fosse presidente, fecharia o Congresso.

Hoje, por um lado, há incerteza quanto a se Bolsonaro teria ou não apoio suficiente para ser bem-sucedido em eventual tentativa de se manter no poder ao arrepio da lei.

Por outro lado, torna-se cada vez mais próxima da unanimidade a avaliação de que é preciso levar a sério o risco de que, em um cenário desfavorável, ele saia da retórica e chegue às vias de fato.

O presidente usa e abusa de retórica golpista como forma de manter o fantasma vivo, e se apresenta como um corpo único com os militares. A realidade é bem mais complexa.

Não há pilares para um golpe clássico, como alinhamento entre as três Forças e parte significativa da sociedade civil, seja para tirar Bolsonaro, seja para transformá-lo num ditador. Há uma compreensão clara de que isso não seria digerido pelas elites, pela população e no exterior.Bolsonaro claramente sonha com isso, e um roteiro de ruptura foi desenhado por seu ídolo Donald Trump, que viu hordas de apoiadores invadirem o Congresso para tentar impedir a validação da eleição de Joe Biden em 6 de janeiro.

Toda a defesa de que eleição sem voto impresso é fraude busca criar um arcabouço para, na visão dos mais pessimistas, forçar uma situação de conflito nas ruas caso Bolsonaro derreta de vez e seja derrotado nas urnas em 2022.

Isso levaria a impasses, como a decretação de uso de força federal ou mesmo estado de defesa em alguns locais. Há dúvidas se Bolsonaro iria atender a pedidos de ajuda de governadores opositores, por exemplo, o que levaria a crise para o Judiciário.

Comandantes são unânimes em dizer, durante conversas reservadas, que não há espaço para golpismos, mas o fato é que não houve nenhum teste de realidade sobre isso para atestar tal comprometimento.

Bolsonarismo raiz: 7 de Setembro pode mobilizar policiais, evangélicos e outros grupos

  • Redação
  • 29 Ago 2021
  • 08:06h

(Foto: Reprodução)

Os atos em defesa do presidente Jair Bolsonaro, marcados para o dia 7 de Setembro, dia da Independência do Brasil, poderá mobilizar grupos do chamado “bolsonarismo raiz”, incluindo evangélicos, ruralistas, caminhoneiros e policiais militares da reserva e da ativa.

De acordo com o Estadão, a à manifestação se dá em meio às tensões entre o chefe do Executivo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), colocando em dúvida o resultado e a realização das eleições.

Segundo a reportagem, em pelo menos 16 estados já têm manifestações programadas para o feriado. Bolsonaro, inclusive, já afirmou que comparecerá às manifestações em Brasília e em São Paulo, onde deve ocorrer o ato mais cheio.

Os atos terão como cenário a pauta ideológica, representada por movimentos como o “Nas Ruas” e lideranças evangélicas como o pastor Silas Malafaia, apoiador do presidente. Além dos apoiadores mais fiéis do presidente, as manifestações devem ter a adesão de outros grupos, como policiais militares, ruralistas e caminhoneiros, com o pedido de diminuição do preço do diesel.

Bolsonaro diz que hidrelétricas podem parar e pede para 'apagar um ponto de luz em casa'

  • Mateus Vargas | Folhapress
  • 27 Ago 2021
  • 07:40h

(Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu nesta quinta-feira (26) para a população apagar um ponto de luz em casa para economizar energia. Ele disse que algumas hidrelétricas podem parar de funcionar por causa da crise hídrica.

O apelo do presidente foi feito em transmissão nas redes sociais. Bolsonaro afirmou que ainda que o governo não eleva as tarifas de energia "por maldade".

"Fazer um apelo para você que está em casa. Tenho certeza que você pode apagar um ponto de luz na sua casa agora. Peço esse favor a você, apague um ponto de luz agora", disse o presidente.

"Ajuda, assim, a economizar energia e água das hidrelétricas. E em grande parte dessas represas já estamos na casa de 10%, 15% de armazenamento. Estamos no limite do limite. Algumas vão deixar de funcionar se essa crise hidrológica continuar existindo", completou.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou na quarta-feira (25) um plano de descontos na conta de luz para os consumidores regulados (ligados a distribuidoras) residenciais e empresariais que se dispuserem, voluntariamente, a economizar energia.

O governo rechaça que haverá racionamento de energia. A medida deverá entrar em vigor no início de setembro, mas o ministério não detalhou o plano. Albuquerque disse que, em conjunto com a agência, está definindo as metas de economia e os prêmios.

Assessores do Palácio do Planalto avaliam que a adoção de um racionamento no momento prejudicaria ainda mais Jair Bolsonaro em sua campanha pela reeleição. O presidente vê sua popularidade despencar diante de medidas contra a pandemia e da degradação do cenário econômico.

"Quando decreta bandeira vermelha não é maldade. É porque precisa pagar outra fonte geradora de energia. No caso, as termelétricas, que é muito mais cara", disse Bolsonaro.

O presidente também citou a possibilidade de reduzir a cobrança de ICMS na conta de energia. Sem dar detalhes, disse que está "trabalhando nisso aí" e citou esperar que governadores deixem de aplicar o imposto estadual.

Representantes de distribuidoras, associações de consumidores e analistas de mercado estimam que a bandeira 2 vermelha -a mais cara na conta de luz- terá de dobrar de valor em setembro para cobrir a alta dos custos de geração de energia.

Se a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) adotar medida nesse sentido, a conta de luz passará por um reajuste médio de 15,2%.

Com a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, as hidrelétricas perderam espaço na oferta, enquanto o governo se viu obrigado a acionar térmicas --fonte mais cara, cujo custo é repassado ao consumidor.

As bandeiras -verde, amarela e vermelha- constam da conta de luz e servem para indicar a necessidade de se reduzir o consumo. Caso contrário, o cliente paga mais.

MS começa compensar doses não entregues à BA; defasagem está em 600 mil doses

  • por Gabriel Lopes / Jade Coelho
  • 26 Ago 2021
  • 12:08h

Foto: Fernando Vivas / GOVBA

O Ministério da Saúde vem repondo doses de vacinas que não haviam sido entregues à Bahia. O estado chegou a registrar uma defasagem de mais de um milhão de imunizantes contra a Covid-19. De acordo com a secretária interina da Saúde, Tereza Paim, a defasagem agora é de cerca de 600 mil doses. 

Na semana passada o Ministério da Saúde anunciou que definiu uma nova forma de distribuição de vacinas contra a Covid-19 após identificar que houve “desarmonia” na estratégia diante do avanço da vacinação. A nova forma de divisão para envio de doses busca “equilibrar a distribuição para que os estados possam fazer imunização de toda população adulta com a mesma oportunidade” (entenda melhor aqui).

Sobre a aplicação de terceiras doses de vacinas, recomendada pelo Ministério e já anunciada pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) (leia aqui e aqui), Tereza Paim destacou a pasta federal precisa apostar a Bahia para que essa medida seja efetivada.

“Lembrar que é uma manifestação do Ministério da Saúde, eles precisam aportar a Bahia da vacina para que a gente possa cumprir. O Ministério compra, o estado distribui e os municípios aplicam”, lembrou Tereza Paim, nesta quinta-feira (26), durante uma agenda em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Policlínica Regional de Saúde de Narandiba, em Salvador.

A secretária interina também comentou sobre o avanço da vacinação. Segundo ela, a reposição das doses defasadas é necessária para que o processo seja acelerado. O estado aguarda a reposição de doses para que o número de vacinados e de completamente imunizados avance.

Daniel Dias conquista mais um bronze nos Jogos Paralímpicos e chega a 26 medalhas

  • Bahia Notícias
  • 26 Ago 2021
  • 09:37h

Foto: Divulgação / CPB

O nadador Daniel Dias conquistou sua 26ª medalha em Jogos Paralímpicos. Na manhã desta quinta-feira (26), ele ficou com o bronze na prova dos 100m livre da classe S5 da natação em Tóquio.

"Estou tentando ser muito grato, primeiramente a Deus. Está fluindo. Hoje foi mais leve. Quando virei vi que os chineses estavam um pouco à frente. Consegui alcançar minha meta. É viver cada momento, cada prova. São os últimos 100m, não tenho mais na competição, agora só 50m", afirmou.

Daniel estava em quinto lugar na virada dos 50m. Porém, ele conseguiu reagir e terminou a prova na terceira colocação com o tempo de 1min10s80, sete centésimos à frente do chinês Tao Zheng. A medalha de ouro ficou com o italiano Francesco Bocciardo que fechou em 1min09s56 e a prata com outro chinês, Lichao Wang, com a marca de 1min10s45.

Daniel Dias é o nadador masculino mais premiado na história das Paralimpíadas. Ele é superado apenas pela nadadora norte-americana Trischa Zorn. Os dois só disputaram provas de natação. Já a maior vencedora é a israelense Zipora Rosenbaum, que soma 30 pódios paralímpicos. Porém, a atleta competiu em várias modalidades como atletismo, basquete em cadeira de rodas e tênis de mesa.

Governo vê piora relevante no setor elétrico e reforça medidas para garantir suprimento

  • por Nicola Pamplona | Folhapress
  • 26 Ago 2021
  • 08:33h

Foto: Agência Brasil

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) avaliou nesta terça-feira (24) que houve "relevante piora" nas condições do setor elétrico e decidiu propor novas medidas para garantir o suprimento de energia no país.
Entre elas, estão a flexibilização das restrições operativas na bacia do rio São Francisco e a redução de cotas mínimas em outras bacias, para uso dos estoques energéticos que vinham sendo poupados.

"A exemplo do verificado nos últimos meses, predomina a degradação dos cenários observados e prospecções futuras, com relevante piora, fazendo-se imprescindível a adoção de todas as medidas em andamento e propostas, destacadamente a alocação dos recursos energéticos adicionais e flexibilizações de restrições hidráulicas", disse o comitê.

A flexibilização de restrições do São Francisco, diz, tem o objetivo de garantir recursos energéticos adicionais para assegurar as condições de suprimento minimizando a degradação dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sul e Sudeste.

"Ademais, foram também discutidos aspectos relacionados a flexibilizações operativas hoje estabelecidas relacionadas a níveis mínimos de armazenamento de usinas hidrelétricas e o CMSE indicou a necessidade de uso dos estoques hídricos armazenados", diz o comitê, em nota.

O texto, porém, não identifica quais seriam as hidrelétricas que terão os estoques consumidos. A pouca transparência em relação às medidas de enfrentamento à crise é alvo de críticas do mercado, que prega maior clareza sobre a real situação do setor elétrico.

As propostas serão avaliadas pela Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), grupo liderado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) para enfrentar a crise, que se reunirá nesta quarta (25).

Na reunião desta terça, o MME apresentou a proposta de Programa de Incentivo à Redução Voluntária do consumo de energia elétrica para clientes ligados a distribuidoras, que também será avaliada pela Creg.

O engajamento de todos os consumidores é outro alvo de cobrança de especialistas, que veem as medidas anunciadas até agora como insuficientes para garantir o suprimento até o fim do ano e com alto potencial de pressão sobre a conta de luz.

Nesta terça, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) propôs um sistema de bonificação a clientes que economizarem energia por meio de descontos na bandeira tarifária, a taxa extra cobrada sobre a conta de luz para custear as térmicas.

Anvisa solicita que Fiocruz envie dados sobre doses de reforço da vacina da Astrazeneca

  • 26 Ago 2021
  • 07:09h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Anvisa fez uma solicitação para que a Fiocruz apresente dados sobre o andamento dos estudos relativos a doses de reforço ou revacinação com a vacina Oxford/Astrazeneca. O pedido foi feito nesta terça-feira (24). A Agência quer saber se há dados científicos ou regulatórios que possam subsidiar a questão em torno das doses de reforço.

Conforme a Anvisa, o objetivo é antecipar informações para avaliar o cenário em torno da necessidade ou não de doses adicionais das vacinas contra Covid-19 em uso no Brasil.

A Agência também solicitou que a Fiocruz agende uma reunião com os técnicos da Anvisa para discutir dados que possam estar disponíveis e também estudos em andamento, cronogramas e resultados interinos. A reunião deve acontecer na próxima semana.

Caminhoneiros agora se dividem sobre apoio aos protestos no dia 7 de setembro

  • Filipe Oliveira | Folhapress
  • 24 Ago 2021
  • 08:31h

(Foto: Antônio Cruz/ABr)

Caminhoneiros em diferentes pontos do país agora estão divididos em relação às manifestações agendadas por grupos bolsonaristas para o dia 7 de setembro.

Para lideranças mais antigas da categoria, que comandaram paralisações anteriores, os caminhoneiros precisam manter o foco e se mobilizarem para fazer a defesa de seus pleitos, em especial a mudança na política de preços de combustíveis e a defesa dos pisos mínimos para o frete —bandeiras não contempladas, avaliam, pelo movimento em curso.

As manifestações na semana da pátria têm como metas apoiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fazer oposição aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e defender a volta do voto impresso.

Esse grupo argumenta que foi traído pelo agronegócio após a grande paralisação em 2018 e não teria razões para apoiar fazendeiros e pecuaristas, que estão entre incentivadores da mobilização e buscam a adesão dos caminhoneiros. Mas mesmo essa parcela já admite que a decisão de participar ou não vai acabar sendo individual, pois novos grupos de caminhoneiros têm defendido a adesão por convicções políticas, rachando a categoria.

Entre esses novos manifestantes, que já confirmam sua participação, a pauta mais econômica não existe ou se tornou difusa. Essa parcela da categoria defende que aderir é um dever cívico.

Odilon Fonseca, de Confresa (MT), por exemplo, afirma que a maioria dos caminhoneiros de sua região apoiam o protesto. Segundo ele, a ideia é que as manifestações comecem a mobilização em 7 de setembro e sigam nos dias seguintes. Ele diz que irá para Brasília de carro se manifestar, pedindo a troca dos ministros do STF.

Fonseca afirma não reconhecer quem se diz líder da categoria dos caminhoneiros autônomos e rejeita as pautas apontadas como prioritárias para os caminhoneiros. Na sua avaliação, a tabela do frete, caso fosse adotada, até iria prejudicar os caminhoneiros autônomos, que perderiam espaço para as transportadoras de profissionais contratados.

Fonseca diz esperar apoio do agronegócio nas manifestações, em especial na organização de acampamentos e alimentação de quem estiver em Brasília.

O caminhoneiro Marinaldo Machado, por sua vez, diz estar organizando a paralisação nas cidades de Ponta Grossa e Wenceslau Braz, no Paraná. Conta que, além de caminhoneiros, há empresários e fazendeiros juntos na greve.

Segundo Machado, o movimento acontecerá em todas as capitais e em algumas cidades do interior. Nas estradas, deverão circular apenas ambulância, caminhões com carga viva e rações, bem como automóveis pequenos.

O caminhoneiro diz que, no país, está confirmado o fretamento de mais de 500 ônibus com destino a Brasília. O financiamento para viagem é feito localmente, por vaquinhas, segundo ele.

Janderson Maçanero, caminhoneiro de Itajaí (SC) conhecido como Patrola, diz que a pauta do dia 7 de setembro não tem mesmo relação com os pedidos dos caminhoneiros, mas que, ainda assim, ele deve se manifestar. "Acho que é necessária alguma movimentação no STF e a implantação do voto auditável", afirma.

A adesão dos caminhoneiros ganhou nova abordagem após a divulgação do vídeo com a convocação para os atos feita pelo cantor e ex-deputado Sérgio Reis, que também têm apoio de parte do agronegócio.

Ao menos dois líderes caminhoneiros afirmam ter recebido ligação de Antônio Galvan, presidente da Aprosoja Brasil (associação de produtores de soja), pedindo apoio para as manifestações nos últimos meses.

A casa de Galvan foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal, após mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) que investiga a participação do empresário no financiamento das manifestações.

Vários representantes, por outro lado, ainda tentam dissociar os caminhoneiros do movimento. Marcelo da Paz (do grupo de caminhoneiros que atua no Porto de Santos), Nelson de Carvalho Júnior (de Barra Mansa, no Rio de Janeiro) e Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, devem se reunir em Brasília no dia 18 de setembro para debater as pautas da categoria.

Eles dizem que a realização do encontro após a semana da pátria mostra que não há vinculação do grupo com os atos políticos. Segundo Marcelo da Paz, é possível que ali seja, de fato, deliberada uma paralisação nacional.

Marconi França, líder do grupo em Pernambuco, diz ter recebido o contato há cerca de três meses e ter negado o apoio argumentando que a categoria é apartidária. "O que eles querem é dar um golpe na democracia, e isso não vamos aceitar," diz França.

Ronaldo Lima, caminhoneiro do Mato Grosso, diz que a grande paralisação de 2018 foi feita a partir da união dos caminhoneiros e do agronegócio.

Porém, afirma, os caminhoneiros se sentiram traídos após a greve porque os empresários entraram com uma ação no STF questionando a constitucionalidade dos pisos mínimos de frete, uma das contrapartidas do governo do então presidente Michel Temer para encerrar os protestos.

Lima afirma que uma paralisação seria interessante para a categoria, mas desde que ela fosse discutida com todas as lideranças e colocasse em pauta os pedidos do grupo, o que não estaria acontecendo na manifestação do dia 7.

Em nota, a Aprosoja Brasil disse que não possui qualquer ligação com os atos, não responde nem financia os atos e repudia qualquer publicação que vincule a associação a movimentos violentos ou ilegais.

A reportagem tentou entrar em contato com Galvan, presidente da entidade, mas não teve retorno.

Lei que obriga motorista a prestar socorro a animal atropelado é sancionada

  • Redação
  • 24 Ago 2021
  • 07:57h

Medida é válida para São Paulo, que determinou punição de R$ 1 mil a R$ 2 mil; 50% da multa será destinada para instituições protetora dos animais | Foto: Igor Santos/Secom

A cidade de São Paulo vai punir o motorista que atropelar animais e não prestar socorro. A decisão consta Lei nº 17.619, que havia sido aprovada na Câmara Municipal em julho, sendo sancionada no fim de semana pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Apesar da sanção, a norma foi aprovada com veto a dois artigos que indicavam penalização aos infratores. Ou seja, os condutores que não prestarem socorro não terão uma punição definida, apenas terão cometido uma infração administrativa.

Segundo a Folha de S.paulo, no projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal em 16 de julho, os artigos 3º e 4º propunham multa de R$ 1 mil, que poderia ser aumentada para R$ 2 mil em caso de reincidência, sendo que 50% do valor seria destinado a instituições protetoras de animais.

Ministro diz que diploma de universidade não adianta porque não há emprego no Brasil

  • Redação
  • 22 Ago 2021
  • 11:31h

(Foto: G1)

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, questionou a busca por um diploma universitário por alunos que usam financiamento e depois ficam endividados "porque não tem emprego". O discurso aconteceu neste sábado (21), em um evento em Nova Odessa, no interior de São Paulo. As informações são do portal G1.

Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do FIES que é um instrumento útil, mas depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego", comentou Ribeiro, um encontro com representantes dos governos municipais da região.

Milton Ribeiro falou ainda sobre focar em escolas técnicas. "No entanto, o Brasil precisa de mão de obra técnica, profissional. E aí depois o moço ou a moça, elas fazem esse curso, arrumam um emprego, e depois falam: 'O que eu gostaria mesmo é ser um doutor. Eu fiz um curso técnico em veterinário, já tenho um emprego, mas eu quero ser um médico veterinário'".

Não é a primeira vez que Ribeiro questiona o ensino universitário amplo. Recentemente, o ministro afirmou que a "universidade deveria, na verdade, ser para poucos". Ele também defendeu que as verdadeiras "vedetes" (protagonistas) do futuro sejam os institutos federais, capazes de formar técnicos.

Vai ter milionário? Mega-Sena pode pagar R$ 41 milhões neste sábado (21)

  • Redação
  • 21 Ago 2021
  • 11:44h

(Foto: Reprodução)

O concurso 2.402 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 41 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h deste sábado (21) no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada pela internet.

Excepcionalmente, nesta semana, os sorteios serão terça, quinta e sábado, como parte da série especial Mega-Semana dos Pais. Normalmente os sorteios acontecem às quartas e aos sábados.