BUSCA PELA CATEGORIA "Brasil"

Em noite movimentada, Jerônimo recebe Geddel e Otto em meio a impasses sobre vice; senador nega tratativas

  • Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
  • 31 Mar 2026
  • 12:33h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos principais caciques do MDB na Bahia, e com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, durante a noite desta segunda-feira (30). Os encontros ocorrem em meio a uma possível substituição do vice-governador Geraldo Jr. (MDB) na chapa governista.

 

Ao Bahia Notícias, Otto Alencar afirmou que se reuniu apenas com Jerônimo Rodrigues e negou a presença da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ivana Bastos (PSD), apontada como possível indicação à vice, no encontro. O senador também afirmou que não tratou sobre a chapa majoritária, limitando a reunião a uma conversa sobre questões partidárias do PSD.

 

“Não fui convocado para reunião de urgência. Fui tratar de questões do PSD, de prefeitos do interior. Hoje eu recebi mais de 10 prefeitos em meu gabinete. Também conversamos sobre pessoas que querem chegar e que querem sair do PSD. A vice não foi conversada, não sou eu que estou tratando disso. Eu estou falando a verdade”, disse Otto ao Bahia Notícias.

 

Rumores apontavam que a reunião de Jerônimo com Geddel, e posteriormente com Otto, seria um alinhamento para o anúncio de Ivana como vice na chapa do governo. O secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, também participou das conversas com o emedebista.

 

Procurado pela reportagem sobre o teor do encontro, Geddel se limitou a dizer que "foi uma boa reunião".

 

No início deste mês de março, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto, juntamente com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram para discutir o nome que poderia substituir Geraldo Jr. Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a indicação de Ivana Bastos teria sido unânime entre os caciques. Todavia, ela já teria recusado por preferir permanecer na presidência da AL-BA.

 

Espanha fecha espaço aéreo para aviões dos EUA envolvidos na guerra

  • Bahia Notícias
  • 31 Mar 2026
  • 10:32h

Foto: Reprodução / Superinteressante

A Espanha fechou o espaço aéreo para aviões dos Estados Unidos envolvidos em ataques no Oriente Médio, afirmou a ministra da Defesa, Margarita Robles, nesta segunda-feira (30). A medida foi divulgada pelo jornal El País.

 

"Não autorizamos o uso de bases militares nem o uso do espaço aéreo para ações relacionadas à guerra no Irã", declarou ela a jornalistas.

 

O fechamento obriga os aviões militares a contornarem a Espanha em sua rota para alvos no Irã, mas não inclui situações de emergência.

 

Em entrevista à rádio Cadena Ser, o ministro da Economia do país, Carlos Cuerpo, disse que a mudança faz parte da decisão da Espanha de não se envolver no conflito “iniciado unilateralmente e contra o direito internacional".

 

Pedro Sánchez, o primeiro-ministro da Espanha, tem sido um dos opositores mais críticos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, os descrevendo como imprudentes e ilegais.

Suplência de João Roma ao Senado ainda depende de debate "bolsonarista" e aval nacional do PL; entenda

  • Por Mauricio Leiro / Leonardo Almeida/Bahia Notícias
  • 31 Mar 2026
  • 08:29h

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Mesmo com as “cabeças” da chapa oposicionista confirmadas para fazer oposição ao atual grupo político do governo do estado, ainda há ajustes a serem feitos na composição. Uma das discussões que ainda está sendo feita - ainda sem resolução - é o nome que irá ocupar as suplências do pré-candidato ao Senado, João Roma (PL). 

 

De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, a decisão deve passar por meio da executiva nacional do Partido Liberal, liderada por Valdemar Costa Neto. O dirigente tem olhado “com carinho” para a Bahia por ser considerado um estado essencial para Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, visto que a região é considerada “lulista”.

 

As negociações dependem primeiramente de um “debate bolsonarista” dentro do diretório estadual do PL, o qual possui o próprio João Roma como presidente. Assim, a tendência é que a suplência do pré-candidato à Casa Alta também seja ocupada por um membro do partido. Após a escolha do nome, a definição ainda dependeria do “aval” da direção nacional.

 

Uma fonte da reportagem apontou que o ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, é um dos nomes cotados para o posto. Ele deixou o TCU este ano e anunciou sua filiação ao PL no dia 18 de março, em cerimônia que contou com a presença de Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, João Roma e do pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União).

 

Aroldo foi eleito deputado federal em 1991, permanecendo no cargo até 2007, quando renunciou para assumir a cadeira de ministro do TCU. Enquanto parlamentar, ele foi filiado ao PFL, legenda associada ao ex-senador e ex-governador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007).

 

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (30), Roma afirmou que irá "buscar nomes que irão agregar" no grupo de ACM Neto na disputa pelo governo do estado. Sem estipular prazos para anúncios dos suplentes, o presidente do PL na Bahia também relembrou que as convenções partidárias devem acontecer no final de julho.

 

"As convenções se darão no final de julho deste ano. Nós tivemos uma antecipação de mais de três meses do anúncio de uma chapa, uma chapa consistente, uma chapa que agrega forças maiúsculas para transformar de fato o país. E, naturalmente, não só por todo um agrupamento de lideranças, de candidaturas a deputados federais e estaduais, mas também na complementação dessa chapa através dos suplentes de senadores. Também devemos observar pessoas que possam agregar nessa caminhada", afirmou Roma.

 

CHAPA CONFIRMADA
ACM Neto confirmou a chapa oposicionista nesta segunda-feira (30) em lançamento realizado na cidade de Feira de Santana. Além de Roma, a composição conta com o candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos), e o candidato a vice-governador, o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP).

 

O evento ocorreu às 18h, no Teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e contou com diversas lideranças da oposição, entre elas, o prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União).

 

SUPLENTE DE CORONEL
Apesar da indefinição sobre Roma, a suplência de Coronel já possui um indicativo. O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) já anunciou que fará a indicação do primeiro suplente do senador, que poderá ser o nome dele próprio.

 

O acordo veio após Nilo desistir de lançar uma candidatura avulsa ao Senado após a chegada de Coronel ao grupo de oposição, “rifando-o” da composição.

 

“Conversamos no último domingo durante quatro horas e eles me fizeram apelo pela unidade do nosso grupo para derrotarmos o PT. [...] Irei indicar o suplente de senador do nosso candidato, Ângelo Coronel. Aceitei por diversos motivos, mas o principal é defender a Bahia, derrotar o PT”, disse Marcelo Nilo em anúncio de desistência.

Relatora do PL da Misoginia, Soraya Thronicke relata ameaças de morte e assédio de parlamentar no Senado

  • Bahia Notícias
  • 30 Mar 2026
  • 12:33h

Foto: Reprodução / Podemos

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora do PL da Misoginia, relatou que já foi alvo de assédio por outro parlamentar dentro do Senado. Sem citar nomes, ela contou neste domingo (29) que um senador já passou a mão em sua perna durante a sessão na Casa Alta do legislativo.

 

“Já houve momento de parlamentar fazer assim na minha perna, e eu fiquei em estado de choque. Não consegui fazer nada naquele momento. Falei que não era possível aquilo estar acontecendo, no meio de uma sessão, sendo transmitida. Vi o quão frágil nós estamos, como somos educadas para isso”, recordou durante participação em programa do SBT News.

 

A senadora chegou ao parlamento, em 2019, eleita pelo antigo PSL, em apoio ao ex-governo Jair Bolsonaro (PL) e também à operação Lava Jato. Ela afirma que mudou a forma de encarar a pauta feminista após ganhar experiência na política e ser alvo de ataques e importunações. 

 

“É preciso tomar cuidado com o que ouve, em que bolhas se informa. Cuidado”, afirma.

 

AMEAÇAS
Após aprovação do PL da Misoginia, que trata de crimes motivados por ódio contra mulheres, a senadora contou que recebeu ameaças de morte na internet e denunciou.

 

“Não deu dez minutos, recebi uma enxurrada de agressões, ataques misóginos, ameaças de morte, tudo o que imaginarem. Denunciamos, mas não para”, contou.

 

Em meio à repercussão pela aprovação do PL da Misoginia, Soraya contou que há um ano está parado no Senado um pedido para que propostas sobre violência contra mulheres tenha prioridade na pauta.

 

“Tenho implorado ao senador Davi Alcolumbre que despache logo esse projeto para que conste no nosso regimento interno a prevalência de tramitação de projetos que tratam de violência contra mulher. Eu gostaria até que eles trancassem a pauta. Mas há resistências na casa”, disse.

Decisão do STF diminui penduricalhos, mas mantém distorções e margem para abuso

  • Por Renata Galf | Folhapress
  • 30 Mar 2026
  • 10:31h

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / EBC

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) da última quarta (25), que reduziu os penduricalhos permitidos a magistrados e procuradores, ao mesmo tempo manteve uma série de distorções entre essas carreiras e o restante do funcionalismo público.
 

Deixou ainda margem para que essas novas regras, em tese, de transição, acabem sendo implementadas de modo abusivo, conforme apontam pesquisadores e entidades da sociedade civil que monitoram o tema.
 

Entre os penduricalhos proibidos estão os quase folclóricos auxílio-peru, assim como outras verbas até então responsáveis por vultuosos pagamentos, caso das licenças compensatórias por acúmulo de acervo e de um dia de folga por três trabalhados -que, caso não gozadas, poderiam ser revertidas em recebimentos extras.
 

De outro lado, porém, o veredito do tribunal deixa distorções ao legitimar que verbas de pagamento recorrente, consideradas na prática por esses especialistas como sendo de caráter remuneratório, possam ser contabilizadas como indenizatórias.
 

Tal classificação, agora chancelada pelo Supremo, não é mero detalhe técnico. Ela faz com que essas quantias possam ser recebidas por juízes e procuradores como valores para além do teto constitucional. Outro ponto importante é que sobre elas não incidem impostos.
 

Entre as verbas avalizadas como indenizatórias na tese do STF estão a gratificação por exercício cumulativo de jurisdição -quando o juiz, por exemplo, atua em mais de uma vara-, assim como verbas relativas ao magistério, que podem ocorrer, por exemplo, no caso de os membros desses órgãos ministrarem cursos ou palestras para aperfeiçoamento dos colegas.
 

O caso mais criticado, entretanto, foi a criação de um benefício extra referente à "valorização por tempo de antiguidade na carreira". Para cada cinco anos que o juiz ou procurador tiver efetivamente estado em exercício, será acrescido um valor de 5% do respectivo salário -respeitado o limite de 35%. Isso vale para ativos e aposentados, que poderão requerer que tal valor passe a ser pago, e sem que seja abatido do teto.
 

"O ponto principal da decisão é que ele reforça a desigualdade do funcionalismo público", diz Isadora Modesto, diretora-executiva da República.org.
 

Ela afirma que o julgamento acaba por beneficiar carreiras do topo, como Judiciário e Ministério Público, enquanto a maioria dos servidores, como professores do ensino básico, recebe salários bem menores.
 

Isadora também questiona a justificativa de defasagem salarial --citada pelos ministros no julgamento-- argumentando que isso não seria algo exclusivo dessas carreiras. Apesar disso, reconhece que há também avanços na decisão, como a limitação de criação de novos penduricalhos por decisões administrativas --isso fica restrito agora à deliberação do Congresso e do próprio STF.
 

Conforme a decisão do Supremo, o pagamento extra pode chegar a até 70% do teto constitucional -hoje em R$ 46.366,19-- variando a depender do salário. Isso por meio do adicional por tempo de serviço (de até 35% do salário), além de um rol de verbas indenizatórias (também no limite de 35% do salário respectivo).
 

Prevê também que as regras são transitórias, valendo apenas até o Congresso aprovar uma lei nacional definindo, afinal, o que pode ser pago para além do teto.
 

Juliana Sakai, diretora-executiva da Transparência Brasil, destaca que a decisão do STF pode acabar servindo como um mau precedente ao Congresso. Ela aponta como exemplo o projeto de lei dos supersalários que tramita na Câmara e já traria definições, a seu ver, problemáticas.
 

Quanto à decisão do Supremo, ela também critica que a gratificação por exercício cumulativo de jurisdição conste como indenizatória, acrescentando que os critérios definidos pela corte não devem ser suficientes para impedir que as carreiras busquem ampliar sua remuneração por atividades que, na prática, seriam inerentes ao cargo.
 

Juliana também aponta a necessidade de haver controle social sobre a auditoria que será feita pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) a respeito de pagamentos retroativos, que estão suspensos para parte dos casos. "[Esses conselhos] têm histórico de decisões corporativistas na aprovação de uma série de benefícios."
 

Para Sergio Guedes-Reis, que é doutorando em ciência política pela UCSD (Universidade da Califórnia, San Diego) e auditor da CGU (Controladoria-Geral da União), a tese do STF acaba por criar uma espécie de "primeira divisão" no funcionalismo público.
 

Ele também coloca em dúvida a estimativa de economia apresentada pelo Supremo no julgamento. Guedes-Reis destaca não só a ampla gama de verbas indenizatórias, como as outras parcelas que não estão submetidas a nenhum limite, como o caso do auxílio-saúde, do abono permanência (pago a juízes que poderiam se aposentar e seguem no cargo) e das gratificações extras por funções eleitorais --pela decisão do Supremo, esses valores não são contabilizados no teto, tampouco estão considerados nesses 70% que podem ser ultrapassados.
 

Guedes-Reis critica que o valor extra por tempo de serviço nem sequer leva em conta a produtividade de cada juiz ou procurador. O pesquisador diz ainda que os parâmetros definidos pelo Supremo devem gerar uma corrida por parte de outras carreiras na busca de obterem os mesmos benefícios.
 

Em nota, o Movimento Pessoas à Frente apontou que verbas indenizatórias precisariam ter natureza reparatória, ou seja, ressarcir o servidor de despesas realizadas no exercício da função pública. E, também, ter caráter eventual e transitório, "não sendo incorporadas em bases mensais, devendo possuir um horizonte temporal limitado".

Motoboy morre após acidente envolvendo motorista com sinais de embriaguez na Paralela e gera protestos

  • Bahia Notícias
  • 30 Mar 2026
  • 08:27h

Foto: Reprodução / Alô Juca

Um entregador de aplicativo morreu após um grave acidente registrado na tarde deste domingo (29), na Avenida Paralela, nas proximidades do acesso ao bairro do Saboeiro. O caso gerou revolta entre motociclistas, que atearam fogo em veículo que estaria envolvido no acidente.

 

A vítima foi identificada pelo prenome Gabriel. Segundo relatos de testemunhas, ele teria sido fechado por um carro, perdeu o controle da motocicleta e caiu na pista. No momento do acidente, o motociclista trabalhava com entregas e utilizava uma bolsa de transporte.

 

Pessoas que passavam pelo local iniciaram os primeiros socorros e tentaram reanimar a vítima até a chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que deram continuidade ao atendimento. Apesar dos esforços, o homem não resistiu e morreu ainda no local.

 

Testemunhas afirmam que o veículo envolvido, um Fox de cor prata, teria atingido o motociclista e deixado o local logo após a colisão, seguindo em direção ao Saboeiro. Pouco tempo depois, o proprietário do carro retornou e alegou que a irmã estaria na condução do veículo no momento do acidente. 

 

De acordo com apuração do Alô Juca, a versão foi contestada por populares, que afirmam que o próprio homem dirigia o automóvel.

 

Há ainda suspeitas de que o motorista apresentava sinais de embriaguez. De acordo com relatos, bebidas alcoólicas foram encontradas dentro do carro, circunstância que deverá ser apurada pelas autoridades.

 

Uma guarnição do Batalhão de Policiamento Turístico, que passava pela região, prestou apoio inicial à ocorrência. O Departamento de Polícia Técnica foi acionado para realizar a perícia e a remoção do corpo.

 

A morte gerou revolta entre motociclistas e entregadores que estavam no local. Em protesto, alguns deles atearam fogo no veículo envolvido no acidente.

 

O proprietário do carro e a mulher apontada como condutora foram encaminhados à Central de Flagrantes. As circunstâncias do caso e a eventual responsabilidade dos envolvidos serão investigadas pelas autoridades competentes.

PL dispara em novas adesões de deputados, União é o que mais perde; Confira mudanças da janela partidária

  • Por Edu Mota, de Brasília/Bahia Notícias
  • 28 Mar 2026
  • 12:51h

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O período da janela partidária, que autoriza que parlamentares possam trocar de siglas sem sofrerem processos de perda de mandato, começou no dia 5 de março e está programado para terminar em 4 de abril. Até o início deste sábado (28), 23 dias após o início do prazo, apenas 20 trocas de legenda foram oficializadas na Secretaria-Geral da Câmara. 

 

Nas redes sociais, partidos anunciam crescimento de bancada e novas filiações, mas elas ainda não foram consignadas na Mesa Diretora. O PL, por exemplo, afirma que já estaria com um número entre 105 e 110 deputados, mas até o momento apenas sete parlamentares tiveram seus nomes oficializados no sistema da Câmara.

 

Nas trocas efetivadas até o momento, o PL é o partido que mais teve novas adesões de deputados federais. O partido não chegou a perder nenhum dos seus atuais membros. 

 

Já o que mais perdeu parlamentares nestas três semanas de janela partidária foi o União Brasil. O partido perdeu seis deputados e não ganhou nenhum, e de acordo com movimentações anunciadas nas redes sociais, a legenda pode ser afetadas por mais sete ou oito saídas.

 

Na bancada da Bahia, até esta sexta apenas dois deputados mudaram oficialmente de partido: Diego Coronel foi do PSD para o Republicanos e Raimundo Costa saiu do Podemos e ingressou no PSD.

 

Confira abaixo quem mais teve deputados ingressando em suas fileiras, quem mais perdeu parlamentares para outros partidos e o saldo total. 

                         Entraram        Saíram    Saldo

PL                            7                   x           +7
PSD                         3                   3            0
Podemos               2                   1           +1
Republicanos       2                  4           -2
PSDB                       2                   1           +1
PP                             1                   1             0
Missão                    1                  x            +1
MDB                         1                  3             -2
Solidariedade       1                  x            +1
União Brasil           x                 6            -6
PRD                          x                  1             -1


Com as mudanças atuais, as bancadas partidárias possuem até o momento o seguinte tamanho:
 

PL - 94 deputados

PT - 68 deputados

União Brasil - 51 deputados

PP - 49 deputados

PSD - 47 deputados

Republicanos - 42 deputados

MDB - 40 deputados

Podemos - 17 deputados

PDT - 17 deputados

PSB - 16 deputados

PSDB - 16 deputados

Psol - 11 deputados

PCdoB - 9 deputados

Avante - 8 deputados

Solidariedade - 6 deputados

Novo - 5 deputados

Cidadania - 4 deputados

PRD - 4 deputados

PV - 4 deputados

Rede - 4 deputados 

Missão - 1 deputado

Bruna Marquezine aciona Justiça após ter privacidade invadida em foto com Shawn Mendes

  • Bahia Notícias
  • 28 Mar 2026
  • 10:45h

Foto: Instagram/Bahia Notícias

Bruna Marquezine acionou a Justiça após ter a privacidade invadida em um momento íntimo com o cantor canadense Shawn Mendes. O artista, que está de volta ao Brasil e está na companhia da atriz, foi flagrado aos beijos com a brasilera na janela de um imóvel no Rio de Janeiro. 

 

De acordo com o programa 'Melhor da Tarde', da Band, Bruna enviou uma notificação extrajudicial para os sites que divulgaram o registro feito de dentro da casa da artista.

 

Na peça, a atriz cita que as imagens foram capturadas por um drone que teria invadido o espaço dela. A notificação exige a retirada imediata do conteúdo em até 12 horas, sob risco de medidas judiciais.

 

A divulgação da foto no Instagram, por exemplo, irritou o cantor João Lucas, marido de Sasha Meneghel e amigo pessoal de Bruna. "É proibido fotografar dentro da casa da pessoa, que absurdo pqp", escreveu nos comentários do perfil de Hugo Gloss, que havia divulgado a foto.

 

Na última sexta, Shawn, que segue hospedado no Rio, repreendeu um paparazzo que se aproximou dele enquanto ele voltava de um mergulho na praia. Em português, o artista pediu para que o fotógrafo não se aproximasse e esabeleceu um limite. “Aqui não mais. Por favor. Bom dia”.

PF prende pela segunda vez Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj

  • Por Italo Nogueira e Ana Pompeu | Folhapress
  • 28 Mar 2026
  • 08:40h

Foto: Thiago Lontra / Alerj

O ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) Rodrigo Bacellar (União) foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira (27) pela segunda vez, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
 

A prisão foi determinada pelo ministro como consequência da perda do mandato de Bacellar após condenação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, junto com o ex-governador Cláudio Castro (PL).
 

Ele havia sido detido preventivamente em dezembro, mas a medida foi revogada pela Alerj, que tem atribuição para decidir sobre a manutenção de ordens de prisão contra deputados. Após a cassação do mandato, Moraes considerou que a prisão preventiva de Bacellar permanecia necessária para a conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal.
 

Em nota, a defesa do ex-deputado disse desconhecer os motivos da decretação da nova prisão.
 

"Ainda assim, a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes", diz a nota, assinada pelos advogados Daniel Bialski e Roberto Podval.
 

Bacellar foi preso sob suspeita de vazamento de informações sobre a operação que tinha como alvo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Os dois foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
 

O ex-deputado estava sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Recentemente, a Justiça Federal tentou notificá-lo da denúncia apresentada pela PGR, mas ele não foi localizado em seu endereço residencial na zona sul do Rio de Janeiro. A defesa protocolou nesta semana esclarecimento de que ele se encontrava em sua casa de campo, em Teresópolis.
 

Bacellar foi denunciado sob acusação de ter avisado o então deputado TH Joias que ele seria preso, na véspera da Operação Zargun, deflagrada em setembro.
 

A prisão de dezembro ocorreu enquanto ele ainda ocupava a presidência da Alerj. O ex-deputado foi afastado do cargo e pediu sucessivas licenças para não perder o cargo.
 

Bacellar só deixou definitivamente o posto nesta quarta-feira (25), após determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em razão da cassação de seu mandato por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
 

Mesmo com a tornozeleira eletrônica, o ex-presidente da Alerj ainda mantinha alguma influência sobre alguns deputados, tendo se reunido com um grupo em Teresópolis para discutir a eleição para o comando da Assembleia.
 

Atualmente, os planos do ex-deputado se alinhavam aos de um antigo desafeto, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Ambos articulavam, ainda que sem contato direto, uma oposição ao deputado Douglas Ruas (PL), que chegou a ser eleito para a presidência da Alerj, mas teve a posse anulada na Justiça.

Marquito, comediante do Programa do Ratinho, passa por mais uma cirurgia

  • Por Folhapress
  • 27 Mar 2026
  • 12:38h

Foto: Divulgação / SBT

O humorista Marco Antonio Ricciardelli, popular por suas participações no Programa do Ratinho, mais conhecido como Marquito, passou por uma nova cirurgia nesta quarta-feira (25).
 

Marquito está internado desde o final de fevereiro, por conta de um grave acidente de moto que sofreu em São Paulo.
 

Segundo a mulher do artista, Milva Maia, o procedimento foi realizado para tratar uma fratura na clavícula. Após a cirurgia, Marquito foi encaminhado para a UTI.
 

Artista é sobrinho de Raul Gil e ex-vereador de São Paulo.
 

O quadro clínico do humorista ainda envolve lesões em duas vértebras da coluna, a C5 e C6, além de fraturas em uma costela e na clavícula. No entanto, a equipe médica realça uma evolução positiva do artista desde uma cirurgia feita em 19 de março, para a fixação da coluna cervical.
 

Até o momento não há previsão para a alta de Marquito.

Com 16 agentes baleados, cenário na Bahia reflete vitimização policial, diz pesquisador

  • Por Liz Barretto/Bahia Notícias
  • 27 Mar 2026
  • 08:32h

Foto: Divulgação/Bahia Notícias

Uma soldado da Polícia Militar atirou contra uma major dentro de uma unidade no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, na última segunda-feira (25). Durante a ocorrência, um tenente-coronel interveio e efetuou disparos para conter a atiradora. As duas policiais foram baleadas e socorridas para uma unidade de saúde.

 

A major, identificada como Caroline Ferreira Souza, foi atingida no rosto e no peito. Já a soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos também ficou ferida após a ação de contenção. O caso teria sido motivado pela abertura de um inquérito disciplinar contra a soldado, relacionado a uma discussão ocorrida durante o Carnaval. A defesa afirma que ela vinha relatando perseguição no ambiente de trabalho.

 

O episódio, ocorrido dentro de uma unidade policial, chama atenção não apenas pela gravidade, mas por expor tensões internas na corporação. Com este caso, sobe para 16 o número de agentes de segurança baleados em Salvador e na Região Metropolitana em 2026, segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado. Desses, 14 são policiais militares.

 

Os registros envolvem diferentes contextos, desde operações até situações fora de serviço e conflitos pessoais. Esse conjunto de ocorrências está relacionado a um fenômeno conhecido como vitimização policial, que engloba danos físicos, psicológicos e morais sofridos por agentes de segurança no exercício da função ou em decorrência dela.

 

Além da exposição constante à violência, estudiosos apontam que fatores internos, como pressão hierárquica, má remuneração e sobrecarga de trabalho também contribuem para o adoecimento desses profissionais. 

 

Na Bahia, o poder público já reconhece o problema. O dia 9 de junho foi instituído como o Dia de Conscientização, Combate à Intolerância e à Vitimização Policial. Em nível nacional, tramita na Câmara dos Deputados um projeto que prevê a criação de um banco de dados sobre o tema. Além disso, membros do Ministério Público de diferentes estados elaboraram um protocolo para investigar casos de letalidade e vitimização policial.

 

Para o pesquisador Cleiton Lima, pesquisador do Instituto de Ensino e Pesquisa da Polícia Militar da Bahia (IEP-PMBA), o cenário reflete uma pressão crescente sobre os agentes de segurança pública, amplificada pelo crescimento da criminalidade.

 

“A sociedade brasileira hoje é mais punitivista e transfere às forças de segurança a responsabilidade direta por essa resposta. Por serem responsáveis pela ação ostensiva, os policiais militares acabam na linha de frente dessa cobrança, o que amplia o nível de estresse e risco”, avalia.

 

O pesquisador também destaca a necessidade de mudanças na atuação policial, com maior investimento em inteligência e planejamento, como forma de reduzir confrontos e preservar vidas — tanto de civis quanto de agentes.

 

Com relação a proteção de seus profissionais, a Secretaria de Segurança Pública informou em nota que investiu cerca de R$ 1,2 bilhão de reais em equipamentos de proteção, como viaturas semiblindadas, armamentos e coletes balísticos, além de cursos que qualificam o combate ao crime organizado e atendimento da população.

 

Procurada, a Polícia Militar não respondeu até a última atualização desta reportagem sobre medidas voltadas à proteção da saúde física e mental dos seus profissionais.

AL-BA abre licitação para contratação de locação de ar-condicionado e estima custo acima de R$ 5 milhões

  • Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
  • 26 Mar 2026
  • 08:19h

Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícais

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) irá abrir licitação, modelo pregão eletrônico, para realizar a contratação do serviço de locação de ar-condicionado pelo período de um ano, podendo ser prorrogado por até 10 anos. Conforme documento obtido pela reportagem, a AL-BA estimou um custo mensal de R$ 433 mil, totalizando R$ 5.205.199,96 (R$ 5,2 milhões) para o aluguel de mais de 450 aparelhos. O leilão será realizado no dia 9 de abril, às 10h. 

 

De acordo com o documento com os detalhes do pregão, a estimativa dos preços foi realizada por meio de consulta a sites de empresas especializadas e plataformas de prestação de serviços; avaliação de portfólios e experiências de projetos semelhantes; e comunicação com fornecedores para obtenção de orçamentos detalhados sobre preços, prazos e condições de execução. Se tratando de um pregão eletrônico por menor preço, os valores previstos pela AL-BA tendem a variar para menos.

 

“O levantamento de mercado visa identificar empresas especializadas que possam atender às necessidades da Assembleia Legislativa da Bahia para realização de serviços de locação de aparelhos de ar condicionado de primeiro uso. O objetivo é garantir a escolha de um fornecedor que ofereça serviços de qualidade, em conformidade com as normas técnicas e ambientais”, afirma o documento em trecho sobre as pesquisas de preços.

 

A Assembleia argumenta que existe a necessidade de substituição do sistema de ar-condicionado nos Edifícios Wilson Lins e Nelson David Ribeiro, prédios dos gabinetes dos deputados, por diversos motivos técnicos, econômicos e de bem-estar. Segundo as especificações, serão 212 equipamentos para o Edf. David Ribeiro e 257 para o Wilson Lins.

 

Segundo a documentação, os aparelhos atuais se encontram “sucateados” e apresentam uma baixa efetividade energética.

 

“Os equipamentos atuais encontram-se sucateados, necessitando reparo e a substituição por uma tecnologia adequada. (...) A necessidade da contratação decorre da exigência de se garantir condições adequadas de conforto térmico, salubridade e eficiência energética nos ambientes de trabalho, contribuindo diretamente para o bem-estar, produtividade e segurança dos servidores, parlamentares e cidadãos que utilizam as instalações legislativas”, diz a justificativa.

 

“O atual sistema de climatização apresenta limitações técnicas, desgaste pelo uso e baixa eficiência energética, o que inviabiliza sua plena operação e eleva os custos de manutenção e consumo de energia elétrica”, completa.

 

Além do fornecimento do ar-condicionado, a empresa contratada também terá a obrigação de assumir a “responsabilidade total” pelas manutenções preventivas e corretivas, incluindo a reposição integral de peças sem custo adicional para a AL-BA.

Flávio Bolsonaro promete criar Ministério da Segurança Pública se for eleito presidente

  • Bahia Notícias
  • 25 Mar 2026
  • 12:39h

Foto: Reprodução/Tv Senado

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito presidente da República nas eleições de outubro.

 

Atualmente, a área está vinculada ao Ministério da Justiça, tanto na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro quanto no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A proposta foi mencionada em um vídeo das redes sociais do parlamentar, no qual o deputado federal Guilherme Derrite comenta o projeto de lei “Antifacção”, relatado por ele na Câmara e que deve ser sancionado por Lula.

 

Na gravação, Flávio classificou a proposta como um “divisor de águas” para o enfrentamento da criminalidade no país e demonstrou preocupação com possíveis vetos presidenciais.

 

O senador também afirmou que recebeu sugestões de Derrite para a área de segurança pública e reforçou o compromisso de criar uma pasta exclusiva para o tema, caso vença a eleição.

Bahia é o 4º estado com mais terras desapropriadas para reforma agrária em 30 anos

  • Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira/Bahia Notícias
  • 25 Mar 2026
  • 10:37h

Fotos: Reprodução / Incra

Um levantamento realizado com dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) pela Fiquem Sabendo, revela que a Bahia desempenhou um papel central na política fundiária brasileira nas últimas três décadas.

 

Entre 1995 e 2025, o estado registrou a desapropriação de 1,26 milhão de hectares, consolidando-se como o quarto da federação com maior área destinada ao assentamento de famílias.

 

O volume baiano só é superado por Mato Grosso (2,7 milhões de hectares), Maranhão (1,63 milhão de hectares) e a região do Sul do Pará (1,49 milhão de hectares), evidenciando a importância do Nordeste e da fronteira agrícola na redistribuição de terras.

 

MODELO DIFERENTE
Apesar do histórico de grandes desapropriações, a realidade na Bahia e no Brasil mudou drasticamente. No cenário nacional, a área desapropriada por ano despencou de 1,18 milhão de hectares em 1995 para meros 13,3 mil hectares em 2025.

 

Na Bahia, o movimento segue a tendência federal: a maior parte das famílias beneficiadas recentemente deixou de ser instalada em novos projetos de desapropriação para receber o título de reconhecimento de terras.

 

Esse modelo de regularização de posses e áreas já ocupadas se tornou a principal ferramenta do Incra nos últimos anos. Os dados mostram que a política de reforma agrária por desapropriação sofreu as seguintes flutuações:

  • Início do declínio: A partir de 2011, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff.

  • Míngua: Durante a gestão Michel Temer (2016-2018).

  • Paralisação: Praticamente zerada no governo Jair Bolsonaro (2019-2022).

  • Retomada tímida: O terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva ensaia uma volta das desapropriações, mas o foco permanece no reconhecimento de áreas já existentes.

 

Enquanto a Bahia se revela com mais de um milhão de hectares, estados vizinhos como o Espírito Santo e o Rio de Janeiro apresentam números modestos, com apenas 7 mil famílias beneficiadas cada no mesmo período de 30 anos.

 

Já estados como Roraima e Amapá não registraram nenhuma desapropriação oficial para fins de reforma agrária no intervalo analisado.

Para movimentos sociais do campo na Bahia, os números confirmam a transição de uma reforma agrária "ativa" (de criação de novos espaços) para uma reforma "documental" (de legalização do que já está ocupado), o que gera debates sobre a eficácia no combate à concentração de terras no estado.

STF decide por unanimidade que próxima vaga de conselheiro do TCE-BA seja ocupada por auditor e finaliza julgamento

  • Por Leonardo Almeida/Bahia Notícias
  • 25 Mar 2026
  • 08:34h

Foto: Mateus Pereira / GovBA

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que a próxima vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) seja ocupada por um auditor da Corte. A decisão do STF, obtida pelo Bahia Notícias, foi divulgada nesta terça-feira (24) e contou com a relatoria do ministro Dias Toffoli.

 

O STF reconheceu a “perda parcial do objeto”, visto que Josias Gomes tomou posse da cadeira deixada pelo ex-conselheiro Pedro Henrique Lino de Souza (1950-2024) no início deste ano e a Assembleia Legislativa aprovou a criação dos cargos de auditor no TCE. Todavia, na decisão, a Suprema Corte determinou que a “próxima vaga a ser aberta, independentemente de sua proveniência, seja preenchida por um auditor, salvo se reservada à categoria dos membros do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas”.

 

Em seu voto, o ministro-relator Dias Toffoli destacou que, diante da inexistência, na época, do cargo de auditor do TCE-BA, o imbróglio deveria ser solucionado com a livre nomeação do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo Toffoli, a medida evitaria o funcionamento deficiente da Corte com apenas seis membros e manteria a proporcionalidade de conselheiros dentro dos limites constitucionais.

 

“Atribuir essa designação excepcional ao governador mantém a presente decisão mais próxima possível do texto constitucional, bem como a mantém entre as possibilidades materialmente viáveis de provimento desse cargo. Preenchida a vaga atual por livre nomeação do governador, o mesmo assento, em sua próxima vacância, deverá ser provido, necessariamente, por auditor aprovado em concurso público específico para esse cargo”, disse Toffoli na votação.

 

A próxima oportunidade de preenchimento da cadeira de conselheiro do TCE-BA ocorrerá em 2028, com a aposentadoria compulsória de João Bonfim, que completará 75 anos em agosto. 

 

O processo no STF foi movido pela Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros-Substitutos dos Tribunais de Contas (Audicon), que buscava a prerrogativa dos auditores para a ocupação do espaço deixado por Pedro Lino. Em fevereiro do ano passado, Dias Toffoli chegou a determinar a suspensão de qualquer nomeação ao TCE-BA até a finalização do julgamento.

 

O IMBRÓGLIO
Pela Constituição, parte das cadeiras dos tribunais de contas deve ser ocupada por auditores ou membros do Ministério Público de Contas, e não por indicações políticas. Com base nisso, a Audicon sustentava que a vaga não poderia ser preenchida livremente pelo governador, devendo ser destinada a um auditor da própria Corte.

 

A entidade argumentou ainda que o Estado da Bahia estaria em omissão por não estruturar adequadamente a carreira de auditor no tribunal, o que motivou o ajuizamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 87) no STF. O objetivo é obrigar o Estado a regularizar a composição do TCE-BA conforme as exigências constitucionais.

 

Mesmo com a disputa em curso, o governo estadual indicou Josias Gomes para o cargo, e o nome foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia. A movimentação levou a Audicon a acionar o TJ-BA, que chegou a suspender o processo de escolha e determinou que o caso aguardasse análise do Supremo.

 

O cenário mudou após decisão do ministro do STF Dias Toffoli, que derrubou a liminar do tribunal baiano e liberou a nomeação. Ao analisar o caso, o ministro considerou que a omissão apontada pela Audicon teria sido superada com a criação recente de cargos de auditor no estado, além de destacar a necessidade de evitar o funcionamento incompleto do tribunal.