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Foto: PCPE/Divulgação
A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou, nessa quinta-feira (17), uma operação conjunta com 75 mandados de prisão e 45 de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e bloqueio de ativos para 16 estados. Segundo a corporação, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 1,8 bilhão de ativos e bens, entre eles uma aeronave.
Desde o início da investigação, foram 104 mandados de prisão. Os alvos são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em uma organização criminosa com atuação nacional. Durante os cumprimentos de mandados, foram apreendidas armas, documentos e outros bens.
Além de Pernambuco, os mandados foram emitidos para Rio Grande do Norte, Amazonas, Piauí, Maranhão, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Alagoas, São Paulo, Acre, Minas Gerais e Bahia.
Denominada Smurfing, a operação partiu de uma investigação que era realizada a partir de uma organização criminosa de Ipojuca, no Grande Recife, desde novembro de 2018.
Segundo a Polícia Civil, foram identificados "braços" financeiros e operacionais da organização criminosa em vários locais do país. A corporação definiu essa como a "maior e mais abrangente operação de repressão qualificada de sua história.
A partir da investigação em Ipojuca, os policiais acompanharam o caminho do dinheiro obtido através do tráfico, passando pelos operadores financeiros e empresas utilizadas por uma organização criminosa para lavagem de dinheiro.
As apurações, ainda de acordo com a corporação, revelaram uma relação dos envolvidos com investigados na Bolívia, sobretudo alvos residentes na região de fronteira. As informações indicaram que a região é, provavelmente, uma das rotas pelas quais drogas ilícitas com origem boliviana entram no país.
Smurfing é uma tipificação de lavagem de dinheiro, que consiste no fracionamento de uma grande quantia em pequenos valores, de modo a escapar do controle administrativo, camuflando assim transferências e operações financeiras.
Todos os mandados foram emitidos pela Vara Criminal de Ipojuca, no Grande Recife. Em Mato Grosso, foram 30 mandados de prisão cumpridos e uma pista clandestina de pouso foi identificada em uma fazenda em Comodoro, onde também foram apreendidas armas de fogo e munições.
A Polícia Civil de Pernambuco apontou que, além das polícias estaduais, a operação é realizada em parceria com a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Outros detalhes devem ser divulgados em "momento oportuno", segundo a corporação.
- Lorena Barros, do UOL
- 17 Mar 2022
- 14:06h
(Foto: Reprodução / TV Anhanguera)
Um jovem de 25 anos é suspeito de forjar a própria tentativa de assassinato para tentar reatar com a ex-namorada na cidade de Rio Verde, em Goiás. Ele teria pagado mil reais a um colega para atirar nele e, assim, comover a ex. De acordo com a Polícia Civil de Goiás, o rapaz, que não teve identidade revelada, deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade com um ferimento de arma de fogo no último domingo (13). Ele foi levado pela ex, pessoa que acionou logo após ser alvejado.
Aos atendentes, ele informou que tinha sido vítima de uma tentativa de homicídio. Por protocolo, a instituição de saúde acionou a polícia e assim que os oficiais chegaram, o homem confessou que estava mentindo. "Ele acabou informando aos policiais militares e policiais civis que se tratava de uma armação da parte dele com a intenção de criar uma comoção, um sentimento de pena na ex-namorada", contou, em conversa com o UOL o delegado responsável pela investigação, Adelson Candeo.
Segundo o delegado, o homem confessou que negociou a tentativa de assassinato com o irmão de um amigo, que teria recebido R$ 1 mil pelo serviço. Ele estaria em um estado depressivo após o término do namoro de dois anos, tentando até mesmo suicídio mais de uma vez. A suspeita da polícia é de que ele tenha confessado por medo de voltar à prisão se levasse a investigação adiante, já que tinha passagem pelo sistema prisional e está cumprindo regime semiaberto. Até o momento, duas pessoas foram detidas por envolvimento com a armação.
"Os policiais encontraram a arma de fogo escondida na casa de um terceiro, que foi preso. O amigo dele, irmão do homem que efetuou o disparo, também foi preso por tentativa de homicídio, e o rapaz que fez o disparo não foi detido porque não foi encontrado até o momento", explicou o delegado. O jovem que levou o tiro é considerado autor intelectual do crime de disparo de arma de fogo. Mesmo sendo a "vítima" da situação, ele também deve responder judicialmente pelo caso, podendo ficar de dois a quatro anos preso se condenado. Ele conseguiu a façanha de fazer com que a namorada tivesse um desprezo ainda maior por ele, conseguiu colocar dois amigos em situação complicada de prisão e tem uma dívida de mil reais para pagar, além de um ferimento que vai ter que cuidar e o processo criminal, que pode levá-lo de volta ao presídio. Se algo tinha que dar errado deu muito errado.Adelson Candeo, delegado.
Nenhum dos envolvidos no crime teve a identidade revelada. O jovem baleado ainda não tem defesa constituída e apenas um dos amigos dele está representado por uma advogada. O UOL tentou contato com a defensora legal, mas não conseguiu contato até o momento. Este espaço segue aberto e será atualizado tão logo haja manifestação.
- g1 DF e TV Globo
- 17 Mar 2022
- 11:28h
(Reprodução/Redes Sociais)
Um personal trainer, de 31 anos, é investigado por espancar um sem-teto após flagrá-lo fazendo sexo com a esposa dele, em Planaltina, no Distrito Federal (veja vídeo acima). O caso ocorreu na quarta-feira (9) e é apurado pela Polícia Civil.
Aos investigadores, o personal Eduardo Alves disse que pensou que a esposa, que tem 33 anos, estava sendo estuprada. No entanto, ele também afirmou que a mulher enfrenta problemas psicológicos.
Após a confusão, o sem-teto e Eduardo foram levados para delegacia de Planaltina, mas acabaram liberados em seguida. O delegado disse que o caso está "em sigilo".
O homem em situação de rua recebeu atendimento no hospital da região, depois, não foi mais visto na cidade. O hospital não informa se ele recebeu alta.
O que se sabe
1. Como tudo aconteceu?
O caso aconteceu na noite de quarta-feira (9), no Jardim Roriz, em Planaltina, no Distrito Federal. No boletim de ocorrência, consta que a esposa, de 33 anos, saiu com a sogra para tentar ajudar o sem-teto, no entanto, durante o percurso, elas se separaram.
Como a esposa não voltou, o personal trainer Eduardo Alves saiu para procurá-la. No caminho, ele encontrou o carro da mulher estacionado e, quando se aproximou, viu que a companheira fazia sexo com o sem-teto.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o marido começou a agredir o homem, já fora do veículo. Eduardo derrubou o sem-teto no chão, deu socos e chutes.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para atender a ocorrência, inicialmente informada como sendo uma situação de estupro. Aos militares, os envolvidos apresentavam informações desencontradas sobre o ocorrido.
2. O sem-teto foi socorrido?
O sem-teto foi encaminhado ao hospital, assim como Eduardo. Os dois ficaram feridos durante a briga.
A mulher também passou por atendimento médico, pois estava em estado de choque. Os três foram levados para o Hospital Regional de Planaltina, pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF, que foi chamado ao local onde ocorreram as agressões.
O personal trainer foi liberado em seguida. Fotos, nas redes sociais, mostram uma pessoa que seria o morador de rua internado, mas o Hospital Regional de Planaltina não confirma se é ele, nem o estado de saúde do sem-teto, ou se ele permanece hospitalizado.
3. O personal trainer foi preso?
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que, após a confusão, os envolvidos foram encaminhados à 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina. Eduardo prestou depoimento e foi liberado, assim como a mulher e o sem-teto.
Procurado pelo g1, o delegado responsável pela 16ª DP disse que não falaria sobre o caso. Nesta quarta-feira (16), um agente informou à reportagem que "o delegado Diogo Cavalcante recebeu ordens para não falar com a imprensa".
Na terça (15), em uma mensagem pelo WhatsApp, o delegado disse à TV Globo que "o caso é sensível, a investigação ficou sigilosa e, por isso, não vamos divulgar detalhes até a finalização do caso".
4. O que diz o personal trainer?
Aos policiais, Eduardo Alves contou que pensou que a esposa estava sendo estuprada pelo sem-teto. No depoimento, ele também afirmou que a mulher enfrenta problemas psicológicos.
Em Planaltina, onde mora o casal, os vizinhos disseram que o personal trainer "entra e sai" da loja que o casal possui e que se divide entre delegacia e hospital, onde a esposa estaria internada. Vizinhos também contam que o homem "está muito abalado".
O g1 ligou e mandou mensagem para o personal trainer, mas não obteve retorno até a última atualização desta publicação.
5. O que diz a mulher?
A reportagem da TV Globo obteve áudios em que a mulher do personal trainer narrou o que aconteceu. Ela disse que, inicialmente, foi abordada pelo sem-teto, que pedia dinheiro. Como ela não tinha, ele pediu para ver uma bíblia que o marido, o personal Eduardo Alves, havia dado à ela.
Em seguida, conforme os áudios da mulher, o sem-teto pediu um abraço, e os dois entraram no carro dela. A mulher contou que o homem começou a fazer carinho no pé dela, e que falou para irem para outro lugar.
Conforme os áudios da esposa do personal trainer, nesse momento, ela decidiu marcar um encontro com o sem-teto, na rodoviária de Planaltina. A mulher diz ainda, nas gravações, que foi ao local combinado e que esperou pela chegada do homem.
Quando ele chegou, ela explica que os dois entraram no veículo e tiveram relações sexuais consentidas por ela. A mulher afirmou ainda que viu "imagens do marido e de Deus" no sem-teto, e que não havia ingerido drogas ou bebida alcoólica.
6. O que diz a Polícia Civil?
O caso segue em investigação na 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina. A Polícia Civil não informou a linha de investigação e não tem atendido aos contatos feitos pela reportagem.
O que falta saber?
- A esposa foi estuprada?
- Qual linha de investigação da Polícia Civil?
- O marido vai ser responsabilizado pelas agressões ao sem-teto?
- A esposa enfrenta problemas psicológicos?
- Os supostos problemas psicológicos motivaram o contato com o morador de rua?
- Guilherme Mazui, g1
- 16 Mar 2022
- 19:48h
Foto: Alan Santos/PR/Divulgação
O presidente Jair Bolsonaro afirmou em entrevista exibida nesta quarta-feira (16) que a Petrobras "não colabora com nada" e que, por ele, a empresa estatal "poderia ser privatizada hoje".
Bolsonaro tem feito críticas à Petrobras em meio aos reajustes nos preços dos combustíveis. No último dia 11, por exemplo, a empresa aumentou novamente o preço da gasolina e do diesel para as distribuidoras e, em algumas regiões do Brasil, os postos estão cobrando R$ 8 pelo litro de gasolina.
"Qualquer nova alta a gente vai, da nossa parte aqui, desencadear um processo para que esse reajuste não chegue na ponta da linha para o consumidor. É impagável o preço dos combustíveis no Brasil. E lamentavelmente a Petrobras não colabora com nada", declarou Bolsonaro nesta quarta.
"Muita gente me critica, como se eu tivesse poderes sobre a Petrobras, não tenho poderes sobre a Petrobras. Para mim, é uma empresa que poderia ser privatizada hoje, ficaria livre deste problema. E a Petrobras se transformou na Petrobras Futebol Clube, onde o clubinho lá de dentro só pensa neles, jamais pensam no Brasil", acrescentou o presidente em entrevista ao SBT.
Na mesma entrevista, Bolsonaro disse que existe a possibilidade de trocar o presidente da Petrobras.
"Existe essa possibilidade [trocar o presidente da Petrobras]. Todo mundo no governo, ministros, secretários, diretores de empresas, presidentes de estatais podem ser substituídos se não estiverem fazendo o trabalho a contento. Então, eu não quer dizer que vai ser trocado ou que não vai ser trocado. Eu só não posso trocar o vice-presidente da República. O resto, todos podem ser trocados, obviamente, por motivos de produtividade, por motivo de falha ou omissão no respectivo serviço", declarou.
- Eric Luis Carvalho, g1 BA
- 16 Mar 2022
- 14:40h
Foto: German Maldonado/TV Bahia
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (16), que pretende alterar, até o dia 31 de março, o status da Covid-19 no Brasil de pandemia para endemia. O líder do Executivo nacional está na Bahia onde cumpriu agenda no Senai Cimatec e, em seguida, inaugura uma unidade de biomagem das Obras Sociais Irmã Dulce, entidade filantrópica que atende milhares de pessoas todos os anos.
"A tendência do Queiroga, que é autoridade nesta questão, tem conversado na Câmara de Deputados, parlamentares, também o Supremo, que é o órgão federal. A ideia é que até o dia 31, é a ideia dele, passar de pandemia para endemia e vocês vão ficar livres da máscara em definitivo", revelou.
Desde março de 2020 a Organização Mundial de Saúde classifica como pandemia o cenário da Covid-19 no mundo. Em janeiro deste ano, o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, emitiu alerta aos líderes mundiais de que a pandemia do novo coronavírus "não está nem perto do fim".
Sobre das máscaras, estados e municípios são responsáveis pela decisão de suspender a obrigatoriedade do uso.
Ao chegar no Senai Cimatec, o presidente foi recebido com vaias e gritos de repúdio por parte de um grupo de estudantes.
- Amorim Neto e Guilherme Lins, TV Gazeta e g1 AL
- 16 Mar 2022
- 07:05h
Foto: Reprodução/TV Globo
A falta de chuva castiga diversos municípios em quase todo o Nordeste brasileiro. Dos nove estados da região, oito têm municípios em situação de emergência por causa da seca ou estiagem reconhecida pelo Governo Federal.
egundo levantamento atualizado nesta terça-feira (15) junto ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), são 486 municípios com decreto de emergência vigente. Veja abaixo a quantidade em cada estado:
Alagoas: 39
Bahia: 50
Ceará: 38
Maranhão: Sem registro. Nenhum processo com prazo de vigência encontrado.
Paraíba: 196
Pernambuco: 14
Piauí: 50
Rio Grande do Norte: 88
Sergipe: 11
A emergência é decretada quando começa a faltar água para o básico, principalmente para beber. A estiagem afeta também a alimentação dos animais, que muita vezes são a fonte de renda das famílias sertanejas.
"Quando falta comida pra os bichinhos, aí a gente tem que caçar um jeito de serrar capim onde tem e botar pra os bichos comer", lamenta o agricultor Cícero Soares dos Prazeres.
Foto: Divulgação
O Ministério da Justiça censurou a comédia "Como se tornar o pior aluno da escola", de 2017, alegando apologia à pedofilia.
A decisão, tomada pelo Ministério da Justiça, foi divulgada nesta terça-feira (15), depois de a produção ficcional ser atacada por bolsonaristas nas redes sociais por conta de uma cena em que crianças sofrem assédio sexual de um personagem adulto.
Num despacho publicado no "Diário Oficial da União", o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça argumenta que a suspensão busca "a necessária proteção à criança e ao adolescente" e prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento. Em 2017, a pasta havia liberado o filme com a classificação indicativa de não recomendado para menores de 14 anos.
A determinação foi aplicada a Netflix, Globo (dona das plataformas Telecine e Globoplay), Google (YouTube , Apple e Amazon. (Veja, abaixo, o que as plataformas disseram).
Ao jornal O Globo, o ator Fabio Porchat – que interpreta o adulto que assedia sexualmente dois alunos de uma escola – ressaltou que o filme é uma peça de ficção.
"Como funciona um filme de ficção? Alguém escreve um roteiro e pessoas são contratadas para atuarem nesse filme. Geralmente, o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, pode matar e torturar pessoas...", disse.
- Sthefanny Loredo, TV Globo
- 15 Mar 2022
- 16:44h
Foto: Reprodução
Um personal trainer de 31 anos é investigado por espancar um sem-teto no Jardim Roriz, em Planaltina, no Distrito Federal. O caso aconteceu na última quarta-feira (9), após o homem flagrar a esposa fazendo sexo dentro de um carro com a vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o marido pensou que a esposa, que tem 33 anos, estava sendo estuprada. No entanto, ele também afirmou que a mulher enfrenta problemas psicológicos.
A polícia foi acionada e os três envolvidos foram conduzidos ao Hospital Regional de Planaltina. Os dois homens estavam machucados e a mulher, em estado de choque.
O g1 ligou para o personal trainer, mas não obteve retorno até a última atualização desta publicação. A reportagem tenta contato com os outros envolvidos.
A 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina, apura o caso. No boletim de ocorrência, no entanto, não consta a linha de investigação.
Foto: Divulgação/UOL
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou nesta terça-feira (15) dois casos da variante deltacron no Brasil: um no Pará e um no Amapá. Estudos preliminares apontam que a deltacron seria uma mistura da delta com a ômicron.
"Essa variante que seria uma junção da omicron com a delta, né? Deltacron, que tem mais na França e alguns outros países da Europa. Nosso serviço de vigilância genômica já identificou dois casos no Brasil. Um no Amapá, outro no Pará. E nós monitoramos todos esses casos, isso é fruto do fortalecimento da capacidade de vigilância genômica no Brasil", afirmou Queiroga a jornalistas na entrada do ministério.
Questionado se o governo vê esses casos com preocupação, o ministro disse que essa variante requer monitoramento, mas que o papel das autoridades sanitárias é tranquilizar a população.
"É uma variante de importância, que requer o monitoramento. Então as variantes são classificadas como variantes de importância, variantes de preocupação, e as autoridades sanitárias estão aqui para, diante dessas situações, tranquilizar a população brasileira", completou Queiroga.
Ele repetiu, como vem fazendo nas últimas semanas, que o foco das pessoas no momento deve ser tomar a dose de reforço da vacina, para quem ainda não tomou.
"As medidas são as mesmas, e, se eu tivesse, meu amigo e minha amiga que me ouve, que indicar uma medida, é a aplicação da dose de reforço. Aplicar a dose de reforço é importante", orientou o ministro.
- por Leonardo Vieceli | Folhapress
- 12 Mar 2022
- 12:15h
Foto: Divulgação
O Brasil está há um semestre com inflação ao consumidor acumulada acima de 10%, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em fevereiro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu 10,54% no acumulado de 12 meses.
Desde setembro de 2021, ou seja, há seis meses, o indicador registra inflação de dois dígitos nessa base de comparação.
A última sequência tão ou mais longa de IPCA acima de 10% ocorreu entre 2002 e 2003. À época, a inflação acumulada em 12 meses ficou em dois dígitos durante 13 divulgações, de novembro de 2002 a novembro de 2003, sob efeito da pressão do câmbio em meio a turbulências da área política.
Na visão de economistas, a taxa atual de 10,54% espelha em grande parte os efeitos da pandemia sobre os preços. Durante a crise sanitária, cadeias produtivas globais foram desajustadas, causando descompasso entre oferta e procura.
Ao mesmo tempo, petróleo e commodities agrícolas tiveram alta. Com o dólar subindo no Brasil em meio a episódios de tensão política, o resultado foi o impacto sobre os preços finais de produtos como combustíveis e alimentos.
A inflação também foi pressionada nos últimos 12 meses por fatores como a crise hídrica, que encareceu as contas de luz.
Para complicar a situação, os efeitos econômicos da guerra entre Ucrânia e Rússia devem dificultar o combate ao avanço generalizado dos preços a partir de março.
É que o conflito causou nova disparada de commodities como o petróleo, e os reflexos começam a chegar ao bolso dos brasileiros.
Em razão do avanço das cotações no mercado internacional, a Petrobras anunciou na quinta (10) um mega-aumento de gasolina, óleo diesel e gás de cozinha nas refinarias.
O reajuste passou a valer nesta sexta, e o temor de analistas é que a alta dos combustíveis se espalhe por diferentes setores da economia. Assim, a desaceleração do IPCA para baixo de 10% no acumulado de 12 meses tende a ser mais complicada.
"Com a pandemia, houve desarranjo nas cadeias produtivas globais, e o rearranjo era lento antes da guerra. O conflito deve atrasar ainda mais esse processo, além de impactar preços de commodities", avalia o economista Fábio Romão, da LCA Consultores.
"É por isso que o mercado está revendo suas projeções para o IPCA", completa.
A LCA Consultores elevou de 6% para 6,5% a projeção para a inflação de 2022. Novos avanços não estão descartados, segundo Romão. Já há instituições financeiras projetando IPCA acima de 7% até dezembro.
"Os dados até fevereiro ainda não mostram os efeitos das altas de commodities com a guerra. Então, o quadro para 2022 é de inflação elevada não só aqui no país, mas em termos globais", afirma o economista-chefe do C6 Bank, Felipe Salles.
Com a tensão geopolítica, o banco revisou de 5,5% para 6% a estimativa para o IPCA de 2022, com viés de alta. Salles diz que a guerra traz uma série de incertezas para o cenário macroeconômico, mas ele entende que a inflação brasileira pode perder força a partir da metade do ano, com uma trégua nas tarifas de energia.
Em razão da seca que atingiu o país no ano passado, entrou em vigor em setembro a bandeira de escassez hídrica, que eleva as contas de luz. A expectativa de analistas é que haja uma mudança de bandeira a partir de maio, devido à melhora na situação dos reservatórios.
Isso, diz Salles, poderia gerar algum alívio para os consumidores, ajudando na desaceleração do IPCA para baixo de 10%.
Romão vai na mesma linha. Além de uma possível mudança nas contas de luz, o efeito dos juros mais altos poderia fazer o IPCA voltar para um dígito.
"Mesmo assim, vamos continuar com um nível indesejado de inflação", pondera.
Segundo economistas, eventuais mudanças nas previsões para o IPCA deste ano vão depender em grande parte da duração do conflito na Ucrânia, que ainda é incerta.
Como mostrou reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o mega-aumento de combustíveis pode detonar um ciclo vicioso de mais inflação, juros e dívida pública na economia brasileira.
A inflação persistente pode exigir que o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), reforce a subida de juros ao longo de 2022 —e mantenha a taxa básica elevada por mais tempo no ano que vem.
Em uma tentativa de conter o avanço dos preços, o colegiado levou a Selic para 10,75% ao ano na reunião mais recente, em fevereiro.
O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 15 e 16 de março. A LCA elevou a projeção para a Selic em 2022 de 12,25% para 13%. O C6 Bank, por sua vez, prevê 12,75%.
Já há instituições enxergando taxa acima de 13% até dezembro.
- Bahia Notícias
- 12 Mar 2022
- 07:59h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro sancionou na noite desta sexta-feira (11), na íntegra, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 11, de 2020, que prevê a cobrança em uma só vez do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, inclusive importados. As informações são da Agência Brasil.
O ICMS único também valerá para o gás natural e para a querosene de aviação. A sanção foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Atualmente, a alíquota do imposto é um percentual cobrado em cima do preço final do litro na bomba, que sofre variações do dólar e do preço internacional, onerando ainda mais o valor final cobrado dos consumidores.
O PL sancionado determina que a cobrança do ICMS ocorra sobre o preço na refinaria ou no balcão de importação, quando o combustível vier do exterior. Os novos valores, pela proposta, serão definidos por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne representantes da área econômica de todos os estados e do Distrito Federal.
O diesel é o único combustível que adotaria uma regra de transição emergencial. Segundo essa sistemática, enquanto não for adotada a cobrança única – e correspondente unificação de alíquota – do diesel, o valor de referência para estipulação do tributo será a média móvel dos preços médios praticados ao consumidor final nos 60 meses anteriores a sua fixação.
Na definição das novas alíquotas, deverá ser previsto um intervalo mínimo de 12 meses entre a primeira fixação e o primeiro reajuste dessas alíquotas e de seis meses para os reajustes subsequentes, devendo-se observar o prazo de 90 dias no caso de um novo aumento.
A medida também reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, garantindo a manutenção dos créditos vinculados às pessoas jurídicas da cadeia produtiva.
Desse modo, a proposição não apenas preserva a autonomia dos estados e do Distrito Federal, mas também simplifica a incidência do ICMS sobre os combustíveis e lubrificantes, confere maior uniformidade e dilui o peso da carga tributária incidente sobre estes produtos para enfrentar o súbito aumento do petróleo decorrente da guerra na Ucrânia.
- Bahia Notícias
- 11 Mar 2022
- 16:23h
Foto: Reprodução / UOL
A pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (11) aponta o ex-presidente Lula (PT) se mantém na liderança da corrida presidencial. Com 43% das intenções de voto, o petista é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, com 28%. O levantamento foi contratado pela XP Investimentos.
Ciro Gomes (PDT) e Sergio Moro (Podemos) surgem com 8% cada, estando numericamente empatados. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), surge com 3%. Tendo em conta a margem de erro, que é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, Ciro, Moro e Doria estão tecnicamente empatados.
Comparado com a pesquisa anterior, divulgado em 25 de fevereiro, Lula manteve os 43% da intenção de voto estimulada, quando o nome dos candidatos é apresentado ao entrevistado. O chefe do Executivo, no entanto, oscilou dois para cima (portanto, dentro da margem de erro) — na ocasião, ele aparecia com 26%.
Moro e Doria mantiveram o resultado anterior (8% e 3%, respectivamente) e Ciro oscilou um ponto para cima (tinha 7%). Doria empata, dentro da margem de erro, com a senadora Simone Tebet (MDB), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e o deputado federal André Janones (Avante), que têm 1% cada.
O nome do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) mantém conversas com o PSD para disputar a Presidência pela legenda, substituindo oo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).
Conforme o Ipespe, Felipe D´Avila (Novo) foi citado, mas não chegou a 1%. Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania) foi testado, mas não foi citado por nenhum entrevistado. Brancos e nulos somam 7%, e não sabem, 2%.
A pesquisa foi realizada no período de 7 a 9 de março e entrevistou mil pessoas de 16 anos e mais de todas as regiões do país, por telefone. O intervalo de confiança é de 95,5%. Os percentuais que não totalizam 100% são decorrentes de arredondamento ou de múltiplas alternativas de resposta. O levantamento foi registrado junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03573/2022.
O cenário de 1º turno testado pela pesquisa (estimulada) é:
- Lula (PT): 43%
- Bolsonaro (PL): 28%
- Ciro (PDT): 8%
- Moro (Podemos): 8%
- Doria (PSDB): 3%
- Tebet (MDB): 1%
- Leite (PSDB): 1%
- Janones (Avante): 1%
- D'Ávila (Novo): 0%
- Vieira (Cidadania): 0%
- Nenhum/não iria votar/branco/nulo/: 7%
- Não sabe/não respondeu: 2%
A pesquisa testou também um possível segundo turno, mostrando os seguintes cenários e as perspectivas de voto:
- Lula x Bolsonaro: 53% a 33%
- Lula x Moro: 51% a 30%
- Lula x Leite: 55% a 17%
- Lula x Doria: 53% a 18%
- Lula x Ciro: 50% a 25%
- Ciro x Bolsonaro: 47% a 36%
- Doria x Bolsonaro: 38% a 37%
- Moro x Bolsonaro: 33% a 33%
- Bolsonaro x Leite: 40% a 35%
De acordo com a sondagem, que também avaliou a aprovação do governo Bolsonaro. Cerca de 52% dos entrevistados avaliaram a gestão como ruim ou péssima, contra 27% que o avaliam como bom ou ótimo. Aqueles que avaliam o governo como regular são 20%. Os que não sabem ou não responderam somam 1%. Os números oscilaram dentro da margem de erro em comparação com a pesquisa anterior - no levantamento feito há duas semanas, esses números eram 63%, 31% e 6%, respectivamente. As informações são do UOL.
- Bahia Notícias
- 11 Mar 2022
- 08:04h
Foto: Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços de três deputados federais do PL na manhã desta sexta-feira (11). Segundo a PF, os parlamentares são suspeitos de desvio de recursos de emendas parlamentares. Um dos alvos é o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL-MA), aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Também aparecem na mira da PF os deputados Bosco Costa (PL-SE) e Pastor Gildenemir (PL-MA). A suspeita é que eles usariam um esquema de desvios que teria sido articulado por Maranhãozinho, com empresas de fachada e dinheiro vivo. Ainda segundo as informações, a operação deflagrada é um desdobramento da investigação batizada de Ágio Final, de 2020.
Além das residências dos parlamentares, as buscas estão ocorrendo em escritórios políticos nos estados, não acontecem nos gabinetes na Câmara dos Deputados. A operação foi autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF.
- por Joelmir Tavares e Carolina Linhares | Folhapress
- 10 Mar 2022
- 18:26h
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O presidenciável Sergio Moro (Podemos) e o MBL (Movimento Brasil Livre) adotaram recuos políticos e retóricos para pacificar a relação e manter o apoio do grupo à candidatura do ex-juiz depois do episódio envolvendo as falas de cunho sexista do deputado estadual Arthur do Val (sem partido-SP).
De acordo com membros do MBL, que se filiaram em massa ao Podemos em janeiro para reforçar a campanha nacional, o movimento segue com o plano de lançar pelo partido três nomes à Câmara dos Deputados e quatro para a Assembleia Legislativa de São Paulo.
Um impasse a ser resolvido, porém, é a candidatura ao Governo de São Paulo -enquanto o MBL defende que o vereador Rubinho Nunes (Podemos-SP) ocupe o espaço vago de Arthur, a legenda passou a cogitar a presidente da sigla, deputada federal Renata Abreu (SP), para o posto.
Passado o estranhamento inicial após a eclosão do escândalo -Arthur chegou a dizer em entrevista à Folha ter ficado chateado com a nota de repúdio do ex-juiz--, as partes buscaram entendimento no início desta semana para evitar que a aliança eleitoral fosse contaminada.
Em jogo está o interesse de Moro em ter a seu lado a estrutura de redes sociais e mobilização digital do MBL, no momento em que tenta fazer sua campanha deslanchar, e a vontade mútua de preservar candidaturas do MBL ao Legislativo abrigadas no Podemos.
Depois da estratégia para isolar Arthur do Val das tratativas partidárias, representantes de ambos os lados dizem que o caso está sendo superado. O deputado pediu desfiliação da legenda, confirmada na terça (8), e desistiu da candidatura ao governo e à reeleição. E se afastou do MBL.
A reviravolta é fruto do escândalo causado pelo vazamento de áudios do parlamentar com comentários sexistas sobre mulheres da Ucrânia, para onde viajou com a justificativa de ajudar vítimas da invasão russa. Disse, por exemplo, que as ucranianas são "fáceis" por serem pobres.
Com a desvinculação de Arthur do Podemos, o MBL passou a concentrar esforços na defesa dele na Assembleia, onde deve enfrentar pedido de cassação que, se confirmado ao final pelo plenário, pode deixá-lo oito anos inelegível.
Moro, que na sexta (4) repudiou as falas imediatamente após a divulgação, emitiu nota na segunda (7) em que nega a chance de afastamento e diz entender "que o MBL irá superar esse episódio negativo". Dentro do MBL, houve reclamação e irritação com a primeira nota de Moro, que falava em crime. "As declarações são incompatíveis com qualquer homem público. [...] Jamais comungarei com visões preconceituosas, que podem inclusive ser configuradas como crime", disse na ocasião.
No entanto, o movimento não deu continuidade ao tom ressentido de Arthur. Os integrantes passaram a dizer que entendem Moro, pela necessidade de blindar a candidatura do escândalo. As novas declarações, mais favoráveis ao MBL, caíram bem no grupo.
Moro ainda enviou mensagem ao deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP), um dos cabeças do movimento, afirmando querer manter a proximidade e a campanha conjunta. Segundo participantes do movimento, apesar do desgaste da nota do ex-juiz, consolidou-se a avaliação de que a melhor opção, ao menos por ora, é manter o acordo. Uma negociação com outro partido para receber candidatos do grupo teria que começar do zero e em meio à janela partidária.
Líderes do MBL ressaltam que trabalham pela terceira via, que tem em Moro seu representante da centro-direita com maior intenção de votos --9% no Datafolha de dezembro. Mas, mesmo entre eles, há desconfiança sobre as condições do ex-juiz de levar a candidatura até o fim.
A ideologia liberal e a tentativa de quebrar a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) justificariam a manutenção do apoio a Moro, de acordo com membros do MBL. Para eles, o outro lado da moeda é mais pragmático --Renata e Moro sabem da necessidade de uma aliança com o grupo.
"Nós confiamos no Moro e na terceira via. Não é momento de egoísmo da nossa parte, é importante seguir na construção da terceira via", diz à Folha Renan Santos, coordenador do MBL. Renan afirma ainda que o grupo não vai se omitir no processo eleitoral. "Se estamos tomando pedrada é porque sabem que a gente vai incomodar nas eleições."
"Nosso apoio a Moro está preservado e não há mudança na nossa situação no Podemos", diz Kataguiri. O deputado afirma que vai se filiar à legenda de Moro no fim de março para concorrer à reeleição.
"Eu entendo a posição do Moro", diz Rubinho Nunes. "Mas fizemos um trabalho pela terceira via e ele é o nome da terceira via", completa.
Para sustentar a candidatura de um nome do MBL ao Palácio dos Bandeirantes, o grupo menciona a carta-compromisso assinada na época da filiação em que o Podemos se comprometia a garantir legenda aos integrantes, "assegurando aos indicados pelo movimento, especialmente, vagas para disputa dos cargos" de governador, vice, senador e deputado federal e estadual.
Na terça, no entanto, enquanto Moro fazia postagem em rede social com a sugestão de Renata Abreu como candidata ao governo, Rubinho afirmou à reportagem que não sabia do arranjo proposto, mas evitou polemizar.
"O documento previa a indicação ao MBL, mas naturalmente podemos dialogar e construir um [outro] nome. Não vejo o nome da Renata de forma negativa", disse.
Nesta quarta (9), porém, Rubinho afirmou que o tema deve ser objeto de conversa entre o MBL e o partido. Ele pretende usar a carta como argumento em favor de seu grupo.
Kim adota a mesma linha. "Ainda precisamos conversar com o Podemos." Ele pondera que o candidato do MBL ao Executivo alavancaria a votação da chapa de membros do movimento para o Legislativo.
Assim como a nota de Moro, a ação do Podemos para driblar o MBL e lançar Renata também caiu mal em parte do movimento. Líderes do MBL não acreditam que a deputada levará a candidatura até o fim e cogitam até que a legenda acabe apoiando Rodrigo Garcia (PSDB), como quer uma parte dos prefeitos.
Renan minimiza a questão. "É importante que um partido do tamanho do Podemos tenha candidato em São Paulo", diz. A movimentação pró-Renata também teve o apoio do senador Álvaro Dias (PR), articulador de Moro.
Para assumir a empreitada, a deputada teria que abrir mão de sua tentativa de reeleição. Em nota, a assessoria diz que ela "foi surpreendida com o convite" de Moro, mas neste momento está "focada justamente na montagem dos palanques para a reforçar a candidatura presidencial".
Aliados do ex-juiz reforçaram a mensagem de que os ruídos com o MBL foram solucionados sem traumas e que é natural que o novo quadro eleitoral, sem Arthur, leve a uma rediscussão de acordos.
Para o deputado federal Junior Bozzella (União-SP), articulador da candidatura de Moro, o envolvimento do MBL segue bem-vindo. "O MBL agrega. São aguerridos, defendem princípios como transparência e retidão, têm militância, atingem o público jovem e têm capilaridade nas redes sociais. Por mais que tenha havido deslizes no caminho, a participação [do MBL] mais ajuda do que atrapalha."
- Bahia Notícias
- 09 Mar 2022
- 09:40h
Foto: Reprodução / TV Globo
A influenciadora Jade Picon perdeu a batalha na disputa com o ator e cantor Arthur Aguiar e foi eliminada nesta terça-feira (8) do Big Brother Brasil 22. Em sua primeira vez na berlinda, ela levou 84,93 % dos votos.
A segunda mais votada foi a professora Jessilane, com 13,3%, deixando Arthur com apenas 1,77%.
Segundo o apresentador Tadeu Schimidt, esse foi o segundo confronto que recebeu mais votos desde o início do reality: foram 698.199.078. O número só perde para outra disputa acirrada e histórica, a entre Manu Gavassi e Felipe Prior, que teve mais de um bilhão de votos e entrou para o Guiness Book.