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- Redação
- 19 Jul 2021
- 11:44h
Ridauto Fernandes, novo diretor de Logística do MS | Foto: Divulgação / Exército
Ridauto Fernandes, general da reserva, vai substituir Roberto Dias na Diretoria de Logística do Ministério da Saúde. O cargo é tido como alvo de disputa entre os militares ligados a Eduardo Pazuello e o Centrão. A chegada do general também traz conforto ao presidente Jair Bolsonaro, que terá um seguidor fiel no cargo. As informações são da coluna Malu Gaspar, do Globo.
Em maio de 2020, durante a crise entre Bolsonaro e o STF, Fernandes chegou a defender a decretação de estado de sítio. Apesar de pouco ativo nas redes sociais, ele continua manifestando apoio a Pazuello e Bolsonaro em listas restritas no aplicativo WhatsApp.
Em novembro do ano passado, o general protestou em uma dessas listas contra um artigo intitulado "O perigoso esporte de humilhar generais", publicado pelo jornalista Fernando Gabeira no jornal O Globo.
Ainda de acordo com a coluna, Ridauto escreveu: "Por alguns valores, um militar passa (facilmente) por cima de muita coisa. Desculpem os que se sentirem ofendidos, mas por minha Pátria eu morro. E também mato e faço coisas que não vou listar aqui, para não provocar chiliques", ao se indignar com a afirmação que o presidente rebaixava as Forças Armadas ao desautorizar Pazuello em negociações de vacinas.
Na mensagem, ele não explicou que coisas faz que não poderia listar e acrescentou: "Se eu achar que minha Pátria estiver precisando, aceito de cabeça erguida humilhações e cusparadas. E, se achar que minha Pátria estiver precisando, providenciarei para que aquele que a esteja agredindo seja neutralizado. Adoro essa palavra, neutralizado".
O general foi procurado pela coluna e disse que a mensagem expressa seu pensamento e que tem orgulho disso. "Destaco que, na data em que o expressei, não integrava qualquer órgão de governo e, portanto, falava somente por mim, com a liberdade que a lei me garantia".
Ridauto Fernandes se formou na turma da Academia Militar das Agulhas Negras em 1981 e chegou a general de Brigada em 2017, mas deixou as forças para trabalhar em consultorias.
- Anna Virginia Balloussier e Renato Machado | Folhapress
- 19 Jul 2021
- 08:17h
(Foto: Reprodução)
Em entrevista neste domingo (18) logo após ter recebido alta hospitalar, o presidente Jair Bolsonaro culpou os lobistas e disse que "lá em Brasília não falta gente tentando vender lote na lua" para defender o general Eduardo Pazuello, seu ex-ministro da Saúde.
"Quando fala em propina, é pelado dentro da piscina", e não gravando vídeo de um encontro com representantes que diziam ter 30 milhões de doses da chinesa Coronavac para vender, afirmou o presidente em São Paulo.
Reportagem da Folha de S.Paulo nesta sexta (16) revelou que, em reunião fora da agenda, Pazuello prometeu a um grupo de intermediadores adquirir o lote dos imunizantes que foram formalmente oferecidos ao governo federal, mas por quase o triplo do preço estabelecido pelo Instituto Butantan.
Apesar de Pazuello ter dito na gravação que havia assinado um memorando de entendimento para a compra, a negociação não prosperou.
"O Élcio [Franco, coronel e então secretário-executivo do ministério] trabalhou muito bem nessa questão, não tem um centavo nosso despendido com essas pessoas que foram lá vender vacina", disse o chefe do Executivo nacional. "Brasília é o paraíso dos lobistas, dos espertalhões. Ou não é?
Questionado se não era estranho um ministro topar conversar com representantes que se dizem autorizados a vender imunizantes, Bolsonaro afirmou que, se estivesse no ministério, "teria apertado a mão daqueles caras todos".
"Ele não estava sentado à mesa. Geralmente, tira fotografia sentado na mesa negociando. E se fosse propina não dava entrevista, meu Deus do céu, não faria aquele vídeo. Dá para você entender isso aí?"
Bolsonaro disse a jornalistas de São Paulo que todo repórter de Brasília sabe do lobby que se passa na capital federal.
"Todos vocês da mídia nos pressionavam por vacinas, então muitas pessoas foram recebidas lá no ministério", afirmou. "Se você ver o próprio traje do Pazuello, ele tá sem paletó, aquele pessoal se reuniu com o diretor responsável por possíveis compras no ministério, e na saída ele conversou com o pessoal.”
"Agora, aquele vídeo… Se fosse algo secreto, negociado superfaturado, ele estaria dando entrevista, meu Deus do céu? Ou estaria escondidinho lá no porão do ministério? É só analisar isso aí."
Na saída do hospital, sem máscara, Bolsonaro disse que esqueceu o nome do policial militar Luiz Paulo Dominghetti Pereira, que, em entrevista à Folha e depois em depoimento à CPI da Covid, acusou um diretor do ministério de pedir propina de US$ 1 por cada uma das 400 milhões de doses que ofertava da AstraZeneca.
A negociação, considerada fantasma já que nunca houve garantia de conseguir o produto para o governo, resultou na demissão de Roberto Ferreira Dias horas após a entrevista à Folha.
"São pessoas que não têm credibilidade nenhuma", segundo Bolsonaro. "É motivo de orgulho para mim saber que todos esses possíveis contratos não deram mais que um passo."
A negociação de 11 de março, com Pazuello e tratada por Bolsonaro na entrevista, teve o desfecho registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.
A Folha também obteve a proposta da World Brands.
Ela oferece os 30 milhões de doses da vacina do laboratório chinês Sinovac pelo preço unitário de US$ 28 a dose, com depósito de metade do valor total da compra (R$ 4,65 bilhões, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.
Naquela data, o governo brasileiro já havia anunciado fazia dois meses a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac via Butantan, pelo preço de US$ 10 cada. A demissão de Pazuello seria tornada pública quatro dias depois desse encontro.
Além da discrepância no preço, o encontro fora da agenda contradiz o que Pazuello afirmou à CPI, em 19 de maio. Aos senadores o general disse que não liderou as negociações com a Pfizer sob o argumento de que um ministro jamais deve receber ou negociar com uma empresa.
"Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o 'decisor', eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo", disse o general à CPI.
No vídeo, um empresário que Pazuello identifica como "John" agradece a oportunidade e diz que podem ser feitas outras parcerias "com tanta porta aberta que o ministro nos propôs".
A reunião dos empresários foi marcada com o gabinete de Elcio Franco. Segundo ex-assessores da pasta, Pazuello foi chamado à sala, ouviu o relato da reunião e fez o vídeo.
Segundo um ex-auxiliar do então ministro, a ideia era propagandear nas redes sociais o avanço em uma negociação, no momento em que o governo era pressionado a ampliar o portfólio de vacinas.
O general da ativa enviou uma nota à Folha na qual afirma que, no período à frente da pasta, "em momento algum" negociou a obtenção de vacinas com empresários, "fato que já foi reiteradamente informado na CPI da Pandemia e em outras instâncias judicantes".
Encaminhada como "Notificação Extrajudicial", com pedido de direito de resposta, a nota foi publicada na sequência a toda a imprensa pela Secom (Secretaria de Comunicação Social). A Folha negará. A secretaria afirmou que o mesmo procedimento seria adotado em relação à CNN Brasil e ao jornal O Globo.
Bolsonaro deixou o hospital Vila Nova Star, unidade de elite, acompanhado do apóstolo Valdemiro Santiago (Igreja Mundial do Poder de Deus), aliado evangélico conhecido por usar roupas de caubói.
Saiu com disposição de atacar a CPI da Covid ("será que não entenderam que só Deus me tira daquela cadeira?") e um de seus rivais prediletos, o governador paulista, João Doria. Alfinetou o tucano, que se reinfectou com Covid mesmo tendo se imunizado com a vacina na qual apostou, a Coronavac.
Divulgou sua nova coqueluche contra a Covid, a proxalutamida, um bloqueador de hormônios masculinos (antiandrógeno). Ainda em desenvolvimento, o remédio não tem liberação de uso em nenhum lugar do mundo até o momento.
“Nós temos que tentar, como já sempre disse. Na guerra do Pacífico, não tinha sangue para os soldados, e resolveram botar água de coco e deu certo”, acrescentou o mandatário."
O presidente também foi na jugular do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, que desdenha de uma bandeira bolsonarista: o voto impresso. "A tecnologia que está aí é dos anos 1990. Por que essa vontade doida do ministro Barroso de buscar uma maneira de manter o sistema como está?"
Bolsonaro sustenta, sem nunca ter apresentado provas, que a urna eletrônica hoje adotada para as eleições é prato cheio para um pleito fraudulento. Vem dizendo que vai mostrar evidências, mas, até hoje, nada.
"Peço aí a Deus que o cidadão que vai demonstrar a vocês a fraude nas eleições esteja bem, ele está com Covid", disse no domingo.
Ignorando apelos que já partem de sua própria equipe, o mandatário afastou de novo a possibilidade de se vacinar contra a doença pandêmica.
Será o último da fila, disse. "Ei como chefe... Aprendi no Exército, primeiro os subordinados, primeiro quem tá atrás de mim. Depois que todos se vacinarem, aí vai chegar a minha vez."
A fala não tem respaldo científico, já que o presidente, além de ser idoso, e portanto teoricamente mais vulnerável, pode não só adoecer, mas ser um transmissor do coronavírus.
Talvez por um "milagre de Deus", ele não precisou se submeter a uma cirurgia, disse. Não prometeu seguir a dieta recomendada pelo cirurgião Antonio Macedo, líder da equipe que cuidou do quadro de obstrução intestinal que o levou a ser hospitalizado na quarta (14).
Diz que "não é exemplo para ninguém" nesse quesito. “Espero, em 10 dias, estar comendo um churrasquinho de costela."
Também neste domingo, o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que "mentir virou coisa natural no Brasil", em particular vindo do presidente da República.
O senador também elevou o tom e chamou de "assassinos" alguns dos responsáveis pelo enfrentamento da pandemia, especialmente pela omissão no caso do Amazonas. Sobre Bolsonaro, em particular, disse que mentir para ele é "é normal, ele é contumaz nisso, ele prevarica, desfaz fatos e cria versões".
Aziz também disse que o vídeo com Pazuello deixa claro que ele mentiu para a CPI, uma vez que havia afirmado não negociar imunizantes. Acrescenta que o presidente aceita esse tipo de comportamento, tanto que os nomeou —também o ex-secretário-executivo Elcio Franco— para cargos na Casa Civil.
"Um ministro da Saúde pode mentir, não tem problema nenhum, porque o presidente perdoa, passa a mão por cima, mantém lá do lado dele, no gabinete ao lado dele o general Pazuello e o coronel Élcio [Franco], que estavam negociando as vacinas".
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- Redação
- 18 Jul 2021
- 09:00h
Rogério Marinho passou por um procedimento cardíaco no extremo sul da Bahia | Foto: Reprodução
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, recebeu alta neste sábado (17), após passar por uma cirurgia. Ele estava internado em um hospital de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia.
Ontem (16), ele teve um mal-estar e precisou realizar a cirurgia para a colocação de um stent, uma espécie de “malha” feita de metal que é usada para restaurar o fluxo sanguíneo na artéria.
A informação foi divulgada pelo ministro em suas redes sociais. “Acabo de receber alta. Agradeço a todos pelas mensagens de apoio e orações. Na próxima sexta-feira, se Deus quiser, já estaremos de volta ao trabalho por um Brasil melhor”, escreveu.
Rogério Marinho estava a caminho de Porto Seguro, também no sul da Bahia, onde passaria férias com a família, quando sentiu o mal-estar.
- Redação
- 17 Jul 2021
- 10:15h
O estado de saúde não foi divulgado | Foto: Edu Andrade/Ministério da Economia
O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, está internado em Teixeira de Freitas, no interior da Bahia. Ele sofreu um mal estar súbito na noite desta sexta-feira (16), ao desembarcar no município vizinho, Porto Seguro.
Segundo nota oficial, divulgada pela prefeitura de Porto, surgiu a suspeita de que o ministro tenha sofrido um início de infarto e, por isso, ele foi levado às pressas para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, onde foi atendido pela médica Mariana Cancela. Já no hospital, após os exames, não ficou claro se ele sofreu o princípio de infarto, mas, por precaução e pelo fato de Marinho já fazer uso de stent, um tipo de tubo que é inserido em um conduto do corpo para prevenir ou impedir a constrição do fluxo sanguíneo, os médicos acharam prudente ele ser transferido. Com isso, o ministro foi levado para o hospital de Teixeira de Freitas, onde pôde fazer um cateterismo.
Já na madrugada deste sábado (17), a angioplastia indicou 90% de obstrução das veias. De acordo com a nota, isso significa que, se ele não tivesse um atendimento rápido, correria sério risco de morte. Depois de se alimentar, o ministro descansa no leito hospitalar e tem previsão de alta para às 16h de hoje.
A prefeitura de Porto Seguro soube que quando o mal estar aconteceu ele estava chegando à cidade para passar uma semana de férias com a esposa e a filha. Diante da intercorrência, o prefeito Jânio Natal prestou o apoio necessário e acompanhou o ministro até que ele fosse levado para Teixeira de Freitas. Agora, a gestão afirma que Marinho pretende retornar ao município para aproveitar as férias assim que for liberado do hospital.
- Com informações da Agência Câmara de Notícias
- 17 Jul 2021
- 08:06h
Hoje já têm prioridade no programa as famílias em situação de risco, as chefiadas por mulheres e as famílias com idosos ou pessoas com deficiência | Foto: Ubirajara Machado/Ministério de Desenvolvimento Regional
O Projeto de Lei 1947/21 inclui casais homoafetivos com união reconhecida pelo Estado entre os grupos a serem priorizados na seleção e hierarquização dos beneficiários do programa habitacional Casa Verde e Amarela.
Em análise na Câmara dos Deputados, o texto altera a Lei 14.118/21, que trata do programa e já prevê que têm prioridade, nos critérios de seleção e de hierarquização dos beneficiários, as famílias em situação de risco ou vulnerabilidade, que tenham a mulher como responsável pela unidade familiar ou de que façam parte pessoas com deficiência ou idosos.
“O que se sente na prática é a pura discriminação velada, na qual famílias LGBT têm enormes dificuldades de serem selecionadas”, afirma o autor da proposta, deputado Rafafá (PSDB-PB).
“As demoras em conseguir respostas deixam clara a discriminação sutil e perversa ao qual esses cidadãos vêm sendo submetidos”, aponta.
Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
- Com informações da Agência Câmara de Notícias
- 16 Jul 2021
- 08:02h
Os deputados analisam agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar o texto | Foto: Divulgação/SSP-BA
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (15) o texto-base da Medida Provisória 1051/21, que cria o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), de emissão exclusivamente digital e obrigatória para autorizar os serviços de transporte de cargas no país.
Os deputados analisam agora os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar o texto.
A intenção da MP é reunir em um único documento todos os dados, obrigações administrativas, informações sobre licenças, registros, condições contratuais, sanitárias, de segurança, ambientais, comerciais e de pagamento, inclusive valor do frete e dos seguros contratados.
Segundo o texto do relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a unificação de documentos e demais obrigações no DT-e deverão dispensar o transportador ou o condutor do veículo de portar versão física dos mesmos documentos durante o transporte.
- Redação
- 15 Jul 2021
- 08:00h
(Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai permanecer internado para receber um tratamento clínico conservador. A equipe médica que o acompanha chegou a essa conclusão após avaliações clínicas, laboratoriais e de imagem.
A informação consta no boletim médico divulgado pelo Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (14). Inicialmente, foi afastada a possibilidade de uma nova cirurgia.
"O senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, foi transferido na noite desta quarta-feira para o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após passar por uma avaliação no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, e ser diagnosticado com um quadro de suboclusão intestinal", disse a nota da unidade de saúde.
A internação do presidente no hospital de Brasília aconteceu na manhã de ontem depois que ele sentiu dores abdominais na madrugada. Já a transferência para São Paulo foi no início da noite, por volta de 18h50. Ele foi para o Vila Nova Star, pois é onde atende o cirurgião gástrico Antonio Luiz Macedo, médico que responde pelo tratamento do presidente desde o episódio da facada sofrida por ele em setembro de 2018 durante a eleição.
- Levi Vasconcelos
- 14 Jul 2021
- 14:10h
(Foto: Reprodução)
Em entrevista à revista Piauí, Marcos Carvalho, o marqueteiro de Bolsonaro em 2018, desancou o ex-cliente: ‘Não se elege mais nem a síndico’. E faz ressalva: ‘A única perna que ele tinha era o discurso da honestidade. Perdeu’.
Carimba a tese a pesquisa do Datafolha divulgada no fim de semana: 70% dos brasileiros acreditam que há corrupção no governo. E o que diz Bolsonaro? Que o Datafolha ‘recebe dinheiro para fazer isso’. Como sempre, a todos acusa mesmo que nada prove.
E Marcos Carvalho vai além: ‘Os que tentam hoje ser a terceira via vão ser a segunda. Ele vai sofrer a derrota mais humilhante que um chefe de Estado na América Latina já sofreu’.
Será Bolsonaro vítima da pandemia? Pela forma como ele encarou o problema, claro. Começou ‘receitando’ a Cloroquina contra todos os argumentos científicos. E acabou enroscado com a Covaxin.
No tempero, ressalte-se, Bolsonaro dispara contra tudo e contra todos das formas mais chulas. Só de ataques a jornalistas a Fenaj contabilizou, ano passado, 142 diretos dele. Sem falar que ele chamou Luis Barroso, ministro do STF e presidente do TSE, de ‘imbecil’ e ‘idiota’, e senadores da CPI de bandidos. Ele também acha que a sociedade é idiota?
Note-se que, como Marcos, que no seu imenso leque de inimigos muitos eram aliados, hoje todos raivosos. Bolsonaro nem tchum. Não vê que o maior inimigo dele é ele mesmo.
Ou melhor, é o feitiço contra o feiticeiro.
- Redação
- 14 Jul 2021
- 11:42h
(Foto: Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu entrada nesta quarta-feira (14) no Hospital das Forças Armadas. Segundo a secretaria de comunicação do Planalto, Bolsonaro foi admitido no hospital por recomendação de sua equipe médica para investigar as causas do soluço apresentado nos últimos dias.
Bolsonaro teria uma reunião com o Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, prevista para 8h desta quarta. O encontro foi cancelado. O STF também divulgou nota informando o cancelamento da reunião entre os chefes de Poderes.
"Foi cancelada a reunião entre os presidentes dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo que aconteceria nesta quarta-feira (14). O encontro será oportunamente reagendado", diz o comunicado.
Bolsonaro já havia se queixado sobre uma crise de soluço de 11 dias. A apoiadores, disse também que teria que passar por uma nova cirurgia para corrigir uma hérnia.
"Peço desculpa a todos que estão me ouvindo, porque eu estou com soluço já tem cinco dias. Eu fiz uma cirurgia para implante dentário no sábado [3], já aconteceu comigo no passado, talvez, em função dos remédios que eu estou tomando, eu estou 24 horas por dia com soluço", disse Bolsonaro à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.
- Redação
- 13 Jul 2021
- 08:58h
Foto: Roberto Castro Mtur
Titular da Secretaria Especial da Cultura (Secult), Mario Frias se irritou com as críticas de uma jornalista ao governo federal, após a Fundação Nacional de Artes (Funarte) vetar a captação de verba via lei de incentivo para o Festival de Jazz do Capão, na Bahia. A justificativa apresentada pelo órgão se baseou em um post de 2020, no qual o evento se declarava “antifascista e pela democracia.
Colunista do The Intercept Brasil, Fabiana Moraes denunciou o caso nas redes sociais, criticando o “teor religioso” e afirmando que o parecer apresentado pela Funarte para negar o apoio “fere tanto a liberdade de expressão quanto o princípio da laicidade do Estado brasileiro, garantidos constitucionalmente”.
Em sua conta, Frias retuitou uma publicação do baiano André Porciúncula, titular da Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), que acusava o Festival de Jazz do Capão de "fazer evento político/ideológico" e declarou: “Enquanto eu for Secretário Especial da Cultura ela será resgatada desse sequestro político/ideológico!”.
A jornalista, então, compartilhou a mensagem do secretário, criticando a postura autoritária. “Um pouco de poder a um otário e: ”, escreveu Fabiana, em referência à mensagem anterior de Frias. Irritado, ameaçou a colunista: “Nos veremos na Justiça, com um processo de injúria”.
- Agência Brasil
- 12 Jul 2021
- 08:26h
Foram encontradas 36,5 toneladas de maconha em um caminhão | Foto: Ministério da Justiça
A maior apreensão de drogas da história do país ocorreu neste fim de semana em Deodápolis (MS), a 266 quilômetros da capital Campo Grande e a 80 quilômetros de Dourados. A Polícia Militar Rodoviária do estado interceptou um caminhão com carga de soja que escondia 36,5 toneladas de maconha.
O motorista foi preso e encaminhado à Polícia Civil no município. Segundo a investigação, a droga estava sendo transportada para o Porto de Santos (SP).
Coordenada pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação integra o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia). Segundo a pasta, as apreensões relacionadas ao programa totalizaram 673 toneladas de drogas entre junho de 2020 e junho deste ano, aumento de 111% em relação aos 12 meses anteriores.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a principal droga apreendida é a maconha. Em dois anos de atuação, o Programa Vigia levou a perdas mais de R$ 3 bilhões aos criminosos e evitou prejuízo de mais de R$ 500 bilhões aos cofres públicos. Foram apreendidas mais de 870 toneladas de drogas, 113 milhões de maços de cigarros, além de embarcações, veículos e produtos contrabandeados.
O Programa Vigia atua em 15 estados: Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Goiás, Roraima, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará, Amapá, Rio Grande do Norte e Ceará. As ações seguem as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco na atuação integrada, coordenada, conjunta e sistêmica entre as instituições. O programa tem três eixos: operações de segurança, capacitação de agentes e compra de equipamentos e sistemas.
- Bahia Notícias
- 11 Jul 2021
- 10:24h
Foto: TVCA / Reprodução
A estimativa feita pelo Ministério de Minas e Energia mostra que o aumento do uso das usinas termelétricas, provocado pelo cenário de crise hídrica, custará neste ano R$ 13,1 bilhões para os consumidores.
De acordo com o G1, o número representa 45% de aumento em relação à estimativa anterior, informada em junho, que previa custo de R$ 9 bilhões. O cálculo é baseado em simulações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e considera o uso adicional das usinas entre os meses de janeiro e novembro deste ano.
O aumento no custo da geração de energia é repassado aos consumidores por meio da bandeira tarifária, taxa extra aplicada à conta de luz. Caso a arrecadação com as bandeiras ao longo do ano não seja suficiente para cobrir os custos, a diferença é repassada para as tarifas de energia.
O ministério de Minas e Energia e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informaram que as ações adotadas pelo governo para preservar a água dos reservatórios das hidrelétricas têm levado ao acionamento de mais usinas térmicas, garantindo o fornecimento de energia.
Isso fez com que a previsão de custo do uso da energia térmica ao longo deste ano passasse de R$ 9 bilhões para R$ 13,1 bilhões.
"O custo adicional de despacho termelétrico esperado até novembro aumentou em razão das medidas de flexibilização adotadas, que têm permitido o maior armazenamento de água nos reservatórios e, por consequência, a maior utilização de termelétricas para atendimento à demanda do sistema”, informaram o ministério e a Câmara de Comercialização.
A geração de energia por usinas termelétricas tem batido recorde nas últimas semanas. Na sexta-feira (9), o país gerou 19,2 mil megawatts médios (MWmed) de energia por térmicas. O valor é recorde para a série histórica.
- por Nuno Krause I Bahia Notícias
- 11 Jul 2021
- 08:21h
Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Catorze anos depois da última final entre as duas seleções, a Argentina se vingou do Brasil e conquistou, nesta quarta-feira (10), o título da Copa América, no Maracanã. A vitória, por 1 a 0, foi construída com gol de Di Maria, aos 21 minutos do primeiro tempo.
Essa é a 15ª vez que a Albiceleste levanta a taça do torneio continental. Com isso, a seleção se iguala ao Uruguai como a maior campeã da história. O Brasil segue com nove títulos. Foi, também, o primeiro título de Messi pelo seu país.
Os argentinos demonstraram, como de costume, grande habilidade para picotar o jogo no segundo tempo. Os brasileiros, também como de costume, se deixaram levar com facilidade pelas provocações.
Mesmo com 69 minutos, em teoria, para reagir, o Brasil não deu indícios de que o faria em momento algum, com exceção do "abafa" final. Na bola, ficou novamente a impressão de que Neymar é o único jogador capaz de fazer algo diferente no ataque. Pena para os brasileiros que torceram para a seleção.
A vitória argentina também quebra a invencibilidade de 13 jogos da Seleção Brasileira sob o comando de Tite. Curiosamente, a última derrota tinha sido justamente para o maior rival, em novembro de 2019.
- Redação
- 10 Jul 2021
- 12:11h
(Foto: Reprodução)
A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (8) uma funcionária lotérica acusada de desviar verba do auxílio emergencial. Ao todo, ela roubou mais de 150 beneficiários. O golpe é estimado em valores acima de R$ 1 milhão.
O trabalho dela era alterar senhas de acesso de beneficiários do auxílio emergencial para que golpistas transferissem os valores para outras contas. A polícia a acusou de estelionato, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas de informações.
Os recebedores do benefício eram surpresos com mensagens no celular pedindo o CPF e a senha, afirmando que estavam fazendo o recadastramento. Após essa etapa, ela era encarregada de passar as informações para outros golpistas, que agora também estão na mira da polícia.
O caso ocorreu na cidade de Fortaleza, além do Ceará, foram identificadas vítimas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Goiás, Paraná e Distrito Federal.
- Redação
- 09 Jul 2021
- 07:47h
Membros da comissão no Senado, que investiga atuação do governo na pandemia, protocolaram documento no Planalto pedindo que o presidente se manifeste sobre acusações | Foto: Reprodução
Durante sua tradicional live de quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro comentou hoje o fato de membros da cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado terem protocolado uma carta no Palácio do Planalto pedindo que ele se manifeste sobre acusações contra ele feitas pelo deputado Luis Miranda. Na oportunidade, Bolsonaro disse que não responderá e que “cagou para a CPI”.
Ao lado do ministro da Tecnologia, Marco Pontes, Bolsonaro declarou: “Caguei para a CPI”, e voltou a afirmar que a comissão não está preocupada com a verdade, e “sim em desgastar o governo”.
“Não vou entrar em detalhes sobre essa CPI do Renan Calheiros e do Omar Aziz, que dispensa comentários, né? E eu não vou responder nada para esses caras. Não vou responder nada para esse tipo de gente, em hipótese alguma. Pergunto à CPI: você sabe qual a minha responsa, pessoal? Caguei para a CPI. Não vou responder nada”, disse.