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- Jornal Nacional
- 15 Ago 2023
- 13:09h
Aumentou o número de pessoas com 40 anos ou mais trabalhando no Brasil.
Maria do Carmo Brito Correa completa 85 anos em agosto, e atende o público de segunda a sexta na companhia de água e esgoto do Rio de Janeiro. Carminha começou a trabalhar aos 22 anos e nunca pensou em parar, nem mesmo depois da aposentadoria.
“Eu caminho 4h20, chego em casa 5h30, tomo banho, mudo de roupa e venho para o trabalho de ônibus. Agora pergunte se eu cheguei alguma vez atrasada. Não chego. Eu chego no horário. Eu pego de 8h, chego 7h30, 7h15”, conta a atendente.
Na agência onde ela trabalha, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, todos os atendentes têm mais de 50 anos. Uma decisão da companhia para aumentar a diversidade na empresa. Números do IBGE mostram que a Carminha e os colegas não estão sozinhos.
De 2012 para 2023, a participação de pessoas com 40 anos ou mais na força de trabalho do país passou de 38,6% para 45,1%. Em números absolutos, são quase 11,5 milhões a mais de trabalhadores nessa faixa etária. Por outro lado, a participação de pessoas entre 18 e 24 anos caiu de 17% para 14%. E no grupo entre 25 e 39 anos, redução de 40,5% para 38,8%.
O economista Fernando de Holanda Barbosa Filho diz que programas de inclusão ajudam, mas afirma que esse movimento reflete, principalmente, o envelhecimento da nossa população - como mostrou o Censo divulgado em junho.
“Tem mais gente na faixa etária de 30, 40 anos do que tinha antes, e menos jovem. Esse grupo aumentou, então é natural que aumente o peso dele no mercado de trabalho”, afirma o professor e economista da FGV Ibre.
No mundo dos negócios, as regras são ditadas pelo mercado. Não existe favor. Se é assim, quem sai ganhando com a contratação desses profissionais mais experientes? Quem entende do assunto diz que todo mundo: os trabalhadores, os clientes/consumidores e as empresas.
“Os trabalhadores maduros podem trazer muita experiência, não só profissional, mas experiência de vida, de pessoas que já passaram por diversas crises, que têm aquela calma para lidar com os problemas porque sabem como é. Ou seja, jogo de cintura, olho no olho, atenção para lidar com cliente ou com colega de trabalho”, afirma Morris Litvak, CEO e fundador da Maturi.
Mas o Morris deixa claro que ainda há muito o que ser conquistado, porque o preconceito contra o profissional mais velho, o chamado etarismo, ainda é uma realidade.
“O que falta é um olhar estratégico, entendendo que se a população, ou seja, a força de trabalho e o público consumidor, estão envelhecendo, é fundamental para o futuro da empresa ter essas pessoas dentro de casa, que isso de alguma forma vai precisar acontecer”, diz.
Aos 53 anos, a executiva comercial Bianca Ramos de Carvalho acha que está na fase mais produtiva da vida profissional. Ela foi contratada há 20 dias para comandar uma rede de cafeterias.
“A cabeça não para. A gente tem a tecnologia hoje a nosso favor. Então, se você usar isso como benefício de adquirir novos conhecimentos, você não só adquire como tem condição de passar esses conhecimentos para outras pessoas. A gente hoje está com todo o potencial que a gente tem de poder transmitir isso para a geração que chega e fazer novas trocas”, afirma Bianca.
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Foto: Reprodução/Redes Sociais
A cantora Preta Gil publicou nesta segunda-feira (14), em uma rede social, que está internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para fazer exames pré-operatórios. Ela trata um câncer no intestino e deve passar por cirurgia nesta quarta (16).
Segundo a artista, ela passou por ressonância magnética e Pet Scan, o aparelho que consegue detectar tumores com precisão e também checar a regressão do câncer.
"Depois venho dizer qual foi o resultado do petscan, mas foi muito bom, graças a Deus", disse, em vídeo.
No domingo (13), a cantora fez uma homenagem ao pai, Gilberto Gil, em rede social.
"Meu pai, meu herói! Eu te amo além do infinito! No vídeo eu bebê no colo dele, na nossa casa em Salvador, no ano de 1974! Depois eu com 2 anos de vestido azul! Feliz Dia dos Pais."
Em abril, Preta disse que chegou a ter um choque séptico, que ocorre quando uma infecção se alastra pelo corpo rapidamente, durante o tratamento que faz contra a doença, que foi diagnosticada no dia 10 de janeiro. Na ocasião, ela afirmou em um vídeo que passou por um "grande susto".
Foto: Reprodução e Ricardo Borges/AFP
O influenciador baiano Luva de Pedreiro usou as redes sociais para se solidarizar com a atriz Larissa Manoela, que anunciou que abriu mão de todo o patrimônio que acumulou por causa de uma briga com o pai e a mãe.
"Não desista, você é maior que tudo isso, Larissa Manoela ??. Vivi algo parecido e sei como é a sensação de impotência, estou como você se precisar de algo ????????", disse Luva de Pedreiro.
Ao Fantástico, no domingo (13), a atriz e cantora falou pela primeira vez sobre o rompimento com os pais, que administraram todo o caminho profissional dela até aqui. Larissa Manoela contou à repórter Renata Capucci que está pronta pra recomeçar.
A artista começou a ganhar dinheiro muito cedo, trabalhando como modelo. Ela disse que, mesmo depois da maioridade, não sabia quanto ganhava, quantos bens tinha, e começou a questionar os pais. No último ano, passou a ser mais incisiva nessa busca por informações.
Na publicação, Luva de Pedreiro não especificou qual a situação que ele viveu parecida com a da atriz. No ano passado, o influenciador acusou o ex-empresário Allan de Jesus de rackear a conta do WhatsApp dele e bloquear o acesso do baiano ao TikTok.
- Fantástico
- 14 Ago 2023
- 16:14h
Foto: Reprodução/TV Globo
Larissa Manoela tem 22 anos, 18 anos de carreira e está abrindo mão de todo o patrimônio que acumulou por causa de uma briga com o pai e a mãe.
A atriz e cantora fala pela primeira vez sobre o rompimento com os pais, que administraram todo o caminho profissional dela até aqui. Larissa contou à repórter Renata Capucci que está pronta pra recomeçar.
As divergências entre Larissa Manoela e os pais Silvana e Gilberto não começaram neste ano.
“[Começaram as divergências] a partir do momento em que eu fiz 18 anos e que eu entendi que era o mínimo saber um pouco do meu negócio, do que eu estava provendo durante todos esses anos", relata.
A atriz diz que se vê obrigada a dar explicações sobre a sua intimidade: “Tava insuportável pra mim ouvir tantas mentiras. Tanta deturpação. Tanta distorção das histórias."
Segundo Larissa, os conflitos nada têm a ver com o noivo, o também ator André Luiz Frambach.
“Hoje ele é a minha escolha. É o meu parceiro de vida, meu noivo. A gente deseja construir esse futuro. Mas toda essa situação se deu antes de ele entrar na minha vida”, destaca.
A mesada
Larissa Manoela começou a ganhar dinheiro muito cedo, trabalhando como modelo. Ela diz que, mesmo depois da maioridade, não sabia quanto ganhava, quantos bens tinha, e começou a questionar os pais. No último ano, passou a ser mais incisiva nessa busca por informações.
“Eu só queria entender o negócio. Como estava a questão financeira, que nunca me era apresentada? Que eu não sabia o que eu recebia, o que tava sendo pago”, conta.
Em uma conversa gravada por Larissa no fim do ano passado, a mãe reclama dessas cobranças. “Quer me chamar de mercenária, pode chamar. Mas o que eu não vou abrir mão de um centavo é cuidar do seu dinheiro. O resto, você pode fazer aquilo que você quer”, diz a mãe no áudio.
A atriz diz que recebia uma mesada.
“Qualquer tipo de pagamento, fosse uma passagem aérea, a compra de algo mais supérfluo, eu tinha que pedir autorização”, revela.
Larissa apresentou ao Fantástico uma troca de mensagens com a mãe, em outubro de 2022, pouco depois do fim da novela Além da Ilusão, em que tinha sido protagonista. A atriz pede R$ 10 para pagar um milho na praia. Silvana responde dizendo que não há saldo na conta da filha e manda o dinheiro para o pix do vendedor.
Um mês depois, Larissa pede dinheiro ao pai em um áudio. "Pai, você consegue fazer uma transferência pra minha conta pra eu pagar um milho, um sorvete, um mate aqui na praia, por favor?"
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- Bahia Notícias
- 10 Ago 2023
- 19:37h
Foto: Arquivo / Agência Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) o projeto que reformula a Lei de Cotas. Pela lei atual, as cotas nas universidades federais devem ser revistas a cada dez anos, prazo completado no ano passado. O texto (PL 5384/20) segue para votação no Senado. As informações são da Agência Brasil.
Os deputados federais aprovaram o substitutivo da relatora, deputada Dandara (PT-MG). O projeto original é de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS). Entre as mudanças aprovadas está a redução da renda familiar per capita para ingresso de aluno da rede pública nas cotas, passando de 1,5 salário mínimo para um salário mínimo por pessoa.
O texto aprovado também prevê a inclusão de quilombolas no sistema de cotas. Conforme o substitutivo, os cotistas concorrerão às vagas gerais, e não mais somente às vagas estipuladas para os subgrupos (pretos, pardos, indígenas). Se não alcançarem a nota para ingresso na universidade, a nota, então, será usada para concorrência às vagas reservadas ao subgrupo dentro da cota global de 50%.
Além disso, a lei continuará a ser avaliada a cada década.
- Folhapress
- 09 Ago 2023
- 17:13h
Foto: Divulgação / PCPR
Um estudante de psicologia, de 26 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (9), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, sob suspeita de estuprar mais de 300 crianças. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil com apoio da Polícia Federal. O nome do estudante não foi divulgado.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, entre os crimes que teriam sido praticados estão estupro de vulnerável, estupro de vulnerável virtual, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil e aliciamento de criança para a prática de atos libidinosos.
Além da prisão, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em que foram localizados arquivos de pornografia infantil.
Foram identificados mais de 1.700 arquivos envolvendo pornografia infantil —mais de 350 foram produzidos pelo homem enquanto cometia atos de estupro de vulnerável, segundo os investigadores.
De acordo com a Polícia Civil, os arquivos contêm provas de que os abusos infantis eram cometidos por ele contra crianças e alguns adolescentes menores de 14 anos.
Em relação aos crimes de estupro de vulnerável virtual, a Polícia Civil afirma que o homem possuía "vários perfis falsos" na internet utilizados para aliciar crianças.
"Por videochamadas ele obrigava as vítimas a cometerem atos sexuais sozinhas e com objetos. Tudo era gravado, inclusive mostrando o rosto do abusador e suas reações", diz a polícia.
Ainda segundo a Polícia Civil, os conhecimentos adquiridos na faculdade de psicologia podem ter sido usados "para induzir e manipular crianças".
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Foto: Reprodução/g1
Marcela Ferreguete, uma das mulheres mais procuradas do Espírito Santo, se entregou à polícia neste domingo (6), após um pedido do filho de apenas seis anos. A mulher, de 23 anos, é suspeita de chefiar o tráfico de drogas em Santa Teresa, na Região Serrana do estado, estava foragida havia um ano e vivia no bairro Alto Lage, em Cariacica, na Grande Vitória.
Além da criança de seis anos, Marcela tem outros três filhos, sendo o mais novo com nove meses de idade.
De acordo com delegado Leandro Barbosa, da Delegacia de Santa Teresa, Marcela Ferreguete se dedicava há anos ao tráfico de drogas do bairro Vila Nova, no município.
"Responde a três processos criminais por tráfico de drogas e há anos se dedica ao tráfico de drogas da cidade", disse o delegado.
Em junho deste ano, o g1 mostrou que Marcela já integrava a lista de mulheres mais perigosas do Espírito Santo junto com outras quatro mulheres com idade entre 23 e 53 anos. Na lista, há traficantes e homicidas.
Em entrevista à TV Gazeta, ela disse que "caiu na real" e decidiu se entregar à polícia.
"Eu vivia em um mundo de ilusão e estava cansada de fugir. Me sentia um lixo”, disse a mulher, que tinha passagens por tráfico e associação ao tráfico.
Marcela ainda afirmou que vivia em um mundo de ilusões cheio de armas, drogas, curtição e dinheiro. Para a suspeita de tráfico de drogas, apesar de ter tudo isso, as consequências não valem a pena.
“Vou começar tudo do zero depois que sair de lá. Vou cuidar dos meus filhos”, disse.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Brasil tem 1,7 milhão de pessoas indígenas, o que representa 0,83% da população total do país. É o que mostram novos dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (7).
Os povos indígenas passaram a ser mapeados pelo IBGE em 1991, com base na autodeclaração no quesito “cor ou raça”. No entanto, a partir do Censo de 2022, o instituto ampliou a metodologia, contando com a participação das próprias lideranças das comunidades no processo de coleta de dados e passando a considerar outras localidades indígenas além das terras oficialmente delimitadas.
Em 2022, o número de indígenas contabilizados foi de 1.693.535 pessoas (0,83% da população total). Já em 2010, o IBGE contou 896.917 indígenas, ou 0,47% do total de residentes do país.
Em termos absolutos, a variação representa um aumento de 89% entre os Censos -- mas esta comparação deve ser vista com ressalvas, já que, como explicado acima, o Censo de 2022 ampliou a sua metodologia para alcançar mais indígenas no país.
Veja os principais destaques do Censo de 2022 sobre o assunto:
- O Brasil tem 1,7 milhão de pessoas que se identificam como indígenas. Isso corresponde a 0,8% da população total do país.
- O Norte concentra 45% dos indígenas brasileiros, com grande destaque para o estado do Amazonas – que, sozinho, tem 490,9 mil indígenas, ou 29% do total.
- O Nordeste vem em seguida, com 31% dos indígenas do país. O destaque da região é a Bahia, o segundo estado com mais indígenas do país – quase 230 mil.
- Mesmo com essa concentração, há indígenas em todas as regiões e em todos os estados brasileiros.
- Das 5.570 cidades do país, 4.832 têm moradores indígenas (86,8%).
- A maioria da população indígena (63%) vive fora das 573 terras oficialmente demarcadas pela Funai.
- Foram contadas 867.919 pessoas indígenas nos municípios da Amazônia Legal, o que representa 51,25% do total da população indígena residente no Brasil. A Amazônia Legal é formada por Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso.
- A Terra Indígena Yanomami (AM/RR) tem o maior número de pessoas indígenas (27.152). O segundo maior número está na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR), com 26.176 habitantes indígenas, seguida pela Terra Indígena Évare I (AM), com 20.177.
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- Bahia Notícias
- 06 Ago 2023
- 10:52h
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) confirmou neste sábado (5) o bloqueio de verbas previamente orçadas para bancar o pagamento do Auxílio Gás, um dos programas sociais do governo. A pasta, contudo, negou a interrupção no pagamento do benefício.
O bloqueio de verbas do Auxílio Gás foi informado ao Congresso Nacional por meio de um decreto, em 28 de julho, e revelado nesta semana pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em levantamento da Associação Contas Abertas, dedicada a acompanhar os gastos públicos.
O governo foi obrigado a contingenciar recursos em razão do limite estabelecido pelo teto de gastos de 2023, ainda em vigor. O valor total bloqueado é de R$ 1,5 bilhão. O corte temporário atinge dez pastas, e Saúde e Educação correspondem a metade dos valores retidos.
No caso do MDS, foram contingenciados R$ 144 milhões. A pasta informou ter remanejado o orçamento de modo a não afetar os pagamentos de programas sociais. No caso do Auxílio Gás, o ministério afirmou que a despesa bloqueada “só será executada no mês de dezembro”, e que até lá a expectativa é que todos os valores sejam liberados.
“Caso o desbloqueio do Orçamento Federal seja insuficiente, o MDS fará um remanejamento de recursos de outras ações discricionárias para garantir o pagamento do Auxílio Gás, cumprindo a diretriz do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer os recursos federais chegarem a quem mais precisa”, diz a nota do MDS.
Hoje o Auxílio Gás é um programa que funciona de modo auxiliar ao Bolsa Família e é pago a cada dois meses, no valor de um botijão de gás. Em abril, por exemplo, o valor pago foi de R$ 110 para 5,7 milhões de famílias, de acordo com dados do MDS.
O bloqueio de gastos também poderá ser revisto caso seja aprovado em definitivo no Congresso o novo arcabouço fiscal, com o qual o governo pretende substituir as regras do teto de gastos, que foram aprovadas em 2016, no governo de Michel Temer.
O novo arcabouço fiscal já foi aprovado na Câmara, mas é agora reanalisado pelos deputados após o texto ter sofrido alterações no Senado.
As informações são da Agência Brasil.
- Por Julia Chaib e Thaísa Oliveira | Folhapress
- 06 Ago 2023
- 08:48h
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
As investigações da Polícia Federal devem apontar a participação parcial de militares nos ataques aos três Poderes no dia 8 de janeiro.
O resultado dos inquéritos vai se contrapor ao desfecho da apuração feita pelo próprio Exército sobre a atuação dos militares que deveriam ter protegido o Palácio do Planalto.
Como revelou a Folha, o inquérito policial militar livrou as tropas de culpa e apontou "indícios de responsabilidade" da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Já as apurações da PF até aqui, de acordo com investigadores, mostram atuação de integrantes das Forças Armadas não só nos acontecimentos do dia 8 em si, mas também na omissão em relação ao acampamento montado em frente ao quartel-general do Exército após as eleições.
A Polícia Federal colheu o depoimento de mais de 80 militares das Forças Armadas —incluindo ao menos quatro generais.
Integrantes da PF ouvidos pela Folha dizem que a investigação leva em conta o contexto de 2022, como a manutenção dos acampamentos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente a quartéis e ao QG do Exército, em Brasília.
Apontam também as descobertas feitas pela PF nos materiais apreendidos no celular do coronel Mauro Cid, principal ajudante de ordens de Bolsonaro.
As mensagens encontradas no aparelho mostram diálogos em que interlocutores, oficiais do Exército e reservistas debatiam o uso das Forças Armadas contra o resultado das eleições vencidas por Lula (PT).
Ainda havia no celular de Cid a tese de Ives Gandra Martins, advogado e professor emérito da Universidade Mackenzie, segundo a qual o artigo 142 da Constituição permitiria uma intervenção das Forças Armadas em caso de conflito entre os três Poderes.
As conversas ocorreram em um grupo de WhatsApp intitulado "Dosssss!!!", que era composto por oficiais superiores da ativa.
Dos 12 militares presentes no grupo, 6 eram coronéis e tenentes-coronéis formados pela Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) entre 1993 e 2000 e que ocupavam, ao menos até junho, cargos de comando e assessoria parlamentar do Exército.
As mensagens, que foram incluídas num relatório preliminar da PF, são de 27 de novembro de 2022 a 4 de janeiro de 2023.
Policiais também citam como elementos para corroborar a participação dos militares cenas de omissão e conivências dos fardados durante os ataques do dia 8.
Na última semana, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, demonstrou contrariedade com a conclusão do inquérito policial militar.
Em evento sobre os dez anos da Lei Anticorrupção, Andrei lembrou dos acampamentos golpistas e disse que a PF quis removê-los ao menos duas vezes antes do ataque aos Poderes, mas que o Exército não permitiu.
Para ele, o ato golpista "deveria ter sido evitado em dezembro". "Quando nós fomos de novo no dia 8 de janeiro lá, tinha tanque de guerra no meio da rua impedindo que a polícia entrasse para retirar aquelas pessoas do acampamento. Então, isso é uma sequência."
Apesar da contrariedade do diretor-geral da PF com o resultado do inquérito feito pelos militares, integrantes do governo avaliam que o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias, que é general, errou ao manter boa parte da equipe deixada por seu antecessor, o bolsonarista Augusto Heleno.
O Exército só desmontou o acampamento em Brasília no dia seguinte às invasões às sedes dos três Poderes. Lula deu aval para que a operação ocorresse naquela data depois que integrantes do Exército argumentaram que poderia haver uma "tragédia" caso ele fosse dispersado no dia 8.
Os achados da PF sobre os ataques tramitam no âmbito de investigações sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que fixou em fevereiro a competência do STF (Supremo Tribunal Federal) para processar e julgar crimes relacionados ao ataque, independentemente de os investigados serem civis ou militares.
O atentado às sedes dos três Poderes também é alvo de investigação em uma CPI no Congresso Nacional e outra na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Deputados federais e senadores ouvidos pela reportagem, inclusive da base aliada, afirmam que, assim como as Forças Armadas, o governo federal tem pedido cautela na convocação de militares da ativa e generais —até mesmo da reserva.
Até agora, a CPI do 8 de janeiro no Congresso só tomou o depoimento de dois militares das Forças, o coronel do Exército Jean Lawand Júnior e o próprio Cid, tenente-coronel.
Existe a leitura de parte do governo, capitaneada sobretudo pelo ministro José Múcio (Defesa), de que não se pode tensionar a relação com os fardados. Por isso, o ideal é deixar a PF e o STF avançarem nas investigações sobre eles.
No caso de Cid, no entanto, a estratégia em curso tem sido deixá-lo sob tensão para forçá-lo a fazer uma delação premiada. Integrantes da comissão têm recebido informações de que o pai de Cid, general Mauro Cid, está apreensivo com a situação do filho, preso desde maio.
Para isso, a CPI tem avançado em quebras de sigilos e buscado o depoimento de pessoas próximas a ele. Nesta quinta (3), a comissão convocou, por exemplo, o também ex-ajudante de ordens Luís Marcos dos Reis, preso junto com Cid na operação sobre suposta fraude no cartão de vacinação de Bolsonaro.
A avaliação política é que GDias —um dos principais alvos de aliados do ex-presidente— já foi para o sacrifício, e que a CPI ainda pode buscar elementos para enquadrar militares ligados ao governo anterior que contribuíram para o 8 de janeiro.
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- Bahia Notícias
- 04 Ago 2023
- 19:10h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma mulher teve a prisão em regime fechado decretada após customizar uma tornozeleira eletrônica com pérolas, adesivos e outros enfeites. A acusada, que estava em prisão domiciliar, no interior de São Paulo, voltou a ser presa após a Justiça paulista aceitar o pedido do Ministério Público, na última terça-feira (1).
Camila Fogaça de Almeida, que foi presa por tráfico de drogas, viralizou no Tik Tok com um vídeo onde mostrava a customização feita no aparelho.
No processo de recondução a prisão em regime fechado, a promotoria disse que Camila não respeitou a lei que estabelece que o acusado precisa "abster-se de remover, de violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração eletrônica ou de permitir que outrem o faça".
Em um dos vídeos que circulou nas redes sociais com 30 mil visualizações, a réu chegou a escrever que “vamos mudar um pouquinho, quem gostou comenta aí”.
Na última terça-feira (1), Camila passou por audiência onde foi determinada sua transferência para a Penitenciária de Pirajuí, onde já cumpria pena anteriormente.
Ao UOL, a advogada da acusada, Laila Estefania Mendes, considerou que não seria crime o uso de adesivos em tornozeleiras eletrônicas.
"A defesa entende que não configura crime de violação de tornozeleira eletrônica, uma vez que aqueles adesivos são totalmente removíveis e em momento algum eles foram capazes de alterar o funcionamento do aparelho. Inclusive, tem um vídeo que ela mostra ela colocando os adesivos. É um adesivo simples, não utiliza nenhum material que poderia danificar o aparelho, como não danificou.", pontuou a advogada.
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- g1 Rio
- 04 Ago 2023
- 15:16h
Foto: Reprodução/g1
O ator Sidney Sampaio caiu da janela de um hotel na Rua Aires Saldanha, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta sexta-feira (4). Ele foi levado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde está internado.
Os bombeiros receberam uma solicitação de salvamento às 7h26 e foram ao local, onde prestaram socorro à vítima e a encaminharam para o hospital.
De acordo com a direção do Miguel Couto, o estado de saúde do paciente era estável. Sidney sofreu duas fraturas, mas não tinha indicação cirúrgica, até o início desta tarde, e seguia em observação.
Muito abalados, familiares do ator que estão no hospital não quiseram falar com a imprensa.
As circunstâncias da queda não haviam sido esclarecidas até a última atualização desta reportagem.
O g1 teve acesso a imagens da queda, mas optou por não publicá-las por serem muito fortes. Em frente ao hotel, um bombeiro parece falar com o ator na janela. Ele tenta segurar Sidney, que acaba caindo no chão. Em outros vídeos, é possível ver o banheiro do quarto do hotel com a janela quebrada e vários medicamentos em cima de uma cama.
O caso é investigado pela 13ª DP (Ipanema).
- g1 SC e NSC TV
- 04 Ago 2023
- 10:03h
Foto: Patrick Rodrigues/NSC TV
Um grave acidente entre uma van e caminhão deixou ao menos três mortos e 12 feridos no começo da manhã desta sexta-feira (4) na BR-470, em Gaspar, no Vale do Itajaí. A informação é do Corpo de Bombeiros de Militar de Santa Catarina (CBMSC).
Até as 7h50, o trânsito estava totalmente bloqueado. Ao menos quatro ambulâncias foram deslocadas ao local para auxiliar no atendimento.
As vítimas foram encaminhadas para unidades de saúde da região. Não há informações sobre o estado dos passageiros dos veículos.
Os socorristas foram acionados às 6h12, no bairro Belchior Central. Não há informações sobre a dinâmica da colisão.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Cientifica foram até o local fazer uma perícia do cenário.
- Sandra Cohen /g1
- 03 Ago 2023
- 17:17h
Foto: MIGUEL A. LOPES/REUTERS
O Papa Francisco preferiu enfrentar logo no primeiro dia o tema mais espinhoso de sua viagem a Portugal, onde lidera até domingo (6) a Jornada Mundial da Juventude. Ele ouviu atentamente os relatos de 13 sobreviventes de abuso sexual do clero e criticou a lenta resposta da Igreja aos escândalos, no aguardado encontro de uma hora, na sede da Nunciatura em Lisboa.
“Foi um momento reparador em que cada um falou o que quis. Da parte do Papa, houve total disponibilidade para escutar até ao fim”, resumiu Rute Agulhas. Coordenadora do grupo VITA, criado pela Igreja Católica para acompanhar as vítimas de abusos, e uma das uma das testemunhas da reunião, ela contou que o Papa pediu perdão às vítimas em seu nome e no da Igreja.
Horas antes, numa vigília para clérigos e freiras no Mosteiro dos Jerônimos, em Belém, Francisco ponderou que os escândalos desfiguram o rosto da Igreja e distanciam os fiéis de sua fé.
“Muitas vezes é acentuado pela decepção e pela raiva com que algumas pessoas olham para a Igreja.” O Pontífice ressaltou ainda a necessidade de mudanças, para que a Igreja Católica possa sair da margem das desilusões e do imobilismo “e alcançar a todos, todos e todos”.
Um extenso relatório validado por uma comissão independente apontou, em fevereiro passado, 4.815 vítimas de abusos sexuais em Portugal no período entre 1950 e 2022, por padres e funcionários da Igreja.
A lenta, e às vezes relativizada, resposta das autoridades eclesiásticas ao documento, baseado em 500 testemunhos, foi bastante criticada pelas vítimas.
Muitos dos abusadores ainda se encontram na ativa e contam com a proteção de seus superiores, já que a maioria dos crimes já prescreveu.
“Conhecidos os relatos, os bispos portugueses dividiram-se, foram hesitantes, arrogantes e, acima de tudo, não mostraram a empatia e o respeito que eram esperados para com as vítimas”, afirmou a editorialista Helena Pereira, do jornal “Público”.
No seu entender, coube a Francisco dar um puxão de orelhas e sem meias palavras nos religiosos e apontar uma direção certa após meses de desorientação. Em outras palavras, dar voz às vítimas e priorizá-las sempre.
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- g1 Pará
- 03 Ago 2023
- 15:21h
Foto: Ascom PF-PA
A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante um suspeito de ser o maior devastador da Amazônia já investigado. A prisão ocorreu em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, nesta quinta-feira (3), na operação "Retomada", que também ocorre em Mato Grosso e investiga registros fraudulentos de terras para desmatamento. O nome do preso ainda não foi divulgado pela PF.
Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de 16 fazendas, 10 mil cabeças de gado e R$ 116 milhões, pertencentes ao grupo criminoso do qual ele é apontado como chefe.
O homem foi flagrado com ouro bruto e uma arma ilegal durante a operação, que cumpria três mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, as investigações apontam que o grupo criminoso do preso registra terras no nome de terceiros, de forma fraudulenta, no Cadastro Ambiental Rural. Os registros são feitos principalmente no nome de parentes. Em seguida, eles desmatam as áreas e as destinariam para criação de gado.
No total, conforme a corporação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Novo Progresso e em Sinop, no Mato Grosso.
"O inquérito policial identificou que o suspeito e seu grupo teriam se apossado de mais de 21 mil hectares de terras da União. Além disso, já foram constatados o desmatamento de mais de 6.500 hectares de floresta, o equivalente a quase quatro Ilhas de Fernando de Noronha (PE), com indícios de um único autor ser o responsável pela destruição ambiental. Os danos ambientais são agravados pela ocupação de áreas circundantes a terras indígenas e unidades de conservação", diz a PF.
Assim, os verdadeiros responsáveis pela exploração das atividades se sentiriam protegidos contra eventuais processos criminais ou administrativos, os quais seriam direcionados aos participantes sem patrimônio.
Até o momento, o inquérito policial identificou que o suspeito e seu grupo teriam se apossado de mais de 21 mil hectares de terras da União.
Além disso, de acordo com a PF, já foram constatados o desmatamento de mais de 6.500 hectares de floresta, o equivalente à quase quatro ilhas de Fernando de Noronha, com indícios de um único autor ser o responsável pela destruição ambiental, com emprego de um enorme aporte de recursos.
"Os danos ambientais são agravados pela ocupação de áreas circundantes a terras indígenas e unidades de conservação", pontuou a polícia.
Segundo a PF, o suspeito líder do grupo já recebeu 11 autuações e seis embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por irregularidades. Perícias indicaram a existência de danos ambientais ocasionados por suas atividades também na Terra Indígena Baú.
A corporação comunicou que as investigações seguem em andamento.
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