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Haddad evita cravar meta zero e diz que pode antecipar medidas de 2024 por ajuste fiscal

  • Por Nathalia Garcia e Lucas Marchesini | Folhapress
  • 30 Out 2023
  • 18:32h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) evitou, nesta segunda-feira (30), cravar a manutenção da meta de déficit zero em 2024 e disse que pode antecipar medidas de arrecadação de receitas previstas para o próximo ano para perseguir o ajuste fiscal.
 

O chefe da equipe econômica disse que precisará de apoio do Congresso Nacional e do Judiciário para cumprir o objetivo, ainda mais incerto depois de fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que "dificilmente" o governo alcançará essa meta.
 

"O que levei para o presidente foram os cenários possíveis, se tiver de antecipar medidas para 2024, eu encaminho. O meu papel é buscar o equilíbrio fiscal, farei isso enquanto estiver no cargo, não é por pressão do mercado financeiro, acredito que Brasil depois de dez anos precisa voltar a olhar para contas públicas", afirmou.
 

 

Haddad negou descompromisso do presidente com situação fiscal do país e disse que Lula não está sabotando a meta de zerar o déficit em 2024, mas constatando dificuldades por problemas de arrecadação herdados de governos anteriores.
 

"O presidente [Lula] não está sabotando. O que tá acontecendo é que presidente está constatando problemas advindos de decisões que podem ser reformadas, e as que não podem ser reformadas, serem saneadas", disse Haddad.
 

Na sexta-feira (27), a Folha de S.Paulo publicou um editorial intitulado "Lula sabota o país", destacando que o presidente cria problemas e força alta dos juros ao largar a meta de déficit zero.
 

"Não há por parte do presidente [Lula] nenhum descompromisso [com a meta fiscal], pelo contrário, se não estivesse preocupado com situação fiscal não estaria pedindo apoio da equipe econômica para orientação dos líderes [do Congresso Nacional]", afirmou o ministro.
 

As declarações foram dadas por Haddad em entrevista a jornalistas na sede da pasta, em Brasília, depois de encontro com o presidente Lula no Palácio do Planalto. Participou também da coletiva o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, que não se pronunciou.
 

Haddad listou duas medidas tomadas em 2017 e que, segundo ele, estão corroendo a arrecadação federal e provocando a erosão da base fiscal do país.
 

A primeira é uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que tirou o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. Nesse caso, prosseguiu Haddad, o problema é que a decisão retroagiu, criando créditos tributários para as companhias.
 

O ministro citou o exemplo de uma empresa de cigarros –sem dizer qual– que conseguiu um crédito tributário de PIS/Cofins de R$ 4,8 bilhões. "O consumidor pagou o PIS/Cofins, a empresa recolheu para a Receita, e a Justiça está mandando devolver o tributo não para o consumidor, mas para a empresa que não pagou esse tributo", disse.
 

A segunda medida foi tomada pelo Congresso Nacional e permitiu o abatimento da base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das subvenções concedidas pelos estados.
 

De acordo com Haddad, houve um salto de R$ 39 bilhões em 2017 para R$ 200 bilhões projetados para 2023 a menos na conta por conta disso, com impactos negativos sobre as parcelas dos fundos de participação dos estados e dos municípios.
 

"Os três Poderes precisam estar cientes do que está acontecendo", disse Haddad, destacando que a arrecadação do governo federal vem sofrendo enorme prejuízo, mesmo com a melhora do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
 

Segundo o ministro, Lula pediu para o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) convocar uma reunião com os líderes no Congresso para que seja apresentado o cenário de erosão fiscal aos parlamentares. Haddad também já discutiu as pautas fiscais no STF com o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
 

Em café com jornalistas no Palácio do Planalto na sexta, o presidente Lula disse que a meta fiscal não precisa ser de déficit zero, como quer Haddad, e que "dificilmente" o governo alcançará esse objetivo –o que provocou disparada das taxas de contratos de juros futuros.
 

Logo após a declaração do presidente, o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), relator do projeto de diretrizes orçamentárias para 2024, disse à Folha de S.Paulo entender a fala como um comando para que a mudança seja sacramentada no Congresso Nacional.
 

O parlamentar afirmou também que a fala do chefe do Executivo coloca o ministro da Fazenda "num certo constrangimento" na medida em que a autoridade máxima do país admite que a meta traçada para o próximo ano não é factível.
 

Segundo interlocutores do governo ouvidos pela Folha de S.Paulo, a declaração de Lula pegou membros do Executivo de surpresa, inclusive da equipe econômica, com quem não houve qualquer tipo de combinado prévio.
 

A fala do presidente acendeu um alerta porque ocorreu no momento em que a Fazenda tenta negociar maior celeridade na aprovação de medidas cruciais para equilibrar o Orçamento do ano que vem. 

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‘Comecem a falar sobre violência dentro das igrejas’, pede Carlinhos Maia após morte de cantora gospel

  • Bahia Notícias
  • 30 Out 2023
  • 14:19h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

O influenciador digital Carlinhos Maia usou as redes sociais para lamentar a morte da cantora gospel Sara Mariano, que estava desaparecida desde a última terça-feira (24) e foi encontrada parcialmente carbonizada no sábado (28), na região de Dias D’Ávila, Região Metropolitana de Salvador. 

 

No Instagram, o blogueiro criticou as igrejas e as preocupações, afirmando que pouco se fala sobre feminicídio. “É só sobre homosexualismo, é só sobre dízimos, é só sobre…Meu Deus! E sobre a violência doméstica? Onde as fiéis vivem apanhando desses escrotos que usam a palavra de Deus para exercer esse poder exacerbado sobre a vida de outra pessoa, sobre a liberdade de outra pessoa. Até quando não vai ser falado sobre violência doméstica dentro das igrejas”. 

 

No desabafo, Carlinhos fez um apelo para que o assunto comece a ser abordado pelos religiosos em uma tentativa de reduzir casos como o de Sara. “Vai só falar de quem vai pro inferno, de quem vai descer? Aos pastores, aos padres: comecem a falar de violência doméstica dentro das igrejas! Comecem a falar sobre isso! Uma cantora gospel foi carbonizada pelo próprio marido que vivia dentro da igreja e além de tudo ela era pastora também! Espero que nesse caso essa mulher não tenha perdido a vida em vão, espero do fundo do coração”.

 

SOBRE O CASO

Sara Mariano foi dada como desaparecida na terça-feira (24), após entrar em um carro em Dias D’Ávila. Nas redes sociais, Sara afirmava que teria ido para um evento na região, no entanto, Ederlan Mariano, seu companheiro, não tinha informações sobre o paradeiro da esposa.

 

Ederlan foi preso pelo crime na madrugada do sábado (28), após confessar ter matado a esposa. 

 

A polícia ainda não sabe de que forma Sara Mariano foi assassinada. O corpo da cantora foi encontrado parcialmente carbonizado. Apenas laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) podem apontar se e como ela foi assassinada antes de ter o corpo carbonizado, ou se foi queimada viva.

 

A família, que é do Maranhão, aguarda a liberação do Instituto Médico Legal para velar o corpo. Sara Mariano deixou uma filha de 11 anos, fruto do relacionamento de 13 anos com Ederlan.

Atriz Mariana Rios tem casa invadida e artigos de luxo furtados: "Várias coisas de valor foram roubadas"

  • Bahia Notícias
  • 30 Out 2023
  • 09:27h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

A Atriz Mariana Rios revelou, neste domingo (29), que sua casa em São Paulo foi furtada neste sábado (28). De acordo com um publicação da artista nos stories do instagram, vários itens foram roubados, como bolsas de luxo, jóias e sapatos, além de dinheiro.

 

"Minha casa em São Paulo foi assaltada ontem (28) à tarde. Eles entraram num momento em que não havia ninguém na casa. Várias coisas de valor foram roubadas", disse ela. A atriz contou que a polícia já está com as imagens e investigando o caso. Ela ainda pediu ajuda das marcas de luxo dos itens que foram levados, para caso elas tenham alguma informação.

 

Por fim, Mariana agradeceu por não estar na residência no momento em que foi invadida. "Muito ruim ver imagens de pessoas invadindo sua casa, roubando o que você comprou e conquistou com seu trabalho, mas agradeço a Deus por não estar lá e ter sido poupada de um trauma maior", finalizou.

Soldados brasileiros-israelenses dizem 'lutar pela casa', não contra palestinos

  • Por Mayara Paixão | Folhapress
  • 30 Out 2023
  • 07:17h

Soldado Moti S., do Exército de Israel. Foto: Arquivo Pessoal/Bahia Notícias

Nas fileiras das Forças de Defesa de Israel, uma característica perene do Estado de 75 anos se torna ainda mais evidente na atual guerra contra o grupo terrorista Hamas: a imigração.
 

Judeus que nasceram em outros países e depois emigraram à nação do Oriente Médio hoje são soldados que refletem no Exército o perfil nada incomum de dupla nacionalidade dos cidadãos locais.
 

Entre eles, os brasileiros. Moti, 32, de São Paulo, fez em 2010 a aliá —termo que se refere à migração de judeus a Israel, num processo que a comunidade judaica chama de retorno à sua terra de origem. No país, prestou o serviço militar obrigatório e entrou para os reservistas. Até que foi convocado, como outros 300 mil, no último 7 de outubro.
 

"Ninguém pensou em voltar ao Brasil para se esconder ou para fugir de uma situação tão difícil", diz o paulista, cujo sobrenome não foi compartilhado a pedido do Exército por segurança. "Todos têm plena convicção na ideia de que estamos lutando pela nossa casa."
 

 

O brasileiro-israelense que vive no país com a esposa e os filhos atua na unidade da Defesa que, segundo sua própria descrição, trabalhou na expulsão de membros do Hamas do território israelense e recolheu corpos de vítimas dos terroristas nos kibutzim, comunidades ao sul.
 

"Mesmo nos treinando durante tantos anos, nada nos preparou para ver tamanha atrocidade", diz ele. "Lembramos os números de mortos de 1948 [1ª guerra árabe-israelense], 1967 [Guerra dos Seis Dias] e 1973 [Guerra do Yom Kippur], mas eram principalmente soldados. Agora, eram civis inocentes que estavam nas suas casas."
 

"Durante todos os dias na fé judaica a gente lembra da terra de Israel", diz Moti ao relembrar sua ascendência. "Minha família foi expulsa da Judeia [forma como Israel se refere à atual Cisjordânia] e, então, foi para a Península Ibérica, de onde também foi expulsa pela inquisição. De lá, foram para a antiga Iugoslávia, onde os meus bisavós foram assassinados na Segunda Guerra Mundial."
 

Como Moti, a brasileira-israelense Ruth, 42, também compõe o perfil de dupla nacionalidade que forma as fileiras do Exército local, mas há muito mais tempo: a mineira está nas Forças de Defesa há mais de duas décadas, desde que ingressou no serviço militar obrigatório.
 

Ruth emigrou aos 13 anos a Israel com a mãe. A hoje sargento comanda um laboratório de controle de qualidade de produtos usados, por exemplo, em aviões do Exército e em especial no Iron Dome (redoma de ferro), o principal sistema antimísseis de Israel.
 

"Não sou uma soldado de combate, mas o que meus soldados fazem garante que os aviões funcionem", diz ela. "Toda vez que assino a liberação de um produto, sinto o peso dessa responsabilidade."
 

"O Iron Dome, no final das contas, protege também a minha casa. Se eu fizer alguma coisa errada e ele não funcionar, significa que também a minha mãe, como os demais civis, não vai estar protegida."
 

Para Ruth, a segunda guerra entre Israel e Líbano, em 2006, também foi extremamente impactante no dia a dia. Mas nada comparado ao atual conflito. "Tenho mais ou menos 15 soldados abaixo de mim, e também tenho de estar forte e dar a eles um lugar para se abrir. Muitos são novos imigrantes, estão aqui há dois anos", diz a sargento, que desenvolve um projeto para ajudar imigrantes a aprenderem hebraico.
 

"As imagens que tenho da Polônia, quando visitei o campo de concentração de Auschwitz com o Exército, e as que tenho do sábado negro [maneira como se refere aos ataques do Hamas em 7 de outubro] são muito parecidas", diz ela, que quando esteve no mais conhecido campo de concentração da história encontrou o nome de vários de seus antepassados em uma lista de judeus ali mortos por nazistas.
 

"O objetivo é o mesmo: desmanchar Israel. Se tem uma coisa que o Holocausto nos ensinou é que o povo precisa de Israel. A luta é pela casa, não é mais uma discussão política sobre um pedaço de terra para eles, outro para nós", diz à reportagem.
 

Por motivos também ligados à segurança, as Forças de Defesa de Israel se negam a fornecer dados sobre soldados com dupla cidadania. Mas observar o perfil demográfico geral do país ajuda a ilustrar o peso da migração: calcula-se que, em 2020, quase 21% da população local (1,8 milhão à época) tivessem vindo do exterior, sendo a maioria (mais de 40%) de ex-repúblicas soviéticas.
 

Dados mais atualizados são difíceis de obter. O centro oficial de estatísticas de Israel está inacessível. Em sua página oficial, o aviso: devido à situação atual de segurança (a guerra Hamas-Israel), o site estará bloqueado temporariamente para usuários do exterior.
 

Com apoio da Agência Judaica, órgão patrocinado pelo governo em Tel Aviv, mais de 76 mil judeus de todo o mundo fizeram a aliá apenas em 2022 —estão entre eles judeus ou filhos e netos de judeus que têm a migração facilitada pela chamada Lei do Retorno. O Brasil foi a segunda principal origem na América Latina, com 405 judeus que fizeram a migração, atrás da Argentina (1.059).
 

São pessoas majoritariamente na faixa etária de 20 anos que, como Moti, emigram ainda na idade de ingressar no serviço militar obrigatório. "Essa guerra, essa luta, é para destruir o Hamas e os terroristas para que eles nunca mais possam ferir ou amedrontar, causar qualquer mal contra a população israelense —os judeus e os árabes", diz ele. "Não é uma luta contra o povo palestino."
 

A reportagem perguntou ao soldado se há um dilema moral relacionado às mortes de civis documentadas em Gaza. A pedido da comunicação do Exército, ele não respondeu, sob o argumento de que o soldado representa a corporação, não apenas a si próprio.
 

"Gostaríamos de viver em paz e harmonia com qualquer um que quiser morar aqui", afirma Moti.

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Meta fiscal em xeque e piora no cenário externo limitam ciclo de cortes nos juros

  • Por Nathalia Garcia | Folhapress
  • 29 Out 2023
  • 08:11h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Com a piora do cenário externo e a ampliação da incerteza fiscal pela fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a meta fiscal, o mercado financeiro vê espaço limitado para a queda dos juros durante o atual ciclo de cortes da taxa básica (Selic).
 

No curto prazo, os economistas apostam que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central não deve alterar sua estratégia. Há consenso de que será feito, na próxima quarta-feira (1º), um novo corte de 0,5 ponto percentual, o que levaria a Selic para 12,25% ao ano.
 

As incertezas se concentram no cenário à frente. A declaração de Lula de que a meta fiscal de 2024 não precisa ser zero e que "dificilmente" o governo alcançará esse objetivo provocou disparada das taxas de contratos de juros futuros.

Os analistas, contudo, já estavam colocando a meta fiscal em xeque muito antes da fala do chefe do Executivo e embutindo isso nas projeções para a trajetória da Selic nos próximos meses –agora incorporando também a deterioração do ambiente internacional.
 

Caio Megale, economista-chefe da XP e ex-assessor no Ministério da Economia, se diz mais otimista no curto prazo e pessimista no médio prazo. Ainda neste ano, ele espera notícias positivas para o cenário doméstico, com recuo da inflação. No entanto, considera que esse alívio será passageiro.
 

Em setembro, o índice oficial de inflação –IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)– subiu menos do que o esperado e, no acumulado em 12 meses, ficou em 5,19%. A tendência para outubro mostrada pelos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é de desaceleração.
 

"Não tem nenhum risco de ele [BC] pensar em parar de cortar juro no curto prazo. Na minha visão, seria mais provável um corte de 0,75 [ponto percentual] do que de 0,25 em algum momento, para reunião de dezembro ou janeiro", diz Megale.
 

"Para o curto prazo, tem a pista livre. Mas, em algum momento à frente, freia o espaço para cortes, com o fiscal mais incerto e juros mais altos lá fora", acrescenta.
 

Para o economista, a incerteza fiscal não terminará com a votação do Orçamento de 2024 e vai se estender até a divulgação do primeiro relatório bimestral de avaliação das receitas e despesas primárias, em março do ano que vem, quando será analisada a necessidade de impor ou não um freio bilionário nos gastos.
 

Nos cálculos do mercado, a perseguição da meta de zerar déficit poderia levar o governo Lula a bloquear R$ 53 bilhões no início de 2024. O valor exato do aperto só seria conhecido com dados mais concretos sobre a evolução da arrecadação e o avanço ou não das medidas de recomposição de receitas enviadas ao Congresso Nacional.
 

"Quando tiver a primeira revisão bimestral e mostrar que o fiscal está mais incerto –provavelmente vai estar mais para déficit de 1% do PIB [Produto Interno Bruto] do que para equilíbrio [das contas públicas]–, é possível que o Banco Central dê uma desacelerada e pare [de cortar juros] para observar", projeta Megale.
 

No café da manhã em que dispensou a necessidade de déficit zero no ano que vem, Lula também defendeu medidas para enfrentar a desaceleração internacional em 2024. "Obviamente nós sabemos que o ano que vem se apresenta como um ano difícil por conta da queda de investimento da China, a queda do crescimento da China e o aumento da taxa de juros americanos", afirmou o presidente.
 

O risco de expansão fiscal no próximo ano em decorrência da desaceleração da atividade econômica é um ponto de atenção para Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter.
 

"A atividade [econômica] fraca pode trazer de volta a especulação de políticas anticíclicas [ações que buscam expandir a economia em um momento de retração], o que a gente não acha que é apropriado no momento em que a inflação começa a convergir para a meta com mais clareza, mas a gente entende que o governo flerta com esses gastos fiscais", afirma.
 

Ela ressalta que o aumento na oferta de crédito subsidiado atrapalharia o processo de queda de juros e discorda da decisão da autoridade monetária de ter retirado a questão fiscal do seu balanço como um fator de risco de alta para inflação.
 

Apesar do alerta, Vitória considera que o BC ainda tem um grande espaço para cortes da Selic nas próximas reuniões e diz que um ritmo moderado de queda de 0,5 ponto percentual é compatível com um cenário interno de inflação menor e risco externo maior.
 

Desde o último encontro do Copom, em setembro, a rentabilidade dos treasuries –títulos do Tesouro dos Estados Unidos– disparou, os juros nos países desenvolvidos continuaram subindo e eclodiu o conflito entre Israel e Hamas, o que pode encarecer o petróleo e impulsionar a inflação global.
 

Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, considera que o cenário internacional pode gerar "algum incômodo" para o BC e ressalta que os juros futuros no Brasil acompanharam o movimento de alta dos pares americanos.
 

"O mercado está falando o seguinte: com esse cenário externo, com essa piora lá fora, treasuries [títulos do Tesouro americano] subindo, o espaço para cortar juro no Brasil diminui", disse.
 

"Isso pode gerar um incômodo no BC no sentido de cortar a Selic no momento em que a curva longa está mais pressionada. Vai ser interessante ver como o Banco Central vai se posicionar perante essa alteração no cenário global", continuou.
 

Na visão dele, as economias emergentes –inclusive o Brasil– precisarão aprender a conviver com os juros americanos elevados por mais tempo. Para Salles, esse contexto deve fazer o Copom reconhecer em seu comunicado que o cenário está mais desafiador.
 

Mas ele pondera que a guerra no Oriente Médio até o momento teve um impacto pequeno nos mercados globais. E, com base nas mais recentes comunicações da cúpula do BC, não vê mudanças significativas que levem o colegiado a alterar seu plano de voo.
 

Para Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, um corte de 0,25 ponto percentual da Selic seria "tecnicamente mais adequado" em um momento de mais cautela e de deterioração das condições globais.
 

No entanto, ela espera que o BC opte por uma nova queda de 0,5 ponto percentual devido à grande pressão política do governo Lula por um maior afrouxamento monetário.
 

A especialista diz também que gostaria de ver divergência nos votos dos membros do colegiado do BC, o que sinalizaria ao mercado a preocupação da autoridade monetária com o atual cenário global.
 

"Caso a gente não tenha essa divergência, isso vai indicar que o BC está muito mais voltado para um desejo de uma queda rápida sem balancear muito os riscos em um ambiente de incerteza. Talvez não tenhamos unanimidade. Isso não significa que o [grupo] pró-governo não vá levar a melhor", diz.   

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Gasolina cai menos do que o esperado após corte nas refinarias da Petrobras

  • Por Nicola Pamplona | Folhapress
  • 28 Out 2023
  • 14:29h

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros caiu R$ 0,05 por litro esta semana com repasses do corte promovido pela Petrobras em suas refinarias no último sábado (21). Foi a nona semana consecutiva de recuo.
 

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o litro da gasolina comum foi vendido, em média, a R$ 5,69, esta semana. O repasse ainda é inferior aos R$ 0,09 por litro esperados pela Petrobras.
 

Com a sequência de quedas, o preço da gasolina no país volta a patamares de agosto, antes do último aumento da Petrobras. Mesmo antes do repasse desta semana, o produto já vem ajudando a conter a inflação, com forte contribuição na desaceleração do IPCA-15.
 

O mercado avalia que o corte anunciado pela Petrobras na semana passada deve ajudar a levar a inflação para abaixo do limite de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central para 2023, de 4,75%.
 

 

Também refletindo o ajuste feito pela estatal, o preço médio do diesel S-10 subiu R$ 0,07 por litro esta semana, para R$ 6,25. O repasse integral previsto pela empresa era de R$ 0,22 por litro. Com a alta, o combustível é vendido pelo maior preço desde fevereiro.
 

Fundamental para o transporte de cargas no país, o diesel vem sendo pressionado no mercado internacional por paradas em refinarias nos últimos meses, pela suspensão temporária de exportações russas e pela proximidade com o inverno no Hemisfério Norte.
 

Na abertura do mercado desta sexta-feira, o preço do diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava R$ 0,21 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). Na gasolina, a diferença era de R$ 0,11 por litro.
 

A manutenção desse cenário pode criar complicações para o governo no início de 2024, quando os impostos sobre os combustíveis têm previsão de alta. Em janeiro, está prevista a retomada da cobrança de PIS/Cofins sobre gasolina e diesel.
 

E, em fevereiro, haverá aumento do ICMS, segundo despachos publicados pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) nesta quinta (26). São os primeiros aumentos desde que o imposto passou a ser cobrado em alíquota única nacional.
 

O ICMS da gasolina subirá R$ 0,15, para R$ 1,37 por litro. No diesel, a alta será de R$ 0,12, para R$ 1,06 por litro. Já a alíquota do gás de cozinha foi definida em R$ 1,41 por quilo, aumento de R$ 0,16 em relação ao vigente atualmente -em um botijão de 13 quilos, a diferença é de R$ 2,08.
 

De acordo com a ANP, o preço do etanol hidratado caiu R$ 0,04 por litro esta semana, pata R$ 3,57 por litro. A persistência do etanol em patamares reduzidos reduziu a obrigação da Petrobras em garantir importações de gasolina, que teve impacto em suas contas no segundo trimestre.
 

No terceiro trimestre, a perda de competitividade em relação ao etanol reduziu as vendas de gasolina da Petrobras em 4,1%, na comparação com o trimestre anterior. As importações do combustível pela estatal caíram 21,2% no período.

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Gusttavo Lima anuncia fim do ‘Buteco’; artista fará turnê de despedida

  • Bahia Notícias
  • 28 Out 2023
  • 12:14h

Fonte: Reprodução Instagram

O cantor Gusttavo Lima anunciou, nesta sexta-feira (27), o fim do evento ‘Buteco’. De acordo com o jornalista Léo Dias, o artista se prepara para rodar, mais uma vez, o país, com a turnê de despedida do evento em 2024. 

O ‘Boteco’ foi realizado por sete anos, tendo passado por mais de 23 capitais do Brasil e pela cidade de Boston, nos Estados Unidos. 

Ainda de acordo com o jornalista, diferente dos projetos já realizados no Brasil e nos Estados Unidos, nos quais o cantor convidou vários artistas para verdadeiros festivais, os shows do ano que vem serão feitos puramente por Gusttavo Lima.  

 

Lula prometeu nos tirar de Gaza, diz brasileiro após conversa com presidente

  • Por Renan Marra | Folhapress
  • 27 Out 2023
  • 06:59h

Foto: Reprodução /Bahia Notícias

Encurralado na Faixa de Gaza há quase três semanas, Hasan Rabee, 30, disse ter ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (26), a promessa de que será repatriado para o Brasil.
 

Rabee está na cidade de Khan Yunis, no sul do território palestino, e enfrenta o horror das bombas com medo e angústia desde o último dia 7, quando a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas explodiu. Ele conversou com o presidente por videochamada, após fazer apelos pelo seu resgate e de seus familiares.
 

Segundo Rabee, o presidente Lula disse que está fazendo o máximo possível para retirar os brasileiros de Gaza. Os esforços incluem tratativas com lideranças de Egito, Qatar e Irã, além de Israel, para abertura de um corredor humanitário na passagem de Rafah, ao sul, e a retirada dos cidadãos inscritos no Itamaraty.
 

O Escritório de Representação do Brasil em Ramallah, na Cisjordânia, divulgou na terça que 32 pessoas estavam inscritas para repatriação em Gaza. O grupo era formado por 22 brasileiros, 7 palestinos em processo de imigração e 3 palestinos que querem acompanhar seus parentes próximos. Do total, 16 estavam na cidade de Khan Yunis (9 crianças, 5 mulheres e 2 homens), e outros 16, no posto fronteiriço de Rafah (8 crianças, 4 mulheres e 4 homens).
 

 

Palestino com cidadania brasileira, Rabee disse que Lula também prometeu levar para o Brasil sua mãe e as duas irmãs. O presidente teria garantido ainda que o processo de documentação para todos os familiares de brasileiros será facilitado. Apesar dos esforços, não há, por ora, qualquer perspectiva para que o grupo consiga deixar o território palestino.
 

Rabee gravou um vídeo no último domingo (22) pedindo ajuda ao governo brasileiro para que seus familiares também sejam resgatados. "Absurdo eu chegar lá [no Brasil] e minha mãe ficar aqui [em Gaza] há vários dias sem água, sem luz, sem nada. Ela vai ficar sofrendo", disse ele. "Parece que a metade do corpo sai, e a outra metade fica."
 

O brasileiro também afirmou na gravação que havia bombas caindo "por todos os lados". "No norte, no sul, não faz diferença nenhuma. Até escolas da ONU são bombardeadas", disse Rabee. No último dia 13, o governo israelense deu um ultimato para que todos os moradores no norte do território, onde está metade da população total, fossem para o sul, numa indicação de que Tel Aviv prepara uma invasão terrestre.
 

Rabee conta que só tem alimentação e gás para mais três dias. "[O governo] manda recursos, mas não conseguimos achar as coisas, então não adianta", afirma.
 

Não é a primeira vez que o palestino vive momentos de terror na região. Nascido em Gaza, Rabee teve de fugir do território em 2014, quando as forças israelenses lançaram a operação Margem Protetora para destruir foguetes e túneis usados pelos terroristas. Em 50 dias de confronto, 2.270 palestinos e 82 israelenses morreram.
 

Rabee então veio para o Brasil, onde recebeu o status de refugiado e arrumou emprego na cidade de São Paulo como vendedor de acessórios para celulares. No fim do mês passado, voltou a Gaza pela primeira vez desde então, mas acabou encurralado após o início do conflito.
 

Além de Lula, o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, participou da conversa, que durou dez minutos. Rabee disse ter recebido orientações para não fazer gravações ou capturar imagens.
 

Em nota, o governo Lula disse que conversou com brasileiros em Gaza sobre a operação de repatriação montada pelo país. "O presidente Lula [...] ressaltou que serão feitos todos os esforços possíveis para que voltem e permaneçam no Brasil em segurança. Assegurou que manterá o avião presidencial a postos no Cairo, para ser acionado assim que a fronteira for aberta, e que ampla operação de acolhimento está montada no Brasil", disse a Secom, em nota.
 

Os ataques terroristas mataram cerca de 1.400 pessoas, e a retaliação israelense passou das 7.000 vítimas nesta quinta, segundo os palestinos. As Forças de Defesa de Israel ( IDF) dizem ter matado e ficado com os corpos de ao menos mil terroristas. O Hamas não se pronunciou sobre a ação desta quinta.

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Em 2008, Lula afastou cúpula da Abin por grampos ilegais em ministros do STF e anunciou medidas que não se concretizaram

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 26 Out 2023
  • 15:32h

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na última terça-feira (24), o governo federal exonerou o secretário de Planejamento e Gestão da Agência Brasileira de Inteligência, Maurício Fortunato Pinto, investigado pela Polícia Federal sobre uso de programa espião pelo órgão. Pinto, considerado o número 3 na hierarquia da agência, figura entre os principais envolvidos no monitoramento ilegal de jornalistas, advogados, políticos e adversários do governo Bolsonaro.

 

A Operação Última Milha da Polícia Federal, que veio a público na última sexta (20), investiga o uso ilegal de um sistema secreto de monitoramento da localização de pessoas por meio dos sinais de celular. Esse monitoramento, realizado por meio de uma ferramenta chamada “FirstMile” comprada por R$ 5,7 milhões de reais sem licitação no governo Temer, foi utilizada durante os três primeiros anos do governo Bolsonaro. Segundo a PF, ministros do Supremo Tribunal Federal também teriam sido vigiados pelo sistema.

 

Escândalos sobre atividades ilegais de agentes da Abin não são novidade em governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo mandato de Lula, no início de setembro de 2008, o então presidente determinou o afastamento da cúpula da Abin, inclusive do diretor Paulo Lacerda, por envolvimento em investigações sobre grampo ilegal feito nos telefones de ministros do STF.

 

 

Na ocasião, a Presidência da República explicou que o afastamento da direção da Abin foi determinada para assegurar a transparência do inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar a responsabilidade pelos grampos ilegais. Lula também determinou ao Ministério da Justiça a elaboração de projeto de lei para agravar a punição administrativa e penal aos agentes públicos responsáveis por interceptações telefônicas ilegais. O projeto não chegou a avançar na Câmara.

 

Outra medida anunciada na época por Lula foi a de pedir urgência ao Congresso Nacional para a aprovação do Projeto de Lei 3.272/08, de autoria do Poder Executivo, que tinha por objetivo modificar as regras de escutas telefônicas. O projeto, entretanto, se perdeu em meio a pedidos de apensamento a outras proposições, e jamais foi votado.

 

Na época em que veio à tona o escândalo dos grampos da Abin, três ministros do STF cobraram uma resposta enérgica do governo Lula contra as escutas ilegais feitas no tribunal. O monitoramento foi feito inclusive nos telefones do então presidente do STF, Gilmar Mendes. 

 

Em reunião naquele mesmo dia em que Lula exonerou a cúpula da Abin, os ministros do STF se reuniram afirmaram que seria preciso buscar “uma solução definitiva para o problema de escutas, vazamentos e outras ações típicas de um Estado Policial”.

 

As escutas ilegais foram denunciadas em edição da revista Veja no final de agosto de 2008. Logo após a exoneração da diretoria da Abin, os ministros do STF afirmaram que não seria possível aceitar apenas o anúncio de investigações profundas “sem que haja soluções concretas para coibir as ações ilegais”.

 

Como foram sendo abandonadas aos poucos as medidas para buscar a “solução definitiva para o problema de escutas”, o governo Lula vive novamente uma crise por conta de monitoramentos ilegais por parte da Abin. Neste caso recente, assim como no anterior, Lula demitiu o número 3 da hierarquia da agência e mais dois diretores do órgão. Os dois servidores da agência presos pela PF, Eduardo Arthur Izycki e Rodrigo Colli, foram demitidos.

 

Desta vez, ao contrário de 2008, o Palácio do Planalto não anunciou iniciativas políticas para impedir o monitoramento ilegal sobre autoridades, jornalistas ou mesmo cidadãos comuns.

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Inep diz que analisa locais de prova do Enem após reclamações de candidatos

  • Por Folhapress
  • 26 Out 2023
  • 11:32h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Após reclamações de candidatos do Enem 2023 (Exame Nacional do Ensino Médio) sobre locais de prova longe de onde vivem, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) afirmou, nesta quarta-feira (25), que irá analisar a situação.
 

O instituto, em nota, afirma verificar a definição feita pelo Cebraspe (Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos) dos locais de prova. O Cebraspe foi o vencedor da licitação para aplicação do Enem deste ano.
 

"O Inep adotará as medidas necessárias para que todos os participantes inscritos façam as provas desta edição de acordo com as previsões estabelecidas nos normativos que regulam a aplicação do exame", diz o instituto.
 

 

A reportagem tentou contato com o Cebraspe na noite desta quarta, mas, até o momento, não houve resposta.
 

Os locais de prova do Enem 2023 foram divulgados na terça-feira (24). Em seguida, diversas reclamações sobre os lugares de aplicação surgiram nas redes sociais.
 

As reclamações se concentram na distância dos locais para onde foram alocados. Hugo Tonholi, que fará o exame neste ano, é um deles.
 

"Eu moro no Grajaú, Jardim Reimberg [zona sul de São Paulo], porém, me colocaram para fazer a prova na Unip Anchieta, região do Sacomã, sendo que tem vários polos perto de mim", reclama.
 

De acordo com o Google Maps, a distância de carro dá cerca de 44 km, percorrida em 2 horas. De transporte público o tempo aumenta para entre 2h35 e 2h50 dependendo do itinerário.
 

As queixas ganharam as redes sociais. Uma pessoa do Rio de Janeiro olhou a distância até o local do exame e encontrou, como resposta, 44 km. "ALÔ @inep_oficial 44KM de distância da minha casa e perigoso, zona oeste está em guerra, logo em SANTA CRUZ", postou a "fofoqueira de berço", nome usado na rede X (antigo Twitter) pela reclamante.
 

A situação, inclusive, levou a "fofoqueira de berço" a postar um tutorial sobre como reclamar para o Inep sobre o local de prova.
 

Nas redes, as reclamações geraram memes.
 

Um dos reclamantes citou o Ponto Nemo, local no oceano tido como o mais distante da terra firme e também conhecido como cemitério de naves espaciais.
 

Gil do Vigor, economista e participante do Big Brother Brasil 21, veiculado pela Globo em 2021, comentou, em suas redes sociais, sobre a divulgação dos locais de prova e aconselhou: "O site tá um tiquinho instável mas não desistam! Já façam o cálculo da distância do seu local de prova com o local que você mora e coloquem bastante tempo de sobra pra não atrasar, pelo amor de Deus, visse!"
 

O exame ocorre nos dias 5 e 12 de novembro.
 

Os portões abrem às 12h e fecham às 13h nos dois dias. As provas começam às 13h30, e terminam, no primeiro, dia, às 19h, e no segundo, às 18h30.
 

O horário de referência é o de Brasília, então é preciso calcular a hora nos outros fusos do país.
 

O exame terá quatro provas objetivas --cada uma com 45 questões-- e uma redação. Para levar o caderno para casa, é preciso sair nos últimos 30 minutos de prova.
 

No primeiro dia, serão aplicadas as provas de Linguagens --que inclui português ou espanhol de acordo com a inscrição do candidato, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e a redação.
 

No segundo, os candidatos fazem as de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.

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Ministros atuam para tentar mitigar guerra entre Abin e PF, diz coluna

  • Bahia Notícias
  • 26 Out 2023
  • 09:24h

Foto: Agência Brasil

Ministros do Palácio do Planalto vêm atuando, nos bastidores, para mitigar a guerra velada entre as atuais cúpulas da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Polícia Federal.


De acordo com a coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, a disputa se intensificou na semana passada, após a PF realizar uma operação contra servidores da Abin para investigar o uso de um sistema de espionagem ilegal de celulares por meio de geolocalização.


A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da agência. Um dos alvos das buscas foi a própria sede da Abin, em Brasília, o que irritou muito a cúpula do órgão.

 

Depois da operação, integrantes da Casa Civil, pasta à qual a Abin está subordinada, detectaram uma nova investida da atual cúpula da PF para tentar derrubar integrantes da direção da agência.


ALVOS DA PF

O principal alvo seria o diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti, escolhido para o cargo pelo chefe da agência, Luiz Fernando Corrêa. Ambos são delegados da PF, mas de grupos diferentes da atual cúpula da corporação.


Moretti já tinha sido alvo de ofensiva em março, quando foi nomeado para a Abin. O principal argumento para tentar derrubá-lo era o de que seria próximo de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.


O delegado foi braço-direito de Torres na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Ele ocupou o cargo de secretário-executivo na primeira gestão de Torres à frente da pasta, entre 2019 e 2021.


Diante da pressão detectada, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, avisou nos últimos dias que não pretende demitir nem Luiz Fernando, nome escolhido diretamente por Lula, nem Moretti.


O único “sacrificado” foi Paulo Maurício Fortunato, então número 3 da Abin. Afastado do cargo pelo STF no mesmo dia da operação da PF, Fortunato foi demitido pelo Planalto.

Brasil tem 1,5 milhão de pessoas trabalhando em aplicativos de serviços e 7,4 milhões em teletrabalho, diz IBGE

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 25 Out 2023
  • 18:15h

Foto: Divulgação internet

Ao final do ano de 2022, o Brasil contava com 7,4 milhões de pessoas atuando em teletrabalho no país, e cerca de 1,5 milhão de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços. Esses dados foram revelados na manhã desta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Segundo o IBGE, a quantidade de pessoas atuando em teletrabalho no País representa 7,7% do total de brasileiros ocupados que não estavam afastados do trabalho (96,7 milhões). Já a quantidade de pessoas trabalhando em plataformas digitais e aplicativos de serviços equivalem a 1,7% da população ocupada no setor privado.

Das cerca de 1,5 milhão de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais, 52,2% delas (ou 778 mil) exerciam o trabalho principal por meio de aplicativos de transporte de passageiros, em ao menos um dos dois tipos listados (de táxi ou não). Já 39,5% (ou 589 mil) eram trabalhadores de aplicativos de entrega de comida, produtos etc., enquanto os trabalhadores de aplicativos de prestação de serviços somavam 13,2% (197 mil).

 

 

Em relação aos dados sobre a quantidade de brasileiros atuando em teletrabalho, o IBGE destacou que se valeu, para fazer a pesquisa, da classificação utilizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o trabalho remoto. Nessa modalidade, o trabalho é realizado em um local alternativo, que pode ser o próprio domicílio ou outro local, com a utilização de equipamentos de tecnologia da informação e comunicação (TIC), como computadores, telefones e tablets para realizar as tarefas do trabalho.

 

Seguindo a classificação da OIT, o IBGE estimou em 9,5 milhões o número de pessoas que exerceram trabalho remoto até o final de 2022, o que representava 9,8% do total de ocupados que não estavam afastados do trabalho. A partir desses dados é possível observar que, no ano passado, havia 2,1 milhões que estavam em trabalho remoto, mas não estavam em teletrabalho, pois não usavam equipamentos de TIC para realizar as tarefas laborais. Essa diferença levou à conclusão de que 7,4 milhões de pessoas atuavam em teletrabalho no país até o final de 2022.

 

No relatório sobre teletrabalho, o IBGE verificou que quando considerado o universo dos ocupados em teletrabalho, a maioria era homem (51,2%), enquanto 48,8% eram mulheres. Quase metade dos teletrabalhadores (49,6%) tinha de 25 a 39 anos de idade e 35,4% tinham de 40 a 59 anos. Somadas, essas faixas etárias respondiam por 85,0% do total. A ampla maioria (63,3%) dos ocupados que trabalhavam remotamente com equipamentos de TIC era branca (63,3%). A proporção de pretos e pardos era bem menor: 7,7% e 27,1%, respectivamente.

 

Em relação à distribuição, pelo País, dos trabalhadores por aplicativos de transporte particular de passageiros (excluindo os de táxi), a região Norte se destacou por ter a maior proporção deles: 61,2%, ou 14% a mais que a média nacional. A região também foi a que marcou a menor proporção de pessoas que trabalhavam com aplicativos de serviços gerais ou profissionais, 5,6%, menos da metade do índice no país. Esse tipo de aplicativo, aliás, se concentrava no Sudeste, com 61,4% do total dos plataformizados ocupados nessas plataformas.

 

De acordo com o IBGE, a maioria dos trabalhadores plataformizados eram homens (81,3%), em uma proporção muito maior que a média geral dos trabalhadores ocupados no setor privado (59,1%). O grupo de 25 a 39 anos correspondia a quase metade (48,4%) das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais.

 

A pesquisa mostrou ainda que cerca de 77,1% dos plataformizados eram trabalhadores por conta própria, contra 29,2% para os não plataformizados (29,2%). Entre os grupamentos de atividade, 67,3% dos plataformizados atuavam em Transporte, armazenagem e correio e 16,7% em Alojamento e alimentação.

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Lula chama guerra no Oriente Médio de genocídio

  • Por Marianna Holanda | Folhapress
  • 25 Out 2023
  • 13:57h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou, nesta quarta-feira (25), a guerra no Oriente Médio como genocídio.
 

O conflito entre o grupo terrorista Hamas e Israel já deixou mais de 4.000 mortos na região, já se arrastando por quase 20 dias.
 

"O problema é que não é uma guerra, é genocídio que já matou quase 2 mil crianças que não têm nada a ver com esta guerra, são vítimas desta guerra. Não sei como um ser humano é capaz de guerrear sabendo que o resultado desta guerra é a morte de inocentes", afirmou.
 

Segundo o Ministério da Saúde em Gaza, dos 5.791 palestinos mortos por ataques de Israel no território palestino em pouco mais de duas semanas, 2.360 eram crianças.
 

Lula disse ainda que não se trata de discutir quem está certo ou errado no conflito. O Brasil tem adotado uma postura diplomática de buscar a paz e evitar criticar diretamente os dois lados da guerra. Nesta linha, o presidente tem falado em defesa das crianças que estão morrendo no conflito.
 

Recentemente, ele chamou o Hamas de terrorista pela primeira vez, mas também disse que a reação de Israel é insana. Hoje Gaza passa por uma grave crise humanitária, sob bombardeios e com as fronteiras fechadas para o fluxo de pessoas. Há um grupo de cerca de 30 brasileiros que tenta deixar a região, e o governo brasileiro negocia o resgate via Egito.
 

A declaração foi dada durante discurso na primeira reunião do Conselho da Federação. O evento contou com a presença de governadores, prefeitos e parlamentares, no Palácio do Planalto.
 

O presidente disse ainda que deixaria o evento para fazer uma ligação ao emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, para falar da guerra.

Trabalhadores de aplicativos têm jornada maior e ganham menos por hora, diz IBGE

  • Por Leonardo Vieceli | Folhapress
  • 25 Out 2023
  • 12:08h

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Os trabalhadores de aplicativos de serviços no Brasil têm uma renda mensal maior do que a média dos outros ocupados fora das plataformas, mas enfrentam jornadas mais extensas na semana e ganham menos por hora.
 

É o que indica uma pesquisa inédita divulgada nesta quarta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os dados foram coletados no quarto trimestre de 2022.
 

À época, a renda média do trabalho principal dos quase 1,5 milhão de trabalhadores de aplicativos de serviços foi estimada em R$ 2.645 por mês.
 

A quantia superava em 5,4% o rendimento dos profissionais fora das plataformas (R$ 2.510) e em 5,3% o valor obtido na média geral da população ocupada no setor privado (R$ 2.513).
 

 

O IBGE ponderou que parte da diferença pode estar associada a uma composição mais heterogênea do grupo que está fora dos apps. Essa camada envolve, por exemplo, trabalhadores em ocupações com remuneração considerada muito baixa, o que contribuiria para reduzir a média do rendimento.
 

Segundo o instituto, outro fator que pode explicar a diferença é a jornada maior de trabalho dos chamados plataformizados. Em média, eles tinham uma carga de 46 horas por semana, o equivalente a 6,5 horas a mais do que os ocupados fora dos aplicativos (39,5 horas).
 

Já o rendimento por hora dos profissionais dos apps foi calculado em R$ 13,3. A quantia ficou 8,9% abaixo da obtida pelos ocupados fora das plataformas (R$ 14,6).
 

As informações integram um novo módulo da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Como o recorte é inédito, não há dados comparáveis de períodos anteriores.
 

As estatísticas são experimentais —ou seja, ainda estão em fase de testes e sob avaliação. Os trabalhadores de apps de serviços incluem profissionais como motoristas de transporte particular de passageiros e entregadores de comida.
 

"Ao comparar os diferenciais de rendimento entre plataformizados e não plataformizados, é importante considerar que existem diferenças na composição dos dois grupos quanto ao nível de instrução, assim como nas ocupações exercidas", disse Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE.
 

"Os trabalhadores plataformizados tinham jornada mais extensa. Isso também pode contribuir para as diferenças no rendimento do trabalho", afirmou.
 

Conforme a pesquisa, o Sudeste foi a única região do país em que a renda mensal dos trabalhadores ocupados fora dos aplicativos (R$ 2.923) superou a média mensal dos profissionais que prestavam serviços via plataformas (R$ 2.733).
 

O IBGE ainda divulgou comparações de rendimento e horas trabalhadas em ocupações similares dentro e fora dos apps.
 

No caso do transporte de passageiros, os motoristas de automóveis nos aplicativos tinham uma renda somente 1,7% acima da verificada entre os condutores fora das plataformas —R$ 2.454 e R$ 2.412, respectivamente.
 

Já a média de horas trabalhadas na semana pelos motoristas plataformizados superava em 17,1% a dos demais —47,9 e 40,9 horas, respectivamente.
 

Outra comparação envolve os motociclistas nos serviços de malote e entrega.
 

Segundo o instituto, o rendimento médio dos entregadores plataformizados (R$ 1.784) correspondia a apenas 80,7% daquele recebido pelos trabalhadores da mesma categoria fora das plataformas (R$ 2.210).
 

Os motociclistas dos aplicativos, contudo, trabalhavam 11,2% a mais por semana, em média, do que os demais — 47,6 e 42,8 horas, respectivamente.

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Lula diz que Forças Armadas vão reforçar combate ao crime no Rio de Janeiro

  • Bahia Notícias
  • 24 Out 2023
  • 17:03h

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (24) que vai ampliar o reforço do Governo federal no combate ao crime organizado e às milícias no Rio de Janeiro. 

A declaração de Lula aconteceu durante sua live semanal nas redes sociais. Na ocasião, o presidente ainda afirmou que vai conversar com o ministro da Defesa, José Múcio, para intensificar a atuação das Forças Armadas em portos e aeroportos para combater o crime organizado no Rio de Janeiro. 

“O problema da violência no Rio de Janeiro termina sendo um problema do Brasil"

O petista indicou que as estruturas dos ministérios da Justiça e da Defesa serão utilizadas para ajudar a combater o crime organizado e as milícias no Rio. Mesmo com o apoio do governo, o presidente descartou a possibilidade de uma intervenção do Rio, como aconteceu no governo de Michel Temer, quando o general Walter Braga Netto assumiu a gestão da segurança no estado.

Lula comentou também que analisa a criação de um ministério dedicado exclusivamente à Segurança Pública e que está pensando nas "condições" para a criação da pasta.

“ Quando fiz a campanha, eu ia criar o Ministério da Segurança Pública, ainda estou pensando em criar, pensando quais são as condições que você vai criar, como é que vai interagir com a questão de segurança do estado, porque o problema da segurança é estadual”, apontou. 

As declarações do presidente chegam após o Rio de Janeiro sofrer o maior ataque efetuado pela milícia após a morte do paramilitar Faustão na Zona Oeste da cidade, com 35 ônibus incendiados.