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Governo propõe INSS, seguro de vida de R$ 40 mil e hora mínima a trabalhadores de apps

  • Por Cristiane Gercina e Willian Castanho | Folhapress
  • 10 Out 2023
  • 08:37h

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Mesmo sem acordo entre todas as entidades e empresas de trabalhadores por aplicativo, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara um projeto de lei para regulamentar as atividades das plataformas digitais.
 

A proposta a que a Folha teve acesso inclui o pagamento de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), seguro de vida de R$ 40 mil e valor mínimo por hora, entre outros direitos trabalhistas e previdenciários.
 

Pela minuta do projeto, prestadores de serviço de empresas como Uber, 99, iFood e Rappi poderão trabalhar como autônomos ou ser contratados por meio da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Há ainda regras como abertura de postos de apoio —com estrutura sanitária e refeitórios, por exemplo—, transparência nas avaliações, com impedimento de as plataformas suspenderem trabalhadores, além de custeio de itens necessários para o trabalho e oferta de equipamentos de proteção.
 

As empresas deverão cadastrar e descontar a contribuição ao INSS dos trabalhadores, conforme o tipo de contrato de trabalho. Haverá ainda contribuição previdenciária dos aplicativos, também dependendo do tipo de contrato.
 

A minuta, que ainda poderá ser alterada, proíbe o enquadramento da categoria como MEI (Microempreendedor Individual), que tem alíquota de 5% sobre o salário mínimo.
 

O projeto de lei começou a ser elaborado no final de agosto, pela coordenadoria-geral de legislação e normas do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), do Ministério da Previdência Social.
 

Procurada, a Previdência não comentou o teor da minuta. Afirmou que integrou o grupo de trabalho para a regulamentação das plataformas digitais e confirmou que "a inclusão previdenciária desses profissionais é um dos temas em pauta".
 

"Ainda não há um projeto fechado, nem uma data definida de quando será enviado ao Congresso Nacional", disse a pasta, em nota.
 

O Ministério do Trabalho e Emprego, por sua vez, enviou o vídeo da sessão da qual o titular da pasta, Luiz Marinho, participou nesta segunda-feira (9), no Senado.
 

A minuta traz três opções de contrato de trabalho, uma como prestador de serviços, outra como contribuinte individual e uma terceira com carteira assinada.
 

No caso de quem optar por ser contribuinte individual, não há horários e dias de trabalho fixos, e o desconto da contribuição ao INSS será de 11% sobre a remuneração, conforme legislação previdenciária de 1991, que rege as regras das contribuições até hoje. A empresa também pagará sua parte.
 

Para quem é CLT, as alíquotas variam de 7,5% a 14%, e são aplicadas sobre cada faixa da remuneração, além da contribuição empresarial de 20%. No entanto, aplicam-se as regras da carteira assinada, com horário de entrada e saída, e dias específicos de trabalho.
 

"Se ele for contribuinte individual, ou seja, aquele que tem liberdade, que presta serviço de modo eventual, quando ele quer, como quer, onde quer, enfim, a contribuição vai ser 11%", afirma a advogada especialista em Previdência Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).
 

Um grupo de trabalho debateu por 150 dias a regulamentação das atividades, mas foi encerrado no dia 12 de setembro sem um entendimento com os trabalhadores de entrega. Houve, porém, avanços com motoristas de aplicativos de passageiros.
 

"Nós estamos praticamente acordados com o setor de aplicativos de transporte de pessoas; as bases estão acordadas", disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, nesta segunda, em audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
 

"Com relação aos entregadores, ainda não houve acordo, não está sendo fácil, provavelmente nós teremos que remeter ao Congresso Nacional arbitrando o que vai acontecer, pois as empresas estão muito duras com relação a isso", afirmou.
 

Na sexta (6), Marinho tratou sobre o impasse com o setor de duas rodas em um evento no SindPD (sindicato de processamento de dados), em São Paulo. "Sobre quatro rodas [caminha para entendimento]. Duas rodas não está dando acordo. Então o governo vai arbitrar provavelmente."
 

Na ocasião, o ministro criticou o que chamou de precarização do trabalho. "A sociedade tem de refletir se deseja um garoto, uma garota, lhe entregando a comida quentinha em minutos, se ele está sendo bem tratado, e se ele está tendo o direito de levar essa comida para sua família. Ou não importa o bem-estar?", disse.
 

"Meu bem-estar pode estar sendo servido por trabalho na área da escravidão? Trabalho ultraprecário? É isso que a sociedade brasileira pensa? Não acredito", completou a uma plateia de sindicalistas, que o aplaudiu.
 

A ideia da pasta é apresentar a proposta em duas semanas. Antes, o ministério pretende levar o texto para conhecimento de Lula. "Eu pedi primeiro que a gente escreva [o projeto]", disse Marinho na sexta.
 

VALOR MÍNIMO A SER PAGO

Pelas negociações, o valor mínimo a ser pago pela hora trabalhada poderá ser de R$ 17 para os motoristas de motocicleta ou bicicleta, setor chamado de duas rodas, e R$ 30 para os motoristas que transportam passageiros, o setor de quatro rodas.
 

O valor não está expresso na minuta. A Folha, porém, confirmou com três fontes a par das negociações.
 

A ideia é que haja uma remuneração mínima de R$ 1.320 no mês, que é o salário mínimo atual. Para isso, a jornada de trabalho seria de 176 horas levando em conta a hora do salário mínimo, de R$ 7,50.
 

O problema é que os entregadores que trabalham de moto ou bicicleta exigem o pagamento da chamada hora logada, enquanto empresas defendem a hora trabalhada.
 

O presidente da Amabr (associação dos motofretistas de aplicativos e autônomos do Brasil), Edgar Francisco da Silva, o Gringo, afirmou que, para ele, foram 150 dias de negociação sem resultados. Gringo representa parte dos trabalhadores do setor de duas rodas.
 

"Os assuntos que a gente tratou foram remuneração, saúde, segurança, transparência e Previdência. Nada avançou", disse Gringo. Segundo ele, o PL ficará a critério do governo. "Estamos esperando o governo pôr este PL para fora para ver o que é bom e o que é ruim para nós. Os R$ 17 são inaceitáveis", disse.
 

"Este valor de R$ 17 por hora trabalhada não é aceito pelos trabalhadores, o certo é hora logada. Esses R$ 17 que estão sendo citados é uma proposta ridícula. No iFood, por exemplo, o entregador já ganha mais de R$ 23 a hora", afirmou.
 

VEJA AS REGRAS PROPOSTAS PELO GOVERNO

A lei a ser apresentada ao Congresso "regulamenta as formas de trabalho prestado por meio de aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede, estabelece mecanismos de inclusão previdenciária e outros direitos para a melhoria das condições de exercício das atividades", diz minuta do projeto.
 

DEFINIÇÃO DO REGIME JURÍDICO DAS EMPRESAS

Serão dois tipos: empresa prestadora de serviços que opera por plataforma digital, que administra e disponibiliza a oferta de serviços por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede; e empresa de anúncio de serviços que opera por plataforma digital.
 

COMO DEVE SER O CONTRATO DE TRABALHO

O contrato de trabalho terá as seguintes cláusulas obrigatórias: a definição das condições da prestação do serviço; a definição da política/forma de remuneração; a definição das políticas/regras de pontuação, bloqueio e desligamento do trabalhador que presta serviço por meio de aplicativos ou plataformas digitais e a forma de avaliação dos serviços prestados.
 

ESPAÇO DE APOIO

A empresa deverá disponibilizar acesso a espaços de apoio para os prestadores, com instalações sanitárias e lavatório, ambiente para refeições, água potável, descanso e conexão à internet, em número proporcional ao fluxo de prestadores a serem atendidos. Elas poderão, inclusive, compartilhar o mesmo espaço entre si, ofertando a seus prestadores de serviços.
 

SEGURO DE VIDA E INDENIZAÇÕES

O seguro de vida deverá ser de 30 vezes o piso do INSS, que é o salário mínimo nacional, hoje em R$ 1.320, o que dá R$ 39,6 mil. Além disso, as empresas devem indenizar alguns custos. Os percentuais são de até 60% ou até 40%, dependendo do tipo de custo, mas a minuta não define os tipos. Há ainda cláusula que prevê fornecimento de equipamentos de segurança.
 

PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA E DESCONTO DE INSS

As empresas poderão ter três tipos de contrato com os trabalhadores: como prestador de serviço, contribuinte individual por conta própria e trabalhador contratado por CLT.
 

Haverá o desconto da contribuição ao INSS por parte da empresa para o qual o trabalhador presta o serviço e também o pagamento de percentual da contribuição previdenciária do empregadores.
 

Para quem for contratado por CLT, é necessário cumprir horário, mas serão garantidos direitos como 13º, férias, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e horário de intervalo, entre outros.

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Lançamento do PL Mulher na Bahia terá presença de Michelle Bolsonaro e vinda de ex-presidente deve ser confirmada, diz Roma

  • Por Flávia Requião/Bahia Notícias
  • 09 Out 2023
  • 18:15h

Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

O presidente do Partido Liberado Salvador, João Roma, adiantou, na tarde desta segunda-feira (9), que o lançamento do PL Mulher na Bahia terá a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que há um apelo dos eleitores pela vinda do ex-presidente Jair Bolsonaro junto à esposa. Segundo Roma, a informação deve ser confirmada ainda nesta semana.


“Estamos aguardando por isso [a vinda de Bolsonaro]. Já está sinalizado a reunião do PL Mulher aqui na Bahia, inicialmente estava previsto para final de outubro e essa semana nós devemos fechar a data da vinda de Michele Bolsonaro e em geral o que está acontecendo, que naturalmente há uma apelo para que o presidente venha junto com a primeira-dama para que a gente possa de fato aproveitar todo esse movimento porque as pessoas também querem ouvi-lo”, anunciou, durante entrevista no Projeto Prisma.


O presidente do partido ainda frisou a importância da presença de Bolsonaro, principalmente pela quantidade de seguidores. “As pessoas estão ansiosas em poder encontrá-lo.” 


“Reuniões estão ocorrendo, quase toda semana, ele está tendo evento em vários lugares.Em breve ele chega aqui na Bahia, junto com Michele para instituir e fazer uma reunião ampla sobre PL mulher, porque temos muitas pré-candidatas mulheres no partido”, ressaltou.

PF adiou ação contra Braga Netto para evitar 7/9 e ruído com Forças

  • Por Julia Chaib e Cézar Feitoza | Folhapress
  • 09 Out 2023
  • 14:23h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Polícia Federal adiou diligências da operação que apura fraudes na intervenção do Rio de Janeiro em 2018, investigação que mira o general Walter Braga Netto e oficiais da reserva do Exército, para não coincidir com as festividades do Dia da Independência.
 

A PF cumpriu os 16 mandados de busca e apreensão no caso no último 12 de setembro para avançar na apuração sobre desvios em contrato para compra de coletes assinado pelo Gabinete de Intervenção Federal, comandado pelo ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL).
 

A previsão inicial era que as diligências ocorressem na semana das comemorações militares do 7 de Setembro.
 

Ao constatarem a coincidência nas datas, porém, investigadores avaliaram que o ideal seria adiar a operação, para não se sobrepor à data, cara às Forças Armadas, e evitar acusações de perseguição a fardados.
 

 

Braga Netto teve o seu sigilo telemático quebrado na investigação, e a PF encontrou pagamentos de uma empresa investigada para um coronel da reserva subordinado por mais de dois anos a ele.
 

Como mostrou a Folha no início do mês, havia mal-estar entre integrantes da cúpula das Forças Armadas com a PF. Generais de alta patente reclamavam que eventos de celebração do Exército neste ano foram marcados por operações da Polícia Federal contra militares.
 

Eles destacavam, como exemplo, o encontro de Lula com o Alto Comando da Força ter ocorrido no dia da operação que prendeu o tenente-coronel Mauro Cid; e o pai dele, o general Lourena Cid, ser alvo de buscas quando o presidente anunciava o investimento de R$ 53 bilhões do novo PAC às Forças Armadas.
 

Para esses militares, a polícia escolhia intencionalmente os dias com o objetivo de minar notícias positivas sobre os fardados —algo que integrantes da PF sempre rechaçaram.
 

Ainda assim, essa reclamação chegou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, no mês passado.
 

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, num esforço para melhorar a relação entre a corporação e as Forças Armadas, teve conversas com ambos. Nos encontros, externou as críticas das tropas.
 

De lá para cá, relatam militares, o clima mudou e a relação melhorou. Depois que Moraes e Andrei foram ao Dia do Soldado, no início deste mês foi a vez de a cúpula das Forças comparecerem a um evento com a presença da PF.
 

O ministro Múcio e o comandante do Exército, general Tomás Paiva, foram à cerimônia de formatura de servidores da Polícia Federal no dia 5 de setembro, que também teve a presença de Lula.
 

Na ocasião, o ministro da Justiça, Flávio Dino, fez um gesto de reaproximação com os militares ao afirmar que a Polícia Federal e as Forças Armadas são "instituições coirmãs a serviço do Brasil".
 

A declaração de Dino foi dada em meio a uma crise de desconfiança dos militares com a PF, que vem desde a atuação do gabinete de transição e se ampliou com as investigações contra militares.
 

A PF deu o nome Perfídia à operação que investiga a compra de coletes balísticos. Foram cumpridos 16 mandados no Rio, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.
 

Militares dizem que o objetivo da operação seria obter informações sobre Braga Netto para serem utilizadas em investigações sobre o governo Bolsonaro. O militar foi vice dele na chapa derrotada à reeleição em 2022.
 

Em nota, o ex-interventor afirmou que "os contratos do Gabinete de Intervenção Federal (GIF) seguiram absolutamente todos os trâmites legais previstos na lei brasileira".
 

"É preciso destacar que a suspensão do contrato foi realizada pelo próprio GIF, após avaliação de supostas irregularidades nos documentos fornecidos pela empresa", disse Braga Netto.
 

"Os coletes não foram adquiridos ou tampouco entregues. Não houve, portanto, qualquer repasse de recursos à empresa ou irregularidade por parte da administração pública. O empenho foi cancelado, e o valor total mais a variação cambial foram devolvidos aos cofres do Tesouro Nacional."

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Israel encontra 260 corpos em local de rave após ataques terroristas do Hamas

  • Por Folhapress
  • 09 Out 2023
  • 10:15h

Foto: Reprodução

Equipes de resgate encontraram ao menos 260 corpos no local onde a rave Universo Paralello, festival criado por brasileiros, acontecia no último sábado (7), em Israel.
 

A edição do festival de música eletrônica, que era realizada na região sul do país, a menos de 20 quilômetros da Faixa de Gaza, foi interrompida pelos ataques terroristas do grupo islâmico Hamas.
 

O Universo Paralello em Israel foi organizado por um produtor iraselense, que licenciou os direitos de uso do nome da festa. A região é tradicionalmente conhecida por promover festivais do gênero —outra rave havia acontecido no local um dia antes.

O Ministério das Relações Exteriores informou, na tarde deste domingo (8), que um brasileiro está ferido e outros três desaparecidos na área de conflitos entre Israel e o grupo Hamas. O brasileiro ferido recebeu tratamento hospitalar e teve alta. As identidades não foram divulgadas pela pasta.
 

Todos eles têm dupla nacionalidade e estavam na festa, no sul de Israel,, segundo o Itamaraty. A rave foi interrompida pelo ataque surpresa de combatentes do Hamas ao país, que se infiltraram por terra, mar e ar em solo vizinho no sábado (7). O ataque fez eclodir uma nova guerra na região, declarada pelo premiê israelense, Binyamin Netanyahu.
 

Um dos brasileiros desaparecidos seria Ranani Glazer, gaúcho que vivia em Israel há sete anos. Ele estaria acompanhado da namorada e de um amigo durante a festa.
 

A rave publicou nota em seu perfil nas redes sociais e lamentou o ocorrido. "Estamos consternados, chocados e assustados com tudo que aconteceu e deixamos explicitamente a nossa revolta e nossos sentimentos às vítimas desse ataque perverso", disse. "Não temos informações precisas sobre o ocorrido e sobre o público que estava no festival", afirmou.
 

O pai do DJ Alok, o também DJ Juarez Petrillo, mais conhecido como DJ Swarup, estava presente na edição israelense do festival e iria se apresentar quando os bombardeios disparados pelo Hamas começaram a ecoar na região. Ele publicou vídeos do momento em que a festa foi interrompida em seus perfis nas redes sociais.
 

No sábado (7), o DJ Alok se pronunciou na plataforma X (ex-Twitter). "Sobre os acontecimentos de hoje, estou consternado e ainda chocado com o ataque covarde aos milhares de inocentes com o uso de mais de 2500 mísseis na invasão em diversos locais no sul de Israel", disse. "Ainda sobre o meu pai, ele está seguro em um bunker aguardando direcionamento para retornar ao Brasil."
 

Gabriela Barbosa, uma brasileira que estava na plateia do evento, também compartilhou detalhes em seu perfil no Instagram. Segundo ela, houve pânico e caos, e as pessoas foram instruídas a se deitarem no chão por 15 minutos antes de receberem a orientação para sair do local com urgência.
 

Barbosa mencionou que o grupo extremista Hamas chegou a invadir o local do festival. Em sua fuga, ela relatou ter visto uma mulher ferida e um veículo com vidros estilhaçados.
 

Em seu relato nas redes sociais, ela acrescentou: "Dois dos nossos amigos ainda estão na área, pois as estradas foram fechadas, mas estão bem. Outros dois foram atingidos quando tentavam chegar a Tel Aviv. Não temos notícias do que aconteceu com eles, pois não estão conseguindo se comunicar, mas estão recebendo tratamento e estão em boas mãos".
 

A Universo Paralello foi criada em 2000. As primeiras edições foram realizadas em Goiás, e traziam uma forma diferente de festa do que era feito até então. O evento cresceu e se tornou uma das marcas mais conhecidas da música eletrônica brasileira.
 

A versão de Israel do Universo Paralello foi anunciada em agosto e fazia parte de uma turnê internacional do festival.
 

O Itamaraty deixou dois telefones e números de WhatsApp da embaixada em Tel Aviv à disposição para o atendimento de brasileiros em situação de emergência em Israel: +972 (54) 803 5858 e +972 (59) 205 5510. Além disso, o plantão consular geral também pode ser contatado por meio do telefone +55 (61) 98260-0610.
 

A embaixada em Tel Aviv colheu, até o momento, por meio de formulário online, os dados de cerca de mil brasileiros e de seus dependentes, a maioria deles turistas, hospedados em Tel Aviv e Jerusalém. O formulário pode ser preenchido neste link. Nem todos pediram repatriação ou ajuda para deixar Israel.
 

O governo brasileiro fechou um plano para tirar cidadãos do país que estão em Israel, na Palestina e demais países do Oriente Médio, após os ataques iniciados no sábado. A FAB (Força Aérea Brasileira) terá quatro aviões à disposição do governo Lula (PT) para o resgate, além de duas aeronaves da presidência, de capacidade menor, caso sejam necessárias.

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Semana de jogos tem Seleção Brasileira pelas eliminatórias e Vitória jogando em casa

  • Bahia Notícias
  • 09 Out 2023
  • 08:12h

Foto: Vitor Silva / CBF

A semana de jogos será movimentada por partidas envolvendo a Seleção Brasileira e o Vitória. Já o Bahia ganhou uma folga no calendário e só voltará a jogar no dia 18 de outubro.

 

Comandado pelo técnico Fernando Diniz, o Brasil enfrenta a Venezuela, na próxima quinta-feira (12), às 21h30, na Arena Pantanal, pela terceira rodada das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O time Canarinho lidera a tabela de classificação com seis pontos, mesma pontuação da segunda colocada Argentina, por causa do saldo de gols. Com três, os venezuelanos aparecem na quinta posição, dentro da zona das vagas diretas para o Mundial.

 

No domingo (15), às 18h, será a vez do Leão entrar em campo, no Barradão, para tentar ampliar a vantagem na liderança da Série B e se aproximar do acesso. Primeiro colocado com 58 pontos, quatro a mais do vice-líder Juventude e cinco a mais sobre o Atlético-GO, que é o quinto, o time baiano recebe o Guarani, pela 32ª rodada. O Bugre fecha o G-4 em quarto lugar também com 54.

Ministra da Saúde diz que foi surpreendida com vídeo de dança e afasta diretor da pasta

  • Por Cézar Feitoza e Ranier Bragon | Folhapress
  • 08 Out 2023
  • 14:14h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, publicou na noite deste sábado (7) um vídeo afirmando ter sido surpreendida com a apresentação de funk considerada "inapropriada" pela pasta durante um evento oficial e anunciou a exoneração do diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, Andrey Lemos.
 

"Ontem tomei conhecimento de um fato inadmissível, que causou grande comoção em nossa sociedade, ligado a uma manifestação que fez parte do 1º Encontro de Mobilização para Promoção da Saúde no Brasil", disse Nísia no vídeo.
 

"Naquele momento, eu estava em uma importante agenda nas cidades de Diadema e Mauá, em São Paulo. (...) Ao mesmo tempo, comecei a apurar responsabilidades pelo ocorrido. Hoje, diante da gravidade do fato, foi afastado o Diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, que assumiu integralmente a responsabilidade pelo que aconteceu."
 

A ministra pediu desculpas pelo ocorrido.

"Infelizmente, eu fui surpreendida pelo episódio de ontem e venho, por meio desse vídeo, me desculpar muito sinceramente pelo ocorrido e reiterar o compromisso do Ministério da Saúde de que seus eventos reflitam a conduta e a orientação da pasta da Saúde e do governo liderado pelo presidente Lula."
 

Ela registrou que o Ministério da Saúde, em nota, lamentou o episódio, e disse repudiá-lo "veementemente". "Criamos imediatamente uma curadoria para evitar que circunstâncias semelhantes ocorram nos próximos eventos da nossa pasta", acrescentou.
 

Mais cedo, integrantes do Palácio do Planalto pediram à ministra da Saúde que demitisse os responsáveis pela apresentação de funk no evento.
 

X/Twitter Ministrio da Sade https://x.com/minsaude/status/1710781875411669198?s=20 *** A crise iniciou-se na sexta, um dia após um grupo se apresentar no intervalo do 1º Encontro de Mobilização para a Promoção da Saúde no Brasil (Em Prova), promovido pelo Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, subordinado à Secretaria de Atenção Primária.
 

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma mulher dançando funk ao som da música "Batcu", de Aretuza Lovi com participação de Valesca Popozuda.
 

Opositores chamaram a apresentação de "erótica", e governistas concordaram que a dança era inapropriada.
 

O evento contou com a apresentação de sete grupos artísticos nos intervalos. A ideia era mostrar que a dança e outras expressões de arte também são uma forma de promover saúde.
 

Houve apresentações, por exemplo, de capoeira, samba e dança de rua. Foi neste último que, no fim da música, uma das integrantes do grupo artístico fez a dança que viralizou nas redes.
 

ndrey Lemos também dançou no evento que se tornou alvo de polêmicas.
 

Em nota também divulgada na noite deste sábado, o ministério da Saúde afirma que adotou as devidas providências para a exoneração do diretor, a pedido.
 

" O Ministério da Saúde reforça que o episódio isolado não reflete a política da pasta nem os propósitos do debate sobre a promoção à saúde realizado no encontro. O evento, vinculado à Secretaria de Atenção Primária à Saúde, teve como objetivo apoiar a implementação e gestão participativa da Política Nacional de Promoção da Saúde a partir do compartilhamento de experiências entre gestores e trabalhadores de diferentes estados, com momentos dedicados à diversidade cultural."

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Congresso corre para dar mais 5 anos de benefício fiscal a Norte e Nordeste

  • Por Ranier Bragon e João Gabriel | Folhapress
  • 08 Out 2023
  • 08:27h

O Congresso Nacional está na fase final de tramitação para aprovar a prorrogação até 2028 de incentivos fiscais concedidos a empresas que atuam nas áreas da Sudam (Região Norte) e Sudene (Nordeste), além de incluir a Sudeco (Centro-Oeste).
 

As desonerações de impostos a projetos das regiões Norte e Nordeste para 2023 foram estimadas em R$ 14,5 bilhões.
 

Apesar de haver outro projeto sobre o tema que inclui a necessidade de contrapartidas socioambientais às empresas beneficiadas, o texto já aprovado pela Câmara e pelo Senado, pendente apenas de uma última análise, não traz nenhuma exigência.
 

O atual programa de incentivos vence em 31 de dezembro.

A Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, que engloba ainda alguns municípios de Minas Gerais e Espírito Santo), a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e a Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste) são autarquias federais que têm o objetivo de promover o crescimento das regiões de abrangência.
 

Para Alessandra Cardoso, assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), os programas causam prejuízo aos cofre públicos "sem avaliação crível de efetividade".
 

"Renová-los novamente, em um cenário fiscal crítico e sem qualquer critério ambiental e social, seria uma prova absurda da falta de compromisso com a transformação econômica e ecológica que tanto se fala no discurso. Estender os mesmos incentivos para a região Centro-Oeste é uma medida ainda mais irresponsável", afirma.
 

Um estudo do instituto mostra que Sudam e Sudene, que abarcam a região da Amazônia Legal, tem servido para beneficiar principalmente atividades com grande potencial de impacto negativo sobre o ambiente.
 

No total, dos R$ 42,3 bilhões em isenção distribuídos, R$ 22 bilhões (54%) foram direcionados para mineração, energia e petróleo.
 

O levantamento aponta que, de 2010 a 2022, entre as cinco atividades econômicas mais contempladas com projetos aprovados pela Sudam estão a infraestrutura (onde entram projetos de energia e gás), minerais e químicos (que inclui a produção de petróleo e seus derivados).
 

Os incentivos fiscais para o Nordeste e a Amazônia têm origem nos anos 1960. A Constituição de 1988 estabelece no seu artigo 151 a permissão de "concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país".
 

Em 2001, na gestão do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi editada a medida provisória 2.199-14, que concedia até 2013 redução de 75% do Imposto de Renda calculado com base no lucro da exploração e uso de 30% do Imposto de Renda devido para reinvestimento pelas empresas.
 

Esses incentivos sofreram prorrogações pelo Congresso desde então, sendo a última na transição entre os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), no final de 2018, quando estabeleceu-se o prazo-limite atual, 31 de dezembro de 2023.
 

O projeto de lei 4.416/2021, que prorroga os benefícios a 2028, foi aprovado pela Câmara em agosto. Ele é de autoria do deputado Júlio Cesar (PSD-PI).
 

No Senado, o texto foi aprovado em cerca de um mês. O senador Beto Faro (PT-PA) apresentou emenda (e também projeto) estabelecendo que as empresas beneficiadas desenvolvam atividades compatíveis "com o enfrentamento da pobreza e da concentração fundiária, a transição para a economia de baixo carbono, a valorização da biodiversidade" e em consonância aos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo do Clima de Paris.
 

A emenda, porém, foi rejeitada pelo relator, o senador Otto Alencar (PSD-BA). O projeto apresentado já recebeu parecer favorável, mas ainda aguarda votação em comissão.
 

O relator, no entanto, acatou proposta da bancada ruralista e incluiu a Sudeco na lista de beneficiários. Por causa dessa emenda, o texto teve que voltar para nova análise dos deputados.
 

No último dia 26, o deputado Júlio Cesar apresentou requerimento de tramitação da proposta em regime de urgência. O pedido foi assinado por líderes dos dois principais blocos partidários da Casa, Doutor Luizinho (PP-RJ) e Antonio Brito (PSD-BA).
 

Após a aprovação pela Câmara, o projeto seguirá para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

Em 2019, Bolsonaro sancionou a prorrogação até 2023, mas vetou a inclusão da Sudeco, também aprovada naquela época pelo Congresso.
 

A equipe econômica de Paulo Guedes (Economia) era contra, na época, mas acabou concordando com a prorrogação para não se indispor com as bancadas do Norte e do Nordeste do Congresso em meio às negociações para a reforma da Previdência.
 

A Folha procurou o Ministério da Fazenda, que tem tratado do tema com congressistas, mas a pasta afirmou que não comenta projetos em tramitação.
 

Julio Cesar disse ser favorável à inclusão da Sudeco, afirmando que a rejeição dessa emenda do Senado criaria uma indisposição com a bancada ruralista.
 

Em seu parecer, ele afirma que, caso os incentivos sejam encerrados, "a capacidade de investimento das empresas instaladas no Norte e Nordeste reduzirá drasticamente".
 

Otto Alencar escreveu no seu relatório que apoia a prorrogação porque "os indicadores econômicos e sociais das regiões Norte e Nordeste ainda são inferiores aos do restante do país".
 

Sobre a Sudeco, ele disse ter incorporado a emenda ao projeto por questão de isonomia. A rejeição à emenda com exigências socioambientais ocorreu porque, "embora seu objetivo seja indiscutivelmente positivo", ele afirmou que as contrapartidas teriam de ser mais claramente definidas.
 

Julio César disse à Folha que em nenhum momento da tramitação na Câmara foi sugerida a proposta de exigir contrapartidas socioambientais à concessão dos benefícios.
 

Os relatórios sobre o projeto no Congresso reproduzem dados da Sudene segundo os quais, de 2013 a 2020, foram mais de 2.900 projetos aprovados, com 1,2 milhão de empregos gerados em investimentos que somaram R$ 248 bilhões. A renúncia fiscal citada no período foi de R$ 30 bilhões.

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Bruna Biancardi compartilha as primeiras imagens da filha: "Você já é muito amada"

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2023
  • 10:33h

Foto: Reprodução / Instagram/Bahia Notícias

Bruna Biancardi compartilhou as primeiras fotos da sua filha Mavie, nesta sexta-feira (6). Nas imagens, dá para ver Neymar com a recém nascida. 

 

Na legenda da publicação, Bruna escreveu: "Nossa Mavie chegou pra completar as nossas vidas. Seja bem-vinda, filha! Você já é muito amada por nós. Obrigada por ter nos escolhido".

Foto: Reprodução / Instagram/Bahia Notícias

Liberado pelo técnico Jorge Jesus para voltar ao país, Neymar chegou ao Brasil no início da tarde desta sexta-feira, e foi ao hospital acompanhado de familiares e amigos.

Sandy brinca e faz show ao lado do ex Lucas Lima na Europa após separação

  • Por Folhapress
  • 07 Out 2023
  • 08:29h

Foto: Reprodução / Instagram/Bahia Notícias

A cantora Sandy encantou o público lisboeta nesta sexta-feira (6) com uma emocionante apresentação da turnê de "Nós, Voz, Eles", seu terceiro álbum de estúdio. O que não passou despercebido foi a presença de Lucas Lima, seu ex-marido, que a acompanha no palco. Esta é a primeira vez que o ex-casal se reúne em turnê desde o anúncio do término de seu relacionamento.
 

Em um vídeo compartilhado no Twitter, a cantora aparece segurando a mão de Lucas, no palco de Lisboa, e fazendo brincadeiras sobre estarem juntos na turnê. "Eu resolvi dar uma exploradinha nele", diz Sandy, entre risos. "Vamos trabalhar, né?".
 

Logo em seguida, a dupla interpretou a canção "Tudo Teu", uma colaboração de Sandy com Vitor Kley, presente em seu mais recente disco. Os ex-casados, inclusive, devem seguir apresentando diferentes parcerias musicais que gravaram, ao longo dos anos, nas performances europeias.
 

A confirmação de que o ex-casal continuaria trabalhando juntos na turnê europeia foi feita durante uma participação no programa "Altas Horas" no último sábado (30). Após 24 anos de união, o casal anunciou a separação em suas redes sociais no dia 25 de setembro.

Saiba quem são os seis réus de novo julgamento do 8 de janeiro no STF

  • Bahia Notícias
  • 06 Out 2023
  • 18:28h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Por meio virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (6) o julgamento de mais seis réus pelos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela condenação deles. As informações são do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias. 

 

 

Os réus são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de terem cometido os crimes mais graves atribuídos aos atos: associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas variam de 14 a 17 anos.

 

Dos julgamentos previstos para hoje, apenas no caso de Fátima Aparecida Pleti, natural de Bauru (SP), Moraes não apresentou seu voto. Ela está em liberdade condicional concedida pelo ministro. 

 

 

Saiba quem são os outros réus:

 

  • Reginaldo Carlos Begiato

 

Morador de Jaguariúna, na região de Campinas (SP), Reginaldo Begiato, 55 anos, estava na primeira leva de julgamentos virtuais dos acusados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, mas teve o nome excluído devido a novas provas incluídas no processo. Agora, ele será julgado.

Reginaldo foi preso após a invasão ao prédio do Congresso Nacional. Ele é acusado de fazer parte de um grupo que depredou instalações, quebrou janelas, móveis, computadores e danificou circuitos do local. A defesa dele pediu absolvição.

Para ele, o ministro do STF propôs pena de 15 anos.

 

  • Jorge Ferreira

 

Morador do Vale do Ribeira (SP), Jorge Ferreira, 59, é acusado pela PGR de fazer parte do grupo que invadiu o Palácio do Planalto, quebrou vidros, depredou cadeiras, painéis, mesas, obras de arte e móveis históricos, incluindo o relógio trazido para o Brasil por D. João VI.

Jorge foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no interior do Palácio do Planalto, no instante em que ocorriam as depredações, que tinham como objetivo, para a PGR, a abolição do Estado Democrático de Direito e a deposição do governo legitimamente constituído.

 

O réu faz parte de movimento ruralista de São Paulo e estava em Brasília para participar dos atos. Moraes propôs pena de 14 anos para o investigado.

 

  • Claudio Augusto Felippe

 

Nascido no bairro de Jardim Jaraguá (SP), Claudio Augusto, 59, foi preso também no momento em que depredava o interior do prédio do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro. Ele estava em um grupo que gritava “fora Lula”, “presidente ladrão” e “presidiário”, segundo a PGR.

 

Claudio Augusto Felippe é policial militar aposentado de São Paulo como segundo-sargento e recebe salário de R$ 7,7 mil do Estado.

 

Ele é acusado pelos crimes mais graves dos atos golpistas: associação criminosa armada; abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. O ministro Alexandre de Moraes propôs 17 anos de pena.

 

  • Jaqueline Freitas Gimenez

 

Natural de Juiz de Fora (MG), Jaqueline Gimenez, 40 anos, foi presa pela Polícia Militar do DF, em 8 de janeiro, no interior do Palácio do Planalto. Segundo denúncia da PGR, ela fazia parte do grupo que depredou instalações, quebrou janelas, móveis, computadores e danificou circuitos do local. A defesa dela pediu absolvição.

 

A alegação foi que Jaqueline se dirigiu ao Palácio do Planalto para participar de manifestação pacífica. Para ela, Moraes propôs 17 anos.

 

  • Edineia Paes da Silva Santos

 

Moradora de Americana (SP), Edineia Paes, 38, foi presa no interior do Palácio do Planalto. Ela relata, em sua defesa, ser faxineira e ter ido ao ato para manifestação pacífica. Disse ter se escondido em uma espécie de fosso após perceber que bombas teriam sido lançadas no Palácio do Planalto.

 

A PGR, no entanto, considera que ela integrou, pelo menos, o núcleo dos executores materiais dos crimes e a acusa das ocorrências mais graves. A PGR ainda alegou, na denúncia, o perigo do estado de liberdade de Edineia e pediu a prisão preventiva da ré. O ministro do STF pediu 17 anos de condenação.

 

  • Marcelo Lopes do Carmo

 

Morador de Aparecida de Goiânia (GO), Marcelo Lopes, 39, foi preso em flagrante pela PMDF no interior do Palácio do Planalto. Ele é acusado pelos crimes mais graves, que podem levar a 30 anos de prisão. Moraes propôs pena de 17 anos.

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Polícia apura se Comando Vermelho matou envolvidos no assassinato de médicos

  • Por Bruna Fantti | Folhapress
  • 06 Out 2023
  • 11:24h

Foto: Redes Sociais/Reprodução

 A Delegacia de Homicídios apura se os criminosos que assassinaram a tiros três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, foram mortos em um tribunal do tráfico no interior do Complexo da Penha, zona norte da cidade, na manhã desta quinta (5). A informação foi confirmada pela reportagem com investigadores que atuam no caso.
 

Uma das principais linhas de investigação é a de que o ortopedista Perseu Ribeiro Almeida, 33, foi confundido com Taillon de Alcantara Pereira Barbosa, 26, acusado pelo Ministério Público estadual de integrar a milícia de Rio das Pedras.
 

A ordem para matar os médicos no quiosque teria partido de Phillip Motta Pereira, o Lesk, responsável pela narcomilícia da Gardênia Azul, zona oeste da cidade, segundo informações de investigadores. A motivação seria uma vingança pela morte de outro miliciano.
 

A narcomilícia da Gardênia surgiu após uma disputa interna da milícia na região, em dezembro de 2022. Traficantes do Complexo da Penha, na zona norte, liderados por Edgar Alves de Andrade, o Doca, propuseram aliança a Pereira: em troca de armas e homens para tomarem o local, queriam lucros com as máquinas caça-níqueis e a venda de drogas.
 

 

Também ofereciam abrigo em seus territórios, como o Complexo da Penha, uma extensão do Complexo do Alemão, as principais bases do Comando Vermelho no Estado.
 

Devido a esse apoio, a narcomilícia se expandiu na zona oeste, e disputas ocorreram na região. Nos seis primeiros meses deste ano, pelo menos 50 pessoas morreram na região.
 

Somente uma rua, chamada Araticum, foi apelidada de rua da morte. Nela, 14 pessoas foram assassinadas na disputa entre a narcomilícia e milicianos locais.
 

Após o crime contra os médicos, os atiradores teriam se refugiado em áreas do Comando Vermelho. Em redes sociais, chegaram a postar que Taillon, que ganhou liberdade condicional há dez dias, havia sido morto. As postagens foram apagadas em seguida.
 

Com o erro constatado e a repercussão, os traficantes teriam feito um tribunal do tráfico. Doca teria ordenado a execução e avisado à polícia, de acordo com informações de investigadores.

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Ministério Público do RJ designa promotor para acompanhar caso de médicos mortos em atentado

  • Bahia Notícias
  • 05 Out 2023
  • 17:34h

Foto: Reprodução / Redes sociais/Bahia Notícias

O procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, vai  designar um promotor para acompanhar de perto o caso dos quatro médicos ortopedistas baleados na madrugada desta quinta-feira (5) em um quiosque na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do O Globo. 

 

A decisão do MP-RJ se dá devido à gravidade do caso. Três médicos morreram e um está internado Hospital Municipal Lourenço Jorge com pelo menos três tiros – Daniel Sonnewend Proença, 32 anos. Entre os mortos está o baiano Perseu Ribeiro Almeida, de 33 anos, se preparava para assumir a clínica do pai, o também ortopedista Luiz Andrade, morto em um acidente de carro há dez anos. Perseu havia retomado as atividades em Ipiaú há dois anos e assumiria a Cliort (saiba mais).

 

Outra vítima Diego Ralf Bomfim é irmão da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP). No ataque também morreu Marcos de Andrade Corsato. 

 

Os médicos estavam no Rio de Janeiro para participar de um congresso internacional de ortopedia. Uma câmera registrou o momento do ataque, quando um carro branco parou em frente ao quiosque e três homens vestidos de preto desembarcaram e atiraram contra as vítimas à queima-roupa. A Polícia Civil acredita que o caso pode ter sido uma execução, já que não houve roubo.

Brasil conquista ouro na Copa do Mundo de ginástica rítmica

  • Seleção encerra competição com quatro medalhas: ouro na prova mista, prata no cinco aros, bronze no individual geral, além do bronze individual de Barbara Domingos na fita
  • Por Redação do Ge — Cluj-Napoca, Romênia
  • 05 Out 2023
  • 11:29h

Foto: CBG

A seleção brasileira de ginástica rítmica conquistou um feito inédito na etapa de Cluj-Napoca, na Romênia, encerrada neste domingo. Pela primeira vez na história, o Brasil conquistou mais de uma medalha em uma mesma etapa de Copa do Mundo da modalidade: e foram logo quatro. As meninas do Brasil ficaram com o ouro na prova mista, prata no cinco arcos, bronze no individual geral, além do bronze individual de Barbara Domingos na fita.

Na última prova da competição, no conjunto misto de três fitas e duas bolas, as brasileiras fizeram 31.700 e deixaram Itália (31.500) e Bulgária (30.850) para trás. Na final dos cinco arcos, a seleção brasileira ficou com a nota de 34.450 e levou a prata atrás da campeã Itália (35.500) e na frente do México (32.150). No sábado, o Brasil ficou com o bronze entre os conjuntos.

O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva vibrou em suas redes sociais com o título.

Foto:Reprodução/ Ge

Foto: CBG

Bárbara Domingos também fez bonito e ficou com o bronze na disputa da fita. Ao com de Bad Romance, de Lady Gaga, ela fez 30.250. O ouro ficou com a alemã Darja Varfolomeev, que fez 31.350 e a prata foi da búlgara Eva Brezalieva, com 30.500.

Na final individual de bola, Geovanna Santos chegou perto do pódio e terminou em quarto, com 31.300. O ouro ficou com a búlgara Boryana Kaleyn (35.000), seguida das italianas Milena Baldassarri (32.050) e Sofia Raffaeli (31.500)

Constituição completa 35 anos; entenda carta que marcou transição da ditadura, saúde e educação

  • Por Renata Galf | Folhapress
  • 05 Out 2023
  • 09:11h

Foto: Câmara dos Deputados/Bahia Notícias

Promulgada em 5 de outubro de 1988, a carta constitucional brasileira completa 35 anos em vigor. Conhecida como Constituição Cidadã, ela representou um dos principais marcos da transição da ditadura militar para a democracia e contou com forte participação popular.
 

Entre suas marcas está o estabelecimento de uma série de direitos, como a igualdade, a liberdade de expressão e de imprensa, assim como a saúde e a educação. Também trouxe inovações de grande repercussão como a criação de condições para que dois anos mais tarde fosse estabelecido o SUS (Sistema Único de Saúde), além da estruturação das defensorias públicas.

 

O QUE É A CONSTITUIÇÃO?

Na hierarquia dos textos legais, a Constituição está no topo, orientando todo o restante. Nela, está previsto que o Brasil é uma República Federativa, composta por estados e municípios e o Distrito Federal.
 

 

Também é ela que estabelece a existência dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e impõe limites a cada um deles. Nesse desenho, cabe ao STF (Supremo Tribunal Federal), chamado de guardião da Constituição, interpretar o que está ou não de acordo com o pacto de 1988, desde que provocado.
 

COMO ELA FOI CONSTRUÍDA?

O trabalho da Assembleia Constituinte teve início em fevereiro de 1987. Ao todo, eram quase 600 constituintes, entre deputados e senadores, sendo apenas 26 mulheres.
 

A professora de direito constitucional na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) Tayara Lemos ressalta que a Constituinte recebeu mais de 120 emendas de diferentes categorias, como movimento negro, de mulheres, sindicatos e povos indígenas.
 

"Embora nem todas as sugestões das emendas tenham sido acatadas, é importante considerar essa abertura para a sociedade", afirma Tayara, que destaca a contribuição das mulheres ao longo do processo. "Ela foi elaborada de forma analítica, detalhada, característica que também objetiva inviabilizar golpes, regimes autoritários e garantir direitos reivindicados por diversos segmentos da sociedade."
 

QUAIS OS PRINCIPAIS EIXOS DA CONSTITUIÇÃO DE 88?

Logo em seu início, a Constituição traz seus objetivos fundamentais. São eles a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a garantia do desenvolvimento nacional e a erradicação da pobreza e da marginalização e a redução das desigualdades sociais e regionais; além da promoção do bem de todos, sem preconceitos de qualquer tipo.
 

Parte das preocupações da Constituição vinham ainda a se contrapor aos anos de chumbo. Foi garantida a liberdade de expressão e vedada a censura, e também foi proibida a tortura.
 

Entre as marcas do texto aprovado em 88 estão o direito à educação, além do reconhecimento de que a saúde é direito de todos e dever do Estado, o que dois anos mais tarde foi regulamentado por meio da criação do SUS.
 

"A educação era prevista em outras Constituições, mas não era estabelecida como um direito fundamental que as pessoas podiam exigir do Estado", diz Wallace Corbo, professor de direito da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da FGV Direito Rio. Ele destaca também o papel da Constituição em estruturar as Defensorias públicas pelo país, o que antes dependia dos governos locais.
 

Outra inovação foi a criação de um capítulo destinado ao meio ambiente, além da ampliação dos direitos de quilombolas e a exigência de demarcação das terras indígenas.

 

A CONSTITUIÇÃO PODE SER ALTERADA?

Para possibilitar a atualização do texto sem que para isso fosse preciso uma ruptura ou a realização de uma nova Constituição, o texto previu a possibilidade de emendas, o que ganha ainda mais relevância dado o seu caráter amplo e detalhista.
 

Apesar dessa abertura, que já resultou em 131 emendas aprovadas, há aspectos protegidos: as chamadas cláusulas pétreas. Elas proíbem alterações que queiram acabar com o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes, os direitos e garantias individuais e a forma federativa de Estado.
 

"Não é um problema adaptar a nossa Constituição para os problemas e desafios que vão se apresentando de tempos em tempos", diz Miguel Gualano de Godoy, professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná). "[Mas] tratar de temas que, se não fossem tratados pela Constituição permaneceriam renegados, é uma conquista."
 

Para alterar a Constituição, é preciso que o Congresso aprove uma PEC (proposta de emenda à Constituição). Para passar, são necessárias duas rodadas de votação tanto na Câmara e quanto no Senado, com três quintos dos votos em cada Casa.

 

QUAIS OS PRINCIPAIS DESAFIOS?

Um dos principais obstáculos da Constituição é sua própria efetividade, em especial, em um país marcado por desigualdade social e econômica.
 

De outro lado, movimentos de intuito golpista, como os que culminaram nos ataques golpistas de 8 de janeiro, são outra vertente desafiadora ao Estado democrático de Direito, estabelecido pela Constituição.

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Comissão do Senado aprova PEC que libera venda do plasma humano

  • Por Mateus Vargas | Folhapress
  • 05 Out 2023
  • 07:43h

Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado

A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10), por 15 votos a 11, uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permite a comercialização do plasma sanguíneo.
 

O texto libera coleta, processamento e venda do plasma no Brasil por empresas privadas. Esta parte líquida do sangue é utilizada em tratamentos, pesquisa e fabricação de medicamentos hemoderivados.
 

O Ministério da Saúde pressiona para barrar a proposta. A PEC ainda será avaliada pelo plenário do Senado e pela Câmara.
 

 

A possibilidade de pagar a doadores de sangue foi um dos temas de maior divergência entre os senadores. Relatora da proposta na CCJ, a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) afirma que o texto não prevê a remuneração.
 

Integrantes do governo e parlamentares que se opõem à proposta, porém, avaliam que a PEC abriria margem para esse tipo de pagamento. Isso porque o pagamento poderia ser incluído na lei que regulamentaria o processo de coleta e uso do plasma poderia.
 

O relatório da PEC aprovado pela comissão afirma que uma lei "disporá sobre as condições e os requisitos para a coleta, o processamento e a comercialização de plasma humano pela iniciativa pública e pela iniciativa privada".
 

O texto também diz que o plasma pode ser utilizado em laboratórios, desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de medicamentos "destinados a prover preferencialmente o SUS".
 

Para ser aprovada, além de passar pelas comissões, uma PEC precisa de três quintos dos votos no Senado e na Câmara, em discussões de dois turnos.
 

Antes da votação, o ministro da Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), disse que a proposta não tem como garantir o controle sanitário dos bancos de sangue nacional.
 

"É o verdadeiro vampirismo mercadológico, autorizar que empresas privadas suguem o sangue da população brasileira e transformem isso em produto a ser vendido, com o discurso de que com essa venda, poderiam comprar produtos para tratar seus pacientes privados", disse Padilha.
 

Hoje apenas a estatal federal Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia) está autorizada a usar o plasma coletado no Brasil para a produção de medicamentos.
 

O Ministério da Saúde argumenta que a venda do plasma pode reduzir a oferta nacional de hemoderivados, pois o produto feito com sangue coletado no Brasil poderia ser vendido no exterior.
 

Integrantes da equipe de Nísia Trindade ainda avaliam que acabar com a coleta voluntária pode tornar mais escasso o sangue disponível para casos que exijam, por exemplo, transfusões.
 

"Hoje há absoluto controle de qualidade, levamos para quase zero as transmissões de HIV e hepatite nas transfusões, e parte [do controle] se deve a não comercializar a coleta", disse à Folha de S.Paulo, em abril, o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães.
 

Os conselhos de secretários de Saúde dos estados (Conass) e municípios (Conasems), além da Fiocruz, também pedem a reprovação da PEC.
 

Apresentada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), a PEC 10/2022 recebeu assinaturas de outros 26 senadores de partidos da esquerda para a direita. Dois dos ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subscreveram a proposta: Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Carlos Fávaro (Agricultura).
 

"Não existe [previsão de] remuneração [a doadores de sangue e plasma] no projeto relatado. Quem fala isso está induzindo os colegas ao erro", disse Trad nesta quarta-feira (4).
 

Em voto separado, que recebeu apoio de parte dos governistas, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) sugeriu liberar a participação do setor privado no processamento do plasma, desde que autorizado pelo Ministério da Saúde e para abastecer "de modo prioritário" o SUS. Esse texto não chegou a ser avaliado.
 

Criada em 2004, a Hemobrás ficou marcada por apuração da Polícia Federal sobre fraude em licitação de obras e atrasos para finalizar a sua fábrica, localizada em Goiana (PE).
 

A estatal recolhe o plasma excedente dos hemocentros, ou seja, que não é usado em transfusões, trata o produto e envia para o fracionamento. Essa última etapa, que serve para isolar componentes do plasma, hoje é feita em farmacêutica na Europa.
 

A PEC cita o desperdício de bolsas de plasma como justificativa para a mudança na Constituição. A estatal afirma que não há mais perda de plasma, pois o produto obtido das coletas feitas no Brasil voltou a ser fracionado no exterior.
 

Depois deste fracionamento, a estatal recebe os medicamentos de volta, como a imunoglobulina, e distribui para atender parte da demanda do SUS.
 

A discussão sobre a PEC ocorre no momento em que a Saúde tem dificuldade de abastecer a rede pública com hemoderivados.
 

O Ministério da Saúde afirma que a estatal entrega 30% dos hemoderivados ofertados no SUS. O plano é produzir 80% destes produtos na Hemobrás em 2025, ano em que o governo espera concluir a fábrica da empresa.
 

O novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê investimentos de cerca de R$ 900 milhões no parque fabril da Hemobrás e na qualificação da rede de coleta de sangue no Brasil.
 

Nos últimos anos, a Saúde tem feito compras de mais de R$ 300 milhões por medicamentos não registrados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), feitos com plasma estrangeiro.
 

Esse medicamento é utilizado no tratamento de diversas doenças, entre elas o HIV e imunodeficiências. Desde 2018 o governo acumula compras frustradas e disputas na Justiça e no TCU por causa da imunoglobulina.

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