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Brasil: Bolsonarista mata apoiador de Lula durante discussão política em Mato Grosso

  • g1 MT
  • 09 Set 2022
  • 15:04h

Foto: Polícia Civil/Cedida

Um homem, identificado como Benedito Cardoso dos Santos, de 44 anos, foi assassinado na noite de quarta-feira (7), com golpes de faca e machado, durante uma discussão por questões políticas. Ele era apoiador do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O autor do crime, Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, é apoiador do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Messias Bolsonaro (PL). As informações são da Polícia Civil.

O crime aconteceu em uma chácara em Agrovila, zona rural de Confresa, cidade a 1.160 km da capital Cuiabá. Conforme o delegado responsável pelo caso, Victor Oliveira, os dois homens trabalhavam juntos no corte de lenha em uma propriedade e, na noite de 7 de setembro, começaram a discutir sobre política. 

"O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula e o autor, defendendo o Bolsonaro", diz o delegado Victor Oliveira.

Segundo a Polícia Civil, Bendito deu um soco no rosto de Rafael e, em seguida, pegou uma faca. O autor do crime, então, partiu para cima da vítima e tomou para si a arma branca.

Ainda conforme a versão apresentada pelo delegado, Bendito teria corrido e Rafael o perseguiu e começou a golpeá-lo pelas costas. A vítima teria ficado caída no chão e o autor, aproveitado para acertá-la com golpes na olho, pescoço e testa. Segundo o delegado, o autor disse que foram amo menos 15 golpes.

De acordo com o delegado, Rafael foi até um barracão pegar um machado, foi até Bendito, que ainda estava vivo, e o acertou no pescoço.

O autor escondeu as armas do crime e foi andando até a cidade de Confresa, chegou ao hospital e solicitou atendimento médico, pois estava com um corte na mão e outro na testa. Ele alegou que tinha sido vítima de uma tentativa de roubo. 

  O suspeito foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento e confessou o crime. O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e motivo cruel e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

Os policiais encontraram a faca e o machado e outros elementos que apontavam para o suspeito no local do crime. 

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Brasil: 14 morrem após barco afundar em Belém; há 26 desaparecidos

  • G1
  • 08 Set 2022
  • 18:11h

(Reprodução/Redes Sociais)

A lancha carregada de passageiros que naufragou nesta quinta-feira (8) na região de Belém não possuía autorização para transporte intermunicipal de passageiros e saiu de um porto clandestino, segundo a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Estado do Pará (Arcon-Pa).

A Secretaria de Segurança Pública (Segup) e a Marinha confirmaram 14 mortes. Havia 70 pessoas no barco e 30 delas foram resgatadas ou conseguiram se salvar, segundo a Segup.

Os bombeiros procuram por 26 desaparecidos com apoio de mergulhadores. Ao menos nove embarcações e um helicóptero também são usados nas buscas. Às 13h30, a Perícia Cientifica do Pará ainda não havia sido acionada.

Imagens que circulam em redes sociais e gravadas por um passageiro mostram quando a água começa a entrar no barco - veja no vídeo acima. A Marinha diz que vai investigar o naufrágio.

A embarcação fazia o trajeto entre a localidade de Camará, na cidade de Cachoeira do Arari, no arquipélago de Marajó, para Belém .O naufrágio ocorreu próximo à Ilha de Cotijuba, por volta de 9h30.

A lancha Santa Lourdes é da empresa M. Souza Navegação, que já havia sido notificada pela Arcon por operar sem autorização. O g1 procurou a empresa e aguarda retorno. A causa do naufrágio não foi informada pelas autoridades.

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Câmara aprova criação de loterias para saúde e turismo, que poderão ser concedidas

  • por Danielle Brant | Folhapress
  • 31 Ago 2022
  • 10:43h

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) projeto que cria as loterias de saúde e de turismo com recursos destinados ao Fundo Nacional de Saúde e à Embratur (agência brasileira de promoção internacional do turismo), respectivamente, e com possibilidade de exploração desses novos jogos pela iniciativa privada.

O texto foi aprovado por 267 a 94. Os deputados rejeitaram mudanças e, agora, a proposta segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Câmara acatou modificações feitas pelos senadores ao texto dos deputados Capitão Wagner (União Brasil-CE) e Guilherme Mussi (PP-SP).

O projeto, aprovado pela Câmara em maio de 2021, previa a criação da Loteria da Saúde e da Loteria do Turismo na modalidade prognóstico numérico (como é a Mega-Sena).
Os senadores incluíram duas outras modalidades: prognósticos esportivos e apostas de quota fixa (quando o jogador já sabe quanto pode ganhar). Nesta terça, os deputados mantiveram a mudança.

No Senado o projeto também incluiu a possibilidade de as novas loterias poderem ser concedidas à iniciativa privada --na Câmara, os concursos da Loteria da Saúde e da Loteria do Turismo seriam executados pela Caixa Econômica Federal.

Conforme o texto, o Ministério da Economia disciplinará, em até 30 dias após a publicação da lei, as regras para a concessão da exploração da Loteria da Saúde pelo Ministério da Saúde e da Loteria do Turismo pelo Ministério do Turismo.

Segundo o relator, Giovani Cherini (PL-RS), a redação aprovada pelo Senado e mantida pelos deputados também abre a possibilidade de municípios explorarem as loterias, assim como Santas Casas.

O projeto prevê distribuição distinta da arrecadação das loterias a depender da modalidade. Se for prognóstico numérico, 5% serão destinados ao FNS (Fundo Nacional de Saúde), na Loteria da Saúde, e para a Embratur, na do Turismo. Os demais 95% serão usados para cobrir despesas de custeio e manutenção do operador.

Na modalidade prognósticos esportivos e apostas de quota fixa, 3,37% seriam destinados a FNS e para a Embratur, dependendo da loteria. Entidades esportivas que cederem os direitos de uso de marca, hino, símbolos etc para divulgação dos novos jogos ficariam com 1,63%, e 95% seriam usados para custeio.

Enquanto durar a emergência em saúde pública de importância nacional provocada pela Covid-19, os recursos serão usados exclusivamente em programas e ações de prevenção e combate aos efeitos da pandemia, com prioridade para a aquisição de insumos, materiais, vacinas e equipamentos. Também serão destinados a minimizar os efeitos de contágio pela Covid-19 e a combater avanços do coronavírus no setor turístico, no caso da Loteria do Turismo.

O projeto prevê que os valores dos prêmios não reclamados por acertadores das duas loterias serão revertidos, respectivamente, ao FNS e à Embratur, observada a programação financeira e orçamentária do Executivo.

O Fundo Nacional de Saúde e a Embratur deverão divulgar em seus sites a aplicação dos recursos obtidos com as loterias da Saúde e do Turismo.

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Belly Palma, influenciadora e ativista, morre aos 29 anos após sofrer um engasgo

  • G1
  • 30 Ago 2022
  • 20:07h

Foto: Reprodução/Instagram

  A influenciadora e ativista da moda inclusiva para pessoas com deficiência Izabelle Palma, conhecida como Belly, morreu aos 29 anos.

Segundo comunicado publicado nas redes sociais, Belly Palma sofreu um engasgo seguido de uma parada cardiorrespiratória na sexta-feira (26). Nesta segunda-feira (29), ela teve a morte encefálica confirmada.

"É com imenso pesar que comunicamos o falecimento da nossa amada, querida amiga e companheira de jornada, Belly."

"Belly sofreu um engasgo seguido de uma parada cardiorrespiratória na última sexta-feira. Todos os primeiros socorros foram prestados e conseguimos levá-la ao hospital, onde ela seguiu internada até hoje, segunda-feira (29/08/2022), quando veio a óbito por Morte Encefálica."

"Em nome da Família e amigos desejamos toda luz, força e conforto aos que ficam. Belly foi um exemplo de amor, alegria, resiliência, superação e esforço em sua vida pessoal e Luta das Pessoas com Deficiência no Brasil. Que fique sempre registrado cada momento, pensamento e reflexões que ela trouxe e que se transforme em um legado de amor, gratidão e inspiração para todos nós."

Ainda segundo o comunicado, informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas em breve. 

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Brasil: Polícia investiga caso de superdosagem de remédio que deixou jovem em estado vegetativo

  • Jeferson Ageitos, RBS TV
  • 30 Ago 2022
  • 11:27h

Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil de Porto Alegre investiga a suspeita de superdosagem de medicamento oferecido a um paciente de um hospital da cidade. O caso ocorreu em outubro de 2021. Desde então, o jovem Alexandre Moraes de Lara, de 28 anos, está em estado vegetativo e precisa de cuidados 24 horas por dia.

O Hospital Humaniza, onde o paciente segue internado, afirma que o atendimento a Alexandre ocorreu na gestão anterior da unidade. "O Hospital lamenta profundamente o ocorrido e vem prestando toda a assistência médica necessária e disponível para a melhoria do quadro clínico do paciente. Ao mesmo tempo, vem mantendo tratativas com os familiares para, também, proporcionar o máximo de assistência e acolhimento necessários", diz em nota.

Alexandre deu entrada no hospital para tratar um problema cardíaco. No entanto, em vez de receber dois comprimidos de um medicamento, o paciente recebeu 20 – 10 vezes mais. O remédio, indicado para controlar batimentos do coração, acabou provocando uma parada cardiorrespiratória. Um laudo assinado por um médico contratado pela família afirma que o estado vegetativo de Alexandre tem grande potencial de ser permanente.

A esposa dele, Gabrielle Gonçalves Bressiani, recorda que o marido era ativo fisicamente e que gostava de surfar e ir à academia. Ela, que estava grávida na época do ocorrido, diz que Alexandre ainda não entende quando vê a filha.

 "Eu estava grávida de três meses quando aconteceu. Agora eu levo a Sara, filha dele, ali para vê-lo, mas ele não entende nada", diz, emocionada.

A investigação policial ainda não foi concluída. O Conselho Regional de Medicina (Cremers) afirma que investiga a atuação dos profissionais envolvidos no caso.

"A pessoa entra conversando, caminhando, saudável, sorrindo, e nunca mais sai. Nunca mais sai, sem poder dar um 'tchau' para seus familiares", lamenta o tio, Luciano Pacheco Martins.

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Paula Fernandes sofre acidente em estrada e carro capota: 'Renasci'

  • Splash, Uol
  • 29 Ago 2022
  • 12:51h

(Reprodução/Redes Sociais)

A cantora Paula Fernandes, de 38 anos, causou um grande espanto nos seguidores, na tarde de domingo, ao compartilhar uma foto de seu carro capotado. Na noite de ontem, ela tombou o veículo após ser atingida por um carro desgovernado na rodovia Castello Branco, em São Paulo, quando voltava para casa ao lado do namorado, o empresário Rony Cecconello. "Eu só sei que eu tô viva e sei que ontem eu renasci... Esta imagem chocante representa o dia mais difícil da minha vida, em que eu achei que seria o nosso fim... Muita coisa passou pela minha cabeça naqueles segundos de horror e, quando finalmente parou, eu só queria saber como o Rony estava? E ele estava bem!", escreveu ela, em postagem.

Em relato publicado nas redes sociais, Paula Fernandes conta que estava de viagem de volta a sua casa no interior do estado quando um carro desgovernado bateu na traseira do veículo. Assim, ela perdeu o controle da direção com a força do impacto e o carro capotou algumas vezes até parar no acostamento. "Tenho muitas coisas para dizer nesta mensagem. Eu ainda estou em choque, a cena se repete como filme, sinto taquicardia e medo quando lembro. Foi muito difícil dormir esta noite. Mas a coisa mais importante de todas neste momento é que nós renascemos. Somos gratos por termos sobrevivido a esse acidente", refletiu

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Milicianos compravam armas com PIX e monitoravam policiais, apontam PF e MPRJ

  • Bahia Notícias
  • 28 Ago 2022
  • 12:26h

Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal e o Ministério Público indicam que milicianos da quadrilha de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, compravam armas utilizando PIX e monitoravam operações policiais e informações sobre milicianos rivais.

As informações resultaram na Operação Dinastia, que terminou com oito mandados de prisão cumpridos na quinta-feira (25), segundo o G1.

Em uma das conversas, o miliciano Rodrigo dos Santos, o Latrell, recebe comprovantes de depósitos feitos via pix para compra de uma pistola. A arma custaria R$ 11 mil e viria dentro de uma maleta.

De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o sobrinho de Zinho, Matheus Da Silva Rezende, conhecido como Faustão, também tem papel importante na hierarquia da milícia.

Matheus e Latrell, em um dos diálogos interceptados, conversam sobre a compra de três fuzis. As armas custariam R$ 180 mil e os milicianos comemoram o valor dizendo que "está no preço".

Em uma outra conversa, Latrell recebe uma oferta para comprar munição para os fuzis. O negociador afirma que são 50 caixas e que a munição é nova. Segundo ele, as munições estariam "zero bala".

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Clubes de tiro funcionam sem alvará, mostra fiscalização do Exército

  • por Raquel Lopes e Constança Rezende | Folhapres
  • 28 Ago 2022
  • 09:53h

Foto: Divulgação

Fiscalizações do Exército mostram que clubes de tiro funcionam com falta de controle adequado de frequentadores ou mesmo sem alvará.

O Exército também encontrou loja armazenando armamentos acima do limite permitido e CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) com certificado de registro da arma de fogo vencido.

A Folha teve acesso a documentos reservados da Força que mostram quais são as empresas autuadas pela instituição devido a irregularidades. Além de CACs, nos relatórios de fiscalização constam clubes de tiros, lojas e a própria indústria de armas, incluindo fabricantes de explosivos e blindados.

O Exército autuou, por exemplo, o Clube de Tiro Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, pela falta de controle das pessoas no estabelecimento. O fato ocorreu durante uma operação em julho do ano passado.
 

O local autorizou a entrada de cinco atiradores com irregularidades na documentação, sendo quatro com a guia de tráfego vencida (documento que autoriza o transporte da arma), e um sem a guia e o certificado de registro da arma de fogo.
 

A Força também autuou o Clube de Tiro Esportivo São Carlos, em São Paulo, por não possuir alvará de funcionamento e plano de segurança, além de deixar de fiscalizar os CACs no estande. Os problemas foram constatados durante uma operação em agosto de 2020.
 

O Clube de Tiro Cachoeiro de Itapemirim e o Clube de Tiro Esportivo São Carlos foram procurados pela reportagem, porém não responderam.
 

O Clube de Tiro Army, em Niterói (RJ), foi encontrado funcionando durante fiscalização em março do ano passado. O local estava com o certificado de registro suspenso após um incêndio com morte e quatro pessoas feridas seis meses antes.
 

Entretanto, o Exército não disse no documento o procedimento adotado em relação à ocorrência.
 

"No local existe uma loja que comercializa PCE (Produtos Controlados pelo Exército) e outros bens, e um clube de tiro. O clube interrompeu suas atividades mesmo sem ter recebido comunicação formal do Exército sobre a suspensão. A loja continuou funcionando sem comercializar PCE", afirmou Yuji Ito, advogado que representa o clube.
 

O Exército também não encontrou uma pistola no acervo do Centro de Treinamento Gladius Combat, em Feira de Santana (BA). Um sócio-proprietário era CAC e estava com a arma em outro local, que não foi mencionado no documento. A Polícia Civil o prendeu.
 

O centro foi procurado, mas não respondeu.
 

A Folha procurou o Exército na última quarta-feira (24) com perguntas sobre o procedimento de fiscalização e os eventuais processos administrativos envolvidos; também questionou as hipóteses que podem levar ao fechamento dos estabelecimentos. A Força não respondeu.
 

De acordo com os documentos, o Exército fiscalizou ainda lojas de armas que apresentaram irregularidades. Em uma das fiscalizações em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em abril do ano passado, o Exército apontou no relatório a suspeita que lojas recebiam munições por contrabando ou de CAC para vender ilegalmente sem documentação. No entanto, não especificou quais lojas seriam.
 

A Casa Braço de Prata, em Santa Bárbara D'Oeste (SP), recebeu uma autuação por armazenar armas acima do limite permitido durante a Operação Spartacus, em setembro do ano passado.
 

Durante a operação, o Exército apreendeu 158 armas da loja, que continuaram em posse do local (fiel depositário) até a regularização da situação. Uma das pessoas que visitaram a loja neste ano foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) e defensor da pauta armamentista.
 

A Casa Speratti Caça e Pesca, em São Paulo, foi autuada porque não comprovou origem lícita de arma de fogo e por armazenar produtos controlados sem a autorização do Exército. A Polícia Civil prendeu o administrador.
 

Ao tentar fiscalizar a loja Security Import Guns, em Santo André (PE), o Exército soube da mudança de endereço para outro estado. "A loja não foi encontrada. Segundo o porteiro do edifício comercial, a loja havia se mudado para João Pessoa (PB)", disse o Exército, na documentação.
 

Os estabelecimentos foram procurados, no entanto não responderam.
 

Com as flexibilizações no governo Bolsonaro o número de clubes de tiros cresceu 1.162%, segundo dados do Exército obtidos via LAI (Lei de Acesso à Informação). Até junho deste ano, havia no país 1.906 estabelecimentos do tipo, contra 151 no final de 2019.
 

Já em relação a lojas de armas, o crescimento foi de 58%. Em junho de 2020, havia 1.862 lojas, contra 2.937 no mesmo mês deste ano. Os dados do Exército de lojas de armas foram organizados pelo Instituto Sou da Paz e pelo Instituto Igarapé.
 

O governo já editou 19 decretos, 17 portarias, duas resoluções, três instruções normativas e dois projetos de lei que flexibilizam as regras de acesso a armas e munições.
 

As medidas adotadas pelo governo ampliam o acesso da população a armas e munições e, por outro lado, enfraquecem os mecanismos de controle e fiscalização de artigos bélicos.
 

Os CACs têm sido beneficiados com uma série de normas no governo do presidente Bolsonaro. A fiscalização desse grupo também é de competência do Exército.
 

Em um dos casos do relatório, a Força autuou um CAC de Salvador (BA) com 11 pistolas e dez revólveres com certificado de registro da arma de fogo vencido. Além disso, faltava em seu acervo uma pistola. O armamento foi apreendido, mas o atirador ficou como fiel depositário.
 

Bruno Langeani, gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, avalia que as irregularidades encontradas são graves. Além disso, chama a atenção para a quantidade de autuações frente ao número de fiscalizações. Segundo os relatórios, numa operação de até três dias os militares costumam realizar ao menos dez autuações.
 

Para o especialista, existem hoje, devido às flexibilizações do governo Bolsonaro, muitos mais CACs, clubes e lojas abertos, o que piora o cenário. Isso porque o Exército já tem histórico de baixa fiscalização. Os relatórios apontam ainda a falta de estrutura básica para a atuação dos militares, como telefones e internet móvel, requisitos essenciais para checagem dos sistemas.
 

Ivan Marques, advogado e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, disse que os casos reforçam a necessidade de fiscalização do Exército e mostram o resultado de um crescimento descontrolado de lojas de armas, clubes e CACs.
 

Segundo o advogado, a política de incentivo precisa vir junto a um Estado forte e capaz de evitar desvios do mercado legal para o ilegal.
 

"O Exército nunca fez a fiscalização de maneira satisfatória para quem está no clube de tiro e no entorno. O clube não é só um local recreativo, representa risco para as pessoas que vivem próximas porque o local pode receber ataques de criminosos que desejam roubar as armas. Esse é um exemplo de como o mercado ilegal se abastece de armas legais", avaliou.

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Arrecadação federal bate recorde para o mês de julho e chega a mais de R$ 200 bi

  • Bahia Notícias
  • 28 Ago 2022
  • 07:20h

Foto: Bahia Notícias

A arrecadação federal bateu novo recorde mensal em julho deste ano, chegando a R$ 202,588 bilhões entre recolhimento de impostos e contribuições. Esse é o melhor resultado para toda a série histórica do mês, iniciada em 1995.

O resultado também é o sétimo recorde consecutivo em 2022, considerando a comparação anual dos meses anteriores, de acordo com a CNN Brasil. 

O valor representa um aumento de 7,47% em relação à arrecadação do mesmo mês de 2021, quando o governo registrou recolhimento de R$ 171,3 bilhões. No acumulado de 2022, a arrecadação federal já chega a R$ 1,29 trilhão.

De acordo com a Receita Federal Brasileira, os resultados podem ser explicados, principalmente, pela alta no recolhimento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre empresas públicas e privadas.

Os dados disponibilizados nesta sexta-feira (26) pela RFB destacam que o IRRF (Imposto sobre a Renda Retido na Fonta) teve arrecadação de R$ 6,37 milhões, com acréscimo real de 52,54% no período em relação a julho do ano passado.

Segundo a Receita, o resultado pode ser explicado pelos acréscimos nominais de 153,36% na arrecadação sobre “Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)” e de 86,33% na arrecadação do item “Fundos de Renda Fixa”.

Com as altas na taxa básica de juros, a Selic, os investimentos em renda fixa se tornam mais atraentes. Atualmente, a Selic no Brasil está em 13,75% ao ano.

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Conta de luz não terá custo adicional em setembro, decide Aneel

  • Bahia Notícias
  • 27 Ago 2022
  • 08:21h

Foto: Reprodução / Proteste.org

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que a conta de luz não terá custo adicional em setembro. 

De acordo com o G1, a agência manteve acionada a bandeira tarifária verde, que não acrescenta custos aos consumidores com base no consumo mensal de energia. 

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel para sinalizar o custo da geração de energia. No final de todo mês, a agência decide a cor da bandeira para o mês seguinte.

 

 

Quando o custo da produção de energia aumenta, por exemplo, por conta do acionamento de usinas térmicas (mais poluentes e mais caras), a Aneel pode acionar as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou 2 — que representam custo extra ao consumidor.

A expectativa da Aneel é que a bandeira verde – em vigor desde 16 de abril – continue acionada até o final do ano diante da recuperação dos reservatórios das hidrelétricas.

"Essa sinalização reflete boas condições de geração de energia elétrica sem cobrança adicional nas contas de luz, mesmo considerando previsão de crescimento do consumo de energia no País", informou a agência.

Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, responsáveis por 70% da capacidade de produção de energia no país, está em 57,15% — um cenário melhor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Em setembro de 2021, o armazenamento chegou a alcançar 16,75%, menor nível desde novembro de 2014.

Diante da crise hídrica do ano passado, o governo implementou a bandeira escassez hídrica, que vigorou entre setembro de 2021 e 16 de abril deste ano. Nesse intervalo, ela representou um custo adicional de R$ 14,20 para cada 100 kW/h consumidos no mês.

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Entidades empresariais emitem nota em defesa à liberdade de expressão, em resposta ao STF

  • Bahia Notícias
  • 26 Ago 2022
  • 18:04h

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

Lideranças e entidades do ramo empresarial emitiram nota em defesa à liberdade de expressão nesta sexta-feira (26). A resposta do grupo vem após operação da Polícia Federal contra um grupo de empresários que, supostamente, defenderam um golpe de estado, caso o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições presidenciais (veja aqui).

Uma das instituições a declarar apoio à liberdade de expressão foi a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A entidade publicou um texto no qual afirma que o direito de liberdade é um valor “inegociável” e afirmou estar em defesa da democracia.

 

 

 

“Na defesa do Estado Democrático de Direito feita pela Fiesp e outras entidades, está implícita, obviamente, a defesa de todos os seus pilares, o que inclui a liberdade de expressão e de opinião e imprensa livre. Esses são valores inegociáveis”.

Também por meio de nota, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou “grave preocupação” com a decisão de Moraes. Sobre os empresários que tiveram mandados executados contra si, a Fiergs salientou que “antes de tudo são cidadãos e eleitores”. A federação avaliou a decisão como uma “atitude que não encontra abrigo no princípio da razoabilidade”

“A Fiergs tem convicção de que os exageros serão corrigidos e cessados, e o Brasil poderá, assim, retomar a harmonia entre os Poderes Constituídos e a conciliação das instituições com os objetivos maiores da Nação, especialmente neste ano em que celebramos o regime democrático através das eleições gerais no País”, complementa o comunicado.

Na última quinta-feira (25), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), voltou a questionar a validade das medidas adotadas pelo STF e afirmou que” respeitar a democracia é muito diferente de assinar uma cartinha" (veja mais aqui). 

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Recenseadores do IBGE protestam contra demora em pagamentos do Censo

  • por Leonardo Vieceli | Folhapress
  • 26 Ago 2022
  • 14:49h

Foto: TV Integração/Reprodução

Com ameaça de greve nacional, recenseadores promovem manifestações em frente a prédios do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta sexta-feira (26). Os atos ocorrem em cidades como Rio de Janeiro e Salvador.

Os organizadores pedem melhores condições de trabalho durante o Censo Demográfico 2022, que começou no dia 1º de agosto. A principal reclamação é sobre atrasos na liberação de pagamentos por parte do instituto.

Desde que a coleta das informações do Censo teve início, o IBGE reconheceu a demora em parte dos repasses e pediu desculpas aos trabalhadores temporários por meio de dois comunicados.

Lideranças da categoria prometem realizar greve na próxima semana, a partir de 1º de setembro, caso não consigam avançar nas tratativas com o órgão de pesquisas. Materiais que divulgam uma possível paralisação nacional começaram a circular nas redes sociais nos últimos dias.
 

Os recenseadores são responsáveis por entrevistar a população brasileira durante o Censo. A intenção do IBGE é visitar cerca de 75 milhões de domicílios até o final de outubro.
 

No Rio, o protesto desta sexta ocorre em frente à agência estadual do instituto, localizada no centro da capital fluminense.
 

Recenseadores reclamam, por exemplo, da demora para receber pagamentos pelo trabalho em setores censitários onde as entrevistas já teriam sido concluídas.
 

Parte dos profissionais também relata que ainda não recebeu toda a ajuda de custo pela participação em atividades de treinamento ocorridas em julho.
 

É o caso de Paula Fonseca, 45, que atua como recenseadora no Rio. Ela afirma que recebeu somente uma parcela da ajuda de custo do treinamento.
 

Paula ainda relata que o auxílio pago para deslocamentos não cobre os custos de transporte para o trabalho. "Os recenseadores estão mobilizados em busca de satisfações", diz.
 

Os salários da categoria são variáveis, já que dependem da produção individual. O IBGE lançou uma ferramenta que simula a remuneração em diferentes cidades —o simulador está disponível no site do Censo 2022.
 

"O IBGE reconhece e pede desculpas pela demora na liberação do pagamento do trabalho de coleta dos recenseadores. O instituto informa que está comprometido em reduzir esses prazos", disse o órgão em pedido de desculpas divulgado na terça (23).
 

"Em relação aos pagamentos solicitados, até dia 18/08 [quinta-feira], referentes a ajuda de locomoção e diárias, já foram regularizados. Sobre os pagamentos de ajuda de treinamento, há ainda algumas demandas residuais que estão sendo resolvidas caso a caso pelo IBGE em suas respectivas unidades estaduais", completou o comunicado.
 

O planejamento do Censo aponta para a contratação de cerca de 183 mil recenseadores. Em torno de 160 mil já foram contratados, segundo resposta do IBGE à Folha na quarta (24). Cerca de 10 mil estão em treinamento, indicou o instituto.
 

Um dos desafios que o órgão enfrenta é a desistência. Em menos de um mês, 6.550 recenseadores deixaram de trabalhar na pesquisa.
 

O IBGE, contudo, argumenta que o nível de rescisões está dentro do previsto, sem oferecer riscos ao andamento da operação. Recenseadores também se queixam de falta de segurança para trabalhar e de ameaças de moradores em diferentes cidades.
 

O Censo costuma ser realizado de dez em dez anos. Trata-se do estudo mais detalhado sobre as características demográficas e socioeconômicas da população brasileira.
 

As informações apuradas servem como base para políticas públicas e podem influenciar até decisões de investimento de empresas.
 

A edição mais recente ocorreu em 2010. A nova pesquisa seria em 2020, mas foi adiada com as restrições provocadas pela pandemia de Covid-19.
 

Em 2021, o levantamento foi travado pela segunda vez. O que impediu o trabalho à época foi o corte na verba prevista pelo governo federal.
 

Para a realização do estudo em 2022, o IBGE conta com um orçamento de cerca de R$ 2,3 bilhões. Inicialmente, as operações da nova edição haviam sido estimadas em mais de R$ 3 bilhões.
 

O valor diminuiu após revisões. Em manifestações recentes, o instituto argumentou que não há necessidade de reforço no orçamento.

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1 em cada 5 profissionais estão insatisfeitos com desequilíbrio entre vida pessoal e profissional

  • por Sílvia Haidar | Folhapress
  • 26 Ago 2022
  • 12:17h

Foto: Agência Brasil

Além de afetar diretamente a saúde, a Covid-19 gera impactos econômicos, psicológicos e sociais. Para entender como os brasileiros avaliam o bem-estar após o surgimento do coronavírus, o Instituto Ipsos realizou uma pesquisa a pedido da Dasa Empresas, gestora de benefícios e soluções de saúde corporativa da rede de saúde integrada Dasa.

O levantamento foi realizado de forma virtual entre os dias 29 de novembro a 16 de dezembro de 2021 com 1.014 colaboradores de empresas que têm ao menos 400 funcionários. Foram ouvidas pessoas das cinco regiões do país, a partir de 18 anos, sendo 51% mulheres e 49% homens. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.
Dos entrevistados, 4% se autodenominam pertencentes à classe A, 32% na classe B e 64% na classe C. O questionário online teve como base três pilares: "Comportamento em relação à Saúde"; "Plano de Saúde" e "Performance das Empresas e Comunicação".

"A pesquisa constatou que, apesar da satisfação geral com a qualidade de vida e a saúde, parte dos brasileiros estão insatisfeitos com alguns aspectos: um terço relata insatisfação com a qualidade do sono, quase um quarto está insatisfeito com a alimentação e a disposição e energia para realizar tarefas diárias, enquanto 20% estão insatisfeitos com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e 21% com a baixa capacidade de concentração", afirma Rafael Motta, diretor-geral da Dasa Empresas.

Os destaques ficam para os entrevistados da região Norte: 40% afirmam estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com sua disposição e energia para desempenhar as tarefas diárias, à frente da insatisfação de 26% na média nacional. Já os do Centro-Oeste possuem a menor média de descontentamento, com apenas 18%. "Além disso, um a cada três jovens, de 18 a 29 anos, relata problemas quando os assuntos são qualidade do sono e disposição e equilíbrio entre vida pessoal e profissional", completa Motta.

Dois terços dos entrevistados (66%) concordam que deveriam cuidar mais da saúde, mas não conseguem. Problemas considerados atitudinais, como a falta de disciplina (41%) e falta de tempo (29%), seguidos por financeiros (34%) e opções não tão saudáveis de alimentação (31%) são citados como os maiores impeditivos.

No que diz respeito à prevenção de doenças, 58% das pessoas afirmam que só vão ao médico quando identificam um problema. Além disso, menos da metade dos entrevistados (47%) faz exames preventivos uma vez ao ano, sendo que 28% argumentam que têm receio dessa prática por medo do que podem descobrir.

"Esse dado traz um alerta para que os players do setor reforcem as políticas de educação com ênfase na realização de exames corretamente indicados como fator primordial à prevenção e diagnóstico precoce. Assim, gaps de cuidado e de rastreio podem ser equacionados de maneira que doenças crônicas ou outras enfermidades possam ser descobertas no início, melhorando o prognóstico e encurtando a trajetória de superação ou controle das doenças", afirma Leonardo Vedolin, diretor-geral médico e de cuidados integrados da Dasa.

Em se tratando de gênero, 32% das mulheres dizem estar insatisfeitas ou muito insatisfeitas com sua disposição e energia para desempenhar as tarefas diárias, ante 15% do público masculino. Além disso, cerca de 26% das entrevistadas também não estão felizes com a "capacidade de se manter concentrada em tarefas" e "na qualidade da alimentação", frente a 17% dos homens.

As mulheres se mostram mais cuidadosas quanto à atenção com a saúde: 50% disseram fazer exames preventivos ao menos uma vez por ano, enquanto 44% dos homens dizem seguir essa regularidade. Por outro lado, somente 38% delas levam seu histórico de saúde e exames prévios quando vão ao médico, ante 48% deles.

Um dado apontado pelo levantamento é a utilização de aplicativos de saúde em todas as camadas sociais —com predominância para os entrevistados da classe A com 75% de frequência de uso. As consultas online, ou telemedicina, também são mais presentes nas classes economicamente mais altas (56% entre a classe A e 40% na classe B), mas mesmo entre os entrevistados que disseram nunca ter realizado consultas por telemedicina, a maior parte (60%) diz ter a intenção de realizar esse formato no futuro. A satisfação com o uso é alta, com notas entre 4 e 5, em que 5 representa a maior escala.

Entre aqueles que têm plano de saúde, 66% das pessoas que recebem o benefício integral se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos, enquanto apenas 50% dos coparticipantes demonstram os mesmos níveis de satisfação. Em ambos os casos, os principais motivos de insatisfação com os planos são cobertura, atendimento demorado, abrangência de exames e especialidades. Referente à realização de exames de rotina, 55% dos beneficiados têm essa prática, frente a apenas 29% dos que não usufruem do benefício.

Dos que não possuem plano de saúde, 24% dizem estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com relação ao equilíbrio entre suas vidas profissional e pessoal, em comparação com 18% de quem possui o benefício. Outro dado interessante é que os beneficiários levam mais o histórico ou exames prévios a consultas médicas: um total de 45%, frente a 30% entre aqueles que não possuem planos.

Quando se avalia a performance das empresas com relação à oferta de benefícios, fica evidente uma diferença de expectativas quanto à "preocupação com a saúde emocional dos colaboradores" e a garantia de "um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal". Quando perguntados quais os dois principais itens que uma empresa deveria oferecer, 39% dos funcionários disseram que as empresas deveriam oferecer planos de saúde de qualidade, 22% um ambiente seguro de trabalho e 19% deveriam se preocupar com a saúde emocional dos colaboradores.

Entre as piores avaliações está a capacidade das empresas em ouvir as demandas e críticas dos funcionários sobre temas de saúde, com classificações como "muito ruim" (8%), "ruim" (15%) e "nem boa, nem ruim" (28%).

Como diferenciais, os fatores que mais pesam na escolha dos pesquisados ("extremamente importante") na escolha dos laboratórios e hospitais são atendimento (66%), limpeza (70% em laboratórios e 69% em hospitais), e cobertura do plano (68% em laboratórios e 66% em hospitais). Atributos que pesam mais do que a indicação do médico e do valor pago.

"Os resultados da pesquisa balizam as empresas a tomar decisões estratégicas oferecendo ou ampliando benefícios e, até dependendo, repensando o modelo de trabalho, seja para reforçar o engajamento dos funcionários, ou para atrair novos talentos", finaliza Motta.

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Dia do Psicólogo: Entenda a importância dessa profissão da saúde dos idosos

  • por Giovanna Rebelo
  • 25 Ago 2022
  • 18:17h

Foto: Brumado Urgente conteúdo

Agosto de 2022 - No dia 27 de agosto é comemorado o Dia do Psicólogo. No geral, já sabemos a importância desse profissional para cuidar da saúde mental das pessoas, porém, você sabe da necessidade desse acompanhamento na terceira idade?

De acordo com a psicóloga Tais Fernandes, do Grupo Said, empresa de cuidadores de idosos, o idoso por muitas vezes pode se sentir limitado devido a declínios físicos ou cognitivos. “A Psicoterapia para a terceira idade vem com o objetivo de fornecer um local seguro para que ele possa expor sua visão de mundo, suas experiências, seus relacionamentos e vulnerabilidades. O atendimento humanizado junto a escuta clínica promove maior empatia e cuidado”, complementa.

  1. Trabalhar questões associadas ao processo de envelhecimento e seus desafios.

Como citado acima, muitos adultos ao entrarem nesse ciclo da vida tem dificuldades de aceitar a realidade e os desafios que vem junto com o processo de envelhecimento. Nesse caso, ter um acompanhamento clínico com um profissional adequado fará com que ele entenda e consiga lidar com essas questões.

 

  1. Permite que o idoso elabore o luto em decorrência das perdas que ocorreram com a vida.

É comum que com o passar da idade enfrentemos algumas perdas, de todos os tipos. Contudo, muitas vezes não sabemos lidar com essa sensação de luto, como por exemplo, quando se perde o marido ou a esposa, quando percebe-se um declínio na saúde e, até mesmo, encarando a perda de sua independência, decorrente de algum problema.

Isso faz com que a autoestima e o desejo de viver sejam abalados. Nesse caso, o psicólogo consegue avaliar a situação, trabalhar essas emoções, e em muitos casos, reverter esse quadro, dando ao idoso, uma melhor qualidade de vida.

 

  1. A interação com o psicólogo é um estímulo para as funções cognitivas.

Além dos benefícios citados acima, a interação com o psicólogo é muito importante para estimular a linguagem, atenção, memória, orientação, dentre outras funções cognitivas, que começam a ser afetadas na terceira idade.

 

  1. Permite que o idoso trabalhe a percepção de suas emoções

Assim como a emoção do luto, ter acompanhamento psicológico auxilia na percepção e na forma como lidar com diversas emoções, como a decepção, frustração, tristeza, alegria exagerada, entre outros. Dessa forma, é possível alcançar um equilíbrio emocional.

  1. Através da escuta clínica, auxiliar o idoso a identificar suas potencialidades

Muitos idosos acreditam que pela sua idade e limitações, perderam muitas de suas capacidades. Mas ao passar com o psicólogo, o profissional consegue auxiliá-lo a identificar a sua potencialidade e o que ainda são capazes de fazer, assim como também, como podem usar a seu favor.

Diante dessas informações é perceptível a importância desse profissional da saúde em todas as faixas etárias e a forma como podem auxiliar e trabalhar questões envolvendo a saúde mental e a socialização, principalmente com os mais velhos, que precisam de cuidados especiais.

Sobre a Said Rio

Com mais de 17 anos de trajetória no mercado, a SAID RJ é uma empresa especializada no atendimento domiciliar de idosos. Assistidos por uma equipe completa, os pacientes encontram o diferencial que procuram no atendimento a suas necessidades e de seus familiares.

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SindHosp solicita ao STF ingresso em ação contra o piso da enfermagem

  • por Mônica Bergamo | Folhapress
  • 23 Ago 2022
  • 12:37h

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

O Sindicato dos Hospitais de São Paulo (SindHosp) apresentará na terça-feira (23) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que possa ingressar como amicus curiae (amigo da corte) em uma ação que contesta o novo piso da enfermagem.
A nova lei, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e publicada no início deste mês, cria um piso de R$ 4.750 para os enfermeiros. Técnicos em enfermagem devem receber 70% do novo valor, e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50%.

A nova medida foi festejada por profissionais da área, mas entidades patronais da saúde se dizem preocupadas com o custeio do aumento salarial.

 

No pedido de admissão enviado ao Supremo, o SindHosp sustenta que o piso salarial fixado é inconstitucional e impactará gravemente o setor da saúde —que, por sua vez, não terá "quaisquer condições financeiras de absorver tais impactos, especialmente de forma imediata".
Segundo a entidade sindical, que representa hospitais, clínicas, casas de saúde e laboratórios privados do estado de São Paulo, a instituição do novo salário implicará na demissão em massa de funcionários do setor e poderá inviabilizar a prestação de serviços.

"Não há dúvidas de que, considerando o atual cenário do setor de saúde privada após o impacto da pandemia durante dois anos consecutivos, bem como a relevância social do setor, os representados da requerente [o SindHosp] não suportariam o aumento salarial de tais funcionários", diz a petição.

"A população também acabará arcando com o aumento dos salários dos funcionários prestadores dos serviços de saúde (na rede particular e pública), o que se mostra totalmente incoerente e inaceitável, sobretudo nesse momento de grave crise econômica e sanitária", afirma ainda.

Atualmente, o SindHosp representa 51 mil serviços de saúde no estado de São Paulo. Eles são responsáveis por empregar mais de 800 mil profissionais de saúde, dos quais 286 mil são enfermeiros em regime CLT.

De acordo com um estudo conduzido pela entidade, o novo piso salarial da enfermagem deve causar um aumento de 40% na folha de pagamento das instituições privadas do estado de São Paulo.

"Sabe-se que muitos hospitais do interior e hospitais de médio e pequeno portes não suportarão o desembolso que a lei cria, tendo que encerrar suas atividades, fechar as portas, descontinuar o atendimento aos usuários do SUS e de planos de saúde e causar desemprego", afirma o presidente do sindicato, Francisco Balestrin.

A argumentação é rejeitada por profissionais da categoria da enfermagem. Ao Painel S.A., da Folha, o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (Seesp) afirmou que os hospitais deveriam ter se preparado melhor.

"Em vez de ficarem atacando os trabalhadores da enfermagem, que é quem gira o dinheiro nos hospitais privados e filantrópicos, eles deveriam estar negociando com o senador Rodrigo Pacheco [presidente do Senado, do DEM-MG] e com os deputados para aprovar o mais rápido possível as fontes para ter financiamento e ajudar a custear a aprovação do piso salarial. Jogar nas costas do trabalhador é muito fácil", afirma disse a secretária-geral do Seesp, Solange Caetano.

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