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- Bahia Notícias
- 22 Mar 2023
- 12:23h
Foto: Polícia Civil / Divulgação
Um dentista de 54 anos suspeito de abusar sexualmente de uma paciente em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, foi preso pela Polícia Civil na segunda-feira (20). A PC não divulgou a identidade dele.
A delegada Marina Dillenburg disse que o dentista vai responder pelo crime de violência sexual mediante fraude. "O indiciado era dentista da vítima e os abusos ocorriam durante a consulta, enquanto o tratamento clínico era realizado. Segundo a vítima, não foi a primeira vez que recebeu toques indesejados do profissional. Ao retornar para concluir o tratamento, [ela] deixou o celular gravando, a fim de registro, caso o dentista repetisse os abusos", disse a delegada.
Para a polícia, a paciente falou que o dentista já havia cometido assédio em outubro de 2022 e por isso decidiu filmar a consulta nesta segunda. Como os abusos se repetiram, a vítima saiu do consultório e foi para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde apresentou o vídeo e registrou a ocorrência.
A PC ainda informou que o dentista já respondeu a outras acusações de abuso sexual nas mesmas circunstâncias.
- Por José Marques | Folhapress
- 22 Mar 2023
- 09:49h
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
O advogado-geral da União, Jorge Messias, aprovou nesta segunda-feira (20) pareceres que permitem a cobrança de R$ 29,1 bilhões em multas ambientais aplicadas pelo Ibama que foram barradas pelo governo Jair Bolsonaro (PL), sob o argumento de prescrição.
No ano passado, o ex-presidente do Ibama Eduardo Bim entendeu que essas penalidades eram inválidas por interpretar que determinados despachos nos processos não interrompem a contagem de prazos para prescrição.
À época, a Procuradoria Federal junto ao Ibama alertou que esses entendimentos poderiam resultar na extinção de 183 mil autos de infração, o equivalente a 84% dos processos sancionadores abertos no Ibama.
Nos pareceres que foram aprovados por Messias, a AGU afirma que os atos são capazes de interromper a prescrição da pretensão punitiva, ao contrário do que entendia o presidente do Ibama sob Bolsonaro.
Os documentos foram elaborados pela Subprocuradoria-Geral Federal de Cobrança e Recuperação de Créditos e pela Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Esses pareceres também definem que "entre os atos capazes de interromper a prescrição da pretensão punitiva estão, a título de exemplo, o parecer técnico instrutório, a realização de vistoria, contradita ou qualquer outra diligência imprescindível ao deslinde do processo, inclusive, as medidas acautelatórias que mantenham nexo de causalidade com o ato infracional".
Ao aprovar os entendimentos, Messias disse que "a infração ambiental não pode compensar financeiramente".
"Neste momento em que a humanidade enfrenta uma ameaça existencial, com a crescente emergência climática, a AGU não poderia deixar de cumprir seu papel de dar segurança jurídica para um dos eixos centrais da proteção ambiental: a responsabilização dos que agridem o meio ambiente e colocam em risco o futuro do planeta", afirmou.
No ano passado, a Folha de S.Paulo revelou que a ofensiva por invalidação de multas ambientais se somava a outras iniciativas da gestão de Eduardo Bim no Ibama.
Em 13 de março de 2022, uma reportagem mostrou que um documento do próprio órgão apontou risco de prescrição de mais de 5.000 autos de infração ambiental lavrados no governo Bolsonaro, em razão da incapacidade de processamento dos autos para encaminhamento a julgamento.
No dia 30 do mesmo mês, outra reportagem revelou que um despacho assinado por Bim anula etapas de processos de infração ambiental e amplia as possibilidades de prescrição das multas.
O ex-presidente do Ibama considerou inválida a notificação de infratores por edital para a apresentação de alegações finais nos processos, nos casos em que seria possível localizar os autuados. Ele disse ter se baseado em jurisprudências dos TRFs (Tribunais Regionais Federais), do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e da AGU.
À época, técnicos apontavam que o entendimento de Bim contrariava um parecer da Procuradoria Federal do Ibama, vigente desde 2011, que diz que a apresentação de alegações finais a partir de notificação por edital não afronta artigos da lei que regula o processo administrativo na esfera pública federal.
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- Por Nicola Pamplona, Idiana Tomazelli e Leonardo Veiceli | Folhapress
- 21 Mar 2023
- 18:17h
Foto: Reprodução/Universidade Vanderbilt
Às vésperas da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes da Silva, disse nesta segunda-feira (20) que as taxas de juros no Brasil são "pornográficas" e incompatíveis com a situação fiscal do país.
Em seminário no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ele defendeu ainda uma reforma tributária que reduza a carga sobre a indústria a níveis mais próximos aos hoje oferecidos ao agronegócio.
"É inconcebível a atual taxa de juros hoje no Brasil", afirmou, alegando que um país com dívida bruta equivalente a 73% do PIB e com reservas internacionais de US$ 370 bilhões (R$ 1,9 trilhão) não pode ser considerado um país com problema fiscal.
"Não é uma boa explicação para as pornográficas taxas de juros do Brasil", reforçou, em coro com outros participantes do evento, o primeiro seminário do banco sob a gestão Aloizio Mercadante, chamado "Estratégias de Desenvolvimento Sustentável para o Século 21".
"Se não abaixarmos [os juros], de nada adiantará fazermos políticas industriais. Porque as principais políticas industriais, aquelas que são mais horizontais e, portanto, atingem o conjunto da economia, são justamente uma taxa de juros compatível e, obviamente, uma reforma tributária que crie isonomia entre os setores."
Em pesquisa feita pela Reuters, economistas acreditam, porém, que O Banco Central vai insistir em sua postura agressiva, deixando a taxa Selic no nível mais alto em seis anos, ao mesmo tempo em que provavelmente afastará as esperanças de qualquer afrouxamento iminente da política monetária.
Nesta segunda, o boletim Focus do Banco Central traz avaliação semelhante. Os analistas consultados fizeram pequenos ajustes às suas projeções econômicas, mas seguem vendo manutenção da taxa básica de juros no atual patamar de 13,75% tanto na reunião desta semana quanto na de maio.
As previsões se mantêm mesmo diante das turbulências que passaram a afetar o setor bancário global nos últimos dias e diante de expectativas sobre o novo arcabouço fiscal, que vem sendo debatido entre a área econômica e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente da Fiesp afirmou que "qualquer estratégia para o desenvolvimento nacional passa por uma nova industrialização do Brasil", em linha do que vem defendendo Mercadante. Ele citou que o setor já foi responsável por 30% do PIB e hoje é por de 12%.
Além do corte dos juros, defendeu redução da carga tributária sobre o setor que, segundo ele, responde por 30% de todos os impostos produzidos no país. "Da renda adicionada da indústria, 45% representam impostos. O agro, que é pop, que é tec, que é tudo, paga 5%."
Além de carga tributária menor, acrescentou o presidente Fiesp, o agronegócio ainda dispõe de um plano de financiamento com subsídios que somam R$ 13 bilhões por ano. "Só nos ofereçam as mesmas condições que são oferecidas ao agro que teremos uma indústria pop, tec e tudo", concluiu.
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- Por Mateus Vargas | Folhapress
- 21 Mar 2023
- 16:14h
Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde descartou 999,7 mil canetas de insulina de ação rápida durante a gestão Jair Bolsonaro (PL). Avaliados em quase R$ 15 milhão, os produtos usados para diabetes perderam a validade de setembro de 2020 a junho de 2021. Os lotes eram parte de uma compra de 4 milhões de tubetes, feita em 2018.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, os dados sobre o estoque perdido da Saúde, que deixaram de ser sigilosos, ainda mostram que foram descartados 39 milhões de imunizantes contra a Covid até o fim de fevereiro, avaliados em R$ 2 bilhões.
Na gestão Bolsonaro também foram perdidas terapias de alto custo, remédios para pessoas vivendo com HIV/Aids, entre outros produtos.
Associações médicas e de pacientes chegaram a alertar o ministério, antes do fim da validade, que havia excesso de burocracia para ter acesso ao produto.
Para receber as doses de insulina análoga de ação rápida, o paciente precisava ser atendido por um endocrinologista. Esse médico teria de preencher um extenso relatório.
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, o médico Levimar Araújo disse que o correto seria liberar a insulina ao paciente por meio de uma receita mais simples.
"Às vezes o médico precisa preencher um documento de seis folhas. Fiz medicina para examinar os pacientes, não para isso", afirmou.
Ele ainda aponta como barreira a exigência de pacientes renovarem a receita para pegar novos tubetes.
No começo de março, os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) abriram uma tomada de contas especial para avaliar responsabilidade sobre a má gestão de estoques da Saúde.
Um dos pontos destacados em auditoria do tribunal é a perda das insulinas.
"A causa dessa perda encontra-se associada às deficiências no planejamento da contratação", apontaram os técnicos do tribunal.
O lote foi o primeiro desse tipo de insulina comprado pela Saúde.
Para o tribunal, como não havia "informações precisas e confiáveis para definição do quantitativo, ou registros históricos de consumo", a compra deveria ter sido feita de forma parcelada, para evitar o fim da validade dos produtos.
O ministério ainda incinerou na gestão Bolsonaro outros tipos de insulina, além de bomba de infusão e agulhas usadas na caneta. Essas perdas, porém, foram em quantidades menores, avaliadas em R$ 13 mil.
Apenas a incineração das canetas de insulina vencidas custou R$ 64 mil.
Segundo o médico Levimar Araújo, a insulina de ação rápida ajuda a reduzir episódios de hipoglicemia.
Sem o produto, quem convive com a diabetes tem maior chance de cegueira, amputações, entre outras complicações da doença, afirma ainda Araujo.
Em nota, a Saúde disse que o cenário de perda de vacinas, medicamentos e outros insumos " reflete o descaso do governo anterior, que negou à equipe de transição informações sobre estoques e validade desses produtos."
A pasta afirma que trabalha para adequar estoques e melhorar a distribuição dos produtos.
Há ainda a busca de uma solução pactuada com os conselhos de secretários estaduais e municipais de saúde com o objetivo de evitar novos desperdícios.
Questionado durante a semana sobre as perdas, o ex-ministro Marcelo Queiroga (que comandou a pasta de março de 2021 a dezembro de 2022) afirmou que não tem dados sobre estoques e que essas informações ficam sob cuidado das áreas técnicas.
Já Luiz Henrique Mandetta, primeiro ministro da Saúde do governo Bolsonaro (de janeiro de 2019 a abril de 2020), disse que no período em que comandou a pasta houve esforço para adequar a gestão dos estoques, ao transferir os produtos de armazéns no Rio de Janeiro para uma central em Guarulhos, na Grande São Paulo.
O atual deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), que também foi ministro da Saúde no governo Bolsonaro (de junho de 2020 a março de 2021), não se manifestou.
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- Bahia Notícias
- 21 Mar 2023
- 14:01h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo federal retomou nesta segunda-feira (20) o Mais Médicos. Rebatizado de Mais Médicos para o Brasil, o programa, criado em 2013, irá oferecer 15 mil novas vagas e agora passa a incluir outras áreas de saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais, e promete priorizar profissionais brasileiros.
De acordo com a gestão, do total de novas vagas para este ano, 5 mil serão abertas por meio de edital já neste mês de março. As outras 10 mil serão oferecidas em formato que prevê contrapartida de municípios, o que garante às prefeituras menor custo, maior agilidade na reposição do profissional e condições de permanência nessas localidades. O investimento é de R$ 712 milhões por parte da União apenas em 2023.
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Durante cerimônia no Palácio do Planalto, a ministra da Saúde, Nísia Teixeira, destacou que o governo está empenhado em fortalecer o programa, classificado por ela como essencial para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a sociedade brasileira. “O Mais Médicos voltou para responder ao desafio de garantir a presença de médicos a cidadãos de municípios mais distantes dos grandes centros e que sofrem com a falta de acesso”.
“Sem a atenção primária, não teremos resolutividade e não avançaremos na política que precisamos, nos cuidados de alta e média complexidade”, disse, ao citar evidências consolidadas de que o programa, em seu primeiro momento, consegue prover profissionais em áreas mais vulneráveis, diminuindo índices como o de mortalidade infantil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o programa foi “um sucesso excepcional”. “Poucas vezes, o povo pobre recebeu o tratamento que teve depois que colocamos o Mais Médicos para funcionar”, disse. Durante a cerimônia, Lula lembrou as críticas relacionadas à chegada de médicos cubanos ao país na época e chegou a se desculpar com os profissionais.
“A maioria das pessoas pobres deste país ainda morre sem ser atendida pelo tal do especialista, que podia ser a coisa mais comum, mas não é”, destacou. “Somente quem mora na periferia das grandes cidades, em cidades pequenas no interior, sabe o que é a ausência de um médico, uma pessoa começar com uma pequena dor de cabeça e vir a falecer porque não tinha ninguém para fazer uma consulta”.
A previsão é que, até dezembro, cerca de 28 mil profissionais sejam fixados no país, sobretudo em áreas de extrema pobreza. A estimativa é que 96 milhões de pessoas tenham garantia de atendimento médico na atenção primária, considerada porta de entrada do SUS. Esse primeiro atendimento, em unidades básicas de saúde, permite o acompanhamento, a prevenção e a redução de agravos na saúde.
Conforme publicou a Agência Brasil, para participar dos editais do programa Mais Médicos para o Brasil profissionais brasileiros e intercambistas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com registro do Ministério da Saúde. Médicos brasileiros formados no Brasil terão preferência na seleção.
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- Por Nathalia Garcia, Danielle Brant e Marianna Holanda | Folhapress
- 21 Mar 2023
- 07:53h
Foto: Agência Brasil
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará até a próxima sexta-feira (24) uma nova reunião em busca de um acordo para o impasse gerado pela redução do teto da taxa de juros do crédito consignado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), de 2,14% para 1,70% ao mês. O encontro contará com a participação de representantes do sistema financeiro e dos bancos.
"Após reunião com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e da Previdência Social, Carlos Lupi, e outras autoridades, ficou acordado que uma nova reunião será realizada até sexta-feira (24) com representantes do sistema financeiro, dos bancos e do governo para discutir a taxa de juros do consignado", informou a Casa Civil em nota.
"A expectativa é chegar a um acordo sobre a taxa. Há previsão de que na próxima semana, o ministro da Previdência convoque uma nova reunião do Conselho Nacional da Previdência Social para discutir o tema", acrescentou.
Na reunião desta segunda, segundo fontes a par das conversas, foi citada como factível por alguns interlocutores uma faixa entre 1,9% e 2% --antes do corte, os bancos defendiam que o teto caísse de 2,14% para 2,08%.
Caso se alcance um acordo na reunião que ocorrerá até sexta, o conselho poderia rever a decisão na próxima semana, possivelmente na terça-feira (28).
O novo encontro foi acordado após reunião entre os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Carlos Lupi (Previdência Social) no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (20).
Participaram também da reunião os secretários-executivos da Fazenda, Gabriel Galípolo, e do Ministério Trabalho e Emprego, Francisco Macena, além das presidentes da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, e do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
Segundo interlocutores do sistema bancário, o Ministério da Fazenda irá intermediar um grupo de trabalho com diversos atores para se pensar em uma saída e encontrar uma solução para o impasse.
Como a Folha de S. Paulo mostrou, a redução do teto dos juros do empréstimo consignado do INSS de 2,14% para 1,7% foi resultado de um ruído entre Lupi e o Palácio do Planalto.
De acordo com relatos de integrantes do governo, a medida chegou a ser apresentada a Lula em reunião no último dia 8 e o mandatário deu aval para que a proposta começasse a tramitar internamente e ouvisse ministérios envolvidos, em especial a Fazenda.
Lupi, por sua vez, teria entendido que poderia manter a análise do tema na reunião do CNPS (Conselho Nacional da Previdência Social) realizada na segunda-feira (13).
O corte do teto dos juros do empréstimo consignado do INSS foi aprovado por 12 dos 15 participantes do Conselho Nacional da Previdência Social -os três representantes de empregadores foram os únicos votos contrários à medida.
Em conversa com a Folha na última sexta-feira (17), representantes de trabalhadores não se mostravam propensos a revisitar o tema antes do próximo encontro ordinário do órgão, que deve acontecer apenas no final de abril.
Caso se mantenha a resistência dos três representantes de trabalhadores, o governo teria que mudar seus seis votos para ter maioria e elevar a taxa, caso esse seja o acordo alcançado nesta semana.
Como resultado do corte do teto do juro do consignado do INSS, bancos privados e públicos suspenderam as operações de crédito nessa linha.
As instituições financeiras argumentam que estão conduzindo estudos técnicos de viabilidade econômica e que a disponibilidade da linha de crédito está condicionada à conclusão das análises.
Estimativas feitas pelo setor financeiro mostram que, ao oferecer empréstimos consignados para aposentados e pensionistas com taxa de juros de 1,70% ao mês, os bancos teriam uma rentabilidade negativa de 0,23% nas operações.
Isso significa que as instituições teriam prejuízo com a modalidade, o que não é permitido, segundo resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) que diz que "a instituição contratante deve implementar sistemática de monitoramento e controle da viabilidade econômica da operação".
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- Bahia Notícias
- 20 Mar 2023
- 18:19h
Foto: Divulgação
A Bahia alcançou o maior número de beneficiários do Bolsa Família do país em março de 2023. São mais de 2,56 milhões de contemplados, com valor médio de repasse de R$ 657,35, um recorde na história do programa de transferência de renda para o estado. De acordo com o governo federal, o investimento é de R$ 1,66 bilhão e os recursos chegam aos 417 municípios baianos.
Salvador é o município com maior número de beneficiários na Bahia. São 297.130, com repasse médio de R$ 645,72 na capital baiana, e investimento do Governo Federal de R$ 191 milhões. Outros cinco municípios do estado têm mais de 28 mil beneficiários: Feira de Santana (76.379), Camaçari (45.459), Juazeiro (38.969), Alagoinhas (31.295) e Ilhéus (28.296).
Em sua nova versão, o Bolsa Família assegura o repasse mínimo de R$ 600 e traz como principal novidade o Benefício Primeira Infância, que garante um adicional de R$ 150 a cada criança entre 0 e 6 anos na composição familiar. São 8,9 milhões de meninos e meninas nessa faixa etária em todo o país, e um investimento de R$ 1,3 bilhão do Governo Federal. A base de dados de março registra, ainda, que 17,2 milhões das famílias têm como responsável uma mulher: 81,2% do total.
Ao todo, 878.491 crianças de até seis anos vão ser contempladas com o Benefício Primeiro Infância na Bahia neste mês. É o segundo maior número do país, atrás apenas de São Paulo, com mais de 1,18 milhão nesta faixa. O orçamento para o benefício extra na Bahia é de R$ 130,5 milhões do total destinado ao estado.
Seguindo tendência nacional, é alto o número de lares chefiados por mulheres que recebem o benefício na Bahia. Elas representam 79,3% do total de beneficiados. Em números absolutos, são mais de dois milhões de famílias nesta condição.
O primeiro mês do calendário de pagamentos do novo Bolsa Família estabelece dois marcos inéditos na história dos programas de transferência de renda do governo federal. Um total de 21,1 milhões de famílias receberá um valor médio de R$ 670,33, o maior já registrado. Além disso, os mais de R$ 14 bilhões de investimento representam o recorde mensal do programa.
O cronograma de pagamentos tem início nesta segunda (20), para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Os repasses seguem até o dia 31. A partir de junho, o valor investido crescerá, pois haverá um adicional de R$ 50 a cada integrante da família com idade entre sete e 18 anos incompletos e para gestantes.
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- Fábricas da Volkswagen, General Motors, Hyundai e Stellantis terão paralisação na produção nos próximos dias. Medida visa evitar criação de estoque, já que as vendas não estão positivas.
- Por g1 Vale do Paraíba e Região
- 20 Mar 2023
- 16:12h
Montadoras de carro adotam férias coletivas por queda nas vendas e desaceleração do mercado — Foto: Reprodução
Com o mercado em desaceleração, ao menos quatro montadoras anunciaram férias coletivas entre março e abril em suas fábricas no Brasil. As paralisações na produção vão ocorrer em unidades da General Motors, Hyundai, Volkswagen e Stellantis, que reúne marcas como Fiat, Peugeot, Citröen.
Além da falta de componentes para produção, as paradas visam adequar a produção à demanda do mercado. Na prática, as montadoras vão pisar no freio para evitar a formação de grandes estoques, motivados pelo atual cenário econômico.
Um dos motivos é a alta inflação - o aumento no preço dos carros vem desde o final de 2020 e tem sido sentido cada vez mais. Recentemente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que a demanda realmente dava sinais de desaceleração para 2023.
Durante coletiva de imprensa em fevereiro, o presidente da associação, Márcio de Lima Leite, explicou que, apesar de um aumento de quase 13% nas vendas em janeiro, era esperado um crescimento maior. Na ocasião, ele alertou sobre a necessidade de redução da taxa de juros para volta do crescimento do setor.
"O desempenho do primeiro bimestre, limitado pelas condições de crédito e oferta de suprimentos, reforça a necessidade de promover o reaquecimento do mercado e as cadeias locais de produção”, disse Leite.
Até aqui, ao menos quatro montadoras confirmaram férias coletivas para adequar a produção e evitar a criação de estoque no país. São elas: Volkswagen, General Motors, Hyundai e Stellantis.
O g1 entrou em contato com as empresas para entender a adoção da medida. Confira abaixo:
Volkswagen
A montadora alemã confirmou que dará férias coletivas a dois mil trabalhadores na fábrica de Taubaté (SP). Serão 10 dias, que começam na próxima segunda-feira (27).
De acordo com a fabricante, a medida tem como objetivo a manutenção da linha de produção da unidade e ainda a instabilidade na cadeira de fornecimento de componentes, como por exemplo os semicondutores.
General Motors
Outra fabricante da região do Vale do Paraíba a adotar férias coletivas foi a General Motors. A medida atingirá três mil funcionários da unidade de São José dos Campos (SP) - cerca de 80% da área de produção – e também terá início no próximo dia 27.
A empresa não respondeu aos questionamentos feitos pelo g1, mas o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade explicou que o objetivo também é ajuste de estoque por conta da desaceleração do mercado e queda das vendas.
Hyundai
A multinacional sul-coreana informou que concede férias a partir desta segunda-feira (20) até o dia 2 de abril. São afetados 2 mil colaboradores de três turnos de produção e equipes administrativas de sua fábrica de veículos em Piracicaba (SP). Não estão incluídas operações da fábrica de motores, na mesma unidade, que seguirão normalmente.
De acordo com o comunicado enviado pela empresa, a decisão visa adequar os volumes de produção para o mês de março, evitar estoque e acompanhar dinâmica do mercado interno de veículos para o primeiro trimestre.
Ainda segundo a Hyundai, os volumes de produção programados para os outros meses do ano permanecem programados.
Stellantis
Dona das marcas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, a gigante franco-ítalo-americana informou que adotará férias coletivas na planta de Goiana (PE) a partir da próxima quarta-feira (22). A medida seguirá até o dia 10 de abril e atinge um de três turnos de trabalha na fábrica.
A partir do dia 27 de março, os demais turnos também serão interrompidos e retornarão no dia 6 de abril.
De acordo com a multinacional, o objetivo também é ajustar o volume de produção à demanda disponível no momento.
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- Bahia Notícias
- 20 Mar 2023
- 14:08h
Foto: Reprodução Redes Sociais
Um elevador de um prédio residencial despencou , no domingo (19), na Avenida Gustavo Paiva, no bairro de Mangabeiras, em Maceió (AL). A cabine tem capacidade de até 8 pessoas, porém, no momento da queda, estava com 11 pessoas.
De acordo com o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, as vítimas foram socorridas por outros moradores, que tiveram que arrombar a porta do elevador para seguir com o resgate. As vítimas não tiveram ferimentos graves, conforme apuração.
Duas viaturas do Corpo de Bombeiros, com seis militares, estiveram no local da ocorrência para os demais procedimentos.
- Bahia Notícias
- 20 Mar 2023
- 09:20h
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Diplomas e registros profissionais apresentados por candidatos aprovados em processos seletivos para o cargo de técnico administrativo da Força Aérea Brasileira (FAB), entre 2017 e 2022, estão sob suspeição. O Comando da Aeronáutica recebeu denúncias de que oficiais que ingressaram na Força por meio de seleção para militar temporário entregaram documentos irregulares. Alguns que já tiveram a fraude comprovada foram afastados; outros estão sob investigação.
Parte do esquema envolve a emissão de registros pelo Conselho Regional de Administração do DF (CRA-DF) sem a checagem adequada da documentação. O Metrópoles apurou que, durante cerca de seis anos, a cada processo seletivo das Forças Armadas, seja da FAB ou do Exército, diplomas de cursos técnicos chegavam, em “lotes”, ao Conselho para emissão de registros.
Os certificados, no entanto, não tinham sequer numeração de registro no Ministério da Educação ou na Secretaria de Educação, requisito obrigatório para emissão. As instituições listadas nesses documentos estavam cadastradas, conforme checou a reportagem, mas os diplomas que chegavam ao CRA-DF não tinham essas especificações.
A documentação ainda era apresentada ao Conselho sem histórico escolar e com todos os diplomas em segunda via. Mesmo assim, de acordo com denúncia apresentada ao Conselho de Administração, 208 certificados foram emitidos, com número de série sequenciado. Todos estão sob suspeição.
Desses 208 casos de diplomas cadastrados no Conselho, 34 passaram na seleção para a Aeronáutica e o Exército; a maioria, para a FAB. Todos são investigados por suspeita de fraude.
O CRA-DF trocou sua diretoria no fim de 2022. O Metrópoles procurou a nova diretoria, que informou ao portal que apenas “se manifestará sobre fatos pretéritos denunciados após conhecer e analisar a documentação citada na possível fraude em diplomas”.
Disse ainda que “fraudes evidentes ou denúncias, após avaliação prévia do setor competente, serão encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Federal, que contam com profissionais especializados na detecção de tais delitos”.
A Força Aérea Brasileira, no entanto, já apurou casos de fraudes na documentação de aprovados em processo seletivo. Para ser admitido na Força e ocupar o cargo de técnico em administração, o candidato aprovado precisa apresentar diploma e registro no conselho de classe.
Ao serem incorporados, conforme preceitua edital da seleção, os convocados serão declarados terceiros-sargentos e incluídos no Quadro de Sargentos da Reserva de Segunda Classe Convocados, bem como no Corpo de Graduados da Reserva da Aeronáutica. Os salários giram em torno de R$ 5 mil.
No entanto, após alguns aprovados tomarem posse, a FAB verificou problemas nas documentações. Em alguns casos, a FAB verificou a fraude nos certificados. Todos os envolvidos com documentação falsa tiveram suas incorporações anuladas e respondem a processo judicial na Justiça Militar.
A FAB não pode divulgar a quantidade de irregularidades identificadas, porque ainda existem investigações em andamento. Há suspeitas de que os diplomas tenham sido falsificados para serem apresentados às Forças Armadas.
“No intuito de garantir a lisura dos processos seletivos, a Força Aérea Brasileira (FAB) realiza verificações rigorosas – junto às instituições de ensino e aos conselhos de classe – da documentação apresentada pelos candidatos”, ressaltou a FAB ao Metrópoles.
A Força Aérea Brasileira ainda completou, dizendo que “não coaduna com condutas que divergem dos valores, da dedicação e do trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão institucional”.
O Exército não respondeu à reportagem sobre suas investigações internas acerca de diplomas falsos ou demissões de aprovados em seleções temporárias.
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- Por Folhapress
- 20 Mar 2023
- 07:15h
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Uma comissão de juízas do trabalho lançou na última sexta-feira (17) um abaixo-assinado em defesa da indicação de duas mulheres para ocupar as próximas vagas de ministros que serão abertas no STF (Supremo Tribunal Federal), de preferência uma negra e uma da carreira trabalhista.
Presidente da Comissão Anamatra Mulheres, criada pela direção da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, a juíza Patrícia Sant'Anna critica a baixa representatividade feminina nos quadros do Supremo.
"O STF teve somente três mulheres ministras em 132 anos, sendo que nenhuma delas negra, inexistindo assim paridade no principal tribunal do país", afirma.
"Além disso, é muito importante haver na Corte, de forma contínua e constante, a representação oriunda da Justiça do Trabalho, a fim de enriquecer a experiência e a visão própria da Justiça Social e do direito social para os debates da Casa."
No texto do abaixo-assinado, a comissão critica a inexistência de paridade de gênero no STF e afirma que a experiência de uma mulher negra ajudaria a combater o racismo e o machismo estrutural na sociedade. As juízas afirmam ainda que seria um avanço que contribuiria "para a reparação da dívida histórica com o povo negro em decorrência da barbárie da escravidão ocorrida no Brasil."
Até maio deve ser aberta a vaga do ministro Ricardo Lewandowski, que terá que se aposentar ao completar 75 anos, idade máxima para permanecer na Corte. Cinco meses depois, em outubro, a ministra Rosa Weber se aposenta.
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- Bahia Notícias
- 19 Mar 2023
- 12:35h
Foto: Reprodução/Instagram
O relacionamento de quase oito anos entre a produtora da TV Globo, Natalia Daumas, e a repórter da Record TV, Lorena Coutinho, deu mais um passo neste sábado (18).
Em seus perfis no Instagram, as jornalistas compartilharam a cerimônia do casamento civil entre as duas. “Agora é oficial: casadas no civil. O amor sempre vence”, legendou Lorena Coutinho. “Casamos”, escreveu Natalia ao lado da data de hoje.
Repórter do Balanço Geral e do Cidade Alerta, Lorena conheceu a esposa, que trabalha no programa Encontro, na Record. As duas trabalharam juntas no programa Domingo Show.
- Por Victoria Azevedo | Folhapress
- 19 Mar 2023
- 08:48h
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo Luiz Inácio Lula da Silva prepara a publicação de um decreto que vai estabelecer novas diretrizes para a Lei Rouanet, criada há mais de 30 anos para incentivar a cultura no país e atacada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a minuta do decreto obtida pela reportagem, o fomento ao setor —que inclui expressamente a Lei Rouanet— passa a ter entre os objetivos ações que promovam a diversidade cultural, a superação do patriarcado e a erradicação de todas as formas de preconceito.
Esse último item volta a constar no texto, após ter sido excluído por decreto editado por Bolsonaro em 2021.
O texto também afirma que os projetos devem se voltar a povos indígenas e garantir a plena liberdade para a expressão artística, intelectual, cultural e religiosa —com a ressalva de que deve ser respeitada a laicidade do Estado.
O decreto será apresentado na próxima quinta-feira (23) em evento organizado pelo Ministério da Cultura no Theatro Municipal do Rio de Janeiro que contará com a presença de Lula e da ministra da pasta, Margareth Menezes.
O texto regulamenta e estabelece regras e procedimentos gerais para todos os mecanismos de fomento cultural, tanto de fomento indireto, por meio de renúncia fiscal, caso da Rouanet; quanto do fomento direto, de repasse de recursos do Ministério da Cultura aos estados e municípios (por exemplo, as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc).
Os termos que estabelecerão como aspectos da norma serão executados na prática serão divulgados apenas em instrução normativa que o ministério tem que publicar em até 30 dias após o decreto. É ela que regulamentará todos os procedimentos de análise, execução e prestação de contas da Rouanet.
O texto também visa promover uma descentralização dos recursos, concentrados no Sudeste do país —o que, historicamente, é uma das grandes dificuldades da lei. O governo diz que isso permitirá ampliação de investimentos nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Uma das formas de se fazer isso seria por meio da nova possibilidade de serem criados editais públicos com recursos da Rouanet, que serão regulamentados. Isso fará com que o ministério atue junto aos patrocinadores, estabelecendo diretrizes e critérios que terão de ser respeitados nos editais.
Segundo relatos, isso permitiria, por exemplo, que a pasta da Cultura estimulasse o aporte a determinadas regiões brasileiras.
O decreto também prevê a retomada da Cnic (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura), que avalia se os projetos apresentados na Rouanet estão aptos ou não a captar recursos e que chegou a ser paralisada na gestão Bolsonaro.
A Cnic foi desativada em 2021 na gestão de Mario Frias. Naquele momento, o então secretário responsável pela Rouanet André Porciúncula passou a deliberar sozinho sobre os projetos que poderiam ou não captar recursos.
A comissão voltou a funcionar no começo de 2022, mas sem seu caráter consultivo, operando apenas como um órgão que analisava recursos de quem não foi autorizado a captar via Rouanet.
A composição de quem integra a Cnic também terá mudanças. A partir do novo decreto, será obrigatória a participação de pelo menos um representante dos povos originários e outro de "instituição cultural que atue no combate a discriminações e preconceitos".
Outra determinação da gestão Frias que será anulada é o enfoque dado à arte sacra. Em julho de 2021, o governo assinou portaria que incluía arte sacra entre as áreas atendidas pela Lei Rouanet.
Agora, segundo o decreto, ela deixará de existir. Os segmentos previstos passaram a ser: artes cênicas, artes visuais, audiovisual, humanidades, música e patrimônio cultural.
O decreto também irá restabelecer os planos plurianuais, que permite que projetos podem ser realizados por um período de até quatro anos —algo que havia sido extinto sob Bolsonaro.
Esses planos são voltados a atividades de manutenção de instituições culturais, de espaços culturais e de corpos artísticos estáveis, além de realização de eventos com edições recorrentes, como festivais, mostras, bienais e feiras.
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- Por Bruna Fantti | Folhapress
- 18 Mar 2023
- 09:57h
Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou, nesta sexta-feira (17), o cantor Guilherme Aparecido Dantas Pinho, o MC Guimê, e o lutador Antônio Carlos Coelho de Figueiredo Barbosa Júnior, o Cara de Sapato, a prestarem depoimento em um inquérito que apura o crime de importunação sexual dentro do programa BBB 23 (Big Brother Brasil), da TV Globo. Eles serão ouvidos nos próximos dias.
Ambos teriam praticado o crime contra a mexicana Dania Mendez, durante uma festa do programa. O crime de importunação sexual está previsto no artigo 215-A da Lei nº 13.718, que versa sobre "praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro". A pena para o crime pode chegar a cinco anos de reclusão.
Podem ser considerados atos libidinosos práticas que tenham finalidade de satisfazer desejo sexual, tais como apalpar uma pessoa sem o seu consentimento, caso do MC, ou beijar a força, como fez Cara de Cavalo com Dania.
Em nota, a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, afirmou que "imagens oficiais do programa foram solicitadas e as intimações foram entregues. Diligências seguem e a investigação está em andamento".
Durante uma festa do Líder, ocorrida na quarta (15), MC Guimê acariciou as costas de Dania Mendez e por duas vezes apalpou suas nádegas. A mexicana chega a retirar a mão do cantor. Em outro vídeo, ele passa a mão em seus seios.
A assessoria do cantor afirmou que "como todos vocês, nós assistimos e lamentamos os episódios envolvendo o MC Guimê na última festa. De antemão, deixamos aqui nossas sinceras desculpas a todas pessoas envolvidas. Guimê acabou exagerando na bebida, o que o fez passar dos limites em alguns momentos".
"Sabemos que não há justificativa nenhuma e esperamos que ele possa compreender seus erros e atitudes quando estiver aqui fora".
Em suas redes sociais, Guimê disse estar "de coração partido, ainda processando tudo o que rolou, são muitas informações. Estou muito chateado pelo momento, vocês poderão ver minhas palavras e irei contar sobre tudo isso e reconhecer minhas falhas, tenho coração humilde e aberto pra reconhecer, sei que errei".
Já o lutador beija Dania à força no quarto, para isso chega a imobilizar suas pernas e braços. Sua assessoria também se manifestou. "Sabemos que certas atitudes não podem acontecer nem por brincadeira. Por isso, nossas sinceras desculpas à Dania e sua família pelos acontecimentos", diz trecho.
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- GloboNews e TV Globo
- 17 Mar 2023
- 13:10h
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (17) 78 mandados em nove estados e no Distrito Federal contra suspeitos de envolvimento nos atos golpistas do dia 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram alvos de vandalismo e depredação em Brasília.
Ao todo, são 46 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão. Os nomes dos alvos não foram divulgados. Até as 9h, 12 pessoas tinham sido presas.
Essa é a oitava fase da operação Lesa Pátria, e a maior desde que os atos passaram a ser investigados.
De acordo com informações da PF, os mandados têm a seguinte distribuição:
- Bahia: 2 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão (mesmos alvos);
- Distrito Federal: 2 mandados de busca e apreensão;
- Espírito Santo: 1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão (mesmo alvo);
- Goiás: 2 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão (mesmos alvos);
- Maranhão: 1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão (mesmo alvo);
- Minas Gerais: 9 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão (mesmos alvos, sendo que um será alvo apenas de buscas);
- Paraná: 2 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão (mesmos alvos);
- Rondônia: 11 mandados de busca e apreensão;
- Rio Grande do Sul: 3 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão (mesmos alvos);
- São Paulo: 13 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão (mesmos alvos).