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- Bahia Notícias
- 03 Fev 2026
- 12:31h
Foto: Instagram/Bahia Notícias
A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor Henrique, da dupla com Juliano, foi presa em Orlando, nos Estados Unidos, na última segunda-feira (2).
A jovem foi detida por dirigir com a carteira de habilitação vencida. De acordo com informações, do g1, não há registros públicos que confirmam se houve pagamento de fiança ou se a Justiça da Flórida liberou Amanda.
O registro oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Orange (Orange County Sheriff’s Office), indica que a brasileira enfrenta duas acusações criminais e o motivo principal da prisão é a fuga de uma abordagem policial.
Foto:Bahia Notícia
Segundo o relatório da polícia, o crime cometido pela esposa do cantor é considerado grave, uma felonia de terceiro grau, por ter ignorado uma ordem de parada.
Até o momento, a assessoria do cantor não se pronunciou sobre o ocorrido.
- Por Mariana Brasil | Folhapress
- 03 Fev 2026
- 10:29h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que o Congresso Nacional dê prioridade às pautas relativas ao Acordo Mercosul-União Europeia, ao fim da escala de trabalho 6x1 e à regulação dos trabalhos por aplicativo, em mensagem enviada ao Legislativo nesta segunda-feira (2).
Ainda nesta tarde, o presidente enviou ao Congresso o texto do acordo comercial para apreciação. O despacho foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
As três pautas listadas no documento enviado pelo presidente às Casas são as principais bandeiras defendidas pela gestão neste primeiro semestre. Além dessas, também são citadas a PEC da Segurança, o PL Antifacção e a MP (Medida Provisória) do programa Gás do Povo.
"Nosso próximo desafio é o fim da escala 6x1 de trabalho, sem redução de salário. O tempo é um dos bens mais preciosos para o ser humano. Não é justo que uma pessoa trabalhe duro toda a semana e tenha apenas um dia para descansar o corpo e a mente e curtir a família", diz trecho.
"Dentre os desafios nacionais inerentes ao Executivo e ao Legislativo para 2026, destaco ainda a urgente necessidade de regulação do trabalho por aplicativos, uma demanda importante das novas categorias profissionais, que não podem ter sua mão de obra precarizada e dependem de defesa institucional do Estado brasileiro para mediar melhores condições de trabalho."
Além de trazer um texto assinado pelo presidente da República, o documento também detalha avanços do governo até então e as prioridades para o ano que se inicia. Anos eleitorais, como este, têm um período de deliberação e votação mais curtos nas Casas, devido às restrições que o calendário eleitoral impõe.
Como costuma ocorrer, a mensagem foi enviada pessoalmente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e lida no plenário da Câmara dos Deputados. O presidente Lula não participa de forma presencial desta etapa. Neste ano, o texto foi lido pelo deputado federal Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário da Câmara.
Os presidentes do Legislativo, Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, comandam a cerimônia.
Esta segunda-feira também marca o início dos trabalhos do judiciário, no STF (Supremo Tribunal Federal), onde o presidente também participou. Diferentemente de anos anteriores, Lula discursou na cerimônia.
Tanto em sua fala no Supremo, quanto na mensagem escrita para o Congresso, o presidente citou o combate ao crime organizado com foco em seus financiadores, com elogio específico à operação Carbono Oculto, que apurou crimes financeiros e lavagem de dinheiro envolvendo gestoras da Faria Lima.
"O ano passado também entrou para a história pela maior ofensiva contra o crime organizado de todos os tempos. E, pela primeira vez, o combate às facções criminosas chegou ao andar de cima. A Operação Carbono Oculto desmantelou um esquema bilionário que utilizava distribuidoras, refinarias, postos de gasolina e fintechs para lavagem de dinheiro do crime", diz a carta.
Neste contexto, Lula também destacou como prioridade, a aprovação da PEC da Segurança, proposta oriunda do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Junto a ela, o PL Antifacção.
"Esses esforços serão fortalecidos com propostas legislativas do nosso Governo. A primeira delas é a PEC da Segurança Pública, que cria o ambiente adequado para maior cooperação da União com os Estados, hoje responsáveis pela gestão da segurança pública. Outra é a aprovação do PL Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado ao prever penas mais severas aos seus líderes e ao restringir a progressão de pena."
- Por Maurício Leiro / Victor Hernandes/Bahia Notícias
- 03 Fev 2026
- 08:26h
Foto: Feijão Almeida / GovBA / Marcelo Camargo/Agência Brasil
Após a turbulenta saída do senador Angelo Coronel do PSD e de rumores sobre um novo destino do partido na Bahia, uma ligação do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, para o governador, Jerônimo Rodrigues (PT), teria servido para reaproximar os laços e acalmar possíveis desentendimentos.
Segundo informações obtidas pela reportagem com lideranças do grupo do PSD, Kassab realizou uma chamada de telefone com Jerônimo nesta segunda-feira (2). Durante o contato, o ex-prefeito de São Paulo teria agradecido por ter uma “posição firme” na relação com o seu partido.
Ainda na ocasião, Kassab teria feito endossos para o ex-governador do estado, o senador Jaques Wagner. O dirigente do partido teria ainda efetuado contato com o presidente do PSD baiano, Otto Alencar, depois do encontro do senador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado nesta segunda em Brasília.
Por meio de telefone, Otto e Kassab teriam tratado sobre filiações do partido e acerca da manutenção da sigla na base do governo estadual baiano. Na ligação, ambos relembraram a relação histórica e de apoio que tiveram na política baiana.
O encontro chega em meio a tensões e novas discussões a respeito de uma possível saída do partido do grupo petista. Além disso, a possível retirada do comando de Otto na sigla, também chegou a ser especulada entre membros da cúpula.
Um dos fatos que teria influenciado o assunto seria a chegada de Ronaldo Caiado ao partido. O traçado poderia retirar o poder e comando do presidente estadual do PSD, Otto Alencar, fazendo com que o senador não conseguisse determinar o destino do partido e como seria a caminhada dos filiados, em decorrência da chegada de Caiado.
O tema ainda sofreu maior influência na manhã desta terça-feira (3) por conta da possível articulação para a chegada do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ao Partido Social Democrático (PSD) da Bahia para as eleições de 2026.
Informações reveladas ao Bahia Notícias por interlocutores do ex-prefeito apontaram que a ideia e a eventual movimentação deve ser um dos temas discutidos e comentados, durante a viagem do atual vice-presidente do União para Brasília, também nesta terça.
- Por Nathalia Garcia | Folhapress
- 02 Fev 2026
- 14:27h
Fotos: Reprodução / Agência Brasil
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma reestruturação do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para aumentar o cerco a crimes financeiros depois de uma série de episódios que colocaram à prova a segurança do sistema em 2025.
O plano em discussão, ao qual a Folha teve acesso, prevê a criação de 66 cargos comissionados e seis subunidades regionais. A proposta de decreto presidencial foi encaminhada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao Ministério da Gestão. O prazo dado para resposta é de cerca de um mês.
Ao contextualizar o tema em documento que terá Lula como destinatário, Galípolo argumenta que a evolução das transações financeiras, que passaram a incorporar novas tecnologias, como criptoativos, e a integrar fluxos monetários em uma escala global, impõe desafios operacionais e analíticos ao Coaf.
O presidente do BC destaca também que houve ampliação de responsabilidades do órgão desde 2019, quando o Coaf passou a ser vinculado administrativamente à autoridade monetária, em um momento de maior necessidade de processar um grande volume de informações -hoje, são mais de 7,5 milhões de comunicações por ano.
Com a reestruturação proposta, o número total de cargos comissionados -funções de confiança para as quais não há exigência de concurso público- subirá de 75 para 141. Dos 66 novos postos, 48 serão destinados à reestruturação da sede e outros 18 à implementação das subunidades.
Na exposição de motivos, em esboço obtido pela Folha, Galípolo reproduz apontamentos feitos em nota técnica elaborada pelo próprio Coaf sobre a limitação de pessoal e a defasagem da estrutura atual do órgão.
Ao diagnosticar a situação, o presidente do BC cita impacto do reduzido quadro de funcionários efetivos sobre a capacidade operacional da unidade de inteligência financeira e menciona que a alta rotatividade de servidores cedidos de outros órgãos dificulta a consolidação de equipes técnicas especializadas.
Além disso, avalia que a estrutura da organização precisa ser atualizada para atender a demandas legais, tecnológicas e operacionais do sistema de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Essa defasagem, segundo ele, compromete a celeridade das análises de inteligência e a efetividade das ações de supervisão.
A criação de novos cargos em ano de eleições, como é o caso de 2026, não é vedada pela legislação eleitoral. No entanto, as regras da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) trazem impedimento em caso de aumento de despesa nos 180 dias finais do mandato.
De 4 de julho até a posse dos eleitos, é proibido nomear ou contratar servidores. No entanto, existem exceções legais, entre elas, para cargos em comissão e funções de confiança, como é o caso proposto pelo Coaf.
A reestruturação do órgão ganha contorno poucos meses depois de o próprio Banco Central endurecer uma série de regras regulatórias para fortalecer a segurança do sistema financeiro nacional depois de ataques hackers e da identificação da infiltração do crime organizado na economia.
Os ataques cibernéticos se intensificaram em 2025 após megaoperação realizada contra a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) em negócios regulares da economia formal, como os setores de combustíveis e financeiro.
O Coaf também está no centro de um inquérito sigiloso aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para apurar se houve quebra de sigilo na Receita Federal ou no Coaf de integrantes da corte e familiares.
Além do reforço de funcionários, a reestruturação do Coaf prevê a criação de seis subunidades de inteligência financeira com o objetivo de ampliar sua presença regional.
Segundo nota técnica do órgão, que subsidiou o documento de Galípolo, a carência de estruturas locais restringe a capacidade de resposta rápida, limita a compreensão individualizada dos riscos e ameaças de cada região, e dificulta o compartilhamento eficiente de dados com órgãos estaduais e regionais.
Cada subunidade será composta por um coordenador-geral, dois coordenadores e oito servidores especializados. Análise financeira, inteligência estratégica, fiscalização suplementar de pessoas supervisionadas na região e cooperação com autoridades estaduais e federais estão entre as principais funções que deverão ser exercidas.
As localidades sugeridas são Campo Grande (MS) e Foz do Iguaçu (PR), por serem rotas de tráfico e de crimes transfronteiriços; Recife (PE), pela presença de facções criminosas; Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), pela grande concentração de instituições financeiras e pelo alto volume de comunicações; além de Belém (PA).
Em algumas delas, como Belém, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, o BC tem sede. Já cidades como Campo Grande e Foz do Iguaçu a autarquia não tem representação local.
A implementação da subunidade do Rio de Janeiro responde a uma determinação judicial de Moraes nos autos da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) das Favelas, que restringe operações policiais nas comunidades do município.
Para instalação física e tecnológica e para aquisição de equipamentos das seis subunidades em 2026, o investimento inicial calculado é de R$ 2,49 milhões. Já o gasto anual para manutenção delas, incluindo remuneração de cargos comissionados e despesas operacionais, é estimado em cerca de R$ 30,8 milhões.
A expectativa interna é que a reestruturação organizacional traga benefícios como aprimoramento analítico, melhora na governança e consolidação de uma política nacional integrada de inteligência financeira.
"A proposta reforça o papel do COAF como autoridade central do sistema nacional de inteligência financeira, garantindo a sustentabilidade de sua missão e o cumprimento das recomendações de organismos internacionais, como o GAFI [Grupo de Ação Financeira], em termos de autonomia, estabilidade e capacidade técnica. Como resultado, ocorrerá o fortalecimento da atividade de combate ao crime organizado", diz Galípolo no documento.
O aumento de pessoal e a criação de núcleos regionais fazem parte de um plano mais amplo para reforçar o trabalho do Coaf, que inclui renovação de sistema para elaboração de relatórios de inteligência financeira, com uso de inteligência artificial. Ricardo Saadi, ex-diretor da Polícia Federal, assumiu o comando do Coaf em meados do ano passado, após receber do BC promessa de mais investimentos.
- Bahia Notícias
- 02 Fev 2026
- 12:25h
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Em uma noite para a cultura baiana, Caetano Veloso e Maria Bethânia foram os grandes vencedores da categoria "Melhor Álbum de Música Global" na 68ª edição do Grammy Awards, realizada neste domingo (1º). O prêmio foi concedido pelo aclamado disco "Caetano e Bethânia Ao Vivo", registro da turnê que reuniu os irmãos nos palcos após décadas.
Os irmãos de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, eram os únicos brasileiros indicados nesta edição da premiação americana. Embora não tenham comparecido ao evento para receber o troféu pessoalmente, a vitória ressoa como um marco em suas trajetórias.
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Maria Bethânia: Em sua primeira indicação ao Grammy americano, a cantora já estreia com vitória, levando seu primeiro gramofone dourado.
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Caetano Veloso: Este é o 3° Grammy do artista, que soma agora cinco indicações ao longo da vida. Ele já havia vencido em 2000 (pelo álbum Livro) e em 2001 (pela produção do disco João Voz e Violão, de João Gilberto).
O álbum "Caetano e Bethânia Ao Vivo" superou nomes influentes da música mundial. Entre os principais concorrentes estavam o nigeriano Burna Boy, o senegalês Youssou N’Dour, o indiano Siddhant Bhatia e o grupo multinacional Shakti.
- Bahia Notícias
- 02 Fev 2026
- 08:19h
Foto: TV Globo
O terceiro paredão da temporada do Big Brother Brasil 26, foi, até então, o mais estratégicos para os brothers. da temporada.
Além da indicação da Líder Maxiane e da imunidade dada pelo Anjo Sarah, a dinâmica foi marcada pelo temido Big Fone que tocou quatro vezes e gerou até uma expulsão, e uma votação na casa que escancarou a divisão de grupos.
O ex-BBB Jonas foi a indicação em consenso do Big Fone. Babu, Marcelo e Juliano atenderam ao Big Fone em momentos distintos e, indicaram Jonas direto para a berlinda.
Já Ana Paula Renault foi o alvo da líder Maxiane, enquanto Brigido e Leandro foram os indicados pela casa com mais votos.
Na prova Bate e Volta, Brigido foi o participante escolhido por Breno para ficar de fora da dinâmica, e quem levou a melhor, conseguindo escapar da berlinda foi Jonas.
Com isso, o baiano Leandro disputa, mais uma vez, a permanência na casa contra Ana Paula e o também pipoca Brigido.
- Por Joana Cunha e Iran Alves | Folhapress
- 01 Fev 2026
- 10:12h
Foto: Divulgação/Banco Master
O patrimônio líquido do fundo Termópilas, que era administrado pela Reag e tem ligações com os negócios do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, despencou quase R$ 1 bilhão, de acordo com novos dados divulgados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) neste mês.
As movimentações do Termópilas chamam a atenção porque o fundo realizou uma assembleia em 16 de novembro de 2025 —um domingo— um dia antes da prisão do dono do Master, para tratar de temas ligados à retirada de recursos.
Os novos dados do Termópilas divulgados no site da CVM mostram que o patrimônio líquido do fundo caiu de R$ 933,8 milhões no registro relativo ao período de maio a agosto de 2025 para R$ 11,1 milhões negativos no registro do intervalo de setembro a dezembro.
Informações registradas na Junta Comercial de São Paulo nos últimos anos indicavam o Termópilas como o principal acionista da Super Empreendimentos e Participações SA, uma empresa com capital acima de R$ 2,5 bilhões que teve o pastor e cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, como diretor entre 2021 e 2024.
Um comunicado divulgado pela defesa de Vorcaro à Folha em dezembro apontava o cunhado como sócio da Super. Zettel foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal neste mês. Ele foi preso ao tentar viajar para Dubai, mas foi liberado horas depois.
Atualmente, uma sócia do pastor —Ana Cláudia Queiroz de Paiva— permanece como diretora da Super.
Segundo reportagem da Folha, a Super integra uma lista de mais de 30 companhias suspeitas de tomar empréstimos fraudulentos do Master para alimentar uma rede de fundos que, segundo investigadores, desviavam dinheiro do banco para laranjas para retroalimentar o próprio Master.
Informações da investigação policial relatadas no processo apontam que, em maio de 2024, o fundo Astralo 95, então cotista do Termópilas, resgatou cerca de R$ 800 milhões em CDBs do Master e transferiu R$ 650 milhões para o fundo Termópilas, que por sua vez transferiu o valor à Super em uma conta mantida no Master.
A Super entrou no noticiário da crise do Master após uma reportagem da Folha mostrar que a empresa era dona da casa de R$ 36 milhões usada por Vorcaro para receber políticos em Brasília. Foi também a Super quem doou, em 2024, um apartamento de R$ 4,4 milhões para uma mulher que teve o nome citado em uma operação policial contra tráfico internacional de drogas em 2022.
Documentos mais recentes registrados na Junta Comercial de São Paulo, também divulgados neste mês, mostram que, em dezembro de 2025, o endereço da sede da Super foi alterado, e a firma passou a ocupar duas salas no mesmo local da Next Auditores, que elaborou relatórios de auditoria para outros fundos administrados pela Reag e ligados ao caso Master, como o Arleen e o Hans 95.
O Arleen fazia parte de uma rede de fundos ligados ao escândalo do Master e foi sócio dos irmãos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli por quatro anos no caso do resort Tayayá, no Paraná. Já o Hans 95 é um dos fundos que apareceram nas investigações sobre a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) na economia formal e integra uma lista de fundos identificados pelo BC (Banco Central) como suspeitos de fazerem parte do esquema de fraude capitaneado por Vorcaro.
Procurados pela reportagem, Zettel e Ana Cláudia Queiroz de Paiva não se manifestaram. A assessoria de imprensa de Vorcaro disse, em nota, que ele "não participa da gestão, da administração nem das deliberações operacionais de fundos". A Reag não respondeu.
Questionada sobre a mudança de sede da Super, a Next Auditores afirmou em nota que no endereço para onde a empresa foi transferida funciona um coworking, espaço de escritórios compartilhados.
"Desconhecemos os motivos que levaram a Super Empreendimentos a alteração de seu endereço, bem como todas as demais centenas de empresas que estão localizadas nesse endereço. A coincidência de endereço decorre exclusivamente da contratação de serviços de coworking/domicílio comercial e facilidades administrativas. A Next não tem, nem jamais teve, qualquer vínculo societário, operacional ou contratual entre a Super Empreendimentos e a Next Auditores", diz a auditora em nota.
A reportagem da Folha foi visitar as novas salas da Super no escritório de coworking, mas não encontrou ninguém trabalhando no local.
Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que é difícil definir com precisão o que aconteceu com os recursos do Termópilas. As informações divulgadas na CVM estão incompletas ou desatualizadas. A composição da carteira do fundo, por exemplo, mostra apenas um retrato de junho de 2025, sem novas atualizações.
De acordo com o professor da USP Carlos Portugal Gouvêa, especialista em Direito Comercial, é muito incomum um fundo desse tipo ficar com patrimônio negativo.
"Como o FIP é um fundo para investimento em participações societárias, para que o patrimônio líquido fique negativo seria necessário que não apenas todos os investimentos restantes ficassem praticamente zerados, como também que um número grande de quotistas realizassem resgates substanciais e o fundo terminasse obrigações que superassem o valor dos ativos remanescentes", diz.
Ainda na avaliação do professor, trata-se de uma situação complexa.
"Caso o regulamento do fundo não tenha a previsão de responsabilidade limitada, os quotistas remanescentes poderiam ser obrigados a aportar recursos para cobrir o valor negativo. É uma situação extrema e que coloca os quotistas remanescentes em uma situação difícil. Quem fez o resgate no momento anterior ao fundo ter ficado com o patrimônio líquido negativo pode ter sido beneficiado com um valor de quotas que não refletia o valor real do fundo, pois os quotistas remanescentes ficariam com a dívida", afirma Gouvêa.
Pelas informações antigas da CVM é possível concluir que o Termópilas era controlado por um outro fundo de investimentos, que era seu único cotista, o Astralo 95. Os dados mais atuais indicam que hoje há dois fundos como cotistas subscritores. Não é possível saber quem são os beneficiários finais.
A recente mudança promovida no Termópilas pode estar ligada às medidas tomadas na assembleia de 16 de novembro de 2025 —véspera da prisão de Vorcaro—, que alterou pontos do regulamento do fundo e mexeu em regras ligadas a amortização e resgate total.
No dia 17, surgiram as notícias de que a Fictor fez proposta para comprar o Master, a Polícia Federal prendeu Vorcaro e, no dia seguinte, o BC anunciou a liquidação da instituição. O banqueiro foi solto 12 dias depois, mas usa tornozeleira eletrônica.
A assembleia do domingo aconteceu às 15h, e de forma remota. De acordo com a ata dessa assembleia, arquivada no site da CVM, foi "dispensada a convocação em virtude da presença da totalidade dos cotistas do fundo".
A lista de deliberações descritas na ata da assembleia informa que, na reunião, se "aprovou ajuste nas matérias de competência da assembleia especial no que se refere a amortização ou resgate total, bem como no quórum de aprovação".
Na ocasião, houve uma reformulação no regulamento do fundo, adicionando detalhes sobre a amortização, que é um processo de pagamento de cotistas.
Procurada pela reportagem, a CVM diz que não comenta casos específicos. Em termos gerais, a autarquia afirma que os administradores de fundos que não cumprem exigências e prazos de entrega de informações estão sujeitos a multa e processo sancionador.
A Folha também tentou entrar em contato com o liquidante do Master, mas não teve resposta.
- Por Felipe Gutierrez | Folhapress
- 01 Fev 2026
- 08:07h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
Mais de 50 organizações sociais, entre elas República.org, Transparência Brasil, Derrubando Muros e Movimento Orçamento Bem Gasto, endossaram uma proposta de regras para um código de conduta e ética para ministros dos tribunais superiores da Justiça, como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) que foi elaborada pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil).
Segundo um documento enviado pelas entidades, a iniciativa de propor algumas normas começou a tomar forma após as revelações sobre as interações de ministros do STF com envolvidos no caso do Banco Master.
O ministro Dias Toffoli esteve em um voo particular para Lima, no Peru, junto com um dos advogados de um dos sócios do Banco Master, e a banca de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, teve um contrato com a instituição financeira.
Os organizadores, no entanto, afirmam que a iniciativa não "possui caráter personalista, acusatório ou partidário, nem se dirige contra ministros individualmente".
São sete propostas. Uma delas é que os ministros sejam obrigados a declarar antecipadamente qualquer vínculo pessoal, financeiro ou ideológico que possa comprometer sua neutralidade em um caso, podendo ser fiscalizados por um órgão ético independente.
Sugere-se que familiares próximos de ministros não podem advogar em casos que tramitam nos tribunais superiores. Também há proibição de aceitar presentes, vantagens ou participação em eventos pagos que possam influenciar decisões ou comprometer a imagem de independência do magistrado, e bens, agenda de compromissos, palestras, vínculos profissionais e convites recebidos pelos ministros devem ser divulgados publicamente de forma clara e acessível.
As entidades querem também que os ministros mantenham postura discreta e equilibrada em manifestações públicas e redes sociais, sem antecipar decisões, fazer declarações político-partidárias ou personalizar excessivamente seu papel institucional.
Sugere-se, ainda, que a participação de ministros em cursos, palestras e eventos acadêmicos remunerados deve ser regulamentada, especialmente quando patrocinados por escritórios de advocacia ou entidades com interesse em processos sob julgamento.
Por fim, as entidades dizem que é preciso criar um órgão independente para garantir que as regras estão sendo cumpridas.
Uma petição online sobre o tema já conta mais de 43 mil assinaturas.
- Bahia Notícias
- 31 Jan 2026
- 12:15h
Foto: Pedro França/Agência Senado
O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton Aquino, afirmou que o Banco Master possuía apenas R$ 4 milhões em caixa quando teve a liquidação extrajudicial decretada pela autoridade monetária, em novembro do ano passado. A declaração foi feita em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante oitiva determinada pelo ministro Dias Toffoli, realizada em dezembro de 2025.
Segundo Aquino, a situação evidenciava uma grave crise de liquidez. Ele explicou que instituições do porte do Banco Master, que tinha cerca de R$ 80 bilhões em ativos, costumam manter entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em liquidez disponível. No entanto, às vésperas da liquidação, o banco contava com apenas R$ 4 milhões em caixa.
O diretor do BC também afirmou que o Banco de Brasília (BRB) deverá realizar uma provisão contábil de mais de R$ 5 bilhões em seu balanço, em razão de ativos inexistentes herdados do Banco Master. De acordo com Aquino, o banco estatal do Distrito Federal ainda mantém registrados cerca de R$ 2,3 bilhões em créditos do Master que não existem, além de outros ativos considerados ilíquidos ou de difícil recuperação.
Durante o depoimento, Aquino destacou que o impacto no balanço do BRB será significativo, com alta probabilidade de o ajuste superar os R$ 5 bilhões.
Ainda conforme o diretor de Fiscalização, após o Banco Central identificar que a carteira de crédito do Master adquirida pelo BRB continha créditos inexistentes, a então presidência do banco estatal iniciou um processo de internalização desses créditos. A medida previa a substituição dos ativos sem lastro por outros com garantia dentro do próprio Banco Master.
No entanto, segundo Aquino, o BRB não conseguiu encontrar ativos suficientes para cobrir o rombo. Mesmo após as tentativas de troca, permaneceram no balanço do BRB mais de R$ 2,3 bilhões em créditos sem lastro, já que o Banco Master não possuía ativos disponíveis para compensação. As informações são do Globo.
- Bahia Notícias
- 31 Jan 2026
- 10:28h
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a retomada do inquérito da Polícia Federal que apura irregularidades na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, época em que Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, atuava como governador da Bahia e presidiava o Consórcio Nordeste.
A informação foi divulgada pelo jornal 'Estado de S.Paulo'.
A investigação ganhou novo fôlego após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizar, em agosto do ano passado, a existência de novos fatos que poderiam ligar Rui Costa aos supostos crimes.
Na decisão da última sexta-feira (30), foi fixado que a investigação irá focar no prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos. Vale lembrar que o processo chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
A Polícia Federal terá um prazo de 90 dias para realizar novas diligências e reportar o andamento das apurações ao STJ.
- Por Luísa Martins | Folhapress
- 31 Jan 2026
- 08:43h
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.
As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.
O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.
A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.
Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada -a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.
O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.
Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.
De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.
A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.
A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, "voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais".
Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, "bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo", aponta a PM.
Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.
Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.
- Por Diego Felix | Folhapress
- 30 Jan 2026
- 16:26h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Um dos empresários mais famosos do país, Roberto Justus ficou surpreso ao saber, após a deflagração da operação Carbono Oculto, que tinha como um de seus principais sócios o Banco Master, desde 2023. E, mais recentemente, também descobriu que seu novo sócio é o BRB.
Justus é dono e CEO da Steelcorp, empresa de casas modulares com aço que tem em sua sociedade um fundo de investimentos cujo nome do cotista único era mantido sob sigilo, segundo o empresário, e foi descoberto após dois anos de parceria.
Até recentemente, o empresário afirmava em entrevistas que a gestora Reag era sócia minoritária da Steelcorp, e que João Carlos Falbo Mansur, ex-CEO da Reag, era o representante da gestora no conselho de administração da construtora.
Documentos da Jucesp (Junta Comercial de São Paulo) mostram, no entanto, que a Reag nunca figurou como sócia da empresa. Além de Justus, que é sócio majoritário, estão na SteelCorp a Potenza Administração e Empreendimentos, do empresário Marcelo Pieruzzi, e o SH Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, cujo único cotista é o Banco Master. Esse fundo era administrado pela Reag.
"Não, a Reag nunca foi sócia. Foi apenas administradora e gestora de um fundo, a qual eu fui muito agradecido na época porque a empresa estava começando. Tanto que você pode ver que no capital social era bem relevante a participação deles, a empresa ainda era muito uma startup", diz Justus após questionamentos da reportagem.
Fundada como Dry Service Construction em julho de 2023, a companhia assinou, em outubro daquele ano, um bônus de subscrição avaliado em R$ 75 milhões ao SH FIP e que garantiria 30% de participação no negócio. O objetivo da captação de recursos era comprar maquinário, utilizar como capital de giro e ajudar na construção de uma fábrica própria da construtora.
Segundo o empresário, como a legislação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) assegura o anonimato de cotistas em fundos de investimentos, a identidade do dono do fundo SH só era conhecida pela Reag, que geria a estrutura.
"É um erro [não divulgarem o nome dos cotistas]. Eu nunca entendi por que não podia saber quem eram os cotistas do fundo. E a Reag, por mais que as pessoas não acreditem, na época era muito compliance lá dentro. Os caras eram muito sérios com isso. Eu falava, 'João [Mansur], eu não quero uma sociedade onde eu não sei com quem falar. Então, você faz um favor para mim? Vem você representar o fundo no meu conselho, pelo menos, para eu ter um sócio relevante'", explica Justus.
Os documentos que oficializam Mansur como conselheiro de administração independente foram protocolados em julho de 2024, quando a construtora passou a se chamar Steelcorp. Foi neste momento que a companhia reconheceu em seu capital social a integralização dos R$ 75 milhões aportados pelo fundo SH, além dos R$ 2 milhões de Justus e Pieruzzi.
Em setembro daquele ano, a Steelcorp apresentou formulário ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) anunciando formalmente a entrada do Banco Master na companhia. A operação seria feita com o fundo Dynamic, do ex-banqueiro e dono do Master, Daniel Vorcaro, sem valor público declarado.
Justus relata que chegou em certo momento a procurar Vorcaro para alavancar o negócio, pois precisava construir uma nova fábrica e o Master, então em "crescimento vertiginoso", parecia ser o parceiro ideal. O aval do Cade levou quase 3 meses para ser anunciado, o que Justus classifica como "sorte", já que análises que não apontam concentração de mercado são resolvidas em semanas.
"Eu nunca entendi por que demorou tanto, mas no fim foi bom para mim, porque depois disso, já terminou o ano de 2024, começou 2025, ele [Vorcaro] já estava em outras negociações, não sei se com o BRB [Banco de Brasília], e a atenção dele desviou. Eu não conseguia quase falar com o cara e ele ia protelando, protelando, falando 'vamos, vou converter', 'vou fazer', 'pode deixar', 'vou fazer', e nunca fez. Chegou o momento em que desfizemos o contrato", relembra Justus.
O empresário diz conhecer Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, desde quando Daniel era criança.
"Eu pressionei muito para ele entrar, muito. Ele não tinha nada, era um banqueiro agressivo, que eu conhecia, um menino super do bem, eu conheço ele desde pequeno. Então assim, é um cara que eu nunca imaginei que pudesse entrar numa confusão dessa, ele investiu em muitas empresas de amigos meus."
Hoje com 70 anos, Justus montou seus negócios no mercado publicitário após fundar, na década de 1980, o Grupo Newcomm, um dos maiores conglomerados de publicidade do país. A partir dos anos 2000, fez sucesso com o reality show O Aprendiz e se tornou apresentador de programas da Record.
Em 28 de agosto do ano passado, foi deflagrada a operação Carbono Oculto, que revelou infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no mercado financeiro e, segundo as investigações, tinha a Reag como braço decisivo na administração e gestão de fundos ligados ao crime organizado.
Logo após a operação, Mansur foi destituído do conselho da empresa, e a Steelcorp notificou a Reag para saber quem era o cotista do fundo. Em meio à avalanche do caso, o fundo SH entrou em liquidação e determinou, por conta própria, a transfência total de seu patrimônio para outro fundo, o SH II FIP, constituído em agosto.
É na assinatura da liquidação que o nome do Master apareceu como cotista do fundo -o único documento registrado na CVM com referência ao banco
A transferência dos mais de R$ 526 milhões de patrimônio líquido do fundo ainda não foi realizada, segundo dados da CVM. Na carteira do SH ainda estão os R$ 75 milhões investidos na Steelcorp e cotas de outros fundos da Reag.
"Eu vou ser bem sincero, eu não sabia que eles tinham feito [a liquidação], eles não poderiam ter feito sem autorização minha. Eles só podiam, pelo acordo de acionistas, transferir para entidades do mesmo grupo econômico, não poderia transferir para um outro fundo sem a autorização do sócio majoritário, que era eu. Então eu denunciei até o acordo de acionistas, nem isso mais está de pé", diz o empresário.
Ao longo dos últimos anos, a participação dos acionistas foi diluída. Hoje, os 10% da Steelcorp que pertencem ao fundo SH estão sob controle do BRB, banco que tentou comprar o Master ao longo do ano passado e foi impedido pelo Banco Central em setembro.
Justus afirma não saber como a participação do Master foi parar na conta do BRB.
"Vou fazer contato com os caras na hora certa e ver se eles querem seguir. Se eles não quiserem, eu posso até recomprar a parte deles, para eles não terem nenhum prejuízo. Não tenho interesse em prejudicar ninguém, mas também não quero prejudicar o meu negócio. Eu não quero ter sócios tóxicos no meu negócio", alega Justus.
O empresário diz ter aportado R$ 300 milhões na Steelcorp neste mês para retomar 90% da participação na empresa. Os passivos adquiridos na operação e que seriam liquidados com o dinheiro de Vorcaro através do Dynamic foram resolvidos nesta integralização de capital.
"Se eu fizer algum outro movimento, procurar sócio estratégico, não quero mais ninguém do mercado financeiro. Quero fazer negócio com gente que possa ajudar a alavancar ainda mais a nossa empresa", completa.
Procuradas, as defesas de Daniel Vorcaro e João Carlos Mansur não quiseram comentar. A Reag não se manifestou.
- Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 14:24h
Foto: Reprodução/Bahia Notícias
De acordo com a pesquisa nacional realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas que analisa o grau de conhecimento sobre os candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro apresentam os maiores índices de fidelidade de voto, mas também as maiores rejeições para as eleições de outubro.
Lula é a figura mais conhecida entre os entrevistados, com 82,1% afirmando que o conhecem bem, enquanto apenas 1,9% declaram não conhecê-lo. Em termos de potencial eleitoral, 31,5% dos eleitores que o conhecem afirmam que votariam nele com certeza, já a rejeição é de 45,3%.
Com relação a Flávio Bolsonaro, a pesquisa ainda indica que 34,9% da população conhece bem o senador, enquanto a maioria, 52,7%, afirmou apenas ouvir falar, e 12,4% não possuem conhecimento sobre ele. Seu potencial eleitoral entre os que o conhecem revela que 26,3% votariam nele com certeza e o índice de rejeição chega a 44,7%.
O levantamento comparativo mostra que o Lula é o candidato mais conhecido pela população, enquanto Ratinho Junior possui o menor índice de conhecimento entre os citados.
- Por Márcia Magalhães | Folhapress
- 30 Jan 2026
- 12:21h
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.
Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda —apenas pela não atualização da tabela.
Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.
"O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida", afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.
De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.
Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.
Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado "efeito arrasto", quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.
Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
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Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
Em R$
Rendimento Mensal Bruto - Imposto a mais
1.518 - 0
2.000 - 0
2.500 - 0
3.000 - 0
3.036 - 0
3.434 - 0
4.000 - 0
4.358 - 0
5.000 - 0
5.010 - 3,58
5.158 - 56,58
5.272 - 97,36
5.500 - 190,47
5.600 - 231,28
5.698 - 271,25
6.000 - 382,88
6.500 - 535,84
6.800 - 627,38
7.000 - 688,41
7.100 - 718,92
7.200 - 749,44
7.350 - 795,21
7.360 - 796,93
7.400 - 803,81
7.500 - 821,01
7.800 - 872,61
8.000 - 907,01
8.500 - 992,67
9.000 - 1.078,17
10.000 - 1.186,87
20.000 - 1.553,42
45.000 - 1.553,42
100.000 - 1.553,42
Fonte: Sindifisco
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Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.
O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.
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VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026
Rendimentos tributáveis - Redução do imposto
até R$ 5.000 - até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 - R$ 978,62 - (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350
VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026
Base de cálculo - Alíquota - Dedução
Até R$ 2.428,80 - - - -
De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 - 7,5% - R$ 182,16
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 - 15,0% - R$ 394,16
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 - 22,5% - R$ 675,49
Acima de R$ 4.664,68 - 27,5% - R$ 908,73
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- Por Liz Barretto/Bahia Notícias
- 30 Jan 2026
- 10:19h
Foto: Agência Senado
O senador Angelo Coronel (PSD), comentou a possibilidade da formação de uma chapa majoritária “puro-sangue” do PT, o ministro da Casa Civil Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A declaração foi dada em entrevista à Antena 1 nesta sexta-feira (30).
Para o psdbista, seu partido, que sempre esteve na base do governo, deveria ter mais espaços nas eleições de outubro. “É um absurdo no meu pensamento o PSD abrir mão desse espaço, já que se prega tanto essa unidade entre os partidos que compõem a base. Eu vejo que é uma gula muito grande por parte do PT”, declarou.
O senador criticou a escolha de uma chapa formada por um único partido. As especulações vieram após declarações de Jaques Wagner que sugeriam uma formação 100% petista.
“Talvez seja a chapa dos sonhos para o Partidos dos Trabalhadores, porque pra mim mesmo, não vejo nada de chapa de sonho aí. Até então não vi nenhuma palavra por parte do governador Jerônimo”, declarou Coronel.
Ele ainda chamou atenção para o silêncio do governador sobre a questão. “Talvez o governador deve estar imaginando: essa chapa dos sonhos pode terminar virando uma chapa pesadelo”, completou.
Agora, seu filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD) é o responsável pelas articulações sobre o futuro dos dois para a corrida eleitoral.