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Foto: Reprodução / TV Câmara
Uma família governada com mão de ferro por Flordelis e com uma hierarquia muito bem definida. Esse foi cenário descrito por uma neta da ex-deputada durante audiência de julgamento nesta terça-feira (12).
Rebeca R., de 17 anos, é filha de um dos acusados - Carlos Ubiraci -, e depôs na audiência em que os réus Adriano dos Santos Rodrigues (filho biológico), Carlos Ubiraci (filho afetivo), Marcos Siqueira Costa (ex-policial militar) e Andrea Santos Maia (mulher de Marcos Siqueira) foram julgados.
“Soube que a Marzi e Flordelis envenenaram o Anderson. Minha mãe foi parar em um hospital por causa e um suco, e a Taiane tomou um Yakult envenenado, que estava na geladeira do quarto da Flordelis. Todo mundo sabia da história do envenenamento. Até o próprio envenenado, só que ele não acreditava”, contou a jovem.
Na sequência, ela contou como era o clima na família e a obrigação de defender a ex-deputada.
“O lema era: negue até a morte, defender a Flordelis até a morte. Tinha eu ficar quieto para não apanhar. Quem falasse, apanhava. Inclusive as crianças. A Flordelis batia nas crianças, ele a Neinha(funcionária da casa)”, disse Rebeca ressaltando ainda que isso acontecia principalmente com os filhos dos filhos preteridos.
“Meu pai era dependente da Flordelis. Agora não mais. Quando ele foi preso, saímos daquela casa e conseguimos nossa independência financeira: minha mãe trabalha, minha irmã trabalha e eu faço Jovem Aprendiz ”, contou.
'Logo ela que é pastora em casa de Swing'
Rebeca foi questionada por um dos jurados, através da juíza do caso, se ela soube da história que a pastora frequentava casa de swing.
“Soube depois. Achei vergonhoso. Logo ela que é pastora em casa de Swing. Falei: ‘Meu Deus, que coisa vergonhosa”, disse ela que negou ainda a versão que o pastor Anderson do Carmo tivesse assediado alguma menina da família.
- Metrópoles
- 13 Abr 2022
- 08:26h
(Reprodução/Redes Sociais)
De tão incomum, a história de um paciente de Manaus, de 54 anos, mereceu um relato de caso publicado na plataforma científica International Journal of Surgery Case Reports na quarta-feira (6/4).
O paciente procurou o serviço médico da capital do Amazonas relatando dores de estômago, náuseas e dificuldade de evacuação. Disse que apresentava os sintomas há dois dias, mas não forneceu detalhes sobre o que poderia ter causado a condição.
Ao realizarem um exame de raio-X, os médicos encontraram um peso de dois quilos, de cerca de 20 centímetros de comprimento, como os que são usados em academias de ginástica para exercícios de braço, dentro do homem.
O haltere estava entre o reto e o intestino grosso do paciente, que, depois do exame, admitiu ter introduzido o peso de academia no corpo para obter satisfação sexual.
Para retirar o objeto do paciente, a equipe sedou o homem. Inicialmente, os médicos tentaram puxar o halter com uma pinça cirúrgica, mas, como não foi possível manejá-lo, a retirada teve de ser feita por um dos cirurgiões com as mãos. Após três dias de internação, o paciente recebeu alta e se encontra bem.
No relato de caso, os médicos lembram da importância de os profissionais de saúde fazerem uma abordagem cuidadosa em situações assim. De acordo com eles, por causa do constrangimento, é frequente que o paciente não revele a origem do problema.
- TV Globo e g1 SP
- 12 Abr 2022
- 19:34h
Foto: Celso Tavares/g1
O advogado Diogo Mussi, irmão de Rodrigo Mussi, disse nesta terça-feira (12) que o ex-BBB abriu os olhos pela primeira vez e tentou se comunicar com as mãos e rosto.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Mussi afirmou que a família aguarda a extubação do ex-BBB nos próximos dias.
"Ele abriu os olhos. Dormia e acordava. Está mais lúcido desde que deu entrada no HC. Está acordado, apesar da sedação (sedação baixa) e também está mais calmo. Tentou se comunicar com as mãos e rosto. Agora é aguardar a extubação nos próximos dias”, disse o advogado.
“Segundos os médicos, clinicamente ele está em grande evolução. Olhou pra mim, fazia carinho na minha mão.. tá cada dia melhor", completou.
- Guilherme Amado/Metrópoles
- 12 Abr 2022
- 17:53h
Foto: Divulgação
O deputado Elias Vaz, do PSB de Goiás, e o senador Jorge Kajuru, do Podemos do mesmo estado, pedirão investigação ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF) para determinar por que o Exército comprou 60 próteses penianas infláveis no valor de R$ 3,5 milhões.
O Portal da Transparência e o Painel de Preços do governo federal apontam que foram feitos três pregões eletrônicos no ano passado para comprar os produtos, cujo comprimento varia entre 10 e 25 centímetros.
O primeiro pregão teve a compra de dez próteses, autorizada no dia 2 de março de 2021, no valor de R$ 50.149.72 cada, para o Hospital Militar de Área de São Paulo. O fornecedor foi a empresa Boston Scientific do Brasil LTDA.
Um segundo certame estabeleceu, no dia 21 de maio de 2021, a aquisição de 20 próteses, ao custo de R$ 57.647,65 cada, para o Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS). A empresa fornecedora foi a Quality Comercial de Produtos Médicos Hospitalares LTDA.
O terceiro pregão determinou, no dia 8 de outubro de 2021, a compra de 30 próteses, cada uma orçada em R$ 60.716,57, para o Hospital Militar de Área de São Paulo. A empresa Lotus Medical Distribuidora e Comércio de Produtos Médicos Eireli foi encarregada de fornecer as unidades.
O produto é indicado para casos de disfunção erétil. Segundo o portal do médico Drauzio Varella, as próteses infláveis podem durar entre 10 e 15 anos. Há diversos casos na Justiça em que planos de saúde foram condenados a custear a implantação de segurados. O valor delas costuma superar os R$ 50 mil.
Na segunda-feira (11/4), Vaz pediu explicações ao Ministério da Defesa sobre a compra de 35 mil comprimidos de Viagra para atender as Forças Armadas, também identificada por ele e noticiada pela jornalista Bela Megale. O governo fez oito pregões entre 2020 e 2021 para comprar o remédio, também usado para tratar disfunção erétil. Outras compras foram feitas, em valores bem menores, para custear remédios para calvície.
O MPF foi acionado para investigar indícios de superfaturamento na compra do Viagra. Segundo um levantamento feito por Vaz e por Marcelo Freixo, do PSB do Rio de Janeiro, o índice de sobrepreço pode chegar a 143% nesse caso.
Procurado, o Ministério da Defesa disse que não iria se manifestar sobre os gastos com próteses penianas porque o Exército tem autonomia para usar os recursos que lhe cabem. O Exército não respondeu o pedido para comentar o caso. O espaço está aberto para manifestações.
- Leonardo Sanchez | Folhapress
- 12 Abr 2022
- 08:29h
Foto: Divulgação
Lázaro Ramos, que se prepara para lançar sua estreia na direção de um longa, acredita que este ano, de eleições, é vital para o futuro do país, já que "está difícil ser brasileiro". Em entrevista para falar do filme "Medida Provisória", o ator-diretor citou a inflação e a condução da pandemia como motivos para buscar uma renovação no comando do Brasil em outubro.
"Olha o preço do combustível e dos alimentos. Olha como a pandemia e o valor à vida foram tratados. Está difícil ser brasileiro sob o governo Bolsonaro, não posso falar só sobre a dificuldade de ser artista neste momento, não se trata disso", diz ele por vídeo.
"É ano eleitoral e precisamos avaliar isso tudo. Agora nós temos ainda denúncias de corrupção, então precisamos fazer uma avaliação ampla, sobre o bem-estar geral. Eu não vou ficar só na pauta artística, não, porque eu estou com o coletivo. Eu estou com o povo brasileiro e está difícil ser brasileiro."
Em "Medida Provisória", que chega aos cinemas nesta quinta (14), Lázaro filmou um Brasil distópico no qual o governo decide enviar a população negra para países africanos, num ato que camufla como sendo de reparação histórica. No centro da trama está um casal que consegue fugir da brutalidade policial para tentar se manter no Brasil.
Ele é formado pelo ator anglo-brasileiro Alfred Enoch e por Taís Araujo, mulher de Lázaro e que fez coro às suas críticas na semana passada, afirmando que os quatro anos de governo Bolsonaro estão sendo "infernais".
A estreia de "Medida Provisória" acontece após um longo imbróglio envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema, numa experiência semelhante à de "Marighella", de Wagner Moura. Para o casal, houve censura para que o longa não chegasse ao público.
"O que sabemos é que um membro do governo puxou um boicote lá atrás, dizendo que o filme foi feito para falar mal do 'messias'. Depois, a gente precisava de uma simples assinatura para trocar nossa distribuidora e isso demorou um ano e alguns meses para acontecer", explica Lázaro.
"Tivemos que adiar a estreia quatro vezes. Censura também se faz com burocracia e foi isso o que aconteceu. O flerte com a censura é expediente desse governo, a gente sabe."
A distopia de "Medida Provisória", imaginada há uma década inicialmente para o teatro, foi em vários aspectos transformada em realidade, segundo o casal de artistas. O filme, agora, se faz necessário, dizem, por aliar entretenimento a uma discussão sobre projeto de nação e justiça social.
"Se há várias semelhanças entre o Brasil de hoje e o filme, isso significa que a gente tem que parar para conversar de novo, porque a gente fez escolhas erradas no caminho", conclui Lázaro.
Procurada para comentar a demora no lançamento de "Medida Provisória", a Ancine afirmou, por meio de nota, que "o pedido de troca de distribuidora do projeto selecionado para investimento é um fato relevante e merece necessariamente a análise pela equipe técnica".
"A Ancine informa que o filme 'Medida Provisória' recebeu para a sua produção o investimento total de R$ 2,7 milhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e o processo da obra, no âmbito da agência, seguiu os prazos regulamentares. Em dezembro de 2021, a Ancine autorizou o pedido para inclusão da nova distribuidora no contrato com o FSA."
(Reprodução/Jornal O Tempo)
O feriadão da Semana Santa – que, em alguns locais do Brasil, começa já na quinta-feira (14) – deverá ser de frio e chuva na maior parte do país, segundo o Climatempo, inclusive nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro.
Veja, abaixo, a previsão do tempo
Nordeste
A frente fria que vai afetar o Sudeste e o Sul também vai passar pela Bahia, onde o tempo deve ficar instável, com muita nebulosidade e pancadas de chuva na maior parte do estado na sexta-feira (15). A chuva pode ser forte no sul e no oeste baianos, segundo o Climatempo.
Para o mesmo dia, a previsão é de bastante sol em Salvador, no Recôncavo e no norte baianos, em Sergipe, Alagoas, no interior de Pernambuco e no sertão da Paraíba. Nas outras áreas do Nordeste também faz sol, mas ocorrem pancadas de chuva.
No sábado (16), a frente fria ainda estará no litoral sul da Bahia. Em todo o estado – inclusive Salvador– no Maranhão e no Piauí, o tempo fica instável, com muitas nuvens e pancadas de chuva a qualquer hora, que pode ser moderada a forte.
O sol predomina no nordeste da Bahia, em Sergipe, Alagoas, no centro-oeste de Pernambuco, na Paraíba, no sul do Ceará e no interior do Rio Grande do Norte. O litoral potiguar, as outras áreas do Ceará e o sertão de Pernambuco terão pancadas de chuva.
No domingo (17), a previsão é de tempo instável no litoral da Bahia, onde pode chover forte, diz o Climatempo. Pancadas de chuva ainda podem ocorrer na madrugada e pela manhã no oeste baiano.
No Maranhão, no oeste e centro-norte do Piauí, no Ceará, no litoral do Rio Grande do Norte, a previsão é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com períodos de sol. O sol predomina na Paraíba, em Pernambuco, em Sergipe e em Alagoas, com possibilidade de pancadas de chuva no litoral.
- Fantástico
- 11 Abr 2022
- 12:54h
(Reprodução/Jornal de Brasília)
O Fantástico teve acesso com exclusividade a um levantamento que revela o perfil das vítimas de feminicídio no Brasil, um dos países que mais mata mulheres no mundo. O estudo, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra como mulheres de diferentes raças e idades são alvo de crimes de violência de gênero, e a equipe de reportagem contou histórias de famílias que tiveram as vidas marcadas pelo feminicídio.
Segundo o estudo do FBSP, em 2021 o Brasil perdeu mais de mil e trezentas mulheres por crimes de feminicídio. A média é de mais de 25 casos por semana, ou pelo menos uma mulher morta a cada 8 horas. Outros dados ainda trazem recortes mais específicos deste crime bárbaro:
- 97,8% das vítimas foram mortas por um companheiro atual, antigo ou outro parente
- 66,7% das vítimas são mulheres negras
- Mais de 70% das mulheres mortas tinham entre 18 e 44 anos, ou seja, idade reprodutiva
A partir da taxa de fecundidade do país, os pesquisadores chegaram a uma estimativa: o feminicídio deixou cerca de 2.300 órfãos no Brasil, só em 2021.
Foto: Reprodução/WhatsApp
Sem saber o que acontecia, estudantes em pânico saíram das salas de uma escola estadual no Recife, na sexta-feira (8). Com falta de ar, tremor e crise de choro, 26 alunos foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que informou que os adolescentes tiveram uma crise de ansiedade. "O cenário era de filme de terror", contou ao g1, neste domingo (10), o pai de uma aluna do 1º ano do ensino médio.
"Minha filha saiu da escola com uma amiga. Ela disse que o cenário era de filme de terror, com correria e tumulto. Já no ônibus, ela me ligou dizendo que tinha deixado a escola e estava indo para casa", contou o pai, que preferiu não se identificar.
O sofrimento retornou à mente da filha dele. A adolescente de 14 anos relatou ao pai que algumas amigas estão com medo de voltar às aulas. Ainda segundo o pai da estudante, a filha não quer relembrar o ocorridoo. "Ela diz que dá agonia de lembrar, diz que o olho escorre lágrimas", afirmou o homem.
O caso aconteceu na Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Ageu Magalhães, no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife. O Samu informou que os estudantes apresentaram sudorese, saturação baixa e taquicardia e foram atendidos no local.
A mãe de uma aluna de 15 anos, que cursa o 1º ano do ensino médio, foi para a escola assim que soube do ocorrido.
"A escola não entrou em contato comigo na hora. Um colega de sala da minha filha me ligou e fui até a escola. Chegando lá, vi seis ambulâncias e, na entrada, vários adolescentes, alguns desmaiados, alguns chorando bastante", contou a mulher.
As razões que levam a uma crise coletiva de ansiedade são, em geral, pouco compreendidas. Segundo essa mãe que conversou com o g1, mas preferiu não se identificar, a crise começou após uma estudante perder os sentidos.
"Os alunos combinaram de esperar acalmar, mas aí o desespero tomou conta da maioria porque eles tinham medo de que fosse algo mais grave", disse a mãe de uma das alunas da escola.
A crise de ansiedade desencadeou uma reação em cadeia que atingiu várias turmas da escola. Em poucos minutos, alunos de outras salas de aula começaram a gritar, e seus gritos podiam ser ouvidos pelos corredores, segundo estudantes que presenciaram o ocorrido.
De acordo com o psicoterapeuta cognitivo-comportamental Igor Lemos, ouvido pelo g1 no sábado (9), alguns fenômenos na psicologia podem ser desencadeados de forma coletiva. O psicólogo apontou que existe o chamado "adoecimento partilhado", que age como efeito dominó.
- Bahia Notícias
- 10 Abr 2022
- 10:09h
Foto: Reprodução / Agência Brasil
As pessoas nascidas de 1968 a 1983 ou empresas abertas nesse período que perderam o prazo para pedir o saque de valores esquecidos em instituições financeiras terão nova chance neste sábado (9). Das 4h às 00h, eles poderão participar de uma repescagem no site para agendar a retirada.
De acordo com a Agência Brasil, o processo deve ser feito no site Valores a Receber, criado pelo Banco Central (BC) para a consulta e o agendamento da retirada de saldos residuais.
Depois de solicitado o saque, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. Após a primeira rodada, o Banco Central reabriu o calendário porque as instituições financeiras atualizaram as informações e liberaram mais valores esquecidos pelos correntistas.
O BC orienta todos a repetirem o procedimento, mesmo quem já resgatou valores esquecidos ou cuja consulta apontou valores inexistentes. Pelo novo cronograma, o correntista poderá agendar o saque a qualquer hora da data informada, em vez de entrar em horários determinados pelo sistema.
Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
A polícia investiga uma mulher suspeita de aplicar golpes na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo as vítimas, os cantores gospel Isabela Cristi Gomes Barros, de 28 anos, e o marido David Robson de Barros, de 33 anos, são donos de uma plataforma de investimentos no estilo pirâmide.
Além de artistas, eles também se apresentavam como "traders". No mercado financeiro, são os profissionais que realizam transações diárias de compra e venda, especialmente na bolsa de valores.
Quem aplicava o dinheiro tinha a promessa de receber muito mais em pouco meses, mas não foi isso que aconteceu.
“Infelizmente hoje caí em um arrependimento e estou sem o dinheiro”, disse um homem que não quis se identificar. Ele investiu cerca de R$ 150 mil no esquema.
Em nota, a Polícia Civil informou que há um inquérito aberto na delegacia de Lagoa Santa contra Isabela Cristi pela prática de estelionato. A corporação não informou porque David Robson ainda não está sendo investigado. Todas as pessoas que se sentiram lesadas devem registrar ocorrência e fazer uma representação.
Uma outra vítima guardou todos os comprovantes e depósitos que fez pra participar do negócio. No caso dela, a aplicação foi de R$ 23 mil.
“Eu fui recebendo R$ 1 mil, R$ 1,8 mil, R$ 2,5 mil, então eu fui tendo credibilidade na I&D Investimentos. Aí fui chamando mais pessoas, muitos, eu passei ‘carão’ porque muitos falaram, ‘isso é pirâmide’”, disse ela que convenceu cerca de 80 pessoas a entrarem no negócio.
O cliente que entra investe um valor com a promessa de receber um "bônus" sobre os recursos aplicados por pessoas que ele indicar. No Brasil, esta prática é proibida.
- Fábio Pescarini | Folhapress
- 07 Abr 2022
- 09:49h
Foto: Reprodução / Senado Federal
Profissionais integrantes da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) e de órgãos de trânsito costumam usar estatísticas, muitas assustadoras, quando tentam convencer alguém a adquirir o hábito de afivelar o cinto de segurança ao se sentar no banco traseiro de um veículo, assim como as pessoas fazem normalmente nos da frente.
Agora, eles também têm usado o caso do acidente com o ex-BBB Rodrigo Mussi, 36, internado em estado grave no Hospital das Clínicas, em São Paulo, após ser arremessado quando o carro de aplicativo em que estava bateu violentamente na traseira de um caminhão, na madrugada do último dia 31, na marginal Pinheiros.
À polícia, o motorista disse que a vítima não estava com cinto de segurança.
"O uso do cinto de segurança poderia ter diminuído muito as consequências deste sinistro", afirma Flávio Emir Adura, médico do tráfego e diretor científico da Abramet.
De acordo com sua assessoria, Mussi sofreu traumatismo craniano, além de outras fraturas pelo corpo.?
Segundo a NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), responsável por dados relativos à segurança de trânsito nos Estados Unidos, o uso de cinto de segurança no banco traseiro pode ter 43% de eficácia na redução de mortes em casos de colisões ou outros sinistros.
O médico, que se dedica ao assunto desde a década de 1980, usa outras estatísticas para reforçar a relevância do cinto de segurança. Segundo Adura, com base nos dados estatísticos da instituição norte-americana, a utilização do dispositivo evita quase 100% dos ferimentos no quadril. E em 60% as lesões na coluna cervical, além de em 50% os traumatismos cranianos.
Ainda de acordo com a associação, que faz campanhas para alertar sobre a importância do uso do cinto de segurança por todos os ocupantes de um veículo, o risco é ainda maior quando uma pessoa é ejetada para fora do veículo após uma colisão, como ocorreu com Rodrigo Mussi.
"A sobrevivência é pequena nesses casos", diz Adura, que costuma se agarrar à física para sustentar seus raciocínios.
EM UMA COLISÃO A 80 KM/H
Sequência pode ser fatal:
A velocidade cai para 0 km/h imediatamente;
Com o impacto, o passageiro do banco de trás sem cinto de segurança, que mantém a velocidade, pode ser ejetado para fora do veículo ou lançado para a parte da frente do interior do carro;
Ele corre o risco se chocar contra o teto e depois contra o vidro dianteiro, e ainda atingir outros ocupantes do veículo, o que pode ser fatal para o motorista, por exemplo;
Ao ter o corpo projetado em velocidade, a estrutura óssea pode esmagar vísceras, provocando hemorragia interna.
"O cinto de segurança é fantástico", diz o médico especialista em tráfego. "Até hoje não inventaram nada mais eficaz para reduzir as consequências de um sinistro de trânsito. Até carro autônomo, que anda sozinho, tem cinto de segurança."
Deveria ser automático, mas não é. Pouco mais da metade dos brasileiros maiores de 18 anos (54,6%) afirmam usar sempre o cinto de segurança, Os dados, de 2019, são da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e integram uma média de todos os estados do país.
De acordo com a pesquisa, a mulheres (54,1%) são um pouco menos cuidadosas que os homens (55,2%).
Para Mauro Voltarelli, gerente de educação para o trânsito do Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), a sensação de segurança proporcionada pelos bancos à frente faz com que as pessoas não afivelem os cintos quando se sentam atrás. "Mas isso não é uma realidade", ressalta.
O representante do órgão governamental defende a realização de campanhas, como as promovidas pelo Detran em escolas, para reverter o cenário.
"Os resultados são na hora, quando a criança leva a mensagem para os pais, e para o futuro, pois ela usará o cinto a vida toda."
A Artesp Agência de Transporte do Estado de São Paulo), também em estudo de 2019, apontou a eficácia dessas campanhas. Segundo o órgão, ações educativas elevaram de 46% para 73% a adesão ao cinco de segurança no banco traseiro em rodovias paulistas.
A multa pelo não uso do cinto de segurança, em qualquer lugar do veículo, custa R$ 195,23.
Em todo o estado de São Paulo, o Detran afirma ter aplicado no ano passado 12.286 multas para casos de passageiros sem cinto de segurança (em qualquer parte do veículo), o que representa cerca de 10% das 126.078 infrações do tipo —ou seja, em 90% das situações, o infrator era o motorista.
O total de multas aplicadas por agentes em blitze do Detran em passageiros sem cinto de segurança no ano passado é maior que as 7.607 de 2019, antes da pandemia do novo coronavírus.
Já no caso das infrações anotadas pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) na cidade de São Paulo, elas estão em queda. Segundo a empresa ligada à gestão Ricardo Nunes (MDB), em 2019 foram 14.064 casos de passageiros flagrados sem cinto, contra 5.259 do ano passado.
Apesar de a infração de trânsito ter sido cometida por pessoas que não estão na condução do veículo, é na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do motorista que vão os cinco pontos da multa por falta de cinto, considerada grave.
Por isso, o gerente de Educação de Trânsito do Detran defende que motoristas de táxi e de carros de aplicativo devem ser rígidos e forçar que todos no interior do carro usem o cinto.
Por causa da repercussão do acidente envolvendo o ex-participante do Big Brother Brasil, no último domingo (3) a empresa 99 anunciou que vai punir os passageiros que se recusarem a usar o cinto de segurança nas viagens realizadas por seus motoristas credenciados.
A partir de agora, o motorista pode cancelar a viagem caso o passageiro se recuse a colocar a proteção, diz a empresa.
CINTO DE SEGURANÇA
43% de eficácia para se evitar mortes em sinistros de trânsito;
R$ 195,23 é o valor da multa, considerada infração grave, para quem não usa cinto de segurança, tanto nos bancos dianteiros quanto no traseiro de um veículo;
5 pontos são adicionados à CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do motorista do veículo flagrado com ocupantes sem cinto de segurança;
54,6% das pessoas de 18 anos ou mais dizem sempre usar cinto de segurança no banco de trás;
55,2% no caso dos homens;
54,1% no caso de mulheres;
Fontes: Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), Detran-SP e IBGE (Pesquisa Nacional de Saúde de 2019)
(Reprodução)
O presidente Jair Bolsonaro vetou um projeto de lei, batizado de "Lei Paulo Gustavo", que previa o repasse de R$ 3,86 bilhões em recursos federais a estados e municípios para o enfrentamento dos efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o setor cultural.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela Secretaria-Geral da Presidência. O Congresso ainda pode derrubar o veto.
A proposta visava homenagear o ator e humorista Paulo Gustavo que morreu em maio do ano passado, vítima da Covid-19. Ele era um dos artistas mais populares do país e faleceu aos 42 anos no Rio de Janeiro.
O projeto é de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA) e foi aprovado pelo Senado em novembro de 2021. Em fevereiro, quando passou pela Câmara, foi modificado e, por isso, retornou para análise dos senadores. Em março, foi aprovado novamente pelo Senado e enviado para sanção presidencial.
A proposta estabelecia que seriam repassados 3,86 bilhões aos estados e municípios para o enfrentamento dos efeitos da pandemia da Covid-19 sobre o setor cultural, destes: R$ 2,79 bilhões seriam destinados a ações no setor audiovisual e R$ 1,06 bilhão para ações emergenciais no setor cultural.
Para custear o repasse, a proposta autorizava o uso de: dotações orçamentárias da União; superávit financeiro de receitas vinculadas ao Fundo Nacional de Cultura; e outras fontes não especificadas no projeto.
Entre os argumentos apresentados pela secretaria-geral da presidência para o veto da proposta, está que o projeto contrariava o interesse público já que criava uma despesa sujeita ao teto de gastos — regra que limita o crescimento da maior parte das despesas públicas à inflação — e não apresentava "compensação na forma de redução de despesa, o que dificultaria o cumprimento do referido limite".
Além disso, a pasta afirmou que "ao criar a obrigatoriedade do repasse pelo Governo federal de recursos provenientes de fundos como o Fundo Nacional de Cultura aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal, a proposição legislativa enfraqueceria as regras de controle, eficiência, gestão e transparência elaboradas para auditar os recursos federais e a sua execução".
O governo disse ainda que o projeto iria comprimir outras despesas discricionárias (não obrigatórias) em outras áreas que "se encontram em níveis criticamente baixos". Entre elas, "aquelas relacionadas às áreas de saúde, educação e investimentos públicos, com enrijecimento do orçamento público, o que implicaria dano do ponto de vista fiscal".
- Fantástico
- 04 Abr 2022
- 09:56h
(Reprodução/Extra Globo)
Uma semana depois da reportagem que revelou acusações de assédio moral e sexual contra o vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro (PL), o Fantástico mostra agora novas denúncias de estupro contra o parlamentar. Três mulheres diferentes, com histórias parecidas de relacionamentos consentidos que acabaram em violência. Veja a reportagem completa no vídeo acima.
Terceiro vereador mais votado no Rio, Gabriel Monteiro é acusado de assédio moral e sexual por servidores e ex-funcionários
Polícia investiga vazamento de vídeo íntimo de Gabriel Monteiro e uma jovem de 15 anos
Polícia Civil investiga vazamento de mais dois vídeos íntimos de Gabriel Monteiro
Todas elas afirmam que o seu agressor é Gabriel Monteiro — e preferem não se identificar.
“Hoje eu tenho a consciência de que, infelizmente, eu fui estuprada. É a primeira vez que eu falo abertamente sobre isso”, conta uma das vítimas.
Essa mulher conheceu Gabriel Monteiro por meio de um aplicativo. Mantiveram relações consensuais até que, um dia, o vereador não respeitou um pedido dela.
“Antes do ato em si, ele disse que não iria por o preservativo. E eu questionei, falei: ‘você tem que colocar, sim, o preservativo'. Nessa hora, ele simplesmente ignorou tudo que eu tinha falado e começou a relação sexual”, conta.
Uma outra mulher também se diz vítima de Gabriel Monteiro, mas antes de ser eleito, quando ele ainda era Policial Militar. Ele teria a convidado para uma festa em sua casa. Ao chegar no local, ela viu que não tinha festa alguma. Na época, ela tinha 16 anos.
Na casa dele, ela diz ter visto o então PM espancando uma outra mulher, também convidada para a festa que não existia. Ela conta que, depois de fazer um lanche, a situação se acalmou e Gabriel as chamou para fazer sexo a três.
“Ele foi e falou: vamos para o quarto. Eu falei: eu não quero. Vamos, vai ser legal, por favor, por favor. Aí ela veio também, me chamou e eu fui. Com medo, porque ele tinha acabado de tentar matar ela na minha frente. Eu fui”, explica.
Na última semana, uma adolescente de 15 anos prestou queixa à polícia acompanhada dos pais. Eles denunciaram o vazamento de vídeos dela tendo relações sexuais com o vereador — que estava filmando. A filmagem viralizou nas redes sociais.
Gabriel Monteiro também compareceu à delegacia e negou que tenha vazado os vídeos.
A jovem afirmou que a relação e a gravação foram consensuais. No entanto, para a presidente da Comissão de Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-RJ, mesmo que ela tenha autorizado a filmagem, o vereador cometeu crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Na sexta-feira, o Ministério Público do Rio conseguiu liminar na Justiça determinando a retirada das imagens do ar.
O Fantástico ouviu ainda uma terceira mulher, que diz ter sofrido abuso em 2017, também na época em Monteiro era PM.
“A gente sempre frequentou as mesmas festas na adolescência. E decidimos ficar. Logo depois, nós dois decidimos ir pro carro dele que estava do lado da casa de festas. Estacionado. E começamos o ato sexual, até então consentido, porém, até um certo momento em que ele começou a me dar tapas, socos, a me filmar com o telefone. O tempo inteiro eu empurrava o celular, mas ele, mesmo assim, me filmava, tentava filmar minhas partes e meu rosto. Eu comecei a gritar muito e ele pegou a arma e colocou a arma no freio de mão. Próximo ao freio de mão. E eu comecei a me debater, me debatia. Só que ele conseguiu fazer a penetração, tudo, sem camisinha. E, um certo momento, ele colocou a arma na minha cabeça mandando eu ficar quieta”, relata.
A mãe lembrou da sensação de abandono quando ficou sabendo. Ela diz ter ficado com medo de denunciar o policial.
A família decidiu levar o caso a um dos vereadores que integram o Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio. Na próxima terça-feira, vereadores vão tomar uma decisão.
Na segunda-feira, os integrantes do conselho se reúnem com o procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, e com os promotores que abriram investigações contra Monteiro após as denúncias do Fantástico.
Gabriel Monteiro foi chamado a prestar depoimento na quinta-feira para esclarecer as denúncias de assédio sexual contra uma ex-funcionária. Mas faltou. No dia do depoimento, participou presencialmente da sessão na Câmara de Vereadores.
Esta semana, o vereador concluiu sua filiação ao PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e do governador do Rio, Cláudio Castro.
O Fantástico pediu uma entrevista ao parlamentar para se defender das novas acusações de estupro. Ele preferiu mandar uma nota, onde diz que se trata de uma acusação frágil, sem datas, nomes, documentos, ou qualquer outro indício de materialidade. E que nega categoricamente ter cometido qualquer crime desta e de qualquer outra natureza.
- g1 Goiás e TV Anhanguera
- 02 Abr 2022
- 15:08h
Foto: Reprodução/TV Anhanguera
A menina Emily Lima dos Santos, de 10 anos, morreu após cair da garupa da moto pilotada pelo padrasto e ser atropelada por um caminhão no meio de uma pista em Porangatu, no norte de Goiás. Câmeras de segurança registraram o acidente, que aconteceu na sexta-feira (1º).
As imagens mostram que o padrasto entrou em desespero ao tentar pegar a criança nos braços e perceber que ela não se mexia. Ele deixa a criança no chão e coloca as mãos na cabeça. O corpo de Emily Santos foi enterrado no cemitério municipal de Porangatu.
Uma tia da criança disse que a família está muito abalada.
“A mãe está arrasada, com o coração dilacerado. O padrasto está sem condições de falar”, contou Maria Angélica Batista Silva.
(Reprodução)
Os trabalhadores com contas ativas e inativas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vão poder sacar até R$ 1 mil desse dinheiro a partir do próximo dia 20.
O dinheiro das contas do fundo – um direito do trabalhador com carteira assinada – só pode ser sacado, em geral, em situações específicas, como na demissão sem justa causa, na compra da casa própria ou na aposentadoria.
Mas, no último mês, o governo publicou Medida Provisória liberando o saque extraordinário de até R$ 1 mil por trabalhador.