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Anvisa determina recolhimento de lote importado de chocolate Kinder

  • Bahia Notícias
  • 21 Abr 2022
  • 12:53h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do lote L343R03 do produto Kinder Schoko-Bons Branco 200g pelo risco de contaminação pela bactéria Salmonella typhimurium. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a Anvisa, os produtos da fábrica responsável pela Kinder, na Bélgica, foram alvo de alerta internacional comunicando um surto dessa bactéria em chocolates da marca. Apenas o lote recolhido foi afetado. Os outros produtos da Kinder continuam sendo comercializados normalmente.

A Anvisa alertou, em nota, como o consumidor pode identificar o produto com risco de contaminação. “Caso identifique o produto pelo nome (SCHOKO-BONS), o consumidor deve olhar no rótulo qual o nome do fabricante (‘Fabricado por’ ou ‘Produzido por’ Ferrero Argdennes SA – Arlon, Bélgica), além do número do lote, que é composto por letras e números (Lote L343R03)”.

De qualquer forma, a agência informou que estão sendo tomadas todas as medidas pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária para que o produto não seja encontrado nas lojas. Segundo a Anvisa, foi identificada uma importação para o mercado brasileiro realizada pela empresa Terra Nova Trading Ltda.

Em nota, por meio de sua assessoria de imprensa, a Ferrero do Brasil, responsável pela Kinder, informou que está ciente da decisão da Anvisa e que não comercializa no Brasil o produto Kinder Schoko-Bons Branco 200g.

“Reforçamos que não comercializamos este produto no País e que tomamos conhecimento de que empresa terceira, com a qual não mantemos relação comercial, importou Schoko-Bons, o qual faz parte de recall conduzido no exterior”. Nesse caso, a Nova Trading Ltda seria uma importadora independente, que compra os produtos fora do país e os traz para o Brasil.

“Estamos colaborando com Anvisa sobre este caso. Todos os demais produtos Kinder distribuídos pela Ferrero do Brasil são seguros para consumo e não são afetados por este recolhimento”, acrescentou a empresa.

Rodrigo Mussi tem alta e deixa UTI 20 dias após acidente

  • TV Globo e g1
  • 20 Abr 2022
  • 15:58h

(Reprodução/Redes Sociais)

Rodrigo Mussi, de 36 anos, teve alta médica e deixou na manhã desta quarta-feira (20) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20 dias após sofrer um acidente de trânsito na capital paulista. Apesar disso, o ex-BBB continuará internado no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), na enfermaria, dessa vez.

A informação foi divulgada à imprensa pelo advogado Diogo Mussi, 34 anos, irmão do ex-participante do realitty show da TV Globo. Rodrigo está internado no hospital desde o dia 31 de março, quando o carro por transporte de aplicativo onde ele estava bateu na traseira de um caminhão na Marginal Pinheiros, Zona Oeste da cidade.

Rodrigo chegou em estado gravíssimo ao HC, após ter tido uma parada cardiorrespiratória no local do acidente. O ex-BBB passou por uma cirurgia na cabeça e na perna direita e, desde então, está em observação. Os médicos colocaram um cateter para diminuir a pressão intracraniana e uma grade em volta da perna fraturada, que depois foi retirada.

No último domingo (17), Diogo afirmou que Rodrigo tinha sido extubado (respirando sem ajuda de aparelhos) na quarta-feira (13) e estava animado, falando e andando pelo hospital. O ex-BBB também iniciou a fisioterapia para se recuperar do acidente. E se alimenta já com comida pastosa e líquida.

Familiares de Rodrigo divulgaram uma nota nas redes sociais nesta segunda-feira (18) afirmando que o caso do ex-BBB é "ainda delicado" e que ele passará por exames no pulmão devido a tosse e catarro. Além disso, ele estava mais "agitado".

De acordo com Diogo, Rodrigo ainda fala com dificuldade por conta da sensibilidade na traqueia após a retirada do tubo, e apresenta algumas falhas na memória.

    "Ele lembra dos fãs. Hoje, pela primeira vez, ele pediu o celular. Eu dei meu celular pra ele, ele tentou fazer uma foto, tentou digitar uma coisa, não deu muito certo", diz Diogo.

Rodrigo perguntou, por exemplo, sobre o pai, que morreu há mais de dez anos. Mas se lembra da avó. Ele também não se lembra do acidente nem do jogo entre São Paulo e Palmeiras ao qual assistiu antes da batida. Ele também tem memórias vagas sobre o BBB.

"Hoje ele viu a Viih Tube, lembrou que eles estavam no Lollapalooza, isso é muito bom. Ao que tudo indica, pelo histórico dele, pela idade, saudável etc, os médicos acreditam que isso [déficit de memória] vai ser transitório. Que no começo vai precisar de ajuda mais próxima, mas que depois vai ficando mais independente", afirma o irmão.

Brasil: Médico pega 21 anos de prisão por morte e retirada de órgãos de criança

  • TV Globo e g1 Minas
  • 19 Abr 2022
  • 20:03h

Foto: Arquivo EPTV/ TV Globo

Álvaro Ianhez, um dos médicos acusados pela morte e retirada ilegal de órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi, em abril de 2000, em Poços de Caldas, no Sul de Minas, foi condenado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos.

A pena é de 21 anos e oito meses de prisão em regime fechado.

A sentença foi proferida por volta das 15h30 desta terça-feira (19). A sessão, no Tribunal do Júri, em Belo Horizonte, começou nesta segunda-feira (18). Ela foi suspensa por volta das 20h e retomada nesta manhã.

O pedido da defesa para que o réu pudesse recorrer em liberdade foi negado devido à "gravidade do crime", segundo o juiz que presidiu o tribunal. Um mandado de prisão foi expedido contra o médico, que está em São Paulo.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Ianhez foi um dos médicos que causaram a morte da criança de 10 anos, que estava sendo atendida no hospital da Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas depois de sofrer traumatismo craniano. O objetivo desses médicos, segundo o MP, era usar os órgãos de Pavesi em outros pacientes.

"Esse resultado é uma gota de alento em um mar de tanta dor, de tanta impunidade", disse o promotor Giovani Avelar Vieira.

A defesa disse vai recorrer da decisão e que vai entrar com um pedido de habeas corpus para que ele responda em liberdade.

"Nós respeitamos a decisão mas ela é contrária à prova dos autos", falou o advogado do médico, Luiz Chimicatti.

Um dos bebês de Cristiano Ronaldo morre durante o parto

  • G1
  • 18 Abr 2022
  • 17:21h

 O jogador de futebol português Cristiano Ronaldo anunciou em uma rede social nesta segunda-feira (18) que morreu um dos filhos que ele e a esposa, Georgina Rodríguez, esperavam.

Ela estava grávida de um casal de gêmeos. De acordo com a rede de TV portuguesa SIC, o menino morreu durante o parto.

Na nota, o jogador afirma que "só o nascimento da nossa filha nos dá a força para viver este momento com alguma esperança e felicidade".

Veja abaixo a íntegra da nota do jogador:

"É com a mais profunda tristeza que comunicamos o falecimento do nosso bebê. É a maior dor que os pais podem sentir. Só o nascimento da nossa menina nos dá forças para viver este momento com alguma esperança e felicidade. Gostaríamos de agradecer aos médicos e enfermeiros por todo o cuidado e apoio disponibilizado. Estamos devastados e pedimos privacidade neste momento tão difícil. Nosso menino, você é o nosso anjo. Vamos amar-te para sempre." 

O casal havia anunciado no ano passado que aguardava gêmeos. 

Cristiano Ronaldo já tem outros quatro filhos. Recentemente ele publicou uma foto com os quatro e a mulher, visivelmente grávida, em um gramado. A imagem era acompanhada da seguinte frase: "Família é tudo". 

O atleta joga pelo clube inglês Manchester United. Há dois dias ele fez três gols em uma partida contra o Norwich City. 

Cidade de SC quer construir rua mais sinuosa do mundo

  • g1 SC
  • 18 Abr 2022
  • 15:56h

Foto: Prefeitura de São Joaquim/Divulgação

A prefeitura de São Joaquim, na Serra catarinense, apresentou um projeto para a construção de uma rua com 10 curvas sinuosas. Segundo o município, a obra contempla um mirante para a cidade, balanço infinito e será a rua mais sinuosa do mundo. (veja as fotos mais abaixo).

O projeto foi apresentado para a comunidade em 10 de abril e os detalhes da licitação para a obra serão divulgados na próxima semana. O custo total do monumento está avaliado em R$ 3,4 milhões.

Atualmente, segundo o Guinness Book, a rua com mais curvas do mundo fica na cidade de São Francisco, na Califórnia. Chamada de Lombard Street, o local tem oito curvas fechadas, é um dos pontos de referência mais populares da cidade norte-americana e já foi palco de vários filmes.

Além das atrações, a prefeitura de São Joaquim quer construir uma escadaria para que as pessoas façam o percurso a pé, além do espaço para veículos. A obra será feita no centro do município, no antigo mirante Belvedere, localizado na rua Major Jacinto Goulart, onde já existe uma escadaria.

Os recursos para a obra são provenientes de uma emenda parlamentar estadual e do próprio município.

Brasil: Polícia apura se menina morta pela mãe por ficar 'sexualmente ativa' foi estuprada

  • g1 SC
  • 18 Abr 2022
  • 09:54h

Foto: Reprodução/NSC TC

O caso da menina de 11 anos encontrada morta em Timbó, no Vale do Itajaí, ganhou novos desdobramentos neste sábado (16). Isso porque a Polícia Civil divulgou que a mãe da menina confessou, em depoimento, ter matado a filha com socos e chutes.

Segundo a polícia, Luna Nathielli Bonett Gonçalves foi achada morta em casa, na madrugada de quinta-feira (14). Ela tinha sinais de violência pelo corpo.

Veja abaixo o que se sabe e o que falta saber sobre o caso.

O que falta saber?

A prisão temporária decretada tem prazo de 30 dias. Nesse período, segundo o delegado André Beckman, a investigação prossegue em torno da participação do padrasto na morte da criança, bem como para evidenciar se houve ou não a prática de crime contra a dignidade sexual.

Quem é a vítima?

A vítima é Luna Nathielli Bonett Gonçalves, de 11 anos. Ela morava em Timbó, no Vale do Itajaí. O nome foi confirmado pela Funerária Butzke.

Há suspeitos?

Os suspeitos são a mãe e o padrasto da criança, segundo a Polícia Civil.

Alguém foi preso?

A polícia informou, neste sábado (16), que os dois suspeitos foram presos temporariamente por 30 dias.

Como o caso veio à tona?

A criança foi encontrada morta em casa, na madrugada de quinta. Na ocasião, o relatório da Polícia Militar apontou que o corpo tinha sinais de violência.

O socorro foi acionado por volta da meia-noite pela mãe e padrasto, e a criança foi encaminhada ao Hospital Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE). A menina chegou à unidade de saúde sem vida.

O que diziam os suspeitos?

Na quinta-feira, o casal apresentou a versão de que a menina caiu de uma escada após tentar resgatar um gato.

De acordo com os suspeitos, a menina estava consciente e seguiu realizando as atividades normalmente, até a hora de dormir. A dupla afirmou, no entanto, que, à meia-noite, ela começou a passar mal e chamaram os bombeiros.

O que a investigação constatou?

Conforme a Polícia Civil, o laudo da necropsia apontou que os ferimentos no corpo da criança eram incompatíveis com uma queda de escada. Ela tinha diversas lesões internas no crânio, baço, pulmão, intestino e uma laceração na vagina. O rosto da menina também tinha ferimentos.

A perícia feita na casa onde o crime ocorreu encontrou marcas de sangue nas proximidades do quarto da criança, sofá, em uma toalha, fronha e em uma calça masculina.

O que dizem os suspeitos agora?

Considerando as contradições, a Polícia Civil intimou os suspeitos a prestarem depoimento novamente, na presença dos advogados.

De acordo com a delegacia, a mulher confessou que matou a menina como forma de represália, já que não aceitava que a filha havia se tornado "sexualmente ativa".

O padrasto ficou em silêncio durante o depoimento.

Áudios inéditos de tribunal militar descrevem tortura na ditadura

  • G1
  • 18 Abr 2022
  • 08:31h

Foto: Reprodução/TV Globo

Áudios de sessões do Superior Tribunal Militar (STM) publicados neste domingo (17) pela jornalista Míriam Leitão, colunista do jornal "O Globo", mostram relatos de tortura durante o período da ditadura militar (1964-1985).

Ao todo, são mais de 10 mil horas de gravações, e os áudios foram analisados pelo historiador Carlos Fico, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nos áudios, por exemplo, um general defende a apuração do caso de uma uma grávida de 3 meses que sofreu aborto após choques elétricos na genitália; e um ministro denuncia uma confissão de roubo a banco obtida a marteladas – o suspeito estava preso à época do crime.

O g1 tentou contato com as assessorias do Exército e do Ministério da Defesa, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

Neste domingo, o presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, Humberto Costa (PT-PE), informou que solicitará acesso aos áudios, para tomada de possíveis providências.

"A exposição das gravações em que ministros do STM admitem tortura é uma assunção cabal do Estado sobre tudo o que cometeu durante o regime militar", declarou o petista em uma rede social.

Em entrevista a "O Globo", Carlos Fico explicou que, em 2006, o advogado Fernando Fernandes pediu ao STM acesso às gravações, mas não conseguiu e, então, acionou o Supremo Tribunal Federal, que determinou a liberação do conteúdo. O STM, porém, acrescentou Fico a "O Globo", não obedeceu a decisão e, em 2011, a ministra Cármen Lúcia determinou o acesso irrestrito aos autos, decisão posteriormente referendada pelo plenário.

Por telefone, o professor informou ao g1 que desde 2018 analisa os áudios e já está na metade do processo, o que abrange o período entre 1975 e 1979. Carlos Fico acrescentou ainda que, embora algumas pessoas tentem negar que houve tortura na ditadura, cabe aos historiadores apresentar a história como ela é.

"Quando a gente vive tempos traumáticos, algumas pessoas tendem a criar memórias que as apaziguem com o passado. Outra coisa é a história. Não há dúvida que houve tortura, isso é óbvio. É até um pouco reiterativo, repetitivo dizer que houve tortura. Houve. Ponto final. Claro que houve. Outra coisa é a memória que algumas pessoas constroem, de negação da tortura", disse o historiador.

Em dezembro de 2014, a Comissão Nacional da Verdade divulgou um relatório no qual responsabilizou 377 pessoas por crimes cometidos durante a ditadura, entre os quais tortura e assassinatos. O documento também apontou 434 mortos e desaparecidos na ditadura; e 230 locais de violações de direitos humanos.

Em manifestação divulgada na ocasião, o Clube Militar chamou o relatório de "coleção" de "calúnias" e de "absurdo".

Redes varejistas já faturam mais na internet do que na rua

  • por Daniele Madureira | Folhapress
  • 17 Abr 2022
  • 17:01h

Foto: Reprodução / Gov.br

Quando Fabrício Garcia começou a trabalhar no negócio da família, o Magazine Luiza, em Franca (SP), tinha 13 anos. Nas férias escolares, ao lado do primo Frederico Trajano (atual presidente da varejista), fazia jus à cultura de "barriga no balcão", uma tradição da família para ensinar às novas gerações da empresa, fundada em 1957, como atender o cliente.
Hoje, aos 44 anos, o atual vice-presidente de operações do Magazine Luiza precisa fazer muito mais pelo consumidor do que mostrar o que tem na loja: 71% de todas as vendas da rede acontecem pela internet.

Levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo aponta que mais da metade das vendas de três grandes varejistas do país é feita online. A despeito das milhares de lojas espalhadas em todo o país, Via (redes Casas Bahia e Ponto), Magazine Luiza e Lojas Americanas têm, respectivamente, 59%, 71% e 76% das vendas realizadas pela internet.

Os números incluem o marketplace, quando vendedores ("sellers") cadastram seus produtos nos sites das varejistas, que ganham uma comissão sobre a venda.

Uma das medidas tradicionais do varejo --as vendas "mesmas lojas", do inglês "same store sales" (SSS)-- dá um sinal dos novos tempos. O indicador considera só as lojas existentes há um ano ou mais, excluindo as mais recentes, para dar uma amostra do ganho de produtividade e da retenção dos clientes.

Em 2021, a venda nesses pontos físicos cresceu pouco ou caiu nas grandes redes: alta de 0,2% no Magazine Luiza e de 4,6% na Americanas. A Via não divulga o indicador, diz apenas que, nas lojas físicas, a venda caiu 2,3% no ano.

 

 

A venda no online, no entanto, saltou em todas as varejistas: 39% tanto na Magalu quanto na Via, e alta de 56% na Americanas.
Isso não significa, porém, que as lojas estejam acabando: nos últimos cinco anos, o número de pontos de venda também aumentou, como aponta levantamento da Folha de S.Paulo. Mas hoje a maior preocupação de Fabricio Garcia, do Magalu, e dos demais grandes varejistas é investir muito mais em tecnologia e logística do que em inauguração de loja, a fim de integrar todas as pontas do varejo e fazer com que qualquer produto chegue ao cliente.

Em 2021, por exemplo, enquanto investiu R$ 222 milhões para abrir 182 pontos de venda, o Magalu aplicou R$ 790,2 milhões em tecnologia e logística. Já a Via destinou R$ 223 milhões para inaugurar 101 lojas no ano passado, período em que reservou R$ 601 milhões para tecnologia e logística.

Agora toda loja precisa contar com um espaço maior para o estoque: é de lá que sai o produto comprado online direto para a casa do cliente (ou será entregue ao próprio consumidor que preferir buscar na loja). No Magalu, esse espaço corresponde, em média, a 25% do tamanho do ponto de venda (era no máximo 15% antes da pandemia). Na Via, um quinto do espaço da loja é para o estoque, ante um décimo de poucos anos atrás.

Com os altos investimentos em tecnologia e logística, o grande objetivo é agilizar a entrega e diminuir os custos: a mercadoria não precisa mais ir para um centro de distribuição (CD) distante. Quanto menor for o prazo da entrega, maior a chance de ganhar o consumidor, que também está interessado em pagar pouco ou nada pelo frete.

"Desde os anos 2000, muita gente achou que a importância da loja física ia diminuir, uma discussão que ficou ainda maior com a pandemia e a explosão das vendas online", diz Garcia. "Mas a verdade é que as lojas têm um papel fundamental no ecossistema do varejo, como ponto de apoio à logística, em especial quando se trata da capilaridade do mercado brasileiro."

Nesse novo contexto, as lojas passaram a contar com um lugar para a retirada rápida de produtos comprados online, com drive-thru, e reservam um espaço para separar e despachar produtos dos "sellers".

Ao mesmo tempo, os vendedores não ficam só com a barriga no balcão: são treinados para tirar dúvidas de clientes e fechar vendas pelo aplicativo. Também aproveitam a visita à loja para tentar vender produtos dos "sellers" cadastrados no marketplace.

"Já vendemos até trator pela internet", diz Abel Ornelas, vice-presidente comercial e de operações da Via, citando um negócio feito pelas Casas Bahia de Irecê (BA).

Um dos vendedores da loja, que fica em uma região agrícola, vendeu um microtrator a diesel, no valor de R$ 25,7 mil. O produto é de um dos "sellers" da rede, e toda a negociação com o consumidor foi feita virtualmente.

"Antes o vendedor achava que a internet ia tirar venda dele, mas agora considera o online seu aliado", afirma Ornelas. "Se antes ele tinha 3.000 ou 4.000 SKUs [itens] para vender em loja, agora, com os 'sellers', tem 41 milhões", diz, destacando que metade das vendas digitais da Via passa pelas lojas físicas.

"Vai ficar cada vez mais difícil saber o que é venda online ou o que é venda física daqui para a frente."

Uma das novidades que surgiram com as lojas fechadas durante a pandemia, a função "Me chama no Zap", instalada no app das Casas Bahia, continua sendo muito usada.

"O consumidor pesquisa a compra de uma TV de 80 polegadas na internet, por exemplo. Mas ele tem dúvidas e pode entrar no app para falar direto com o vendedor, que tem a chance de fechar a compra ali mesmo ou na loja", diz.

Por isso, Ornelas defende manter uma relação próxima com o cliente, algo que só a loja física dá.

O avanço das vendas online também ajudou a reconfigurar a escolha dos pontos das lojas físicas. Para as varejistas, vale a pena marcar presença em todos os estados do país, mas não é preciso estar em todos os bairros das capitais.

"Na época do carnê, chegamos a ter seis lojas em uma mesma rua em Osasco", diz Ornelas. "Era muita gente para pagar a prestação e não cabia todo o mundo dentro da loja. Hoje o pagamento é pelo BanQi, nossa conta digital."

Para o consultor Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, a loja física tem um papel fundamental em meio à transformação digital do varejo. "A loja contribui para captar e cativar os clientes", diz ele. "Tanto que operações que nasceram no varejo online, como a Amaro [moda] ou a Westwing [decoração], acabaram abrindo lojas físicas."

Na opinião de Eugênio Foganholo, da consultoria Mixxer, a expansão do varejo deixou de depender essencialmente da loja física --o que no passado levou a um movimento de grandes aquisições.

Nas praças onde a Via abriu lojas novas, as vendas digitais triplicaram, diz Abel Ornelas. "Muitos clientes se sentem mais seguros de fazer uma compra online se têm a loja física perto", diz.

O Magazine Luiza, que chegou na metade de 2021 ao Rio de Janeiro, viu as vendas online no estado aumentarem depois da estreia, diz Danniela Eiger, analista de varejo da XP.

"A diferença é que antes a expansão das redes se dava só pelas lojas físicas, agora está mais vinculada ao marketplace."

No Magazine Luiza, por exemplo, os próprios vendedores saem em busca de novos "sellers" para integrar o marketplace, entrando em contato com pequenos varejistas no entorno da loja, diz Garcia.

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Saque extraordinário de até R$ 1 mil no FGTS começa esta semana

  • Bahia Notícias
  • 17 Abr 2022
  • 14:59h

Foto: Reprodução / Gov.br

Trabalhadores nascidos em janeiro poderão, a partir desta quarta-feira (20), fazer o saque extraordinário de até R$ 1 mil do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Desde o último dia 8 os trabalhadores podem consultar se têm direito ao benefício – além de valores e datas para receber o dinheiro. As consultas podem ser feitas pelo site da Caixa, por uma versão atualizada do aplicativo FGTS e nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF), segundo o G1.

O dinheiro das contas do fundo – um direito do trabalhador com carteira assinada – só pode ser sacado, em geral, em situações específicas, como na demissão sem justa causa, na compra da casa própria ou na aposentadoria. Mas, no último mês, o governo publicou Medida Provisória liberando o saque extraordinário.

No site da Caixa, é preciso informar o NIS (PIS/Pasep), que pode ser consultado na carteira de trabalho ou em algum extrato antigo que o trabalhador tenha, e usar uma senha cadastrada pelo próprio trabalhador. É possível usar ainda a Senha Cidadão. A página oferece a opção de recuperar a senha, mas é preciso informar o NIS. Clique aqui e veja como consultar o número do PIS/NIS.

O pagamento começa no dia 20 de abril e vai até 15 de junho, de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Os primeiros a receber serão os nascidos em janeiro, a partir de 20 de abril. A retirada será possível até o dia 15 de dezembro. Qualquer pessoa que tiver conta vinculada do FGTS, ativa ou inativa, poderá sacar. 

Se o titular possuir mais de uma conta do FGTS, o saque é feito na seguinte ordem: primeiro, as contas relativas a contratos de trabalho extintos, com início pela conta que tiver o menor saldo; em seguida, as demais contas vinculadas, com início pela conta que tiver o menor saldo. Não estarão disponíveis para saque os valores que estiverem bloqueados na conta do FGTS, como garantia de operações de crédito de antecipação do saque-aniversário, por exemplo.

Filipe Toledo dá show em Bells Beach, fatura etapa e assume liderança do Circuito Mundial

  • Bahia Notícias
  • 17 Abr 2022
  • 10:54h

Foto: Ed Sloane / WSL

O domingo (17) começa e termina com o Brasil na liderança da Liga Mundial de Surfe (WSL, na sigla em inglês). Nesta madrugada, Filipe Toledo deu um show de aéreos e faturou uma das etapas mais tradicionais da competição: a de Bells Beach, na Austrália. Ele bateu o australiano Callum Robson na final. 

Essa foi a 11ª vitória de Filipinho na carreira, sendo a primeira do Brasil na atual temporada. O atleta acabou de completar 27 anos. 

"Cara, é o melhor sentimento do mundo. Melhor presente de aniversário da vida. Que presente! Não posso reclamar. Obrigado a todos!", comemorou, em entrevista à WSL. 

"Ainda não acredito que vou balançar esse sino. Sempre foi um sonho conquistar esse evento. Tem muita história, são tantos nomes especiais nesse troféu. Todos anos que a gente vem aqui têm altas ondas. Eu não sei o que falar agora. Têm sido muito loucas as últimas semanas, tudo estava tão conectado. Mesmo que as ondas não estivessem tão boas hoje, eu tentei surfar e achar as melhores e ficar positivo em todas as situações. Foi demais", complementou. 

O brasileiro vinha de um vice-campeonato em Portugal. A próxima etapa será em Margaret River, novamente na Austrália, com começo no próximo domingo (24). 

No feminino, o título ficou com a australiana Tyler Wright, que superou a havaiana Carissa Moore, líder do ranking. A brasileira Tatiana Weston-Webb caiu nas oitavas de final, e ocupa a 6ª colocação da WSL.

Jornalista da TV Globo esfaqueado é extubado e está conversando, informa pai

  • g1 DF e TV Globo
  • 16 Abr 2022
  • 18:07h

Foto: TV Globo/Reprodução

O jornalista Gabriel Luiz, de 29 anos, repórter da TV Globo Brasília, foi extubado e está conversando. As informações foram passadas pelo pai dele, Wilton Luiz, na manhã deste sábado (16). "Ele está bastante consciente, lúcido, bem orientado. Interage bastante conosco. Nós estamos bastante confiantes", afirmou.

Gabriel foi esfaqueado na noite desta quinta-feira (14), no Sudoeste, por dois homens. Ele teve perfurações em diversas partes do corpo, foi submetido a cirurgias e está internado em um hospital particular da capital.

Um jovem de 19 anos, José Felipe Tunholi, foi preso, e um adolescente de 17 anos, apreendido. Segundo a polícia, os dois confessaram envolvimento no caso. A dupla afirmou que decidiu assaltar Gabriel Luiz porque ele estava caminhando sozinho e alegou não conhecer o jornalista.

Bolsonaro acumula casos sob suspeita de corrupção

  • por Ranier Bragon e Fabio Serapião | Folhapress
  • 16 Abr 2022
  • 12:18h

Foto: Gustavo Moreno / Metrópoles

Jair Bolsonaro (PL), familiares e o seu governo acumulam uma série de casos de suspeita de corrupção, além de colecionarem ações no sentido de barrar investigações e esvaziar instituições de fiscalização e controle.
 

Veja abaixo uma lista de episódios envolvendo o presidente da República e pessoas próximas a ele.
 

AS SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO SOB BOLSONARO

Funcionários fantasmas e rachadinhas nos gabinetes da família

O caso: Embora seja de período anterior à sua chegada à Presidência, há diversos relatos, investigações e documentos que levantam a suspeita de que Jair Bolsonaro e dois de seus filhos parlamentares, Flávio e Carlos, tenham mantido por anos funcionários fantasmas e esquema de "rachadinha" (apropriação de parte dos salários de servidores) em seus gabinetes. Em março, o Ministério Público do DF apresentou à Justiça uma ação pedindo a condenação do presidente por improbidade administrativa no caso Wal do Açaí, revelado em reportagem da Folha de S.Paulo de 2018. Outras reportagens da Folha e de outros órgãos de comunicação como as revistas Época e Veja e o jornal O Globo também mostraram fortes indicativos de funcionários fantasmas e rachadinhas nos gabinetes da família.

O que Bolsonaro disse e fez? Os Bolsonaros sempre negaram irregularidades, mas quase nunca responderam de forma direta às evidências dos supostos esquemas. Flávio e a família trabalharam também para barrar as investigações sobre o esquema das rachadinhas.

O caso Queiroz e o cheque na conta da primeira-dama
 

O caso: Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de S. Paulo revelou documento do Coaf apontando movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio, além do depósito de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
 

O que Bolsonaro disse e fez? A família Bolsonaro e Queiroz sempre deram evasivas ou afirmações desencontradas para tentar explicar a história, cujas idas e vindas incluíram a prisão de Queiroz quando ele se escondia na casa do advogado dos Bolsonaros Frederick Wassef, além da versão de Queiroz de que o dinheiro era proveniente da compra e venda de carros. Michelle nunca se manifestou sobre o caso. Bolsonaro disse que o cheque era parte do pagamento de uma dívida de R$ 40 mil com Queiroz, embora nunca tenha mostrado documentos ou extratos bancários comprovando isso. Quebra de sigilo revelada pela revista Crusoé mostrou que os depósitos de Queiroz na conta da primeira-dama somaram R$ 89 mil.
 


 

A multiplicação do patrimônio na política
 

O caso: Em 2018, ainda na pré-campanha, a Folha de S.Paulo mostrou que Bolsonaro e seus três filhos que têm mandato parlamentar apresentaram uma expressiva evolução patrimonial atuando quase que exclusivamente na política, com um total de 13 imóveis que somavam R$ 15 milhões em preço de mercado, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro. Em 2021, Flávio comprou uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Presidente e seus filhos sempre se recusaram a dar explicações sobre como reuniram esse patrimônio apenas com o salário parlamentar.
 


 

As candidaturas laranja
 

O caso: Conforme revelado em reportagens da Folha de S.Paulo, o PSL —partido pelo qual Bolsonaro se elegeu e hoje se chama União Brasil (após fusão com o DEM)— promoveu esquema de desvio de recursos públicos por meio de candidaturas laranjas (simulação do lançamento de mulheres na disputa, apenas com o objetivo de desviar verba da cota de gênero para outros fins), nas eleições de 2018.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Presidente manteve por quase dois anos em sua equipe o ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), que foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público em decorrência do caso.
 


 

Chefe da Secom recebia dinheiro de emissoras e agências contratadas pelo governo
 

O caso: O então chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, recebia por meio de uma empresa da qual era sócio dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. A PF abriu inquérito em janeiro de 2020 após reportagem da Folha de S.Paulo revelar o caso, mas não há notícia de conclusão.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Pouco depois de o caso vir à tona, disse que Wajngarten não era criminoso e seguia firme no cargo. No mês seguinte, demitiu o chefe da Secom.
 


 

Obras suspeitas e sem licitação no Ministério da Saúde, no Rio
 

O caso: reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou que militares tentaram fazer na Superintendência do Ministério da Saúde no Rio obras de reforma sem licitação, firmadas com empresas suspeitas. Usaram a pandemia como justificativa para a dispensa de licitação. A AGU barrou os contratos e o coronel da reserva George George Divério perdeu o cargo de superintendente do Ministério no Rio.
 

O que Bolsonaro disse e fez: não se manifestou
 


 

Ministério do Meio Ambiente e madeireiras suspeitas
 

O caso: Ricardo Salles pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente em junho de 2021, um mês após ser alvo de operação da Polícia Federal nas investigações sobre madeireiras suspeitas de contrabando no Pará.
 

O que Bolsonaro disse: reagiu à operação da PF dizendo que Salles era um ministro excepcional e que era vítima de setores aparelhados do Ministério Público.
 


 

Importação da vacina Covaxin para a Covid-19
 

O caso: Bolsonaro não adotou nenhuma providência comprovada após receber em março de 2020 relato do deputado federal Luis Miranda (União Brasil-DF) de corrupção envolvendo a importação da vacina indiana Covaxin. Inquérito policial foi instaurado mais de um ano depois, em meados de 2021, somente após as suspeitas virem à tona durante a CPI da Covid. Em depoimento ao Ministério Público revelado pela Folha de S.Paulo, o servidor da área técnica do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado, relatou ter sofrido pressão atípica para tentar garantir a importação da vacina. O Ministério da Saúde suspendeu o contrato para obtenção de 20 milhões de doses da vacina, ao preço de R$ 1,61 bilhão.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Ele disse ter repassado a denúncia de Miranda ao ministério, mas nunca apresentou comprovação disso. A investigação só foi aberta por pressão da ministra do STF Rosa Weber sobre a Procuradoria-Geral da República, que na gestão de Augusto Aras tem adotado uma linha amistosa em relação a Bolsonaro. Em março deste ano, Rosa negou pedido de Aras de arquivamento do inquérito e determinou que a investigação prossiga.
 


 

Compra de outras vacinas contra a Covid-19
 

O caso: Houve vários episódios nebulosos no processo de aquisição, pelo governo brasileiro, de vacinas contra a Covid. Em caso revelado pela Folha de S.Paulo, o cabo da PM e lobista Luiz Paulo Dominghetti acusou o então diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias de cobrar US$ 1 de propina por dose da vacina AstraZeneca. Roberto Ferreira Dias foi exonerado no mesmo dia e hoje processa Dominghetti por crimes contra a honra. Em outro episódio, também revelado pela Folha de S.Paulo, o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac oferecidas por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan. Em outro caso, documento da área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) obtido pela Folha aponta "indícios robustos" de fraude em licitações por parte da empresa que forneceu ao Exército o insumo necessário à produção de cloroquina, em 26 licitações feitas entre 2018 e 2021.
 

O que Bolsonaro disse e fez? O governo sempre adotou o discurso de que não houve corrupção afirmando que as negociações sob suspeita não foram adiante.
 


 

Suspeitas contra os líderes do governo na Câmara e no Senado
 

O caso: Tanto Ricardo Barros (PP-PR), na Câmara, como Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), no Senado, foram objetos de suspeitas. Em setembro de 2021, a Polícia Federal fez operação que mirou funcionários do Ministério da Saúde e a empresa Global na gestão de Barros (2016-2018). A suspeita era de fraudes na aquisição de medicamentos de alto custo. Em outro episódio, o deputado Luiz Miranda (União Brasil-DF) afirmou que, na conversa em que relatou a Bolsonaro as suspeitas de corrupção na aquisição da Covaxin, o presidente disse a ele que isso "era coisa do Ricardo Barros". Fernando Bezerra, que deixou a liderança do governo em dezembro, foi indiciado pela PF em junho de 2021 por suspeita de receber propina em troca de obras no Ministério da Integração, comandado por ele no governo de Dilma Rousseff (PT). A PGR, comandada por Augusto Aras, pediu o arquivamento, mas o STF enviou o inquérito para a Justiça de Pernambuco. A Folha de S.Paulo também mostrou que emendas do senado viraram moeda de troca política e financiaram obras de má qualidade em seu reduto eleitoral.
 

O que Bolsonaro disse e fez? No caso de Barros, o presidente jamais negou a conversa com Miranda nem o seu relato. Afirmou ainda que não tem com saber o que acontece em seus ministérios. Sobre Bezerra, não se manifestou.
 


 

Emendas sem transparência
 

O caso: A prática de direcionamento de verbas pelas chamadas emendas de relator, em relação às quais há baixíssima transparência, ganhou fôlego de bilhões no governo Bolsonaro. Essas emendas, sobre as quais inicialmente reportagens do jornal O Estado de S. Paulo jogaram luz, alimentam redutos dos parlamentares e não obedecem a quase nenhum critério técnico ou de políticas públicas.
 

O que Bolsonaro disse e fez? "Ajuda a acalmar o Parlamento. O que eles querem, no final das contas, é mandar recursos para a sua cidade", afirmou em 11 de abril.
 


 

A aliança com o centrão e a blindagem a processos de impeachment
 

O caso: Apesar de sempre ter integrado partidos desse grupo, Bolsonaro conseguiu emplacar na campanha de 2018 o discurso de que representava a luta contra tudo o que há de pior na política, em especial o centrão. No poder, logo se aliou ao grupo, o que lhe permitiu se ver livre da ameaça dos mais de cem pedidos de impeachment que hoje estão na gaveta do presidente da Câmara e líder do centrão, Arthur Lira (PP-AL). Em troca dessa blindagem e da sustentação no Congresso, o centrão avançou sobre ministérios e diversas áreas do governo, entre elas o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e a Codevasf, além de controlar a distribuição de R$ 16,5 bilhões das emendas de relator.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Presidente mudou completamente o discurso sobre o centrão e, inclusive, se filiou ao PL de Valdemar Costa Neto, com quem agora divide o palanque eleitoral.
 


 

Dinheiro na cueca e maços de dinheiro supostamente desviados da saúde
 

O caso: em dois episódios rumorosos, a PF apreendeu em outubro de 2020 dinheiro escondido nas nádegas do então vice-lider do governo Bolsonaro no Senado, Chico Rodrigues (RR). A suspeita era de desvio de dinheiro do combate à Covid. Em dezembro de 2021, a PF flagrou o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL-MA), do partido de Bolsonaro, manuseando uma grande quantidade de maços de dinheiro. Ele é suspeito de desviar recursos da Saúde viabilizados por meio de emendas parlamentares.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Disse, no caso de Chico Rodrigues, que a operação é uma prova que seu governo combate a corrupção. Sobre Maranhãozinho, não se manifestou.
 


 

O balcão de negócios do MEC
 

O caso: Sete dias após a Folha de S.Paulo publicar áudio em que Milton Ribeiro disse que privilegiava pastor evangélico a pedido de Bolsonaro, o ministro da Educação perdeu o cargo, em 28 de março. O balcão de negócios no MEC, cuja existência foi revelada inicialmente pelo jornal o Estado de S. Paulo, era operado por dois pastores evangélicos sem qualquer vínculo formal com a pasta e que participaram de 35 reuniões no Palácio do Planalto. De acordo com prefeitos, um deles chegou a cobrar propina em barra de ouro.
 

O que Bolsonaro disse e fez? O presidente disse que botava a cara no fogo por seu ministro. Quatro dias depois, foi publicada a exoneração de Milton Ribeiro.
 


 

O kit de robótica com ágio de 420%
 

O caso: Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o governo enviou verba a prefeituras para compra de kit de robótica para escolas com gravíssimos problemas de infraestrutura, como falta de sala de aula, de computadores, internet e até de água encanada. A empresa que intermediou o negócio é de um aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) que controla a distribuição das verbas usadas na compra dos kits. Em nova reportagem, A Folha mostrou que os kits foram vendidos às prefeituras com ágio de 420%.
 

O que Bolsonaro disse e fez? "Vai botar a culpa em mim? Não tenho nada a ver com isso", disse, apesar dos recursos serem do governo federal.
 


 

Empreiteira campeã de recursos na Codevasf ganhou licitações usando empresa de fachada
 

O caso: A Folha de S.Paulo mostrou que a empreiteira Engefort, que lidera contratos recentes da estatal federal Codevasf para pavimentação, ganhou diferentes licitações nas quais participou sozinha ou na companhia de uma empresa de fachada registrada em nome do irmão de seus sócios. O governo já reservou cerca de R$ 620 milhões do orçamento para pagamentos à empresa, sendo que R$ 84,6 milhões já foram desembolsados. A gestão Bolsonaro passou ainda a usar em larga escala uma manobra licitatória —em especial na Codevasf, sob controle do centrão— para dar vazão aos recursos, deixando em segundo plano o planejamento, a qualidade e a fiscalização, e abrindo margem para serviços precários e corrupção.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Não se manifestou
 


 

Compra de ônibus escolares sob suspeita de superfaturamento
 

O caso: O Tribunal de Contas da União suspendeu no dia 5 a homologação de um pregão eletrônico para a compra de até 3.850 ônibus escolares para avaliar a suspeita de sobrepreço. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que o processo ignorou alertas de superfaturamento de técnicos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação) e da CGU (Controladoria-Geral da União).
 

O que Bolsonaro disse e fez? Cobrou a realização da licitação. "Veja o que vai acontecer, para ver o preço de cada ônibus. Esperar acontecer para a gente comentar sobre isso daí"
 


 

Jair Renan e a suspeita de tráfico de influência
 

O caso: Polícia Federal apura suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro na doação de um carro elétrico avaliado em R$ 90 mil por empresas do Espírito Santo a um projeto parceiro da empresa de Jair Renan, a Bolsonaro Jr. Eventos e Mídia. O empresário que fez a doação ao filho "04" foi recebido por Bolsonaro no Palácio do Planalto.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Disse que Jair Renan vive com a mãe (uma de suas ex-mulheres), está longe dele "há muito tempo" e que não sabe se o filho está certo ou errado nesse caso.
 


 

Ciro Nogueira indiciado por corrupção
 

O caso: A PF afirmou neste mês que o ministro da Casa Civil de Bolsonaro cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido propina da JBS para que o PP apoiasse a reeleição de Dilma Rousseff (PT) em 2014.
 

O que Bolsonaro disse e fez? Não se manifestou.
 


 

Contratos com ONGs de prateleira

O caso: O governo Jair Bolsonaro (PL) autorizou o repasse de R$ 6,2 milhões a duas ONGs até então inativas e recém-assumidas pelo ex-jogador Emerson Sheik e por Daniel Alves, lateral-direito da seleção brasileira de futebol. Após a publicação da reportagem pela Folha de S.Paulo, o Ministério da Cidadania disse que Sheik desistiu do convênio.

 

O que Bolsonaro disse e fez? Não se manifestou ?
 

AÇÕES CONTRA INVESTIGAÇÕES E ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

Augusto Aras, o PGR "excepcional"

Em uma atitude inédita, Bolsonaro ignorou a lista tríplice eleita pela ANPR (Associação Nacional de Procuradores da República) e escolheu em setembro de 2019 Augusto Aras para o comando da Procuradoria-Geral da República. O presidente nunca escondeu que buscava um aliado para a chefia do Ministério Público Federal, que tem como uma de suas principais atribuições investigar e denunciar políticos com foro, incluindo o presidente da República.

 

No dia da escolha, Bolsonaro chegou a dizer que estava fazendo "um bom casamento". Meses depois, chamou a conduta de Aras de "excepcional". O atual procurador-geral tem sido um dos principais responsáveis por barrar investigações e processos contra Bolsonaro e integrantes do governo.

'Acabei com a Lava Jato'

Mesmo surfando desde a eleição no discurso anticorrupção, Bolsonaro e Aras trabalharam para sepultar a Força Tarefa da Lava Jato de Curitiba, responsável pelo maior abalo ao mundo político nos últimos anos. "É um orgulho, uma satisfação que eu tenho dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo", disse Bolsonaro em outubro de 2020.

 

Meses depois, em fevereiro de 2021, Aras dissolveu formalmente o grupo, que já estava completamente esvaziado diante da pressão política e da chefia do Ministério Público, de decisões contrárias do STF e do vazamento de mensagens que mostraram um conluio entre os procuradores e o juiz Sergio Moro.

Trocas na Polícia Federal

Bolsonaro fez diversas mudanças na estrutura da Polícia Federal após reunião ministerial em abril de 2020 que —soube-se depois, quando o Supremo Tribunal Federal determinou a publicação do vídeo—? deixou claro que iria interferir na Polícia Federal e não iria esperar "f." alguém de sua família para poder tomar providências.

 

Em menos de quatro anos de mandato, Bolsonaro já trocou quatro vezes o diretor-geral da corporação. Maurício Valeixo foi substituído após demissão de Sergio Moro. Seu substituto, Rolando de Souza, foi trocado novamente por Paulo Maiurino. Este último deixou o cargo com menos de 10 meses no comando e deu lugar a Márcio Nunes.
 

A primeira troca de comando, após as acusações de interferência feitas por Moro, resultou em um inquérito. O caso foi arquivado em março e PF concluiu não ter havido interferência.

Pacote anticrime desfigurado

No final de 2019, Bolsonaro sancionou o chamado "pacote Anticrime" de Sergio Moro (Justiça) nos moldes aprovados pelo Congresso, que alterou praticamente toda a proposta elaborada pelo então ministro e incluiu vários pontos para esvaziar a Lava Jato.

Afrouxamento da Lei de Improbidade e de outras normas

O centrão aprovou e Bolsonaro sancionou em outubro de 2021 sem vetos lei que esvazia as regras de investigação contra improbidade administrativa, exigindo que se comprove a intenção de lesar a administração pública para que haja crime. No mês anterior, havia sancionado lei que afrouxa a Lei de Inelegibilidades. Bolsonaro também editou em maio de 2020 medida provisória para proteger agentes públicos de responsabilização por atos tomados durante a crise do novo coronavírus.

 

Flávio Bolsonaro e a cruzada contra as investigações da "rachadinha"

Flávio Bolsonaro acionou a estrutura do governo do pai para tentar reunir elementos que lhe permitissem barrar as investigações do caso das rachadinhas. Entre outros órgãos, a Folha de S.Paulo mostrou que servidores da Receita Federal foram mobilizados por quatro meses para investigar colegas do órgão que, supostamente, teriam municiado investigadores com dados fiscais de Flávio e de familiares.

Em novembro de 2021, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou as todas as decisões tomadas pela primeira instância da Justiça do Rio no caso das "rachadinhas". O argumento principal foi o de foro privilegiado, recurso que sempre foi execrado pela família Bolsonaro —até o caso de Flávio.

Sigilo de visitas ao Planalto de pastores do 'balcão de negócios' do MEC

O governo colocou em sigilo a lista de vezes que pastores suspeitos de transformar o MEC em um balcão de negócios foram ao Palácio do Planalto. Bolsonaro chegou a ironizar um internauta que questionava se ele estaria querendo esconder alguma coisa. "Em 100 anos saberá."

Após a repercussão do caso, o governo recuou e liberou a lista nesta quinta-feira (14), mostrando que os pastores suspeitos frequentaram o Palácio do Planalto durante todo o governo Bolsonaro, em 35 ocasiões.

Controladoria-Geral da União

Órgão tem tido atuação bem menos incisiva do que em anos anteriores. Em agosto, por exemplo, recebeu denúncia sobre irregularidades envolvendo pastores e a liberação de verbas do MEC, mas só encaminhou as suspeitas à PF após o caso ser noticiado pela imprensa.

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Militares reservaram R$ 546 mil para botox; Exército nega uso estético

  • Metrópoles
  • 14 Abr 2022
  • 11:34h

(Reprodução)

As Forças Armadas reservaram R$ 546 mil para comprar botox entre 2018 e 2020. As informações de empenho estão no Painel de Compras do governo federal, e não há informação sobre compra em 2021 no painel.

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, é famosa por ser usada em procedimentos estéticos, mas também tem outras serventias. A substância é injetada no músculo, relaxando-o. Isso impede a aparição de rugas ou atenua as já existentes. Além disso, é aplicada em outros fins terapêuticos, como no tratamento de doenças oftalmológicas e em casos de bruxismo.

No ano passado, o Hospital das Forças Armadas (HFA), frequentado por Jair Bolsonaro quando precisa de serviços médicos de urgência em Brasília, estimou que precisaria de 50 caixas de 100 unidades cada da toxina em 2021. Isso equivale a 5 mil aplicações, contando que há 100 unidades em cada caixa.

O mesmo estudo técnico afirma que somente o HFA comprou seis frascos em 2018; 15 em 2019; e novamente 6 em 2020. O HFA é subordinado diretamente ao Ministério da Defesa. Além dele, cada Força — Exército, Marinha e Aeronáutica — também tem unidades próprias.

Procurado, o Exército disse que a toxina “é administrada para algumas patologias neurológicas, como distonia, doença de parkinson, espasmo miofacial, espasticidade, enxaqueca crônica e neralgia do trigêmeo, além de queixas odontológicas, como distúrbio da articulação temporomandibular”. A Força acrescentou que “não realiza compras desse material para fins estéticos”.

O Ministério da Defesa disse que “o Hospital das Forças Armadas (HFA) não adquire a toxina botulínica para fins estéticos”. ” A substância é largamente utilizada em tratamentos para estrabismo, acalasia, dor pélvica, espasmos musculares, espasticidade, hiperatividade da bexiga, hiperhidrose, além de outras doenças neurológicas”, explicou. “Cabe destacar que a substância também é utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), no atendimento à população brasileira, em geral, conforme orientação médica”, concluiu.

Filho de Flordelis é absolvido por morte de pastor, mas é condenado por outro crime

  • Folhapress
  • 13 Abr 2022
  • 18:28h

Foto: Reprodução / TV Globo

Após mais de 20 horas de julgamento, Carlos Ubiraci Francisco da Silva foi absolvido da acusação de homicídio triplamente qualificado pela morte do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em 2019. Filho afetivo da ex-deputada Flordelis, ele foi condenado, no entanto, a dois anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por associação criminosa armada.

Filho biológico de Flordelis, Adriano dos Santos foi condenado a quatro anos, seis meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por uso de documento falso e associação armada. A condenação por uso de documento falso está ligada à carta escrita por Lucas Cezar dos Santos já na cadeia em que ele atribui a outras pessoas a autoria do crime.

Em novembro, ele e Flávio dos Santos Rodrigues, também filho biológico da ex-deputada, foram condenados por homicídio triplamente qualificado pela morte de Anderson do Carmo.

No julgamento desta terça, Andrea Santos Maia e seu marido, o ex-PM Marcos Siqueira Costa, também foram condenados por uso de documento falso e associação criminosa armada. Andrea recebeu uma pena de quatro anos, três meses e 10 dias.

Já o ex-PM foi condenado a cinco anos e 20 dias de prisão em regime fechado. Folha não conseguiu o contato com a defesa dos réus.

Inicialmente, André Luiz de Oliveira, filho afetivo da pastora, também começaria a ser julgado na terça-feira (12). No entanto, o advogado do réu passou mal e o julgamento foi adiado.

De acordo com polícia e Ministério Público, Flordelis teria arquitetado a morte do pastor Anderson do Carmo em razão do controle que ele exercia sobre a vida da pastora. Em depoimento na última terça-feira (12), a delegada Bárbara Lomba Bueno disse que a vítima exercia controle sobre diversos aspectos da vida de Flordelis, sobretudo o financeiro.

O controle, afirmou a delegada, teria aumentado após a pastora ter sido eleita deputada federal, em 2018. À época, Flordelis teve a quinta maior votação do estado. Foram mais de 196 mil votos.

"Quando ele consegue elegê-la, o poder dele se multiplica, cresce muito. Embora ele não tivesse posição formal dentro do gabinete, ele era o articulador político. Dizia onde ela tinha que sentar e para quem ela tinha que olhar", diz ela, acrescentando que ele dava esse tipo de orientação para que ela se aproximasse de nomes influentes da política.

"A Flordelis em certo momento já não tinha controle exclusivo sobre as coisas dela, só talvez sobre a remuneração como deputada, mas ela já não tinha controle sobre a própria vida financeira."

O julgamento de Flordelis está marcado para o dia 9 de maio, quando a ex-deputada será levada a júri popular. Além dela, serão julgadas a filha biológica Simone dos Santos Rodrigues; a neta Rayane dos Santos Oliveira e a filha afetiva Marzy Teixeira da Silva.

Flordelis está presa desde o dia 13 de agosto sob a acusação de ser a mandante do crime. Anderson foi morto aos 42 anos com mais 30 tiros na casa onde morava com a pastora e dezenas de filhos. Segundo a polícia, o crime foi motivado por insatisfação com a maneira como ele administrava a vida financeira da família.

A ex-deputada foi presa dois dias após a Câmara dos Deputados ter cassado o seu mandado. Foram 437 votos a favor da cassação e 7 contrários, com 12 abstenções, em votação aberta --eram necessários ao menos 257 votos favoráveis para a cassação ser aprovada. Ela também foi expulsa de seu partido, o PSD.

Além de homicídio triplamente qualificado --por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima--, ela responde por tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.

Bolsonaro critica polêmica sobre Viagra nas Forças Armadas: 'É nada'

  • G1
  • 13 Abr 2022
  • 12:50h

Foto: Alan Santos/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quarta-feira (13) a polêmica em razão da compra aprovada pelas Forças Armadas de mais de 35 mil unidades de sildenafila, medicamento conhecido pelo nome comercial de Viagra.

O processo licitatório prevê a aquisição de comprimidos de 25 mg e de 50 mg de Viagra. O Ministério da Defesa informou que o medicamento, usado em casos de disfunção erétil, será empregado no tratamento de militares com hipertensão pulmonar arterial (HPA), o que é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Especialistas ouvidos pelo g1, entretanto, apontaram que a doença é incomum e que a licitação comprou comprimidos com doses indicadas para disfunção erétil, não HPA.

Durante um café da manhã com ministros, parlamentares e pastores evangélicos, na residência oficial do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que as Forças Armadas estão “apanhando” por causa da compra e criticou a imprensa por noticiar o caso. A fala do presidente foi transmitida por um deputado em uma rede social.

“As Forças Armadas compram o Viagra para combater a hipertensão arterial e, também, as doenças reumatológicas. Foram trinta e poucos mil comprimidos para o Exército, 10 mil para a Marinha e eu não peguei da Aeronáutica, mas deve perfazer o valor de 50 mil comprimidos. Com todo o respeito, isso é nada... A quantidade para o efetivo das três Forças, obviamente, muito mais usado pelos inativos e pensionistas”, disse o presidente.