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- por Cláudia Collucci | Folhapress
- 28 Jun 2022
- 12:07h
Foto: Bruno Concha / Secom PMS
O Brasil tem registrado uma média de duas mortes diárias por Covid-19 entre crianças abaixo de cinco anos, faixa etária que ainda não está elegível para a vacinação no país e que vem lotando os hospitais pediátricos.
Em 2020 e 2021, foram 1.439 óbitos nesse grupo, sendo que 48% eram de bebês entre 29 dias e um ano incompleto (pós-neonatal), uma média de 1,9 por dia. Em 2022, são pelo menos mais 291 mortes abaixo dos cinco anos até o dia 11 de junho, uma média de 1,8 por dia.
Para efeito de comparação, desde o início da pandemia, os Estados Unidos, que já estão imunizando essa faixa etária, registraram 442 mortes entre crianças abaixo dos cindo anos por Covid, ou seja, quase um terço (30,7%) do total de óbitos brasileiros. Os EUA têm 3,6 milhões de nascimentos por ano, enquanto o Brasil cerca de 2,6 milhões.
A análise inédita é do Observa Infância, projeto ligado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Os números de 2020 e 2021 foram extraídos do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e já passaram por revisão do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde.
O Nordeste respondeu pela maior parte das mortes infantis por Covid nesses dois anos, com 43,9% do total, em média. A região tem apenas um terço da população de crianças abaixo de cinco anos. Em seguida, vem o Sudeste, com 24,5% dos óbitos. Depois, o Norte (18,1%), o Centro-Oeste (6,1%); e o Sul (7,3%).
Embora o número de mortes de crianças até cinco anos represente apenas 0,22% do total de óbitos por Covid até dezembro de 2021 (668.074) no Brasil, o pesquisador do Observa Infância Cristiano Boccolini, autor principal do estudo, diz que a quantidade não é insignificante. "São quase 1.500 famílias que perderam seus bebês e crianças. É uma tragédia."
Os dados do Observa Infância levam em conta a Covid como causa básica da morte e também como causa contribuinte. Ou seja, a criança já tinha algum problema de saúde, como uma insuficiência cardíaca congênita, foi infectado pelo coronavírus, teve o quadro piorado e morreu.
Para Boccolini, o número alto de mortes comparado a outros países reflete o grande número de infecções e de mortes pela doença no Brasil associada à desigualdade de acesso aos serviços de saúde entre as regiões do país.
O pesquisador diz que mais estudos serão necessários para identificar o motivo do excesso de mortes de crianças brasileiras quando comparadas com às de outros países, e da concentração dos óbitos no Norte e Nordeste e na faixa etária do pós-neonatal.
Em números absolutos, as mortes infantis brasileiras até cinco anos de idade representam 26,8% dos 5.376 óbitos de crianças nesse grupo registrados em 91 países que possuem dados desagregados por faixa etária, segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Por considerar a Covid como causa básica e causa contribuinte, o total de óbitos mensurado pelo Observa Infância é 18,3% superior ao divulgado nos boletins do Ministério da Saúde, que só computa a morte por Covid como causa básica. Em 2020 e 2021, as mortes oficiais somam 1.175, segundo os boletins divulgados pela pasta.
"Temos um excesso de mortes por Covid nessa faixa etária abaixo dos cinco anos. A cada dia que passamos sem vacinação para as crianças a partir de seis meses, o Brasil perde duas delas. Isso é inaceitável. O óbito por Covid já pode ser considerado evitável", diz Boccolini.
Na opinião do infectologista Munir Ayub, membro do comitê de imunizações da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), não há dúvidas de que a população menor de cinco anos está mais vulnerável à Covid e que precisa ser vacinada. "A questão é saber qual vacina será liberada no Brasil e quando isso vai acontecer."
Os Estados Unidos começaram na terça (21) a imunizar crianças entre seis meses e cinco anos de idade com as vacinas da Pfizer e da Moderna.
Desde março, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisa o pedido do Instituto Butantan para uso da Coronavac entre três e cinco anos, mas ainda não há uma decisão. No dia 8 de junho, a agência ouviu especialistas das sociedades brasileiras de infectologia, pediatria e imunologia, além da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).
Na semana passada, a farmacêutica Pfizer informou que prepara a documentação para solicitar à Anvisa a autorização para vacinar crianças entre seis meses e cinco anos, mas ainda não há prazo para que isso ocorra. Ou seja, no momento não há nenhuma vacina sob análise para a faixa etária em que as mortes têm se concentrado, entre 29 dias e um ano incompleto.
Segundo a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), crianças menores de um ano são mais vulneráveis a todas as infecções. Nos primeiros meses de vida, os bebês estão protegidos devido aos anticorpos transferidos pelas mães por meio da placenta e do leite materno.
"A gente começa a vacina a partir dos seis meses para que, quando os anticorpos maternos acabarem, elas já estejam protegidas pelas vacinas", explica a médica.
Segundo a pediatra, é muito importante que a imunização contra Covid chegue para as crianças abaixo de cinco anos e que avance entre aquelas de 5 a 11 anos. A taxa de vacinação nessa faixa está em 37%.
Para a médica, o movimento dos antivacina, ao espalhar boatos sobre eventos adversos graves que nunca existiram, não só assustou os pais sobre a imunização como também acabou com a percepção de risco, com o falso argumento de que a Covid não causa doença grave nas crianças.
"Não é isso que a gente está vendo. A gente sempre priorizou os mais velhos, porque têm uma taxa de incidência maior, mas, com isso, as famílias entenderam que as crianças não correm riscos", afirma.
O infectologista Ayub lembra também que muitos dos pais de crianças pequenas e mesmo os seus filhos maiores não estão com o esquema completo de vacinação. Com a alta circulação da variante ômicron, associada ao abandono das medidas de proteção, as chances de se infectarem e transmitirem para os seus bebês aumentam bastante.
"O vírus da circulando e está pegando uma população de crianças que não tem proteção nenhuma. Já mata muito mais crianças do que a meningite, doença que todos os pais temem."
Atualmente, a faixa etária entre zero e cinco anos se tornou a de maior risco de hospitalização pela doença, excetuando a população acima de 60 anos, segundo outra análise da Fiocruz.
Em novembro, esse grupo não representava 5% dos casos semanais de Srag (Síndromes Respiratória Aguda Grave) por Covid-19 no país. De abril em diante, ele passou a responder por até 15% dos registros.
Além dos casos agudos que podem complicar, um outro risco que as crianças correm é desenvolver a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P). A taxa de mortalidade brasileira por uma essa síndrome está em 6%, quatro vezes superior à registrada pelos EUA.
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- Bahia Notícias
- 28 Jun 2022
- 08:02h
Foto: Jefferson Peixoto / Secom-PMS
A Secretaria Municipal de Reparação (Semur), por meio do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, celebra de forma especial o Dia Internacional do Orgulho LGBT+ nesta terça-feira (28). Nesta data, serão iluminados com as cores do arco-íris pontos turísticos da cidade, como a Fonte da Praça da Sé, o Farol da Barra e a Praça 2 de Julho, no Campo Grande. Um ato está previsto para acontecer em frente ao Farol, às 18h.
As projeções da iluminação cênica especial ficarão diariamente acesas das 18h às 6h em todos os cartões postais até a próxima quinta-feira (30). “A ação de iluminação cênica de monumentos tradicionais é muito importante para mostrar o compromisso da Prefeitura com esta comunidade. Dessa forma, um número maior de pessoas poderá ter acesso a esta homenagem”, afirmou Marcelo Cerqueira, coordenador do Centro Municipal LGBT+ Vida Bruno.
- Bahia Notícias
- 25 Jun 2022
- 12:15h
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Comando Militar do Leste (CML) abriu um processo administrativo para apurar o que provocou a morte da dentista Ingrid Balbino de Sousa Coelho Vieira, nesta quarta-feira (22), após teste de aptidão física para o cargo de Oficial Temporário do Exército. As informações são da Agência Brasil.
A prova foi realizada no Colégio Militar, na Tijuca, zona norte do Rio. Ingrid concorria a uma vaga para Odontologia – Ortodontia.
O teste físico da candidata estava agendado para o início da manhã e o exame foi alterado para ser realizado às 14h30.
Em nota, a Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste (CML) informou que Ingrid “passou mal durante a execução de uma das fases do processo”.
“A candidata recebeu os primeiros socorros no local e foi conduzida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Durante a noite, o quadro de saúde da candidata se agravou e ela veio a óbito”, informou o comunicado.
O Comando Militar do Leste informou ainda que “foi aberto um processo administrativo para apurar as circunstâncias do ocorrido e que está prestando todo o apoio necessário à família”.
Segundo caso
Na madrugada de quinta-feira (23), um candidato ao cargo de inspetor para a Polícia Civil do Rio de Janeiro passou mal durante a prova física e morreu. Fabio Henrique Silva, de 41 anos de idade, caiu no chão durante a prova de corrida.
A Polícia Civil lamentou a morte e informou que o candidato apresentou laudo médico para a realização da prova, sendo socorrido e levado ao hospital após passar mal.
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- Bahia Notícias
- 25 Jun 2022
- 10:02h
Foto: Reprodução/TV Globo
As informações sobre o caso do Luva de Pedreiro continuam surpreendendo os fãs do baiano Iran Ferreira. Após a informação de que o saldo da conta bancária do fenômeno da internet era de R$7.500 (entenda aqui), parece que parte desse dinheiro foi cachê de uma participação no programa Domingão com Huck, gravado no mês de abril.
De acordo com informações do colunista Leo Dias para o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, foram R$ 10 mil recebidos pelo Luva de Pedreiro, no entanto, seu ex-empresário Allan Jesus ficou com metade desse cachê.
Segundo a coluna, desde o início do ano, a Nike Brasil tentou contato com Allan Jesus a fim de contratar o jovem para participar de um projeto junto à Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2022. Entretanto, em todos os contatos feitos, Allan foi categórico dizendo que não tinha interesse. Nenhuma dessas informações chegaram ao conhecimento do influenciador.
O ex-empresário teria também omitido o endereço de Luva de Pedreiro para que ninguém enviasse produtos a ele. Jogadores e outros influenciadores tentaram por diversas vezes descobrir o local onde ele mora, a fim de enviar brindes e produtos para que o Luva parasse de usar coisas falsificadas, mas a resposta de Allan sempre foi negativa.
- por Tayguara Ribeiro | Folhapress
- 25 Jun 2022
- 08:39h
Foto: Reprodução/TV Globo
A Polícia Federal descartou que Gabriel Pereira Dantas tenha participado dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira, 41, e do jornalista britânico Dom Phillips, 57, no Amazonas.
O suspeito havia se entregado voluntariamente à polícia de São Paulo, nesta quinta-feira (23). Ele admitiu participação no crime e chegou a gravar um vídeo no qual apontava o seu papel nas mortes de Dom e Bruno.
Entretanto, a PF considerou a versão dele "pouco crível" e que não existem indícios de que Gabriel tenha realmente participado dos crimes.
"Ainda na data de ontem [23], referida pessoa [Gabriel Dantas] foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado", diz nota divulgada pela Polícia Federal.
Ainda segundo o texto, "ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado nos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados".
Ao se entregar para a Polícia Civil na quinta, Gabriel Dantas disse que ajudou a pilotar o barco dos homens que mataram Dom e Bruno.
Dantas negou ter atuado diretamente nos tiros contra eles e na ocultação dos corpos. Depois, Dantas foi encaminhado para a guarda da Polícia Federal, responsável pela apuração do caso, ao lado da polícia do Amazonas.
O indigenista Bruno Pereira foi velado nesta sexta-feira (24) em Paulista, na região metropolitana do Recife. Ele foi morto ao lado do jornalista britânico Dom Phillips no último dia 5, no Vale do Javari (AM). Após o velório, o corpo de Bruno foi cremado em cerimônia reservada à família.
O crime jogou forte pressão sobre o governo Jair Bolsonaro por evidenciar o cenário de criminalidade na Amazônia.
Indígenas de diversas etnias e de diferentes locais do país homenagearam o indigenista.
Integrantes do MPF afirmaram à Folha que uma das hipóteses investigadas é de que os pescadores ilegais envolvidos no crime sejam financiados ou armados por alguma organização criminosa com atuação na região.
A polícia já constatou que Bruno foi alvejado à queima-roupa. Também identificou que houve troca de tiros a partir do momento em que o indigenista foi atingido pela primeira vez.
Segundo a perícia feita pela PF, armas de caça foram usadas no crime. O indigenista foi alvejado três vezes; o jornalista, uma.
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- por Folhapress
- 24 Jun 2022
- 19:52h
Foto: Reprodução / Instagram
Depois de ser chamada de chata por Sonia Abrão no A Tarde É Sua (RedeTV!), Maisa, 20, resolveu se pronunciar. Sonia a criticou e também a chamou de antipática em comentário sobre uma suposta apresentação dela no Vídeo Show em 2023.
Pelas redes sociais, Maisa começou dizendo que tem tido um ano incrível. "Gente, esse ano está sendo simplesmente o ano mais feliz da minha vida. E não é um feliz planejado, sabe? Porque tem uns anos que a gente se organiza pra que funcione, e esse ano está sendo na base do descubra", começou.
Na sequência, sem citar nomes, agradeceu. "Quero agradecer a vocês pelo carinho, eu também estou recebendo muitas mensagens positivas de colegas de trabalho e de fãs. Não pelos motivos que eu queria, porém eu sei que é tudo de coração e nem sei como retribuir", emendou.
Não é a primeira vez que Sonia Abrão discute publicamente com artistas. Recentemente, ela teve problemas com Gkay. A influenciadora chegou a ser entrevistada por um repórter do programa e chamou o A Tarde É Sua de "merda". Em resposta, Sonia disse que não se rebaixaria ao nível dela.
A bronca dela tem base na repercussão do que Abrão disse da Farofa da Gkay. Em programas anteriores, a apresentadora chegou a criticar o fato de ela ter gastado milhões no evento num momento pandêmico e com tanta gente passando necessidades.
- por Leonardo Almeida
- 22 Jun 2022
- 14:02h
Foto: Priscila Melo/Bahia Notícias
O óleo diesel mais caro do Brasil é vendido nos municípios de Irecê e Valença, no interior da Bahia, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). As amostras foram coletadas até o último sábado (18) e ainda não registraram os impactos dos últimos reajustes realizados pela Petrobras.
Enquanto o preço médio do diesel vendido no Brasil ficou em R$ 6,906 o litro, os dois municípios baianos registraram um valor máximo de R$ 8,630. Em comparação com o levantamento da semana passada, o preço máximo do combustível teve uma alta de 2,4%.
Ivete Rocha é moradora do município de Valença e possui uma plantação de cacau na roça da cidade. Ela afirmou ao Bahia Notícias que os aumentos dos preços do diesel vêm impactando fortemente no transporte dos materiais.
“É complicado, tivemos que reduzir as plantações para poder diminuir o transporte, estamos evitando usar tratores ao máximo possível. Boa parte da colheita vem sendo feita por mim, usando a mão mesmo, e meu cavalo para carregar o peso”, contou Ivete.
O preço médio do diesel vendido em Valença ficou em R$ 7,913, enquanto a média de Irecê estava em R$ 8,166.
Na última sexta-feira (17), a Petrobras anunciou reajuste de 14,26% no diesel negociado pela estatal. No acumulado de 2022, o óleo registra alta de 35,97% nos postos, de acordo com a ANP.
BAHIA POSSUI GASOLINA MAIS CARA
O estudo da entidade também revelou que o estado da Bahia possui o maior preço médio de gasolina do Brasil, registrando R$ 8,037, durante os dias 12 e 18 junho. Em relação ao valor máximo, os baianos ficaram com a segunda gasolina mais cara do país, ficando atrás apenas do Piauí.
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- por Daniele Brant e Raquel Lopes | Folhapress
- 21 Jun 2022
- 07:44h
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da PEC que estabelece o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiros.
O parecer pela admissibilidade, elaborado pela deputada Bia Kicis (PL-DF), foi aprovado em votação simbólica. A proposta precisa ser analisada por uma comissão especial antes de seguir para o Plenário. O texto já tinha sido aprovado pelo Senado em 2 de junho. A PEC foi elaborada e aprovada para dar segurança jurídica para o piso nacional da categoria.
Um projeto de lei prevendo o mínimo salarial para a enfermagem já havia sido aprovado pelo Congresso Nacional. No entanto, a proposta nem chegou a ser encaminhada pela Câmara dos Deputados para a sanção presidencial, pois havia receio de veto de Jair Bolsonaro (PL) ou mesmo de ações judiciais. Isso porque havia o risco de a proposta configurar vício de iniciativa.
O texto da PEC determina que uma lei federal vai instituir os pisos salariais nacionais para os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiros. Ou seja, permite que o projeto de lei aprovado anteriormente tenha condições legais de ser aplicado.
O projeto cria um piso de R$ 4.750 para os enfermeiros. Técnicos em enfermagem receberiam 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiros, 50%. De acordo com a proposta, o valor será corrigido anualmente com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) agradeceu a todos os deputados que aprovaram o relatório. Ela disse que essa era uma forma de dar um justo reconhecimento à categoria, que teve ainda mais visibilidade na pandemia de Covid-19.
"É uma categoria que em momento algum se limitou ou se negou a ir para a linha de frente da Covid-19. A enfermagem brasileira, que compõe 70% da força de trabalho dos trabalhadores da área da saúde, e que desses 70%, 90% são mulheres com dois ou três vínculos que aguardavam por muitos anos a possibilidade da melhoria do seu vencimento", disse.
No Senado, assim como aconteceu durante a aprovação do projeto de lei, os parlamentares reconheceram que ainda não existe uma solução para financiar os custos do novo piso nacional da enfermagem, mas apenas apontaram possíveis fontes.
O senador Davi Alcolumbre (União Brasil - AP) disse que "inevitavelmente" a liberação de jogos de azar será uma das fontes do novo piso. A fala gerou uma grande discussão entre parlamentares a favor e contra os jogos.
"Inclusive tem uma proposta nesta Casa, porque o projeto de lei que autoriza os jogos no Brasil será, inevitavelmente, uma fonte de arrecadação não só para cumprir o piso porque nós temos assegurados lá, na transferência do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] e do FPE [Fundo de Participação dos Estados] para os estados, mais de R$ 6,5 bilhões a mais", afirmou.
- por Nicole Angel, de Brasília
- 20 Jun 2022
- 17:38h
Foto: Marcelo Casal Jr./ Agência Brasil
Os deputados federais estão fazendo um esforço concentrado para coletar assinaturas para protocolar um requerimento de urgência para um projeto de lei que cria um fundo de estabilização dos preços de combustíveis. Líderes irão se reunir, nessa segunda-feira (20), com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para discutir a política de preços da Petrobras.
A reunião, que acontece na residência oficial do presidente da Câmara, vem de uma escalada de críticas de Lira à estatal, que anunciou, durante o feriado, novos aumentos no preço da gasolina e do diesel para as distribuidoras.
Sobre o requerimento de urgência, o deputado Antônio Brito, líder do PSD, vai levar o apelo da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Caminhoneiro para que partidos assinem o documento. É preciso o recolhimento de 171 assinaturas para que o pedido seja protocolado.
A proposta em questão é de autoria do deputado Nereu Crispim (PSD-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas. O projeto define que o fundo de estabilização dos derivados do petróleo terá o objetivo de reduzir a volatilidade nos preços, o que poderia ocorrer por meio de pagamento de subvenção econômica aos refinadores de petróleo e aos importadores.
O autor do projeto também pediu mudanças na política de preços da Petrobras, e além disso também criticou o presidente Jair Bolsonaro afirmando que ele está tentando se eximir da responsabilidade sobre os a escalada dos preços. "Está criando uma cortina de fumaça pra enganar para usar eleitoralmente dizendo que não tem responsabilidade, que é contra a Petrobras, contra a política de preços e contra essa exorbitância de lucratividade da Petrobras”, afirmou o deputado.
O deputado Nereu Crispim também protocolou um requerimento convocando o Ministro de Estado das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, o atual Presidente interino da Petrobrás, Caio Mario Paes de Andrade, e o ex-presidente da Petrobrás, José Mauro Ferreira Coelho para prestarem esclarecimentos sobre a estatal estar pronta para retirar o controle acionário majoritário da União e sobre o preço dos combustíveis.
Sobre a convocação de Marco Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, aos caminhoneiros para um ato de protesto em frente às refinarias da Petrobras no próximo dia 27 (lembre aqui), o deputado Nereu afirmou que ele não representa a categoria. "Ele é um criminoso”, declarou o parlamentar.
- Bahia Notícias
- 20 Jun 2022
- 14:03h
Foto: Alaor Filho / Agência Petrobras
A Petrobras será comandada, interinamente, pelo atual diretor executivo de Exploração e Produção da empresa, Fernando Borges. A movimentação ocorre após a saída de José Mauro Coelho da presidência e do Conselho de Administração da estatal, na manhã desta segunda-feira (20) (leia mais aqui).
Fernando Borges é funcionário de carreira e trabalha na Petrobras há quase 40 anos, e acumula diversas funções gerenciais na área de Exploração e Produção, incluindo a Gerência Executiva de Libra e a Gerência Executiva de Relacionamento Externo.
Ele também atuou como diretor no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entre 2016 e março de 2020, e desde abril de 2016 exerce a função de Diretor da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP) por indicação da Petrobras.
- por Idiana Tomazelli e Julia Chaib | Folhapress
- 20 Jun 2022
- 08:04h
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Em meio ao anúncio de mais um reajuste nos preços de combustíveis pela Petrobras, integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) trabalham em uma minuta de projeto de lei para tentar avançar na discussão da privatização da companhia.
A avaliação entre defensores da medida é que os aumentos anunciados pela empresa estão criando um ambiente político favorável ao tema no Legislativo. O envio do projeto também poderia alimentar o discurso do governo de que está agindo para solucionar o problema.
Segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem, um dos modelos analisados para a operação é a conversão de ações preferenciais da companhia (priorizadas na distribuição de dividendos, mas sem direito a voto) em ações ordinárias (com direito a voto na assembleia de acionistas).
Apenas essa transação já seria suficiente para diluir a participação da União na empresa. Com isso, o controle da companhia passaria para as mãos da iniciativa privada.
A minuta do projeto de lei diz que a Petrobras fica "autorizada a converter todas as suas ações preferenciais em ações ordinárias, na forma da legislação societária".
O aval do Congresso Nacional é necessário porque a Lei do Petróleo, de 1997, proíbe o governo de se desfazer do controle sobre a Petrobras.
No entanto, há quem veja dificuldades de o Congresso conseguir avançar em um tema tão polêmico em ano eleitoral. O próprio Bolsonaro já admitiu publicamente que a privatização da companhia pode levar até quatro anos.
Além disso, o primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é contra qualquer tentativa de privatizar a Petrobras.
A empresa foi incluída no PPI (Programa de Parceria de Investimentos) pelo governo no início de junho, após o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, prometer, logo em seu primeiro discurso, a realização de estudos para a privatização da companhia.
O primeiro anúncio foi feito em um momento de fortes críticas de Bolsonaro à política de preços da companhia, contexto que se repete agora diante do novo reajuste aplicado pela petroleira. A alta nos combustíveis é vista por aliados do presidente como o maior obstáculo à sua reeleição.
A conversão das ações é considerada a principal opção para a proposta de privatização da companhia, mas ainda não houve uma decisão final. Outras alternativas seriam a União vender parte de suas ações ordinárias, ou ainda realizar uma capitalização, com emissão de novas ações, a exemplo do que foi feito no caso da Eletrobras.
Qualquer modelo precisará passar pelo crivo das áreas jurídicas do governo e também do TCU (Tribunal de Contas da União).
Além do projeto de lei autorizando a conversão das ações, a medida também demandaria uma mudança no estatuto da Petrobras. Tanto a Lei do Petróleo como o estatuto dispõem sobre a divisão do capital social da companhia em ações ordinárias e preferenciais.
A Petrobras tem hoje 13 milhões de ações negociadas em mercado, sendo 7,4 milhões ordinárias e 5,6 milhões preferenciais.
No caso das ações com direito a voto, a União tem o controle, com 50,26% de participação. Já nas preferenciais, a fatia do governo federal é menor, de 18,48% —essas ações estão na carteira do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Com isso, a parcela da União no capital total da empresa é de 36,61%, o que ilustra a perda de controle em caso de uma conversão integral das ações.
Segundo uma das fontes ouvidas, o projeto de lei em elaboração no governo também deve trazer alguns antídotos para que a operação não signifique uma mera troca do controle estatal por um monopólio privado.
Os detalhes dessas medidas ainda estão em discussão entre os técnicos, mas o diagnóstico é que a Petrobras é praticamente monopolista no mercado de refino, prejudicando a concorrência e permitindo a prática de preços mais elevados na venda de combustíveis.
Embora o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já tenha atuado no tema, com um acordo em 2019 para que a empresa se desfaça de oito refinarias, o cronograma de venda desses ativos está atrasado.
Em meio às discussões sobre o projeto de lei, há uma preocupação dentro do governo de deixar claro para todos os envolvidos que esse modelo de privatização não vai, em um primeiro momento, gerar novas receitas para a União.
Essa apreensão existe porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, já manifestou em diferentes ocasiões o desejo de usar os valores obtidos com a operação para abastecer um fundo de combate à pobreza.
A única forma de o governo arrecadar recursos com a privatização seria com a venda de suas ações, o que, segundo pessoas que participam das negociações, não deve fazer parte do plano em um primeiro momento.
No futuro, porém, a aposta é que as ações da companhia privatizada tenham uma valorização em relação aos preços atuais, favorecendo a União em uma eventual venda.
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- por Samuel Fernandes | Folhapress
- 19 Jun 2022
- 11:25h
Foto: Agência Brasil
A floresta amazônica perdeu 3.360 km² nos cinco primeiros meses de 2022, maior valor registrado para o período em 15 anos de monitoramento. A área corresponde a cerca de 2.000 campos de futebol de mata nativa desmatados por dia. Os dados são do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).
Em 2021, o desmatamento acumulado para o período entre janeiro e maio foi de 3.088 km². Já em 2020, o total desse intervalo de meses foi bem menor, 1.740 km².
No mês de maio de 2022, foi registrado o desmatamento de 1.476 km², correspondendo a 44% do total de área perdida nos cinco primeiros meses do ano. Esse valor é o pior para esse mês nos últimos 15 anos.
O estado que registrou maior desmatamento nesse intervalo de meses em 2022 foi o Amazonas, onde foram perdidos 553 km², 38% do total de desmate no Brasil no período. No ano passado, esse valor foi de 264 km² -ou seja, o desmatamento no estado mais que dobrou em 2022.
Outro estado que também registrou desmatamento alto foi o Pará, com 471 km². Segundo o Imazon, um grande problema do estado é a devastação em unidades de conservação (UCs) e em terras indígenas (TIs). O instituto afirma que 6 das 10 UCs e 4 das 10 TIs mais desmatadas da floresta ficam no Pará.
O SAD utiliza imagens de satélites para monitorar mensalmente a degradação ou o desmatamento da Amazônia. O sistema identifica a degradação na floresta por meio de danos que ocorrem no solo em razão de atividades de madereiros ou de fogo. Já o desmatamento é observado quando ocorre o corte raso da floresta, algo comumente associado à pecuária, agropecuária ou garimpo.
Outras medições Números preocupantes de desmatamento da floresta amazônica já foram registrados também recentemente por outras organizações que monitoram a região. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontou que em maio de 2022 houve quase 900 km² de desmatamento -um número menor, portanto, que aquele observado pelo Imazon.
Segundo os dados do Inpe, a área de desmatamento foi a segunda maior para o mês de maio em comparação a série histórica, que começou em 2015/2016.
Além disso, recentemente o Brasil foi apontado como líder na perda de florestas tropicais no mundo em 2021. Sozinho, ele respondeu por 40% da derrubada registrada, segundo dados da Global Forest Watch, ferramenta da organização não governamental WRI (World Resources Institute) em parceria com a Universidade de Maryland, nos EUA.
No total, os dados indicaram que o desmatamento dessas florestas no ano passado foi de 37,5 mil km² em todo o mundo, sendo que o Brasil registrou cerca de 15 mil km² desse total.
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- Bahia Notícias
- 17 Jun 2022
- 11:25h
Foto: Divulgação
A cantora Simaria, da dupla com Simone, informou nesta quinta-feira (16) que irá se “afastar dos palcos”.
"Meus amores, cantar é tudo que mais amo mas, neste momento, preciso me afastar dos palcos para cuidar da minha saúde", disse a cantora em nota enviada pela assessoria, segundo o G1.
"Certa de que vamos nos reencontrar, em breve, sejam a segunda voz de minha irmã, Simone, na minha ausência. Em breve nos reencontramos!", completou a artista.
A decisão da cantora ocorre após uma série de desentendimentos públicos com a irmã. Os shows que já estão marcados serão cumpridos apenas pela Simone Mendes.
- Bahia Notícias
- 17 Jun 2022
- 10:11h
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, na quinta-feira (16/6), o aumento de gasolina e diesel. A reunião que decidiu o reajuste aconteceu durante o feriado, em convocação de emergência. Os valores devem ser anunciados nesta sexta-feira (17).
De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, apesar de não estar sob a responsabilidade do conselho esse tipo de reajuste, o presidente do órgão, Márcio Weber, convocou a reunião para tentar dar um fim à crise que toma conta do assunto. O fato de, segundo a Petrobras, os preços estararem abaixo do mercado internacional fez com que o conselho tomasse a decisão.
Há quase 100 dias, a estatal não aumenta a gasolina, enquanto o último reajuste do diesel veio 37 dias atrás. Além disso, segundo a Associação Brasileira dos Importadores e Combustíveis (Abicom), a defasagem em relação ao combustível no mercado externo é de até 18% no diesel e de 14% na gasolina.
- por Joana Cunha | Folhapress
- 15 Jun 2022
- 09:47h
Foto: Reprodução
A indústria brasileira de produtos para calçados e couro diz ter visto no encarecimento do frete da China um impulso aos negócios locais, especialmente na América Latina, segundo a Assintecal (associação do setor).
As exportações de componentes de couro e calçados somaram US$ 175 milhões (cerca de R$ 900 milhões) nos cinco primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2021, alta de 21%, segundo dados da entidade.
Nos países da América Latina, que são cinco dos oito principais destinos das exportações, o crescimento foi de 32%.
Segundo a Assintecal, também cresceram os embarques para os Emirados Árabes e República Dominicana. A China segue como principal destino dos produtos brasileiros, com foco em químicos para tratamento de couros.