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Anatel notifica operadoras, e derrubada gradual de bets ilegais começa nesta sexta

  • Por Folhapress
  • 11 Out 2024
  • 09:15h

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

Os mais de 2.000 sites de apostas online considerados irregulares pelo Ministério da Fazenda devem começar a ser derrubados nesta sexta-feira (11). Ainda não divulgada pelo governo, a lista de endereços a serem retirados do ar foi enviada às operadoras de telecomunicações ainda nesta quinta (10) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

"Nós vamos monitorar as principais empresas do setor para garantir que esse bloqueio seja feito de forma efetiva e o mais rápido possível", afirmou o presidente da agência, Carlos Manuel Baigorri, nesta quinta.

Ele pontuou que, entre as cerca de 20 mil operadoras em funcionamento no Brasil, há empresas pequenas do interior do país que podem demorar alguns dias para realizar os bloqueios. Cabe à Anatel, segundo Baigorri, auxiliá-las nesse processo.

O envio da lista coincidiu com a data limite para os usuários recolherem o dinheiro depositado nas bets não autorizadas. Segundo o secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena, é dever delas devolverem o dinheiro mesmo após a data. Caso a devolução não seja feita, a recomendação do governo é que os usuários acionem órgãos de defesa do consumidor ou autoridades policiais.

Uma eventual prorrogação do prazo para pedir a devolução não está na mesa, segundo o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Ele defende que a retirada dos sites do ar é importante para impedir que a população seja vítima de fraudes.

"Eu não consigo tirar o site do ar para apostas e mantê-lo no ar para a restituição. Não tem condições técnicas de fazer isso. Esse é o problema e por isso nós demos dez dias. Senão, nem os dez dias nós daríamos", disse nesta quinta (10).

De acordo com o presidente da Anatel, o combate ao mercado ilegal deve ser um "trabalho contínuo". Uma das principais dificuldades levantadas para o bloqueio das bets, segundo empresários do setor de apostas, é garantir que as essas empresas não abram novos sites, com links diferentes, para burlar a restrição da agência.

Para Baigorri, somado aos esforços do Estado para garantir um ambiente regulado, a população tem poder para barrar o mercado ilegal. Ele comparou o uso de bets não autorizadas ao acesso irregular ao X (ex-Twitter) via VPN, quando a plataforma estava bloqueada no país, e ao consumo de produtos falsificados, como cigarros e gasolina. "[O cidadão] está assumindo um risco e isso é muito perigoso."

A lista de bets consideradas irregulares pela Fazenda é formada, majoritariamente, por empresas que não formalizaram o pedido para continuar funcionando no país dentro do prazo estabelecido pelo governo. Desde o início do mês, essas empresas operaram no Brasil com restrições. Elas ficaram disponíveis na internet para que os apostadores pudessem resgatar dinheiro disponível nas contas.

No início do mês, o Ministério da Fazenda divulgou uma lista, posteriormente atualizada, de bets que poderiam continuar em funcionamento no país. São 211 sites ligados a 96 empresas em âmbito nacional e outros 20 com licenças estaduais.

As bets deixadas de fora da relação divulgada pela Fazenda não podem mais fornecer jogos de apostas no Brasil até que consigam a autorização final do governo --com exceção das casas de apostas que operam com concessões estaduais.

Já a lista de bets que podem continuar em operação é composta por empresas que solicitaram autorização do governo federal até 17 de setembro para operar sites de apostas no Brasil --e que também cumpriram com requisitos burocráticos para o cadastro.

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda ainda vai analisar a regularidade de cada uma dessas empresas, com informações sobre a habilitação jurídica e a qualificação técnica das operadoras, para conceder autorização definitiva a partir de 2025.

O pente-fino deve ser realizado até o fim de dezembro. Somente terá concessão a empresa que passar pelos critérios técnicos e pagar R$ 30 milhões para o governo federal.

Com escalada da energia elétrica, mês de setembro registra alta de 0,44% nos preços

  • Bahia Notícias
  • 10 Out 2024
  • 17:23h

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (9), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerando a inflação oficial, que aponta alta nos preços de 0,44% no mês de setembro. Essa é a maior variação para o mês desde 2021.

O segmento de habitação ajudou a puxar a alta, com a disparada, em 5,36%, dos preços da energia elétrica residencial no mês passado. Isso se deve pela mudança de bandeira tarifária afetada pela grave seca que atinge o país.

A bandeira passou de verde para vermelha patamar 1, o que gera uma cobrança extra de R$ 4,46 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido pelas famílias.

O grupo de Alimentação e bebidas também apresentou significativa alta e impactou a inflação do mês, com uma alta de 0,50%. A estiagem que atinge lavouras e a produção de carnes fez os preços de alimentos voltarem a acelerar depois de dois meses de queda.

O resultado de setembro veio 0,46 ponto percentual acima do registrado em agosto, quando o IPCA teve uma deflação de 0,02%, a única do ano até aqui. Em setembro de 2023, o IPCA teve alta de 0,26%.

A inflação brasileira agora acumula alta de 4,42% em 12 meses. O resultado final veio levemente abaixo do esperado pelo mercado financeiro, que projetava um avanço de 0,46% em setembro.

Confira o resultado dos grupos do IPCA:

Alimentação e bebidas: 0,50%;
Habitação: 1,80%;
Artigos de residência: -0,19%;
Vestuário: 0,18%;
Transportes: 0,14%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,46%;
Despesas pessoais: -0,31%;
Educação: 0,05%;
Comunicação: -0,05%.

Malafaia diz que fez as pazes com Bolsonaro e ri de 'bolsominions viúvas de Marçal'

  • Por Anna Virginia Balloussier | Folhapress
  • 10 Out 2024
  • 13:17h

Foto: Agência Brasil

O pastor Silas Malafaia disse nesta quarta-feira (9) ter feito as pazes com Jair Bolsonaro (PL), menos de 48 horas depois de chamar o ex-presidente de covarde e omisso por causa do seu papel nas eleições municipais.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirmou que conversou com Bolsonaro "ontem e hoje por zap". Disse que o ex-presidente estava "indignado pela minha fala" e que o entende por isso. "Ele, claro, com muito direito, senão ele não era um ser humano."

Malafaia chegou a questionar "que porcaria de líder é esse?" em entrevista à colunista da Folha Mônica Bergamo. Afirmou então que Bolsonaro se omitiu no pleito por temer uma derrota do prefeito Ricardo Nunes (MDB), a quem apoiava oficialmente, para Pablo Marçal (PRTB).

No fim, o autodenominado ex-coach ficou em terceiro lugar na disputa para prefeito de São Paulo, atrás de Nunes e de Guilherme Boulos (PSOL).

O pastor vem sendo criticado por entusiastas do influenciador. Foi para eles quem dedicou um post nas redes sociais: "Aos bolsominions viúvas de Pablo Marçal que estão me atacando, quero informar que eu e Bolsonaro nos entendemos. Quem são vocês? Só kkkkk. Muito kkkkkk".

Malafaia conta que disse o seguinte a Bolsonaro: "Amigo é aquele que fala que tem mau hálito. Eu falei aquilo que já tinha falado antes, mas você sabe que não tem nenhum maior defensor [de você] do que eu."

Reforçou ainda que ele morde mas assopra quando fala do ex-presidente na entrevista, que provocou um terremoto na base bolsonarista --os deputados Nikolas Ferreira e Marco Feliciano, além do senador Magno Malta, todos do PL, também são alvo do pastor.

"A entrevista tem elogios a você, [digo] que um erro teu não mancha a tua história, que você tem gasolina, muita gasolina para queimar, que eu continuo te apoiando, que você é um fenômeno, que você é o líder da direita", ele reproduz o que escreveu a Bolsonaro. "Eu e o Bolsonaro, pode o pau cantar. A gente fala e acerta."

Fora da bolha bolsonarista, que define como "bolsominions", fica a impressão de que "esse pastor é macho, na hora de criticar, ele critica", aposta.

Marçal e Malafaia são brigados, uma rixa que começou em 2022 e se estendeu até esta corrida eleitoral.

Lira não deve comprar nova briga com "pacotão anti-STF", apontam líderes da Câmara

  • Bahia Notícias
  • 10 Out 2024
  • 11:14h

Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Lideranças da Câmara dos Deputados indicam que o "pacotão anti-STF", aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (9), não deve avançar mais em 2024.

Na avaliação dos líderes, Arthur Lira (PP-AL) não deve comprar uma briga com o Supremo às vésperas de deixar a presidência da Câmara. As informações são do site Metrópoles.

Na quarta-feira, duas PECs foram aprovadas na CCJ. Uma que limita decisões monocráticas dos ministros do STF e outra que permite ao Congresso suspender decisões do Supremo ultrapassarem a “função jurisdicional”.

Ministros do STF veem ilegalidades em pacote patrocinado por centrão e bolsonaristas na Câmara

  • Por Julia Chaib e Ranier Bragon | Folhapress
  • 10 Out 2024
  • 09:09h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) demonstraram nesta quarta-feira (9) contrariedade com o avanço na Câmara dos Deputados de um pacote de medidas que restringem seus poderes e ampliam o leque de possibilidades de impeachment de integrantes da corte.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou na quarta dois projetos de lei e duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição) com o STF no alvo, em uma ação orquestrada pelos parlamentares bolsonaristas, mas que contou com apoio dos demais partidos de centro-direita e de direita.

As propostas visam limitar o poder dos magistrados de tomarem decisões monocráticas, dá ao Congresso a prerrogativa de revogar entendimentos da corte, além de ampliar as possibilidades de impeachment de ministros, como opinar sobre temas ainda passíveis de julgamento ou "usurpar" funções que seriam do Legislativo.

Há hoje uma enorme insatisfação no Congresso com a atuação do STF. Entre outros pontos, reclama-se de uma constante interferência em atividades que seriam atribuição exclusiva do Legislativo. O impeachment de ministros do STF hoje é uma das principais bandeiras do bolsonarismo.

Os magistrados dizem, em conversas reservadas, que a PEC que restringe as decisões monocráticas, por exemplo, viola a Constituição por limitar o acesso dos cidadãos à Justiça, uma vez que muitos pleitos judiciais são atendidos via decisões individuais.

Decisões individuais, argumentam ministros, ainda seriam importantes para acelerar processos. Se todas as determinações forem conjuntas, avaliam, haverá impacto para a sociedade em razão da demora para encerrar as ações.

Nesta quarta, um integrante do STF disse à Folha que a PEC tem também um vício de origem, por ter iniciado no Legislativo. Para ele, a Constituição determina que mudanças no Judiciário devem ser de iniciativa do próprio Poder, em projetos a serem analisados pelos parlamentares, mas não podem surgir no Congresso.

Atualmente, os ministros podem dar decisões monocráticas sobre qualquer tema e podem anular por meio de liminares qualquer lei em âmbito federal, estadual ou municipal. Mas a decisão é incluída automaticamente na pauta da próxima sessão virtual, segundo mudança no regimento do Supremo consumada em 2022 sob a presidência da ministra Rosa Weber.

A PEC que limita decisões monocráticas foi aprovada em novembro de 2023 pelo Senado e ficou parada na Câmara até agosto, quando Arthur Lira (PP-AL), presidente da Casa, a liberou para votação na CCJ.

Lira fez isso como uma retaliação a decisões do ministro Flávio Dino sobre emendas parlamentares --Dino suspendeu a execução das emendas até que novos mecanismos de controle e transparência fossem aplicados.

Enquanto isso, deputados discutem novamente apresentar um mandado de segurança no Supremo para barrar a tramitação de projetos anti-STF caso eles avancem ainda mais.

Ainda no ano passado, ministros do STF indicaram que consideravam a PEC das decisões monocráticas inconstitucional e que, caso uma ação desse tipo chegasse à corte, poderia ser acatada.

O deputado Orlando Silva (PC do B-SP) diz que vai procurar colegas para discutir novamente uma ação no STF para barrar a PEC. Essa hipótese foi debatida em novembro do ano passado, mas houve uma análise de que a proposta não tramitaria na Câmara.

O decano da corte, ministro Gilmar Mendes, já deu indicativos de que o Supremo não hesitaria em derrubar a PEC, que foi à votação inicialmente por iniciativa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, também criticou em agosto a outra PEC, que dá ao Congresso o poder de anular decisões do STF. "Me parece relativamente impensável um modelo democrático em que o Congresso possa suspender decisão do Supremo", disse em entrevista à Folha.

Após passar pela comissão especial, as PECs precisam ser analisada no plenário da Câmara, e são necessários 308 votos (de 513) para a sua aprovação, em dois turnos de votação. Caso seja aprovado, o texto será promulgado pelo Congresso, uma vez que emendas constitucionais não precisam de sanção do presidente da República.

Lula sanciona lei que aumenta pena para feminicídio

  • Por Folhapress
  • 10 Out 2024
  • 07:15h

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Lula (PT) sancionou, nesta quarta-feira (9), a lei que aumenta do feminicídio para até 40 anos. O texto também veta autores de crimes contra mulheres de exercer cargo público.

A lei será publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (10). A sanção foi integral e ocorreu em reunião a portas fechadas no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, como Cida Gonçalves (Mulheres), Jorge Messias (AGU) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

A pena para o crime de feminicídio varia atualmente de 12 a 30 anos de reclusão, conforme as circunstâncias do caso. Agora, a lei amplia essa pena para até 40 anos de prisão. O texto foi aprovado em setembro na Câmara dos Deputados, de forma simbólica.

De autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), o projeto transforma o feminicídio em um tipo penal autônomo, em vez de mantê-lo como uma qualificadora do homicídio. A medida aumenta a pena, aumenta a visibilidade do crime e pretende reduzir a subnotificação dos casos.

Em seu parecer, a relatora Gisela Simona (União Brasil-MT) disse que a falta de formação adequada ou de protocolos claros pode levar as autoridades a classificar o crime simplesmente como homicídio, mesmo quando a conduta é praticada contra a mulher por razões da condiçao do sexo feminino.

Além disso, a falta de uniformidade nos registros prejudica ainda a obtenção de dados estatísticos confiáveis sobre feminicídios, essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas.

A medida também impede que quem cometeu crimes contra a mulher ocupe cargo público ou exerça mandato eletivo. Além disso, amplia a pena para delitos cometidos em razão do sexo feminino, como lesão corporal, crimes contra a honra, ameaça e descumprimento de medida protetiva.

Outro ponto da lei aumenta o tempo para a concessão da progressão de regime aos condenados por feminicídio, além de ser obrigatória a monitoração eletrônica do preso para qualquer benefício.

Em seu parecer, Simona disse que o projeto "contribui sobremaneira para o aumento da proteção à mulher vítima de violência".

"A criação do tipo penal autônomo de feminicídio é medida que se revela necessária não só para tornar mais visível essa forma extrema de violência contra a mulher, mas também para reforçar o combate a esse crime bárbaro e viabilizar a uniformização das informações sobre as mortes de mulheres no Brasil", afirmou.

Anvisa vai priorizar análise de pedidos de testes para dengue e outras doenças causas por mosquitos

  • Bahia Notícias
  • 09 Out 2024
  • 10:29h

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai priorizar os pedidos de registro de testes para identificar doenças como dengue, chikungunya e febre do oropouche. A medida visa facilitar o diagnóstico precoce das arboviroses, que são transmitidas por mosquitos. 

Com a iniciativa, a Agência tem a expectativa de que o mercado tenha opções seguras de testes. A priorização vai ser estendida até o dia 31 de dezembro deste ano e deve adicionar tanto as petições de registro de dispositivos médicos para diagnóstico in vitro quanto as de Certificações de Boas Práticas de Fabricação (CBPF). Os documentos são necessários para a concessão do registro.

A ação vale tanto para pedidos novos quanto para outros protocolados anteriormente e que aguardam análise.

Sem provas, empresário diz à CPI que jogos do Palmeiras foram manipulados

  • Por Folhapress
  • 09 Out 2024
  • 08:15h

Foto: Lula Marques / EBC

O empresário William Rogatto disse em depoimento à CPI de Manipulação e Apostas, no Senado, que jogos do Palmeiras foram manipulados no Campeonato Brasileiro de 2023. Ele não apresentou provas.

Rogatto afirmou que apostou em jogos e ganhou dinheiro com eles. Mas não disse quem supostamente estava operando ou manipulando as partidas.

"Todos os jogos que eu vi que estavam acontecendo, que o Botafogo vinha desestruturado, e o Palmeiras, todos os jogos que eu fiz no Palmeiras eu ganhei. Resultados. Informação corre. Informações chegam, muitas das vezes porque jogador não consegue segurar a boca: 'Hoje vai ter um resultado ali, tal time vai ganhar e vai tomar uns gols aí'. Eu sou supostamente um apostador, não só de esquema de manipulação. Eu amo apostar. Alguns jogos que eu fiz ganhei, porque tinha a informação. Eu colocava e dava bom. De onde vinha a informação? Não sei. Quem estava fazendo? Não sei. Eu só sei que eu ganhava."

Além disso, William Rogatto assumiu ser o chefe de um esquema de manipulação que rebaixava times e ganhava dinheiro manipulando o mercado de apostas.

Ele foi ouvido pela CPI justamente por ter o esquema descoberto, sobretudo, no campeonato do Distrito Federal. Rogatto e jogadores ligados a ele foram alvo de operação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Rogatto não apresentou provas, mas disse que membros da CPI poderiam encontrá-lo em Portugal, onde se refugia para não ser preso.

Ele explicou que o esquema dele era colocar jogadores em clubes em dificuldade financeira e, a partir daí, gerar dinheiro com apostas.

Rogatto afirmou que contava com uma rede de jogadores, mas não deu nomes de ninguém. E que sabia da existência de movimentos na Série A do Brasileirão. O que ele disse sobre John Textor e o Palmeiras?

"Vocês falaram do John Textor, não é? Não sei as provas que John Textor tem, tá? Mas uma coisa eu posso falar: as pessoas que trabalharam para mim também trabalharam contra ele nesse campeonato, e as pessoas falam que não. Não estou aqui para te enfrentar, Leila [Pereira, presidente do Palmeiras], não quero te enfrentar jamais, não estou falando que você fez ou não, está bom? Mas eu te garanto que o John Textor não está totalmente errado. Mas, enfim, é só para você entender a dimensão que está o futebol, cara. Entende? Chamam de louco, mas ele não é tão louco assim", disse ele, que emendou:

"Vou deixar entrelinhas. Esses são grandes. Eu não posso enfrentar a Leila. Não posso vir aqui enfrentar a Leila. Não vou enfrentar. Isso é loucura. Não vou enfrentar o presidente do São Paulo", esquivou-se.

O empresário foi indagado diretamente sobre o clássico entre Palmeiras e São Paulo, que terminou 5 a 0 para o lado verde. Mais uma vez, recorreu a uma percepção -sem apresentar provas.

"É só opinião minha, tá? Está nitidamente, é só você olhar os gols. Pode não ter acontecido nada, mas é minha opinião. Eu confesso, apostei, de repente ainda tenho alguns bilhetes que posso te mandar, e eu ganhei. Muitas das vezes, os presidentes podem ser vítimas desinteressadas. Às vezes, dois jogadores desestruturam totalmente um jogo".

O que mais ele falou sobre a própria atividade:

- Rei do rebaixamento

"Eu rebaixei 42 clubes do Brasil. Eles falam que eu sou o rei do rebaixamento. É por causa da prática. Eu não tenho interesse nenhum em subir time se eu posso ganhar dinheiro com ele caindo".

- Como começou

"Eu iniciei no Campeonato Paulista em 2009. Estava com dificuldade financeira. Eu pego o time com dificuldade, que não tem dinheiro. Eu vinha, pegava uma agência de atletas e falava para os jogadores que eles tinham que ganhar comigo, porém eles tinham que facilitar os jogos para mim. Eu fiz na Série A2. Não vou falar qual é o clube".

- Abordagem de dirigentes

"Eu entrava nos clubes. Enganava alguns. Alguns compactuavam comigo. Como? Me dá R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil e você pode fazer o que quiser com meu clube. Se eu puder fazer dinheiro e cair o seu time, problema é seu".

Saem notas do CNU, menos do bloco 4; saiba consultar e veja próximos passos do concurso

  • Por Folhapress
  • 08 Out 2024
  • 16:38h

Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasil

Os candidatos do CNU (Concurso Nacional Unificado) já podem consultar as notas finais das provas objetivas e a nota preliminar da prova discursiva.

Os resultados estão disponíveis para candidatos de todos os blocos, com exceção de quem prestou a prova no bloco 4, que teve a prova suspensa pela Justiça e a divulgação das notas bloqueada.

A consulta pode ser feita no site da Fundação Cesgranrio, organizadora da seleção, no link https://cpnu.cesgranrio.org.br/login, ou no site do próprio CNU, no link https://www.gov.br/gestao/pt-br/concursonacional.

Nesta terça (8), sai também a convocação para a prova de títulos.

De acordo com o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), os candidatos terão acesso à imagem da sua prova discursiva ou da redação, para os candidatos do bloco 8, com vagas que exigem ensino médio.

"Também será disponibilizado aos candidatos um extrato do resultado, que conterá os detalhes das notas de cada uma das provas", diz o ministério.

Para conferir os resultados, é necessário ter senha no Portal do Gov.br. O envio dos títulos deverá ocorrer nos dias 9 e 10, por meio de foto ou PDF no site do concurso.

COMO CONFERIR AS NOTAS

- Acesse o site;

- Na página inicial, clique em "Área do Candidato", onde se lê "cartão de confirmação, resumo da inscrição, solicitações, perguntas frequentes, etc"

- Depois, clique em "Entrar com gov.br"

- Informe o CPF e clique em "Continuar"

- Digite sua senha e vá em "Entrar"

- Selecione "Área do Candidato" e vá para a aba "Resultados e Convocações"

NOTAS COM DETALHES

Os candidatos dos blocos 1 a 7 terão acesso aos números de acertos, à nota total e à nota ponderada obtida nas provas de conhecimentos gerais. As provas de conhecimentos específicos, que tinham pesos diferentes para cada eixo temático, também terão essas informações disponibilizadas.

Para a prova discursiva, os candidatos poderão checar os valores alcançados com relação a conhecimentos específicos, que representam 50% da nota, e conhecimentos gramaticais, que representam os outros 50%.

O CNU permitiu que seus candidatos se inscrevessem em mais de um bloco, assim, o resultado para cada cargo escolhido na hora da inscrição será disponibilizado no campo "situação do cargo" ao acessar as notas.

RESULTADOS PARA OS BLOCOS DE NÍVEL SUPERIOR

Os candidatos do bloco 8, único de nível médio, terão acesso ao número de acertos em cada uma das disciplinas das provas objetivas, à nota total e à nota ponderada.

O resultado da redação feita pelos candidatos será disponibilizado com base na avaliação de conhecimentos gramaticais. O resultado para cada cargo em que o candidato se inscreveu poderá ser visualizado no campo "situação do cargo".

RESULTADOS PARA O BLOCO DE NÍVEL MÉDIO

O CNU foi o maior concurso da história do país com mais de 2,1 milhões de pessoas inscritas para 6.640 vagas disponíveis em 21 órgãos no serviço público. As provas ocorreram em 228 cidades, incluindo todas as capitais, somando 3.647 locais de aplicação e 72.041 salas.

Após a divulgação da nota, será aberto prazo para recurso contra a nota da prova discursiva, que termina nesta quarta-feira (9). O pedido pode ser feito na aba "Interposição de Recursos", na área do candidato.

A divulgação das notas oficias é acompanha também pelo compartilhamento das questões que podem ter sido impugnadas. Nesses casos, todos os candidatos ganham o ponto em relação à pergunta.

 

PROVA DE TÍTULOS

Os candidatos convocados para a prova de títulos deve enviar a documentação nos dias 9 e 10, pelo site do CNU.

As provas de títulos serão classificatórias, fazendo com que o candidato consiga posição melhor na lista final e, com isso, possa escolher o local de trabalho, em casos onde houver essa opção.

Houve alteração nas regras. Agora, o ponto no caso de experiência profissional será por ano completo, ou seja, os meses de trabalho serão descartados. Também não haverá sobreposição dos períodos de experiência em caso de o profissional ter dois empregos.

Os valores da pontuação seguem os mesmos. Eles variam de meio ponto por ano, com máximo de dez pontos.

COMO FICA A SITUAÇÃO DO BLOCO 4?

A AGU (Advocacia-Geral da União) está recorrendo da proibição de divulgação das notas. No entanto, ainda não há resultado para a continuidade da seleção. Com isso, o bloco fica parado, sem que se possa avançar para as próximas fases.

O caso foi parar na Justiça depois de troca das provas na cidade do Recife, em Pernambuco. O fiscal errou e entregou o exame da tarde pela manhã, mas recolheu as provas logo em seguida e o envelope foi lacrado.

Segundo o juiz responsável pela decisão, teria ocorrido comprovação de que os candidatos ficaram sabendo de questões da prova da tarde em virtude do erro de aplicação.

O governo alega no processo, no entanto, que "não houve vazamento de prova, nem quebra de isonomia em benefício de alguns candidatos, uma vez que não houve acesso às questões do caderno, mas apenas distribuição das provas de outro turno, fato imediatamente corrigido, antes mesmo da autorização para início da resolução de questões".

O CNU teve provas de manhã e à tarde, que começaram às 9h e terminaram às 18h. As provas da manhã tinham 20 questões objetivas de conhecimentos gerais, além de uma questão discursiva, que seria uma redação sobre temas específicos conforme cada bloco.

As provas da tarde tiverem três horas e meia de duração e 50 questões. O resultado final do CNU está previsto para ser divulgado no dia 21 de novembro.

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Após Tabata, Alckmin anuncia apoio a Guilherme Boulos

  • Por Isabella Menon | Folhapress
  • 08 Out 2024
  • 10:20h

Foto: Cadu Gomes / Vice-Presidência da República

Na noite desta segunda-feira (7), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou o apoio a Guilherme Boulos (PSOL).

O anúncio aconteceu pelas redes sociais. No Instagram, Alckmin postou uma foto de Lula (PT) e Boulos.

"Ao lado do presidente Lula por São Paulo e com Guilherme Boulos 50", escreveu o vice-presidente.

O anúncio aconteceu um dia depois do primeiro turno das eleições, em que Alckmin apoiou Tabata Amaral (PSB).

No domingo, a deputada federal, que ficou em 4º lugar com 9,92% dos votos, anunciou o voto em Guilherme Boulos (PSOL), mas disse que não vai aceitar nenhum cargo e também não deve subir no palanque do psolista.

Mansão de Gal Costa é colocada à venda por valor milionário dois anos após morte da cantora

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2024
  • 17:04h

Foto: TV Globo

A mansão deixada pela cantora Gal Costa como parte da herança milionária da baiana, foi colocada à venda. O imóvel, localizado no bairro Jardins, em São Paulo, está sendo vendido após o acordo feito na Justiça por Gabriel Costa, filho da cantora, e Wilma Petrillo, ex-empresária e viúva da artista.

De acordo com Gabriel Fischmann, ex-produtor da artista, a mansão esta sendo vendida para quitar dívidas e repartir o valor restante entre os dois. O imóvel está sendo vendido por R$ 10 milhões.

Em um longo desabafo, Fischmann falou sobre a perda da memória da artista. Segundo o ex-produtor, os responsáveis pela negociação não se preocuparam em retirar uma foto de Dona Mariah, mãe de Gal, que ainda permanecia no imóvel.

“Uma tristeza profunda me invade ao ver essas fotos da casa da Gal nos Jardins/SP sendo vendida para pagar dívidas e ser dividida entre os ‘herdeiros’. Ao olhar para esse quarto vazio na fotografia, onde ela guardava sua intimidade, fico refletindo sobre a brevidade da vida, das coisas e do tempo… Sobre como temos o poder de mudar nosso destino, mas também como, às vezes, ficamos presos aos grilhões do sofrimento, sem encontrar saídas, até que, enfim, esse pode ser o ato final deste grande teatro da vida”, escreveu.

O ex-produtor também acusa Wilma de negligência com a memória e o patrimônio da cantora. "O ser nefasto [Wilma Petrillo, viúva de Gal] deixou praticamente todo o acervo de roupas de shows e troféus se deteriorar com o tempo, em meio à sujeira e ao descaso, na casa-depósito da Bahia… O legado da Gal, no fim, está mesmo nas mãos dos fãs e da estimada Biscoito Fino, a quem peço, por favor, que não deixe a obra audiovisual dela cair no esquecimento, porque o resto já foi destruído em vida pela ‘viúva negra’".

Irmão de Gusttavo Lima recebe 412 votos e perde pela segunda vez em eleição para vereador em cidade de Minas Gerais

  • Bahia Notícias
  • 07 Out 2024
  • 13:09h

Foto: Instagram

O apoio de Gusttavo Lima a campanha do irmão, William Lima Remelexo, de 52 anos, que tentava a vaga como vereador na cidade de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, não foi suficiente para colocar a família na Câmara.

 

O candidato do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve apenas 0,54%, o que equivale a 412 votos, e perdeu pela segunda vez.

 

O Embaixador, que foi indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa pela Polícia Civil de Pernambuco na Operação Integration, chegou a fazer uma doação de R$ 20 mil para a campanha do irmão. O valor aparece no Divulgacand, ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Além da ajuda financeira, o artista tentou usar da popularidade para angariar votos. Além de Gusttavo Lima, William divulgou vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL), de Eduardo Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Com essa derrota, William já acumula 3 perdas na corrida eleitoral. Em 2016, ele foi candidato do município de Presidente Olegário pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS).

Nove indígenas foram eleitos a prefeituras pelo Brasil, um a mais do que em 2020

  • Por Victoria Damasceno, Bárbara Blum e Natália Santos | Folhapress
  • 07 Out 2024
  • 10:41h

Tuxaua Benisio e a deputada Joenia Wapichana. Foto: Lohanna Chaves/Divulgação

Cresceu o número de prefeitos indígenas eleitos nas eleições municipais no primeiro turno, realizado neste domingo (6). Ao todo, 9 candidatos que se declaram desta forma ganharam os pleitos. Eles são majoritariamente homens, e se dividem igualmente entre a esquerda, direita e o centro. Apenas uma mulher foi eleita e não há indígenas concorrendo no segundo turno.
 

O número representa um eleito a mais em relação às eleições de 2020, quando oito indígenas chegaram ao Executivo municipal. Na disputa anterior, em 2016, seis candidatos ganharam prefeituras pelo país. Em ambos os pleitos os eleitos representaram cerca de 0,1% dos cargos de prefeito.
 

Apesar do acréscimo neste ano, o número que ainda é aquém da representação do grupo na população brasileira, que é de 0,83%, segundo o Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
 

O Brasil tem 1,7 milhão de indígenas, segundo dados do instituto. Dados de estudo produzido pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) mostraram que as candidaturas indígenas tiveram aumento de 14%, com maior concentração em Roraima, com 7%.
 

Neste ano, os indígenas puderam também declarar, de forma opcional, o pertencimento étnico, o que resultou em 170 etnias declaradas em um universo de 266 povos, de acordo com dados do IBGE. As candidaturas do grupo estavam concentradas em partidos de direita (41,8%), seguido das legendas de esquerda (40,4%), e do centro (17,7%), segundo o estudo.
 

Entre as capitais, apenas o pleito de Vitória (ES) contou com candidato indígena concorrendo à chefia do executivo municipal. O guarani Assumção (PL), capitão de reserva da Polícia Militar, contabilizou 9,5% dos votos. Na capital capixaba, o atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) se reelegeu no primeiro turno, com 56%.
 

A cidade mais indígena do Brasil, Uiramutã (RO), reelegeu Tuxaua Benísio (Rede), um dos oito prefeitos indígenas eleitos em 2020. O candidato recebeu 59,66% dos votos contra Professor Abraão (PDT), que teve 40,34%.
 

Benísio é do povo macuxi e tuxaua e uma liderança da Comunidade Indígena Pedra Branca, localizada na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A candidatura foi resultado de um encontro de representantes de dezenas de comunidades indígenas da região, num formato apelidado de "política do malocão".

Marçal diz que irá disputar 2026 e impõe condição para apoiar Nunes

  • Por Ana Luiza Albuquerque | Folhapress
  • 07 Out 2024
  • 08:02h

Foto: Reprodução/ CNN

O influenciador Pablo Marçal (PRTB) afirmou, na noite deste domingo (6), que concorrerá a um cargo no Executivo em 2026, governo estadual ou Presidência, e que não disputará novamente a Prefeitura de São Paulo.
 

Derrotado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), Marçal indicou que no segundo turno pode apoiar o emedebista, a quem costuma chamar de fraco e "bananinha", se ele encampar algumas de suas propostas, como a construção de escolas olímpicas e o ensino de educação financeira nas escolas.
 

O autointitulado ex-coach disse que a partir de agora se empenhará em apoiar candidatos a prefeito contra adversários comunistas em todo o Brasil.
 

Inicialmente Marçal tinha cancelado a entrevista que daria à imprensa na noite deste domingo (6), após derrota nas urnas, repetindo comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também silenciou após a vitória do presidente Lula (PT) em 2022.
 

Depois voltou atrás e marcou uma fala a jornalistas em frente a sua casa às 22h.

Ao longo da campanha, o influenciador adotou como estratégia a produção de polêmicas para se tornar conhecido entre os eleitores, colocada em prática a partir de cortes –vídeos curtos nos quais ele aparece com alguma fala polêmica, agressiva ou inusitada e que logo viralizam.
 

A estratégia, inclusive, levou o influenciador a ter os perfis nas redes sociais suspensos ao fim de agosto, em ação que pode torná-lo inelegível.
 

A Justiça entendeu que havia indícios de que o empresário estaria cometendo abuso econômico ao promover com recompensas financeiras cortes de vídeos produzidos por apoiadores. Marçal alega não ter remunerado ninguém durante o período eleitoral.
 

Neste domingo, vestindo camisa da seleção, Marçal afirmou ainda que acha difícil que Lula (PT) saia derrotado das próximas eleições presidenciais, mas disse também que o presidente está "senil", com idade avançada, e que deve ter o mesmo destino do presidente norte-americano Joe Biden.
 

Perguntado se ele se referia a São Paulo quando menciona a possibilidade de disputar o governo em 2026, o influenciador disse que ainda não sabe. Ao longo da campanha, Marçal abriu fogo contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal cabo eleitoral de Nunes, a quem apelidou de "goiabinha".
 

O governador disputará a reeleição ou a Presidência, como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível. O influenciador afirmou que enviará uma mensagem ao governador, a quem chamou de "guerreiro". "Teve coragem de segurar na mão do Nunes, tiro o chapéu para ele", disse.
 

Marçal afirmou ainda que não tem problemas com Bolsonaro, com quem manteve uma relação de morde e assopra ao longo da campanha. Mas disse que o conservadorismo é maior do que os dois, e que o ex-presidente teve erros e acertos, lembrando que Bolsonaro foi o primeiro presidente desde a redemocratização que perdeu uma reeleição.
 

O ex-coach afirmou também que Bolsonaro quer colocá-lo "no hall de pessoas que ele ajudou e que viraram as costas para ele", mas que, na verdade, foi Marçal quem o teria ajudado na campanha de 2022, pedindo voto e investindo recursos.
 

Ele negou que a publicação de laudo falsificado para tentar associar Boulos ao uso de cocaína tenha prejudicado seu desempenho na reta final, dizendo que não encontrou uma única pessoa que tenha desistido de votar nele por esse motivo. Disse, ainda, que não teria postado o documento sabendo que era falso e que achou desproporcional a derrubada de sua rede social.
 

Após campanha agressiva, Marçal ficou em terceiro lugar, encostado em Boulos e Nunes.
 

Ao longo da campanha, o ex-coach ativou símbolos importantes para os bolsonaristas, como a defesa da família patriarcal, de uma vida regida por Deus e do livre mercado. Marçal se vendeu como o único candidato que combate o sistema e conseguiu até mesmo posicionar Bolsonaro como um líder que se dobrou a ele.
 

Elas foram, porém, mal recebidas entre o próprio eleitorado do ex-presidente, que precisou recuar. Pela primeira vez, uma figura de direita que não se forjou no seio do bolsonarismo ameaçava a hegemonia de Bolsonaro entre seus eleitores, que não identificam em Nunes um líder de direita.
 

Na reta final, com o crescimento de Marçal, o ex-presidente chamou o ex-coach de "fofoqueiro" e disse que ele "mente descaradamente".
 

Nas últimas semanas o influenciador havia se recuperado nas pesquisas de intenção de voto, e contou com apoios de figuras relevantes da direita, como os deputados Ricardo Salles (Novo) e Nikolas Ferreira (PL).
 

Vinha apresentando, por outro lado, altos índices de rejeição nos levantamentos.
 

Por semanas, adversários utilizaram a propaganda televisiva para atacar Marçal, expondo polêmicas e fatos negativos do seu passado, como a condenação do influenciador por furto qualificado em 2010, envolvendo sua participação em quadrilha de golpes digitais.
 

Sem tempo de TV por estar filiado ao PRTB, uma sigla nanica, Marçal estagnou nas pesquisas, mas seu eleitorado mostrou resiliência e ele tinha desidratado. Pelo contrário, na última semana voltou a desbancar Nunes nas pesquisas e assumir a dianteira entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que oficialmente apoia o prefeito e que foi responsável por indicar o ex-Rota Ricardo Mello Araújo (PL) para a vice.
 

Durante a campanha, Marçal tornou-se conhecido pelo discurso agressivo, como quando disse que a deputada Tabata Amaral (PSB) foi responsável pelo suicídio do pai, e pela criação de factoides, como aquele que associava falsamente o deputado Guilherme Boulos (PSOL) ao consumo de cocaína.
 

Depois de passar meses prometendo que iria desmascarar o psolista no último debate antes do primeiro turno, o da TV Globo, o influenciador chegou ao evento com a versão esvaziada. Reportagem da Folha revelou, por exemplo, que ele se baseava em um réu homônimo para acusar Boulos de uso de drogas.
 

Na sexta-feira (4), Marçal apelou para a falsificação de um laudo de uma clínica particular, cujo dono é próximo ao ex-coach. Boulos pediu a prisão de Marçal, que foi negada, mas o juiz suspendeu sua conta reserva no Instagram.
 

No fim, as provocações do influenciador ensejaram o clima bélico que marcou o período eleitoral, resultando na cadeirada do apresentador José Luiz Datena (PSDB) contra Marçal e no soco desferido pelo assessor do ex-coach, Nahuel Medina, contra o marqueteiro de Nunes, Duda Lima.
 

Marçal voltou atrás na decisão de não se pronunciar após a derrota. Poucas horas antes, havia cancelado entrevista que daria à imprensa, dizendo via assessoria que falaria apenas quando recuperasse seus perfis.
 

Antes, Marçal havia organizado um evento para receber pessoas envolvidas na campanha e jornalistas, com entrevista prevista para as 19h. Porém, nunca apareceu no espaço. Quem falou com a imprensa após a derrota foi Leonardo Avalanche, presidente do PRTB, que disse que o influenciador não deve contestar as urnas.
 

Às 20h30, a assessoria de imprensa de Marçal repassou aos jornalistas recado do autointitulado ex-coach de que ele se pronunciaria via redes sociais, quando recuperarasse seu perfil. Neste sábado, a Justiça Eleitoral suspendeu a conta reserva do influenciador no Instagram, depois de ele publicar um laudo falso associando Boulos ao uso de cocaína.

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X diz a Moraes que foi orientado pelo próprio STF a depositar pagamento de multa na Caixa

  • Por Folhapress
  • 05 Out 2024
  • 09:10h

Foto: Bahia Notícias/ Antonio Cruz/ Agência Brasil

Os advogados do X afirmaram ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na noite desta sexta-feira (4), que a plataforma foi orientada pelo próprio tribunal a depositar na CEF (Caixa Econômica Federal) o pagamento da multa que lhe foi imposta pelo magistrado.

Mais cedo, após o X enviar à corte comprovante de que depositou R$ 28,6 milhões na Caixa nesta sexta, Moraes afirmou, em despacho, que a conta estava errada e mandou regularizar. O certo, de acordo com o ministro, seria uma conta no Banco do Brasil vinculada aos autos do caso.

A empresa de Elon Musk, porém, alega que "o X Brasil jamais foi intimado a efetuar o referido pagamento por meio de depósito na conta vinculada a estes autos".

"Pelo contrário, o mesmo foi realizado por meio do pagamento de guia de depósito emitida pela Caixa Econômica Federal (CEF) de acordo com as orientações recebidas deste E. Supremo Tribunal Federal", afirmaram os representantes da empresa.